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Tartarugas-marinhas bebês ameaçadas de extinção são queimadas até a morte em praia

Rhonda Wundke estava caminhando pela praia quando encontrou diversos filhotes de tartaruga mortos, todos completamente queimados por alguém em um terrível ato de crueldade contra animais


 

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

Quase todas as espécies de tartarugas-marinhas são classificadas como ameaçadas de extinção. Elas são frequentemente mortas por seus ovos, carne, pele e cascos. Elas também são vítimas da destruição de seus habitats e da poluição plástica.

As redes de pesca deixadas no oceano (descarte) também fazem com que as tartarugas morram emaranhadas nelas. Além de todos esses desafios e das muitas lutas que enfrentam para sobreviver, as tartarugas-marinhas ainda tem que enfrentar a crueldade humana.

Cerca de dois meses atrás, os habitantes de uma praia indonésia foram especialmente cruéis com uma tartaruga-marinha que vinha à costa para pôr seus ovos. As pessoas (locais) que estavam na praia decidiram sentar na tartaruga e tirar fotos.

Eles se amontoaram em cima do animal e tentaram montá-la enquanto ela arfava e bufava, tentando caminhar com o peso, na intenção de fugir e voltar para o mar. Esse incidente demonstra claramente a falta de respeito que o ser humano demonstra por animais inocentes e vulneráveis.

Reprodução | Twitter/Rhonda Wundke
Reprodução | Twitter/Rhonda Wundke

Recentemente, uma mulher chamada Rhonda Wundke estava caminhando pela High Tower Beach, na Flórida, Estados Unidos quando teve uma visão aterradora. Ela se deparou com diversos filhotes de tartarugas que haviam sido completamente queimados até a morte por alguém em um terrível ato de crueldade contra animais.

Wundke compartilhou fotos no Twitter e aproveitou a oportunidade para fazer um relatório policial (boletim de ocorrência) com as autoridades locais. Ela expressou toda a sua infelicidade na rede social: “Foi um verdadeiro pesadelo ver aqueles pequenos bebês mortos daquela forma. Tenho certeza que a tempestade levou esses filhotes para o oceano onde eles poderão descansar em paz”.

A época de nidificação (formação de ninhos) das tartarugas-marinhas continua em outubro, elas estavam em um estado delicado e indefeso. Por estarem ameaçadas de extinção, as tartarugas marinhas são protegidas por leis federais e estaduais no mundo todo.

Este incidente devastador levou a uma petição criada pela organização Lady Freethinker. Pata assinar, mostrar seu apoio e pressionar as autoridades a conduzir uma investigação completa clique aqui.

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Atividade humana força tubarões a se afastarem da costa dos continentes

Foto: Tom Letessier/Zoological Soceity of London
Foto: Tom Letessier/Zoological Soceity of London

Cada vez mais os tubarões estão passando a viver longe de áreas densamente povoadas, como resultado da ameaça humana para os animais marinhos.

Especialistas estudaram imagens de tubarões capturadas nos oceanos Índico e Pacífico e descobriram que seus números e tamanhos caíam perto de grandes cidades e mercados de peixes.

Os tubarões são intensamente capturados e mortos pelos humanos por sua carne e barbatanas.

Esses locais variavam na proximidade entre mercados de peixes e populações humanas, com alguns próximos a cidades e outros a até 932 milhas (1.500 quilômetros) de distância.

A equipe de cientistas estudou tubarões e outros predadores de natação livre usando câmeras que foram presas a vasilhas cheias de iscas – observando um total de 23.200 animais de 109 espécies, incluindo 841 tubarões individuais de 19 espécies diferentes.

“A atividade humana é agora a maior influência na distribuição de tubarões, superando todos os outros fatores ecológicos”, disse o principal autor e biólogo marinho Tom Letessier, da Zoological Society of London.

“Apenas 13% dos oceanos do mundo podem ser considerados ‘selvagens’, mas os tubarões e outros predadores são muito mais comuns e têm presenças significativamente maiores a distâncias superiores a 1.250 quilômetros das pessoas”.

“Isto sugere que os grandes predadores marinhos são geralmente incapazes de prosperar perto da presença humana e é outro exemplo claro do impacto da sobre-exploração humana nos nossos mares”.

A distância de 1.250 km (777 milhas) da humanidade foi a que os tubarões tiveram que se afastar e viver para que a civilização não tenha um impacto mensurável muito maior do que o calculado anteriormente – e provavelmente reflete o aumento das distâncias que os barcos de pesca podem agora viajar.

Como resultado disso, os tubarões só foram observados em 12% dos locais monitorados, disseram os pesquisadores.

Juntamente com a proximidade de seres humanos, a equipe também descobriu que as temperaturas da superfície do mar tinham uma forte influência no tamanho médio do corpo do predador, com uma diminuição acentuada em mais de 82 ° F (28 ° C).

Embora esta observação seja consistente com o que é conhecido, nas muitas espécies menores que vivem em águas tropicais, essa tendência pode se tornar um problema à medida que as temperaturas globais continuam a subir.

“Nosso estudo também descobriu que habitats de água menos profundos, com profundidades inferiores a 500 metros, são vitais para a diversidade de predadores marinhos”, disse Letessier.

“Portanto, precisamos identificar sites que sejam superficiais e remotos e priorizá-los para a conservação”.

“As Áreas Marinhas Protegidas, existentes e de grande porte, precisam ser melhoradas e ampliadas para se concentrar nos últimos refúgios onde os animais extraordinários são abundantes.”

“Grandes predadores marinhos e tubarões, em particular, desempenham um papel único e insubstituível no ecossistema oceânico”, acrescentou Letessier.

“Eles controlam as espécies de presas (cadeia alimentar), mantêm-se essas populações saúdáveis e removendo os animais doentes ou feridos e transportam nutrientes entre os habitats que conectam as grandes distâncias.”

Os resultados obtidos no estudo foram publicados na revista PLOS Biology.

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Tartarugas verdes comem pedaços de plástico descartados no oceano por confundi-los com alimento

Foto: Factorydirect
Foto: Factorydirect

Espécies de tartarugas correm risco de morte por comerem plástico descartado no oceano ao acreditarem que os detritos sejam comida.

As tartarugas-verdes (Chelonia mydas) são muito mais propensas a consumir objetos de plástico que são coloridos verdes, pretos ou claros, segundo um estudo.

Os cientistas agora acreditam que as tartarugas confundem isso com a grama marinha que comem, o que as coloca em risco particular de sacos plásticos, sacos de transporte e fragmentos de corda de pesca.

Já se sabia que as tartarugas-de-couro (Dermochelys coriácea) comem sacos plásticos, provavelmente porque os confundem com águas-vivas.

A descoberta de outra espécie de tartaruga cuja alimentação torna vulneráveis ao plástico veio depois que pesquisadores examinaram tartarugas verdes mortas encontradas nas praias de Chipre.

Plástico foi encontrado em todas as tartarugas cujo trato gastrointestinal completo poderia ser examinado, com um encontrado para conter 183 peças separadas.

Emily Duncan, primeira autora do estudo da Universidade de Exeter, disse: “Pesquisas anteriores sugeriram que as tartarugas-de-couro comem plástico que se assemelha a presas de medusas, e nós queríamos saber se algo semelhante poderia estar acontecendo com as tartarugas-verdes.

Foto: PA
Foto: PA

“As tartarugas marinhas são predadores primariamente visuais, capazes de escolher os alimentos por tamanho e forma, e neste estudo encontramos fortes evidências de que as tartarugas-verdes preferem plástico de certos tamanhos, formas e cores”.

“Comparado a uma linha de base de detritos de plástico nas praias, o plástico que encontramos nessas tartarugas sugere que elas favorecem fios e folhas que são pretas, claras ou verdes.”

O plástico encontra-se agora nos oceanos do mundo todo, descobertas apontam que quase metade das espécies de baleias, golfinhos e botos encontrados mortos engoliram os detritos (tinham a presença de plásticos no estomago.

Mais de um terço das espécies de aves marinhas acabam comendo plástico, juntamente com muitos tipos de peixes, colocando-os na cadeia alimentar humana.

Foto: PA
Foto: PA

Várias campanhas foram lançadas num esforço de proteger a vida selvagem por meio da conscientização sobre o uso de plásticos, o que que levou a um imposto sobre as sacolas de uso único em alguns países.

Para examinar o efeito do plástico nas tartarugas-verdes, que estão ameaçadas de extinção, os cientistas examinaram as entranhas de 34 delas.

Os tratos gastrointestinais completos podiam ser vistos em 19 dessas tartarugas, e cada uma continha plástico, variando de três peças a 183.

O plástico pode matar as tartarugas bloqueando seus intestinos ou levando à desnutrição, lotando e entupindo seus estômagos, embora se acredite que as criaturas do estudo tenham morrido depois de serem apanhadas em redes de pesca.

Foto: PA
Foto: PA

Os pesquisadores, cujas descobertas foram publicadas na revista Scientific Reports, encontraram predominantemente películas e folhas de plástico, que se pareciam muito com a dieta de algas e algas marinhas das tartarugas, e que eram pretas, verdes ou claras.

Os animais pareciam evitar fragmentos duros de plástico colorido de vermelho, laranja, azul, cinza ou branco.

As tartarugas mais jovens tendem a conter mais plástico, possivelmente porque são menos experientes e, portanto, mais propensas a comer o alimento errado.

O professor Brendan Godley, que lidera a estratégia de pesquisa da Exeter Marine, disse: “Pesquisas como essa nos ajudam a entender o que as tartarugas marinhas estão comendo e se certos tipos de plástico estão sendo ingeridos mais do que outros.

“É importante saber que tipo de plástico pode ser um problema específico, além de destacar questões que podem ajudar a motivar as pessoas a continuar trabalhando para reduzir o consumo geral de plástico e a poluição”.

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Embalagens plásticas descartáveis de shampoo usadas em hotéis podem ser banidas por lei

Foto: Getty Images
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Se aprovada, a lei entrará em vigor em 2023 para hotéis com 50 quartos ou mais. Os estabelecimentos de hospedagem com menos de 50 quartos teriam até 2024 para substituir totalmente os pequenos produtos de plástico.

Este não é um conceito totalmente novo na indústria hoteleira. No ano passado, o InterContinental Hotels Group e o Marriott International começaram a substituir os artigos de higiene pessoal de plástico de uso único por recipientes maiores que são presos na parede.

A Marriott implementou essas mudanças em até 450 propriedades sob sua administração e focou especificamente em propriedades que atendem viajantes de negócios.

O esforço para minimizar o uso de plásticos de uso único aumentou significativamente nos últimos anos no mundo todo.

Em 2014, o estado americano da Califórnia tornou-se o primeiro a promulgar uma proibição de sacolas plásticas em grandes lojas de varejo. O governo também impôs um encargo mínimo de dez centavos de dólar para sacolas de papel recicladas e sacolas plásticas reutilizáveis em locais específicos. Este ano, outro estado americano, Nova York seguiu o exemplo com um mandato estadual semelhante. Só nos EUA, vários condados e cidades menores adotaram legislação semelhante.

Canudos de plástico também receberam muita atenção dos legisladores. Em 2018, Seattle se tornou a primeira cidade dos EUA a proibir totalmente o uso de canudos de plástico.

A mudança cultural para longe do uso de produtos plásticos descartáveis chega em um momento importante. Estima-se que a América do Norte, definida como Bermudas, Canadá e Estados Unidos pelo Banco Mundial, tenha produzido cerca de 35 milhões de toneladas de resíduos plásticos em 2016, tornando-se o terceiro maior produtor mundial de resíduos plásticos naquele ano.

Produtos plásticos descartáveis acabam no oceano poluindo o planeta. A ONU estimam que até 80% do lixo flutuante é plástico, resultando em enormes prejuízos para a vida selvagem. Aproximadamente 1 milhão de aves marinhas e 100 mil animais marinhos morrem a cada ano devido à ingestão de plástico.

Ainda assim, eliminar os pequenos produtos de higiene pessoal de plástico dos hotéis será uma mudança cultural significativa para os consumidores que já estão acostumados a esperar esses serviços quando viajam. Muitos consumidores já esperam encontrar os mini artigos de higiene fornecidos pelos hotéis e até colecionam os itens depois de uma viagem.

No entanto, os benefícios dessa proibição parecem superar em muito qualquer inconveniente para o consumidor. De acordo com a revista Lodging, a rede de hotéis Marriott estima que uma única propriedade com cerca de 140 quartos reduz o consumo de plástico em 250 libras de plástico por ano – ou em 23 mil garrafas plásticas.

O autor do projeto, o deputado Ash Kalra, espera que seus colegas legisladores também vejam o impacto significativo que esse projeto de lei pode ter.

Kalra disse à CALmatters: “Espero que meus colegas vejam isso como uma lei de senso comum que mais uma vez nos coloca como líderes quando se trata de tentar reduzir nosso consumo de plástico e líderes em questões do meio ambiente”.

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Aves marinhas com traumatismo craniano recebem tratamento após tempestade

 

Foto: (Marina von Stackelberg/CBC

“Elas foram atingidas por aqueles ventos enormes. Se você estivesse fora e os ventos quase o derrubassem, pode imaginar o que fariam com um pássaro”, disse Hope Swinimer, fundadora da Hope for Wildlife, em Seaforth.

Swinimer disse que muitas das aves marinhas estavam exaustas. Outras estavam feridas, incluindo um pato do mar com traumatismo craniano e inúmeras gaivotas com as pernas e asas quebradas.

“Isso seria de uma colisão com um poste, um prédio ou veículo”, informou.

No auge da tempestade, o centro recebeu 400 chamadas e as pessoas levaram as aves em caixas, baldes e cobertores.

De acordo com Swinimer que enquanto a maioria dos mamíferos está em hibernação e fica protegida das tempestades, as aves marinhas são mais vulneráveis.

Foto: Marina von Stackelberg/CBC

A veterinária do centro, Krystal Woo, disse que tratou dezenas de pequenos pássaros negros e brancos  chamados dovekies desorientados. A espécie, que só se aproxima da terra para construir ninhos, só consegue levantar voo da água, segundo a CBC.

“Muitos deles não conseguem andar na terra e, portanto, não conseguem voltar ao ar para retornar para onde vieram”, disse.

Embora não pudesse salvá-las, o centro conseguiu reabilitar e libertar 70% das aves que recebeu. Swinimer espera a chegada de mais animais. “Eu simplesmente acho maravilhoso e emocionante que as pessoas se importem tanto com uma pequena ave que está em perigo e se esforcem para trazê-la até nós”, observou.

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Home [Destaque N2]

Causa ainda desconhecida: cerca de 400 tartarugas são encontradas mortas em área costeira

carcaças de tartarugas sendo retiradas do mar
Carcaças de tartarugas são recolhidas do mar (Foto: MARN El Salvador/Twitter)

Moradores locais da Baía de Jiquilisco, em El Salvador, começaram a avistar carcaças de tartarugas marinhas em decomposição no final de outubro. Mas as mortes em massa não foram divulgadas ao público até que o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais do país anunciasse o ocorrido no Twitter na última quinta-feira. O número estimado de animais mortos foi entre 300 e 400, segundo reportado pelo National Geographic News.

Até agora, as autoridades ainda estão coletando informações, e deram poucos detalhes do número exato de mortes ou da causa. Uma grande variedade de tartarugas vive na região, como as espécies tartaruga-de-escamas, tartaruga-gigante, tartaruga-oliva e tartaruga-verde. Aparentemente, as da espécie oliva tem sido as mais impactadas.

carcaças de tartarugas da espécie oliva foram as mais encontradas
A tartaruga-oliva foi a espécie mais afetada (Foto: Olive Ridley Project)

Em 2013 e 2006, 200 e 120 tartarugas, respectivamente, foram achadas mortas. Em ambos os casos, foi atribuída como causa a “maré vermelha”, um termo que se refere ao crescimento descontrolado de algas. Dependendo dos organismos específicos e das condições, podem se tornar tóxicas para a vida marinha.

Esses fenômenos podem ocorrer em água doce ou salgada, e são potencializados por químicos como pesticidas ou água de esgoto não tratada. Combinação fatal para as tartarugas.

Segundo Mike Liles, que mora em El Salvador há uma década trabalhando na conservação de tartarugas, mais 300 tartarugas mortas podem ter aparecido na área de Isla Tasajara, cerca de 50 km a oeste de Jiquilisco. O Ministério do Meio Ambiente ainda precisa confirmar este fato.

Mas ele hesita em culpar a maré vermelha. Apesar de provável, é impossível afirmar com certeza até que os relatórios toxicológicos das carcaças sejam liberados pelo governo.

E apesar de não parecer estar ligado a este caso específico, a pesca de camarões na região tem se mostrado uma ameaça as tartarugas. Elas acabam sendo capturadas em redes no processo e, mesmo com algumas restrições impostas a indústria, é algo que continua acontecendo.

Em uma análise geral, Liles prevê que resíduos de indústrias continuarão piorando as marés vermelhas e diminuindo a população de tartarugas com episódios cada vez mais comuns de mortes em massa. Idealmente, o governo deveria ter uma equipe pronta para analisar imediatamente as evidências concretas, ele disse. “Quanto mais esperarem, mais as tartarugas se decompõem”.

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Tartaruga-marinha nadando
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Conheça um hospital especializado na reabilitação de tartarugas-marinhas na Flórida (EUA)

Uma tartaruga resgatada pelo The Turtle Hospital, em Marathon, na Flórida (EUA),  foi atropelada por um jet ski. Outra, levou uma mordida de tubarão e foi encontrada agonizando na praia.

Tartaruga-marinha nadando
Foto: Grosby Group

Por sorte, foram auxiliadas pelo hospital, especializado em tartarugas-marinhas, que oferece tratamento e reabilitação aos animais e posteriormente os devolve ao mar.

Existem tartarugas amputadas por linha de pesca e enredos de armadilha, com traumas devido a colisões com embarcações , além daqueles com infecções intestinais causadas pela ingestão de lixo – sacos plásticos, balões, linha de pesca e ganchos.

Além dos acidentes, muitas doenças de tartaruga são tratadas no local. A cirurgia mais comum é a remoção de tumores que frequentemente são causados pela poluição.

O hospital está localizado em Marathon,  a 2h30 de carro de Miami, no caminho da viagem a Key West. Como mostra o vídeo, o momento de libertação dos animais na natureza é emocionante.
Fonte: R7
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Aves marinhas engolem plástico atraídas por seu odor

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Uma das maiores perguntas sobre a poluição por plásticos dos oceanos é por que os animais comem esses resíduos. Até agora, a resposta mais aceita era que confundem visualmente com comida. Mas é difícil explicar como espécies adaptadas a seus ambientes durante milhares de anos de evolução podem se enganar com algo tão básico como o alimento.

Um novo estudo publicado hoje oferece uma resposta um pouco mais complexa, pois demonstra que os plásticos cheiram exatamente como a comida de que se alimentam as aves marinhas. O trabalho se concentrou no grupo das procelariformes, que inclui albatrozes, petréis e pardelas. Essas espécies têm um olfato afiado para que o dimetilsulfureto (DMS), um composto bioquímico que segrega o fitoplâncton em decomposição e que lhes indica o ponto em que há alimento. O composto é um dos principais responsáveis pelo cheiro de mar e tem um papel chave no clima.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis (EUA) demonstrou que, depois de menos de um mês flutuando em águas marinhas, os plásticos mais comuns começam a emitir dimetilsulfureto. Também demonstrou que esse composto está diretamente relacionado à ingestão de plástico por parte das aves marinhas. Seu estudo, publicado na revista Science Advances mostra que as espécies analisadas são cinco vezes mais propensas a engolir plástico do que outras que não conseguem cheirar o DMS.

Todo ano, os seres humanos jogam ao mar oito milhões de toneladas de plástico. A maioria chega ao mar vinda da Terra, em parte pela falta de reciclagem. Mais de 200 espécies de mamíferos, peixes, aves e tartarugas consomem esses resíduos que obstruem o trato digestivo dos animais e são tóxicos em alguns casos. Por exemplo, um estudo publicado este ano afirmava que os microplásticos estão intoxicando alguns peixes do Báltico e poderiam explicar o declínio de algumas espécies de interesse pesqueiro. No ritmo atual de contaminação dos mares, 99% das aves marinhas terão ingerido plástico em 2050, ressalta o novo estudo.

“Os tipos de plástico que analisamos são usados em muitos dos produtos que consumimos, garrafas de água, isqueiros, escovas de dentes e muito mais”, explica Matthew Savoca, coautor do estudo. O pesquisador ressalta que “as aves marinhas não são as únicas que usam o DMS como sinal olfativo para se alimentar, também há peixes, incluindo o tubarão baleia, e tartarugas que fazem isso”, afirma. Em mamíferos está menos claro, apesar de “haver evidências de que algumas focas podem detectar o DMS”, acrescenta Gabrielle Nevitt, coautora do estudo, “e sabemos que esses animais têm um olfato excelente” , ressalta.

Um dos casos mais evidentes é o dos albatrozes das ilhas Midway, no Pacífico, que engolem os plásticos acidentalmente ao mergulhar na água para capturar suas presas. “A situação é especialmente crítica nessas aves, porque os filhotes são incapazes de regurgitar a comida dada por seus pais e acabam morrendo com o estômago cheio de plástico”, explica Jacob Gonzáles-Solís, pesquisador da Universidade de Barcelona. O fotógrafo Chris Jordan documentou o problema com fotografias impressionantes de corpos de filhotes com o estômago cheio plástico.

Em 2014, González-Solís publicou uma análise do consumo de plásticos nas três espécies de pardelas endêmicas do Mediterrâneo, incluída o balear, a ave mais ameaçada da Europa. “Os dados mostram que entre 60% e 80% das aves têm plástico em seus estômagos”, explica o cientista. Para o biólogo, o próximo desafio é verificar “qual é o impacto real dos plásticos nos organismos marinhos”.

O novo estudo demonstra que a intoxicação é mais complexa do que se pensava (não se trata tanto da visão, mas do olfato) e que é mediada por sinais bioquímicos que as aves evoluíram para conseguir captar inclusive em pequenas concentrações. “É um engano ecológico”, resume o biólogo da UB. Depois de algumas semanas no mar, os plásticos se cobrem de organismos microscópicos que começam a produzir dimetilsulfureto e assim atraem as aves. Não é que confundam com comida: é que é comida, mas contaminada.

Fonte: El País Brasil

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Albatrozes estão ameaçados; Segundo dados, cerca de 320 mil aves marinhas morrem por ano no Brasil

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As ameaças enfrentadas por populações de albatrozes e petréis ao redor do planeta e as ações de conservação serão discutidos em La Serena, Chile, durante toda a semana, até sexta-feira (13/5).

A reunião é promovida pelo Conselho Consultivo do Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Acap) e participam representantes do Brasil e de mais 12 países-membros.

O Acap atua para estimular a conservação de albatrozes e petréis, por meio da coordenação de atividades internacionais destinadas a mitigar ameaças já conhecidas que afetam suas populações. O Acordo abrange 22 espécies de albatrozes, sendo que sete delas ocorrem no litoral brasileiro, nove são de petréis, sendo três de ocorrência nacional.

Ao analisar a importância desse acordo para a conservação das aves, o diretor de Espécies do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ugo Vercillo, explica que “o Acap representa um compromisso dos países para assegurar a proteção dessas espécies, que estão ameaçadas pela ação do homem”. E mais, diz ele: “O Acordo simboliza a comunhão de esforços entre países para salvar as duas espécies da extinção”.

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Ameaças
A cada ano, pelo menos 320 mil aves marinhas morrem afogadas após serem capturadas por anzóis e espinhéis nos mares mundo afora. Dessas, aproximadamente 100 mil são albatrozes, segundo dados da Birdlife International, ONG dedicada à conservação da natureza do planeta, presente em 120 países. Por essa razão, várias dessas espécies estão ameaçadas de extinção. Com base na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, produzida pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil (Portaria MMA nº 444/2014), cinco das sete espécies de albatrozes de ocorrência no litoral brasileiro, e duas espécies de petréis apresentam algum grau de ameaça de extinção.

O acordo de conservação de albatrozes e petréis está em vigor desde fevereiro de 2004, sendo que o Brasil faz parte do Acap desde de 2009 (Decreto nº 6.753/2009). E para internalizar os termos desse acordo internacional, o país instituiu o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Planacap). Esse instrumento prevê várias ações destinadas a reduzir as ameaças que albatrozes e petréis sofrem nas áreas de reprodução, como doenças e espécies invasoras, e de alimentação, em função das capturas incidentais em pescarias oceânicas e da poluição.

Prevenção
No conjunto das ações brasileiras está a normatização de atividades que causam impactos às populações dessas duas espécies de aves marinhas. Com base nisso, em outubro de 2014, após um processo de construção com o setor pesqueiro, foi lançada a Instrução Normativa Interministerial n° 7. A INI estabelece medidas voltadas à diminuição da captura incidental de aves marinhas por embarcações pesqueiras no mar territorial e águas internacionais ao Sul de 20º S, entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul, até a fronteira com o Uruguai, e que atuam na modalidade espinhel horizontal de superfície.

A partir desse novo marco regulatório, as embarcações tiveram de empregar medidas preventivas obrigatórias. Entre elas estão a adoção de um regime de peso padronizado, capaz de fazer o anzol afundar mais rapidamente; a largada noturna do espinhel, período do dia em que há menor número de aves à espreita; e o uso de linhas espanta-aves (tori line), formada por fitas coloridas suspensas, destinadas a espantar as aves na hora de lançar o espinhel, um aparelho que contém iscas para atrair os peixes.

A analista ambiental do MMA, Thaís Evangelista Coutinho, estará presente ao evento do Acap e explica que a participação nesse evento “permitirá uma maior troca de experiências nas ações relativas à conservação de albatrozes e petréis, bem como permitirá a coordenação de atividades entre os países-membros, para que busquem a conservação das espécies tanto nas suas áreas de alimentação como na de reprodução”.

Essas medidas também estão previstas no Guia de Melhores Práticas do Acap e são recomendadas para adoção pelos países-membros. E o Brasil apresentará, nesse encontro do Chile, a implementação da INI n° 7/2014, além de discutir outras ações necessárias à conservação das duas espécies, tanto em âmbito nacional, como no caso de outras ações que necessitem de apoio e cooperação internacional.

Viagem longa
Durante a semana que antecedeu o encontro do Comitê Deliberativo do Acap, houve a reunião dos Grupos de Trabalho de Pesca Incidental (de 2 a 4/5) e de Populações e Tendências (em 5 e 6/5). Na ocasião, foram discutidos os aspectos técnicos relativos às duas áreas para decisão final no Conselho Deliberativo. Representantes brasileiros também participaram dos encontros desses dois GTs.

Dados do Projeto Albatroz, no Rio Grande do Sul, mostram que um albatroz é capaz de percorrer até mil quilômetros num único dia em busca de alimento. E todo ano, entre os meses de julho e agosto, há uma maior presença das aves por essas bandas, interagindo com as embarcações que navegam no mar territorial brasileiro, a partir das águas capixabas.

 

Fonte: Farol Comunitário

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Incidência de doença que afeta tartarugas cresce assustadoramente

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Divulgação
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http://www.istackr.com/page/1461314/A-nasty-disease-is-attacking-Florida-s-sea-turtles-and-scientists-aren-t-sure-why/

Na costa da Flórida, a população de tartarugas-verdes recuperou-se consideravelmente.

De menos de 500 ninhos registrados nas praias há cerca de 30 anos atrás, o ano passado trouxe um recorde de 28.000 ovos a eclodir.

Porém, apesar dessa impressionante recuperação, elas agora parecem estar enfrentando outro problema.

Mais e mais indivíduos têm sido encontrados infectados como uma doença potencialmente fatal, que causa tumores que crescem por todo o corpo.

A doença, conhecida como “fibropapilomatose”, é supostamente causada por um herpes vírus e é específica das tartarugas marinhas. As informações são do Istackr.

Apesar da aparência, os tumores que se desenvolvem superficialmente são benignos, mas os problemas aumentam quando eles atingem a região dos olhos das tartarugas, impedindo-as de enxergar e, posteriormente, de se alimentar.

Há 20 anos atrás, veterinários do Turtle Hospital em Florida Keys estavam atendendo cerca de oito tartarugas por mês com os tumores, mas recentemente eles têm visto um aumento massivo, com mais de oito casos por semana.

Embora a doença seja predominantemente encontrada em tartarugas-verdes, o hospital também encontrou-a em tartarugas-de-kemp (ridley) e “loggerheads”. Eles descobriram que aproximadamente metade das tartarugas-verdes da área estão afetadas, e estão tratando-as pela remoção cirúrgica dos bulbos tumorais de seus corpos. Muitas vezes são necessárias múltiplas operações devido às condições severas nas quais algumas delas se encontram. Depois disso, elas são mantidas por quase um ano em recuperação, mas se a doença já se espalhou por seus fígados e rins, nada mais pode ser feito para salvá-las. Infelizmente, apenas cerca de uma em cinco das tartarugas se recuperam a ponto de serem devolvidas para a natureza.

A causa da doença, e o motivo pelo qual subitamente cresceu a sua incidência, ainda não está 100 por cento claro. Um estudo sobre a fibropapilomatose em tartarugas que vivem no Havaí aponta que certas áreas ao redor da costa tinham um número desproporcionalmente grande de indivíduos afetados por causa do escoamento superficial de nitrogênio de cidades e fazendas. Eles pressupõem que um aumento do nitrogênio na água leva à conversão das algas em um aminoácido chamado arginina. As tartarugas se alimentam dessas algas, e ingerem níveis elevados do aminoácido, que se descobriu ser passível de proporcionar o crescimento do herpes vírus responsável pela fibropapilomatose.

Por enquanto, permanece desconhecido se esta é a causa do aumento dos tumores, ou se são outros fatores – tais como poluição ou aquecimento global – e muita investigação ainda precisa ser realizada. “Eu tenho esse horrível sentimento de que, conforme os oceanos se aquecem, nós iremos ver mais e mais doenças”, disse o veterinário Doug Mader, que trabalha no Turtle Hospital de Florida Keys, à AFP.

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Um quarto das espécies marinhas corre risco de extinção

Por Ana Rita Negrini Hermes (da Redação)

O Reino Unido anuncia 11.000 km² de novas zonas de conservação marinha
O Reino Unido anuncia 11.000 km² de novas zonas de conservação marinha

As espécies oceânicas têm nove vezes mais probabilidades de se tornarem extintas do que se pensava anteriormente, de acordo com uma nova pesquisa.

O estudo alarmante feito pela Universidade de Sheffield, considerada a mais completa análise dos dados de conservação marinha até agora, foi divulgado juntamente com as acusações de ativistas de que o governo está “enfraquecendo” os planos de proteção da vida marinha da Inglaterra. As informações são do The Independent.

Os pesquisadores descobriram que um quarto das espécies marinhas mais conhecidas, da foca-monge do Mediterrâneo ao tubarão de Pondicherry (Carcharhinus hemiodon), está correndo risco de ser exterminado. Este fato derruba a sabedoria científica de que espécies marinhas estão muito mais seguras do que as outras, estabelecendo que o risco é igualmente alto. Em cada caso, entre 20 e 25 por cento das espécies estão ameaçadas de extinção, disseram os cientistas.

O risco elevado imposto à vida marinha no mundo todo surgiu quando o Reino Unido anunciou que tem planos de criar 23 novas zonas de conservação marinha (ZCMs) cobrindo quase 11 mil quilômetros quadrados da costa inglesa. Estas áreas protegem espécies como cavalos marinhos, recifes de coral e banco de ostras de ameaças como dragagem e pesca com redes de arrasto e marca o segundo pedaço de ZCM, seguindo os 27 anunciados em 2013.

Os locais vão de Allonby Bay, na costa de Cumberland, que tem bancos de mexilhões azuis e corais vivos formados pela Sabellaria alveolata, a um trecho da costa entre Bideford e Foreland Point em North Devon, habitat de anêmonas e gorgônias rosas.

O anúncio foi, de forma geral, bem vindo, porque ele dará um grande impulso às populações marinhas em grandes áreas da costa inglesa. Mas o Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra) recebeu severas críticas por não ter ido além, com ativistas observando que o governo tinha, originalmente, feito uma lista de 37 lugares potenciais para seu segundo pedaço de ZCM.

Eles alegam que vai haver um total de somente 50 zonas, o que é bem abaixo dos 127 locais recomendados pelos conselheiros científicos do próprio governo como sendo cruciais para deter o rápido declínio de peixes, lagostas e outras vidas marinhas. “Trinta e sete locais para possíveis ZCMs foram originalmente identificados nesta etapa da análise, mas 14 foram descartados pelo Defra, apesar do claro apoio público e de vários partidos políticos. Isto causa uma grande preocupação e mostra que o governo está se arrastando em terrenos ecológicos e políticos,” disse Lyndsey Dodds, chefe da política marinha do WWF do Reino Unido.

Os críticos disseram que a decisão de não ir adiante com todos os 37 locais foi muito decepcionante, porque ela chegou na semana em que o conselheiro independente do governo, do Comitê do Capital Natural, advertiu que o meio ambiente do Reino Unido estava em sério declínio.

O porta-voz do Defra disse que os 14 locais que não entraram na lista foram considerados “inadequados para a designação nesta vez”, acrescentando que não foram permanentemente removidos da lista de candidatos que poderiam ser acrescentados ao esquema no futuro.

Enquanto as águas do Reino Unido podem estar em declínio, a ameaça à vida marinha é verdadeiramente global, disseram os pesquisadores da Universidade de Sheffield. Esperava-se que populações encolhessem em números, não que desaparecessem, acrescentaram.

A ameaça imposta à vida marinha é verdadeiramente global,  dizem os pesquisadores (Foto: Getty)
A ameaça imposta à vida marinha é verdadeiramente global, dizem os pesquisadores (Foto: Getty)

A extensa lista de espécies ameaçadas inclui o tubarão anjo, o hagfish de oito guelras– peixe desprovido de mandíbulas que se parece com uma enguia – e o albatroz Amsterdã.

O autor do relatório, Dr. Thomas Webb, disse: “Até agora, tem havido uma suposição geral de que, apesar das pressões sobre os ambientes marinhos como poluição e pesca, as espécies marinhas provavelmente não seriam ameaçadas de extinção. Mas muito disto pode ser explicado pelo fato de que a situação de conservação de poucas espécies marinhas foram formalmente avaliadas.”

Espécies em declínio: A vida marinha em risco

Squatina oculata (tubarão anjo de costas lisas): Este grande e forte tubarão anjo era um importante e comum predador de grandes áreas de habitats costeiros no mar Mediterrâneo e Atlântico oriental. Agora, ele está altamente vulnerável às grandes redes através da captura acidental.

Monachus monachus (foca-monge do Mediterrâneo): Há somente 350-400 delas em todo o mundo – menos da metade do número visto 20 anos atrás – novamente, como resultado da pesca. Isto está causando problemas particulares em seus principais territórios da Grécia e Turquia.

Porites pukoensis (coral pétreo): Sabe-se que existem somente em uma pequena área ao redor das ilhas Molokai, no Havaí. Esta espécie de coral é encontrada em recifes rasos e protegidos, especialmente em lagoas.

Diomedea amsterdamensis (Albatroz de Amsterdã): Há somente 170 aves desta espécie de que temos conhecimento. Elas somente se acasalam na Ilha Amsterdã, nos territórios franceses do sul, no oceano Índico do sul. A população tem sido dizimada pela introdução do gado, que causou degradação dos solos de procriação e por gatos ferais.

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Você é o Repórter

Roubo de ovos de tartarugas marinhas no litoral brasileiro e costa-riquenho

Germano Woehl Jr.
germano@ra-bugio.org.br

O assunto é de grande relevância.

Segue conteúdo divulgado pela mídia, conforme matéria publicada no Jornal O Globo “Encontrados 50 mil de ovos de tartaruga na zona rural do Rio Grande do Sul”, em 08/01/2010:

A Companhia Ambiental de Pelotas confirmou no final da manhã desta sexta-feira que cerca de 50 mil ovos de tartarugas da espécie tigre-d’água foram encontrados em dez canteiros na localidade de Barra Falsa, zona rural de Rio Grande. A informação inicial era de que pelo menos 10 mil ovos estariam enterrados no local.

Trinta policiais militares participam da ação que encerra uma operação iniciada há seis meses. Os ovos são coletados nas margens do Canal São Gonçalo e enterrados à espera da eclosão. Famílias que estavam no local foram detidas enquanto a BM faz um levantamento dos envolvidos. A operação segue durante todo o dia.

Biólogos e veterinários do Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) estão no local. Os ovos serão removidos ainda hoje. A polícia trabalha com a possibilidade de contrabando dos animais para fora do país e do estado, além da venda para criação doméstica.


Maus-tratos aos animais

Foto: Reprodução

A ação da polícia ambiental no Rio Grande do Sul já é reflexo da atitude corajosa de ONGs da Costa Rica que chamaram atenção do mundo inteiro para um grave problema ao registrarem e espalharem as imagens chocantes contra a natureza do saque autorizado de ovos de tartaruga, dentro de uma unidade de conservação da natureza, revelando a face cruel desta falácia de “manejo sustentável”, que estimula mais ainda o saque para consumo de ovos de tartaruga que é tradicional naquele País – a iguaria passou a ser oferecida também como atrativo para os turistas estrangeiros. Para a mãe natureza não faz diferença se uma agressão é autorizada ou não.

As imagens são a pura expressão da verdade da dimensão do problema. Infelizmente, a denúncia procede.  A população local realmente saqueia quantidades absurdas de ovos das tartarugas de uma espécie ameaçada de extinção para vender aos restaurantes e com autorização das autoridades da Costa Rica.

Foto: Reprodução

Saiba tudo sobre as consequências desastrosas deste projeto macabro de “manejo sustentável” de ovos de tartaruga nas praias da Costa Rica, que já teve até matéria citando o problema no jornal The New York Times. Acesse esta matéria e veja outras imagens e informações sobre este massacre no blog.

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