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Nova agência de recrutamento é especializada em empregos para veganos

Foto: Adobe
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Uma agência de recrutamento especializada em combinar pessoas e empregos veganos oferecidos por empresas alinhadas com seus valores – tratamento sustentável, vegano e ético para todos – foi lançada recentemente.

A Citizen Kind foi lançada por Emma Osborne, que tem mais de uma década de experiência no recrutamento e é vegana desde 2015.

Foto: Citizen Kind
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Despertar

Quando Osborne percebeu que ela estava cansada de defender empresas cujos valores ela não compartilhava, a recrutadora tirou um ano sabático e viajou pelo mundo.

Ela montou seu negócio para que pudesse trabalhar de forma proativa para encontrar para os veganos candidatos o lugar certo dessa forma eles se antecipariam às necessidades do crescente movimento vegano, que conta restaurantes, sites de comércio eletrônico, empresas de investimento e uma instituição de caridade entre os clientes da Citizen Kind.

Desmistificando o veganismo

“Ser vegano ainda é considerado uma escolha extrema e difícil até agora, e por isso eu queria ajudar a normalizar e popularizar este estilo de vida compassivo, abrindo oportunidades em empresas veganas, sustentáveis e éticas para aqueles que conscientemente estão reduzindo seu impacto no planeta”, disse a fundadora da empresa Emma Osborne.

Foto: Citizen Kind
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“Ao trazer amor e compaixão uns pelos outros, o planeta e os animais para o local de trabalho, você cria um ambiente onde ideias, colaboração e ação podem crescer”, disse Emma.

“Dessa forma, estou colocando minhas habilidades corporativas em uso para o bem daqueles que não podem falar por si mesmos, e trazendo consciência para a crise em questão. Eu não consigo pensar em um trabalho melhor para mim.”

Você pode descobrir mais sobre Citizen Kind aqui.

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Três razões pelas quais o veganismo é mais próximo das pessoas do que elas acreditam

Foto: Adobe
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Muitas pessoas estão começando a entender que o veganismo, mais do que uma mera escolha alimentar, é uma maneira de pensar e viver.

Aqui estão três razões pelas quais você já pensa como um vegano e não sabe disso:

1. Você ama animais

Você tem grande admiração por animais que conhece pessoalmente: seu gato é mais zen do que você jamais poderia imaginar e o cachorro de seu amigo está sempre atraindo seus carinhos.

Em algum momento de sua vida, você sentiu uma conexão comovente com seu animal de companhia ou cm o animal doméstico de outra pessoa. Uma conexão profunda que é mais facilmente descrita como “amor”, mas que, de certa forma, vai além dessa palavra usada em excesso; é um tipo de amor puro e reverente que não se importa com reciprocidade: incondicional.

Você descobriu que, ao observar animais – selvagens ou domésticos, na vida real ou mesmo através de uma grade ou janela – você está testemunhando uma vida interior complexa.

Quando você vê um vídeo de um humano intervindo para salvar um tubarão encalhado, seu coração se enche de alívio e orgulho na raça humana. Mesmo que no caso seu instinto seria nadar em outra direção se você visse um tubarão nadando ao seu lado.

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2. Você se sente frustrado com a falta de ação contra a mudança climática

Você entende perfeitamente que o tempo está passando e nós temos que encontrar soluções rápidas e poderosas para consertar os danos que já causamos como espécie.

Você deseja que seus os seres humanos mostrem um sinal de união coletiva voltada para o cuidado com o planeta, nosso lar compartilhado.

Você não consegue nem imaginar a catástrofe que nos espera se não agirmos todos juntos.

3. Você está exausto por todo o sofrimento do mundo

Evitar ler as notícias porque sabe que o conteúdo delas vai trazer tristeza e preocupação é sinal de que você esta antenado com a situação do mundo.

Você se desespera porque a paz parece tão ilusória no mundo e você sonha com um futuro em que as coisas sejam diferentes.

Você teme em pensar nos animais sendo abusados e mantidos em gaiolas.

Da mesma forma, você fica enojado ao ouvir sobre seus outros companheiros animais humanos que sofrem fome ou abuso.

Em tempos difíceis, você tem empatia consigo mesmo e se sente solitário ou incompreendido.

Você sente todas essas coisas porque a empatia está arraigada em todos nós. Esse sentimento está no coração da experiência humana; quando deixamos de abordar emoções que ela invoca em nós, nos desumanizamos.

Flexibilidade psicológica

“Quando você olha pra si mesmo de um modo compassivo, bondoso e amoroso, a vida se abre e então você consegue se voltar para o significado e propósito da vida e percebe como você é capaz de trazer amor, contribuição, beleza e bondade para a vida dos outros.”

Essas palavras são proferidas pelo professor de psicologia Dr. Steven Hayes em sua palestra no TED de 2016. Como o amor transforma a dor em propósito. Hayes considera a capacidade de se envolver e responder ativamente às emoções dos outros de “flexibilidade psicológica”.

“Basicamente, isso significa permitir que pensamentos e sentimentos apareçam, depois, de forma ponderada, atentar para o que o ajuda a se mover na direção que valoriza”.

Mova-se na direção que você valoriza

Se você já está pensando como um vegano, tente viver como um por um mês ou dois e veja se você desenvolve um relacionamento melhor consigo mesmo.

Pode parecer impossível no começo, mas é fácil quando você já sabe como agir. Você logo descobrirá que há muito mais a ser ganho do que sacrificado.

Se você está procurando orientação, pesquise no Facebook por uma comunidade vegana local. Os veganos adoram compartilhar dicas e quase todos começaram não-veganos, para que eles saibam de onde você está vindo.

Ninguém espera que você faça isso e se transforme de uma vez, e partindo do nada. Mas você aprenderá muito ao longo do caminho, e um dia, muito em breve, olhará para trás e terá orgulho de ter sido corajoso o suficiente para se apropriar de seus valores em um mundo que não o encoraja a fazer isso.

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Desafios do modo de vida vegano

1. A paz e não-violência para os animais é o objetivo final buscado pelo vegano e vegana. Qualquer benefício pessoal que possa resultar dessa nova forma de viver é consequência da atitude vegana, não sua finalidade.

2. A justiça social e ambiental são meios para que se alcance a paz e não-violência para todos os seres vivos. A defesa da natureza e sua preservação implica no cuidado atencioso de todas as formas de vida, e na abstenção de tudo o que implica escravização de animais.

3. Os direitos fundamentais animais precisam ser defendidos com a mesma tenacidade com a qual se defendem os humanos.

4. A saúde humana precisa ser assegurada sem a exploração de animais e sua submissão a experimentos.

5. A higiene, limpeza e beleza humanas não podem ser obtidas às custas da vida, do bem-estar e da desfiguração de animais.

6. A pele e a preservação da intimidade do corpo humano não devem ser protegidas às custas da tortura e morte de quaisquer animais.

7. Os nutrientes para o organismo humano devem ser assegurados por alimentos estritamente vegetais, descartando-se a hipótese de usar animais para prover matéria alimentar humana.

8. Da mente humana devem-se erradicar as ideias, conceitos e argumentos que justificam e fomentam o uso de animais. Se não se usa matéria animal para comer e vestir, também não se a usa para falar.

9. Os produtos à venda no mercado mundial devem ser desmontados em sua composição, para que se possa ter ciência dos ingredientes que compõem a alimentação, o vestuário, adornos, cosméticos, material de limpeza, higiene, e todos os produtos da indústria química, das tintas aos componentes high tech, do lazer aos esportes.

10. Aos jovens se deve dizer a verdade sobre a exploração e escravização dos animais. Dos mais velhos se deve cobrar a indiferença em relação ao fato de terem se deixado levar pela propaganda no que diz respeito à melhor forma de prover as necessidades da família.

11. À tradição alimentar e moral animalizada devemos dar um adeus. Desassinar o contrato de expropriação da vida animal é nosso desafio.

12. Dos governantes não há o que esperar na defesa dos direitos fundamentais dos animais, pois a maior parte deles é eleita pelo agronegócio. Via de regra, todo governo é movido pelo capital. Quando se trata de atender à vida em desgraça, especialmente se a desgraça afeta milhões de indivíduos, os governos não sabem o que fazer. Isso vale para a desgraça dos milhões de humanos abatidos por forças às quais não podem fazer frente, tanto quanto para a de bilhões de animais abatidos por forças igualmente avassaladoras.

13. Para tornar-se vegano num mundo animalizado são necessários todos os anos restantes de nossas vidas. Quando nos damos conta de que algum produto ou serviço é oferecido às custas da escravização ou morte de animais, tal produto ou serviço precisa ser dispensado para sempre.

14. O dever positivo direto de respeito aos direitos animais não nos autoriza a negociar unilateralmente nosso padrão de vida contra o direito deles de terem sua vida boa.

15. Ser vegano não é algo estático, de fato não é sequer um estado de ser. É um movimento contínuo, uma luta contínua, não contra alvos externos, mas contra alvos internos. É uma maneira de passar a limpo os arquivos mentais que nos conduzem intuitivamente em nossas escolhas diárias. Ser vegano implica em abrir mão das intuições morais herdadas da tradição e pôr no lugar delas um princípio ético do qual não se abre mão na hora de comer, de ir para a cama, de divertir-se e de instruir-se.

16. Surpresas estão reservadas para os que se tornam veganos. Por detrás de cada dobra de tecido alimentar ou do vestuário, de cada item ou componente dos objetos de uso diário esconde-se a história da exploração, sofrimento e morte de animais não-humanos. Ser vegano é ter disposição para examinar tais pregas e alisá-las uma a uma. Enquanto já nos despregamos de dez ou quinze itens que antes constituíam nosso consumo diário, há quem sequer tenha se despregado de um ou dois deles, carne e laticínios, por exemplo.

17. Vivendo no mesmo plano terrestre dos outros humanos e tendo sido formatados na mesma matriz cognitiva e moral deles, precisamos aprender a olhar para o que eles ainda não fazem, como se fôssemos nós quem ainda não houvéssemos feito coisa alguma. Em vez de apontar para o outro, precisamos apontar para nossas práticas. Se somos coerentes, outras pessoas farão dela um espelho. Se fracassamos, quem mais tem a perder com nosso fracasso são os animais. É preciso abolir a ética animalizada antropocêntrica e em seu lugar construir um modo de vida com base numa ética genuinamente animalista.

* Trecho final da apresentação de abertura da Sociedade Vegana em São Paulo, março de 2010, proferido pela filósofa Sônia T. Felipe.

Leia a apresentação na íntegra aqui.

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Moda "sustentável" ao estilo "caçador"?!

Um dos temas do outono 2011 da Hering Kids é o estilo “Caçador”: “Para os pequenos aventureiros, o estilo caçador é livre e descontraído…”

Para os pequenos aventureiros, as crianças, o mundo é encantado por si mesmo, não porque seja povoado de seres imaginários (Chapeuzinho Vermelho, Caçador, Lobo Mau…), e sim porque é emocionalmente rico, menos fragmentado, é um mundo acordado e em movimento. Usar o caçador como um estilo para o vestuário para crianças não foi uma escolha adequada da marca.

Porque “Caçador”? O que significa um estilo “Caçador” para as crianças no século XXI?

Trabalho como professora de cursos de moda faz quase 15 anos. Sei que já se propôs quase todos os temas possíveis e imagináveis para criar e vender coleções de roupas baseadas em tendências de moda. Ao tomar conhecimento do estilo “Caçador”, proposto pela marca situada na minha Santa Catarina, onde nasci e vivo, me perguntei caçador de quê? De patos? Pois no site promocional tem uma imagem de pato e outra de um cão que parece ser um beagle1 (cão de caça). Seria uma referência a caça de patos selvagens com cães? Também tem uma borboleta. Seria então um caçador e um cão que caça de tudo que voa?

Enfim, interpretações à parte, a questão é que o estilo “Caçador” para as crianças no século XXI pode remeter à violência, pois o que faz um caçador?

“Aquele que caça, que exercita a caça”. Um caçador usa armas, ele quer matar. Isso é ser “livre e descontraído” para quê?

A escolha de um tema para uma coleção, principalmente para crianças, deve ser muito consciente, pois está se criando e vendendo um produto cujo conceito, por exemplo, estilo “Caçador”, de certa forma, vai estimular o imaginário da criança, ou seja, assim como ela se veste com uma roupa de super homem se imagina o próprio, então, vestido com um estilo caçador ela vai imaginar o quê? Que vai caçar. O quê? Um bicho ou qualquer outro ser vivo de que não gosta muito…

Assim como as armas de brinquedo já são consideradas uma influência negativa para as crianças por estimularem a violência, não é exagero questionar o uso de referências como do caçador para uma coleção infantil.

Na verdade esse tipo de referência não convém usar nem para adultos! Pois deveria se propor o estilo “Consciente”, para crianças e adultos. É um estilo que estimula as pessoas a melhorarem da cegueira de não ver o que é óbvio: que ninguém tem o direito de caçar a vida de outro ser vivo. Mas na Santa Catarina, que ainda tem farra do boi, puxadas de boi e zoológicos onde os animais morrem afogados por estarem em locais inadequados, ainda teremos que criar muitas coleções com estilo “Consciente”! É um estilo de “vestir” o ser humano que precisa ser disseminado em todo mundo.

É importantíssimo para uma marca, estilista ou empresa, que ao se utilizar de um conceito como “sustentável” faça isso com mais propriedade, conhecimento. Um caçador que mata não pode ser inspiração para uma linha de preservação do meio ambiente, isso é no mínimo uma incoerência!

“O tema ‘Caçador’ diz muito sobre a estação, pois tem como referência um estilo de vida espontâneo, aconchegante, ligado à natureza e ao meio ambiente. A inspiração da linha é a preservação, o modo de vida sustentável”2.

1 O Beagle é um cão de porte médio, do tipo sabujo, originário da Inglaterra, onde até hoje é usado para a prática da caça à lebre e à raposa

2 http://www.ciahering.com.br/site/pt-br/Not%C3%ADcia/Novidades/2011/02/23/Hering+Kids+apresenta+cole%C3%A7%C3%A3o+outono+2011

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