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Raposas-voadoras buscam desesperadamente por comida após fogo destruir seu habitat

Foto: Pinterest
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Incêndios violentos estão forçando os morcegos-raposas também conhecidos como raposas-voadoras (Pteropus) a deixar seus filhotes para procurar desesperadamente por comida enquanto seus habitats são arrasados pelas chamas, de acordo com um serviço local de resgate da vida selvagem do país.

Um cuidador de animais do Centro de Resgate da Vida Selvagem, Wildlife Rescue South Coast, em Nova Gales do Sul (NSW), disse que 300 filhotes de raposa-voadora foram abandonados em áreas atingidas pelo fogo, ameaçando a viabilidade local da espécie.

As raposas-voadoras – uma espécie de gigante de morcego – começaram a voar para o sul na primavera, ameaçadas pelo com incêndios no norte de Nova Gales do Sul.

No entanto, elas, juntamente com as colônias locais, foram apanhadas nos incêndios mortais na região e muitas fugiram, deixando para trás seus filhotes.

Foto: Facebook/Shoalheaven Bat Clinic and Sanctuary
Foto: Facebook/Shoalheaven Bat Clinic and Sanctuary

Jenny Packwood, secretária da Wildlife Rescue South Coast, disse ao Daily Mail Austrália que as raposas-voadoras provavelmente estavam abandonando seus filhotes para buscar por comida.

“A situação é terrível. Temo que estejamos testemunhando a extinção de uma espécie”, disse ela.

“Acreditamos que, devido à seca excessiva, muitas raposas-voadoras estavam literalmente caindo do céu no sul de Queensland”.

“Então, seguidas pelos grandes incêndios, acreditamos que as mães voaram para o sul em busca de comida”.

Packwood disse que os filhotes de raposa voadora dependem completamente de sua mãe para realocação e sobrevivência.

“Os bebês de raposa-voadora são totalmente apegados às mães, eles ficam grudados a elas segurando-se no mamilo que está localizado entre as asas e envolvendo os pés no corpo das fêmeas”, disse ela.

Foto: Pinterest
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“Se estão desnutridos, não conseguem aguentar. As mães também podem estar abandonando por causa da fome”.

“Estamos chamando esse triste acontecimento de ‘evento de fome’. Nunca vi um abandono como esse antes”.

Packwood disse que a colônia de raposas-voadoras mais próxima do Centro de Resgate estava em um nível populacional de quase 20 mil habitantes, mas estima-se que tenha sido reduzida para apenas 5 mil quando os animais fugiram das chamas.

Enquanto isso, no sul da Austrália, há temores de que toda uma geração de raposas-voadoras tenha sido exterminada por uma onda de calor.

Até 8 mil filhotes de raposa-voadora morreram devido ao calor intenso e 400 sobreviventes estão sob os cuidados do Centro de Resgate, Fauna Rescue, em Adelaide.

A coordenadora do setor responsável pelas raposas-voadoras da Rescue Fauna, Sue Westover, disse ao jornal The Advertiser que estava cuidando de 61 filhotes da espécie em sua própria casa.

“Basicamente, toda uma geração de raposas-voadoras foi exterminada em Adelaide este ano, o que é muito triste”, disse Westover. “Elas estão listadas como vulneráveis agora e eu diria que não demorará muito até que estejam na lista de espécies ameaçadas”.

O professor de biologia da conservação da Universidade de Sydney, Mike Letnic, disse que outros animais nativos, como coalas, potoroos e equidnas, também foram forçados a se mudar.

O professor Letnic disse à publicação que alguns animais seriam “extintos localmente” nessas áreas.

“Os animais que normalmente sobrevivem nesses locais que não queimam podem recolonizar nesses refúgios, mas pode haver muitos poucos caminhos para permitir uma recolonização eficaz. Vai depender de quantos refúgios restarem”, disse ele.

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Governo de Madrid autoriza morte de mais de 12 mil periquitos-monges

Foto: AFP/Getty Images
Foto: AFP/Getty Images

Autoridades da cidade de Madrid, capital da Espanha vão matar mais de 12 mil periquitos-monge, também conhecidos como caturrita (Myiopsitta monachus) porque eles “irritam os habitantes locais com seus guinchos incessantes”.

Os pássaros, nativos da América do Sul, vivem na capital espanhola em meio a outros pássaros endêmicos da região, naturalmente competindo por comida e por galhos de árvores.

Entre os motivos insustentáveis alegados pelas autoridades locais estariam os ninhos enormes feitos pelas aves, com peso entre 110 e 400 libras (de 50 a 180 kg), o que segundo a prefeitura da região, “representa um claro perigo para os cidadãos que vivem abaixo das árvores”.

A espécie foi popular como animais domésticos, cruelmente mantidos em gaiolas na década de 1980, mas desde então os pássaros proliferaram e suas populações se desenvolveram. Autoridades de Madri dizem que seus números precisam ser reduzidos.

Em um comunicado, a prefeitura disse que elaborou um plano “para reduzir e controlar a população”, sem dar números. Um elemento do plano envolveria a esterilização de ovos no ninho para incentivar as fêmeas a incubar, mas não a chocá-las.

Foto: AFP/Getty Images
Foto: AFP/Getty Images

O plano deve ser implementado no outono do próximo ano, com um custo estimado de 100 mil euros (cerca de 450 mil reais).

Os belos pássaros de peito verde com penas cinzas – também conhecidas como periquitos-argentinos estão agora vivendo indefesos sob a ameaça da crueldade humana, e nada mais estão fazendo do que expressar seus instintos naturais ao emitir sons e conviver com os demais pássaros nativos.

Borja Carabante, oficial municipal de assuntos ambientais da capital alega que os periquitos tornaram-se uma preocupação para vários cidadãos: “recebemos várias queixas de pessoas que dizem não suportar mais as aves”.

Entre as acusações que as pobres aves são alvo estão a de serem responsáveis por um chilrear irritante, a possibilidade de transmissão de doenças, bem como expulsar outras aves.

O número de periquitos aumentou em um terço desde 2016, de acordo com a sociedade ornitológica espanhola SEO/Birdlife.

Segundo a lei espanhola, as aves são classificadas como espécies exóticas invasoras.

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Vírus mata 753 golfinhos e ameaça baleias que migram para o sul

Por Juliana Meirelles (da Redação)

Um surto de sarampo, vírus que afeta golfinhos, tornou-se o maior da história – o que resulta em 753 golfinhos que apareceram em praias ao longo da costa leste desde julho. As informações são do Daily Mail.

E está ficando cada vez pior. Como diversos grupos de baleias migram para o sul no inverno, elas podem espalhar morbilivírus a grupos locais na Flórida.

A única outra vez que um surto tão grave aconteceu foi entre agosto de 1987 e abril de 1988, quando o vírus matou 740 golfinhos.

O surto atual já ultrapassou o número de mortos e caso se desenrole no mesmo período de tempo, ainda não está sequer na metade.

Surto: Desde julho, 753 golfinhos apareceram mortos em praias da Costa Leste, a maioria tendo morrido com um vírus como sarampo.
Surto: Desde julho, 753 golfinhos apareceram mortos em praias da Costa Leste, a maioria tendo morrido com um vírus como sarampo.
Propagação: Pesquisadores temem que o surto vá piorar com ervas movendo para o sul no inverno. Acima, os investigadores realizam a necropsia em um golfinho morto em Virginia Beach, Virginia, em agosto.
Propagação: Pesquisadores temem que o surto vá piorar com golfinhos movendo para o sul no inverno. Acima, os investigadores realizam a necropsia em um golfinho morto em Virginia Beach, Virginia, em agosto.

Enquanto o vírus não afetou outras espécies de golfinhos no Norte e Meio Atlântico, há evidências de que ele pode estar matando outros animais após os corpos de cinco baleias terem sido encontradas recentemente em decomposição nas praias.

Pesquisadores da Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA), não foram capazes de confirmar ainda se essas baleias estavam sofrendo com o mesmo vírus, pois seus corpos estavam “muito decompostos”.

Teri Rowles, da NOAA, disse em uma teleconferência que o número de baleias encalhadas mortas é “um pouco” elevado “que o habitual, mas que é muito cedo para saber se há um surto na população de baleias”.

Maior da história: O surto atual já ultrapassou o último maior surto de morbilivírus que matou 740 golfinhos, entre agosto de 1987 e abril 1988.
Maior da história: O surto atual já ultrapassou o último maior surto de morbilivírus que matou 740 golfinhos, entre agosto de 1987 e abril 1988.

Golfinhos continuam aparecendo nas praias da Costa Leste, mas cada vez mais estão aparecendo nas regiões ao sul, enquanto os grupos de golfinhos migram para a Flórida para o inverno.

Os pesquisadores agora estão com medo de que o surto vá piorar e se espalhar para as populações locais de golfinhos em águas mais quentes. O vírus se espalha com o contato e ar compartilhado.

“Nós não sabemos como isso vai acabar”, disse Rowles.

Baleias também: Os pesquisadores acreditam que o vírus pode estar se espalhando para as baleias jubarte e pigmeus, embora não esteja afetando outras espécies de golfinhos.
Baleias também: Os pesquisadores acreditam que o vírus pode estar se espalhando para as baleias jubarte e pigmeus, embora não esteja afetando outras espécies de golfinhos.
É muito cedo para dizer: pesquisadores da NOAA não têm sido capaz de confirmar um surto de baleia já que os cinco corpos encalhados estavam tão decompostos, tornando-se difícil analisar o seu tecido.
É muito cedo para dizer: pesquisadores da NOAA não têm sido capaz de confirmar um surto de baleia já que os cinco corpos encalhados estavam tão decompostos, tornando-se difícil analisar o seu tecido.

Infelizmente, tudo que os pesquisadores podem fazer é assistir o surto se desdobrar.

“Não há vacina que possa ser implantada para uma grande população de golfinhos ou quaisquer espécies de cetáceos. Atualmente, não há nada que possa ser feito para evitar que a infecção se espalhe, ou evitar que os animais que estão infectados tenham uma doença clínica grave”, disse ela.

Embora a doença não possa ser transmitida aos seres humanos, ela tem o potencial de impactar as pessoas.

O vírus deixa os golfinhos suscetíveis a doenças secundárias ou vírus que têm a possibilidade de infectar os seres humanos se eles entrarem em contato com as criaturas do mar apodrecendo na praia.

A NOAA recomenda que os golfinhos ou baleias encalhadas sejam comunicados aos coordenadores de encalhe locais.

“O que estamos tentando impedir é que as pessoas as empurrem de volta”, disse Rowles.

Sem ajuda: Pesquisadores dizem que não há nada que possa ser feito para evitar que o surto se espalhe.
Sem ajuda: Pesquisadores dizem que não há nada que possa ser feito para evitar que o surto se espalhe.
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