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Morre Negão, cão famoso por “trabalhar” como frentista em Mogi (SP)

(Foto: Sabrina/Arquivo Pessoal

Após a triste notícia da morte do cãozinho argentino Capítan, mais lamentável perda aconteceu essa semana. O cachorro Negão, conhecido em todo país após ser adotado por funcionários de um posto de gasolina e ganhar uniforme e crachá, faleceu nesta quarta-feira (21).

O final feliz do cãozinho começou há três anos, quando foi acolhido pela equipe de um posto em Mogi das Cruzes (SP). Ele ficou famoso internacionalmente após “vestir a camisa” do estabelecimento e conquistar a simpatia de clientes e comerciantes da região. Fotos do Negão viralizaram nas redes sociais e foram destaques em grande postais estrangeiros.

A frentista Tania Cristina lamenta a morte do companheiro e sente a insuportável dor da perda. “Eu era muito apegada a ele, chorei muito. Foi difícil juntar a casinha dele, a vasilha e a roupinha. Pior ainda foi chegar aqui para trabalhar e encontrar ele sem vida”, lembra.

Reprodução/Facebook

Ela desabafa ainda sobre como é difícil falar sobre o assunto. “A cada pessoa que passa aqui e pergunta dele, as lembranças reaparecem e dá mais vontade de chorar. Todos passam aqui e perguntam dele porque estavam acostumados com a presença dele”, disse em entrevista ao G1.

Muito querido por todos, Negão tinha aproximadamente 11 anos. Ele sofria com uma insuficiência cardíaca, que pode ter sido a causa da sua morte.

Negão deixou muitas lembranças felizes para todos aqueles que o conheceram. Seus carinhos, brincadeiras e inteligência jamais serão esquecidos. “Ele deixou uma saudade que não acaba”, finaliza a funcionária.

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ONG denuncia medicamentos vencidos em CCZ de Mogi das Cruzes (SP)

As fotos são todas de medicamentos para animais. As datas de validade mostram que todos estão vencidos. Um remédio, por exemplo, venceu em 2011. O estoque é CCZ de Mogi. Quem fez o registro foi a ONG de proteção aos animais Adote Já.

Foto: Reprodução/TV Diário

Segundo Ana Karina Rodrigues Pirillo, 99% dos medicamentos que estavam dentro da sala de morte induzida e de castração, venceram. “Anestesias vencidas, o que é pior. Porque havia animais para serem castrados hoje. Portanto sentiram dor”, disse.

A ONG teve acesso ao local com um mandado de segurança da justiça. A autorização foi obtida depois de denuncias de várias irregularidades no CCZ.

Vídeos também foram feitos na última sexta (17). Para a presidente da ONG, o local que trata vários tipos de animais não oferece condições mínimas para um atendimento adequado. “O isolamento muito sujo, precário, fungos, úmido, os animais estressados. E nenhuma ficha era numerada. Os órgãos públicos devem adotar numeração. O animal não tem documentação, se ele dá entrada sem numeração, a gente não sabe a procedência e nem o que vai acontecer com ele”, afirmou.

Além desses problemas, a ONG faz outra denuncia. A presidente procurou a delegacia do distrito de César de Souza alegando ter sido impedida de ter acesso a documentos e de fiscalizar toda a estrutura da zoonoses. “Eles obstruíram o acesso às informações, ao canil para averiguar os animais. A prefeitura tem que cumprir o mandato de segurança e deixar a ONG fiscalizar o local”, declarou.

Em nota a Prefeitura de Mogi das Cruzes disse que os medicamentos vencidos estavam separados e identificados num armário específico para o descarte. A prefeitura também disse que a representante teve acesso a todos os documentos de morte induzida e que a sala de necrópsia que ela teve acesso tinha acabado de ser usada, por isso havia resíduos dos procedimentos já feitos.

Em contato novamente com a presidente da ONG, ela disse que só teve acesso ao livro de registro das mortes induzidas e não às fichas com mais detalhes do procedimento. Sobre os medicamentos fora da data de validade, ela observou que, independentemente da identificação e da separação, a lei de descarte proíbe o armazenamento deles por muito tempo.

Fonte: G1

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Cão assassinado por policiais em Mogi.
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Cão é baleado e morto durante operação policial em Mogi (SP)

Cão assassinado por policiais em Mogi.
Cão morto por policiais em Mogi /Crédito: Fernanda Moreno

Um cão da raça pit bull foi baleado e morto por policiais civis da cidade de Mogi das Cruzes (SP) durante uma operação de combate ao tráfico de drogas. O cão foi resgatado ainda com vida, mas não resistiu.

Os moradores da região chamaram a vereadora Fernanda Moreno (PV), da ONG Fera, para socorrer o cão ferido. Ela conta que levou o pit bull até uma clínica, mas ele não sobreviveu.

Em nota, a Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes afirma que os disparos foram realizados em “legítima defesa”.

Nota da Redação: É incoerente que aqueles que devam zelar e proteger matem um animal e aleguem legítima defesa ignorando que o cão não possuía condições de se defender e estava apenas reagindo instintivamente para proteger seu território. Lamentamos a morte de mais um animal devido ao despreparo policial e ao desrespeito à vida.

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Protetora que abriga 120 animais recebe ordem de despejo em Mogi (SP)

Sônia Ferrari, protetora voluntária de animais (Foto: Arquivo)

Anos atrás, a dona de casa Sonia Regina Ferrari, de 55 anos, decidiu começar a cuidar dos animais abandonados por Mogi das Cruzes. Lá se vai mais de uma década na tentativa de dar um lar digno, alimentação e cuidados veterinários aos animais abandonados por outras pessoas. A jornada é cheia de dificuldades. A mais recente é a ordem de despejo que recebeu pelo atraso de mais de R$ 10 mil em alugueis do imóvel em que mora, em Braz Cubas, com 50 cães e 70 gatos. Sem trabalho, e em fase de tratamento de um câncer de mama, a protetora está sem saber para onde ir e como manter protegidos os animais.

Antes da doença, dona Sonia trabalhava como diarista pela cidade. Casada durante anos, o marido a deixou pouco depois do diagnóstico do câncer. A partir daí, as dificuldades financeiras começaram a aumentar. Nesta ocasião, ela ainda residia em César de Souza, mas precisou mudar-se para um imóvel menor e de aluguel mais barato em 2012. Encontrou uma casa, com valor mensal de R$ 900,00. Na ocasião, ainda tinha a mãe e um filho que ajudavam-na a pagar a mensalidade. A mãe, infelizmente, morreu e o filho casou-se e mudou-se para São Paulo. A protetora ficou sem ajuda.

Em todos estes anos, como o instinto de proteção fala mais alto, nunca deixou de recolher animais em situação de vulnerabilidade pelas ruas. Já foram centenas mantidos ao mesmo tempo, hoje são 50 cachorros e 70 gatos.O custo com ração ultrapassa os R$ 600,00, além dos gastos com água, itens de higiene e energia elétrica do imóvel.

Sem emprego no momento e com os gastos com os animais em constante elevação, dona Sonia não conseguiu arcar com o aluguel. Foi por causa de uma dívida de R$ 10 mil que o proprietário ingressou na Justiça com um pedido de despejo por falta de pagamento cumulado com cobrança. Depois que avaliou o caso, o juiz Robson Barbosa Lima, da 7ª Vara Cível do Fórum de Mogi das Cruzes, determinou que a protetora desocupe o imóvel em até 30 dias após a data de notificação da decisão, o que ocorreu em 27 de março passado. Sonia pode ficar no local apenas até 27 de abril. O prazo curto dado só faz aumentar o desespero da mulher que, sem ajuda financeira de ninguém, distante da família, não sabe se terá um teto para dormir a partir de 28 de abril e nem para onde vão os animais que ela pegou para proteger.

“Há um canil em Varinhas que talvez receba parte dos animais, mas, pelo que vi, não tem condições de receber sem antes fazer algumas obras. Já disse para a senhora que, naquelas condições, fica difícil a transferência dos cães porque eles podem se machucar. A minha preocupação é com os cachorros e gatos. Eles precisam de ajuda”, disse a mulher que, até mesmo diante do iminente despejo, prioriza o bem estar dos animais.

Por muito tempo, dona Sonia tentou ajuda com organizações de proteção aos animas da Capital e também com políticos que defendem a bandeira da causa animal. O retorno foi mínimo e não diminuiu as dificuldades.

Sonia busca doação de ração, material de construção (para a compra de itens a serem usados na reforma do canil, em Varinhas) ou dinheiro que possa ser empregado nas melhorias do local. Telefone para contato é o 11 9 9860-2506.

Fonte: O Diário de Mogi

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Diarista pede ajuda para manter cuidados a 120 animais em Mogi (SP)

Sonia cuida de 50 cães e 70 gatos resgatados das ruas. (Foto: Eisner Soares)
Sonia cuida de 50 cães e 70 gatos resgatados das ruas. (Foto: Eisner Soares)

A diarista Sonia Regina Ferrari, 54 anos, de Mogi das Cruzes, precisa de ajuda para manter os cuidados aos cerca de 120 animais resgatados da rua. Ela realiza este tipo de trabalho há quase 18 anos, mas não consegue mais pagar todas as despesas porque ficou cega do olho direito durante o tratamento de cinco anos contra um câncer de mama, o que a impossibilitou de realizar muitas faxinas durante o mês. Além disso, separou-se do marido, que mantinha o aluguel da casa, em Braz Cubas. A renda atual, de cerca de R$ 300,00, não é suficiente para cobrir as contas mensais com a alimentação dos animais e despesas com remédios e consultas.

Sonia conta que para alimentar os 50 cães são preparados, em média, 20 quilos de comida por dia. Já para os 70 gastos, são necessários 10 quilos. “Eles comem ração, arroz e mingau de fubá”, diz. Segundo a diarista, a maioria dos animais é formada por adultos ou idosos, o que dificulta o interesse daqueles que querem adotar um animal doméstico. “Além disso, nesta idade, eles começam a ter problemas de saúde, o que faz com que os tutores abandonem os animais na rua”, diz.

Sem pagar o aluguel de casa há alguns meses, Sonia não sabe o que fará caso tenha que deixar a casa com os cães – os gatos ficam na residência da irmã, no Bairro do Rodeio. “A mensalidade é R$ 900,00, fora um acordo de parcelas no valor de R$ 400,00 referentes aos meses atrasados”, explica. O dono da casa já ingressou com ordem de despejo.

O cuidado com os animais abandonados começou em meados de 1990, quando a mãe e a avó eram vivas. Agora, Sonia conta apenas com a ajuda da irmã, a dona de casa Marcia Lucia Ferrari, de 42 anos. Quando começaram, elas resgatavam os animais, tratavam e depois levaram às feiras de adoção. “Desde que foi instituída a obrigatoriedade de vacinar contra virose, antes da doação, eu quase não consigo levá-los, porque cada vacina custa R$ 50,00”, pontua. Antes desta obrigatoriedade, a diarista diz que a cada 15 dias, 10 animais ganhavam novos lares.

Hoje, após resgatar os animais, ela dá banho e medica contra vermes. Caso eles tenham algum problema mais grave, Sonia os encaminha a um veterinário. “Eu sempre peço ajuda para conseguir o preço da consulta e dos medicamentos”, conta, explicando que mesmo com os atendimentos gratuitos do Centro de Bem-Estar Animal, em César de Souza, ela ainda gasta com despesas médicas porque o local não oferece exames de raio-X e ultrassom, quase sempre necessários para diagnosticar as doenças.

Quem se interessar em ajudar Sonia com o cuidado dos animais pode fazer doações de alimentos, além de dinheiro. Para isso, basta entrar em contato pelo telefone 99860-2506.

Fonte: O Diário de Mogi

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Veterinário resgata animais voluntariamente em Mogi (SP)

Veterinário Jefferson Leite com família de corujinhas-do-mato resgatadas em Mogi das Cruzes (Foto: Jefferson Leite/ Arquivo Pessoal)
Veterinário Jefferson Leite com família de corujinhas-do-mato resgatadas em Mogi das Cruzes (Foto: Jefferson Leite/ Arquivo Pessoal)

De junho de 2015 até outubro deste ano, quase 80 animais silvestres resgatados com ferimentos, em situação de risco, ou em áreas urbanas, passaram pelas mãos do médico veterinário Jefferson Renan Araújo Leite, de Mogi das Cruzes. Sem um Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) no Alto Tietê, o especialista acaba realizando os primeiros socorros aos animais, que retornam à natureza ou são encaminhados a uma unidade específica, fora da região. Isso quando eles conseguem se recuperar. Muitos animais acabam morrendo devido à falta de tratamento específico, ou por não conseguirem se adaptar novamente à natureza.

O vai e vem de animais de diversas espécies é tão frequente na vida do veterinário que ele lembra Dr. Dolittle, médico interpretado por Eddie Murphy em uma comédia americana.

Desde 1994, quando o médico abriu em Mogi uma clínica particular depois de se formar em veterinária na Universidade Federal de Alfenas (Unifal), em Minas Gerais, recebia, vez ou outra, animais silvestres, resgatados por policiais ou bombeiros. Com o crescimento do setor imobiliário e o desmatamento, a aparição de animais silvestres em rodovias, árvores ou até mesmo nas casas, foi ficando cada vez mais comum. Dados da Fundação SOS Mata Atlântica mostram que o Alto Tietê tinha, originalmente, 252 hectares de Mata Atlântica. Atualmente, restam menos de 52 hestares e, em Mogi das Cruzes, uma das áreas que melhor representa o desmatamento é a Serra do Itapeti. Muitos condomínios estão localizados em áreas onde só existia verde.

Dos 79 animais socorridos pelo médico de junho de 2015 até hoje, 24 foram encontrados em bairros como Rodeio, Itapety, César de Souza, Mogilar e Botujuru, bairros mais próximos à Serra do Itapety.

Mosaico com os animais socorridos pelo médico veterinário de Mogi das Cruzes, Jefferson Leite. (Foto: Jefferson Leite/ Arquivo Pessoal)
Mosaico com os animais socorridos pelo médico veterinário de Mogi das Cruzes, Jefferson Leite. (Foto: Jefferson Leite/ Arquivo Pessoal)

Todos os atendimentos são voluntários e incluem os custos com medicação e alimentação, que são bem específicos em alguns casos. O veterinário ressalta ainda a importância de adotar técnicas durante o cuidado, para que o animal silvestre não perca sua característica e seja domesticado.

Em agosto deste ano, por exemplo, o veterinário resgatou em Guararema um filhote fêmea de gato-do-mato-pequeno Leopardus gatullus.

O filhote, sua mãe e irmãos foram atacados por cães. Como a cidade não tem local adequado para o tratamento, o animal foi levado à sua clínica particular e depois à sua casa. Mas a medida não é a ideal. “Existe uma técnica para cuidar deste tipo de animal sem domesticá-lo. Desta forma, ele consegue voltar ao seu habitat assim que curado”, explicou o médico.

No caso do gato do mato, por exemplo, o tempo em que precisou ficar em contato com os humanos para sua recuperação, afetou seu comportamento natural. “É interessante que o bicho não se apegue. Fiquei 20 dias com o gato-do-mato, é muito tempo de contato para um animal silvestre. Ele virou quase um gatinho doméstico, ficou dependendo”, contou.

A soltura indevida também pode gerar problemas e desequilíbrio. É o caso do sagui-de-tudo-branco, que é uma espécie exótica que não habitava a mata da região. Por causa da soltura indevida, trouxe problemas para o sagui-da-serra-escuro, que está em extinção e perdeu território. A soltura indevida também deu origem a macacos híbridos.

A criação de um Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) no Alto Tietê poderia ainda desafogar a demanda de animais encaminhados para as unidades de Jundiaí e São Paulo. “Em São Paulo, chegam tantos animais que a unidade quase não dá conta dos atendimentos. São quase 200 animais por dia, é uma demanda realmente grande. Com uma unidade em Mogi, iríamos absorver essa demanda regional, por exemplo”, defendeu o veterinário.

Médico veterinário Jefferson Leite examina sagui-da-serra-escuro (Foto: Jamile Santana/ G1)
Médico veterinário Jefferson Leite examina sagui-da-serra-escuro (Foto: Jamile Santana/ G1)

Sobrevivência

A distância entre a região e os centros de triagens de animais silvestres disponíveis atualmente resultam num outro problema. Nem sempre os primeiros-socorros prestados voluntariamente pelo veterinário mogiano são capazes de garantir que o animal sobreviva. Foi o caso do veado-catingueiro, que foi resgatado com ferimentos após ser atacado por cães em um sítio no bairro Cocuera, em julho deste ano.

“Uma minoria desses animais resgatados consegue sobreviver. Quando um animal silvestre se deixa ser capturado, algo de grave aconteceu. Há um número alto de perda. Dos que sobram, poucos conseguem voltar para a natureza após um fratura ou lesão grave. Um gavião que quebra a pata, por exemplo, morre de fome, porque perde sua capacidade de voo”, detalhou.

O veterinário tem pesquisado em unidades do Estado e estima que a construção de um CETAS gire em torno de R$ 900 mil e a manutenção R$ 700 mil por ano, para gastos com profissionais específicos e especializados em animais silvestres, medicação, exames e transporte.

O especialista defende que a região precisa urgentemente de um centro especializado mais completo. De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), que administra o CRAS no Parque Ecológico do Tietê, desde 2011 a unidade recebeu mais de 1,9 mil animais resgatados no Alto Tietê, a maioria de Mogi das Cruzes.

De acordo com Leite, a implantação do CETAS ou do CRAS não precisa, necessariamente, ser feita pelo Poder Público. O veterinário tem feito diversas pesquisas sobre a implantação destes dispositivos em outras cidades, e em vários casos, a criação dos centros surgiu em parceria com empresas, como forma de compensações ambientais.

“Isso pode ser feito a partir de um CNPJ. Em Jambeiro, por exemplo, a empresa que administra o aterro sanitário criou o projeto como forma de compensação. Isso também acontece com algumas empresas que precisam atender Termos de Ajuste de Conduta (TACs), determinados pelo Ministério Público”.

Algumas áreas de Mogi que poderiam abrigar o centro já foram sondadas. “Além da localização em si, é necessário pensar numa área onde é possível fazer a soltura destes animais. Em Mogi, já observamos a possibilidade no Itapeti e Taiaçupeba. Área é o que não falta”, destacou.

A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo informou que “na região Leste do Estado há a maioria desses empreendimentos em funcionamento e relativamente próximos a Mogi das Cruzes. Este Departamento de Fauna entende que a prioridade, na presente gestão, é implantar CETAS em outras regiões do Estado, como ao norte, oeste e centro, que não contam com esses equipamentos”.

Fonte: G1

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Veterinário luta por atendimento para animais silvestres em Mogi (SP)

Bicho preguiça atravessou rodovia em Mogi (Foto: Carolina Paes / TV Diário)
Bicho preguiça atravessou rodovia em Mogi
(Foto: Carolina Paes / TV Diário)

A grande quantidade de áreas verdes, e a proximidade com as serras, faz com que diversos animais silvestres apareçam nas zonas urbanas do Alto Tietê. Para evitar que eles fiquem expostos aos riscos das cidades, um veterinário de Mogi das Cruzes luta para que um Centro de Triagem seja instalado no município.

A médica veterinária Liliani Milanelo, que coordena o Centro de Triagem de Animais Silvestres, no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo, afirma que o local recebe cerca de 12 mil animais por ano. Deste total, muitos são resgatados porque eram mantidos de forma irregular em casas, ou se perdem nas grandes cidades. No local eles recebem a assistência necessária para retomar a vida na natureza. “Depois de todo tratamento, se ele recuperar a capacidade de voar [no caso das aves], ele vai ser solto na natureza. Se por algum motivo ele ficar com algum tipo de deficiência, ele tem que ir pra um criadouro regular registrado pela secretaria do meio ambiente.”

Atualmente, o local possui 1,3 mil animais a espera de recuperação, e muitos são do Alto Tietê. Como a região não possui um Centro de Triagem, eles são levados para São Paulo. Segundo Liliane, se a região tivesse suporte para atender os animais, a chance de recuperação seria maior e mais rápida. “Atualmente, no estado de São Paulo existem poucos Centros de Triagem, e o Alto Tietê talvez tenha a demanda para receber este Centro. Para fazer começo, meio e fim. Atender o animal, reabilitar e soltar pro cativeiro.”

Um projeto para criação de um Centro de Triagem em Mogi já tramita. O veterinário Jeferson Renan de Araújo Leite, que trabalha na zoonoses da cidade, coordena a missão e comemora o espaço cedido pela Prefeitura, dentro do Parque Municipal, para realizar a ação. “É uma área que tem a característica de ser isolada, fica em um local de acesso fácil para as entidades que possam trazer estes animais e que tem uma área ampla para atender o município.”

O local tem 1.270 metros quadrados, incluindo o prédio e a vegetação, onde devem ser construídos os viveiros. Pelo projeto, os animais poderão receber tratamentos suficientes para que não precisem ser encaminhados para outros Centros. Porém, é preciso ainda conseguir os recursos necessários para instalar o projeto e fazer sua manutenção adequada.

“Precisa realmente da verba. Depende de financiamentos, da verba de um deputado ou até mesmo de uma ONG que possa estar com a gente neste projeto. E sim, temos ainda a parte burocrática, por exemplo, para a liberação.”

Uma audiência pública deve ser realizada no dia 3 de maio, na Câmara Municipal, para que a proposta seja apresentada para a população, e encontre a ajuda necessária. A Câmara está localizada na Avenida Narciso Yague Guimarães, 381, no Centro Cívico.

Fonte: G1

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Veterinário de Mogi (SP) orienta sobre cuidados com animais silvestres

Filhote de coruja rara que foi encontrada em Mogi  (Foto: Jefferson Leite/ arquivo pessoal)
Filhote de coruja rara que foi encontrada em Mogi
(Foto: Jefferson Leite/ arquivo pessoal)

A cidade de Mogi das Cruzes está localizada em uma área rodeada de vegetação, entre elas a Serra do Itapety. Por conta disso, animais silvestres são encontrados na área urbana. Para especialistas, esse desequilíbrio pode ser fruto do crescimento das cidades, principalmente no setor habitacional.

De acordo com o veterinário Jefferson Renan Araújo Leite, alguns moradores acabam encontrando esses animais perdidos na cidade. Ele diz ainda que, em outros casos, de forma equivocada, pessoas compram – principalmente de forma ilegal – espécies que não deveriam ser domesticadas. Ao perceber que o animal não se adapta à vida longe de seu habitat, alguns guardiões costumam abandoná-los.

“Esse animais que são retirados da natureza, depois disso, há um trabalho intenso para reintroduzi-los e, mesmo assim, muitos não conseguem e ficam pelo caminho, ou seja, vão passar a vida inteira vivendo em cativeiro. Além de se alimentar o tráfico, comprando esses animais sem procedência, há o risco de você condenar o animal o resto da vida em um cativeiro. Ele precisa aprender a caçar e se virar na mata e, muitos vezes, isso não acontece”, explica o veterinário.

Neste domingo (24), um filhote de gato-mourisco, espécie de rara aparição e ameaçada de extinção no Brasil, foi deixado por um morador no Centro de Controle de Zoonoses de Mogi das Cruzes. O animal também está sob os cuidados do veterinário Jefferson Renan Araújo Leite. O animal tem sido rebelde: tem recusado leite e mama apenas 1 ml de um substituto de leite de gata a cada duas horas.

O animal teria sido encontrado próxima a uma mata. Segundo o veterinário, animais só devem ser levados ao Centro de Controle de Zoonoses, como ocorreu com o gato-mourisco, mais conhecido como gato do mato, se houver risco iminente. “Temos que evitar ao máximo interferir com animais silvestres. O principal é acionar os órgãos ambientais: Polícia Ambiental e Bombeiros. São eles que irão avaliar a situação”, explica.

De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), desde 2011 ao menos 2 mil animais já foram enviados para o Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras) no Parque Ecológico do Tietê. Boa parte das espécies saiu de Mogi das Cruzes.

O especialista defende que a região precisa urgentemente de um centro especializado mais completo em alguma cidade da região. De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), que administra o CRAS no Parque Ecológico do Tietê, desde 2011 a unidade recebeu mais de 1,9 mil animais resgatados ou apreendidos no Alto Tietê, a maioria de Mogi das Cruzes.

De acordo com Leite, a implantação do CETAS ou do CRAS não precisa, necessariamente, ser feita pelo Poder Público. O veterinário tem feito diversas pesquisas sobre a implantação destes dispositivos em outras cidades, e em vários casos, a criação dos centros surgiu em parceria com empresas, como forma de compensações ambientais.

“Isso pode ser feito a partir de um CNPJ. Em Jambeiro, por exemplo, a empresa que administra o aterro sanitário criou o projeto como forma de compensação. Isso também acontece com algumas empresas que precisam atender Termos de Ajuste de Conduta (TACs), determinados pelo Ministério Público”.

Algumas áreas de Mogi que poderiam abrigar o centro já foram sondadas. “Além da localização em si, é necessário pensar numa área onde é possível fazer a soltura destes animais. Em Mogi, já observamos a possibilidade no Itapeti e Taiaçupeba. Área é o que não falta”, destacou.

A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo informou que “na região Leste do Estado há a maioria desses empreendimentos em funcionamento e relativamente próximos a Mogi das Cruzes. Este Departamento de Fauna entende que a prioridade, na presente gestão, é implantar CETAS em outras regiões do Estado, como ao norte, oeste e centro, que não contam com esses equipamentos”.

Fonte: G1

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ONG atende animais no Jardim Santos Dumont, em Mogi (SP)

Animais receberão diversos serviços durante mutirão (Foto: ONG Adote Já/Divulgação)
Animais receberão diversos serviços durante
mutirão (Foto: ONG Adote Já/Divulgação)

A ONG Adote Já realizou nesse domingo (13) um mutirão para o atendimento dos animais no bairro Jardim Santos Dumont, em Mogi das Cruzes. Na ação, realizada das 10h às 13h, cães e gatos de pessoas de pessoas carentes receberam atendimento no consultório médico da ONG.

De acordo com a ONG, entre os serviços disponíveis no evento estavam a distribuição gratuita de acessórios animais, tosa higiênica, corte de unhas, orientação e dicas de comportamento animal, sessão de fotos e palestras de orientação e conscientização sobre guarda responsável.

O evento foi uma parceria da ONG Adote Já com a clínica veterinária É o Bicho.

Adote Já

A ONG atua há mais de nove anos em Mogi das Cruzes com animais abandonados ou em situação de rua, resgatando, abrigando, prestando assistência veterinária, vacinação e castração e encaminhamento para a adoção responsável.

Fonte: G1

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Bicho-preguiça é eletrocutado e sofre queimaduras graves em Mogi (SP)

Bicho-preguiça foi levado pelo Corpo de Bombeiros ao Centro de Contole de Zoonozes de Mogi das Cruzes (Foto: Jefferson Leite/ Arquivo Pessoal)
Bicho-preguiça foi levado pelo Corpo de Bombeiros ao Centro de Contole de Zoonozes de Mogi das Cruzes (Foto: Jefferson Leite/ Arquivo Pessoal)

O Centro de Controle de Zoonoses de Mogi das Cruzes atendeu, nesta terça-feira (28), um bicho-preguiça vítima de eletrocussão. O animal estava subindo em uma árvore quando encostou na fiação elétrica e sofreu queimaduras graves nos dedos, perdendo pele, músculo e osso, de acordo com o médico veterinário, Jeffeson Renan Araújo Leite. O animal foi medicado e será encaminhado ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS) do Parque Ecológico do Tietê.

De acordo com o veterinário, este tipo de acidente é comum entre as preguiças. “Elas sofremo acidente ao tentarem alcançar as pontas dos galhos, onde tem folhas mais tenras. Se esses galhos estiverem encostando na fiação, podem causar a descarga elétrica”. Ainda segundo o veterinário, o animal foi resgatado durante a madrugada desta terça pelo Corpo de Bombeiros. Após a recuperação, o animal deverá ser solto.

No ano passado, o veterinário atendeu um caso parecido. Na ocasião, o animal teve queimaduras pelo corpo.

Fonte: G1

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Castramóvel deverá atender bairros de Mogi das Cruzes (SP)

Estrutura do Pet Móvel é equipada para fazer castrações de cães e gatos nos bairros de Mogi das Cruzes (Foto: Ney Sarmento/PMMC)
Estrutura do Pet Móvel é equipada para fazer
castrações de cães e gatos nos bairros de Mogi
das Cruzes (Foto: Ney Sarmento/PMMC)

O Castramóvel completou um ano de serviço com 1,7 mil castrações em Mogi das Cruzes. A estrutura, que percorre a cidade dando ações educativas e procedimentos de castrações nos cães e gatos, deverá visitar os bairros do Parque São Martinho, Varinhas, Ponte Grande, Região do Oropó, Botujuru e Biritiba Ussú.

Nos últimos 12 meses, além das castrações, 2,3 mil animais foram cadastrados no serviço de atendimento. Entre os bairros que já receberam a ação, estão a Vila Estação, Conjunto Jefferson da Silva e Conjunto Santo Ângelo, além dos distritos de Jundiapeba e Taiaçupeba.

As informações sobre os atendimentos já realizados foram divulgadas pelo secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis. “O atendimento itinerante mais que dobrou o número de castrações realizadas na cidade e facilitou o acesso para os donos de animais que moram em bairros mais distantes”, explica.

O trailer estruturado deverá visitar os bairros do Parque São Martinho, Varinhas, Ponte Grande, Região do Oropó, Botujuru e Biritiba Ussú após o término da campanha da vacinação contra a raiva, após a segunda quinzena de novembro.

As castrações também podem ser feitas no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em César de Sousa, na Estrada de Santa Catarina, 2.540. Mais informações sobre os serviços oferecidos podem ser esclarecidas pelo telefone: 4792-8585.

Fonte: G1

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Zoonoses inicia reforma dia 30

Cusatis e Sigahi detalharam ações do Zoonoses / Foto: Eisner Soares
Cusatis e Sigahi detalharam ações do Zoonoses              (Foto: Eisner Soares)

A Secretaria Municipal de Saúde tem trabalhado em cinco frentes para ampliar e melhorar cada vez mais o atendimento aos animais em Mogi. A reforma completa do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e a construção do Centro de Bem-Estar e Proteção Animal são as principais ações para os próximos meses. A Pasta também tem atuado na Campanha de Vacinação Antirrábica 2014 e na ampliação das cirurgias de castração realizadas pelo Petmóvel – Unidade Móvel de Educação e Esterilização, além de aguardar a aprovação do Código do Bem-Estar Animal, que já está em trâmite na Câmara Municipal.

As informações foram divulgadas na tarde de ontem (21) pelo secretário de Saúde de Mogi, Marcello Cusatis, durante apresentação do balanço do primeiro ano de funcionamento do Petmóvel. O trailer realizou 1.708 castrações em cães e gatos de cinco bairros e distritos da Cidade – o dobro no numero registrado no ano passado no CCZ. De acordo com o veterinário Eduardo Odani Sigahi, as próximas regiões atendidas serão Conjunto Santo Ângelo, Parque São Martinho, Jardim Oropó, Parque das Varinhas e Ponte Grande.

O chefe da Pasta anunciou ainda que a reforma no Centro de Controle de Zoonoses, em César de Souza, terá início no próximo dia 30. Com um orçamento de R$ 140 mil, o local receberá a troca do piso, adequação dos portões dos canis e criação de um solário. Cusatis prometeu entregar a obra em fevereiro.

Fonte: O Diário

 

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