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Idosa lamenta morte de gatos em incêndio: ‘foi muito triste, eu só queria salvá-los’

Pixabay/Imagem Ilustrativa

Um incêndio que pode ter sido criminoso tirou a vida de 22 dos 40 gatos cuidados pela carreteira aposentada Maria Aparecida da Silva Brito, de 60 anos. Os animais viviam em uma mata em frente à casa da idosa, em Franca, no interior de São Paulo.

Há seis anos, a aposentada utiliza os R$ 2 mil de sua aposentadoria para alimentar os animais e nutre um sentimento de afeto por todos eles. Diante da morte dos gatos, Maria Aparecida vive um difícil período de luto.

“Foi muito triste. A sensação é indescritível. Só consegui ficar em pé porque Deus me segurou”, disse a aposentada sobre o incêndio ocorrido na última quarta-feira (7).

“Sempre amei animal. Já morei em chácara e tive mais de 150 animais. Sou pobre, luto, sempre trabalhei, tenho problemas no coração, mas isso não significa nada comparado com o quanto amo eles. Deixei de ter coisas mais luxuosas para cuidar deles”, acrescentou.

A rotina de Maria Aparecida começa às 4h, quando ela acorda para alimentar os animais. Duas horas depois, a aposentada retira os potes de ração distribuídos pela mata. Às 15h e às 18h, ela os alimenta novamente.

“São cinco quilos de carne e cinco quilos de ração por dia, e eu dou ração premium. Eles comem o dia inteiro. Gasto R$ 1,3 mil de carne e R$ 800 de ração. É todo meu dinheiro. É todo meu salário”, afirmou ao G1.

Quando o incêndio se iniciou, Cida, como é conhecida na vizinhança, desesperou-se. Para tentar salvar os animais, a aposentada os colocou dentro de seu vestido e os carregou para dentro de sua casa. A filha de Maria Aparecida, Elisandra, acionou o Corpo de Bombeiros e usou baldes de água para controlar o fogo até a chegada da corporação. Vizinhos também se uniram e, com uma mangueira, tentaram conter as chamas.

“Sozinha, não teria condições. Não chorei, não gritei. Eu só queria salvá-los. A única coisa que fiz foi levantar o vestido, no meio de todo mundo, e pôr eles dentro”, disse.

Câmeras de segurança de imóveis da região registraram o fogo. Sob perícia do Instituto de Criminalística, as imagens levantam a hipótese de incêndio criminoso. A análise é realizada a pedido da Polícia Civil, que investiga o caso.

No vídeo, é possível ver uma mulher entrando e saindo da área verde, que começa a pegar fogo minutos depois. Além dos gatos, outros animais, incluindo pássaros, vivem no local.

Identificada pela Polícia Civil, a mulher deve ser chamada para depor às autoridades nos próximos dias. Maria Aparecida e Elisandra já prestaram depoimento. A Comissão de Proteção e Defesa Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Franca foi acionada e está colaborando com a polícia nas investigações.

O crime foi registrado como crueldade contra animais. Caso o envolvimento da mulher no caso seja comprovado, ela poderá ser condenada a até cinco anos de prisão graças à Lei Sansão, recentemente sancionada.


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‘Não senti medo porque estava com meu cão’, diz idoso após se perder em mata

Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Aos 67 anos, Sérgio Sebastião Pires viveu uma experiência assustadora: ficou perdido em uma mata durante 10 horas. Na madrugada da última terça-feira (16), ele foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros, que o encontrou, em meio à escuridão, dentro de uma área alagada em matagal próximo ao sítio em que ele trabalha, no bairro Aberta dos Morros, zona sul de Porto Alegre.

O sufoco que passou, porém, teria sido pior não fosse a companhia fiel e protetora de seu cachorro. “Estava com muito frio no corpo, principalmente nos pés, mas não senti medo porque estava com ele. É meu amigo, meu filho, um cão especial”, disse Pires ao jornal GaúchaZH.

O companheiro do idoso, um pit bull chamado Thor, esteve ao seu lado durante todo o tempo em que a dupla ficou perdida na mata, provando que o preconceito contra a raça é infundado e que pit bulls são animais amáveis e, como disse o tutor, especiais.

“Eu via luzes dos carros bem longe, gritava, mas ninguém me ouvia. ‘Vou morrer’, eu dizia. E aí me dei conta que o celular estava no casaco, eu que nunca saio com o telefone”, relatou ao jornal.

Por volta da meia noite, Pires entendeu que não conseguiria sair do local por conta própria e, então, ligou para o Corpo de Bombeiros.

Pires, que trabalhou como mecânico no passado, hoje é caseiro do sítio, onde vive sozinho. Tem seis filhos e vinte netos, mas recebe visitas pouco frequentes da família. Conforme foi envelhecendo, optou por viver no campo em busca de sossego.

Ronaldo Bernardi / Agência RBS

O desaparecimento de Pires na mata preocupou os bombeiros por conta de sua idade e também da região onde o acidente aconteceu. “A área estava muito alagada, seu Sérgio não conseguiria sair sozinho, ainda mais com o frio, que o estava debilitando muito”, contou ao GaúchaZH o soldado Tiago da Rosa Ferreira, 39 anos, integrante da Companhia Especial de Busca e Salvamento dos Bombeiros.

O esforço dos militares foi recompensado pela alegria ao encontrar o idoso e pela gratidão dele, que passou a chamar os bombeiros de “anjos”. “Salvaram a minha vida, buscando um velho no mato. Não tenho palavras. Eles arriscam a vida pelo bem da sociedade”, disse.

Para o soldado, o desejo de ajudar quem precisa faz até esquecer o cansaço das ações de resgate. “Só senti cansaço quando cheguei ao quartel, às 5h. Eu só posso agradecer esse carinho de seu Sérgio conosco. Ajudar os outros é o que me gratifica”, afirmou Ferreira.

O acidente, porém, não convenceu Pires a deixar de se aventurar pela mata. “Na próxima eu levo um facão e uma lanterna. E se possível vou ainda de dia”, concluiu.

Ronaldo Bernardi / Agência RBS

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Moradores resgatam filhotes de cachorro presos em buraco em mata de SP

Após a mãe dos filhotes começar a rondar o buraco, cada um deles saiu por conta própria do local


Filhotes de cachorro que estavam presos em um buraco em área de mata em Sorocaba (SP), no bairro Caguaçu, foram salvos por moradores da região no sábado (15).

Foto: Arquivo pessoal

A mãe dos filhotes também estava no local e tentou tirá-los do buraco com a boca, mas não conseguiu. Após rondar a região, os filhotes saíram sozinhos. As informações são do G1.

A dona de casa Denice de Almeida contou que a cadela que teve os filhotes apareceu no bairro em outubro de 2019, mas não pôde ser resgatada porque é arisca. Ela é alimentada pelos moradores.

“Comecei a tentar conquistar a confiança dela, foi aos poucos. Até que ela veio atrás de mim e consegui prender ela na minha chácara para que a gente pudesse resgatar os filhotes”, conta. O animal, no entanto, fugiu e foi até o local.

Foto: Arquivo pessoal

Dos três filhotes resgatados, dois já foram adotados. O terceiro está provisoriamente na chácara de Denice, com a cadela.

“A nossa motivação é o amor aos animais. Eu me coloco no lugar desses animais. Imagina você sentir fome, frio…uma judiação. Por isso, nos unimos para o resgate. Agora vamos encontrar lares onde eles sejam amados e bem cuidados”, finaliza a dona de casa.


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Tenista Novak Djokovic visita santuário de coalas na Austrália

Cerca de 30% dos coalas que viviam em Nova Gales do Sul, na Austrália, morreram, segundo estimativas do governo local


O tenista sérvio Novak Djokovic visitou nesta quarta-feira (1º) o Santuário de Coalas Lone Pine, em Brisbane, na Austrália. A espécie tem sido dizimada por incêndios que assolam Nova Gales do Sul, onde estão localizadas as cidades de Sydney e Brisbane.

Foto: KARIM JAAFAR / AFP

Cerca de 30% dos coalas da região morreram, segundo estimativas do governo local. “Os coalas são muito bonitinhos. É difícil não olhar para eles. Estou com um misto de emoções hoje, por causa dos incêndios que aconteceram na Austrália. Muitos coalas e diferentes animais estão em perigo. Alguns habitats deles foram completamente destruídos. É muito triste saber que tantas pessoas e animais foram afetados por esses incêndios”, disse o tenista. As informações são do portal Lance.

“Fico feliz de poder falar sobre isso em público, conscientizar e enviar o apoio e todo o meu coração às pessoas e animais afetados. Não acho que o estilo de vida dos coalas nos ajude muito a jogar tênis, mas nós também podemos aprender algo com eles. Às vezes as coisas simples são as melhores. Poder dormir, descansar e não se preocupar tanto é uma experiência única”, completou.


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Desmatamento na Amazônia aumenta 104% em novembro, revela Inpe

Entre janeiro e novembro de 2019, o desmatamento foi 84% maior do que o promovido no mesmo período do ano anterior


Dados recentes do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicaram um aumento de 104% no desmatamento mensal da Amazônia em novembro em relação ao mesmo mês de 2018.

Foto: Araquém Alcântara

O levantamento constatou ainda que o desmate registrado entre janeiro e novembro de 2019 foi 84% maior do que o promovido no mesmo período do ano anterior.

O Deter não é voltado especificamente à medição do desmate, mas aponta tendências de retração e expansão da derrubada das árvores. O sistema apontava, desde o final de 2018, uma tendência de crescimento do desmatamento, que se confirmou. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com o Prodes, ferramenta que apresenta dados anuais de desmate, foi registrado um aumento de 29,5% no desmatamento da Amazônia. O Prodes investigou o desmate em um período que vai de agosto de um ano até julho do ano seguinte. O crescimento apontado é o maior desde 1998, batendo recorde da última década.

Em junho, segundo o Deter, o desmatamento aumentou 90%. Em julho, 278%, em agosto, 222% e 96% em setembro. Em outubro, único mês com crescimento baixo, o aumento foi de 5%. Os números são comparados com os meses correspondentes do ano anterior.

Apesar do cenário alarmante, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ainda não apresentou propostas para combater o desmatamento.


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Área sob alerta de desmatamento na Amazônia em novembro é a maior desde 2015

As chuvas de novembro, que costumam frear a ação dos responsáveis pelo desmatamento, não impediram que áreas continuassem sendo desmatadas neste ano


A área sob alerta de desmatamento na Amazônia em novembro é a maior registrada para o mês desde 2015. Foram registrados 563,03 km² entre 1° e 30 de novembro, contra 103,7% em 2018.

Imagem registra desmatamento na Amazônia (Foto: Raphael Alves/AFP/Arquivo)eno

Os dados indicam ainda que 8.974,31 km² estiveram sob alerta de janeiro a novembro de 2019, o que representa quase o dobro do número registrado no mesmo período de 2018, com 4.878,7 km² – um aumento de 83,9%. As informações são do portal G1.

O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que é ligado ao Ministério da Ciência e integra sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), usado para indicar uma possível tendência de devastação da Amazônia. Os dados existem apenas a partir de 2015 porque novos padrões de satélite passaram a ser usados, tornando os dados obtidos desde 2004 ultrapassados.

A taxa oficial de desmatamento – que alcançou 9.762 km² entre agosto de 2018 e julho de 2019, registrando um aumento de 29,5% em relação ao período anterior – é medida pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).

Novembro é um mês marcado pela chuva, o que costuma diminuir o desmatamento, já que o período chuvoso desencoraja os responsáveis pelo desmate. Isso, porém, não aconteceu neste ano.

Para o climatologista Carlos Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciências e do Grupo Estratégico da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, não houve mudanças na estação chuvosa na Amazônia.

“O leste da Amazônia ainda está no período seco, mas no oeste já está chovendo, então podemos descartar o clima”, disse. “Este aumento no desmatamento que permanece em novembro só reforça a conclusão que nenhuma medida que o governo tenha tomado está funcionando. Não há medidas tomadas pelo governo federal para reduzir a ilegalidade que estejam funcionando”, completou.

De acordo com a diretora de ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, os números de alerta continuam crescendo mesmo com uma defasagem do sistema na medição de 30% a 40% em relação à taxa oficial de desmatamento.

“Segundo os últimos dados do Deter, de agosto a novembro a gente tem quase 5 mil km² [sob alerta], um dado que é subestimado por 30 a 40%. No mesmo período do ano passado, esse dado foi um pouco menos de 2 mil km² e a gente nem chegou ainda ao período principal do desmatamento, que normalmente acontece no primeiro semestre de cada ano”, afirmou Ane, em entrevista à TV Globo.

Os dados do Deter são historicamente confirmados pelo balanço anual. Em relação ao levantamento mais recente do Prodes, a taxa consolidada foi 42% superior à apontada pelo Deter.

O dado preocupa, mas não surpreende, segundo Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. De acordo com ele, as políticas do governo Bolsonaro, como a redução do orçamento do Ministério do Meio Ambiente, a retirada de superintendentes do Ibama “em vários estados da Amazônia” e o projeto de regulamentação da mineração em terras indígenas influenciam no aumento do desmatamento.

“O que está destruindo a Amazônia é o incentivo à atividade ilegal”, disse. Um relatório técnico produzido pelo Instituto Centro de Vida (ICV) e citado pelo secretário-executivo mostra que 85% dos desmates realizados em Mato Grosso entre agosto de 2018 e julho de 2019 foram ilegais.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou que pretende reduzir o desmatamento e eliminar o desmate ilegal em 2020. Ele não explicou, porém, como irá executar essas medidas, tampouco estabeleceu prazo para redução dos crimes ambientais.

Recentemente, o governo federal publicou uma medida provisória que visa promover a regulamentação fundiária, legalizando áreas ocupadas na Amazônia, identificando proprietários e punindo criminosos ambientais.

A medida visa ampliar em quase quatro vezes o tamanho das terras que podem ser regularizadas através da autodeclaração do ocupante frente à União, sem obrigatoriedade de vistoria de autoridades. A medida, segundo especialistas, pode regularizar grileiros e invasores de terra.

“É uma anistia a quem praticou crime de invasão de terra pública”, escreveu Brenda Brito, pesquisadora do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

“É uma brecha. O trecho diminuiu o prazo mínimo de ocupação de 5 anos para 1 ano [para a compra de terras na região]. É muito perigoso”, completou Elias Borges, secretário de política agrária da Contag, entidade que representa agricultores familiares e assentados.


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Voluntários do mundo inteiro se unem para salvar coalas ameaçados por incêndios

Centenas de coalas já foram mortos pelas queimadas que atingem a Austrália


Voluntários do mundo inteiro estão se unindo para impulsionar campanhas de arrecadação de fundos para o tratamento de coalas vítimas de incêndios na Austrália.

Reprodução/Instagram

Centenas de animais da espécie já foram mortos pelas queimadas que atingem o sul e o leste do país. As informações são do portal R7.

As campanhas tiveram maior alcance após o coala Lewis ser resgatado por uma mulher. O animal, porém, não sobreviveu.

Uma campanha criada pelo hospital veterinário que está tratando os coalas na cidade de Port Macquarie já arrecadou mais de 1,8 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 5,2 milhões).

Reprodução/Facebook

ONGs australianas também estão recebendo doações de cestos, cobertores e mantimentos para os animais.

Na Holanda, voluntários estão produzindo luvas para proteger as patas dos coalas, que ficam queimadas durante os incêndios. As peças são feitas em algodão e auxiliam na cicatrização das queimaduras. Até o momento, mais de 400 pares foram produzidos.


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‘Você não vai acabar com o desmatamento nem com as queimadas. É cultural’, diz Bolsonaro

Jair Bolsonaro afirmou ainda que pretende criar uma Medida Provisória para regularização fundiária nos estados que abrangem a Amazônia Legal


O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira (20), que queimadas e desmatamento são culturais e que, por isso, não podem ser combatidos.

Foto: Sérgio Lima/PODER 360

“Você não vai acabar com o desmatamento nem com as queimadas. É cultural”, disse o presidente. As informações são do jornal Estadão.

Ao ser questionado sobre o aumento de 29,5% do desmatamento na Amazônia, considerado o maior desde 2018, o presidente se esquivou das perguntas. Bolsonaro também criticou a gestão de Marina Silva como ministra do Meio Ambiente.

“No período dela, tivemos a maior quantidade de ilícitos na região amazônica”, afirmou.

O presidente disse também que pretende criar uma Medida Provisória para regularização fundiária nos estados que abrangem a Amazônia Legal.

“Nós queremos é titularizar as terras. Uma vez havendo o ilícito, você sabe quem é o dono da terra. Hoje em dia você não sabe”, disse.

Na Medida Provisória estaria prevista a autodeclaração como método para entrega de títulos de terra. A proposta é defendida pelo secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura (MAPA), Nabhan Garcia.

Apesar do apoio do secretário, a medida é alvo de resistência. O temor é que a liberação para a autodeclaração permita que ocorra grilagem de terras e insegurança jurídica.


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Ursos arriscam a vida para salvar filhote atropelado em rodovia

Foto: Lisha DeShay
Foto: Lisha DeShay

Um vídeo compartilhado nas redes sociais flagra três ursos arriscando suas vidas para puxar um filhote ferido para fora do tráfego de carros, após o ursinho ter sido atropelado.

As imagens, filmadas em Immokalee, na Flórida (EUA), capturam o filhote de urso negro quando cai sem sentidos na estrada na West Main Street depois de ser atropelado por um veículo, informou a WINK News nesta quarta-feira (06) via Daily Mail.

Quando ele cai e eventualmente permanece deitado na estrada, um grande urso aparece ao lado dele, olhando cautelosamente para o tráfego antes de se aventurar para agarrar o urso menor pela nuca e puxá-lo.

O vídeo mostra o urso arrastando o filhote para o acostamento e para longe de outros perigos, antes de virar e voltar para a mata.

Momentos depois, outros dois ursos correm para a estrada, agarram o filhote com os dentes e começam a afastá-lo do caminho do tráfego.

Os três ursos então se reúnem ao redor do filhote por um momento antes de arrastá-lo ainda mais em direção à mata ao lado da estrada movimentada.

Foto: Lisha DeShay
Foto: Lisha DeShay

A Florida Fish and Wildlife Conservation Commission ou FWC (Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida) confirmou que o filhote foi atropelado por um carro e informou que, infelizmente, ele morreu mais tarde.

Lisha DeShay, que filmou a cena quando parou o carro, disse que ficou “emocionada” por ver a família de ursos lutando para salvar um deles.

“Foi comovente ver isso”, disse ela. “A cena me tocou muito. Eu me vejo como um urso mãe. Eu tenho um bebê, então um bebê na estrada ferido, mexeu comigo. Seja um urso ou um humano, é triste demais”.

Foto: Lisha DeShay
Foto: Lisha DeShay

“As pessoas precisam estar atentas e dirigir com cuidado à noite”, acrescentou.

A FWC aconselhou os residentes da região a ficarem em seus carros e ligarem para a linha direta da instituição o mais rápido possível, se encontrarem um incidente dessa natureza.

Foto: Lisha DeShay
Foto: Lisha DeShay

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Queimada no Pantanal de MS destruiu área equivalente à cidade do RJ

A queimada é a segunda de grandes proporções a atingir a região nos últimos dois meses


O incêndio florestal que devasta o Pantanal de Mato Grosso do Sul há 10 dias destruiu uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na região de Corumbá e Miranda, 122 mil hectares foram destruídos.

Área atingida pelo fogo no Pantanal sul-mato-grossense ( Foto: Cláudia Gaigher/TV Morena)

A queimada é a segunda de grandes proporções a atingir a região nos últimos dois meses. Na primeira, 35 mil hectares foram devastados. Desta vez, porém, a dimensão do fogo é maior.

De acordo com o governo, o incêndio atingiu “proporções nunca registradas” e o cenário é “de devastação”. As chamas começam na BR-262, que leva à Corumbá, e seguem até regiões de difícil acesso no meio da mata. Apesar da rodovia não ter sido interditada, a Polícia Rodoviária Federal sugeriu que os motoristas a evitem à noite. Nela, há fogo de um lado, vegetação queimada do outro e uma cortina de fumaça. As informações são do G1.

Na mata, foram encontrados animais queimados, como jacarés. Outros, que sobreviveram, tentaram fugir da região para se proteger. O fogo também secou alagados. Em um deles, as plantas aquáticas deram lugar às cinzas e foram encontrados peixes se debatendo na lama.

Jacaré foi encontrado carbonizado em área atingida pelo fogo no Pantanal (Foto: Edmar Melo/ TV Morena)

Brigadistas e bombeiros têm agido contra o fogo, com o auxílio de três aviões. Mais de 200 litros de água foram lançados pelas aeronaves. Uma delas, de Mato Grosso, voou por 30 horas e seguiu para Cuiabá (MT) para ser submetida a uma manutenção preventiva.

Além dos aviões, máquinas estão sendo usadas para abrir estradas para levar caminhões com água até as regiões atingidas pelo fogo.

Cerca de 30 militares do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, que agiram contra o fogo no Pantanal sul-mato-grossense em setembro, devem retornar para a região esta semana, a pedido da Defesa Civil, para ajudar nas ações de combate à queimada. Além disso, os bombeiros de Mato Grosso do Sul devem receber doações da WWF de novos kits de combate a incêndios.

Peixes em meio à lama de alagado que secou (Foto: Cláudia Gaigher/TV Morena)

Os trabalhos, porém, estão sendo dificultados pela baixa umidade relativa do ar, por ventos fortes e pelas temperaturas altas, que fazem com que o fogo se espalhe rapidamente.

Municípios do estado decretaram estado de emergência em setembro devido às queimadas. No entanto, as chuvas do fim do mês permitiram que o fogo fosse controlado, o que levou a desmobilização das equipes e ao fim dos trabalhos na região.

Fogo atinge o Pantanal há 10 dias (Foto: Reprodução/TV Morena)

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Ativistas denunciam a morte de centenas de coalas em incêndio nas florestas australianas

Foto: AAP Image
Foto: AAP Image

Autoridades responsáveis pela fauna e flora australianas têm motivos para crer que  centenas de coalas tenham sido mortos por um incêndio florestal que está fora de controle na costa leste da Austrália.

Um incêndio que se acredita ter sido desencadeado por um raio no sábado (26), que caiu a cerca de 400 quilômetros ao norte de Sydney, devastou uma área de mais de 2 mil hectares, mesmo com os esforços de diversas equipes de combate às chamas lutando para controlá-lo.

As equipes de resgate de animais selvagens responsáveis pelo norte de New South Wales (Nova Gales do Sul) acreditam que o fogo pode ter devastado a população “raríssima” de coalas que vivem bem na zona de incêndio.

“A importância especial desses coalas é que eles são muito diversos geneticamente “, disse Sue Ashton, presidente do Hospital Port Macquarie Koala (Hospital de Coalas de Port Macquarie). A especialista teme que centenas de coalas na área afetada tenham perecido no fogo.

“É uma tragédia nacional porque essa população de coalas é única”, acrescentou Sue.

A limpeza e desenvolvimento da terra ao longo do tempo acabou causando uma perda de habitat para os coalas que vivem nas árvores, levando a menos conectividade entre as populações, aumento da consanguinidade e redução da diversidade genética do marsupial, relata o Daily Mail.

Foto: AAP Image
Foto: AAP Image

Mais de 70 incêndios continuam queimando o estado de Nova Gales do Sul, que vem enfrentando uma seca severa.

As autoridades dizem que as condições estão melhorando e o fogo diminuindo perto de Port Macquarie, onde grandes navios-tanque estão sendo usados para combater o incêndio intenso.

“O fogo continuará a arder durante toda a noite, no entanto, existem recursos significativos na área para proteger as propriedades”, disse o Serviço de Bombeiros Rural de New South Wales em sua última atualização sobre as chamas.

Foto: AAP Image
Foto: AAP Image

Quase 1.200 bombeiros estavam combatendo 85 incêndios em todo o estado na semana passada, quando vastas áreas da mata foram queimadas.

Sue disse que voluntários de ONG de proteção à vida selvagem se juntariam a bombeiros na área na quinta e sexta-feiras para avaliar a escala de perdas e iniciar uma operação de resgate para os coalas sobreviventes.

“O que acontece com um coala em um incêndio é que eles se assustam e sobem no topo das árvores e se enrolam inteiros até virarem uma bolinha de pelos. Se o fogo passar rapidamente e apenas chamuscar seus pelos, eles ficam bem, o pelo voltará a crescer”, disse ela.

Mas se o fogo se intensificar e continuar queimando a árvore “eles morrem”, acrescentou. “Então, não saberemos ao certo até chegarmos lá e começarmos a procurar”.

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Cão perdido sobrevive por mais de um ano na floresta sozinho

Foto: BDRR
Foto: BDRR

Bandit é um cachorro de três anos, da raça labrador, com pelos lisos e negros, que escapou do consultório veterinário em Gardiner, Nova York, nos Estados Unidos. Foi aí que sua aventura se iniciou.

Depois de viajar 16 quilômetros de onde ele havia fugido originalmente, Bandit se estabeleceu em um denso trecho de floresta pantanosa perto de Walden, em Nova York – onde viveu desde então.

O cachorro fujão ficou desaparecido por um ano e meio – até o mês passado, quando um motorista o viu parado na estrada, na beira da floresta. Ele ainda estava usando a coleira que sua família lhe deu.

Foto: BDRR
Foto: BDRR

O motorista surpreso ligou imediatamente para Nicole Asher, do Centro de Resgate de cães, Buddha Rescue and Recovery (BDRR), e descreveu o que tinha visto.

“Montamos uma armadilha e uma câmera de vigilância na floresta imediatamente”, disse Asher ao The Dodo. “Quando soube que ele usava uma coleira, mal podia esperar para descobrir quem ele realmente era e de onde havia vindo. Eu esperava que pudéssemos reuni-lo com sua família”.

Asher, especialista em capturar cães perdidos, observou cuidadosamente Bandit por dias pela câmera de vigilância e voltou com frequência para lhe trazer mais comida, brinquedos e ossos. Depois de alguns dias sem sorte com a armadilha montada, Asher montou um recinto grande e cercado com guloseimas para qual, com esperança, atrairia Bandit.

Foto: BDRR
Foto: BDRR

“Ele estava muito nervoso e assustado, então tudo o que introduzíamos em sua área causava medo a ele”, disse Asher. Mas depois de cinco dias se acostumando a ter o cercado ali, Bandit finalmente começou a atravessar a porta do local pouco a pouco – e ficou claro que ele tinha um lado divertido e brincalhão.

“Assistir suas palhaçadas em vídeo era uma fonte constante de diversão”, disse Asher. “Ele afugentava animais que apareciam no seu cercado, brincava com os brinquedos que deixávamos para ele, se divertia e fazia sua pequena dança lúdica na frente do cercadinho”.

“De vez em quando, uma raposa ou guaxinim farejava um pouco de sua comida – mas Bandit sabia exatamente como cuidar deles”, conta Asher.

Foto: BDRR
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“Ele ficava lá latindo com o peito estufado e a cauda levantada”, disse Asher. “Ele sempre foi tão destemido! Você poderia dizer que ele era um verdadeiro personagem”.

No final do mês, quando Asher pensou que Bandit nunca entraria completamente no recinto, ele finalmente ganhou coragem suficiente para entrar. Asher correu para o local. Ela ficou feliz em finalmente conhecê-lo pessoalmente e ligou para o número no crachá imediatamente – mas sua família não tinha boas notícias.

“O estilo de vida deles havia mudado e eles simplesmente não podiam aceitá-lo mais”, disse Asher. “Eles o doaram para nós imediatamente. Aparentemente, não foi a primeira vez que ele fugiu por um longo período de tempo também”.

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O Refúgio Animal Ramapo-Bergen, um parceiro de abrigo de Asher, ofereceu-se para abrigar Bandit, levá-lo ao veterinário e fornecer os tratamentos necessários. Felizmente, ele não estava muito magro pois se estabeleceu em uma área onde caçadores costumavam deixar animais mortos – mas ele estava aterrorizado.

“Vivendo na floresta, ele tinha que estar sempre atento”, disse Asher. “Se um galho estalava, ele sabia. Bandit passou metade da vida se defendendo, então levará muito tempo para ele se acostumar a uma casa novamente”.

Apesar de precisar de tratamento para duas doenças transmitidas por carrapatos, Bandit está com boa saúde – então, por enquanto, o resgate trabalhará com ele diariamente para que o cachorrinho se acostume a estar mais próximo das pessoas.

Ele também está aproveitando a oportunidade para tirar um cochilo necessário, pois estava sempre dormindo com um olho aberto quando estava sozinho.

“Quando o resgatamos, ele estava tão exausto”, disse Asher. “Seus olhos começaram a fechar e ele simplesmente adormeceu”.

Enquanto ele ainda está um pouco tenso após todo o calvário pelo qual passou, Asher está confiante de que ele começará a mostrar o lado brincalhão e divertido que ela tanto admirava quando o observava através das câmeras de vigilância na floresta.

“Posso dizer que ele é um garoto bobo e adorável por dentro”, disse Asher. “A história dele é incrível e acho que Bandit tem uma tonelada de pessoas com esperança de poder adotá-lo agora que sua história de sobrevivência tornou-se pública. Os cães são muito mais resistentes e inteligentes do que nós acreditamos”.

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