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Protetora de animais troca máscara por ração no Rio de Janeiro

Arquivo Pessoal

A enfermeira Beatriz Marinho, de 26 anos, está trocando máscaras por ração no Rio de Janeiro. O objetivo é alimentar animais em situação de vulnerabilidade. Com a ação, no entanto, ela beneficia também humanos, ao aumentar a proteção de cada um deles, através das máscaras, contra o coronavírus.

Com a campanha, a enfermeira consegue manter a alimentação de cerca de 50 cães e gatos, que vivem na rua ou abrigados em sua casa e em lares temporários. As máscaras entregues a quem oferece a ração e outros insumos para animais são doadas por terceiros.

“Como alimento alguns animais na rua, tenho outros aguardando adoção/tratamento na minha casa e na casa de voluntários, preciso ter sempre ração, sachês e vermífugos. Como não consigo arcar com tudo sozinha, crio sempre estratégias para arrecadar mais. Com o atual cenário, pedi doação de máscaras, pois não sei fazer e trocar por itens essenciais no meu trabalho voluntário”, explicou Beatriz ao portal Grande Tijuca.

“No começo, consegui uma pessoa que decidiu ajudar e me doar o que ele arrecadou. Foram 10 sachês e 3 kg de ração. Recentemente ganhei 24 máscaras para eu mesma realizar a campanha e iniciei neste domingo. Por ora, foram 08 máscaras e 15 sachês, 3 kg de ração e uma que combinei a troca nesta segunda e não sei o que virá”, completou.

Interessados em ajudar, doando máscaras ou ração e insumos para animais, devem entrar em contato com Beatriz pelo telefone 22 980225943. As entregas são feitas na Praça Sete, na Vila Isabel, Verdun, no Grajaú e Praça Vanhagem, na Tijuca.


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Costureira troca máscaras por ração para animais e arrecada 100 kg do alimento

Foto: Mariana Aparecida de Oliveira/Arquivo pessoal

A costureira Mariana Aparecida de Oliveira, de São Roque (SP), decidiu dar um exemplo de solidariedade e passou a costurar máscaras para trocá-las por ração para animais abandonados. Para adquirir uma máscara, basta oferecer um quilo de ração.

Dona de um ateliê na área central da cidade, Mariana deixava água e ração para os animais em frente ao local, que teve que ser fechado por conta do isolamento social imposto pelo coronavírus. Para contornar esse problema, ela decidiu trocar as máscaras pelo alimento.

“Essa crise pegou todo mundo e, com as lojas fechadas, os cachorros não tinham para onde ir. Foi acabando minha ração e está difícil. Eu tenho 18 animais na minha casa, sempre gostei de animais e quem me conhece sabe que eu gosto”, contou ao G1.

As máscaras são feitas por ela e por seu marido. “Nessa crise, o coração dói. Como tem muita gente ajudando o ser humano, o próximo, decidi ajudar os bichinhos”, disse.

“Pensamos em fazer máscaras. É a única coisa que posso estar fazendo para tentar uma renda. Como sempre ajudei os cachorrinhos, fiz 50 máscaras para 50 quilos de ração, mas teve gente que doou 10 quilos por uma máscara só”, completou.

“Graças a Deus deu um resultado muito bom. Espero que quem pode esteja fazendo isso, ajudando, e que isso incentive mais pessoas a ajudarem também o próximo e os animais”, afirmou.

Com a campanha, Mariana arrecadou 100 kg de ração, que foram distribuídos em pontos da cidade. “Distribuí pela cidade e também procurei moradores em situação de rua que têm cachorro. Foi uma forma de poder estar alimentando eles. Estamos pensando em fazer mais vezes. Tudo depende da situação, se vou conseguir manter meu local de trabalho, mas eu pretendo continuar”, comentou.

“Gratidão é a única palavra que me vem em mente. Gratidão pelo sentimento de fazer bem ao próximo e para quem precisa […] É incrível a sensação de como as pequenas ações que tomamos no dia a dia podem sim fazer a diferença e podem sim fazer do mundo um lugar melhor”, concluiu.


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Mulher vende mais de mil máscaras e destina recursos para ONG de animais

Arquivo pessoal

Para ajudar uma ONG de proteção animal de Curitiba (PR), a fisioterapeuta Ana Cristina Lazinski, de 58 anos, decidiu confeccionar máscaras, muito usadas atualmente contra o coronavírus, e destinar o valor das vendas para a entidade. Até o momento, mais de mil máscaras já foram produzidas.

O objetivo da fisioterapeuta é ajudar a ONG Violeta Vive a passar pelas dificuldades financeiras geradas pela pandemia. Por conta da crise do coronavírus, as doações recebidas pela ONG para manter os animais diminuíram e, por isso, o auxílio de Ana Cristina veio em boa hora.

A ideia surgiu quando a filha de Ana, Izabela, pediu ajuda para a entidade, onde ela pratica voluntariado com o marido aos finais de semana. Ao receber a mensagem da filha, a fisioterapeuta decidiu fazer a sua parte.

“Tenho muito tecido e tem umas sobras, e eu estava fazendo as máscaras pro pessoal aqui de casa, e aí ela mandou esse folder. Na hora tive a ideia de fazer 150 máscaras e vender por R$ 5 e converter o valor para essa ONG”, disse Ana, em entrevista ao portal RIC Mais.

Arquivo pessoal

O que Ana não esperava era receber uma chuva de pedidos, totalizando mais de mil máscaras produzidas. “O povo começou a ligar, pedir, pedir. Foram mais de mil pedidos de máscaras. Tive que pedir pra ela tirar a mensagem do ar porque não tenho condições de aceitar nada. Mas, mesmo assim todo dia eu recebo de 25 a 30 pedidos de máscara. Comecei a colocar em lista de espera”, afirmou.

Diante desse cenário, toda a família se uniu para ajudar. “Comecei a ficar nervosa porque era muita coisa. Aí todo mundo ajudou. Nós gostamos muito disso sabe. Meus filhos são muito solidários. Todo mundo entrou na dança. Meu marido cortou pilhas e pilhas de tecido, a minha filha fica cuidando da parte administrativa de entregas e atendendo ao telefone, e meu filho, muito compreensivo, faz. A gente não podia parar”, relatou.

As máscaras são confeccionadas em tecido 100% algodão. “Eu uso tricoline e são dupla face, ou seja, podem ser usadas dos dois lados”, explicou.

Com o aumento nas vendas, a família decidiu comprar mais tecido e elástico e fez um ajuste no preço da máscara, que passará a ser vendida a R$ 10 a unidade.

Arquivo pessoal

“Eu vou fazer uma nova campanha. Não vou pegar encomendas porque eu fiquei muito ansiosa de não conseguir entregar. A gente está atendendo as pessoas, estamos colocando uma lista de espera, e eu vou mandar mensagem para quem está na lista e vou continuar direcionando para instituições de caridade, só vou tirar o que eu preciso investir porque eu tive que comprar mais tecido”, afirmou.

“Eu fico muito mais feliz sabendo o que eu posso fazer, e se vierem me pedir eu dôo. É o momento de todo mundo dar as mãos e ajudar o outro da forma que for possível”, completou.

Interessados em cobrar as máscaras em Curitiba devem entrar em contato com Ana, por meio de mensagem, através dos telefones (41) 99661-0387 ou (41) 99687-0349.

Ajuda em boa hora

O auxílio prestado pela fisioterapeuta surpreendeu Ricardo Miike, fundador da ONG Violeta Vive. “Primeiro pelo voluntariado e também pelas encomendas que estão nos surpreendendo”, disse.

Arquivo pessoal

A entidade cuida de pouco mais de 200 animais retirados da rua e precisa, mensalmente, de três toneladas de ração para alimentá-los. Também são investidos recursos para pagar castrações, funcionários, vacinas, anti-parasitários e, quando necessário, medicamentos. O gasto mensal da ONG gira em torno de R$ 16.500.

A entidade também está sendo impactada no que se refere às adoções de animais. “Nós, ONGs, reduzimos quase a zero nossas campanhas de adoções presenciais, conhecidas por “feirinhas”, explicou.

Para ajudar a entidade Violeta Viva a se manter, basta entrar em contato com Ricardo pelo telefone (41) 9266-2555.


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Menina de seis anos vende limonada para ajudar animais afetados por incêndio

Foto: Virginia Pilot Journal
Foto: Virginia Pilot Journal

Exemplos que mostram como grandes realizações começam com compaixão e uma boa ideia. É isso que Carly Gray, de seis anos, tinha. Conforme relatado pelo jornal Virginia Pilot, ela montou uma barraca de limonada em frente a uma igreja na Virgínia, Estados Unidos, com a intenção de arrecadar dinheiro por uma boa causa que não é muito conhecida. Carly queria arrecadar dinheiro para adquirir kits de oxigênio para animais domésticos.

Esses kits são máscaras projetadas para serem usadas em animais após incêndios quando eles sofrem por inalação de fumaça. Como uma criança de seis anos sabe sobre algo que a maioria dos adultos não sabe? Ela sempre foi apaixonada por animais, então sua avó enviou um vídeo sobre os kits de oxigênio sabendo que ela gostava do conceito.

Carly pode ter apenas seis anos de idade, mas é já uma empreendedora porque imediatamente percebeu a necessidade e decidiu que queria ajudar as pessoas a evitar a perda de seus animais em incêndios domésticos. Ela rapidamente disse à mãe que queria arrecadar dinheiro para comprar kits. Ela montou uma banca de limonada um dia em setembro e ganhou 189 dólares, o suficiente para dois kits.

Como as boas ações frequentemente são recompensadas e as pessoas boas recebem o bem mais adiante, o pastor da igreja se ofereceu para comprar cinco kits se Carly levasse sua barraca de limonada para o canteiro de abóboras da igreja todo fim de semana de outubro.

Agora, a pequena Carly está tocando sua barraca de limonada e fazendo um trabalho maravilhoso para os animais. Seu objetivo é arrecadar dinheiro para pelo menos 15 kits, que serão distribuídos para vários bombeiros na área em que ela vive.

A matéria completa com Carly e sua barraca de limonada pode ser acessada no site do jornal Virginia Pilot Online, onde foi tema de reportagem por seu trabalho altruísta.

Para aqueles que não moram na Virgínia e não podem comprar limonada diretamente de Carly, mas gostariam de doar um kit de oxigênio para animais domésticos ao quartel de bombeiros local, é possível adquirir máscaras de oxigênio para animais domésticos on-line.

Compaixão e altruísmo

Crianças compassivas podem mudar o mundo. Atualmente, jovens ativistas estão conquistando grandes vitórias com sua luta por ações contra as mudanças climáticas. E crianças ainda mais jovens estão constantemente contribuindo para tornar o mundo um lugar melhor. Eles são o futuro, afinal.

Uma menina de apenas dez anos ganhou um prêmio há três meses, oferecido pelo canal de notícias local, por sua dedicação e compromisso em ajudar os gatos de um abrigo. Dois anos atrás, uma jovem levantou 500 dólares para resgatar um cachorro do comércio de carne. Há cerca de oito meses, a ativista vegana de doze anos, Genesis Butler, desafiou o papa a tornar-se vegano para salvar o planeta.

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Uso de máscaras em protestos está proibido na capital norte-americana

Por Giovanna Chinellato  (da Redação)

Foto: Reprodução/The Examiner

Washington, capital dos EUA, agora proíbe o uso de máscaras para protestar. Manifestantes que usarem máscaras em frente a uma residência, sem avisar à polícia, agora poderão ser presos.

Segundo informações do jornal The Washington Post,  foi aprovada uma lei que lida com grupos de ativistas pelos animais conhecidos por usar máscaras e aparecer sem aviso em casas de pessoas que abusam de animais para protestar. Os moradores reclamam com a polícia que se sentem “aterrorizados”, no entanto alguns críticos dizem que a lei é ampla demais e limita os direitos de expressão.

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Educadores fazem teatro com máscaras para alertar contra extinção de espécies

(Foto: Reprodução/A União)

As máscaras do projeto “Habitatz – Biodiversidade sem Limites” querem personificar, junto das populações da Terceira, quatro espécies em vias de extinção: a águia imperial ibérica, a salamandra lusitânica, o lince ibérico e o golfinho roaz corvineiro.

A partir de hoje, e até sexta-feira, a iniciativa europeia lança uma ação de formação para cerca de três dezenas de professores/educadores da Terceira, bem como intervenções teatralizadas nas escolas secundárias de Angra e da Praia, em Portugal.

“Espécies ameaçadas invadem a ilha Terceira, nos Açores!”, assim se apresenta o projeto “Habitatz – Biodiversidade sem Limites”, iniciativa da Comissão Europeia, desenvolvido pela empresa Gobius Comunicação e Ciência que hoje, e até sexta-feira está na ilha Terceira para sensibilizar para a preservação da biodiversidade, sobretudo das espécies em extinção.

A imagem de marca do projeto é feita através do recurso a teatralizações das espécies em extinção com recurso a máscaras, animadas pelos técnicos da Gobius.

Hoje, uma equipe de três elementos ministrará uma ação de formação para cerca de três centenas de professores e educadores no Centro de Informação Europe Direct dos Açores, entre as 18h e as 21h, no auditório pólo universitário do Pico da Urze.

Nos dias 20 e 22 de outubro, serão realizadas intervenções na escola secundária da Praia da Vitória e na secundária Tomás de Borba, em Angra do Heroísmo, respectivamente.

Em declarações ao jornal A União, Liliana Paulos, técnica do projeto, refere que a ideia, com a formação de hoje, é replicar a ação de sensibilização junto das populações mais novas: “temos como objetivo replicar as atividades do projeto”.

Máscaras- estrelas

“Nós falamos sobre biodiversidade e sobre a conservação das espécies que estão ameaçadas na Europa, para isso, temos mascaras hiper-realistas das espécies, neste caso quatro, que levamos às escolas, aos comboios, às baixas da cidade, entregando guias de interpretação ambiental, para fazermos essa sensibilização”, disse a responsável.

Liliana Paulos refere que as máscaras “são como as nossas estrelas, as nossas mascotes que encabeçam o projeto”.

Uma estratégia que, conta, tem tido sucesso: “as pessoas ficam curiosas com as máscaras, e acabam por fazer perguntas sobre o projeto”.

A técnico da Gobius explica quais as quatro espécies em vias de extinção: “são quatro espécies da península ibérica que estão ameaçadas, principalmente em Portugal, nomeadamente a águia imperial ibérica, a salamandra lusitânica, o lince ibérico e o golfinho roaz corvineiro.

Roaz de saúde nos Açores

Sobre esta última espécie (roaz corvineiro), a técnica salvaguarda que ela não está em vias de extinção, mas que acabou por ser “um representante dos mamíferos marinhos que transmite a mensagem dos riscos que esta espécie atravessa, sobretudo por via do incremento de plásticos no mar, por isso, falamos de reciclagem”. Este é, adianta, “um alerta mais dirigido para as espécies que vivem nos estuários”.

Porém, o perigo, conta, é iminente: “neste momento, só existem 10 indivíduos da águia imperial ibérica. O lince ibérico, que há algumas centenas de anos registrava a existência de 100 mil linces, neste momento apenas conta com 150 na península ibérica”.

“Estamos agora a fazer alguns projetos a nível europeu para a reintrodução do lince em Portugal porque os 150 indivíduos existentes são espanhóis”.

Depois desta paragem na ilha Terceira, o projeto Habitatz vai desenvolver as suas atividades no distrito de Santarém.

Habitatz artístico

Além das máscaras hiper-realistas, o projeto Habitatz conta com ferramentas multidisciplinares e artísticas, como o teatro-imagem, uma exposição interpretativa, um concurso de fotografia e live action spots. Conta também com parcerias sólidas com organizações não governamentais, como a Liga para a Proteção da Natureza, e empresas, como a CP – Comboios de Portugal, Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, SA., Rede Ferroviária Nacional – REFER e com promoção e difusão junto dos organismos de comunicação social e organismos de informação europeia. Trata-se de uma iniciativa da Comissão Europeia, promovida pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors, enquanto organismo intermediário, no quadro da parceria de gestão estabelecida entre o governo português e a comissão Europeia, através da sua representação em Portugal.

Fonte: A União

 

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Você é o Repórter

Cães com máscaras contra a gripe A

Maristela Scheuer Deves
maristela.deves@pioneiro.com

Imagem: AP/Blog É o Bicho
Imagem: AP/Blog É o Bicho

Depois de o governo chinês divulgar que dois cães haviam sido infectados com o vírus da gripe A, em Pequim, as ruas do país amanheceram nesta terça-feira (01) com vários cães usando máscaras.

A imprensa chinesa disse que o vírus encontrado nos animais era 99% igual ao encontrado em humanos. Em 2009, o vírus da gripe A já foi detectado também em gatos, porcos, aves e humanos.

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Você é o Repórter

Manifestação na Granja Viana (SP) reunirá 500 pessoas neste sábado

Fernanda Fava
jornalista@proamorg.br

O Movimento em Defesa da Granja Viana vai realizar, neste sábado, 19, às 11h, uma manifestação contra o empreendimento Alphaville Granja Viana. A manifestação pretende reunir 500 participantes que, vestidos de preto e usando máscaras de macaco e outros animais, farão protesto contra o desmatamento promovido pelo Alphaville Granja Viana, condomínio que está sendo construído nas margens da Avenida São Camilo, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Numa grande performance coletiva, os 500 manifestantes irão simbolizar a morte dos animais sacrificados pelo empreendimento, deitando no asfalto, com uma faixa vermelha simbolizando o sangue dos animais. A concentração será a partir das 10h30, em frente ao condomínio Pallos Verdes, na Avenida São Camilo, e a passeata sairá de lá em direção ao local desmatado, onde ocorrerá a performance.

O desmatamento de Mata Atlântica pelo loteamento já atingiu 300 mil metros quadrados, área equivalente a 27 campos de futebol. No começo da semana o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM) protocolou uma ação civil pública no Fórum de Carapicuíba, pedindo o embargo e a nulidade da licença ambiental que ameaça Áreas de Proteção Permanente (APPs), a flora e a fauna do local. Na área foram identificadas espécies de animais silvestres em extinção. A liminar foi negada pela juíza Juliana Marques Wendling, sob o argumento que existia a licença para desmatar, emitida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Segundo Carlos Bocuhy, presidente do PROAM, “o judiciário não demonstrou sensibilidade e está permitindo que a ferida aberta se transforme em gangrena”. O PROAM está ingressando com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, solicitando a nulidade da licença ambiental.

Licença para desmatar

De acordo com Bocuhy, a licença ambiental fornecida ao empreendimento foi um equívoco. Segundo estabelece a lei federal 11.428, de dezembro de 2006, o desmatamento da vegetação local somente seria permitido em casos de utilidade pública e interesse social, mas, mesmo assim, somente depois de passar por criteriosa avaliação ambiental.  Além disso, a área encontra-se listada no Programa de Conservação de Áreas Prioritárias para a Conectividade do Projeto Biota-Fapesp, editado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A presença de espécies em extinção significa que nenhuma licença ambiental poderia ter sido emitida sem um estudo aprofundado sobre a flora e a fauna. Para Bocuhy, um processo como esse, com impactos significativos, deveria ser, no mínimo, objeto de um Relatório Ambiental Preliminar (RAP) e posteriormente de um Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA-RIMA).

Sem audiências públicas

“O empreendimento foi licenciado sem nenhuma transparência, o que causou estranheza ao movimento ambientalista. A dispensa de estudo de impacto mais aprofundado suprimiu qualquer participação social, transformando um empreendimento altamente impactante em uma região sensível em mera decisão de gabinete”, afirma Bocuhy.

Extinção

No local desmatado, existem diversas espécies de fauna que constam na lista de animais ameaçados de extinção fornecida pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Entre as aves, algumas das que correm risco na região são o Jacuguaçu (Penelope obscura), o Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) e a Maracanã-pequena (Diopsittaca nobilis), que se assemelha a uma arara de menor porte. Entre os mamíferos, uma das espécies ameaçadas pelo desmatamento é a do Sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicilata). Estes são apenas alguns dos animais constantemente observados na região. A área também é caracterizada como local de pouso, alimentação e reprodução de outras espécies raras e ameaçadas.

Atropelamentos

Vizinhos do local têm relatado a morte de animais silvestres por atropelamento. Os animais tentam se abrigar em residências vizinhas e há relato de macacos eletrocutados em caixas de força. Ainda segundo denúncias dos moradores da região, uma onda de morcegos teria invadido outras residências durante o desmatamento.

Habitat

De acordo com o presidente do PROAM, Carlos Bocuhy, antes da realização do empreendimento imobiliário, que vem desmatando a vegetação nativa com motosserra, não foi realizado nenhum estudo para avaliar os impactos relacionados à perda de habitat, principalmente no que diz respeito à conservação das espécies ameaçadas de extinção. Segundo Bocuhy, qualquer medida mitigadora proposta pelo empreendimento não passa de ficção, já que não se estudou o real impacto que está ocorrendo com a flora e a fauna.

Erosão

O início das obras de terraplanagem do Alphaville Granja Viana colocou o solo em exposição à ação do tempo, provocando erosão e o carregamento de sedimentos para áreas próximas e causando o aterramento e assoreamento de nascentes, além de trazer danos a moradores vizinhos. Com a chuva forte que caiu em São Paulo na semana passada, houve riscos de desmoronamento em áreas de declive.

Denúncia

Em agosto, o PROAM e o Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo denunciaram o caso à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e à Polícia Militar Ambiental, mas nenhuma providência foi tomada pelos órgãos responsáveis. Por isso, o PROAM resolveu ingressar com uma medida judicial para a paralisação imediata da obra e a recuperação das áreas destruídas. “É um absurdo que tal situação ocorra impunemente, acobertada por uma licença questionável, sem audiências públicas e sem os mínimos critérios aceitáveis de avaliação de impacto ambiental”, diz Carlos Bocuhy.

SERVIÇO

Manifestação contra o desmatamento do Alphaville Granja Viana

Dia: Sábado, 19/09/2009

Hora: 11h (concentração às 10h30)

Local: Av. São Camilo, em Carapicuíba, em frente ao condomínio Pallos Verdes

Trajeto para chegar: entrar na Av. São Camilo pelo acesso do km 22,5 da Rodovia RaposoTavares, sentido capital-interior.

Contato:

PROAM: Fernanda Fava, jornalista do PROAM
jornalista@proam.org.br
(11) 8546 6950/(11) 3814-8715

Carlos Bocuhy
(11) 9937-8280

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