Destaques, Notícias

Vídeo mostra minques se atacando e comendo uns aos outros em fazendas de pele

A gravação foi realizada pela ONG Open Cages e deixa claro a violência física e emocional a qual esses animais são submetidos


Open Cages

Um vídeo realizado pela organização europeia em defesa dos direitos animais Open Cages, no ano passado, viralizou e chocou ativistas. As imagens mostram minques se atacando e comendo uns aos outros em fazendas da Lituânia, na Europa. O vídeo também mostra os animais saltando dentro das gaiolas e até mesmo um minque rasgado ao meio por outro animal. O objetivo da filmagem era dar destaque à situação da espécie explorada por sua pele que é valiosa no país.

Um trecho do vídeo mostra um minque enrolado, como uma bola, com costas e laterais arranhadas. Enxames de moscas voam em torno das gaiolas sujas de sangue e excrementos. Filhotes também foram flagrados em situação de total negligência, amontoados no chão de arame da gaiola, arrastando-se uns sobre os outros. Alguns corpos estavam inchados com sinais de decomposição.

O CEO da Open Cages, Connor Jackson, declarou para o site Daily Mail (10) que “condições terríveis como essas são surpreendentemente comuns nas indústrias de pele”. Apesar disso, “não há desculpas para os maus-tratos”, afirma . Jackson contou que a organização enviou um pedido à secretária de Estado de Meio Ambiente do Reino Unido, Theresa Villiers, para que ela se comprometa a enfrentar esse problema e sugere que o Brexit seja usado para proibir a venda de peles nos países que compõem o grupo.

O vídeo também inclui o depoimento de um funcionário de uma dessas fazendas, gravado em 2016, relatando o tratamento e o comportamento dos animais. “Eles são sempre assim, parece ser devido ao estresse”, opina. “Jogamos as comidas e, às vezes, elas caem em seus ouvidos, eles lambem e causam feridas”, conta.

O Reino Unido proibiu esse tipo de indústria em 2016, mas ainda permite a importação de produtos fabricados com peles. Quase 75 milhões de dólares em peles de animais foram importados em 2017, revelam números do governo. Apesar da proibição, uma pesquisa recente revelou que produtos a base de peles, como bolsas e casacos, ainda são vendidos em lojas onde o comércio é considerado ilegal. Na ocasião em que a proibição foi imposta, a medida tinha apoio de dois terços da população britânica, segundo dados do Humane Society International UK.

O vídeo chegou ao conhecimento da FurLithuania, organização que representa as fazendas de peles no país. Em nota, ela afirmou estar “chocada com as imagens inaceitáveis” e disse nunca ter visto “nada parecido”. Ainda de acordo com a FurLithuania, nem a Associação de Criadores de Lituânia e tampouco a Agência Veterinária do Estado da Lituânia tiveram ciência de situação semelhante. “Manter animais feridos e não tratá-los é crime, portanto, qualquer pessoa que tiver conhecimento sobre isso pode denunciar à Agência Veterinária do Estado”, informou.

Após a divulgação do vídeo por parte da Open Cages, a Procuradoria Geral da Lituânia abriu investigações para apurar o caso, ainda em 2018. O comunicado do órgão afirmava que “se a morte de um minque ocorrer na fazenda, ela é registrada no diário especial e os corpos devem ser colocados em segurança em um freezer e, posteriormente, transportados para uma empresa especializada”. As imagens pode ter sido registradas em fazendas soviéticas reformadas, que existem na Lituânia, Letônia e Estônia.

Confira o vídeo:


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Marca de moda do estilista Karl Lagerfeld abandona o uso de peles após pressão de ativistas

Karl Lagerfeld, estilista falecido no início do ano | Foto: Sieppi
Karl Lagerfeld, estilista falecido no início do ano | Foto: Sieppi

A marca do consagrado estilista de moda, Karl Lagerfeld, abandonou o uso de peles – após anos de pressão de defensores dos direitos animais.

O fundador e designer inicial da marca, Karl Lagerfeld – que morreu no início deste ano – era um forte defensor do uso de peles de animais em seus designs.

Mas agora, de acordo com a ONG PETA, o AM Retail Group (que opera a Wilsons Leather, Karl Lagerfeld Paris e outras marcas) e sua empresa controladora, a G-III Apparel Group, também proibiram peles.

“Decisão compassiva”

“A PETA aplaude essas empresas que abandonam o uso de peles por suas decisões compassivas e esclarecedoras de negócios, que mostram que enquanto a pele está fora de moda, a bondade está totalmente na moda”, disse a diretora da PETA, Elisa Allen, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Os consumidores éticos simplesmente não querem que os animais sejam abusados e mortos por casacos, golas e punhos, e essas proibições de peles são a prova de que a indústria da moda está mudando para atender à crescente demanda por alternativas de luxo que respeitem os animais”.

Karl Lagerfeld, AM Retail Group e G-III Apparel Group se juntam a uma lista crescente de outras marcas famosas – incluindo Burberry, Chanel, Prada, Gucci, Michael Kors e Versace – que são empresas que abandonaram o uso de peles. As informações são do Plant Based News.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Rainha da Inglaterra abandona o uso de peles após se tornar alvo de críticas pelo mundo todo

Photo: Julian Calder
Photo: Julian Calder

A rainha Elizabeth II abandonou definitivamente o uso de peles de verdade este ano e vai optar por peles que não sejam de origem animal no futuro, de acordo com sua estilista principal, Angela Kelly.

Segundo Kelly, que escreveu um livro de memórias contando sua experiência ao lado da rainha, Elizabeth II decidiu tirar oficialmente as peles de seu guarda-roupa real em resposta à mudança de atitudes da sociedade e ao sofrimento dos animais na indústria de pele.

Além disso, de acordo com a revista Vogue, “nos últimos anos, sua escolha de usar peles de verdade tem sido severamente criticada pela opinião pública”.

Imitação de pele

Em entrevista à Vogue, Kelly disse: “Se Sua Majestade participar de um evento ou compromisso em um local de clima particularmente frio, deste ano em diante, peles falsas serão usadas para garantir que ela fique aquecida”.

A rainha não é a primeira realeza a evitar o material: a duquesa de Sussex, Meghan Markle, também não usa peles de animais por razões éticas.

“Parabéns”

“Os tempos estão mudando e parabenizamos a rainha por ter mudado com eles”, disse Connor Jackson, CEO do grupo de advocacia Open Cages, em um comunicado enviado ao site Plant Based News.

“Todo mundo, da realeza ao comprador comum na rua, sabe que não precisamos abusar e matar animais para parecermos luxuosos”, disse o comunicado.

“Encorajamos o governo do Reino Unido a seguir os passos da rainha e usar o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) como uma chance de proibir a importação de peles para o país para sempre”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Gigantes do varejo Macy´s e Bloomindale`s anunciam o fim da venda de peles em suas lojas

Raposa em fazenda de peles em Pushkino, Rússia | Foto: AFP/Getty
Raposa em fazenda de peles em Pushkino, Rússia | Foto: AFP/Getty

A Macy’s anunciou que encerrará a venda de peles em suas lojas até o final de 2020.

A medida tornará a empresa a maior varejista dos EUA até agora a adotar uma proibição de peles de origem animal, seguida pela JCPenney e Sears, que já o fizeram.

Na segunda-feira (20), a loja de departamentos e sua empresa irmã, Bloomingdale’s, divulgaram uma nova política contra peles, criada em parceria com a Humane Society dos Estados Unidos.

Enquanto as marcas privadas da loja já pararam de vender peles imediatamente, outros rótulos erradicarão o uso de peles até o final do ano fiscal de 2020.

Funcionário carrega uma raposa azul em uma fazenda de peles perto de Babino, uma vila na Bielorrússia | Foto: AFP/Getty
Funcionário carrega uma raposa azul em uma fazenda de peles perto de Babino, uma vila na Bielorrússia | Foto: AFP/Getty

Macy`s e Bloomingdale`s também prometeram fechar suas araras e sessões de peles, e oficinas que oferecem armazenamento, reparos e reestilização de peles.

“Com as conquistas das novas tecnologias em tecidos, alternativas como peles artificiais e outras inovações sintéticas tornam essa transição perfeita para nossos clientes”.

A empresa acrescentou que sua nova política está alinhada as diretrizes da Fur Free Alliance (Aliança Livre de Peles). O presidente e CEO de Macy`s, Jeff Gennette, disse em um comunicado que a empresa resolveu seguir as tendências de consumo, ouvir seus clientes e grupos não-governamentais nos últimos dois anos.

“Estamos orgulhosos de fazer parceria com a Humane Society dos Estados Unidos em nosso compromisso de encerrar a venda de peles”, disse Gennette. “Continuamos comprometidos em fornecer produtos excelentes agregando moda e valor aos nossos clientes, oferecendo alternativas de alta qualidade e artigo fashion de peles artificiais”.

Filhotes de raposa em uma fazenda de peles em Zhangjiakou, na província chinesa de Hebei | Foto: AFP/Getty
Filhotes de raposa em uma fazenda de peles em Zhangjiakou, na província chinesa de Hebei | Foto: AFP/Getty

Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos, aplaudiu a decisão de Macy`s: “Este anúncio é consistente com as opiniões de inúmeros consumidores no mercado e outros varejistas devem seguir o mesmo movimento”.

“Com tantos designers, grandes cidades e agora um estado se posicionando contra a venda de peles, estamos muito mais perto de acabar com essa prática cruel e desumana”, disse Block.

A declaração da Macy`s segue uma série de anúncios semelhantes de marcas de moda nos últimos anos, incluindo Prada, Versace, Gucci e Burberry, que abandonaram o uso de peles de origem animal em suas coleções.

Funcionário carrega uma raposa azul em uma fazenda de peles perto de Lesino, uma vila na Bielorrússia | Foto: AFP/Getty
Funcionário carrega uma raposa azul em uma fazenda de peles perto de Lesino, uma vila na Bielorrússia | Foto: AFP/Getty

No início deste mês, a Califórnia se tornou o primeiro estado dos EUA a proibir a venda e a fabricação de produtos de peles.

Em 12 de outubro, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou um projeto de lei para proibir os moradores de fabricar ou vender itens como roupas, sapatos ou bolsas de pele.

Em um comunicado, Newsom disse que a medida fez do estado um “líder quando se trata de bem-estar animal”.

Pilha de visons mortos em gaiolas velhas e quebradas atrás de uma fazenda de peles na Suécia, 2010 | Foto: Jo-Anne McArthur/Djurrattsalliansen
Pilha de visons mortos em gaiolas velhas e quebradas em uma fazenda de peles na Suécia, 2010 | Foto: Jo-Anne McArthur/Djurrattsalliansen

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Governo da Eslováquia aprova lei que proíbe a produção de pele

A legislação entra em vigor em 2021 | Foto: Plant Based News
A legislação entra em vigor em 2021 | Foto: Plant Based News

O Conselho Nacional da Eslováquia aprovou a proibição da produção de peles movido pela expressiva adesão da população na petição que pedia o fim da cruel indústria de criação de animais por suas peles.

A legislação, que entra em vigor em 2021, foi aprovada com uma maioria de 107 em 150 votos e inclui um “período de eliminação gradual” das fazendas existentes até 2025.

Liderada pela organização de direitos animais, Humánny Pokrok, a organização sem fins lucrativos divulgou imagens de investigação de uma fazenda de visons eslovaca que “provocou indignação pública”.

A Eslováquia tornou-se o 15º país da Europa a proibir a produção de peles.

“Uma grande vitória”

Segundo a Fur Free Alliance, Martin Smrek, presidente da Humánny Pokrok, disse: “É uma grande vitória para os animais e um sinal de que a sociedade eslovaca está progredindo e dezenas de milhares de pessoas estão prontas para defender os animais”.

“A Eslováquia deu um grande passo adiante hoje e esperamos que este seja o começo de um novo e melhor futuro para os animais em nosso país”.

Proibição de peles na Califórnia

Recentemente, a Califórnia se tornou o primeiro estado dos EUA a proibir a venda de peles no país, no que foi descrito pelos ativistas como um marco em termos de legislação.

A nova legislação, sancionada pelo governador Gavin Newsom, “poupará um número incontável de animais que são mantidos cativos nessas fazendas de mortes agonizantes -uma vida inteira de sofrimento –  e levará ao fim da indústria de peles em todo o mundo” – segundo o grupo de defesa In Defense of Animals.

“A Califórnia é líder no que diz respeito ao bem-estar animal, e hoje essa liderança inclui a proibição da venda de peles”, disse o governador Gavin Newsom.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Destaques

Investigação flagra visons e raposas vivendo em condições deploráveis em fazendas de pele

Fotos tiradas em duas fazendas de peles na Finlândia como parte de uma investigação sobre a crueldade da criação de animais | Foto: Kristo Muurimaa/Oikeutta Elaimille
Fotos tiradas em duas fazendas de peles na Finlândia como parte de uma investigação sobre a crueldade da criação de animais | Foto: Kristo Muurimaa/Oikeutta Elaimille

Ativistas pelos direitos animais descobriram visons e raposas sendo mantidos em condições horríveis em 13 fazendas de peles finlandesas visitadas pelos investigadores da ONG Humane Society Internacional.

Os animais foram filmados apresentando feridas dolorosas, muitas delas infeccionadas e até recorrendo ao canibalismo devido à fome, ao stress e a angústia causados pela situação, afirmam os ativistas.

Muitos visons estavam mortos em suas gaiolas minúsculas e imundas, outros estavam doentes ou feridos, condições que incluíam olhos infectados, cortes e feridas abertas.

Também foram observados comportamentos que remetiam a sofrimento mental nos animais, como estimulação do corpo de forma repetitiva na gaiola e o balanço frequente da cabeça, sinais clássicos de dor e tédio.
As fazendas de peles foram proibidas na Grã-Bretanha em 2003. Mas a Finlândia exporta milhões de libras em peles para o mundo todo a cada ano.

A Humane Society International/Reino Unido, que descobriu as cenas angustiantes do sofrimento dos animais nas fazendas no país nórdico, quer que as vendas de peles parem.

Claire Bass, eu trabalha para a ONG, disse ao Mirror: “Todo esse sofrimento para fornecer um produto frívolo do qual a indústria da moda não precisa. O Reino Unido importa milhões de libras de peles da Finlândia, com muitos consumidores britânicos desavisados que compram produtos originários de fazendas como as que visitamos”.

A maioria dos animais é eletrocutada quando tiver apenas oito meses de idade, para que possam ser esfolados pelo seu pelo | Foto Kristo Muurimaa / Oikeutta Elaimille
A maioria dos animais é eletrocutada quando tiver apenas oito meses de idade, para que possam ser esfolados pelo seu pelo | Foto Kristo Muurimaa / Oikeutta Elaimille

“É trágico pensar que os pelos das raposinhas que vimos nessas fazendas poderiam um dia acabar nas prateleiras de lojas”, disse a ativista.

“Vimos algumas centenas dos milhões de raposas e visons em quilômetros de gaiolas em escala industrial. Esses pobres animais jovens existem apenas como fonte para o pelo que possuem, com almas quebradas e atormentadas pelo sofrimento”, acrescentou ela.

“Apesar do que o comércio de peles tenta retratar nas passarelas, não há nada de glamuroso em usar peles. Enquanto os países permitirem que as empresas comercializem peles, somos todos cúmplices dessa crueldade”.

“A Grã-Bretanha foi o primeiro país do mundo a proibir a criação de peles, agora é hora de terminarmos o trabalho e nos tornarmos o primeiro país do mundo a proibir as vendas também, dando o exemplo.”, falou Claire em relação ao local de origem da ONG.

Embora animais selvagens, eles nunca saberão como é experimentar um único dia fora do terrível confinamento dessas gaiolas.| Foto: Kristo Muurimaa/Oikeutta Elaimille
Embora animais selvagens, eles nunca saberão como é experimentar um único dia fora do terrível confinamento dessas gaiolas | Foto: Kristo Muurimaa/Oikeutta Elaimille

O astro Pete Wicks, que se juntou à ONG na investigação, acrescentou: “Foi assustador, não acredito que alguém que tenha visto o estado desses pobres animais, aterrorizados e presos em gaiolas minúsculas seria capaz de usar pele, eu jamais voltaria a usar pele novamente”.

“É ótimo que o Reino Unido tenha proibido a criação de peles, mas não faz sentido que ainda estejamos vendendo peles de fazendas como essas”, falou o ator sobre sua terra natal.

Desde 2003, quase 700 milhões de libras (mais de 3,7 bilhões de reais) de peles foram importados para o Reino Unido, incluindo 14 milhões de libras (em torno de 75 milhões de reais) da Finlândia. A maioria vem da China, EUA, França, Itália e Polônia. No ano passado, o Reino Unido comprou quase 75 milhões (cerca de 403 milhões de reais) em peles.

Os produtos podem ser encontrados nas ruas, de algumas das marcas de luxo mais caras às bancas do mercado. Os peles da Ásia rotuladaa incorretamente como sintéticas também estão entrando na cadeia de suprimentos.

Ano passado, varejistas como Amazon e TK Maxx venderam roupas e bolsas rotuladas como “peles artificiais” feitas de coelho, raposa e cachorro-guaxinim mas eram na verdade peles originais. Eles os removeram das prateleiras quando o problema foi descoberto.

Estima-se que 100 milhões de animais estejam presos em pequenas gaiolas em fazendas de peles em todo o mundo.

Vison são mortos por gases venenosos, enquanto raposas e cães guaxinins morrem por eletrocussão.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

 

​Read More
Destaques

Investigação revela animais vivendo no meio de cadáveres e fezes em fazenda de pele

Foto: One Voice
Foto: One Voice

Ativistas pelos direitos animais pedem o fechamento imediato de uma fazenda de peles francesa após imagens de uma investigação secretas mostrarem os visons, também como conhecidos como martas (minks) rastejando sobre cadáveres no meio de suas próprias fezes em gaiolas imundas.

Um vídeo com imagens fortes também mostra alguns animais recorrendo ao canibalismo.

Embora perturbadoras, as imagens são uma forma de conscientizar a população mundial e as autoridades para que proíbam a importação de peles de animais, sendo a França o segundo maior fornecedor de peles, em uma indústria que ainda valia cerca de 70 milhões de libras só no mercado britânico no ano passado.

Vários países pelo mundo como Servia, Luxemburgo, Eslovênia, Noruega, Croácia, República Checa, Macedônia, Bósnia, Japão, Áustria, Bélgica e outros mais, proibiram as fazendas de pele no mundo, o Reino Unido por exemplo, proibiu fazendas de peles de animais em 2003, mas continua a importar o produto de outros países.

Uma queixa criminal por atos de crueldade foi apresentada contra os proprietários da fazenda.

Os militantes da ONG One Voice encontraram as cenas terríveis após entrarem na fazenda de criação de martas.

Foto: One Voice
Foto: One Voice

Em um clipe, um pequeno vison branco treme enquanto jaz sob uma pilha de cadáveres, outro animal é visto se esforçando para se afastar do cadáver roído e em decomposição de seu companheiro de gaiola.

Fotos de dentro da fazenda mostravam cadáveres de animais em decomposição espalhados por gaiolas, enquanto, em uma delas, a sujeira escorria sobre as martas apertadas no pequeno cativeiro.

O vídeo foi declarado uma das “mais perturbadoras evidências de crueldade em fazendas” já vistas pela ONG Humane Society International.

Foto: One Voice
Foto: One Voice

A diretora da ONG no Reino Unido, Claire Bass, disse que os animais pareciam “atormentados e sofridos”, acrescentando que era “perturbador” ver isso acontecer a esses seres indefesos.

“Na natureza os visons são belos, inteligentes e curiosos pequenos animais que cavam, caçam e nadam e alcançam quilômetros percorrendo paisagens.

Os animais nesta investigação são como cópias dos animais que vivem livres só que nesta versão são animais atormentados e trágicas.

Foto: One Voice
Foto: One Voice

“O comércio de peles tenta vender uma imagem da pele como um acessório tão elegante e glamouroso, mas eu desafiaria até mesmo o mais frio dos usuários de peles a olhar para essa filmagem e ver qualquer coisa além de miséria e desespero”.

“O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a proibir a criação de peles, e estamos rapidamente obtendo apoio político para abrir caminho como o primeiro país a proibir a venda deste produto cruel, ultrapassado e desnecessário”.

Como parte de sua campanha #FurFreeBritain, a HSI pede que o Reino Unido proíba a venda de todas as peles de animais, estendendo a proibição atual de peles de gatos, cães e focas.

Foto: One Voice
Foto: One Voice

Desde que a filmagem foi divulgada, mais de 26 mil pessoas assinaram uma petição pedindo o fechamento da fazenda.

As imagens também levaram os políticos a alegar que a saída do Reino Unido da União Européia poderia ser usada como uma oportunidade para proibir a venda de todas as peles de animais no país.

O deputado conservador Zac Goldsmith disse que o Brexit ofereceu uma “oportunidade” para isso.

“É triste que, apesar de ter banido a criação de peles neste país há mais de quinze anos, ainda estamos financiando a mesma crueldade – ou, se essa filmagem for pior, ao permitir a importação e venda de peles do exterior“.

Foto: One Voice
Foto: One Voice

Os estilistas franceses Dior, Louis Vuitton, Saint Laurent e Celine ainda usam peles de animais em seus produtos.

A filmagem vem em seguida de outra denúncia em que raposas e martas foram retratadas em condições lamentáveis em uma fazenda de peles finlandesa no final do ano passado.

Martas, raposas e guaxinins nas gaiolas foram forçados ao canibalismo e foram retratados com feridas em carne viva.

Eles também tinham pés deformados, olhos doentes e lacerações expostas em seus corpos.

Foto: One Voice
Foto: One Voice

O professor veterinário Alastair MacMillan, que analisou a filmagem, disse que as imagens “mostravam o preço que o isolamento contínuo e o confinamento estão tendo sobre esses animais, muitos estão mostrando sinais de severo desconforto físico e psicológico”.

“Vários visons e raposas têm feridas abertas e infectadas, e várias raposas têm olhos extremamente doentes que causam imensa dor e sofrimento aos animais”.

“Se isso é o melhor que a indústria de peles pode oferecer aos animais, não é de admirar que tantos designers, varejistas e agora cidades não queiram mais ter nada a ver com isso”.

Foto: One Voice
Foto: One Voice

Fazendas na Finlândia são declaradamente os maiores produtores de pele de raposa na Europa, com cerca de 2,5 milhões de animais sendo criados e eletrocutados a cada ano para serem vendidos ao comércio global.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Destaques, Notícias

Imagens angustiantes mostram a realidade dos animais criados para indústria de peles

Uma investigação mostrou as péssimas condições em que minks, raposas e cães-guaxinins estão submetidos em fazendas de peles finlandesas.

Fotos tiradas pela Humane Society International (HSI) revelam que os animais são mantidos em pequenas gaiolas e apresentam feridas cruas infectadas por todo o seu corpo. Muitos deles acabam cometendo canibalismo.

Ainda, os animais sofrem com os pés deformados, olhos doentes e lacerações abertas em seus corpos.

A indústria de pelos confina os animais durante toda a vida até serem assassinados. Os minks são mortos por gaseificação e as raposas e os cães-guaxinins são mortos por eletrocussão anal.

O professor veterinário Alastair MacMillan analisou a filmagem e disse que ela “mostra o custo que o isolamento contínuo e o confinamento estão tendo sobre esses animais, muitos estão mostrando sinais de grave sofrimento físico e psicológico”.

“Vários visons e raposas têm feridas abertas e infectadas, e várias raposas têm olhos extremamente doentes que serão extremamente dolorosos”.

“Se isso é o melhor que a indústria de peles pode oferecer aos animais, não é de admirar que tantos designers, varejistas e agora cidades não mais queiram nada a ver com isso”, ele afirma.

Uma raposa teve uma orelha arrancada e sofre de infecção nos olhos (Foto: Humane Society International)
As condições em que os animais vivem não só prejudicam sua saúde física, mas também sua saúde mental, se tornando mais agressivas (Foto: Humane Society International)

No Reino Unido, a criação de peles foi proibida desde 2000, mas a Grã-Bretanha continua a importar peles de uma variedade de espécies, incluindo raposas, coelhos, minks, coiotes, cães-guaxinins e chinchilas.

A instituição de caridade quer que o secretário de Meio Ambiente da Grã-Bretanha, Michael Gove, “pare seu duplo padrão” e pare de importar peles.

Cães guaxinins são empacotados em suas prisões para maximizar a eficiência e o lucro (Foto: Humane Society International)
Uma raposa negra, uma das raças mais raras do Reino Unido, é enjaulada em uma fazenda de peles finlandesa (Foto: Humane Society International)

A diretora do Reino Unido da Humane Society, Claire Bass, ficou tão chocada que realizou um protesto ao se trancar em uma jaula ontem por 24 horas fora do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais em Londres.

Uma proibição do Reino Unido seguiria os passos de ação semelhante em West Hollywood, Berkley e San Francisco. Desde que a proibição entrou em vigor em 2003, eles importaram cerca de 700 milhões de libras de pele, incluindo 14 milhões de libras da Finlândia.

Um mink aparece com uma ferida aberta no nariz (Foto: Humane Society International)
Um mink aparece com sangue e vermelhidão no rosto (Foto: Humane Society International)

As fazendas finlandesas são os maiores produtores de peles de raposa na Europa, onde cerca de 2,5 milhões de raposas são criadas e eletrocutadas todos os anos para o comércio global de peles.

Outros exportadores incluem Itália, França, Polônia, China e Rússia, onde as condições nas fazendas de peles são tão ruins ou até piores.

A raposa à esquerda parece ter uma ferida no flanco direito, curvando-se em submissão a outra raposa (Foto: Humane Society International)
Um mink aparece com machucados e sua carne exposta e ensanguentada (Foto: Humane Society International)

Ms Bass disse: “Vendo em primeira mão estes animais mentalmente feridos em fazendas de peles e até mesmo levados ao canibalismo foi totalmente de partir o coração”.

“Em suas minúsculas gaiolas estéreis, esses animais têm qualidade zero de vida, eles simplesmente existem como sombras dos animais selvagens que deveriam ser”.

“É repugnante que o comércio de peles ainda tente justificar esse flagrante sofrimento animal, e esperamos que nossa investigação encoraje os designers que ainda usam essa pele a enxergar através da farsa do chamado ‘pêlo de bem-estar social'”.

Uma raposa é encontrada com a cauda machucada e sem pelos (Foto: Humane Society International)
Os animais da fazenda estão confinados em minúsculos espaços (Foto: Humane Society International)

Um ativista dos direitos animais finlandeses, Oikeutta Elaimille, que acompanhou a HSI nas visitas à fazenda de peles, disse: “Tragicamente, o que vimos nessas fazendas está longe de ser incomum”.

“Eu visitei mais de cem fazendas de peles e o sofrimento dos animais tem sido óbvio em todas as viagens. Cada vez mais países estão proibindo a criação de peles e o apoio do governo finlandês está cada vez mais isolado e desatualizado”.

Em julho, o Comitê de Meio Ambiente de Alimentos e Assuntos Rurais (EFRA) publicou um relatório sobre seu inquérito sobre o comércio de pele no Reino Unido, incluindo a recomendação de que o governo realize uma consulta pública sobre a proibição da venda de peles de animais no Reino Unido.

Outro animal é visto machucado devido a comportamentos agressivos de seus companheiros (Foto: Humane Society International)
Uma raposa branca jovem sofreu ferimentos catastróficos no olho esquerdo (Foto: Humane Society International)

Há mais de 12 mil minks na fazenda em Ostrobótnia e 2 mil raposas e Finnraccoons na fazenda na Ostrobótnia do Sul.

Um relatório recente do Daily Mail descobriu que muitas lojas do Reino Unido, incluindo a TK Maxx e a Amazon, estavam vendendo peles de verdade – como raposa e cachorro-guaxinim – como peles artificiais.

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Reveladas fotos que mostram fazenda de peles após libertação de minks

Imagens nunca antes vistas da manhã após a libertação de minks em Utah, nos EUA

Por Peter Young
Tradução por Giovanna Chinellato (da Redação)

A Voice of the Voiceless recebeu um set de arquivos anônimos contendo centenas de documentos do caso William Viehl/Alex Hall. Os arquivos contêm centenas de páginas de transcrição de entrevistas, depoimentos e mais, colocando por dentro da investigação do FBI. Viehl e Hall foram condenados no ano passado por libertarem 650 minks que eram explorados e torturados em uma fazenda de peles McMullin em South Jordan, Utah, EUA.

Foto: Divulgação

Os arquivos recebidos continham dezenas de fotos tiradas após duas ações da ALF. Essas fotos, inéditas, mostram minks em liberdade, gaiolas quebradas, grafites da ALF, veículos sabotados. São as fotos da fazenda Lindsey McMullin (650 minks libertados) e Chuck Lodder (Kavsville, Utah – 7.000 minks libertados).

Algumas fotos foram publicadas na Voice of the Voiceless, e outras estarão na próxima edição da revista Bite Back (em inglês).

Foto: Divulgação
​Read More
Notícias

Ativistas libertam 400 animais que seriam mortos pela indústria de peles

Por Giovanna Chinellato  (da Redação)

Imagem ilustrativa: s/c

Em 2006, Scott DeMuth e outros ativistas invadiram a Lakeside Ferrets, uma fazenda de minks em Minnesota, nos EUA, e libertaram 400 animais de uma vida em confinamento e morte dolorosa. Agora, Scott DeMuth foi condenado há seis meses de prisão, mas a fazenda fechou para sempre, privando centenas de minks de muito mais que seis meses engaiolados.

Segundo informações do site The Voice of the Voiceless, o promotor Clifford Cronk confirmou que a fazenda fechou por não conseguir se recuperar dessa invasão. A antiga Latzig Mink Rach já havia sido invadida dez anos antes, em 1996, e pouco depois mudou o nome para Lakeside Ferrets, o que, obviamente, não foi suficiente para afastar os ativistas da ALF.

DeMuth foi pego pelo FBI por estar ligado a protestos da RNC. Em seu computador, os oficiais encontraram imagens do Google Earth com as coordenadas da fazenda e uma cópia do comunicado da ALF enviado à imprensa. Um acordo com os promotores garantiu-lhe imunidade à invasão da Universidade de Iowa, em que ele ajudou a libertar 401 animais, e seis meses de prisão pela invasão da Lakeside Ferrets.

​Read More
Notícias

Dois ativistas da Frente de Libertação Animal são soltos da prisão

Por Giovanna Chinellato  (da Redação)

Jonatahn Paul e Alex Hall cumpriram suas penas
por libertar animais e foram soltos da prisão
.

Jonatahn Paul foi condenado a quatro anos na prisão por atear fogo ao Cavel West, um matadouro de cavalos. O incêndio de 1997 em Redmond, Oregon, destruiu o prédio e fez o matadouro fechar permanentemente.

Matadouro de cavalos Castle West após o incêndio de 1997 (Foto: Reprodução/ Voice of the Voiceless)

Como parte de um acordo judicial, Jonatahn Paul também admitiu ter participado de outras ações da ALF, desde 1980, incluindo a invasão à universidade Loma Linda (1988) e a grande libertação de 1989, na universidade do Arizona, em que mil animais foram soltos.

O site Voice of the Voiceless informou também que Alex Hall ficou 21 meses na prisão por libertar 650 minks de uma fazenda de peles em Utah e também já está em liberdade.

Agora, de todos os ativistas presos por libertar animais nos EUA, apenas dois continuam atrás das grades: Kevin Kjonaas e Walter Edmund Bond.


​Read More
Notícias

Fazenda de peles responsável por torturar e confinar minks é desativada

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Um anônimo relatou que a Ide Fur Farm, fazenda de minks em Illinois, está fechada.

No começo do mês, a Voice of the Voiceless publicou um artigo sobre como visitar uma fazenda de peles sem ser da ALF, explicando que nos EUA muitas funcionam também como mercado de pinheiros. Um comprador anônimo de árvores de natal leu o artigo e visitou a Ide Christmas Tree Farm (também Ide Fur Farm) e enviou um relatório anônimo.

A descoberta? A Ide Fur Farm está fechada.

“Não vi animais engaiolados na propriedade. É uma fazenda pequena de árvores, andei perto do perímetro facilmente. Tinha três áreas principais com prédios no meio dos pinheiros. Um era a casa dos proprietários com brinquedos de criança no quintal. Atrás dela, o galpão abandonado onde ficavam os minks.”

Várias fotos da fazenda foram enviadas com o relato, mostrando um galpão vazio com gaiolas vazias.

A Animal Liberation Front invadiu a Ide Fur Farm em 1997, libertando 4 mil minks. Como o relato acima é o primeiro que anuncia o fechamento da fazenda, não se sabe há quanto tempo ela está assim nem, qual o papel da ALF no caso.

​Read More