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Elefanta Mara chega à santuário e inicia nova vida após décadas de exploração

Reprodução/Diário de Cuiabá

A elefanta Mara chegou na última quarta-feira (13) ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Mato Grosso. Ela percorreu mais de 2,5 mil quilômetros do zoológico onde vivia na Argentina até a Chapada dos Guimarães, onde passa a viver ao lado das elefantas Maia, Rana e Lady.

Assim que chegou, a elefanta comeu beterrabas, goiabas e abóboras, e jogou terra sobre seu corpo, tomando o que é conhecido como um banho dentre animais da espécie.

“A Mara parece estar um pouco cansada, mas foram vários dias de viagem. Ela parece estar bem e se alimentou bem durante a viagem”, disseram representantes do santuário através das redes sociais.

Para que a viagem fosse possível, a fronteira entre a Argentina e Brasil, que está fechada como medida de segurança contra o coronavírus, foi aberta exclusivamente para a passagem do caminhão que transportou o animal.

Mara tem entre 50 e 54 anos e, segundo informações divulgadas pelo Diário de Cuiabá, nasceu na Índia. Posteriormente, foi levada a um zoológico na Alemanha para ser exposta como se fosse um objeto. Em 1970, foi tratada como mercadoria ao ser vendida e trazida para a América do Sul, onde continuou a ser explorada para entretenimento humano, mas dessa vez em circos.

Com a aprovação de um decreto que proibiu a exploração de animais em circos, Mara foi levada, em 1995, para um zoológico em Buenos Aires, onde permaneceu sendo explorada para entreter o público.

O sofrimento de Maia, no entanto, acabou. Com sua chegada ao santuário, inicia-se uma nova fase em sua vida. Daqui para frente, a elefanta terá seus direitos respeitados, será tratada como o ser senciente que é e não mais será vista como fonte de lucro ou objeto em exposição. A exploração e a objetificação ficaram no passado.

O santuário que a recebeu é o único neste segmento em toda a América Latina. E o acolhimento aos elefantes fez bem não apenas aos animais, mas também ao meio ambiente. Isso porque o local no qual o SEB atua há três anos era utilizado para pastagem e depois que passou a ser habitado pelos elefantes teve sua fauna e flora restabelecidas.

Além de Maia, Rana, Lady e, agora, Mara, o santuário também já abrigou Guida e Ramba, que morreram no ano passado. O SEB tem licença de operação emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para acolher até seis animais em uma área de mais de 20 hectares – situação completamente inversa aos zoológicos, que aprisionam os animais em pequenos recintos.

Recentemente, o santuário solicitou à Sema licença para abrigar até 10 elefantes.


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Fronteira entre Brasil e Argentina é aberta para passagem de elefanta a caminho de santuário

Foto: Christian Rizzi/PRF

Explorada durante toda a vida, a elefanta Mara poderá finalmente viver uma vida digna. Isso porque a fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazu, na Argentina, que está fechada por conta da pandemia de Covid-19, foi reaberta na última segunda-feira (11) exclusivamente para a passagem do caminhão que está levando Mara para seu novo lar.

Nascida em cativeiro na Índia, a elefanta foi comercializada, como se fosse um objeto, para outro cativeiro na Alemanha. Em 1970, quando tinha poucos anos de vida, Mara foi levada para o Uruguai, onde passou a ser explorada para entretenimento humano pelo Circo África.

A vida de exploração continuou quando ela foi encaminhada ao Circo Sulamericano, na Argentina, onde ficou até o estabelecimento falir. Dali em diante, Mara passou a viver no zoológico de Buenos Aires, tratada como uma atração, objetificada e aprisionada.

Foto: Christian Rizzi/PRF

Como a introdução de Mara à natureza é impossível por conta de seu triste histórico, o caminho mais viável e digno para a elefanta é a vida em um santuário. Retirada do zoológico, ela está sendo transportada para o Santuário dos Elefantes, na Chapada dos Guimarães (MT), onde poderá desfrutar de um espaço grande, longe dos cárceres que a aprisionaram durante toda a vida.

A viagem da elefanta conta com a escolta da Polícia Rodoviária Federal. Ela está sendo transportada em um compartimento com janelas, que tem três metros de altura por cinco metros de largura. Especialistas acompanham e monitoram o animal.

A previsão é de que Mara, que tem entre 50 e 54 anos de idade, chegue ao santuário na quarta-feira (13). A viagem se iniciou no sábado (9).

Foto: Christian Rizzi/PRF

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Fronteiras fechadas impedem viagem de elefanta da Argentina para santuário em MT

A elefanta Mara, que vive no Ecoparque de Buenos Aires, na Argentina, teve sua transferência para o Santuário dos Elefantes, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, adiada por conta do fechamento de fronteiras ocasionado por conta do combate ao coronavírus.

Mara aguarda fim da quarentena para ser levada ao santuário (Foto: Santuário dos Elefantes/Divulgação)

O santuário pretendia trazer a elefanta para seu novo lar neste mês, mas os planos foram impossibilitados pela quarentena. Assim que o isolamento social acabar e as fronteiras forem reabertas, segundo informações concedidas ao G1, a viagem deve ser feita o mais rápido possível.

Com 50 anos de idade, Mara não poderá viajar por conta das medidas implementadas pelo governo argentino. Apesar do adiamento de sua transferência, ela está sendo examinada e recebendo os cuidados necessários para que se mantenha saudável.

No santuário, vivem atualmente Rana, Lady e Maia. A região, que era coberta de pastagem, transformou num habitat rico em diversidade, propício para outras espécies de animais, graças à vivência das elefantas no local. Conforme explicou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), a presença das três influenciou na recomposição e regeneração da natureza.

Elefantas no santuário em MT (Foto: Santuário dos Elefantes/Divulgação)

Rana, Lady e Maia foram vítimas da ganância e da maldade humana. Exploradas por circos e depois levadas a zoológicos, elas sofreram boa parte da vida, mas foram resgatadas e hoje vivem livres, em um ambiente vasto, porém controlado, para segurança delas.

O Santuário dos Elefantes é o único do tipo na América Latina. No mundo todo, existem seis. A escolha do Mato Grosso para ser o novo lar de Mara se deve a sua posição geográfica.

Com licença de operação emitida pela Sema para abrigar até seis animais, o santuário tem mais de 20 hectares. Recentemente, o local solicitou ao órgão ampliação da licença para abrigar até 10 elefantes. O pedido está em fase de análise.


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Elefanta Mara será transferida da Argentina para santuário no Mato Grosso

A viagem de Mara levará quase uma semana em um caminhão


 

(foto: Divulgação/Santuário de Elefantes )

Mara é elefanta que provavelmente vai fazer a sua última viagem pelo mundo. O animal está com 54 anos e já passou da Índia para a Alemanha, antes de ingressar em circos em Montevidéu e Buenos Aires, na Argentina, onde viveu os últimos 25 anos.

Agora, a elefanta está se preparando para uma nova viagem, antes de percorrer  2.700 km, de Buenos Aires até a sua nova casa perto da cidade de Chapada dos Guimarães, estado do Mato Grosso, no Brasil, em uma santuário especialmente projetado para elefantes.

A viagem de Mara levará quase uma semana em um caminhão, durante o trajeto, o animal será alojado em uma grande caixa e será acompanhado por zeladores, que cuidarão de sua segurança.

Guillermo Wiemeyer, um médico veterinário que trabalha com Mara, disse que a equipe já estava se preparando para a viagem há muito tempo, fazendo exames de rotina na elefanta, para garantir que ela pudesse viajar segura e saudável.

“O que esperamos é que ela entre na caixa por vontade própria, porque não viajará sob anestesia ou qualquer tipo de sedativo”, disse ele à Reuters.

Wiemeyer também disse que a nova casa de Mara, o Santuário de Elefantes no Brasil, vai proporcionar grandes espaços para o animal, como gramados, riachos, colinas íngremes, além da oportunidade de Mara conhecer outros elefantes asiáticos que já vivem na reserva.

“O ambiente em que ela vive passará de alguns milhares de metros quadrados a hectares”, disse ele, acrescentando que “o vínculo com a terra, a água e outros elefantes será incomparável”.

Antes de viajar, Mara passará por um período de quarentena, que será provavelmente no final do mês de março, a fim de garantir as burocracias das autoridades da Argentina e do Brasil, para que o animal possa viver legalmente no santuário.

“Certamente sentiremos saudades. Mas temos certeza de que as portas de uma nova vida serão abertas, um local onde ela vai poder fazer as próprias escolhas”, concluiu Wiemeyer.


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Atriz Rooney Mara fica chocada ao participar de investigação secreta em fazendas de criação de animais

Foto: Animal Equality
Foto: Animal Equality

Rooney Mara falou sobre as condições “terríveis” e “devastadoras” dentro das fazendas de animais britânicas depois de ingressar em uma organização de direitos animais e tomar parte em uma investigação secreta.

A atriz de 34 anos visitou várias fazendas na Inglaterra durante o verão com a ONG Animal Equality, uma organização dedicada à proteção de animais de criação.

Nas filmagens de sua visita, ela conta como as condições nas fazendas são “mais terríveis do que você pode imaginar” enquanto caminha pelas instalações na calada da noite.

A investigação fez um vídeo e tirou fotos dentro de uma fazenda com mais de 3 mil porcos confinados e outra fazenda com cerca de 50 mil galinhas amontoadas.

Segundo os próprios registros da fazenda, 1.936 aves morreram nas primeiras sete semanas de vida, com média de 42 aves mortas por dia.

Falando de sua visita, Mara disse: “Nada te prepara para olhar nos olhos de uma mãe porco cuja vida se resume a ser fecundada e deixada em uma gaiola até que seja morta”.

Foto: Animal Equality
Foto: Animal Equality

“Fiquei pensando na minha irmã que tinha acabado de ter um bebê e em como é lindo o desejo instantâneo de nutrir e proteger seu filho”.

“Não consigo imaginar como deve ser horrível ficar literalmente preso e esmagar seus próprios bebês e não poder fazer nada a respeito”.

Ela disse que se inspirou a se disfarçar depois de assistir a um vídeo filmado em uma fazenda de porcos, lembrando que estava “arrasada” com as filmagens.

“Mesmo que eu tenha visto muitas dessas imagens, eu realmente queria ver por mim mesma”, acrescentou. “Espero que eu possa fazer algo que possa impactar outras pessoas que também querem mudar de ideia ao comer animais”.

Foto: Animal Equality
Foto: Animal Equality

A investigação, chamada “With My Own Eyes”(Com Meus Próprios Olhos), descobriu galinhas criadas para crescer de forma anormal. Esta anomalia faz com que suas pernas e órgãos não possam funcionar normalmente, causando ataques cardíacos, falência de órgãos e dolorosas deformidades nas pernas.

O grupo de defesa direitos animais também revelou ter encontrado galinhas feridas e incapazes de se mover, resultando em morte por fome e sede.

Porcas eram mantidas confinadas em pequenas caixas, incapazes de se virar ou amamentar adequadamente seus filhotes, muitas vezes esmagando seus leitões recém-nascidos devido à falta de espaço e incapacidade de se mover.

Foto: Animal Equality
Foto: Animal Equality

Em outros lugares, a entidade revelou ter encontrado dezenas de leitões fracos e moribundos que não recebiam qualquer atenção veterinária e porcos com feridas graves não tratadas.

Sharon Núñez, presidente da Animal Equality, disse ao Daily Mail em 06 de dezembro: “Os investigadores disfarçados da Animal Equality correm um grande risco pessoal ao expor o que a indústria da carne não quer que você veja, e o que o público tem todo o direito de saber”.

Foto: Animal Equality
Foto: Animal Equality

“Somos profundamente gratos a Rooney Mara por olhar bravamente nos olhos desses animais e por se unir a nós em nossa promessa de que os gritos desses animais sejam compartilhados com quem quiser ouvir. A coragem dela é realmente inspiradora”, disse Núñez.

Animal Equality é uma organização internacional que trabalha com a sociedade, governos e empresas para acabar com a crueldade com animais de criação. A ONG possui escritórios nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha, México, Brasil e Índia.

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