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França anuncia proibição progressiva de animais selvagens em circos itinerantes

AFP – BERTRAND GUAY

A França anunciou uma série de medidas que visam beneficiar os animais, dentre elas a proibição progressiva de espetáculos que envolvam animais selvagens em circos itinerantes.

A reprodução e aquisição de novas baleias e golfinhos pelos três delfinários do país – isso é, aquários voltados para essas espécies – também será proibida, assim como a criação de visons americanos explorados para a fabricação de roupas.

As medidas foram anunciadas nesta terça-feira (29) pela ministra da Ecologia, Barbara Pompili. Segundo ela, a “atitude em relação aos animais selvagens em nossa época mudou”.

“Chegou o momento de que o nosso fascínio ancestral por estes seres selvagens não se traduza em situações que favoreçam o seu cativeiro ante o seu bem-estar”, reforçou Pompili em entrevista à agência France Presse.

A ministra não apresentou um calendário com os prazos para a proibição total, mas afirmou que os espetáculos nos quais animais selvagens são explorados em circos itinerantes serão proibidos nos próximos anos.

“Fixar uma data não resolve todos os problemas, prefiro iniciar um processo para que aconteça o mais rápido possível”, afirmou.

Foto: Lionel Cironneau/AP/Arquivo

Atualmente, quase 500 animais selvagens são mantidos aprisionados em cativeiro pelos circos franceses, que os exploram para entretenimento humano. Ao ser questionada sobre o destino desses animais, Pompili explicou que serão encontradas “soluções caso por caso, com cada circo, para cada animal”.

“Estamos pedindo (aos circos) que se reinventem, este é um momento em que precisarão de apoio e o Estado vai estar a seu lado”, disse a ministra.

Os espetáculos circenses com animais silvestres já foram proibidos ou limitados por mais de 20 países da Europa.


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Ministra da Agricultura diz que mais agrotóxicos serão liberados para o Brasil ‘entrar na modernidade’

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que mais agrotóxicos serão liberados. Segundo ela, isso é necessário para o Brasil “entrar na modernidade”. Apenas em 2019 foram registrados 290 pesticidas. Esses venenos colocam a saúde da população em risco, além de contribuírem para a devastação do meio ambiente.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A aprovação de mais produtos mostra mais eficiência. São produtos menos tóxicos. Temos que continuar aprovando mais. Vocês vão ver cada vez mais acontecer registros, para entrarmos na modernidade e termos produtos cada vez menos tóxicos”, afirmou a ministra em entrevista a jornalistas durante um café da manhã com professores, especialistas e representantes de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A reunião foi realizada para fazer um debate sobre os agrotóxicos, conforme informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Tereza admitiu que não existe risco zero “para nada”, mas que no caso dos pesticidas, os riscos são calculados e semelhantes aos de outros países. Disse ainda que dos 290 agrotóxicos liberados, sete são novos e o restante equivalente ou genérico a produtos que já eram usados no país. Há ainda, segundo a ministra, uma fila com mais de 2 mil pedidos de liberação de novos pesticidas. De acordo com Tereza, nenhum registro concedido este ano começou a tramitar em 2019.

A ministra afirmou também que há pesticidas que são usados aqui e proibidos na Europa porque os dois países “não têm a mesma cultura”. Ela alegou ainda que “nosso alimento é absolutamente seguro” e que “o consumidor brasileiro não está sendo impactado, a não ser pelo mau uso (de agrotóxicos)”.

No entanto, especialistas discordam da alegação da ministra e reforçam, com base em dados científicos, que os agrotóxicos adoecem as pessoas e destroem o meio ambiente. Casos de mortes, tanto de humanos quanto de animais, também ocorrem.

A coordenadora da campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace, Marina Lacôrte, afirmou ao portal Brasil de Fato que “não existe agrotóxico que não apresente nenhum tipo de perigo”. O argumento de Lacôrte é confirmado pelo o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.

“Nós imaginamos que não exista nenhum brasileiro que não saiba que os agrotóxicos são perigosos. O que existe é uma grande parcela da população que acredita que esse perigo é para os outros, não para ela. Acredita que é perigoso pra quem aplica [produtos na lavoura], pra quem mora no interior e também que, comprando parte da sua alimentação em feiras orgânicas, isso resolve o conjunto da sua alimentação. É uma visão ingênua, equivocada essa de acreditar que os limites são seguros pelo fato de existir algum controle em alguns produtos”, disse Melgarejo ao Brasil de Fato.

O especialista lembrou também que os efeitos negativos dos agrotóxicos se estendem para além do ambiente de produção agrícola. Isso porque, segundo ele, os restos desses produtos são canalizados para outros espaços.

“Não podemos desprezar, por exemplo, que todos nós bebemos água e que o veneno aplicado no interior termina chegando naquilo que a gente bebe porque ele contamina o solo, os rios, etc. Se a água está envenenada, esses resíduos [de agrotóxico] vão parar dentro do organismo humano porque todos nós somos formados também por água. É sempre importante esclarecer isso”, concluiu.


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Ministra Catherine McKenna
De olho no planeta

Ministra canadense faz apelo para que governos avancem no Acordo Climático de Paris

Ministra Catherine McKenna
Foto: Phys

“Não temos escolha, nossos filhos dependem de nós “, disse Catherine McKenna em Montreal, onde representantes de mais da metade dos membros do G20 participarão de uma cúpula sobre o pacto climático global.

A reunião foi solicitada pelo Canadá, China e União Europeia – que reafirmaram seu compromisso com o acordo quando Donald Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos em Junho.

No final de 2015, em Paris, quase 200 países concordaram em limitar ou diminuir as emissões de dióxido de carbono.

O objetivo é controlar o aumento das temperaturas globais médias e impedir uma taxa maior do que 1,5 graus até 2050, em comparação com os níveis pré-industriais, segundo o Phys.

A ministra canadense também comemorou os 30 anos do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que esgotam a camada de ozônio, juntamente com o principal funcionário do clima da UE, Miguel Arias Canete, e o representante da China sobre mudanças climáticas, Xie Zhenhua.

“[O] Protocolo de Montreal é uma história de sucesso de governos, especialistas, ONGs e pessoas comuns que agiram juntos para superar as maiores ameaças ao meio ambiente na história recente. Temos a oportunidade de conseguir ainda mais com o acordo de Paris. Se continuarmos trabalhando juntos, podemos alcançar um grande êxito na luta contra as mudanças climáticas”, disse McKenna.

Uma emenda foi adicionada ao Protocolo de Montreal em 2016 pelo acordo de Kigali para eliminar os hidrofluorocarbonos, um gás extremamente nocivo utilizado em refrigeradores e aparelhos de ar condicionado.

“Por meio da redução de hidrofluorocarbonos de acordo com o Protocolo de Montreal, a Terra pode evitar o aquecimento de até meio grau até o final do século enquanto protegemos a camada de ozônio”, adicionou McKenna.

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Ministra indiana pede a Obama para condenar festas taurinas em Espanha

Divulgação
Divulgação

Gandhi enviou uma carta a Barack Obama nestes termos, após saber que o Presidente poderia deslocar-se às “sanfermines” (festa taurina) durante a viagem de 09 a 11 de julho a Espanha, confirmou hoje à agência Efe uma responsável do seu gabinete ministerial, Gauri Maudekhi.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, assegurou, por seu turno, que o Presidente Obama “provavelmente” está interessado em assistir ao evento, embora tenha adiantado que desconhece se o “itinerário” oficial o permitirá.

Maudekhi sublinhou que a ministra da Mulher e Desenvolvimento da Criança “sempre condenou qualquer ato de crueldade com os animais, incluindo na Índia”, mesmo quando o seu governo, do partido nacionalista hindu BJP, apoiou espetáculos tradicionais com touros.

A missiva foi difundida pela organização de defesa dos animais PETA e nela Gandhi afirma que, “dada a posição de poder” do dirigente norte-americano, “teria uma considerável influência se denunciasse a crueldade” da tauromaquia, em vez de participar naquela festa em Pamplona, quando a cidade espanhola realizar as suas conhecidas largadas de touros pelas ruas.

O texto emprega expressões como “evento arcaico”, referindo-se ao acontecimento, sobre o qual apresenta dados para demonstrar um “declive” de popularidade, em especial entre os jovens espanhóis, enquanto cita campanhas contra estas iniciativas em países da Europa, da América e na própria Índia.

Além de ecologista, a veterana política é conhecida também como defensora dos direitos sociais e é viúva de Sanjay Gandhi, filho da antiga primeira-ministra indiana Indira Gandhi.

No início do ano, o Supremo Tribunal pronunciou-se contra uma decisão do governo de que a ativista faz parte e que permitia espetáculos com touros, na sequência da ação de grupos de proteção dos animais.

As festividades com touros na Índia vão desde corridas em várias regiões e lutas entre animais, na ex-colónia portuguesa de Goa, a uma espécie de rodeio no qual os participantes devem pegar um touro.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Notícias ao Minutos

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Destaques, Notícias

Ministério da Cultura propõe regulamentação de uso de animais em espetáculos

Foto: Reprodução

Por Lobo Pasolini e Antoniana Ottoni (da Redação)

Ativistas de direitos animais, prestem atenção. O Ministério da Cultura publicou uma Portaria Interministerial de número 74/2011 cujo objetivo “é promover debates, estudos e sugerir critérios com vistas à regulamentação da participação de animais em espetáculos, eventos e apresentações em circos e outras atividades afins.”

O Observatório Eco foi quem primeiro levantou a bandeira a respeito dessa iniciativa nefasta. O Grupo de Trabalho deverá apresentar a proposta de regulamentação para o assunto no prazo de 120 contados da data de publicação da portaria, que foi o dia 5 de agosto, o que será mais ou menos o dia 3 de dezembro de 2011.

O que o Ministério da Cultura pretende com isso é nebuloso, já que existe um projeto de lei para proibir a participação de animais em circos em todo o país, e vários estados já sancionaram leis regionais proibindo este tipo de crueldade.

Seria muito melhor que o Ministério trabalhasse para promover conhecimento e não exploração, considerando a precariedade de acesso à cultura que realmente enriquece e ilumina as pessoas. Espetáculos de tortura endurecem um povo. Como alguém pode chamar a humilhação de um animal de cultura? O Ministério deveria se envergonhar disso.

Proteste junto ao Ministério pela audácia de publicar uma portaria (74/2011) com esse teor .

Ministra de Meio Ambiente rejeita Portaria

Foto: Divulgação

Neta terça-feira, 13 de setembro de 2011, foi realizada uma reunião com a Ministra de Meio Ambiente Izabella Teixeira, com o intuito de discutir a finalidade da criação da Portaria Interministerial nº 74/2011, entre os Ministérios de Meio Ambiente e Cultura sobre a regulamentação do uso de animais na atividade circense.

Esta Portaria, criada no dia 10 de agosto deste ano, traz em seu texto o objetivo de regulamentar o uso de animais em circo e assim sanar possíveis maus-tratos que decorrem dessa atividade, segundo parte do texto da portaria: “Os Ministérios da Cultura e do Meio Ambiente, com o objetivo de democratizar o acesso às atividades culturais e à preservação ambiental como parte da formação da cidadania, em especial de crianças, adolescentes e jovens, acabam de criar um GT (Grupo de Trabalho), que visa promover debates, estudos e sugerir critérios para regulamentar a participação de animais em espetáculos, eventos e apresentações em circo e outras atividades afins”.

Entretanto, sabemos que a atividade circense é totalmente incompatível com o uso e manutenção de animais se observado o mínimo de cuidado com o bem-estar destes, por alguns motivos, como: confinamento perpétuo e em lugares minúsculos e insalubres, extrema violência nos treinamentos, perigo ao público – doenças e segurança -, transporte inadequado etc. Também não é correto e ético dizer que a manutenção de animais em circo sirva de alguma maneira para formação cultural de crianças e adolescentes, pois esta prática, na realidade (por trás do picadeiro), só ensina como se pratica violência, subjugação e desrespeito a outras espécies.

A ministra Izabella Teixeira foi extremamente enfática em dizer que é completamente contra o uso de animais em circos, e declarou: “Eu sou totalmente contra o uso de animais em circo há mais de 20 anos, quando a discussão começou no Brasil”.

A ministra informou que a Portaria Interministerial foi criada com o intuito de acelerar o banimento desta atividade no Brasil, pois com a criação da Portaria (Grupo de Trabalho) será possível discutir entre os dois Ministérios o que falta para a proibição de animais em circo no Brasil se tornar uma realidade; segundo a ministra: “Esta portaria foi criada com intuito de discutir, entre os dois Ministérios envolvidos, como poderemos acelerar este processo de proibição e como os circos migrarão de uma atividade com animais para outra sem o uso deles”.

A Ministra disse que um cadastramento dos circos do Brasil se faz necessário para descobrir quantos  circos possuem animais, quantos animais existem no Brasil, pois será o Ministério de Meio Ambiente em conjunto com entidades de bem-estar animal, que será responsável pelo remanejamento deste animais para lugares de aposentadoria, após um longa vida de exploração dentro dos circos.

O Deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), em conjunto com Antoniana Ottoni (Animal Defenders International) e Ana Nira Junqueira (WSPA-Brasil), foi responsável pela convocação desta reunião com a ministra. Desde a criação desta Portaria Interministerial, a sociedade civil, as entidades protetoras de animais e os representantes políticos engajados na causa animal estão confusos devido à movimentação contrária dos Ministérios a favor da regulamentação do uso de animais em circos, pois o movimento brasileiro e internacional caminha para o completo banimento do uso de animais neste segmento artístico.  Portanto, uma portaria que visa à regulamentação do uso de animais na atividade circense parecia, em um primeiro momento, um completo retrocesso.

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Canadá autoriza o assassinato de 268 mil filhotes de foca em 2011

( da Redação)

Quase 269 mil bebês foca serão assasinados este ano no Canadá. Foto: sem crédito

A ministra da Pesca do Canadá, Gail Shea, anunciou que em 2011  podem ser mortas é de 468,200 focas. Este o número mais alto de mortes autorizadas desde que o sistema de cotas foi instituído.

Tal como tem feito todos os anos (com exceção de 2010), a ANIMAL, ONG portuguesa de defesa dos direitos animais, protestará contra o horror acima descrito. Para além do protesto simbólico que promoverá no próximo dia 14 de abril, entre às 13h e  14h, em frente à Embaixada do Canadá em Lisboa, Portugal, a ANIMAL está fazendo uma campanha também por e-mail.

A crueldade contra inocentes e indefesos filhotes não pode continuar existindo. Foto: sem crédito

A ONG ANIMAL sugere que as pessoas indignadas com o assassinato de centenas de mlhares de bebês focas escrevam sua própria mensagem, ou copie a carta abaixo e envie-a para:

lsbon@international.gc.ca
Com cc a: campanhas@animal.org.pt

To The Ambassador to the Embassy of Canada in Portugal,

Mrs. Anne-Marie Bourcier,

Excellency,

It was with a feeling of shock and disbelief that I have learned that Canada still goes on hunting and killing helpless animals, namely seals, and that the quote established for 2011 has risen to  the incredible number of 468,200. This means that 468,200 individuals will be brutalized, for no justifiable reason. Modern science – and also common sense-, tells us that there is no evidence that such a killing is needed, and I, as a compassionate and civilized person, choose to boycott Canada and Canadian products as long as this cruel activity lasts, and I am asking all my friends and family to do the same.

I hope that Canadian authorities put their morals over their interests and make the decision to stop such an appalling activity. The world is watching Canada, and more and more countries are joining the boycott.

I urge you to pass Portuguese people’s message to Canadian officials: we will boycott Canada until the killing ends.

Respectfully,

Name:

City:

E-mail:

Para saber mais sobre esse cruel e massivo assassinato de animais,visite: http://www.harpseals.org/index.php .

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