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Cachorrinho com sopro no coração é adotado por família de garotinha com a mesma condição cardíaca

Foto: Jaime Butler
Foto: Jaime Butler

Não muito tempo atrás, as circunstâncias realmente pareciam sem esperança para um cão que foi abandonado em um abrigo como indesejado.

Hutch chegou à Atlanta Humane Society (AHS), nos Estados Unidos em julho. Ele foi transferido de um abrigo na Carolina do Norte e, assim que chegou aos cuidados da equipe da AHS, ficou claro que havia algo errado com ele.

“Percebemos que ele estava tossindo muito e tendo problemas para respirar”, disse Christina Hill, diretora de marketing e comunicação da AHS, ao The Dodo. “Nossa equipe de médicos do abrigo o examinou e descobriu um sopro no coração.”

Sopros cardíacos podem ser muito perigosos para os cães e Hutch precisaria de um tipo especial de teste para ver o quão sério seu sopro cardíaco era. E o abrigo foi confrontado com uma escolha difícil.

Foto: AHS
Foto: AHS

“Os abrigos enfrentam situações muito difíceis quando têm um animal como Hutch sob seus cuidados”, disse Hill. “Pode ser dispendioso realizar exames para ver o que está errado, e ainda mais caro tratar o que é encontrado, além de ser extremamente difícil encontrar um adotante que esteja disposto e seja financeiramente capaz de levar um animal para casa que tenha um custo especial e uma condição médica potencialmente cara”.

Considerando os milhões de animais necessitados que entram nos abrigos todos os anos, uma situação como a de Hutch pode parecer intransponível. “Mas sabíamos que tínhamos que fazer tudo o que pudéssemos por ele e dar ao cãozinho a chance que ele merecia”, disse Hill.

O abrigo pediu socorro a um doador especial que estava disposto a dar a Hutch essa chance e pagar pelos testes e pelo tratamento.

Foto: AHS
Foto: AHS

No cardiologista, Hutch foi diagnosticado com estenose pulmonar, uma condição que significa que o fluxo sanguíneo estava parcialmente obstruído no coração de Hutch. Mesmo que seu coração estivesse um pouco machucado, os médicos acreditavam que poderiam consertá-lo.

Hutch foi levado à Universidade de Auburn, no Alabama, onde foi operado. “A cirurgia correu perfeitamente bem”, disse Hill. Mesmo assim, dado o seu histórico, Hutch precisaria ser monitorado durante toda a sua vida por quaisquer outros problemas que pudessem aparecer.

Como Hutch estava se recuperando de uma cirurgia em um lar temporário, a equipe da AHS sabia que ele precisaria de outro milagre – uma família disposta a adotar um cão com histórico médico e possíveis necessidades médicas especiais no futuro.

Foto: AHS
Foto: AHS

“Ainda tínhamos um grande obstáculo para cruzar”, disse Hill. “Nós esperávamos que levaria semanas, ou meses mais provavelmente, para encontrar que Hutch encontrasse a família perfeita para ele, mas supreendentemente, tudo o que foi necessário foi um post no Instagram.”

Jaime Butler viu o vídeo de Hutch e ele tocou o coração dele mais profundamente do que apenas um nível emocional – Butler tinha uma experiência pessoal com corações doentes como o de Hutch.

“Hey Hutch!” Butler comentou no post: “Minha filha também tem sopro no coração! Fico muito feliz que você tenha feito sua cirurgia! Hutch esta disponível para ser adotado?”

Foto: Jaime Butler
Foto: Jaime Butler

Hutch ainda estava se recuperando na época, mas assim que ele ficou pronto para uma nova família, a AHS imediatamente avisou Butler.

“Ela sabia que eles tinham sido feitos uma para o outro, e foi isso”, disse Hill. “Conectamos Jaime com o pai adotivo de Hutch e eles se apaixonaram por ele imediatamente”.

A equipe que resgatou Hutch não poderia ter imaginado um lar melhor para ele. Não só ele seria amado incondicionalmente, mas também seria entendido. Page, a mais jovem das quatro filhas de Butler, recebeu tratamento para o problema cardíaco logo depois de ter nascido, 15 meses atrás, e, como Hutch, ela precisará ser monitorada de perto no futuro para novos tratamentos.

Foto: AHS
Foto: AHS

Page e Hutch poderão enfrentar seus tratamentos juntos.

“Juntos, seus corações vão se curar”, escreveu o abrigo, “e seu amor um pelo outro os tornará mais forte a cada dia”.

É difícil imaginar uma família mais perfeita para Hutch, o aparentemente indefeso cão de abrigo que acabou por ter muita esperança, afinal”.

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Com pureza e profundidade os animais respondem ao amor independente do sexo

Foto: littlethings
Foto: littlethings

O Dia Internacional do Orgulho LGBTI (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Pessoas Intersexo) é comemorado anualmente em 28 de junho em todo o mundo. A data foi escolhida com base nos acontecimentos que se desenrolaram no bar gay Stonewall Inn, em Nova York em 1969.

Ali o primeiro grito de revolta contra a intolerância à comunidade LGBTI foi dado, com pessoas se reunindo e opondo-se à repressão policial num confronto direto entre a população e as autoridades.

Mas não são só os seres humanos formam casais homoafetivos, no reino animal esta orientação não é rara e é tratada com naturalidade nas espécies.

A formação de pares do mesmo sexo no reino animal é frequente. Estudos sugerem que cerca de 1.500 espécies de animais são conhecidas por se unir a companheiros do mesmo sexo. Conheça dez belos exemplos de espécies de animais que fazem parte da gigantesca família LGBTI do reino animal:

Girafas

Foto: Imago/Nature Picture Library
Foto: Imago/Nature Picture Library

Entre as girafas, há mais atividade sexual com casais do mesmo sexo do que do sexo oposto. De fato, estudos dizem que as relações entre indivíduos do mesmo sexo é responsável por mais de 90% de toda a atividade sexual observada em girafas. E essas belas criaturas não vão direto ao assunto. Girafas machos sabem flertar, primeiro se esfregando – isto é, esfregando suavemente o pescoço ao longo do corpo do outro. Essas preliminares podem durar até uma hora.

Golfinho-nariz-de-garrafa

Foto: Picture-Alliance/Mary Evans Picture Library
Foto: Picture-Alliance/Mary Evans Picture Library

Os golfinhos-nariz-de garrafa do sexo feminino e masculino exibem comportamento homossexual, incluindo movimentos em que um golfinho estimula o outro com o focinho. No mundo dos golfinhos a atividade homossexual ocorre com aproximadamente a mesma freqüência que a heterossexual. Os golfinhos-nariz-de-garrafa são geralmente bissexuais – mas passam por períodos exclusivamente homossexuais.

Leões

Foto: Artis/R. Van Weren
Foto: Artis/R. Van Weren

A homossexualidade é comum entre os leões também. Dois a quatro leões do sexo masculino geralmente formam o que é conhecido como uma “coalizão”, onde eles agem em conjunto para cortejar as leoas.

Eles dependem uns dos outros para afastar outras coalizões. Para garantir a lealdade, os leões fortalecem o vínculo entre eles fazendo sexo uns com os outros. Muitos pesquisadores referem-se a esse comportamento como o clássico “bromance” em vez de formação de pares homossexuais.

Bisões

Foto: Imago/Nature Picture Library
Foto: Imago/Nature Picture Library

O sexo entre os bisões machos é mais comum que a relação heterossexual. Isso porque os bisões do sexo femininos só se acasalam com machos uma vez por ano. Durante a época de acasalamento, os machos que sentem desejo se envolvem em atividades do mesmo sexo várias vezes ao dia. E assim, mais de 50% das relações entre jovens bisões masculinos acontece entre o mesmo sexo.

Macacos

Foto: Picture-Alliance/Robert Harding
Foto: Picture-Alliance/Robert Harding

Tanto os macacos do sexo masculino quanto os do sexo feminino praticam atividades com indivíduos do mesmo sexo. Mas enquanto os machos geralmente só o fazem por uma noite, as fêmeas formam fortes laços entre si e geralmente são monogâmicas. Em algumas populações de macacos, o comportamento homossexual entre as mulheres não é apenas comum, mas a norma. Quando não estão se relacionando sexualmente, essas fêmeas ficam juntas para dormir e se proteger, e se defendem de inimigos externos.

Albatroz

Foto: Imago/Mint Images
Foto: Imago/Mint Images

O albatroz de Layson, que nidifica no Havaí, é conhecido por seu grande número de parcerias homossexuais. Cerca de 30% dos casais na ilha de Oahu são compostos de duas mulheres. Eles são monogâmicos e geralmente permanecem juntos por toda a vida – o que leva dois pais do mesmo sexo a criar um filhote com sucesso. Os filhotes geralmente são criados por aves do sexo masculino que já estão comprometidos em outro relacionamento.

Bonobos

Foto: Picture-Alliance/R. Lanting
Foto: Picture-Alliance/R. Lanting

Os bonobos são considerados os parentes vivos mais próximos dos seres humanos e são conhecidos por buscar prazer sexual. Eles tem ralações sexuais freqüentemente, inclusive com o mesmo sexo. Esses primatas o fazem por prazer – mas também para se unirem, subir na escala social e reduzir a tensão. Cerca de dois terços das atividades homossexuais acontecem entre as mulheres da espécie, mas os homens também desfrutam de prazer sexual um com o outro.

Cisnes

Foto: Sputnik/Владимир Вяткин
Foto: Sputnik/Владимир Вяткин

Como muitos pássaros, os cisnes são monogâmicos e ficam com um parceiro por anos. Muitos deles escolhem um parceiro do mesmo sexo. De fato, cerca de 20% dos casais de cisnes são homossexuais – e eles geralmente criam famílias juntos. Às vezes, um cisne em um casal masculino terá relações com uma fêmea, e então a abandonará assim que ela colocar uma ninhada de ovos. Em outros casos, eles adotam ovos abandonados.

Morsas

Foto: Imago/Nature n Stock
Foto: Imago/Nature n Stock

As morsas do sexo masculino só atingem a maturidade sexual aos 4 anos de idade. Até lá, são quase exclusivamente gays. Quando atingem a maturidade, a maioria dos homens da espécie é bissexual e tem relações sexuais com as fêmeas durante a época de reprodução – enquanto faz sexo com outros machos no resto do ano. Não é apenas sexo gay – os machos também se abraçam e dormem perto um do outro na água.

Ovelhas

Foto: Getty Images/M.Cardy
Foto: Getty Images/M.Cardy

Estudos sugerem que até 8% dos indivíduos do sexo masculino em rebanhos de ovelhas preferem outros machos, mesmo quando há fêmeas férteis estão por perto. No entanto, isso ocorre apenas entre ovelhas domésticas. Estudos descobriram que essas ovelhas homossexuais têm uma estrutura cerebral diferente de suas contrapartes heterossexuais e liberam menos hormônios sexuais.

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