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Guaxinim quase perde a pata ao prendê-la em lata de refrigerante jogada na floresta

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue
Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Um guaxinim ficou com a pata imensamente inchada e quase perdeu o membro após prendê-lo em uma lata de de refrigerante que foi irresponsavelmente descartada em uma floresta.

O pobre animal foi encontrado na mata lutando para andar e comer com a pata presa na lata afiada.

Equipes de resgate de animais foram chamados para a floresta em Collins, Nova York, EUA, e o guaxinim foi levado às pressas para um veterinário.

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue
Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Sua pata foi cuidadosamente liberada, fotos mostram como o membro ficou vermelho e inchado em até quase quatro vezes o seu tamanho normal.

Os guaxinins usam suas patas para caminhar, escalar e comer, por isso, precisam de assistência médica contínua antes de poderem ser devolvidos à natureza.

Em um apelo ao público, voluntários da Fox Wood Wildlife Rescue disseram que este é um “lembrete valioso” do dano que o lixo pode causar aos animais.

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue
Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Eles escreveram nas redes sociais: “Se você trouxer algo para a floresta, leve-o consigo, não jogue no chão. Esta lata foi deixada em terras florestais do Estado de Nova York em Collins”.

“Um guaxinim do sexo feminino curioso e saudável, ao cheirar e tentar lamber os restos do conteúdo doce, tornou-se uma vítima do lixo dercartado de forma irresponsável”

“Um morador da região notou o guaxinim lutando para andar, subir nas árvores e comer com a lata presa em sua pata”.

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue
Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

“Ele contatou a Fox Wood Wildlife Rescue e um plano para capturar e ajudar o guaxinim foi colocado em prática”.

“Uma vez capturada, ela foi levada para o Dr. Reilly no Springville Animal Hospital em Springville, que gentilmente ofereceu ajuda.

“Ela foi anestesiada e a lata foi cortada e retirada de sua pata com todo cuidado”.

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Cachorrinha resgatada das ruas com 16 anos finalmente encontra uma família

Foto: Jen Ramey
Foto: Jen Ramey

Ruthie foi encontrada em péssimo estado, doente e abandonada, vivendo nas ruas de Abilene, no Texas (EUA), e foi levada para um abrigo local. A cachorrinha idosa mista de chihuahua de 16 anos estava muito abatida quando chegou ao veterinário, e os funcionários do abrigo temeram que ela não iria conseguir se recuperar.

A cachorrinha estava severamente abaixo do peso e com infestação de pulgas, sofria de uma infecção ocular, infecções de pele e doenças nas gengivas. O abrigo a mantinha isolada porque estava tendo dificuldade em lidar com a vida no local, além de seus problemas de saúde, e não queriam que ela ficasse mais estressada do que já estava.

Foto: Jen Ramey
Foto: Jen Ramey

Ninguém parecia ter muita fé que Ruthie iria aguentar – até que a ONG Forgotten Friends descobriu a cachorrinha idosa e imediatamente soube que ela merecia uma chance.

Depois de ser retirada do abrigo pela ONG, Ruthie foi colocada em um lar temporário. Suas novas amigas na ONG começaram a lidar com seus muitos problemas médicos, inclusive com os dentes podres infeccionados.

Muitas vezes é mais difícil encontrar casas para animais idosos, especialmente cães de 16 anos, e ainda assim não demorou muito para que a família perfeita descobrisse Ruthie e se apaixonasse por ela.

Foto: Jen Ramey
Foto: Jen Ramey

Jen Ramey e seu marido estavam planejando uma festa de aniversário para seu cachorro Buttercup e decidiram usar a festa para arrecadar dinheiro para a ONG Forgotten Friends (entidade que resgatou Ruth).

A ONG então decidiu trazer alguns de seus cães para a festa, incluindo Ruthie, e assim que o casal conheceu a chihuahua idosa, eles souberam que ela deveria ser o mais novo membro de sua família.

Foto: Jen Ramey
Foto: Jen Ramey

“Eu pensei na hora que ela era a cachorrinha mais doce que eu já tinha visto, e honestamente não achava que poderíamos ter com outro cachorro, mas não conseguia parar de pensar nela”, disse Ramey ao The Dodo. “Quando meu marido sugeriu adotá-la, se ninguém manifestasse interesse nela até o final do mês (uma semana após a festa de Buttercup), eu apresentei o formulário on-line e nós a pegamos no dia seguinte!”

Ramey e seu marido estavam cientes dos problemas médicos de Ruthie, e estavam preparados para lidar com eles, assim como com todos os outros desafios que surgem ao adotar um cão idoso.

Foto: Jen Ramey
Foto: Jen Ramey

Depois de tudo o que ela passou e tudo o que ela estava lidando em termos de tratamentos médicos, eles assumiram que Ruthie seria o tipo de cão sênior que era incrivelmente maduro e só ia querer relaxar o tempo todo – mas assim que ela chegou em sua nova casa, Ruthie foi rápida em provar que eles estavam errados.

“Logo de início, ela queria que Buttercup (a cachorrinha que já vivia com a família) soubesse que ela estava aqui para ficar”, disse Ramey. “Nós esperávamos que ela fosse uma velhinha fria, mas não era exatamente o caso”.

Foto: Jen Ramey
Foto: Jen Ramey

Desde o começo, Ruthie estava cheia de energia e não teve problemas em acompanhar sua irmã mais nova. Ela adora estar envolvida em tudo que sua família faz e não pode suportar ficar de fora dos passeios e atividades. Ela gosta de todas as pessoas que conhece e não deseja nada além de ser abraçada, acariciada e adorada por todos ao seu redor.

“Ela adora comer e roubar os brinquedos de sua irmã”, disse Ramey. “Nós pensamos que ela estaria sempre cansada e relaxada o tempo todo, mas ela é realmente super corajosa agora, o que é muito inesperado, considerando sua idade e seus problemas médicos.”

Foto: Jen Ramey
Foto: Jen Ramey

A condição geral de Ruthie melhorou muito desde que ela foi adotada, mas ela ainda tem muitos problemas para lidar. Ela tem dificuldade em ganhar peso e sofreu de uma obstrução de traqueia. Ela também tem pulmões com cicatrizes de bronquite crônica, doença das vias aéreas inflamadas e uma hérnia inguinal inoperável.

No entanto, nada disso a atrapalha, e ela não parece ligar com todos esses detalhes com base em sua personalidade despreocupada. Quando Ruthie chegou ao abrigo, ninguém achou que a cachorra de 16 anos iria sobreviver. Agora ela é praticamente um filhote novamente, amando cada minuto de sua nova família e sua segunda chance.

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Galo acompanha tutora diariamente até o ponto do ônibus escolar

Foto: Holley Burns
Foto: Holley Burns

Todas as manhãs, O galo Frog acompanha a pessoa que ele mais ama no mundo, sua tutora Savannah, de 13 anos, até o ponto de ônibus para ir a escola.

“Ele fica com ela no final da entrada da garagem até que ela entre no ônibus”, Holley Burns, a mãe de Savannah, disse ao The Dodo. “Ele então volta para casa e passa seu dia normalmente conosco e com participando de nossas rotinas diárias até a hora de encontrá-la quando ela volta para casa”.

Quando o ônibus da escola traz Savannah de volta para casa, Frog corre tão rápido quanto as pernas de frango conseguem para levá-lo até ela.

Foto: Holley Burns
Foto: Holley Burns

“Ele ouve o ônibus parar há algumas casas na estrada do condado”, disse Burns. “E então ele sai correndo até o final da estrada antes do veículo de chegar lá. Todo dia.”

Em fevereiro de 2017, Frog veio morar com a família Burns em Atlanta, no Texas (EUA). Todos imediatamente notaram que ele era diferente. Por um lado, ele tinha penas em seus pés, o que todos achavam que era um pouco estranho. Ele também tinha uma maneira incomum de se mover, o que lhe valeu seu nome (Frog quer dizer sapo).

“Ele não andou – ele pulou”, disse Burns. “Meu filho ficou tipo: ‘Está pulando como um sapo. Devemos chamá-lo de “sapo”(Frog).

Foto: Holley Burns
Foto: Holley Burns

Uma coisa mais incomum sobre Frog foi com quem ele escolheu se socializar. Em vez de sair com outras galinhas, ele preferia passar seu tempo com as pessoas – Savannah em particular.

“Ele foi muito atencioso”, disse Burns. “Ele não estava interessado no que as galinhas estavam fazendo, ele estava interessado no que os humanos estavam fazendo.”

Foto: Holley Burns
Foto: Holley Burns

Quando Frog era um franguinho apenas, Savannah começou a carregá-lo para todo lado enquanto fazia suas tarefas, e o vínculo entre eles cresceu.

“Ela o levava para a lavanderia e ele a observava atentamente”, disse Burns. “Ela ia lavar a louça e colocava-o no balcão e ele a observava lavar a louça.”

Foto: Holley Burns
Foto: Holley Burns

Logo, o par era inseparável. “Tudo é Frog e Savannah”, disse Burns. “Ela o puxa em uma carroça. Onde quer que ela vá, ele está logo atrás dela. Ele vai a até cama para dormir e acordar com ela. Ele se senta e assiste TV com ela.

Burns não fica tão surpresa que Frog tenha se unido à sua filha. “Ela é o que eu chamo de uma encantadora de animais”, disse Burns. “Ela pode fazer qualquer coisa ou ir a qualquer lugar, é instantâneo – todos os animais são atraídos para ela.”

Foto: Holley Burns
Foto: Holley Burns

Mas ela nunca conheceu um galo como o Frog. “Eu não acho que ele saiba que é um galo”, disse Burns.

Frog até tem um melhor amigo canino – um cachorro chamado Casper que havia sido abandonado em um estacionamento do McDonald’s. No ano passado, a família Burns encontrou-o e levou-o para casa para morar com eles.

“Casper ficava realmente aterrorizado com as tempestades, e Frog o viu e aninhou-se com ele na lavanderia”, disse Burns. “Então o galo se aconchegou ao lado do cachorro. Era como se ele dissesse: “Ei, tudo bem. Não se preocupe com isso. Nada vai acontecer com você aqui em casa”.

Foto: Holley Burns
Foto: Holley Burns

Desde então, Frog e Casper são os melhores amigos. “Eles brincam muito juntos”, disse Burns. “Frog vai pular em cima de Casper, e Casper deita em cima dele, como se disse: hey, o que você está fazendo?'”

Enquanto a família Burns está acostumada com as formas incomuns de Frog, as pessoas que conhecem Frog pela primeira vez às vezes não têm certeza sobre ele.

“Quando as pessoas veem um galo correndo para elas, o primeiro instinto de todo mundo é: ‘Oh meu Deus, ele vai me atacar'”, disse Burns. “Mas ele vai cumprimentá-lo na entrada de casa e dizer: ‘Ei, estou aqui! Como vai você?'”

Depois disso, todo mundo acaba se apaixonando por Frog, incluindo o motorista do ônibus que Savannah pega.

Foto: Holley Burns
Foto: Holley Burns

“Chegou ao ponto de que, se eles [Savannah e Frog] não saírem do ônibus da escola a tempo, ele [Frog] vai com ela no ônibus escolar”, disse Burns. “Nosso motorista de ônibus é muito bom – ele sabe que deve tomar cuidado com Frog. Ele garante que eles estejam seguros antes de partirem.

Mas é Savannah quem o galo mais ama – e o sentimento é claramente mútuo.

“Eu não sei o que eles fariam sem um ao outro, sinceramente”, disse Burns. “Ele é um membro muito importante da nossa família”.

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Capivara que era tratada como membro da família é entregue ao Ibama

Família fez uma festa para a capivara há alguns dias - Foto: Divulgação
Família fez uma festa para a capivara há alguns dias – Foto: Divulgação

Uma capivara de aproximadamente quatro meses foi entregue nesta sexta-feira (5) à Polícia Militar do município de Mucajaí, a 51 quilômetros de Boa Vista (AL). O animal, chamado de Jorge por aqueles que o adotaram, estava vivendo em uma residência e era tratado como membro da família, segundo os policiais.

O filote de capivara foi encaminhado à Companhia de Policiamento Ambiental na capital. De acordo com o major Charles Matos, a dona de casa Maria das Graças Silva, de 55 anos, entregou o animal devido a informações de que ele poderia ficar agressivo quando chegasse à vida adulta.

“Ela procurou a polícia de forma voluntária. Na hora da despedida, houve muita comoção. Os filhos da mulher choraram bastante, por terem se apegado à capivara”, disse o major.

Aos policiais, Maria das Graças informou que resolveu cuidar do animal quando, ainda filhote, foi encontrado machucado no quintal da casa. Ela disse que tinha o maior amor pela capivara, mas que muitas pessoas diziam que ela poderia ser multada caso a polícia descobrisse.

“A casa está vazia. Meus cinco filhos e dez netos estão tristes demais. Uma das minhas filhas ainda não comeu nada o dia todo. O Jorge dormia na minha cama e tomava mamadeira três vezes por dia”, disse.

A capivara foi encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Boa Vista.

Fonte: Alagoas 24h

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Histórias de quem adotou um animal como membro da família

Tutores que o digam: bichos de estimação são como filhos que nunca vão sair de casa. Eles precisam de atenção, de comida, têm que brincar, cuidar da saúde e, aos poucos, com jeitinho, conquistam até quem nunca imaginou criar um animal. Nise da Silveira ficou famosa por defender esses filhos de quatro patas como alternativa de terapia. E usando gatos no tratamento de pacientes, provou que os bichos podem ter uma influência extremamente positiva na vida de quem vive para eles. Gatos ou cachorros, com ou sem pedigree, a felicidade de muita gente é ter um animal.

Animais de companhia podem influenciar de forma positiva a vida dos tutores (Foto: Larissa Fontes)

“É como uma paixão de infância. Quando era pequena, meu pai tinha uma fazenda que virou praticamente um criatório de gatos, de tantos que eu levava para cuidar lá. Bastava encontrar algum na rua, maltratado, para colocar no carro”, conta Ana Carolina Ávila. Hoje, apaixonada pelos felinos, ela trocou a fazenda do pai pelo prédio onde mora, e como não podia criar todos os animais dentro de casa, passou a alimentar os que encontrava nas redondezas.

“Meus favoritos são aqueles bem sofridos, maltratados, porque posso resgatá-los e dar uma vida decente. É um pouco complicado se apegar aos gatos de rua porque você não sabe se vai vê-los novamente, mas eu adoro assim mesmo. Na minha rua, muitos vizinhos colocam veneno na comida que deixo pelo telhado; quando pego um gato, com pouco tempo ele desaparece. Mesmo assim eu adoro, alimento três vezes ao dia até os que vejo perto do trabalho”, explica.

Gatos de rua são bons companheiros

A história é lembrada entre risos divertidos, mas as amigas também lamentam que outras pessoas ainda hoje nutram preconceitos contra os gatos de rua. “Ao contrário do que muita gente pensa, eles também são carinhosos e bons companheiros. Quando fico doente, os meus deitam por perto; quando trabalho até tarde, eles sentam no computador, fazem aquela cara de ‘vamos dormir’. Essa ideia de que os gatos são territorialistas é só meia-verdade. Eles gostam da casa, do conforto, mas também se apegam aos tutores”, argumenta Vakíria Ramos, a “mãe adotiva” do Garfield.

Na casa dela, a história do gato gordo que dormia na cadeira do vigia ganhou outro nome, e mais dois companheiros. Chamado de “Bola”, o Garfield castrado passou a ser o sexto membro da família que já tinha dois gatos em casa, Frajola e Belinha. “No começo eu não queria mais um, porque dois já davam bastante trabalho. Mas, um dia, Bola levou um chute, e apareceu no meu trabalho todo machucado. Quando cheguei em casa contando o que aconteceu, minha mãe e minha filha não pensaram duas vezes: disseram logo ‘traz ele para cá, e a gente vê o que faz depois’”, conta Valkíria.

Como o gordo Bola, Belinha e Frajola também entraram para a família com histórico de maus-tratos. Valkíria lembra que a única fêmea do trio foi encontrada no Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa), uma ONG que recolhe animais abandonados e oferece serviços como adoção, castração e atendimento veterinário. “Eu fui com a minha filha para adotar um cachorro. Mas, assim que chegamos lá, ela correu para as gaiolas de gatos e viu a Belinha. Era a única gatinha da ninhada que ainda não tinha sido adotada e, quando viu a minha filha, se agarrou a ela com força, como se pedisse para tirá-la de lá”, conta a “mãe”.

O benefício por trás dos cuidados

Essa relação de amor entre bichos e tutores foi um dos fatores que fez a fama da alagoana Nise da Silveira, uma médica que já no seu tempo adivinhava o bem por trás do cuidado com os animais. Usando métodos nada convencionais para os hospitais psiquiátricos de 1946, ela provou que ter um bichinho de estimação não só estimula o afeto como ajuda a desenvolver características importantes do comportamento, como a responsabilidade. “Na verdade, é quase como cuidar de outra pessoa. Você precisa entender a importância que é ter um animal, o que é necessário para garantir o bem-estar dele e, principalmente, os cuidados necessários à sua própria saúde no relacionamento com o bichinho”, analisa o veterinário Roberto Rômulo.

Em outras palavras, filhotes de quatro patas exigem tanto ou mais atenção quanto aqueles que vêm dos próprios pais. Rômulo, que tem vários animais de rua em casa, lembra que, independentemente da raça, eles vão viver bastante tempo e, ao contrário dos filhos “humanos”, nunca poderão cuidar de si mesmos. “Às vezes as pessoas querem ter um bichinho porque acham bonito, ou porque pensam que é simples tê-los por perto, mas a escolha é um pouco mais difícil”, alerta o veterinário.

Para criar um animal, seja gato ou cachorro, Rômulo dá algumas orientações básicas que fazem toda a diferença. “Primeiro, se ele vem da rua, é preciso levar ao veterinário e providenciar a vacinação e o vermífugo. Depois, esses animais têm um histórico desconhecido e, como você não sabe por onde ele passou, que doenças ele tem, não deve ter um contato próximo logo no começo. O ideal é deixá-lo de quarentena, sem contato até com os outros animais da casa”, orienta. Isso porque, de acordo com o veterinário, existem doenças que possuem um período de incubação e não se manifestam imediatamente no animal. “Se ele pega uma virose, ou uma hidrofobia (raiva), por exemplo, ela só vai aparecer depois de algum tempo. Até lá, se houve contato com outros bichos, ele pode perfeitamente passar a doença”, explica.

A rejeição se transformou em afeto e cuidados

“Quando peguei Antunes, eu estava de viagem marcada por uma semana para a Chapada Diamantina. Ele tinha sido arremessado do prédio, durante a noite e passou um bom tempo miando, machucado”, conta Ana Madalena Silva. “Como nunca pensei em ter um gato no apartamento, comecei a alimentá-lo deixando a comida do lado de fora, até que um vizinho apareceu dizendo que ia matar o filhote porque não gostava dos miados”, lembra.

Depois de devidamente resgatado, Antunes – que ainda não tinha nome – deveria ter ficado apenas alguns dias na casa da família. O suficiente, segundo Madalena, para ela e o marido organizarem os preparativos da viagem à Chapada. “Colocamos anúncios em todas as redes sociais, tentamos telefonar para amigos, mas ninguém queria o gato. A solução, já que a viagem estava se aproximando, foi deixá-lo em um hotelzinho que me indicaram”, conta Madalena. Aí Antunes ganhou um nome, e o que deveria ser uma guarda provisória se transformou em adoção com direito até a data de “aniversário”. “Comemoramos em 28 de novembro, que é quando ele foi resgatado”, explica a “mãe” do siamês.

O segundo filhote veio no dia da Consciência Negra, também por acaso. Madalena conta que, dessa vez, foi o marido quem encontrou o gato. Sem pensar em ter outro bicho, a estratégia do casal era não batizá-lo para não se apegar. Mas felizmente, para o gato e para eles, o plano deu errado. “Um dia, meu marido acordou e disse ‘vamos chamar o gato de Paul’”, lembra Madalena. E Paul, que já tinha data de aniversário, ganhou sobrenome Magatney. “Ideia de um amigo nosso, porque o Paul McCartney estava no Brasil”, explica.

Salão de festas e creche para animais

Os veterinários recomendam e os tutores comprovam: animais de estimação precisam ser bem cuidados. Em Maceió, quem não pode ou não tem tempo de garantir toda a atenção necessária ao seu bichinho pode recorrer à creche; um lugar onde o animal poderá brincar, tomar banho, se alimentar e “socializar” com outros bichos enquanto os tutores estão no trabalho. Parece estranho? É verdade. O serviço tem três meses e já conquistou adeptos de toda parte da cidade.

A proprietária e veterinária Fabrícia Omena diz que montou a estrutura pensando em uma maneira de contribuir com a saúde dos animais. “Algumas pessoas ouvem ‘playground’, ‘salão de festas’, ‘creche’ e pensam que é bobagem. Mas quando os bichos têm um espaço para brincar soltos, eles aliviam o estresse e melhoram o sistema imunológico. Independentemente da raça ou da espécie, um bichinho estressado pode ter várias complicações de saúde”, explica.

Na clínica, gatos e cachorros têm direito a playground e salão de festas, além do serviço tradicional de banho, tosa e hotelzinho. Além disso, o espaço também oferece sistema de creche, no qual o animal entra de manhã e sai à noite. “Ele brinca, come, toma banho, depois vai para casa”, diz Fabricia. “É ótimo para os tutores ocupados, ou que moram em apartamento e não têm tempo de dar atenção ao animal”.

Cemitério de animal de companhia

Quem tem animal de companhia na certa já pensou no que fazer quando ele se for. Por medida de segurança sanitária, o tutor não pode simplesmente enterrar o bichinho no quintal de casa. A alternativa, para os mais apegados, é recorrer ao cemitério de animais, um serviço semelhante ao cemitério dos homens, mas que contempla exclusivamente os pets.

Em Maceió, a oferta é relativamente recente, tem apenas um ano. O proprietário, Jairo Miranda, conta que criou o cemitério porque percebeu que, mesmo sendo uma ideia pouco habitual, tinha uma demanda promissora na capital. “Vi muitas pessoas se perguntando o que fazer quando os animais de estimação morriam. Em Recife já existe até crematório para esse “público”, mas aqui havia uma carência grande do serviço. Foi quando consegui o espaço e a autorização para funcionar, e desde então trabalho com uma equipe para dar aos bichinhos um descanso digno”, explica.

Fonte: O Jornal

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Gatos e cachorros são tratados como membros da família

Casos de animais abandonados e maltratados são comuns em Cascavel (PR). Na contramão, alguns bichinhos recebem tratamento especial. Carinho e atenção são alguns dos ingredientes que alimentam a relação de donos e animais.

O miado persistente denuncia os xodós da família de Salete Ascari. Há 12 anos o primeiro gato chegou à casa dela e a partir daí esse número só aumentou. “Hoje temos 25 gatos, mas já chegamos a ter 44”, conta Salete.

A lotação máxima do gatil foi alcançada depois que várias gatas entraram no cio ao mesmo tempo. “Tínhamos muitas fêmeas e machos juntos. Nessa época nasceram 20 gatinhos em apenas uma semana. Por isso doamos alguns”.

Salete, que se intitula avó dos gatos, reconhece cada um deles pelo nome que ela mesma escolheu. “Minha filha achou o primeiro na rua e o trouxe para casa. Depois as pessoas começaram a deixar aqui em casa os que encontravam, pois sabiam que nós gostávamos”.

Salete revolta-se quando vê algum animal sendo maltratado. “Fico indignada com isso. Quem pega um animal tem de acolher como se fosse da família”.

Ela afirma que o principal problema é a empolgação com os animais pequenos. “Muitos pegam cachorrinhos pequenos porque são bonitinhos. Depois eles crescem e a pessoa não quer mais. Isso acontece muito com as fêmeas, quando entram no cio, muita gente abandona na rua”.

A família Ascari gasta pelo menos R$ 180 por mês no cuidado com os gatos, que só comem ração, recebem todo o tratamento veterinário necessário e vivem em um gatil que é higienizado duas vezes ao dia. Salete tem ainda dois cachorros.

Adotado
Outro bom exemplo do cuidado com os animais é a adoção. A Acipa (Associação Cidadã de Proteção dos Animais) trata dos animais abandonados e disponibiliza para quem quiser adotar. Por mês, são mais de 50 adoções.

Fátima Cologno, vendedora, recorreu à Acipa para ter um animal de estimação. “Resolvi adotar um cachorro porque perdi o que eu tinha havia pouco tempo e estava sentido muita falta”.

Ela está com Sofia há pouco mais de um mês. “A Sofia é muito bonita. Sempre está fazendo bagunça no meu quintal, abrindo buracos”, conta orgulhosa.

Fátima prefere os animais recolhidos na rua. “Além da Sofia, tenho mais três gatos. Peguei todos na rua. Estavam machucados e eu cuidei deles”.

O amor de Fátima pelos animais é antigo. “Sempre tive animais na minha casa. Gosto de bichos. Quando estou estressado, chego em casa, vejo os meus gatos e esqueço de tudo. Tenho um amor enorme por eles, mesmo não sendo de raça”.

Fonte: Jornal Hoje

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