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Colônias veganas devem existir em Marte em até 10 anos, diz CEO da Tesla Motors

Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, acredita que devem existir colônias de humanos habitando Marte em menos de 10 anos. Segundo ele, há grandes chances desses indivíduos seguirem uma dieta vegana no planeta.

O empresário já mencionou a possibilidade de vida humana em Marte em várias ocasiões. Em novembro, ele respondeu em seu Twitter que o primeiro grupo de pessoas a colonizar o planeta vermelho deve sair da Terra entre 7 e 10 anos. A tripulação deve conter engenheiros, artistas e “criadores de todos os tipos”, já que existem “muitas coisas a serem construídas”.

Vida em Marte

Musk já comentou também que 80 mil pessoas viveriam em uma cidade feita com tecnologia sustentável no planeta. “Quando ele diz sustentável, ele também fala sobre a dieta dos habitantes. Seria o vegetarianismo ou veganismo, que significa nenhum produto de origem animal”, apontou o Digital Journal.

Foto: wikimedia commons

O empresário afirmou ao site space.com que defende a liberdade de escolha. No entanto, ele acredita na possibilidade dos colonizadores de Marte terem uma dieta em que predominam os vegetais. Isso “por conta da energia e do espaço necessário para manter uma fazenda de animais”, defende.

Posição da PETA

Ingrid E. Newkirk, presidenta da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), também destacou os benefícios da dieta vegana para a saúde. “Se a ideia de Elon Musk para uma colônia em Marte se tornar realidade, a última coisa que as pessoas vão precisar são as doenças e a destruição que resultam do consumo de animais”, defendeu Newkirk.

 

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Estudo aponta que vida em Marte seria vegana

Por: Anna Starostinetskaya / Traduzido por: Andressa Aricieri

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No último mês, a NASA lançou uma pesquisa em parceria com o Instituto Center of the Utilization of Biological Engineering in Space (CUBES) para explorar a viabilidade de vida humana em Marte. O bioquímico Lance Seefeldt e o botânico Bruce Bugbee – que dirigirá o projeto de 15 milhões de dólares – afirmam que a vida no planeta vermelho seria necessariamente vegana, uma vez que produção animal seria financeiramente inviável.

“O desfio central é como fazer crescer comida de resíduos reciclados em um sistema fechado e pequeno”, Bugbee diz. “Explorar Marte significa a quase perfeita reciclagem da água, nutrientes, gases e plantas não consumidas”. Bugbee diz ainda que a produção de proteína na Terra não é eficiente e que a fome mundial é um desses efeitos colaterais.

“O que aprendemos sobre alimentar pessoa em Marte avançará nossos esforços nesse planeta”, Bugbee disse. Outros pesquisadores dessa área confirmam a noção do Bugbee sobre a vida em Marte vegana. Atualmente, o ecologista Holandês Wieger Wamelink teve sucesso ao usar um simulador de sol marciano (tirado de um vulcão Havaiano) para crescer urtigas, tomates, cebolinha, alho-poró, centeio, quinoa, ervilha, agrião, espinafre e um legume chamado tremoço. Ano passado, como parte to Projeto de Comida para Marte, o time de irmãos do açougueiro vegano The Herbivorous Butcher, foram contratados para fazer refeições sem carne para astronautas em uma missão simulada pra Marte de duas semanas.

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Rússia voltará a enviar macacos ao espaço

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

A prática de envio de animais de médio e grande porte para o espaço havia sido suspensa em 1996. Nos últimos anos as naves russas preferiram transportaram ratos em testes por seu genoma ser muito parecido com o do ser humano. Mas na última quinta-feira, o país parece ter voltado atrás e anunciou o envio de um macaco a Marte em sua próxima expedição. Ao longo dos anos vários símios viajaram para o planeta vermelho. Os primeiros foram Abrek e Bion, em 1983.

Foto: Reprodução/ Uol

Para a viagem, o animal terá que ser submetido a testes de falta de gravidade e radiação cósmica.

Foto: Reprodução/ Uol

O primeiro organismo vivo enviado ao espaço foi um inseto. Os Estados Unidos lançaram dentro de uma cápsula algumas moscas-das-frutas juntamente com um pouco de algodão e algumas sementes de centeio. O objetivo era estudar os efeitos da radiação em plantas e animais. As mocas teriam voltado com vida.

Foto: Reprodução/ Internet

Apesar de os animais enviados ao espaço serem considerados por muitos como desbravadores, eles não fizeram a opção de doar sua vida às pesquisas científicas, como já foi dito aqui no site da ANDA. A probabilidade de morrerem nessas longas jornadas ou passarem o resto da vida confinados em laboratórios é muito maior do que aterrissarem no solo e voltarem a ter uma vida normal.

Relembre aqui outros casos de envio de animais ao espaço envolvendo a Rússia e mais países.

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Você é o Repórter

Marte, lindo cachorro procura por um novo lar em Porto Alegre (RS)

Fernanda
f_bigio_davoglio@hotmail.com

O cãozinho da imagem se chama Marte. Ele é um lindo cachorrinho de porte grande, já castrado, vacinado, e que está aguardando por adoção em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Marte é companheiro e procura uma família que goste de cães ativos e tenha disposição para passeios. Também convive bem com outros animais. Caso alguém tenha interesse em adotá-lo, entre em contato.

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Contato: Fernanda
(51) 9964-9036
f_bigio_davoglio@hotmail.com

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Macacos serão enviados a Marte

Fátima ChuEcco/Redação ANDA

Macacos na Rússia forçados a executar tarefas em troca de comida. Foto: Divulgação
Macacos na Rússia forçados a executar tarefas em troca de comida. Foto: Divulgação

Nesse momento, quatro macacos Rhesus estão sendo treinados por cientistas russos a fim de que embarquem para Marte até final de 2017. O treinamento visa forçá-los a executar diversos comandos da espaçonave. Em troca das tarefas que executam eles recebem alguma comida. Se não cumprem com as ordens simplesmente não comem. Foram selecionados os macacos que se mostraram com uma maior capacidade cognitiva e rapidez de aprendizado. Devem passar longos seis meses no espaço presos em cabines de comando – tempo necessário para se chegar a Marte. No vídeo divulgado pela Academia Russa de Ciência é possível ver o tratamento que esses primatas recebem sendo empurrados para dentro de minúsculas gaiolas frias após os cansativos treinos.

Não há mais nada o que se fazer na lua e os recursos que permitem a vida na Terra estão esgotando. Cresce então uma euforia para a colonização de Marte, que deve se dar por volta de 2025 – um planeta com água, montanhas e que, provavelmente, poderá abrigar vida (se é que já não abriga criaturas sequer perceptíveis aos nossos olhos).

Assim recomeça a triste escravidão de macacos “astronautas”. A exploração de Marte, embora com equipamentos bem mais sofisticados que os usados na corrida espacial do século passado, ainda mantém um pé no passado e imita o mesmo processo da conquista da lua, quando vários animais foram lançados ao espaço completamente imobilizados e aterrorizados, muitas vezes com eletrodos fincados no cérebro. Aos que não morreram restou, depois de uma traumatizante viagem, passar a vida em zoológicos.

Os animais são cobaias nesse campo desde da década de 40. Chimpanzés e macacos Rhesus são as maiores vítimas devido sua semelhante com os seres humanos, mas muitos cães já foram usados, principalmente pela Rússia, entre as décadas de 50 e 60.

Laika, o primeiro ser vivo lançado ao espaço. Foto: Divulgação
Laika, o primeiro ser vivo lançado ao espaço. Foto: Divulgação

A triste história de Laika
Apesar de toda a preparação, Laika morreu devido a uma combinação de superaquecimento e pânico, segundo matéria do portal Terra de 2012. Em abril de 1958, após 162 dias em órbita, a Sputnik 2 se desintegrou na reentrada na atmosfera, mas segundo informações divulgadas apenas em 2002, Laika teria morrido poucas horas depois de sua partida da Terra e não no seu retorno, conforme foi largamente divulgado.

O ex-diretor do programa soviético para envio de animais ao espaço nos anos 50, Oleg Gazenlo, disse se arrepender de ter enviado Laika ao espaço, pois eles haviam condenado a cadela a uma morte certa. A cadela tinha eletrodos para monitorar seus sinais vitais. Os dados da telemetria mostraram que ela estava agitada, mas comia a ração. No entanto, os soviéticos nunca planejaram trazer Laika de volta. Eles providenciaram oxigênio suficiente para ela viver por angustiantes 10 dias.

A verdade sobre quanto tempo ela sobreviveu e qual foi a causa da morte só veio à tona em 2002. Dimitri Malashenkov, do Instituto para Problemas Biológicos, em Moscou, afirmou em um congresso nos Estados Unidos que a cadela sobreviveu por poucas horas após o lançamento. Veja matéria completa.

Mais exemplos de animais que foram lançados ao espaço e voltaram vivos ou mortos:

Strelka, Chermuska, Zvezdochka e Belka voltaram vivas do espaço. Foto: Divulgação
Strelka, Chermuska, Zvezdochka e Belka voltaram vivas do espaço. Foto: Divulgação

Cães e Gatos
Dezik e Tsygan – foram as primeiras cadelas a sobrevivem a uma viagem espacial em 1951. Dezik foi submetida a um novo vôo no mesmo ano e morreu na operação. Tsygan foi adotada logo depois do acidente por um físico

Bars e Lusichka – as duas cadelinhas morreram durante o lançamento de um foguete russo em 1960

Belka e Strelka – a bordo do Sputinik 5 voaram junto com 40 camundongos em 1960. Sobreviveram. Strelka teve seis filhotes sendo um entregue ao presidente Kennedy

Pchelka e Mushka – morreram dentro do Sputinik 6 em 1960

Chernushka e Zvezdochka – em 1961 a cadelinha Chermuska sobreviveu dentro do Sputinik 9 na companhia de ratos e um porco da Guiné. No mesmo ano Zvezdochka também voltou de um vôo com vida

Verterok e Ugolyok – essa dupla canina foi a que ficou mais tempo no espaço ou um total de 22 dias e sobreviveu, em 1966

Felix escapou da missão e Felicette voltou com vida. Foto: Divulgação
Felix escapou da missão e Felicette voltou com vida. Foto: Divulgação

Felix – em 1963 Felix era um gato malhado que vivia sossegado nas ruas de Paris (França) até sua captura para o programa espacial CERMA (Centre d’Etudes et de Recherches de Médecine Aérospatiale). Nele foram introduzidos eletrodos diretamente no cérebro para medir impulsos neurológicos durante o vôo. No entanto, na época foi divulgado, por fontes não oficiais, que Felix conseguiu escapar (ou teve ajuda para isso) e a gatinha Felicette, preta e branca, assumiu seu lugar. Ela retornou com vida e outros gatos, ratos e macacos foram enviados ao espaço pelo CERMA

Macacos
Yorick – em 1951 foi o primeiro macaco a sobreviver a um vôo espacial que partiu do México

Patrícia e Mike – macacos filipinos que retornaram do espaço com vida em 1952. Patrícia morreu dois anos depois de causas naturais e Mike em 1967 no zoológico onde passou a viver nos EUA

Gordo – macaco-esquilo lançado ao espaço pelos EUA em 1958. Na volta à Terra naufragou no mar

Sam – em 1966 esse macaco Rhesus participou do programa americano Little Joe criado para testar efeitos das altas acelerações. Voltou com vida e, no retorno, abraçou entusiasmado sua companheira de laboratório, Miss Sam, que também participou de testes espaciais

Ham – chimpanzé que em 1961, nos EUA, realizou um vôo considerado de sucesso e que encorajou o envio de astronautas humanos para o espaço. Após o vôo, Ham ganhou o triste castigo de viver em zoológicos. Morreu do coração

O chimpanzé Ham sobreviveu ao vôo, mas passou o resto da vida em zoos. Foto: Divulgação
O chimpanzé Ham sobreviveu ao vôo, mas passou o resto da vida em zoos. Foto: Divulgação

Enos – em 1961, nos EUA, esse chimpanzé fez duas órbitas ao redor da Terra e demonstrou uma inteligência fantástica quando descobriu sozinho como lidar com os comandos que, por um erro técnico, começaram a executar tarefas inversas as programadas. Morreu pouco tempo depois de seu regresso

Homenagem póstuma
A dupla mais famosa a ir para o espaço contou com o macaco aranha batizado de Able e Miss Baker, uma macaca Rhesus. Eles estiveram juntos, em 1959, a bordo de um míssil Júpiter. Ficaram no espaço por 15 minutos. Voltaram com vida, mas Able morreu alguns dias depois numa cirurgia para extrair um eletrodo. Miss Baker morreu de insuficiência renal, em 1984, aos 27 anos. Ela passou 25 anos como atração do museu U.S. Space and Rocket Center em Huntsville, Alabama (EUA) e chegou a receber 100 cartas por dia de crianças encantadas com sua história de vida retratada em vários livros infantis. Seu funeral em 1984 contou com mais de 300 pessoas. O corpo de Miss Baker está exposto no Smithsonian Institute, em Washington, na mesma cápsula usada na viagem.

Able morreu ao retornar e Miss Baker passou 25 anos como atração de um museu. Foto: Divulgação
Able morreu ao retornar e Miss Baker passou 25 anos como atração de um museu. Foto: Divulgação

Outros bichos
As aranhas Arabella e Anitta foram enviadas à Estação Espacial Skylab, dos EUA, em 1973. As duas morreram a bordo do foguete Saturno V. A Missão Challenger, de 1985, contou com dois macacos-esquilo e 24 ratos albinos que voltaram com vida. A Missão Columbia, de 1998, foi uma imensa arca lotada de animais. Havia 170 ratos recém-nascidos, 229 peixes de aquário, 135 lesmas e uma rata prenha. Saiba mais sobre animais no espaço.

Escravidão em Marte
De acordo com os organizadores do Projeto Mars One, os preparativos para a colonização de Marte iniciam em 2016, quando um satélite e rovers (sondas de Marte) devem explorar o local. Em 2022 serão levados os casulos para abrigar 40 pessoas que serão treinadas na Terra durante oito anos. Somente após exaustivos envios de animais para Marte, em viagens absolutamente agonizantes e sem volta, é que uma tripulação humana, com objetivo de colonização, finalmente enfrentará o desafio de viver fora da Terra e isso deve ocorrer por volta de 2025, segundo a NASA.

O perigo maior, no entanto, é que o homem implante em Marte o mesmo sistema escravagista que domina a Terra transportando para o planeta vermelho animais com o propósito de serem criados para consumo. É bem provável que, depois da implantação das hortas hidropônicas, já previstas no projeto, chegue a vez de vacas, porcos e galinhas serem transportados para dar continuidade a uma eterna escravidão.

O macaco Sam abraçou entusiasmado sua companheira ao retornar da missão. Foto: Divulgação
O macaco Sam abraçou entusiasmado sua companheira ao retornar da missão. Foto: Divulgação

Marte é a grande chance da humanidade de começar uma vida realmente nova, mais ética e justa, sem exploração animal. É a grande chance! Mas se já estão novamente explorando os animais para testar as condições de vida em Marte, será que os colonizadores humanos deixarão para trás o passado de domínio de outras espécies animais?

Se levarmos em consideração seu histórico, o homem tende a escravizar qualquer criatura viva que possa ser encontrada em Marte, originária do planeta e que, por ventura, seja indefesa ou de natureza pacífica. Marte corre o risco de se tornar uma Terra II onde reinará a exploração dos mais fracos pelos mais fortes. Foi assim com os povos indígenas e africanos. Foi assim desde os primórdios da nossa existência com todas as demais espécies animais. Todas. Não há na Terra nenhuma espécie animal totalmente livre da exploração humana, seja no fundo do mar, na terra ou nos pontos mais altos do planeta.

Uma hora a Terra pode mesmo se tornar inabitável por consequências climáticas, destruição praticada pelo homem ou por se encontrar na rota de uma estrela gigante, duas ou três vezes maior que o planeta. Portanto, buscar condições de vida em outros planetas, desde que respeitando as criaturas que por ventura lá vivam, é compreensível e válido. Mas será que o homem vai desfrutar dessa grande oportunidade criando um mundo melhor ou construirá outro cenário de horror para toda e qualquer espécie animal que não seja a humana? O certo seria que desde já fossem iniciadas campanhas contra a exploração animal para a colonização de Marte. Caso contrário já sabemos o final dessa história.

É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte (ANDA) com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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Cientistas russos querem enviar macaco para Marte

Os russos querem mandar novamente um macaco ao espaço, como fizeram pela primeira vez em 1983. Desta vez, o destino da viagem é o planeta Marte. “Queremos retornar ao espaço”, afirmou Zurab Mikvabia, diretor do Instituto de Patologia e Terapia Experimental da Geórgia, responsável pelos macacos que participaram do programa da década de 1980.

O macaco Lapik retorna de voo de duas semanas ao espaço, em 1997.  (Foto: AP)
O macaco Lapik retorna de voo de duas semanas ao espaço, em 1997. (Foto: AP)

Depois da cadela Laika, enviada ao espaço em 1957, no Sputnik 2, da União Soviética, muitos outros animais já foram vítimas desse tipo de exploração. A cadela morreu uma semana depois, quando o foguete se desintegrou na atmosfera.

De acordo com Mikvabia, um robô deve acompanhar o primata no trajeto até o Planeta Vermelho, com o objetivo de alimentá-lo e tomar conta de sua limpeza. Com a frieza típica dos cientistas sádicos, Mikvabia afirma: “Nosso desafio é ensinar o macaco a cooperar com o robô”. Apesar da presença do robô na missão, a participação do primata cria atritos com grupos de proteção aos animais.

O instituto já começou a negociar com a Academia de Cosmonáutica da Rússia a preparação do macaco, que ainda passará por um longo período de simulação de voos espaciais. A iniciativa agrega o projeto Marte 500, resultado de uma união entre Rússia e Europa, que já enclausurou seis voluntários homens em uma cápsula localizada em Moscou por 120 dias, para simular uma missão ao Planeta Vermelho.

Mikvabia explica que, anteriormente, o programa consistia em enviar cosmonautas humanos a Marte. Porém, considerando a longa duração do voo e os raios cósmicos para os quais ainda não existe proteção adequada, as discussões passaram a focar os primatas no lugar dos homens.

A duração estimada para a jornada a Marte varia, dependendo do tipo de missão. A Agência Espacial Europeia acredita, no entanto, que a viagem proposta deve levar 520 dias, ou cerca de um ano e meio.

Com informações da Veja

Nota da Redação: Nem por uma suposta grande descoberta, valeria torturarmos vidas ou sacrificá-las. Se o interesse é de nós, humanos, não é justo que coloquemos em risco ou em condições estressantes seres inocentes, sejam eles humanos ou não humanos. Dominar não é sinal de força, é sinal de covardia. Aprendamos a respeitar os animais!

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NASA submeterá primatas a doses de radiação para observar os efeitos que humanos teriam em Marte

Por Karina Ramos (da Redação)

A NASA, a agência espacial americana, está usando os macacos como um meio para transportar seres humanos a Marte. A agência está desenvolvendo seus estudos de radiação com novos experimentos controversos em Long Island, usando macacos como objetos.

Depois de muito tempo ter explorado ratos para testes com radiação, a NASA agora está substituindo os roedores por macacos nos novos testes, alegando que os experimentos precisam ser feitos com animais “mais parecidos com os humanos”.

O estudo utilizará de 18 a 28 macacos macacos-de-cheiro (Saimiri sciureus), que serão submetidos a doses do mesmo tipo de radiação que os astronautas que viajam para Marte esperam encontrar. O mórbido objetivo de colocar os animais expostos a riscos, no lugar de humanos, é entender como o ambiente radioativo do espaço afeta os humanos durante uma viagem longa.

Imagem: New York Post
Imagem: New York Post

Grupos de ativistas pelos direitos animais estão furiosos com os testes, e com toda a razão.

“Os experimentos de radiação da NASA com esses primatas sensíveis e inteligentes marcam o início de outro capítulo infeliz na longa história que a agência tem de abuso dos nossos companheiros terráqueos, com o objetivo de explorar sua aparente interminável lista de curiosidades triviais sobre a vida fora da Terra”, disse Justin Goodman, o supervisor de pesquisa da PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais).

Justin disse que dezenas de chimpanzés foram mortos em “testes de impacto” pela NASA nos anos 50, durante os testes com mísseis, capacetes e para-brisas.

“Os macacos expostos à radiação nada dirão aos cientistas sobre como os humanos responderão à radiação no espaço, mas isso diz muito sobre as atitudes insensíveis dos humanos contra os animais no nosso planeta”, acrescentou Justin.

Os cientistas estão particularmente interessados em como a radiação afeta o sistema nervoso e o comportamento dos macacos ao longo do tempo. Os macacos são treinados com uma variedade de tarefas de comportamento, então os testes mostrarão como a exposição à radiação afeta sua performance.

Os cruéis testes serão realizados no Laboratório de Radiação Espacial da NASA, no Laboratório Nacional Brookhaven, em Long Island.

Os macacos não serão mortos, mas poderão sofrer todos os tipos de danos e torturas, sendo necessários cuidados médicos prolongados no decorrer do estudo.

No passado, a NASA enviou primatas para o espaço, mas as missões eram, geralmente, voos suborbitais para avaliar riscos de lançamento e microgravidade.

A agência espacial usou dois chimpanzés para testar a nave Mercúrio.

Fonte: New York Post

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