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Setembro Verde: cadelinha paraplégica precisa de um novo lar no Recife (PE)

Setembro verde: cadelinha paraplégica precisa de um novo lar em Pernambuco
Foto: Arquivo pessoal/ Moacir Lago

O mês de setembro é marcado pelo início da primavera, mas também é o mês oficial da inclusão da pessoa com deficiência. Pensando nisso, foi criada a campanha Setembro Verde em 2015 pela Federação das APAES do Estado de São Paulo (FEAPAES-SP), em parceria com a APAE de Valinhos (SP).

O mês foi escolhido por abrigar o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, que é comemorado todo dia 21 de setembro. A campanha tem o intuito de promover atividades voltadas para a inclusão social e dar visibilidade à causa da pessoa com deficiência.

Mas, além dos humanos, os animais também precisam ser lembrados nessa data, porque igualmente às pessoas que sofrem com algum tipo de deficiência, os animais com alguma incapacidade física também são vítimas de preconceitos e principalmente do abandono.

Esse é o caso da cadelinha Sucupira que foi abandonada em frente à casa do artesão Moacir Lagos, 46 anos, morador do bairro da Aldeia, na cidade de Camaragibe, na Grande Recife. “Abandonaram cinco cachorros no meu terreno, uma adulta e quatro filhotes. A Sucupira era um dos filhotes, doei os outros filhotes e fiquei com ela e com a cadela adulta”, lembrou o autônomo em entrevista à ANDA.

Setembro verde: cadelinha paraplégica precisa de um novo lar em Pernambuco
Foto: Arquivo Pessoal/ Moacir Lago

Mas para infelicidade da cadelinha, ela contraiu duas doenças: a cinomose canina e a doença do carrapato, provocando paralisia nas suas patas traseiras. “No começo desse ano teve um surto de cinomose e doença do carrapato aqui no bairro de Aldeia, vários cachorros ficaram doentes e como de vez em quando elas fugiam quando eu estava fora de casa, elas entraram em contato com outros cachorros que tinha aqui e todos adoeceram”, declarou o cuidador.

Veja no vídeo abaixo, como se encontra a pequena cadelinha Sucupira na casa do seu tutor.

O que é a Cinomose?

A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa que afeta cachorros causada por um vírus da família Paramyxovirus, do gênero Morbilivírus. Ela é altamente contagiosa e costuma acometer cães que ainda não terminaram o esquema vacinal (filhotes) ou que não costumam receber o reforço anual da vacina múltipla (V8-V10 ou V11) provocando por muitas vezes fraquezas nas patas traseiras.

Para a médica veterinária Carolina Ferreira, 43 anos, que trabalha no atendimento clínico a cães e gatos, no hospital veterinário Cão Bernardo, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, animais com algum tipo de incapacidade motora pode viver normalmente por muitos anos. “Lógico que animais com uma paraplegia são mais suscetíveis a terem uma expectativa de vida de menor, mas isso não impede que ele possa viver muitos anos ainda”, ressaltou a profissional.

“No hospital eu trato de um animal que ele tem apenas um rim, a agente monitora todos os dias, ele tem uma deficiência importante, a gente precisou retirar uns ossinhos por causa de uma doença, mas ele vive até o momento muito bem, lógico que ele não vai viver igual os outros animais. Mas, vai viver super bem”, acrescentou Carolina.

Amor incondicional

Animais portadores de deficiência física precisam ser amados, cuidados e respeitados. Pelo fato de não apresentarem um corpo perfeito, sofrem rejeição durante a vida. Para eles, a procura de um lar é sempre difícil, mesmo com a ajuda de feiras de adoção. A maior dificuldade está no preconceito e na falta de informação.

Um animal deficiente envolve muito mais responsabilidade do que um outro animal sem limitação física. Isso ocorre porque além de requerer os cuidados do cotidiano e de rotina, como levar para passear, limpar suas necessidades, alimentá-los, banhá-los e brincar com eles, também são necessários cuidados com a sua limitação.

Porém, todos aqueles que tem feito o ato solidário e generoso de adotar um animal com deficiência, afirmam que não se arrependem. Por quê? Segundo eles, deve se ao fato que esses animais, que têm alguma limitação, são muito amorosos, ternos e gratos do que aqueles que não a têm.

Para Carolina Ferreira, adotar um animal com deficiência é um aprendizado mútuo. “Para os animais é uma oportunidade de alguém dar uma qualidade de vida, já que eles precisam e necessitam de uma atenção especial. E também é importante para as pessoas aprenderem muito sobre a importância de valorizarmos as nossas vidas. Os animais deficientes mostram muita força de vontade de sobreviver comparados a nós seres humanos”, finalizou a veterinária.

Novo lar

Segundo o autônomo Moacir lago, tutor da pequena cadelinha Sucupira, atualmente o pequeno animal é vítima de constantes infecções que deixam ela bem debilitada e com uma paraplegia parcial das duas patas traseiras.

“A sucupira conseguiu sobreviver ao surto de cinomose que matou muitos cachorros aqui em Aldeia, conseguimos levá-la ao veterinário e ela foi diagnosticado com essa doença também. Hoje, a Sucupira vive, mas, com muitas dificuldades de se locomover, tendo que se arrastar pelo chão e com várias infecções pelo corpo”, disse o tutor da pequena cadelinha.

Foto: arquivo Pessoal/ Moacir lago

Para o artesão essa é uma situação complicada já que, infelizmente, não tem condições de pagar um tratamento ao pequeno animal. “Sou pai de cinco crianças e tenho muitas dificuldades de alimentá-la de forma adequada, pois a prioridade nesse momento tem sido o sustento da minha família”, declarou Moacir.

Ressaltando que no momento o essencial seria encontrar um novo lar para a pequena cadelinha, uma casa que pudesse tratar e cuidar e dar todo amor necessário ao pequeno animal. “Não temos condições de sustentar dignamente uma cadela com um tipo de comprometimento que ela tem. Caso alguém possa e queira adotá-la vai ajudar muito a Sucupira a continuar vivendo dignamente”, acrescentou o artesão.

De uma oportunidade para essa linda cadelinha continuar alegrando a vida das pessoas, adote essa princesa. Quem quiser adotar a cadela Sucupira pode entrar em contato com Moacir Lago (81) 99666-4443 ou pelo e-mail: moalago@gmail.com.

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Sapatos para cães podem gerar doenças e feridas, explica veterinária

Os animais sentem frio e isso não é segredo. Muitos tutores optam por colocar roupinhas nos cães e gatos para esquentá-los, o que pode ser uma ótima escolha no inverno. Mas e o sapato para cachorro? O uso de calçados nos animais está cada vez mais popular, e para explicar em quais casos eles realmente devem ser usados, a veterinária e diretora clínica Grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, explica algumas questões.

Foto: shutterstock

“Não vejo necessidade alguma no uso de sapatos em animais, além de considerar esse uso prejudicial aos animais”, conta Caroline. A veterinária explica que se o tutor realmente fizer questão, a recomendação é de que o item não seja usado com frequência. “E assim que retirar o sapato do animal, faça a higienização dele”, completa.

Os principais motivos para os tutores quererem usar sapatos são: manter a higiene ou proteger as patinhas do calor nos tempos mais quentes. “Se o uso do sapatinho estiver atrelado a manter a higiene após passeios na rua, podemos resolver isso facilmente com o uso de lenços umedecidos próprios para animais assim que o animal retornar a sua casa; mas se o intuito é proteger as patinhas do calor, basta evitar passeios em horários de maior incidência solar”, diz.

O calçado não protege o coxim (as “almofadinhas” nas patas dos cães) e pode até prejudicá-lo. “O coxim está preparado fisiologicamente para amortecer o caminhar do animal e fazer a troca de calor, por isso, ao usar sapato a pata do animal continuará fazendo essa troca, mas desta vez, o calor ficará preso no sapato”, revela. E se o calor ficar preso, isso pode ajudar na proliferação de fungos e outras doenças.

Outro problema são as unhas, que precisam ser desgastadas. “Com a unha não desgastada, o animal acabará machucando essa região”, explica Caroline. E esses machucados vão desde leves incômodos até cortes profundos. “E qualquer tratamento nesta região é muito complicado, uma vez que a área está sempre em contato com o solo e o animal costuma lamber qualquer medicamento colocado ali”, completa a veterinária.

Por fim, Carolina explica então que o uso de sapatos em cachorros deve ser feito em apenas uma ocasião: o tipo de terreno que ele for pisar. “Terrenos rochosos, com pedregulhos, vidro e outras situações semelhantes, e sempre usado com moderação.”

Fonte: Canal do Pet


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Laudo veterinário conclui que crueldade é intrínseca ao transporte de animais em navios

O laudo veterinário emitido após inspeção técnica realizada no navio NADA, atracado no Porto de Santos com mais de 27 mil bois em suas dependências, produzido pela médica veterinária Magda Regina, concluiu “que a prática de transporte marítimo de animais por longas distancias está intrínseca e inerentemente relacionado à causação de crueldade, sofrimento, dor, indignidade e corrupção do bem-estar animal sob diversas formas”. A inspeção foi realizada pela veterinária após determinação da Justiça Federal.

Bois mantidos em navio tem corpos repletos por fezes e urina (Foto: Magda Regina)

De acordo com o parecer da veterinária, os andares inferiores do navio são os que possuem pior condição de higiene, considerada precária pela especialista. Segundo Magda, a imensa quantidade de urina e excrementos produzida e acumulada no período de sete dias – desde o início do embarque, em 26 de janeiro, até o dia 1 de fevereiro, quando a inspeção foi realizada – propiciou impressionante deposição no assoalho de uma camada de dejetos lamacenta. “O odor amoniacal nesses andares era extremamente intenso tornando difícil a respiração”, afirma.

Magda relata ainda que em alguns andares da embarcação o sistema de ventilação artificial buscava atenuar o efeito do acúmulo de gases e odores, resultado também da decomposição do material orgânico bovino. Para isso, provocava poluição sonora (em decibéis), classificada pela especialista como claramente inoportuna “dado seu elevado grau de ruído”.

Informações passadas por um veterinário embarcado que acompanhou a inspeção dão conta de que, após zarpar do porto, os pisos dos locais onde são mantidos os animais são lavados a cada cinco dias. Considerando que em sete dias sem lavagem foi encontrado pela veterinária um ambiente extremamente precário, conclui-se que, durante a viagem, os animais são frequentemente expostos a grande quantidade de urina e fezes. A lavagem realizada durante o trajeto é feita mediante “jatos de água emitidos por uma mangueira de largo calibre e baixa pressão” que conduzem a sujidade a um tanque de armazenamento que, depois, sem qualquer tratamento, lança o conteúdo descartado ao mar, poluindo o meio ambiente e interferindo gravemente na vida marinha.

Animais são transportados em baias superlotadas (Foto: Magda Regina)

Os jatos de água utilizados para lavar o ambiente devem certamente apenas aliviar a sujeira, considerando a impossibilidade de limpar completamente um local repleto de animais. Além disso, apesar de ser alegado pela empresa o uso de jatos de baixa pressão, o ato de jogar água em um ambiente superlotado, com animais estressados e exaustos, pode contribuir para o aumento do estresse causado aos bois.

Enquanto o navio é mantido atracado, como tem acontecido desde o último dia 26, a situação é ainda pior, já que a embarcação não recebe qualquer tipo de limpeza, condenando os bois à total insalubridade.

É descrito também pela veterinária a presença de um setor específico do navio denominado “graxaria”. No local, um equipamento tritura os animais que morrem durante a viagem. Os restos mortais são lançados ao mar, em mais uma prática poluidora que acarreta graves prejuízos ao equilíbrio ambiental.

A morte de animais durante o trajeto, devido à insalubridade e aos maus-tratos, é frequente. De acordo com Magda, “o óbito de animais está intrinsicamente ligado à prática de transporte marítimo de carga viva”. Os ferimentos também são constantes. As oscilações “intrínsecas e naturais das correntes oceânicas” e os “movimentos pendulares da embarcação” podem ocasionar a perda de equilíbrio dos animais, que são de natureza terrestre e não marítima, e “causar acidentes traumáticos e sério desconforto fisiológico”. Além disso, acidentes também podem acontecer quando animais deitam no chão, reduzindo o espaço dos outros bois que estão ao seu lado, o que facilita “a ocorrência de tombos ou acidentes assemelhados”.

Animais mortos são triturados e têm os restos mortais jogados em alto mar (Foto: Magda Regina)

A estrutura da embarcação também facilita que os animais se acidentem. “A estrutura dessas embarcações não é adequada para este fim. A título de exemplo, o navio NADA, construído em 1993, foi adaptado em 2012 na China, a partir de uma embarcação especializada no transporte de contêineres. Portanto não foi planejado e construído visando o transporte de animais. Toda a estrutura dessas embarcações é metálica, inclusive pisos e divisórias. Percebe-se que o piso torna-se extremamente escorregadio quando na presença de grandes quantidades de fezes e urina acumuladas no assoalho – o que é a regra. Portanto, sim, os riscos para ocorrência de acidentes com os animais é de altíssimo grau”, escreve Magda.

A superlotação não só do navio, mas dos caminhões, também é extremamente prejudicial aos animais. Segundo a veterinária, “no interior dos caminhões não há mínima possibilidade de mudança de posição do animal uma vez embarcado. No navio, embora haja possibilidade de mobilidade animal mínima em alguns bretes, para o caso de sua lotação não ser extrapolada, a mobilidade em geral é também severamente reduzida e/ou comprometida”. A ausência de espaço impede ainda que os animais descansem ou se movimentem livremente. E, segundo a especialista, quando um dos animais deita, exausto, no chão, ele não só diminui o espaço dos outros bois como também é obrigado a ter “contato íntimo com seus dejetos e os dejetos de outros animais”.

O ambiente no qual os animais são mantidos, repleto de fezes e urina, é de extrema insalubridade (Foto: Magda Regina)

Em relação ao fornecimento de água e comida, a veterinária explica que enquanto o navio está atracado, a quantidade de água fornecida é modesta. Ela passa a ser satisfatória apenas após o navio estar em alto mar, já que nesse momento a água fornecida aos animais é diretamente retirada do mar, onde há abundância, e submetida a um processo de dessalinização. Muitos dos comedouros e bebedouros, entretanto, possuem “detritos de fezes e clara presença de ferrugem”.

A quantidade de veterinários presentes na embarcação é insatisfatória, sendo de um a três profissionais, que seriam assessorados por cerca de oito funcionários que trabalhariam em turnos. “O mesmo é dizer que em sendo três veterinários embarcados responsáveis pela assistência médica e inspeção, teríamos a proporção de um veterinário para cada 9000 animais em confinamento”, afirma Magda. Entretanto, mesmo que houvesse um número elevado de profissionais na embarcação, os problemas de saúde dos animais não poderiam ser resolvidos, segundo a veterinária, devido à “enorme dificuldade de administrar intercorrências clinicas em grandes planteis”.

Os dejetos produzidos pelos animais são frequentemente abordados no laudo elaborado pela especialista. Segundo ela, “a produção de dejetos (excrementos e urina) pelos animais nesses ambientes fechados, os expõe de maneira íntima e constante a um cenário de intensa insalubridade”.

Comedouros e bebedouros possuem detritos de fezes e ferrugem (Foto: Magda Regina)

Quanto à ventilação, níveis de temperatura e umidade dos locais onde são mantidos os bois, a veterinária conclui que “a embarcação realiza ventilação e exaustão dos pisos inferiores provocando severa poluição sonora e garantindo incompleta circulação e renovação dos gases lá encontrados. Decorre daí o registro de temperaturas elevadas nesses recintos assim como taxas de umidade extremas que comprometem claramente o bem-estar animal”.

Magda afirma ainda que o transporte de animais por longos períodos, seja por meio terrestre ou marítimo, sujeita os bois a uma experiência completamente alheia à sua natureza originária. “A insalubridade a que são expostos, o movimento dos veículos (tais como frenagem, balanço, variação de velocidade, manobras veiculares bruscas), o confinamento demorado, as restrições hídricas e alimentares, etc, impos de animais por longos períodos e distâncias, seja por meio terrestre como por meio marítimo, sujeita estes organismos a uma experiência completamente alheia à sua natureza originária”, diz a médica veterinária.

Nas considerações finais do laudo, Magda conclui que “são abundantes os indicativos que comprovam maus tratos e violação explícita da dignidade animal, além de ultrapassar critérios de razoabilidade elementar as cinco liberdades garantidoras do bem estar animal”.

Confira o parecer da médica veterinária na íntegra clicando aqui.

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Pesquisa conclui que gatos amam tanto seus tutores quanto os cães

Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Veterinária explica que “gato ama incondicionalmente, mas de uma forma livre” (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa feita por três cientistas norte-americanos revelou que entre as atividades de interagir com humanos, se alimentar ou brincar, metade dos gatos estudados preferiram a interação com pessoas, sendo eles de abrigos ou com tutores.

“A gente acha que não, mas os gatos gostam muito da companhia de pessoas, especialmente dos tutores. Sentem-se acolhidos, cuidados e seguros”, afirmou a médica veterinária Luciana Deschamps, da clínica Sr. Gato, ao jornal Metro.

A veterinária explica que a forma de socialização de cães e gatos é bem distinta. O cão sai quase todos os dias para passear, tendo contato com outros cães e pessoas. Já o gato não precisa e nem quer isso, pois para ele, o tutor e a casa bastam para mantê-lo feliz, mesmo que conviva com outros de sua espécie.

Mas muitas pessoas continuam preferindo cães a gatos, achando que os felinos são mais frios e desapegados aos tutores que os cães. Sobre as formas de amar das duas espécies a veterinária explica:  “O gato ama incondicionalmente, mas de uma forma livre. Muitas pessoas não estão acostumadas a isso, querem a atenção do animal toda a hora, querem que ele sempre obedeça, são muito possessivas. O gato não tem que, nem vai, obedecer sempre”.

Luciana diz ainda que ninguém espera mais o tutor chegar em casa do que os gatos, pois amam estar em sua companhia. “Eles dormem com os tutores, ficam ao lado quando estamos lendo ou trabalhando e, especialmente, se estamos doentes. Eles são muito leais e preocupados”, diz.

Ela ainda explica que a intensidade da relação entre humano e gato deve ser estimulada não só pelo animal. “Se não dermos afeto, não mostrarmos que nos importamos, mais do que só alimentando, o gato vai perceber e aí sim vai se afastar do guardião.”

 

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Número de animais abandonados aumenta em Campinas (SP) no final do ano

As viagens de final de ano provocam o aumento do abandono de animais que tem lar.  O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campinas não tem mais vagas para cães. “É um período que muita gente larga o cachorro porque não encontra ninguém para cuidar. O número de chamados aumenta cerca de 40%, inclusive de gente que quer deixar o cão aqui porque não o quer mais, só que não aceitamos. A responsabilidade de encontrar uma novafamília é do tutor”, afirmou a médica-veterinária do CCZ, Marisa Denardi.

Segundo ela, as solicitações para recolher cães soltos nas ruas cresce no período de férias e final de ano. Entretanto, pela impossibilidade de atender a essa demanda, muitos casos não são atendidos. “Infelizmente aumenta muito o número de casos. Hoje temos por volta de 80 cães, e cerca de 30 são pitbull”, explicou.

Marisa disse que o critério para que os animais sejam recolhidos pelo CCZ é que estejam soltos mas, além disso, precisam apresentar um quadro de doença, sofrimento, que tenham mordido alguém ou vítimas de atropelamento. “É preciso conscientizar os tutores que eles são responsáveis pelos animais e que é crime o abandono. Se não tem com quem deixar, deve levar para um hotel para cães. Deixa solto na rua não resolve”, disse.

Com informações de Cosmo

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Comércio de Animais

Apesar do comércio de animais envolve quase todas as espécies que possamos ter em mente, vou me ater àqueles animais domesticados, de pequeno porte, considerados de companhia, de modo específico, os cães e os gatos.

Mas para falarmos sobre comércio de animais, antes de mais nada necessário se faz, começarmos pela definição do que vem a ser comércio. Pelo dicionário, comércio é: Permutação, troca, compra e venda de MERCADORIAS ou PRODUTOS.

E a história nos relata o quanto é antiga esta atividade. Citando somente um exemplo, na antiguidade, os egípcios a 3.200 AC já praticavam o comércio. E o que eles comercializavam?Um número muito grande de produtos, como especiarias, incenso, papiro, artesanato em cerâmica e, além destes produtos, já comercializavam animais.

As civilizações foram se sucedendo, muitos hábitos, costumes foram se alterando nas mais diferentes partes do mundo, mas o comércio de animais atravessou o tempo e continuou a ser praticado sem qualquer questionamento ou pudor até os dias de hoje.

Recebemos esta “herança”, este” legado” e passivamente temos
perpetuado esta prática aviltante contra os seres vivos. A ciência vasculhou o macro e o micro cosmos.    O nosso calendário gregoriano registrou recentemente a nossa entrada no século XXI, chegamos ao terceiro milênio.
Atingimos a era das sondas espaciais, da robotização, de sofisticadas tecnologias, da física quântica, da nanotecnologia, da codificação do genoma…mas ainda comercializamos seres vivos!

Não é preciso estudar medicina veterinária para aceitarmos a informação de que os animais sofrem.

A anatomia e a fisiologia ( estudo do funcionamento dos órgãos e sistema do corpo de um cão ou de um gato) são de tal forma, semelhantes
ao nosso, que se olharmos somente as estruturas físicas, sem nos atermos às dimensões, dificilmente identificaremos a quem pertence estas estruturas, tamanha a semelhança entre eles e nós.

De modo particular, o estudo do sistema nervoso periférico e central de um cão ou gato, de igual modo também nos revela essa semelhança.Se eu for queimada, cortada ou sofrer qualquer injúria física, a sensação de dor que vou experimentar é essencialmente a mesma que um animal irá experimentar se ele, de igual modo, for queimado, cortado ou sofrer alguma injúria física.

Os receptores para dor que existem em nosso corpo e que levam as informações ao cérebro trabalham de igual modo em nós, como nos
animais.

Se formos privados de liberdade e de interagir com elementos de nossa espécie, isto com certeza provocará um significativo sofrimento emocional em nós.

De igual modo, se um animal for privado de liberdade, de estabelecer interação com seus pares, de seguir seus impulsos naturais, de viver de modo inerente à sua espécie, isto também lhe causará um sofrimento psicológico, emocional, que se traduzirá na diminuição da competência do seu sistema de defesas orgânico, o chamado sistema imunológico.

Então, levando-se em conta que basta ter uma inteligência razoável e alguma sensibilidade para entender e aceitar estas informações, porque ainda assistimos passivamente os cães e os gatos serem tratados como coisas, como produtos?

Deveria causar-nos estranheza que toda esta tecnologia altamente
sofisticada que desenvolvemos, que esta alta intelectualidade que presenciamos nos membros de nossa sociedade, possa coexistir, passiva e
omissa com uma prática degradante que reduz seres vivos que sentem e
sofrem como nós, à condição de mercadorias.

Se saíssemos daqui agora, deste auditório e, lá fora nos deparássemos próximo ao mercado púbico, com um tablado e em cima dele, homens de diferentes idades, acorrentados pelos tornozelos, com uma tabuleta ao pescoço que especificasse suas características, e próximo a eles, um humano livre, promovendo o comércio destas pessoas, certamente que esta cena nos causaria uma grande indignação, um profundo mal estar.

Muito inclusive tentariam fazer algo para impedir, o que classificariam como uma indignidade, uma violência.

Acontece que esta cena, hoje hipotética há não muito tempo atrás, era uma realidade, bem aqui em nosso país, bem aqui em nosso estado também.
Todos sabem que me refiro ao período da escravatura da raça negra
no Brasil. Mas um dia, toda aquela arbitrariedade, toda aquela violência teve um fim. E como isso foi possível?

Foi possível porque alguns homens sensíveis, com idéias libertárias, muito lutaram para que isso se tornasse realidade.

Tudo iniciou quando algumas pessoas que se indignavam profundamente com aquela situação de abuso, de exploração, começaram a perceber que não estavam sós. Que outras pessoas pensavam como elas e começaram a trocar ideias, a se aglutinarem. A planejarem estratégias para devolver a liberdade àquelas pessoas.

Suas ideias lhes soavam arrojadas e mesmo temerárias porque
desafiavam um sistema estabelecido de opressão que não tolerava interferência.

Mas, se por um lado havia a ousadia da tirania, por outro havia a ousadia da bondade, da compaixão.

A história é rica em relatos vergonhosos de opressão e de lutas que se travaram para libertarem minorias oprimidas.

Citando Allan Kardec : ” Toda idéia nova encontra forçosamente oposição e não há uma única que tenha se estabelecido sem lutas.”

Então, se nos comportamos assim com seres semelhantes a nós, que
verbalizam seus temores, seus anseios, suas dores, compreende-se o quão facilmente é, para os seres humanos, subjugarem os animais e colocá-los
na categoria de ” coisas comercializáveis”.

Todos nós, algum dia já ouviu alguém dizer que ama os animais. Na
verdade, esta afirmação é bastante corriqueira. Deduz-se que vivemos em
uma sociedade amigável aos animais !

Não, não somente não vivemos em uma sociedade amigável aos animais,
como temos transformado a vida deles num verdadeiro pesadelo tamanho o
desrespeito com que temos tratado suas vidas. A criação de cães e gatos para venda é algo vil, tão indigno de nossa condição de seres pensantes que se não estivéssemos cegos como estamos pela ganância e vaidade, esta prática já teria sido banida de nossa sociedade há muito, mas muito tempo.

Mas não podemos esquecer que em toda atividade que envolve troca,
permuta, tem que haver dois indivíduos para que tal aconteça. Logo, se numa ponta desta prática está alguém explorando fêmeas a parir em nome do lucro, na outra ponta está o comprador, ou seja, outro  ser humano inconsciente que alimenta a cultura da exploração.

A prática do comércio de animais está tão arraigada em nossa cultura que a maioria das pessoas não percebe suas reais implicações éticas, psicológicas, sociais e legais.

Presenciar um filhote em uma vitrine ou numa gaiola de uma pet shop, oferecido como um produto é algo deplorável. É um atestado de nossa falência moral. Reflete do que somos capazes de fazer em nome do lucro.

Ficamos cegos e surdos à dor, ao sofrimento daquele pequeno ser que foi arrancado da companhia de sua mãe e irmãos de ninhada, privado daquilo que lhe é mais caro: segurança,alimento,calor e interação.

Alguns dirão: mas nem todos os filhotes estão em vitrines ou gaiolas! Sim, onde estão? Nos canis, nos gatis, mas se estão à venda, não importa onde, estão sendo considerados mercadorias.

A sensação que um filhote experimenta ao ser afastado precocemente
de sua mãe é algo extremamente traumático para ele e isso se refletirá em seu comportamento, com possíveis sequelas comportamentais de difícil
reversão.

Por outro lado as mães, privadas de seus filhotes, exauridas de tanto gestarem, um cio após o outro.

Muitas morrem mais cedo devido ao desgaste orgânico das múltiplas
gestações, outras adoecem e outras ainda rejeitam as crias por pura incapacidade física e psicológica, oriundas do stress das gestações sucessivas.

Mas, os humanos são tão zelosos com seus próprios filhos, não?Qualquer relato negativo envolvendo um filhote humano, ou seja, uma criança, gera quase sem exceção uma reação imediata de repúdio por parte das pessoas. Mas porque ficamos tão indiferentes ao sofrimento dos demais
filhotes e suas mães? Porque não nos indignamos e damos um basta à
exploração de cadelas e gatas, tratadas como “máquinas de parir”, matéria prima para a “indústria de filhotes”, para atender a ganância e vaidade humana?     Por quê?Porque as pessoas em nossa sociedade compram animais?

Quando me formei na década de 80, comecei a presenciar em minha
rotina profissional, os reflexos da vaidade humana na vida dos animais.
Constatei com pesar que muitos buscavam um animal para atenderem sua
vaidade, submetendo-se a um certo ” modismo”.

Lembro que primeiro vieram os Dobermans, depois os Pastores Alemães, depois os Rottweillers, depois os Pitbulls, depois…depois…     No porte pequeno vieram os Pequineses, os Fox Paulistinhas, os Poodles, os Cockers. Mais recentemente, os ” top de linha”, os Yorkshires, que as enininhas desfilam em suas bolsas como adereços de luxo, simbolizando status econômico.

Outras passeiam com seus Poodles tosados, vestidos e enfeitados,
compartilhando a calçada com cãezinhos magros, de olhos tristes, farejando migalhas no chão. Mas por que as pessoas dão tanta importância à raça de um animal?Por que elas não conseguem sintonizar com a essência dos animais? Por que precisam se ater à forma, à aparência? Por que, ao invés de comprarem, não adotam um animal abandonado?Por quê?

As pessoas dizem que amam os animais. E eu lhes pergunto: quais animais? Para a maioria cabe a resposta: amam seus próprios animais. E olhe lá. Arrisco dizer que a maioria das pessoas não ama os animais, simplesmente pelo fato de que elas não sabem o que é amar um animal.

Amar não é uma experiência sensorial.Quando uma pessoa olha para um animal e acha ele bonito, ela está tendo uma experiência sensorial, ou seja, ela está vendo algo que agrada seu senso estético. Aquela imagem lhe dá prazer, e ela passa então a querer aquele objeto de prazer, próximo a si. Mas isto não é amor.

Quando uma pessoa acaricia o pêlo de um animal e acha agradável,
gostoso o toque, esta pessoa está tendo uma experiência sensorial. O tato lhe dá prazer. Mas isto também não é amor.Amar transcende. Quem ama respeita e não pode haver respeito quando se compactua com a exploração. Quem ama de verdade os animais, não escolhe porte ou aparência.

Em uma sociedade materialista, com valores distorcidos, com o culto do TER em detrimento do SER, fácil entender alguns fenômenos sociais nos quais os animais são usados, inconscientemente, como símbolos.

Muitas pessoas buscam comprar um animal de raça porque eles simbolizam status econômico. Quem comprou, pagou. Quem pagou, tem dinheiro. E em nossa sociedade, quem tem dinheiro tem algum poder.

Para outras pessoas, o animal de raça supre uma sensação de baixa auto-estima. Ao passear com um animal de raça definida, a pessoa sente-se mais valorizada. Ao contrário, desfilar com um ” vira-lata” pode ser muito desafiador para um ego pouco desenvolvido.

O temor inconsciente de ser classificado de igual forma ao animal sem raça, ou seja, como ” sem valor”, faz com que elas repudiem a idéia de adotarem o sem raça definida.

Temos ainda os pitboys. Jovens com baixa escolaridade, de classe
social menos favorecida, mergulhados numa cultura violenta, buscam um cão de raça vigoroso, que simbolize força e cause temor e ” respeito” entre seus companheiros. Estes jovens não têm consciência de que precisam de um cão para serem aceitos e ” respeitados” em suas tribos.

E são estes jovens que têm feito da vida de centenas de cães da raça Pitbull um verdadeiro inferno, pobres animais estimulados à agressividade, vítimas da estupidez humana e omissão das autoridades constituídas, que na maioria das vezes nada faz para coibir este estímulo à violência.

E assim, os animais de raça definida vão servindo aos propósitos de uma espécie psicologicamente desequilibrada, empobrecida de valores mais nobres, que os usa como muletas para suprir suas deficiências psicológicas. E agindo assim, temos perpetuado o holocausto daqueles que não conseguem um lar e a exploração daqueles a quem dizemos amar.

Milhões de animais, cães e gatos sadios são mortos por ano em abrigos públicos, os chamados CCZs – Centro de Controle de Zoonoses- a maioria, rejeitados, abandonados, por não se enquadrarem num padrão estético, outros, por cruel ironia, são igualmente eliminados mesmo possuindo uma definição racial que os tornou vítimas de sua própria aparência, na medida em que foram criados em série, vendidos e depois abandonados.

Muitos crêem equivocadamente que animais de raça definida sempre terão quem os queira. Mas ter quem os queira, não significa em absoluto que serão cuidados, que se responsabilizarão por eles. Nossa rotina veterinária mostra isso com dolorosa clareza.

Acredito que todo colega veterinário que trabalhe com clínica de pequenos animais, vivencia a desagradável situação de atender filhotes recém adquiridos das feiras de filhotes. Eles chegam trêmulos, nos braços de seus tutores, com olhar sem brilho, assustados, inseguros pelo afastamento de suas mães.

Um número imenso deles apresenta problemas físicos diversos desde tenra idade como verminose, parasitas externos, desnutrição e infecções virais.    Freqüentemente estes filhotes vão a óbito. Seus novos tutores mostram-se nesta ocasião profundamente irritados pelo fato de terem gasto dinheiro e perderem o animal. Tentam contato com os vendedores não raro, não os encontrando. Os que conseguem o contato, após alguns telefonemas, estabelecem que receberão outro filhote.Afinal, tudo não passa de uma transação comercial!    Produtos com defeitos são trocados, substituídos. Para filhotes mortos, filhotes repostos.

Para algumas pessoas mais sensíveis, a experiência dolorosa de perder o filhote provoca uma reflexão e percebem o quão cruel é o sistema que fomentaram ao comprar o animal. Mas estes infelizmente são a minoria, diria mesmo, uma raridade.  A maioria continuará a buscar um cão ou gato na próxima feira ou pet shop.Há muitos anos, os militantes da defesa dos animais lutam com tenacidade para pôr um fim a uma das maiores atrocidades cometidas contra os animais, que vem a ser o extermínio em massa praticado em cães e gatos sadios pelos órgãos públicos, numa tentativa equivocada, anti-ética, ultrapassada e ineficaz de controle populacional.

E, enquanto uns buscam incessantemente o controle populacional ético, estimulando esterilizações, adoções, promovendo palestras educativas, outros estimulam nascimentos, produzem ” fábrica de filhotes”, exploram fêmeas a parir, tudo em nome do lucro, da ganância, da vaidade humana.

Vão à contramão da solução viável, acentuando o desequilíbrio nestas populações, indiferentes à sorte destes animais, cegos a uma realidade grotesca que vitimiza os inocentes, os indefesos e se omite frente aos exploradores.

 Os cães e os gatos vivem um verdadeiro drama nestas selvas de concreto, as denominamos cidades modernas.Nascem em grande número e são abandonados à própria má sorte por pessoas egoístas, inconseqüentes que cultuando a ” síndrome de Pilatos” lavam as próprias mãos e viram as costas para o trágico destino destas sensíveis e vulneráveis criaturas.

O poder público por sua vez, promove seu extermínio biocida tratando-os como pragas urbanas, não percebendo ou não querendo perceber as verdadeiras causas envolvidas nesta questão. O comércio de animais é um dos grandes agravantes do drama da superpopulação de cães e gatos.E o que o poder público faz para coibir esta prática? Os animais têm nos dado muito. Acrescentam muito às nossas vidas, mas nós não temos retribuído da mesma maneira a eles. Mahatma Gandhi dizia: ” A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo como seus animais são tratados.”    Mas os canis públicos e particulares estão lotados neste exato momento, povoados por latidos e miados lastimosos que clamam liberdade e carinho. Estão lotados pelas vítimas da nossa vaidade, da nossa insensatez, da nossa inferioridade.

Sabemos que o preconceito, que se constitui  uma das maiores manifestações de violência, tingiu a história da humanidade de sangue e horror. O nazismo exemplifica com clareza onde podemos chegar a nome do
preconceito racial.Temos nos outorgado o direito de tiranizar a todos aqueles seres vivos, independentemente da espécie a qual pertençam, quando os consideramos de menor valor.O novo milênio chegou trazendo um desafio a todos nós: mudarmos os paradigmas vigentes e colocarmos outros em seu lugar. Mas como se faz isso?

Quinto Horácio Flaco, poeta latino que viveu entre 65 a 8 AC,
dizia: ” Ousa saber. Começa.”, Comecemos nos conhecendo.

Comecemos tendo a coragem de nos olharmos com realismo e encararmos de frente o grande inimigo que ainda habita dentro de nós mesmos e nos faz cometer toda sorte de crueldades e desrespeito contra a vida.

Porque enquanto insistirmos em nos vermos com olhos benevolentes, sob uma ótica ingênua, não conseguiremos operar as mudanças necessárias para tornarmos este mundo um lugar ecologicamente equilibrado para as futuras gerações de todas as espécies.

O homem é somente mais uma espécie. Não é, nem nunca foi o centro da criação.    Precisamos ajudar os homens a libertarem-se de sua condição de algozes, de exploradores. Precisamos auxiliar os homens a abandonarem o comodismo e ajudá-los a perceber que são capazes de fazer diferente e melhor. A fazerem algo mais nobre pela vida como viver e deixar viver.

Porque errar é humano, persistir no erro, é maldade.    Acordemos.




Vanilda Moraes Pintos,Médica Veterinária,Coordenadora do Grupo Amigo Bicho da Sociedade Vegetariana Brasileira-Rio Grande/RS,
Diretora Administrativa do MGDA- Movimento Gaúcho de Defesa Animal-Porto Alegre/RS

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Antibióticos aplicados em animais estão afetando humanos

Uma prática aplicada nos Estados Unidos está prejudicando dezenas de cidadãos e colocando suas vidas em risco. O uso de antibióticos em animais, como a penicilina, por exemplo, gera uma linhagem de bactérias resistentes a outros antibióticos.

Não só pessoas que vivem no campo, em fazendas, e têm contato direto com animais, mas cidadãos que habitam grandes centros urbanos também correm o risco de se infectarem pela bactéria.

Os fazendeiros dos EUA normalmente aplicam cerca de 8% a mais de antibióticos a cada ano em criações de porcos, gado e galinhas para tratar infecções no pulmão, no sangue e na pele. Porém, foi constatado que 13% dos antibióticos utilizados em propriedades rurais norte-americanas, no ano de 2008, foram aplicados em animais sadios, para que se desenvolvessem mais rapidamente.

“Esse assunto é extremamente sério e deveria ser analisado globalmente, pois é um problema que, se não for resolvido, poderá prejudicar humanos e animais de todas as partes do mundo”, explica a médica veterinária e tutora do Portal Educação, Danielle Pereira.

Fonte: Universo Alimentos

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Polícia incentiva denúncias contra pet shops irregulares

Após o fechamento de um pet shop que funcionava irregularmente na Vila Ieda, em Campo Grande, o delegado Fernando Villa de Paula, titular da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista), faz um apelo à população para que denuncie estabelecimentos que cometem maus tratos a animais.

Foto: Reprodução/Campo Grande News
Foto: Reprodução/Campo Grande News

O delegado desconhece a existência de mais pet shops como este na Capital e informa que, para que esses locais sejam investigados, é necessário que a delegacia receba a denúncia. Por isso, caso alguma pessoa saiba do funcionamento irregular deste tipo de estabelecimento, pode entrar em contato com a Decat pelo telefone (67) 3318-9007.

Na manhã da última quarta-feira, 90 cães foram apreendidos pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) no pet shop Conexão Animal. Eles eram mantidos em péssimas condições sanitárias, sendo vítimas até mesmo de maus tratos.

No momento da vistoria, apenas uma funcionária estava no lugar e afirmou não ter conhecimento de nada. A proprietária, Rossana Pereira, 49 anos, não foi encontrada, pois está viajando a Rio Verde de Mato Grosso, segundo informações obtidas pela polícia no local.

A médica-veterinária Elaine Araújo e Silva, plantonista no CCZ, disse ao Campo Grande News que várias pessoas já ligaram ao local para saber quais os procedimentos a serem seguidos para adotar os animais. Alguns tutores dos cães também entraram em contato para saber como farão para resgatá-los, mas essa definição acontecerá apenas na segunda-feira (4).

Fonte: Campo Grande News

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Cobra engole fone de ouvido após confundi-lo com ovos

Uma cobra de estimação de 60 centímetros de comprimento engoliu o fone de ouvido do tutor, provavelmente após confundi-lo com ovos pequenos, segundo reportagem publicada pelo jornal australiano “Sydney Morning Herald”.

A píton chamada “Pitágoras” precisou ser levada a uma clínica veterinária para retirar o fone de ouvido. A veterinária Alana Shrubsole-Cockwill conseguiu remover o objeto antes que ele chegasse ao intestino do réptil. Com isso, não foi necessária a realização de uma cirurgia.

Foto: Reprodução/Sydney Morning Herald
Foto: Reprodução/Sydney Morning Herald

O responsável pelo réptil, Luke Nydam, que mora em Rhodes, próximo a Sydney, descobriu que Pitágoras tinha engolido o fone de ouvido depois que não conseguiu encontrá-lo quando voltou para casa após o trabalho.

Fonte: G1

Nota da Redação: O acontecimento reforça a importância da conscientização de que o lugar de uma cobra não é dentro da casa de nenhum ser humano. Além de mantê-la fora do habitat natural e aprisionado, o tutor se mostra irresponsável ao deixar à mostra objetos que podem trazer risco ao animal – principalmente enquanto está fora de casa, longe do bicho.

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