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Mudança climática pode causar o aumento dos níveis de mercúrio tóxico no mar e nos peixes

Foto: Getty
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A mudança climática pode aumentar os níveis de mercúrio tóxico do mar, impactando também em peixes como bacalhau e atum, alertaram cientistas.

Cerca de quatro quintos do mercúrio que chega a atmosfera por causas naturais e humanas, como a queima de carvão, acabam no oceano. Laá ele é então convertido por organismos minúsculos em uma forma orgânica particularmente perigosa conhecida como metilmercúrio.

Como pequenas criaturas são comidas por outras maiores, o mercúrio se torna mais concentrado na cadeia alimentar.

À medida que os mares aquecem, peixes como o bacalhau estão usando mais energia para nadar, o que requer mais calorias – então eles estão comendo mais e armazenando mais da toxina por consequência.

O metilmercúrio pode afetar as funções cerebrais em humanos. As crianças podem estar especialmente expostas à exposição ao mercúrio derivado de peixes, enquanto seus cérebros e sistemas nervosos estão se desenvolvendo no útero.

Embora a regulamentação para reduzir as emissões de mercúrio esteja levando a uma diminuição nas concentrações da toxina nos peixes, prevê-se que a elevação das temperaturas oceânicas devido à mudança climática aumente novamente.

Os pesquisadores da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas Harvard John A. Paulson e da Escola de Saúde Pública de Harvard T H Chan criaram modelos com as mudanças nas emissões de mercúrio.

Sua modelagem computacional prevê um aumento de 1ºC na temperatura da água do mar em comparação com o aquecimento em 2000, o que levaria a um aumento de 32% nos níveis de metilmercúrio no bacalhau e 70% no cação espinhosa.

Mesmo com um decréscimo de 20% no metilmercúrio na água do mar como consequência da redução nas emissões, um aumento de temperatura de 1C levaria a aumentos de 10% dos níveis no bacalhau e de 20% nos cações espinhosos, disseram os pesquisadores.

Eles também analisaram os efeitos do recente aquecimento oceânico de uma baixa em 1969 sobre as concentrações de mercúrio no atum rabilho do Atlântico e descobriram que isso poderia contribuir para um aumento estimado de 56% nos níveis das espécies.

Mudanças na dieta de espécies, incluindo bacalhau e cação espinhoso como resultado da sobrepesca de suas fontes de alimento, como o arenque, também podem afetar quanto metilmercúrio eles estão consumindo e armazenando em seus corpos.

Os pesquisadores analisaram os impactos da sobrepesca que modificam o que os principais predadores comem, como a redução do número de peixes que comem bacalhaus. Seu estudo, baseado em três décadas de dados de peixes e água do mar do Golfo do Maine, foi publicado na revista Nature.

As concentrações da toxina no bacalhau aumentaram em até 23% entre as décadas de 1970 e 2000, como resultado de mudanças na dieta iniciadas pela sobrepesca e, em seguida, uma recuperação das populações de arenque, dizem os cientistas.

Cerca de até 17 a cada 1.000 crianças de comunidades pesqueiras de subsistência no Brasil, Canadá, China, Colômbia e Groenlândia sofreram comprometimento mental devido ao consumo de alimentos do mar contaminados com mercúrio, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Elsie Sunderland, uma das autoras mais importantes do estudo, disse: “Mostramos que os benefícios da redução das emissões de mercúrio se mantêm, independentemente do que mais esteja acontecendo no ecossistema”.

“Mas se quisermos continuar a tendência de reduzir a exposição ao metilmercúrio no futuro, precisamos de uma abordagem em duas frentes”.

“A mudança climática vai exacerbar a exposição humana ao metilmercúrio através da cadeia alimentar marinha, portanto, para proteger os ecossistemas e a saúde humana, precisamos regular as emissões de mercúrio e os gases do efeito estufa”.

O professor Sean Strain, da Universidade de Ulster, que não esteve envolvido na pesquisa, mas afirmou que as sugestões feitas no artigo parecem corretas.

Ele disse: “A modelagem e os cálculos parecem ser sólidos, baseados em ciência de boa qualidade, e apoiariam a sugestão dos autores de que esses aumentos modelados no metilmercúrio em bacalhau e outras espécies de peixes seriam devido à sobrepesca e ao aquecimento global”.

No entanto, ele disse que a alegação de que um aumento de 23% no mercúrio no bacalhau do Atlântico poderia ser uma ameaça à saúde humana era contestável.

O Dr. Emeir McSorley, também da Universidade de Ulster e não envolvido na pesquisa, disse: “As mães nas Seychelles são expostas a concentrações de metilmercúrio pelo menos 10 a 100 vezes maiores que as que consomem peixes nos países ocidentais e ainda não encontramos associações adversas de metilmercúrio com neurodesenvolvimento em três gerações mãe-filho.

“De fato, as crianças nascidas de mães com as maiores exposições a metilmercúrio estavam realizando alguns testes de desenvolvimento melhor do que aquelas nascidas de mães expostas a metilmercúrio inferior. Nós interpretamos essas descobertas como indicando que os benefícios do consumo de peixe durante a gravidez superaram quaisquer riscos”.

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Tubarões brancos sobrevivem com níveis tóxicos de mercúrio no sangue

Foto: Getty Images/iStockphoto
Foto: Getty Images/iStockphoto

Níveis tóxicos de mercúrio, arsênico e chumbo foram encontrados em quantidades surpreendentemente altas no sangue de grandes tubarões brancos que nadavam na costa da África do Sul.

Apesar de estar presente em concentrações suficientes para matar a maioria dos animais, essas toxinas parecem não ter efeito sobre os enormes peixes marinhos.

Os cientistas responsáveis pela realização do estudo acreditam que os tubarões podem ter uma capacidade especial de resistir aos efeitos nocivos dos metais pesados.

Como os grandes tubarões brancos são predadores que pertencem ao topo de sua cadeia alimentar, eles acumulam grandes volumes de toxinas em seus corpos, provenientes de todas as outras criaturas das quais se alimentam.

“Ao medir as concentrações de toxinas como mercúrio e arsênico no sangue dos tubarões brancos, podemos usá-los como ‘índices do ecossistema’ ou seja, referência para avaliar a saúde do ecossistema, e as implicações para os seres humanos”, disse Neil Hammerschlag, co-autor do estudo realizado pela Universidade de Miami.

“Basicamente, se os tubarões têm altos níveis de toxinas em seus tecidos corporais, é provável que as espécies das quais eles estejam se alimentando, que ficam abaixo deles na cadeia alimentar, também tenham essas toxinas em seus organismos, incluindo os peixes comidos pelos seres humanos”.

Para realizar o estudo, os cientistas capturaram e examinaram minuciosamente 43 tubarões, colhendo amostras de sangue e medidas corporais, antes de etiquetá-los (marcação para acompanhamento) e liberá-los.

Como muitas espécies de tubarões estão ameaçadas de extinção, os pesquisadores ressaltaram que a descoberta é vital para entender o impacto que a contaminação por metais pesados e tóxicos tem causado sobre elas.

Os cientistas ficaram surpresos ao não encontrar nenhum efeito prejudicial na contagem de glóbulos brancos ou outros indicadores potenciais de problemas de saúde nos tubarões.

“Os resultados sugerem que os tubarões podem ter um mecanismo protetor fisiológico inerente à espécie, que combate os efeitos nocivos da exposição ao metal pesado”, disse Liza Merly, cientista que liderou o estudo.

Embora os tubarões possam, de fato, ser resistentes a esses poluentes, isso não será suficiente para protegê-los da infinidade de outras ameaças que a espécie enfrenta – principalmente a perseguição por parte dos seres humanos.

No início deste mês, especialistas anunciaram que mais espécies de tubarões estavam sendo adicionadas à lista oficial de espécies ameaçadas de extinção (IUCN), incluindo o mako shortfin, conhecido como o tubarão mais veloz do mundo.

Estes resultados foram publicados no Boletim de Poluição Marinha.

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De olho no planeta

Acordo internacional sobre controle no uso de mercúrio passa a valer no País

Foi publicado na quarta-feira o decreto que conclui a internalização jurídica, pelo Brasil, da Convenção de Minamata, um acordo global para controlar o uso do mercúrio, substância letal para a saúde humana e para o meio ambiente.

Com a promulgação, as determinações da Convenção tornam-se compromissos nacionais oficiais e o Brasil reafirma, assim, seu comprometimento para incrementar o aprimoramento da gestão de mercúrio e de seus passivos.

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O decreto presidencial finaliza o trâmite obrigatório a que são submetidos os acordos globais firmados pelo País.

Essa era a última etapa necessária depois que o Congresso Nacional aprovou, em julho de 2017, o texto da Convenção, em um processo conhecido como ratificação.

No plano internacional, o Brasil havia aderido à Convenção de Minamata em outubro de 2013, na mesma data em que o dispositivo foi adotado no âmbito das Nações Unidas.

As ações para promover a implementação da Convenção em território brasileiro serão realizadas a partir da continuidade dos trabalhos realizados pela Comissão Nacional de Segurança Química (Conasq), coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Além de integrantes de órgãos públicos federais, a Conasq é composta por representantes do setor privado e da sociedade civil.

Reprodução

Saiba mais
A Convenção de Minamata tem o objetivo de proteger a saúde de humanos e animais e o meio ambiente dos efeitos adversos do mercúrio.

Os principais pontos incluem a proibição de novas minas de mercúrio, a eliminação progressiva das já existentes, medidas de controle sobre as emissões atmosféricas e o incentivo para formalização das atividades de mineração artesanal e de ouro em pequena escala, bem como para que a mesma ocorra de forma a diminuir os impactos ambientais e à saúde.

O nome da convenção homenageia as vítimas por envenenamento de mercúrio ocorrido na cidade japonesa de Minamata, onde uma empresa química lançou, no mar, efluentes com compostos de mercúrio desde 1930, por cerca de 30 anos.

Os primeiros sintomas de intoxicação por metilmercúrio foram identificados na década de 1950.

Fonte: Dourados Agora

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Contaminação de mercúrio pode acabar com massacre de baleias nas Ilhas Faroé

Um novo filme mostra como a caça de baleias nas Ilhas Faroé pode acabar devido aos perigosos níveis de mercúrio encontrados na carne dos animais.

Foto: Intrepid Cinema

A baleia faz parte da dieta dos moradores das Ilhas Faroé e, apesar dos alertas de oficiais médicos há uma década de que os animais contêm níveis perigosos de mercúrio, os residentes continuaram com a tradição.

Porém, um novo documentário, “The Islands and the Whales” (As Ilhas e as Baleias), revela que os moradores locais têm percebido que o consumo de baleias-piloto não pode continuar já que representa muitos riscos para a saúde.

O mercúrio entra no oceano por meio de chuvas, sendo que o produto químico é bombeado para a atmosfera a partir da queima de combustíveis fósseis. Em 2008, um artigo no New Scientist relatou que os médicos das Ilhas Faroé Pál Weihe e Høgni Debes Joensen consideravam a carne de baleia insegura para consumo humano devido ao alto nível de mercúrio. O envenenamento por mercúrio pode acarretar uma série de doenças, incluindo desenvolvimento neural fetal, pressão alta, problemas circulatórios e possível infertilidade.

O alerta não foi ignorado, mas as caças continuaram. No documentário, a população participa de um estudo médico que mostra como o consumo da carne de baleia contaminada com mercúrio aumenta os níveis da substância química no corpo e como isso prejudica os níveis de QI.

Foto: Intrepid Cinema

Um pai é informado de que ele tem 16,8 ng / mL, enquanto o nível normal de mercúrio no sangue é geralmente menor que 10 ng / mL. Felizmente, suas filhas possuem taxas seguras de mercúrio no sangue, mas o médico fala sobre os perigos associados ao consumo da carne de baleia,revela o Daily Mail.

‘Nós observamos o desenvolvimento cerebral desacelerar. Em torno de um QI a menos pelo dobro de mercúrio”, explica.

Um homem afirma que reduziu a quantidade de carne de baleia depois de descobrir o alto teor de mercúrio em seu corpo. Outros também alegam o mesmo. Outro homem diz que estocou a carne porque “não espera que [a caça de baleias] perdure por muito mais tempo”.

No entanto, não é apenas a caça de baleias que pode acabar nas Ilhas Faroe: a caça de pássaros também pode ter o mesmo destino.

Os moradores ingerem puffin e fulmar, mas um caçador de pássaros explica que os animais estão em declínio em decorrência da poluição e “todos os seus pequenos estômagos estão geralmente repletos de plástico”. Ele acrescenta: “Na primeira vez em que o jovem fulmar abre seu bico, ele está com plástico dentro”.

Foto: SeaSheperd

As Ilhas Faroé dizem que o aumento da poluição prejudicou a população de aves marinhas cujos números caíram drasticamente.

Conforme o filme continua, fica claro que a cultura da região está ameaçada. Há muitos anos, a organização Sea Shepherd faz campanhas contra a caça às baleias nas Ilhas Faroé e, em 2017, divulgou inúmeras fotos de uma caça de baleias que mostravam o oceano tingido pelo vermelho do sangue dos animais.

Os ativistas contaram como a prática envolvia caçadores inserindo “lanças espinhais” no pescoço dos animais para quebrar suas medulas espinhais. Um voluntário afirmou: “Nós testemunhamos baleias aparentemente batendo suas cabeças contra as pedras em desespero”.

O governo das Ilhas Faroé afirmou que a carne de baleia e a gordura das baleias-piloto são uma parte valiosa da dieta nacional há muito tempo e que estão caçando “de forma sustentável”.

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Daniel Obrist realizou uma pesquisa de 2 anos sobre o tema
De olho no planeta

Grandes quantidades de mercúrio tóxico se acumulam na tundra do Ártico

Uma equipe de pesquisa liderada pelo professor Daniel Obrist, presidente do Departamento de Ciências Ambientais e Atmosféricas da UMass Lowell, descobriu que o mercúrio do ar está se acumulando na tundra do Ártico, onde é depositado no solo e, em seguida, corre para as águas.

Daniel Obrist realizou uma pesquisa de 2 anos sobre o tema
Foto: University of Massachusetts Lowell

Há muito tempo, os cientistas alertaram para os altos níveis de poluição por mercúrio no Ártico. A nova pesquisa identifica o mercúrio gasoso como sua principal fonte e aborda a maneira como o elemento chega até lá.
“Agora compreendemos como um local tão remoto está tão exposto ao mercúrio”, disse Obrist.

Embora o estudo não tenha examinado o impacto potencial do aquecimento global, se as mudanças climáticas continuarem descontroladas, isso pode desestabilizar esses depósitos de mercúrio nas regiões com tundra e permitir que grandes quantidades do elemento entrem nas águas do Ártico, acrescentou ele.

Obrist concluiu recentemente dois anos de pesquisa de campo na tundra, rastreando a origem e o caminho dessa poluição. Atuando a partir de um local de observação no Alasca (EUA), ao Norte de Brooks Range, ele e um grupo internacional de cientistas descobriram que o elemento gasoso na atmosfera é a fonte de 70% dos poluentes no solo da tundra.

Por outro lado, o mercúrio no ar que é depositado no chão pela chuva ou neve – um foco mais frequente de outros estudos – representa apenas 2% dos depósitos de mercúrio na região, segundo o Science Daily.

A nova pesquisa é a investigação mais precisa sobre como o mercúrio é depositado no Ártico. Os resultados completos do estudo, que recebeu o apoio da National Science Foundation, foram publicados na revista acadêmica Nature.

O mercúrio é um poluente nocivo, que ameaçado peixes, aves e mamíferos em todo o mundo. Centenas de toneladas do elemento são emitidas a cada ano na atmosfera por meio da queima de carvão, mineração e outros processos industriais em todo o mundo.

A substância gasosa é transportada para o Ártico, onde é absorvida pelas plantas em um processo semelhante à absorção de dióxido de carbono.

Em seguida, ela é depositada no solo quando as folhas das plantas caem ou morrem. Como resultado, a tundra se transforma em um depósito significativo para o mercúrio atmosférico emitido pelas regiões industrializadas do mundo.

“Este mercúrio do solo da tundra explica de metade a dois terços do total no Oceano Ártico”, disse Obrist, acrescentando que os cientistas já haviam estimado que o escoamento de mercúrio da tundra carrega de 50 a 85 toneladas do metal pesado para as águas do Ártico anualmente.

A exposição a altos níveis da substância durante longos períodos pode gerar problemas neurológicos e cardiovasculares. Os moradores do Ártico e a vida selvagem sentem os resultados.

“O mercúrio possui altos níveis de exposição na vida selvagem do Norte, como em baleias beluga, ursos polares, focas, peixes, águias e outras aves. Também prejudica as populações humanas”, ressaltou Obrist.

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Família de ursos polares
De olho no planeta

Mudanças climáticas diminuem nível de mercúrio em ursos polares

Agora, um novo estudo, publicado no jornal Environmental Science & Technology da ACS, revelou que os níveis de mercúrio de alguns ursos polares diminuíram.

Família de ursos polares
Foto: World Wildlife Fund

Porém, ao invés de anunciar uma queda no mercúrio do meio ambiente, a redução pode ser um sinal de como as mudanças climáticas fizeram os animais mudarem seus hábitos de procura de alimentos, o que afetou suas dietas e peso.

Estudos anteriores mostraram que o mercúrio no meio ambiente, presente naturalmente ou elevado por atividades industriais, como a queima de carvão, acumulou-se em amostras de tecido e pelos dos ursos polares do sul do Mar de Beaufort em níveis associados a efeitos nocivos para a saúde.

Eles são expostos por meio de suas dietas, que incluem focas e baleias. Um estudo anterior mostrou que, à medida que o gelo marinho diminuiu, a alimentação dos animais foi alterada, segundo o Science Daily.

Melissa A. McKinney e seus colegas queriam investigar como isso poderia afetar os níveis de mercúrio dos ursos polares.

A pesquisa, realizada entre 2004 e 2011, analisou a concentração de mercúrio nos ursos polares e descobriu que os níveis diminuíram entre os adultos durante esse período em torno de 13% por ano.

Depois de considerar os índices de massa corporal (IMC) e as fontes de alimento dos animais, foi revelado que a queda no mercúrio poderia ser atribuída a uma alteração na dieta dos ursos polares e ao aumento do IMC.

Os pesquisadores dizem que os ursos polares provavelmente consumem menos mercúrio de baleias e espécies de focas que consomem do que o normal por causa da diminuição do gelo.

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Mudanças climáticas podem aumentar níveis tóxicos de mercúrio nos oceanos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: SofiI Jonson

As mudanças climáticas podem aumentar drasticamente os níveis de mercúrio neurotóxico para a vida marinha.

A alteração nos padrões de precipitação pode deixar a água de 10 a 40% mais cheia de pedaços dissolvidos de detritos orgânicos em muitas áreas costeiras em 2100. O material perturba os ecossistemas marinhos, alterando o equilíbrio de micróbios na base da rede alimentar e isso pode elevar as concentrações de metil mercúrio em herbívoros microscópicos chamados zooplânctons, relatam pesquisadores na Science Advances.

Mesmo pequenas quantidades de metil mercúrio, uma forma do metal facilmente absorvido por seres humanos e outros animais, pode causar defeitos congênitos e danos nos rins, observa Erik Björn, da Umeå University, na Suécia.

A poluição provocada por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, já triplicou a quantidade de mercúrio que se instalou no oceano desde o início da Revolução Industrial. As mudanças climáticas estimuladas por essas mesmas atividades estão levando mais matéria orgânica escura aos oceanos e aumentando as chuvas em algumas regiões.

Björn e seus colegas mostraram que este escoamento é repleto de micróbios marinhos e traços de metil mercúrio. Os zooplânctons se alimentam de fitoplâncton, mas não comem diretamente as bactérias. Em vez disso, as bactérias são consumidas por protozoários, que os zooplânctons, em seguida, caçam. O metil mercúrio acumula-se a cada passo da rede alimentar.

Assim, a adição os pesquisadores revelaram que o metil mercúrio de zooplânctons está em um nível entre duas a 7 vezes maior do que em cubas sem a matéria orgânica extra. Os níveis de metil mercúrio continuarão a aumentar, alertam os pesquisadores.

Os resultados sugerem que a redução da contaminação por mercúrio é mais complicada do que simplesmente controlar as emissões, diz Alexandre Poulain, um microbiologista ambiental da Ottawa University: “Primeiro precisamos controlar as emissões, mas também devemos levar em conta as mudanças climáticas”, segundo o Science News.

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Contaminação por mercúrio em golfinhos da Flórida é a mais elevada do mundo

Por Iago M. de Oliveira (em colaboração para a ANDA)

Foto: Reprodução/EcoWatch
Foto: Reprodução/EcoWatch

Um estudo publicado pela revista Environmental Pollution aponta que os golfinhos-roaz que habitam a região pantanosa da Flórida (EUA) têm mais concentração de mercúrio do que qualquer outra população de mamíferos no mundo.

A pesquisa indica que “as mais altas concentrações de mercúrio em golfinhos-roaz ocorrem no sudeste dos Estados Unidos, e isso se justifica, ao menos em parte, pela biogeoquímica da região pantanosa e dos habitats sedimentares do mangue, que criam condições favoráveis à retenção de uma elevada concentração de mercúrio por predadores aquáticas”.

Cientistas suspeitam que o mercúrio origina-se da fumaça de chaminés industriais localizadas nas proximidades dos mangues da região do Everglades National Park.

Essa pesquisa é relevante pelo fato de golfinhos serem uma espécie de “animais sentinela”, e isso significa que se um golfinho vive em águas contaminadas, uma pessoa que mora próxima a essas águas pode também estar exposta à contaminação. Além disso, golfinhos e humanos compartilham o mesmo tipo de comida marítima, o que corrobora para essa afirmação.

Os efeitos do mercúrio são terríveis tanto para humanos quanto para os golfinhos. Nestes, por exemplo, a substância pode comprometer o sistema imunológico e reprodutor, tornando os animais vulneráveis a infecções e doenças, como afirma o EcoWatch.

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Poluição contamina golfinhos e lança alerta sobre níveis de mercúrio no mar

06
Divulgação

Alguns peixes como a pescada ou a cavala, estão a contaminar os golfinhos da costa portuguesa, devido os elevados níveis de mercúrio no mar.

Uma das causas para a concentração elevada desse metal pesado nas presas dos golfinhos e , logo, no organismo dos cetáceos, é a poluição da costa portuguesa, concluiu uma investigação conduzida por um grupo do departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA).

“Uma das maiores fontes da contaminação com mercúrio é a poluição nas zonas costeiras portuguesas”, sublinha a bióloga Sílvia Monteiro. Segundo o estudo agora divulgado, a principal via de entrada do mercúrio e de outros poluentes químicos nos golfinhos acontece por ingestão. “Alguns dos principais peixes que estes golfinhos se alimentam são espécies também comerciais, frequentemente ingerido pelos humanos”.

Os níveis elevados desse metal pesado em populações de golfinhos estudadas – roazes (visíveis no estuário do Sado, por exemplo) ou botos (mais pequenos)- tem consequências para a saúde destes animais. “Existem já vários estudos que mostram que a exposição a metais pesados interfere no desenvolvimento e crescimento, em processos neurológicos e no sucesso reprodutivo, e pode provocar alterações mutagénicas, imunossupressão e danos hepáticos e renais”, esclarece Sílvia Monteiro.

Os mesmos danos podem acontecer a seres humanos expostos a elevadas quantidades de mercúrio mas o estudo não extrapola para essa análise. “Já há estudos feitos em humanos relativamente aos efeitos do mercúrio no organismo mas são precisos níveis muito elevados para acontecerem esses danos. E é diferente do que acontece nos golfinhos”.

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Sentinelas do meio marinho
Sílvia Monteiro explica que “os golfinhos possuem um conjunto de características – são predadores de topo, têm uma limitada capacidade de excreção de poluentes, têm uma elevada longevidade e elevada mobilidade – que os torna potencialmente ameaçados por poluentes químicos e potenciais sentinelas do estado de contaminação do ecossistema marinho”.

O estudo foi baseado na observaão de uma amostra de 25 roazes e 42 botos. “O boto é o cetáceo mais pequenino, encontra-se em estado vulnerável em Portugal, o que torna ainda mais premente perceber o impacto que esta espécie poderá ter com os níveis elevados de mercúrio”, adianta a bióloga.

As concentrações das duas populações acontecem em toda a costa mas com incidência na zona entre o Porto e a Figueira da Foz, em Peniche, no estuário do Sado e na costa algarvia.

Considerando o estatuto de conservação destas espécies e a sobreposição entre algumas atividades humanas e os habitats mais utilizados pelos golfinhos da costa continental portuguesa, Sílvia Monteiro diz que “é fundamental conhecer o impacto das ameaças antropogénicas sofridas por estas espécies de modo a permitir uma implementação eficaz de estratégias de conservação”.

Atividades como a agricultura, a indústria, o tráfego marítimo ou a exploração mineira podem ter influência na poluição e consequente presença do mercúrio nos golfinhos analisados.

O estudo lança o alerta para uma questão que diz respeito a todos.”Podemos estar perante um potencial problema associado ao mercúrio no ecossistema marinho em Portugal”.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Diário de Notícias

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Mercúrio triplica nos oceanos e ameaça vida marinha

mercúrio

A conclusão consta de um novo estudo publicado nesta semana na revista Nature.

A contaminação ambiental pelo metal altamente tóxico é uma realidade mundial. Mas só agora começou a ser dimensionada. E os resultados preocupam.

Além disso, o lançamento de esgoto sem tratamento na água também pode criar condições que potencializam os efeitos da substância ao torná-la mais solúvel.

O estudo destaca que a concentração do mercúrio triplicou nas camadas de águas superficiais, onde a presença de vida marinha é grande.

Uma das características do mercúrio que mais preocupam os cientistas é a sua capacidade de biomagnificação. Ele acumula-se ao longo da cadeia alimentar, fazendo com que as espécies mais altas na cadeia sejam expostas a uma maior concentração tóxica, o que aumenta, eventualmente, a exposição humana ao metal.

No entanto, falta quantificar essa acumulação nos animais aquáticos e os seus possíveis efeitos, incluindo os riscos para os seres humanos.

O nosso impacto

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Simon Boxall, professor de Universidade de Southampton, afirmou que é difícil dizer, a partir da investigação, o tamanho do dano que já foi feito para a vida marinha.

“Mas esse aumento de mercúrio é um bom indicador do nosso impacto no meio ambiente marinho. É um alerta para o futuro”, ressaltou.

Fonte: Esquerda.net

 

 

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Penas de Albatroz ajudam a identificar a poluição do ar

Phoebastria nigripes é o nome científico do albatroz dos pés negros, ou albatroz patinegro, uma ave marinha que tem no Pacífico Norte o seu habitat natural. Como essa região (equivalente às principais áreas do Hemisfério Norte) já é fortemente industrializada há mais de cem anos, a espécie vem sofrendo há um bom tempo com agressões ao meio ambiente. E cientistas da Universidade de Harvard descobriram que as penas desses pássaros indicam a poluição por mercúrio desde o século passado.
Foto: Divulgação

Os cientistas analisaram 54 penas destes pássaros, e as amostras mais antigas datam de 120 anos atrás.  Não se encontrou, nas penas, mercúrio em estado original. Pior: o que foi detectado é o metil-mercúrio, uma forma tóxica do metal, que se origina a partir de reações com bactérias. Concentrado, o metil-mercúrio se concentra nos tecidos das aves e é danoso a elas e aos peixes. Ao lado da pesca, que literalmente monta armadilhas aos albatrozes, a poluição por mercúrio é apontada como responsável pelo albatroz patinegro estar em extinção.

As aves que habitam o Pacífico se diferenciam do Atlântico pelo seguinte motivo: o novo “foco poluente” da Terra não é mais a Europa ou a América do Norte, e sim a Ásia. A maior parte das colônias de pássaros habita áreas próximas ao Oceano Pacífico, e as emissões do continente asiático viraram motivo de preocupação.

Por enquanto, a pesquisa aconteceu somente com penas de albatrozes mortos. O próximo passo, segundo os cientistas, é analisar albatrozes vivos, para saber se de fato o metil-mercúrio atrapalha a reprodução das aves ou causa algum outro tipo de impacto ainda desconhecido.

Fonte: Hypescience

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Mercúrio faz com que pássaros mudem sua conduta sexual

Foto: Gerardo Garcia/Reuters

Estudo de pesquisadores das Universidades da Flórida, Estados Unidos, e de Peradeniya, no Sri Lanka, indica que a presença de mercúrio, mesmo que em baixos níveis, na alimentação de pássaros muda sua conduta sexual, os tornando atraídos pelos machos de sua espécie. As informações são do site da revista New Scientist.

O resultado disso, segundo os cientistas, é a diminuição da procriação da espécie, com as fêmeas dando à luz menos filhotes. É a primeira vez que se descobre que um poluente altera a preferência sexual de um animal. Já se sabia que muitos químicos podem “feminimizar” machos ou reduzir a fertilidade, mas os machos afetados desta maneira continuavam a ter preferência por relações com fêmeas.

Os cientistas capturaram 160 pássaros e os alimentaram com comida contendo metilmercúrio. Esta forma de mercúrio é extremamente tóxica. Os pássaros foram monitorados e divididos em quatro grupos. Um grupo comeu alimentos possuindo 0.3 partes por milhão de metilmercúrio, um segundo grupo comeu contendo 0.1 partes por milhão, o terceiro 0.5 e o quarto sem a substância.

Os três grupos cujos pássaros que se alimentaram com mercúrio tiveram mais homossexuais do que o grupo de controle. Pares foram formados dentro dos grupos, com casais durando semanas, segundo os cientistas. Doses maiores aumentaram o efeito, com 55% dos pássaros do primeiro grupo apresentando tendências homossexuais. Segundo os pesquisadores, o pior cenário para a situação é a diminuição em 50% nos nascimentos de pássaros.

Fonte: Terra

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