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Dois micos são encontrados mortos com sinais de agressão

Foto: Divulgação

Dois micos foram encontrados mortos com sinais de agressão na localidade de Praia Seca, em Araruama, na Região dos Lagos do Rio. Segundo a coordenadoria de Saúde Coletiva, os animais estavam com ferimentos e sangramentos e serão encaminhados para análise na capital do RJ.

A suporta agressão aos animais ocorreu após a confirmação da morte de um macaco por febre amarela na cidade. Para conscientizar a população e impedir que animais sejam mortos, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio lançou a campanha “O macaco não é só vítima, mas um grande aliado no combate à febre amarela”.

A Prefeitura de Araruama intensificou as ações de combate à febre amarela. A coordenadora de Saúde Coletiva, Drª Nina Oliveira, informou que 2.952 pessoas foram imunizadas nesta quinta. Quem ainda não se vacinou deve procurar os postos de saúde da cidade.

Fonte: G1

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Laudos descartam morte de micos por febre amarela em Divinópolis (MG)

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Os três macacos encontrados mortos em Divinópolis em fevereiro e março não estavam com febre amarela, conforme apontaram laudos parciais de exames. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) nesta terça-feira (11). Os resultados de isolamento viral para febre amarela foram negativos para esses animais.

De acordo com a Semusa, os micos não apresentaram sinais de morte por febre amarela, no entanto, devido aos casos confirmados em Minas Gerais, eles foram enviados à Gerência Regional de Saúde (GRS) para análise na Fundação Ezequiel Dias. O Setor de Vigilância Epidemiológica destacou que os laudos são parciais e outros ainda devem ser analisados.

O primeiro mico foi achado morto no dia 15 de fevereiro, na Rua Estanho, no Bairro Niterói, e o segundo, no dia 21 do mesmo mês na Rua Antônio Silva Sobrinho, no Bairro Santa Tereza. No dia 3 de março, no Bairro Jardim Primavera, outro macaco também foi encontrado.

O caso mais recente de micos encontrados mortos ocorreu nesta segunda-feira (10), no Bairro Porto Velho. Os animais serão encaminhados à GRS para os próximos procedimentos.

Fonte: G1

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Você é o Repórter

Uma história sobre animais e anjos

Crispim Zuim – Projeto O Lobo Alfa
crispim@oloboalfa.com.br

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Reintrodução é muito diferente de proteção animal. Animais silvestres não precisam de nossa amizade, não criam vínculos com as pessoas e precisam aprender a se manterem longe dos homens.

Precisam ser capazes de se virarem sozinhos. Após a soltura, estão por sua conta e risco, enfrentando um ambiente natural, muitas vezes hostil.

Quando iniciamos o trabalho com animais silvestres, a intenção era produzir histórias que pudessem ser usadas na educação ambiental, e também na tarefa de despertar e sensibilizar as pessoas para a realidade do tráfico, assim como fazemos em relação aos domésticos e de produção.

Mas protetores de animais não são ambientalistas. Não podem, na maioria das vezes, monitorar e acompanhar a vida livre de um animal. Não há “pós adoção”, não é possível abortar uma soltura.

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E como lidar com a angústia de assistir aos acontecimentos do mundo natural, resistindo à tentação de interferir? Como entender que a vida precisa seguir seu curso e que a morte nem sempre é fracasso, mas pode ser o recomeço, necessário para apagar todo um passado de escravidão e tortura?

Por sorte, nossas ações são conduzidas de outro plano, donde se tem uma visão mais clara e distanciada do todo, donde se pode acompanhar e monitorar cada um dos nossos protegidos.

E as lições são claras demais: Mais importante que ter onde viver é ter pra onde voltar. Mais vale um único dia em liberdade, que mais vinte anos trancado.

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Mesmo assim, não é fácil assistir uma predação como se fosse o começo de uma nova vida. Descobrimos que não estamos preparados pra tamanha frieza.

Rei, que está mais para “bobo da corte”, chegou em nosso território junto com mais sete de sua espécie. Não foram os primeiros e nem serão os últimos da espécie a ganharem a liberdade em nossas terras.

Chegaram em duas gaiolas, sendo Rei e sua Rainha em uma gaiola separada, e mais meia dúzia de jovenzinhos saguis.

Os primeiros a experimentarem a liberdade foi o casal alfa. Assim que a portinha se abriu, ele cuidou de examinar o ambiente externo, nos olhando como se perguntasse: -Posso sair mesmo?

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E antes que respondêssemos, lá estava ele correndo para os arbustos, seguido bem de perto por sua companheira de cativeiro.

Em seguida, chegava o momento de soltar os jovenzinhos, meia dúzia de saguis que insistiam em se protegerem dentro de uma caixinha de madeira que lhes dava a falsa sensação de segurança.

Cativeiro não é seguro, amigos. Os perigos estão por aí, mas vocês precisam deles. Nenhuma agressão é maior que uma vida enjaulada.

Após a soltura, os pequenos mantiveram-se unidos e se refugiaram em um arbusto próximo.

Sabemos que eles estarão por sua conta e risco, mas não custa facilitar um pouco as coisas. Além das frutas que serão servidas diariamente, a equipe do CETAS fez questão de pendurar no telhado do abrigo, aquela mesma casinha onde eles se sentiam tão seguros.

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É possível que eles não voltem mais pra ela. Tendo as fendas das grandes árvores à disposição, escondidas no interior da mata, eles não farão questão de voltar ao caixotinho de madeira, tão exposto, do ponto de vista de um predador.

Tudo parecia muito bem mas, o que não sabíamos, é que nossos passos estavam sendo vigiados.

Em ambiente natural, não há paredes, mas há olhos e ouvidos por todos os lados.

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Após a soltura, os pequenos decidiram se aventurar e em poucos minutos haviam ganhado a mata bem ao lado do ponto de soltura. Ainda estavam vocalizando pra reunir a família, quando algo inusitado aconteceu.

O bando da Chica, conhecido grupo de macacos-prego com mais de 30 indivíduos, estava próximo, nos observando.

Normalmente barulhentos e escandalosos, dessa vez eles mantiveram-se em silêncio, como se espreitassem as presas.

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Assim que notamos os macacos, um silêncio tomou conta daquele momento.

Daí em diante, não teríamos mais fotos, porque a tensão e a angústia do momento não nos permitiria sequer lembrar que existia uma câmera fotográfica.

Além do mais, não queríamos registrar o final daquela história. Em menos de um minuto, o bando dos grandões se misturou aos pequenos e esperávamos assistir a um massacre.

Sabemos que macacos-prego são predadores. Em outra ocasião, assistimos ao ataque do bando a um ninho de quati. O filhotinho veio ao chão mas conseguimos interceptar e segurar o filhote até que o bando se dissipasse e pudéssemos devolvê-lo à mãe, que esperava em uma árvore próxima a disputa de sua prole pelas duas espécies inimigas.

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Aquele episódio nos mostrou do que são capazes os pregos.

Sabíamos que era perigoso aquele momento mas a perseguição acontecia no alto das árvores e nós não poderíamos fazer nada além de observar.

Mas aí, para nossa surpresa, os pequeninos saguis estavam mais espertos do que imaginávamos. Parecia até que provocavam os grandões.

Mas nada podia ser mais inusitado que o comportamento dos macacos-prego. Eles perseguiam os pequenos micos e até chegaram a se aproximar de alguns, mas os cheiravam com curiosidade e sem nenhum sinal de predação. Não era um comportamento natural.

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Aquela brincadeira de pega-pega se estendeu ainda por alguns minutos, até que, sem nada que justificasse o súbito desinteresse, os grandões decidiram seguir o caminho antes traçado, rumo a uma ameixeira que iniciou mais cedo a frutificação.

Os saguis estavam, finalmente, livres e seguros, pelo menos por enquanto.

A tensão daquela soltura nos fez abortar os compromissos na cidade para monitorá-los mais de perto nos dias seguintes.

E lá estavam eles, saqueando as caixas de frutas, frequentando nosso viveiro de aclimatação e o entorno da casa sede.

Acostumados com o manejo humano, eles não demonstravam medo, embora mantivessem certa distância.

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Estávamos próximos da Primavera e as frutas não eram tão abundantes. Claro que a dieta natural envolve de tudo um pouco, mas estava claro que precisaríamos facilitar um pouco as coisas, pelo menos nos primeiros meses.

Os comedouros dos pássaros já se tornaram um ponto obrigatório de parada. Além de alguns grãos ricos em fibras, eles terão também frutas “in natura”.

Os meninos estavam bem e, o melhor de tudo, juntos, buscando a proteção e a segurança do bando.

Levará mais dias pra eles se reintegrarem em definitivo à natureza a ponto de não precisarem mais de nossos suprimentos.

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Até lá, eles terão o que precisarem. As bananeiras produzem o ano inteiro, os mamoeiros também.

Algumas frutas produzem durante a primavera, como as amoras, que começam a amadurecer.

E o Reizinho era mesmo o menos arredio de todo o bando.

O apetite com que devorava uma banana mostrava que estavam bem. A noite costuma trazer sons ameaçadores vindos da mata, mas eles já estão aprendendo a se refugiarem.

Animais silvestre são naturalmente instintivos e algumas espécies reaprendem com muita facilidade sobre a vida livre.

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E não apenas nos comedouros eles foram vistos. Já exploram as árvores ao redor e já foram flagrados perseguindo besouros e outros invertebrados.

Algumas flores e frutos nativos fornecem sabores novos, com os quais eles começam a se acostumar.

No alto das árvores, é possível ver apenas silhuetas, mas é o bastante pra nós. Ali não vemos mais micos reintroduzidos, mas animais silvestres em ambiente natural.

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Eles são saguis-de-tufos-pretos, mas o sol fazia questão de nos mostrar que, quando estão livres, os tufos são dourados.

Quanto aos anjos? Eles não foram vistos, mas estavam lá, o tempo todo.

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Cadela ‘adota’ e amamenta filhotes de mico em Conquista (MG)

Kiara carrega Kika e Mel o tempo todo nas costas (Foto: Reprodução/TV Integração)
Kiara carrega Kika e Mel o tempo todo nas costas (Foto: Reprodução/TV Integração)

O amor entre animais de duas espécies diferentes não é tão comum, mas em Conquista, no Triângulo Mineiro, a história é comprovada pela relação de um amor incondicional entre a cadela Kiara e as duas macaquinhas Kika e Mel, que assumem o papel de mãe e filhas. De acordo com o veterinário e especialista em animais silvestres, Cláudio Yudi, casos como esse são muito raros.

O especialista conta que é comum os cães adotarem filhotes de gato, mas que de macacos é a primeira vez que ele presencia. “É muito raro de acontecer e dar certo, de tanto a cadela e os micos aceitarem. Nessa relação teve a sorte da cadela está saindo do cio e os filhotes estarem com fome e podendo se amamentar nela”, confirmou.

O motorista Mário Sérgio Bernardo é o tutor dos animais e explicou que as macaquinhas apareceram sozinhas na residência. Ele saiu de casa para comprar uma mamadeira e quando chegou encontrou as duas mamando na Kiara, o que o deixou bastante surpreso. O apego entre elas é tão grande que mal conseguem ficar muito tempo longe umas das outras.

Conforme o veterinário, o leite da cadela é bem diferente do leite da espécie mico-estrela fêmea, mas foi suficiente pra deixar os filhotes nutridos. Sem ele, provavelmente a Kika e a Mel não teriam sobrevivido.

A cadela Kiara estava abandonada e foi adotada por Mário Sérgio em 2015. “Ela é uma prova de que os cães, mesmo rejeitados, já nascem sabendo amar e, sobretudo retribuir. O mesmo amor que eu dei pra ela, ela deu aos macacos”, finalizou o tutor Mário Sérgio.

A recomendação do Ibama é que animais silvestres não sejam criados em casa. Em casos assim, eles devem ser encaminhados a Centro de Triagem de Animais Silvestres ou para a Polícia Militar Ambiental.

Fonte: G1

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Micos continuam na estação do Move e bombeiros tentam capturá-los

Mico na estação do Move na Antônio Carlos
Mico na estação do Move na Antônio Carlos

Os bombeiros continuam tentando retirar os miquinhos que estão na estação Move da avenida Antônio Carlos, em frente a mata da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no inicio dessa semana.

Nesse domingo (10), uma família de micos foi vista no local, escondidos no forro da estrutura.

Conforme informações do 3° Batalhão do Corpo de Bombeiros, apenas um dos animais foi encontrado no local nesta segunda, mas segundo a BHTrans, cinco miquinhos continuam na estrutura.

Eles estariam lá há cerca de duas semanas e as tentativas de capturá-los foram em vão. Os bombeiros retiraram parte do forro da estação para tentar fazer o resgate do animal que foi visto nesta segunda. A suspeita é que os micos tenham vindo da mata da UFMG e se alojado no local por uma falha na estrutura de metal, que teria cedido.

O ambiente se tornou propício para os animais porque, além de o espaço do forro ter isolamento térmico e, portanto, ficar quentinho e parecer agradável para os micos, algumas pessoas que passam pela estação jogam comida para ele, segundo os bombeiros. Os animais não são agressivos.

Micos já apareceram na estação do Move outras vezes, mas esta, é a primeira vez este ano. Ainda conforme os bombeiros, se o forro não for consertado, mesmo que os animais sejam resgatados, outros micos podem voltar a aparecer na estrutura.

A BHTrans informou que a estação segue o seu funcionamento normal e que os bombeiros vão procurar por órgãos de proteção ambiental para dar prosseguimento à operação de retirada dos animais.

Ainda conforme a empresa, a tampa do telhado que havia sido retirada pelos bombeiros foi recolocada pela corporação.

Fonte: O Tempo

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Micos presos em estação mobilizam bombeiros em MG

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Uma família de micos, provavelmente vindos da mata da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mobilizou uma viatura do Corpo de Bombeiros na avenida Antônio Carlos, próximo à entrada da instituição, na tarde de domingo (10). Os animais entraram na estação UFMG do Move e se esconderam dentro do forro da estrutura.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, esta não é a primeira vez que a corporação é acionada por conta da entrada dos primatas da estação. Isto estaria ocorrendo por conta de restos de comida deixados por usuários do Move, que acabam atraindo os animais. Um saco com bananas foi encontrado pelos militares no local, provavelmente deixado por algum passageiro.

“Fomos acionados por uma passageira que passou lá pela tarde. Alguns usuários ficam com medo de que eles ataquem, mas verificamos que não há esse risco, assim como não há risco para os animais. Parece que são vários, aparecem uns dois a três micos por vez, deve ter uma família lá”, explicou o cabo Claudemiro Ramos, membro do pelotão Caiçara do 3º batalhão do Corpo de Bombeiros.

Segundo passageiros e funcionários, os macacos já estão vivendo no local há cerca de 30 dias. “Do jeito que está o forro, dá para eles entrarem e saírem quando quiserem. Para retirá-los, teríamos que desmontar o forro todo. Demos a ideia de os funcionários procurarem o departamento de veterinária da UFMG, para que eles pudessem montar uma armadilha para capturar os micos”, disse o bombeiro.

Diante da necessidade de remover todo o forro, a empresa que gerencia o sistema de transporte rápido foi acionada pelo Corpo de Bombeiros.

Fonte: O Tempo

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Vítimas do tráfico, micos de cheiro podem ser parte de desequilíbrio em reserva

Foto: Divulgação/ G1
Foto: Divulgação/ G1

Eles são espertos, inteligentes e têm muita energia. Os micos de cheiro são naturais da Amazônia e estão muito longe de casa.

Na reserva biológica de Saltinho, em Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco, eles se multiplicaram em uma quantidade surpreendente.

“Eles comem pequenos mamíferos, insetos, comem ovos de pássaros e isso causa um desequilíbrio ambiental e ecológico, porque gera uma perda da biodiversidade local, onde não tem nenhum animal que combata”, explica o veterinário Márcio Freitas.

São mais de 300 micos de cheiro fazendo estragos na área de preservação máxima.

Eles não invadiram a reserva por conta própria, foram vítimas do tráfico de animais silvestres e chegaram ao local trazidos por funcionários de um órgão oficial que nem existe mais, o IBDF, extinto há mais de 20 anos.

Como o período de acasalamento do mico de cheiro vai de abril à junho e a gestação leva um pouco mais de cinco meses, até o fim do ano, uma nova leva de micos deve estar pulando pelas áreas da reserva, em Pernambuco.

Fonte: G1

Nota da Redação: Os micos de cheiro são animais que tentaram se adaptar ao novo meio em que foram inseridos. A causa do desequilíbrio está relacionada ao manejo do animais para um local que não é seu habitat natural. 

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Micos de cheiro são retirados de reserva biológica em Pernambuco

Foto: Reprodução/ G1
Foto: Reprodução/ G1

Os micos de cheiro estão sendo expulsos da Reserva Biológica de Saltinho, em Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco. Eles foram levados para a área de proteção ambiental há mais de 20 anos. Como não pertencem à região e não têm inimigos naturais, se reproduziram exageradamente e estão acabando com espécies nativas ameaçadas de extinção.

A solução é capturar os micos e levá-los de volta para a Amazônia, de onde são naturais. O problema é que os animais são muito espertos, inteligentes e cheios de energia.

“Eles comem pequenos mamíferos, insetos, ovos de pássaros. Isso causa um desequilíbrio ambiental e gera perda da biodiversidade local, onde não tem nenhum animal que combata esse mico”, afirma o veterinário Márcio Freitas.

O caso foi parar na Justiça e o Ministério Público Federal determinou que os órgãos ambientais entrassem em ação para capturar a espécie invasora. Foi o início de uma longa estratégia para usar as armadilhas de captura. Mas nem todos os animais caíram nas armadilhas.

Em oito meses, apenas 13 micos de cheiro foram capturados. Eles passaram por exames e foram mandados de volta para o Amapá.

Fonte: G1

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Feira clandestina vende animais da fauna brasileira

Com repressão falha, a polícia não consegue conter o tráfico

Duas horas da manhã de sábado. As primeiras barracas da feira livre de Honório Gurgel, (Zona Norte do Rio) começam a ser montadas. Além do burburinho dos feirantes e   batidas de martelos, quem mora na região já está acostumado a escutar os protestos de papagaios, maritacas e micos.

“Você vê de tudo, desde pássaros silvestres até lagartos e micos, conta um morador da região, que pediu para não ser identificado. “E percebe-se que são gritos de dor. É só passar pela feira para ver o estado em que esses animais estão”, diz.

A reportagem do JB esteve na feira de Honório Gurgel, no sábado passado, e constatou as irregularidades. Além de pássaros silvestres, protegidos pela Legislação Ambiental Brasileira, vendedores também ofereciam jabutis, cuja comercialização só pode ser feita por criadouros autorizados.

Fonte: JB

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Homem é detido no México com 18 micos dentro da roupa

Um homem com 18 micos escondidos em uma faixa presa ao corpo foi detido pelas autoridades mexicanas na segunda-feira (19) no aeroporto da Cidade do México, de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública Federal (SSP).

O detido, de 38 anos, procedente de Lima, levava entre as roupas os micos da espécie titi, envolvidos em meias de ginástica, o que causou a morte de dois deles.

A roupa volumosa que ele vestia chamou a atenção dos agentes responsáveis por revistar aos passageiros.

Os macacos são considerados uma espécie protegida pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites).

O indivíduo e os animais foram colocados à disposição da procuradoria federal de proteção ambiental.

Assista, aqui, ao vídeo da reportagem:

Com informações do UOL Notícias

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Micos ocupam área verde de bairro em Brasília há três anos

A rotina de muitos moradores da QE 26, Conjunto B, no Guará II, tornou-se mais alegre há três anos, com a chegada de novos habitantes à região. À época, uma família de micos passou a morar em cima das árvores da quadra. Desde então, os bichos viraram atração para adultos e crianças. Há quem venha de fora da QE 26 para brincar e alimentar os animais. Os oito saguis vivem de bananas, maçãs, goiabas e pães servidos pelos vizinhos. A turma começou pequena, apenas com a mãe e o pai. Meses depois, já eram 10 integrantes. Dois filhotes morreram: um atropelado e o outro eletrocutado nos fios da rede elétrica da via. Quem ficou, desfruta de mordomias, mas o ambiente às vezes é pouco tranquilo.

Os pequenos macacos vivem em meio ao barulho de tratores, carros e motos da movimentada pista que passa em frente à QE 26. Ali fica uma estação de metrô e há várias obras por perto. Algumas pessoas suspeitam que os bichos tenham se mudado para a copa das árvores depois da devastação da mata natural da região que ficava do outro lado da rua. Refugiados no pouco verde que sobrou, eles trazem alegria à comunidade. “Estão desmatando tudo e eles correndo para se salvar”, observou o industriário Ricardo Lira, 45 anos, que fazia caminhada na manhã da última quarta-feira e parou para ver os macacos.

Foto: Daniel Ferreira
Foto: Daniel Ferreira

A família primata entra no clima da agitação e pula o dia inteiro entre os galhos. A mãe transporta os dois filhotes nas costas. Muitos se encantam com a agilidade dos micos, que atendem os chamados de quem oferta comida ou assobia. “Parece que estão brincando de pique-pega”, diz o autônomo Marcus Vinícius Cardoso, 43 anos. Ele tomou para si a responsabilidade de sustentar os micos. “Sempre gostei de animais. Todos os dias, trago banana e outras frutas para eles. O convívio com esses macaquinhos alegra a vida por aqui”, disse. Preocupado com o conforto dos novos amigos, Cardoso instalou uma pequena casa de cachorro feita em plástico azul na copa de uma mangueira. “Quando chove, eles ficam ali. É um jeito de proteger os bichinhos”, afirmou.

Espertos

A vizinhança se encanta com a inteligência desses animais. Todos os dias, às 17h, a família se posiciona de frente para a Casa 16 e começa a fazer barulho. “É o chamado para o seu Otacílio, dono da casa, vir trazer o pão para eles”, explica Cardoso. O comportamento dos micos é dócil, segundo os moradores. Porém, os animais, como era de se esperar, se irritam e reagem quando provocados. “Eles jogam goiaba em quem tenta fazer gracinha com eles”, diz Felipe Matheus, 6 anos.

As crianças até esquecem as brincadeiras com bicicletas e carrinhos para observar os micos. Ali, meninos e meninas sobem em árvores e aproveitam o contato com a natureza. “Eu nunca tinha visto um macaco solto. É muito divertido. O sagui macho comanda o bando, todo mundo segue o pai”, observou Natan Rodrigues, 10 anos. “Os pequenos também ajudam a preservar a espécie”, acrescenta Cardoso. “Um dia, um lixeiro tentou levar um deles para casa. Eu fui atrás e avisei que os miquinhos não podiam ir embora, eram da natureza. No outro dia, o homem o devolveu”, relata Gabriel Matheus Amorim, 12 anos.

Na comunidade, todos sabem que, embora gostem dos animais, não podem levá-los para casa, porque bichos silvestres não devem ser domesticados. Segundo o artigo 29 da Lei Federal nº 9.605, de 1998, é crime matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar espécies da fauna silvestre nativa ou em rota migratória sem a devida permissão. A pena é a detenção de seis meses a um ano e multa.

Mas a presença dos sanguis não agrada a todos. A dona de casa Luíza Júlia Ferreira, 77 anos, teme que eles transmitam doenças. “Todo mundo trata desses bichos, dão até água e refrigerante para eles. Nunca atacaram ninguém, mas eu não confio”, relatou. Um morador chegou a entrar em contato com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pediu a retirada dos animais. O órgão, porém, informou que não pode interferir, porque os bichos não fizeram nenhum mal (leia Palavra de especialista), mas informou que os saguis podem transmitir raiva e outras doenças aos seres humanos. “Como eles não mordem ninguém, a gente não se preocupa”, finalizou Cardoso.

Palavra de especialista

Agrados que fazem mal

“Não é bom alimentar animais silvestres. Não faz bem a eles nem às pessoas. Se o sagui for portador da raiva, ele pode contaminar o ser humano. As pessoas, às vezes, se enganam com a carinha bonitinha do mico e esquecem que ele pode ser muito agressivo e morder. Além disso, o ser humano pode passar doenças para o bicho. A herpes labial, quando infecta o sagui, pode matá-lo em três dias. A gripe também oferece riscos. Se a pessoa morde uma banana e dá a fruta em seguida para o animal, sem saber, corre o risco de estar dizimando uma população da natureza. Dar comida altera a dieta deles e traz um desequilíbrio, porque eles se acostumam a encontrar alimento ofertado facilmente. Essa banana que dão a eles, por exemplo, não existe da mesma forma na natureza. Achamos que fazemos bem e acabamos fazendo mal.”

Fonte: Correio Braziliense

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Apreendidas 250 emas vítimas de maus-tratos no oeste baiano

Agentes de fiscalização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que atuam no Refúgio da Vida Silvestre (RVS) Veredas do Oeste Baiano apreenderam, nesta semana, 250 emas criadas irregularmente em cinco propriedades rurais situadas no entorno da unidade de conservação. Na semana passada, apreenderam um caminhão com carregamento de carvão produzido ilegalmente na região a caminho de Minas Gerais.

O chefe do RVS, Carlos Dantas, disse que as emas deverão ser transportadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas)/Ibama, em Brasília. A Operação Três Dedos começou há duas semanas com uma investigação sobre a situação desses animais em criadouros. O levantamento indicou que as propriedades rurais estão situadas na Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes do Rio Vermelho, mais especificamente nos municípios de Mambaí e Damianópolis, em Goiás, região rica em fauna silvestre típica do cerrado.

Na região, sobretudo no RVS Veredas do Oeste Baiano, há intensa procura por animais silvestres por caçadores e traficantes. De acordo com relatos de moradores, eles invadem as unidades de conservação em busca de todo tipo de animais silvestres. Há informações de que, no caso das emas, os caçadores matam os pais e vendem os filhotes. Os agentes do ICMBio dizem que a cada fiscalização realizada no RVS, eles confirmam as denúncias do Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Animais, em 2003, de que a região faz parte da rota do tráfico internacional de animais silvestres.

No entorno do Refúgio, há todo tipo de irregularidades relacionadas aos animais silvestres. Verificou-se, nos locais vistoriados, que o proprietário rural criador de emas não registram os eventos do criatório, como o nascimento e o óbito das emas adultas e dos filhotes: esse procedimento é exigido pela legislação ambiental brasileira para criadouros de animais silvestres.

Há casos em que proprietários de criadouro não conseguem comprovar a origem dos animais e nem têm os documentos que os autorizam a manter a criação das emas, tais como a Autorização de Manejo (documento legal para criação de animais silvestres emitido pelo Ibama), o Responsável Técnico (profissional capacitado em manejo da fauna silvestre e habilitado no respectivo conselho de classe), e a marcação (anilhamento) dos animais.

Geralmente, eles não obedecem a nenhuma outra determinação estabelecida pelas várias instruções normativas do Ibama, como, por exemplo, as regras instituídas pela Instrução Normativa 169/08, que normatiza as categorias de uso e manejo da fauna silvestre em cativeiro. A IN 169 orienta aos que desejam exercer esta atividade que deverão obter as Autorizações Prévia (AP), de Instalação (AI) e de Manejo (AM).

Por outra parte, há situações em que o proprietário tem os documentos que o autoriza a criar uma determinada quantidade de animais silvestres, como a Autorização de Manejo (documento de concessão para criação de animais silvestres), o Termo de Responsabilidade Técnica (em que o criador se compromete a registrar em documento tudo o que ocorre com os animais, desde o nascimento até a morte) e as notas fiscais que indicam a origem dos animais, mas ele desobedece a determinação e cria muito mais do que lhe é autorizado.

Na região do RVS, há um caso de proprietário que tem autorização do órgão ambiental de criar cinco emas, mas cria 152. Além de exceder o número permitido, o proprietário rural não assinala eventos ocorridos nos criatórios. A maioria das emas criadas nas propriedades rurais no entorno do RVS é clandestina e ilegal e deverá ser transportada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas)/Ibama, em Brasília.

O Cetas vai definir os locais para os quais as emas serão levadas, mas, em tese e a depender da situação do animal, deverão ser distribuídas entre entre jardins zoológicos, instituições de pesquisa, criadouros conservacionistas ou, ainda, soltos na natureza. Poderão também ser levadas para outros criadouros comerciais devidamente autorizados. Os agentes do ICMBio em Mambaí avisam que as pessoas que criam animais silvestres em cativeiros podem devolvê-los sob proteção da lei. “A lei garante a elas a devolução voluntária. Para isso, basta nos procurar no escritório do Instituto Chico Mendes”, informa o chefe da RVS.

Durante a fiscalização, os agentes do ICMBio encontraram vários outros tipos de infração à legislação ambiental, desde caça e captura de animais silvestre em risco de extinção até produção ilegal de carvão e retirada também ilegal de madeira do entorno do refúgio. Eles informam que as infrações ocorrem, sobretudo, no RVS Veredas do Oeste Baiano, situada em Jaborandi, na Bahia, e na APA Nascente do Rio Vermelho, em Goiás.

Há constantes denúncias de captura de animais silvestres para criação e tráfico, muitos dos quais criticamente ameaçados de extinção, tais como papagaios, micos, saguis, macacos, onça pintada, jabutis, raposas e todas as espécies de aves. Numa fiscalização realizada na noite de sexta-feira (23/10) para detectar caçadores, eles apreenderam um caminhão com 70 metros cúbicos de carvão. Os agentes encontraram também uma área de 1,5 hectares totalmente desmatada nas proximidades da unidade.

Com informações da Agência Brasileira de Notícias

Nota da Redação: Espera-se que os animais sejam encaminhados para adoção ou para criadouros conservacionistas, visto que não mais poderiam sobreviver na natureza por conta da ação humana.

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