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Justiça determina que poder público forneça remédio para cão com leishmaniose

A decisão atende a um pedido da tutora do cachorro, que afirmou que a leishmaniose está agravando o quadro de saúde do animal, levando-o ao desenvolvimento de anemia e lesões


O juiz José Adelmo Barbosa da Costa Pereira, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, determinou que o estado de Pernambuco e o município de Caruaru forneçam remédio para o tratamento de um cachorro com leishmaniose.

Reprodução

A decisão judicial atende a um pedido da tutora do animal, Gabriela Guimarães Silva, que resgatou o cachorro da rua e o adotou há dois anos. Por conta de uma lesão de difícil cicatrização, o cão foi levado ao veterinário e, após exames, foi diagnosticado com a doença que, conforme consta na ação, “vem agravando o quadro de saúde do mesmo, acarretando em perda de peso, anemia, lesão na pata, dentre outros”.

A tutora afirma na ação que o remédio Milteforan foi aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o tratamento da leishmaniose e que cada “caixa custa em torno de R$ 700,00 (setecentos reais), este que segundo a Requerente tem o potencial de reduzir de 95 a 98% da carga parasitária, o que, por conseguinte, reduziria o risco de transmissão da doença”.

Ao determinar que a medicação seja fornecida ao animal, o magistrado obrigou o município e o estado a disponibilizarem o medicamento em um “prazo de 10 (dez) dias úteis, a partir do recebimento da intimação desta, sob pena de bloqueio judicial nas contas do responsável da quantia que se fizer necessária para a aquisição do medicamento na rede privada, após a apresentação de 03 (três) orçamentos, conforme artigo 297 do novo Código de Processo Civil, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis”.

Além de obrigar o município a arcar com os custos do remédio, o juiz também determinou que Gabriela adote medidas complementares para garantir a eficácia do tratamento. São elas: “realizar o tratamento do cão pelo tempo e periodicidade tecnicamente preconizados com a medicação ora fornecida; apresentar a cada 6 (seis) meses atestado de saúde do animal e manutenção da redução de carga parasitária, o qual deverá ser elaborado pelo Médico Veterinário e deverá ser apresentado ao setor responsável da Secretaria Municipal de Saúde; utilizar de forma ininterrupta coleira impregnada com Deltametrina 4%
ou outro produto equivalente e tecnicamente reconhecido, a qual deverá ser trocada de quatro em quatro meses ou conforme recomendação do fabricante; afastar o aludido cão no mínimo 500 (quinhentos) metros da área silvestre, não expor o animal em horários de atividade do vetor (crepúsculo e noite) em ambientes onde habitualmente o inseto pode ser encontrado e, adicionalmente, realizar o manejo ambiental, por meio da limpeza de quintais e terrenos, afim de alterar as condições do meio que propiciem o estabelecimento de criadouros de formas imaturas do vetor, destino adequado dos resíduos sólidos orgânicos e eliminação de fonte de umidade; e permitir o ingresso dos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde em sua residência para verificação do cumprimento das aludidas medidas”.

O magistrado solicitou ainda que o setor responsável da Secretaria Municipal de Saúde de Caruaru efetue fiscalização mensal na residência da tutora do animal “para verificar se a mesma se encontra cumprindo as determinações acima e, em caso de descumprimento, comunicar a este Juízo”.


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Cão com sarna e otite grave precisa de doação de medicamento em SP

Patrícia G. Carvalho
patriciacarvalho26@hotmail.com

O cachorro das fotos abaixo é o Júnior. Ele é idoso e foi encontrado abandonado em São Paulo em situação deplorável pela protetora de animais Patrícia de Carvalho.

Júnior antes do início do tratamento contra a sarna (Foto: Divulgação)

Ele estava com um quadro grave de sarna, com partes do corpo em carne viva de tanto que se coçava. No momento, a sarna já está quase totalmente curada, porém ele sofre com uma otite grave.

Todos os domingos ele toma banhos com sabonete matacura e triatox. No tratamento é usado também advocate.

Júnior depois de começar a receber tratamento contra a sarna (Foto: Divulgação)

Ele precisa, no entanto, do medicamento Zelotril Oto para tratar a otite grave que ele tem e que faz com que ele sofra muito. O remédio pode ser doado diretamente para a protetora Patrícia ou, no caso de pessoas interessadas em ajudar que vivam em localidades distantes de São Paulo, pode ser comprado na Cobasi ou no site Pet Love com entrega destinada ao endereço da protetora.

Orelha com ferimento e otite (Foto: Divulgação)

Interessados em obter mais informações, como o endereço da protetora, para ajudar o cão Júnior, devem entrar em contato com Patrícia através dos telefones 11-96379-8899 (vivo) ou 11-96917-5006 (TIM e WhatsApp).

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Cápsula de remédio à base de tapioca é nova opção vegetal do mercado

Cápsulas de medicamentos, tradicionalmente produzidas a partir de matéria prima de origem animal, têm como nova opção a utilização da tapioca em sua fabricação.

Mais estáveis do que as de origem animal, as cápsulas a base de tapioca atendem às exigências dos adeptos do veganismo, que mantém hábitos livres de crueldade animal, o que inclui a luta pela produção de cápsulas de origem vegetal.

Procura por cápsulas de origem vegetal tem aumentado (Foto: Divulgação)

Fáceis de engolir e com boa absorção pelo organismo, as cápsulas tradicionais, presentes na maior parte dos medicamentos fabricados atualmente, têm sua produção pautada na exploração e crueldade animal, já que são feitas de gelatina, componente de origem animal.

Entretanto, com o crescimento do veganismo, tem aumentado também a procura por alternativas éticas. A cápsula de tapioca, que vem sendo usada com sucesso por farmácias de manipulação, é a principal opção utilizada pela indústria farmacêutica.

A farmacêutica Fernanda Lobo Vicentini, da Farma Conde Manipulação, explica que a procura dos clientes pela cápsula de tapioca, conhecida como Tapiocaps, tem crescido de forma notória. “Mesmo aqueles que não possuem restrições alimentares podem se beneficiar da cápsula de tapioca, que já se tornou a alternativa mais natural do mercado”, afirma Fernanda.

Além de atender ao público vegano, a Tapiocaps apresenta, segundo a farmacêutica, uma série de outras vantagens em relação ao produto de origem animal. Dentre elas, melhor proteção ao medicamento, ausência de matéria-prima transgênica, rápida desintegração e absorção pelo organismo, além de ser orgânica – com certificação em andamento.

 

 

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Protetores reclamam da falta de medicamento para gatos com esporotricose no Rio de Janeiro (RJ)

Foto: Andrea Lambert

A falta de medicamento para animais com esporotricose, em sua maioria gatos, vem preocupando protetores de animais no município do Rio. A doença, causada pelo fungo Sporothrix schenckii, é transmitida pelos felinos aos humanos e também para cachorros e pode ser fatal para os animais se não tiver tratamento, que é feito com antifúngico e dura, em média, de quatro a seis meses. O comprimido itraconazol, que é usado no combate à doença nos animais, não está sendo distribuído pela prefeitura no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, em São Cristóvão, segundo a cuidadora Nataile Bougleux.

A estudante de veterinária, que cuida de 24 felinos com esporotricose resgatados de várias colonias do Rio, afirmou que a última vez que conseguiu pegar o medicamento, na unidade de São Cristóvão, foi em novembro. Ela disse que voltou ao local na última semana e não teve sucesso.

“Estive quarta-feira no posto e avisei que peguei medicamento só até o fim do ano passado e que esse ano não teve mais medicação. Uma mulher me informou que foi feita a compra de 100 mil comprimidos, mas que não tinha precisão de quando chegaria: ‘Pode chegar hoje, pode chegar amanhã, infelizmente não tenho uma previsão para te passar’. Ela me falou dessa forma. Já tinha ligado outro dia e, na ocasião, me disseram que havia chegado fazia uns 15 dias, mas que já havia acabado novamente”, afirmou.

Nataile contou que, em novembro — última vez em que conseguiu pegar o medicamento na unidade, foi informada por uma veterinária de lá que haveria remédios só até dezembro. Desde então não conseguiu mais nada.

“Tenho comprado por meio de uma farmácia de São Paulo, que vende num preço mais em conta. Tenho um gasto de quase R$ 1 mil por mês. Bem ou mal, ainda estou conseguindo comprar os remédios. Mas tem gente que não tem condições mesmo de pagar e não está conseguindo pegar o medicamento. Com isso, muita gente acaba abandonando os animais. É muito triste”, ressaltou.

Os gatos com esporotricose apresentam feridas, principalmente no rosto. Mas as lesões podem aparecer nas patas. Os ferimentos são profundos, não cicatrizam, têm pus e se espalham para o restante do corpo. O animal perde apetite, fica apático e pode ter secreção nasal.

Nataile destaca que a esporotricose está mal interpretada e falta informação, inclusive da prefeitura sobre a causa da doença ter disseminado tanto: “Por exemplo, se um gatinho com esporotricose morre, ele não pode ser enterrado em qualquer lugar, pois o local fica com o fungo. Isso não é divulgado. As pessoas abandonam os animais doentes. Ele é uma vítima, assim como nós. Eles têm que ser tratados. Abandoná-los não resolve o problema, pelo contrário, dissemina ainda mais a doença, assim como outras”.

Para a veterinária Andrea Lambert, da ONG Anida (Associação Nacional de Implementação dos Direitos dos Animais), a doença é tratada pela prefeitura como epidemia apenas na teoria, mas não na prática.

“Antes, a gente tinha o Programa de Proteção ao Animais Comunitários. Eram fornecidos medicamentos para os protetores que cuidavam dessas colônias. Há uns três meses, esses medicamentos não estão mais sendo repassados. Vive faltando medicamento nesses locais. Se é uma epidemia, deveria ter remédios suficientes, mais postos de atendimento, principalmente em áreas mais carentes, onde acontecem mais casos de abandono de animais. Além do controle com medicamentos, tem que ter uma campanha de castração, o que também ajuda a prevenir muitas doenças. São duas falhas, a do medicamento e a da castração”, enfatiza Andrea.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Vigilância Sanitária disse apenas que os remédios já chegaram.

Entenda a  esporotricose

Em humanos, a infecção tem cura, mas pode provocar lesões gravíssimas na pele. Não há vacina ou qualquer medicamento preventivo contra a esporotricose. A transmissão para o homem acontece por meio de arranhões e mordidas do gato.

Os sinais de contaminação em humanos aparecem, na maioria das vezes, em forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho e podem evoluir para uma ferida. Geralmente, surgem nos braços, nas pernas e no rosto, formando uma fileira de caroços ou feridas. Nesses casos, tutores de animais infectados devem procurar imediatamente o dermatologista.

O diagnóstico dos animais é feito por um veterinário, por meio de análise clínica. O fungo pode ser encontrado em terra úmida e, para evitar o contágio, as pessoas devem usar luvas ao manusear a terra.

Para prevenir a contaminação do gato, o ideal é manter o animal restrito, em casa ou no quintal, sem acesso à rua, onde ele pode ter contato com felinos infectados. A castração, nesse caso, ajuda bastante, pois castrados, os bichanos saem menos de casa.

Os animais contaminados espirram com frequência e têm feridas, principalmente na cabeça. Mas os machucados podem surgir também nas patas e no rabo. As lesões são profundas, não cicatrizam, têm pus e se espalham para o restante do corpo. O animal perde apetite, fica apático e pode ter secreção nasal.

Aumento de 400% no número de casos

Em 2016, a Vigilância Sanitária registrou aumento de 400% no número de animais diagnosticados com esporotricose, em sua maioria gatos. Foram feitos 13.536 atendimentos, 10.283 a mais do que em 2015, quando foram registrado 580 casos em humanos. O registro era de 516 pacientes com a infecção na pele em 2015; e 327 casos em 2014.

As unidades da prefeitura para tratamentos dos animais são o Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (Avenida Bartolomeu de Gusmão 1.120, em São Cristóvão); e o Instituto Paulo Dacorso Filho (Largo do Bodegão, 150, em Santa Cruz).

Casos de esporotricose precisam ser comunicados ao Centro de Controle de Zoonoses do seu município. No Rio, o telefone é (21) 3395-1595. Outro contato pode ser feito com a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, pelo telefone 1746 ou no site.

Na luta contra a doença, a Sociedade Brasileira de Dermatologia no Rio de Janeiro (SBDRJ) criou uma campanha online para orientar a população e médicos sobre o processo de notificação aos órgãos públicos. A cartilha está disponível no site da sociedade de dermatologia.

Fonte: O Globo

 

 

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Fim da matança: medicamento que trata a leishmaniose canina é lançado no Brasil

Foto: Divulgação

No último dia 24, o lançamento do Milteforan – medicamento que trata a leishmaniose visceral canina – na cidade de Araçatuba (SP), marcou o fim de uma longa batalha no Brasil. Ao contrário dos países da Europa, por aqui os cães sempre foram tidos como os vilões e não o mosquito-palha, responsável pela transmissão da doença. A grande discussão sempre foi o extermínio dos animais infectados e não o seu tratamento. Tutores que desejavam tratar a doença, recorriam a medicamentos importados ilegalmente, tendo em vista que eram proibidos no país. A grande novidade é que, a partir de agora, os tutores têm o direito de tratar os seus animais com droga disponível em âmbito nacional.

“Os veterinários não precisam mais tratar os animais escondido, de forma clandestina e nem brigar judicialmente para isso. Teremos liberdade de prescrição”, disse a veterinária Romeika Reis Lima, da Canis & Catus Especialidades. Isso porque o grupo de pesquisas da Brasilleish, liderado pelos médicos veterinários Fábio dos Santos Nogueira e Ingrid Menz, com o apoio do laboratório Virbac, conseguiu a aprovação do Ministério da Saúde e da Agricultura para a comercialização do Milteforan. O medicamento foi testado no Hospital Veterinário Mundo Animal, em Andradina (SP), com resultados eficazes. “A decisão representa um marco na medicina veterinária brasileira. Foram 18 anos da minha vida profissional com dedicação exclusiva à tentativa de dar qualidade de vida aos animais contaminados”, disse Fábio.

O assassinato de animais sempre foi contestado por especialistas que garantem que a matança de cães nunca contribuiu para diminuir o índice de contágio da leishmaniose. E afirmam que, dos 88 países do mundo onde a doença é endêmica, o Brasil é o único que sempre utilizou a morte dos cães como instrumento de saúde pública. “A leishmaniose visceral tem controle, tem tratamento eficaz e, portanto, não é necessário fazer a ‘eutanásia’ do animal, exceto em casos específicos”, afirma o veterinário Leonardo Maciel, da Clínica Veterinária Animal Center. O veterinário Manfredo Werkhauser, da Clínica São Francisco de Assis, é um dos fundadores da Brasilleish, e comemora. “É o que vai possibilitar o tratamento de inúmeros animais contaminados e evitar a eutanásia”.

Previna-se

Leishmaniose – também conhecida como calazar, a contaminação em seres humanos e animais ocorre através da picada da fêmea do mosquito Lutzomyia longipalpis, mais conhecido como mosquito-palha ou birigui

Sintomas no ser humano – febre prolongada, perda de peso, falta de apetite e aumento do fígado e baço. Se não tratada a tempo, a leishmaniose visceral tem alto índice de mortalidade em pacientes imunodeficientes portadores de doenças crônicas

Sintomas no cão – lesões de pele, perda de peso, descamações, crescimento exagerado das unhas e dificuldade de locomoção. No estágio avançado, o mal atinge fígado, baço e rins, levando o animal ao óbito

Prevenção da doença

Fazer a retirada de qualquer tipo de material orgânico como folhas, fezes de animais, entulhos e lixo, onde o mosquito possa se reproduzir. A borrifação química é fundamental em áreas endêmicas

Prevenção nos cães

Uso de repelentes, coleira própria contra a leishmaniose, vacina específica, higienização do animal e do ambiente.

Fonte: Revista Encontro

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Medicamento que trata a leishmaniose canina é liberado no Brasil

Reprodução/Mundodstribos
Reprodução/Mundodstribos

Há uma batalha silenciosa no Brasil. Apesar de pouco badalada, ela é polêmica e coloca no ponto central da discussão o tratamento da leishmaniose visceral canina, doença transmitida pelo mosquito-palha que afeta homens e animais – e pode ser fatal em ambos os casos. Em janeiro de 2013,  o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) negou vigência à portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que não permitia o tratamento dos cães infectados com medicamento humano e nem importado. O acordo veio em resposta à ação movida pela Organização Não Governamental (ONG) Abrigo dos Bichos, do Mato Grosso do Sul (MGS). Considerando que no país não existe medicamento específico para o tratamento da doença em cães, até então, os animais contaminados só tinham um destino: o sacrifício.

Contudo, a morte induzida sempre foi contestada por especialistas que garantem que a matança de cães não diminui o índice de contágio da leishmaniose, tendo em vista que o vilão é o mosquito, e é ele que deve ser combatido. Em países como a Índia, onde o protozoário envolvido é a Leishmania donovani, a leishmaniose pode ser transmitida de homem para homem, ou seja, o vetor pica uma pessoa contaminada e transmite o parasita para outra. Tipo de transmissão que não é comum em outras localidades.  Nos humanos, porém, a doença é muito menos perigosa e fatal do que nos cães. A questão é que, dos 88 países do mundo onde a doença é endêmica, o Brasil é o único que ainda utiliza a morte dos animais como instrumento de saúde pública. “A leishmaniose visceral canina tem controle, tem tratamento eficaz e, portanto, não é necessário provocar a morte induzida, exceto em casos específicos”, afirma o veterinário Leonardo Maciel, da Clínica Veterinária Animal Center. Isso porque, após o tratamento, o cão deixa de ser um reservatório ativo e, portanto, não é mais um transmissor.

A boa notícia é que após  décadas de discussão, o grupo de pesquisas da Brasilleish, liderado pelos médicos veterinários Fábio dos Santos Nogueira e Ingrid Menz, com o apoio do laboratório Virbac, anunciou no último dia 28 de agosto que conseguiu a aprovação do Ministério da Saúde e da Agricultura para a comercialização do Milteforan, uma das drogas mais utilizadas na Europa para o tratamento da doença. O medicamento foi testado no Hospital Veterinário Mundo Animal, em Andradina (SP), com resultados eficazes. “A decisão representa um marco na medicina veterinária brasileira. Foram 18 anos da minha vida profissional com dedicação exclusiva à tentativa de dar qualidade de vida aos animais contaminados”, disse Fábio. Com a aprovação, proprietários que optarem por tratar seus cães não terão mais que importar, às escondidas e pagando um alto preço, medicamentos fundamentais para salvar a vida dos animais domésticos.

O veterinário Manfredo Werkhauser, da Clínica São Francisco de Assis, é um dos fundadores da Brasilleish e comemora. “Aguardamos ansiosos a comercialização da droga que já deve estar no mercado a partir de janeiro de 2017. É o que vai possibilitar o tratamento de inúmeros animais contaminados e evitar a morte induzida”.

Fonte: Revista Encontro

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Protetora precisa de medicamentos para gatos na Zona Leste de SP

Cármen Guaresemin
ca.guaresemin@gmail.com

A protetora Francinete precisa de Giardicide 50 mg, quem tiver o medicamento para doar deve entrar em contato pelo telefone abaixo. Ela cuida de muitos gatos que estão para doação.

SAMSUNG CAMERA PICTURES
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Contato: Francinete, tel.: (11) 2038-1552.

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Cadela doente precisa de doação de medicamento em Itaquera (SP)

Roseli
roagu@bol.com.br

A cadela da imagem vivia com um morador de rua em Itaquera, SP. Ela está com cinomose e vive agora em um lar temporário. Precisa de doações do medicamento “Rebetol” e ração de boa qualidade. Ela é carinhosamente chamada de Pedrita e precisa de uma chance para sobreviver. Quem puder ajudar de alguma forma entre em contato com a Roseli através do telefone abaixo.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Contato: Roseli, tel: 11 – 98672-8033

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Cadela Laila precisa de remédio para ouvido Auritóp em São Paulo (SP)

Sueli Zaccareli
suelizacc@hotmail.com

laila+(50)

A cadela da foto é a Laila, uma cocker que foi abandonada em um pet shop e agora precisa de medicamento.

Quem pode doar remédio para ouvido Auritóp? É um remédio caro, custa em torno de R$ 65,00 e a pessoa que resgatou Laila não têm condições de comprar.

Quem puder doar entre em contato com a Sueli Zaccareli nos telefones disponibilizados abaixo.

Contato: Sueli Cel 97696-6629(claro) ou 95132-5271(tim)

 

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Abrigo necessita de doações em São Paulo (SP)

Maria Elisa
zemanchabelinha@hotmail.com

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

São mais de cem animais que recebem cuidados na região. Hoje, infelizmente há dificuldade em arrecadar ração e alguns medicamentos, por isso a doação é fundamental para que os cães possam continuar recebendo esses cuidados. Se você puder, por favor, entre em contato para doar ração e medicamentos. O medicamento necessário no momento é o Artrin, que é utilizado no tratamento de dois cães idosos. Ajude!

Contato: Elisa, telefone (11) 973448144 ou através do email: zemanchabelinha@hotmail.com

 

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Cadela Pit Bull precisa de ração e remédios com urgência em São Paulo

Tabata Rodrigues
shantara@ig.com.br

Uma cadela da raça Pit Bull foi resgatada das ruas com sinais de maus-tratos, ela teve suas patas machucadas com água fervente,teve dentes arrancados e outros cerrados, teve as cordas vocais retiradas para não latir e está com infecção pelo corpo.

Atualmente ela está em lar temporário, mas precisa de doação de ração e de medicamentos (omeprazol, cefalexina 500mg por 30 dias, meticorten 20mg por 30 dias e pomada quadriderme).

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Contato: Vera, tel: 11 9 8066-5067 ou 11 9 6435-9111

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Cresce ativismo pelos direitos animais na China

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Era para ser uma modesta oferta pública inicial de ações. A empresa chinesa estava interessada em ampliar a produção do ingrediente-chave empregado em remédios tradicionais que supostamente fazem encolher cálculos biliares, são antipiréticos e curam ressacas.

Mas a Guizhentang Pharmaceutical, a maior produtora chinesa de extrato de bile de ursos, deixou de levar em conta o crescente movimento chinês em defesa dos direitos dos animais quando encaminhou seu pedido à Bolsa de Valores de Shenzhen.

A proposta da Guizhentang de triplicar seu estoque de ursos cativos, de 400 para 1.200, provocou ultraje nos setores que se opõem à criação de ursos em cativeiro para a extração de sua bile, um processo que envolve a inserção de tubos em seus abdomens e que é realizado em alguns casos ao longo dos anos.

Manifestantes trajando fantasias de urso fizeram piquetes em farmácias, hackers derrubaram o website da Guizhentang e mais de 70 celebridades chinesas circularam um abaixo-assinado pedindo que a Bolsa de Valores rejeitasse a oferta de ações da farmacêutica.

Em abril, depois de alguns dos maiores veículos noticiosos da China terem mostrado imagens obtidas clandestinamente, exibindo jaulas tão apertadas que os ursos mal conseguiam se mexer, a Guizhentang revogou seu pedido.

Para os defensores do bem-estar dos animais na China, a vitória assinalou a influência crescente de um movimento que é tratado com pouco caso e tachado de burguês e fútil. Seus adversários mais declarados retratam os defensores dos animais como traidores financiados pelo exterior que querem acabar com tradições como o guisado de carne de cachorro, os entalhes de marfim e o pênis desidratado de veado, consumido para intensificar a virilidade.

A advogada Deborah Cao, que escreve sobre direitos dos animais na China, disse que campanhas como a que derrotou a Guizhentang mostram como as mídias sociais uniram a geração de chineses urbanos e bem instruídos. “Trata-se de um movimento de base que contribui para uma sociedade civil emergente que tem consciência dos direitos e das obrigações individuais em relação aos humanos e aos animais.”

Mesmo assim, o governo chinês não está disposto a acabar com o comércio de ácido ursodesoxicólico, o ingrediente ativo encontrado nas vesículas biliares dos ursos. Embora cientistas tenham criado um produto sintético alternativo, os tradicionalistas afirmam que este não possui a mesma força que a bile crua, que é vendida por até US$ 24 mil o quilo -aproximadamente a metade do preço do ouro.

Yang Tingying, vendedora na feira atacadista de medicina chinesa, insistiu que a bile de urso cura problemas hepáticos de todos os tipos, incluindo a hepatite. “É o melhor, porque vem da natureza”, disse, mostrando duas vesículas biliares secas, cuja venda é ilegal.

O comércio de bile de urso aumentou nos últimos 13 anos desde que as autoridades chinesas assumiram o compromisso de reduzir o número de ursos cativos de 7.000 para 1.500. Hoje em dia, há estimados 20 mil ursos em cativeiro em quase cem criações domésticas. Há estabelecimentos do mesmo tipo também no Vietnã, no Laos, em Mianmar e na Coreia do Norte.

Além de circular vídeos mostrando a prática da extração da bile, organizações como a Animals Asia lançam mão de várias armas, incluindo Sun Li, Caesar e Buddha. Estes são alguns dos 158 ursos resgatados que perambulam pelo santuário animal do grupo, nos arredores de Chengdu.

Nicola Field,veterinária do santuário, disse que, em muitos casos, os ursos chegaram magérrimos, com seus abdomens cheios de infecções, hérnias e tumores, sinais típicos de um processo de extração que exige a manutenção de feridas abertas para possibilitar a extração da bile três vezes por dia.

Os dentes dos ursos invariavelmente estão desgastados, de tanto roer as barras de suas jaulas, e seus pés frequentemente se encontram em estado lastimável, porque poucos dos animais algum dia chegaram a andar.

No ano passado, Fang Shuting, presidente da Associação China de Medicina Chinesa Tradicional, chegou a insinuar que os ursos gostam do processo. “É natural, fácil e indolor. Depois de realizada a extração, os ursos podem brincar, felizes, lá fora.”

Fonte: Folha

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