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Homem anda de caiaque com seu cachorro no Mar Mediterrâneo

O tutor adaptou o caiaque para que o animal e ele pudessem usufruir da viagem juntos


Vídeo The Dodo

Sergi Basoli viajou para andar de caiaque sozinho no Mar Mediterrâneo (entre a Europa e a Ásia). No entanto, ele acabou conhecendo uma cadelinha de rua em Sardenha, na Itália, que adotou e colocou o nome de Nirvana.

Assim que resgatou o animal, Basoli levou imediatamente ao veterinário para se certificar de que tudo estava bem – e estava. No fim, o rapaz acabou descobrindo uma melhor amiga para compartilhar suas aventuras de viagem e de caiaque.

Vídeo The Dodo

O rapaz disse ao The Dodo que a viagem deu a ele muitas coisas boas, sendo a mais especial delas: Nirvana. Além do mais, ele teve de adaptar o caiaque para o animal. “Ela é muito educada e pode ir em qualquer lugar, fazemos coisas incríveis juntos. Todos os dias com Nirvana são incríveis”, diz ele.

Confira o vídeo:


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De olho no planeta

Plástico é maior causa da morte de baleias cachalote no Mediterrâneo

A maior parte das baleias cachalote encontradas mortas desde 2001 carregava em seus estômagos uma quantidade absurda de plásticos. Os exames post-mortem realizados nos animais indicaram que elas sofreram uma morte lenta e muito dolorosa.

Das 24 carcaças observadas nas pesquisas conduzidas pelo Pelagos Cetacean Research Institute em Atenas, na Grécia, nove apresentavam as características descritas acima.

Reprodução | The Times

O biólogo marinho Alexandros Frantzis, chefe da equipe, contou em entrevista à revista The Times que em um macho jovem foram encontrados mais de 100 itens de plástico, incluindo sacolas de mercado. Uma delas, de um restaurante de kebabs, a cerca de 800 km de distância do local.

As baleias cachalote são uma espécie em proteção no Mediterrâneo e, esse não foi um caso isolado. No mês passado, uma foi encontrada encalhada na encosta da Espanha e carregava 30 kg de plástico no estômago, enquanto em 2014, foram encontrados o equivalente a 2,5 metros de plástico ingeridos por outro animal.

“É alarmante, mas não é surpreendente,” admite Dr. Frantzis. “A tendência é que fique pior por causa da quantidade de plástico despejada no mar Egeu que só cresce.”

Outras espécies também são afetadas pelo plástico ao redor da Terra. Cerca de 89% dos resíduos que degradam o oceano são plásticos. A Nat Geo iniciou uma campanha neste mês de conscientização sobre os impactos do nosso lixo nos ecossistemas marinhos. Ela pretende banir o uso de plástico nas embalagens da revista, e postar uma série de fotos chocantes com imagens de animais interagindo com objetos plásticos descartados por nós, a km de distância, em seus habitats naturais.

Seguindo os mesmos passos, a Grécia introduziu uma sobretaxa para o uso de sacolas plásticas neste ano, mas ainda não foi adotada por outras nações da União Europeia, como a França e a Itália. O parlamento britânico, por sua vez, já anunciou que não irá mais aceitar plásticos de uso único no país.

Estudos comprovam que mais de 90% do lixo que flutua no Mediterrâneo ou estão no fundo do mar é composto por plástico. A concentração de microplásticos na região, incluindo fragmentos que medem menos de 5 mm, ocupam cerca de 1,2 milhões de km² do mar Mediterrâneo. Essa é uma das maiores proporções calculadas no mundo, até hoje.

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Novas espécies são descobertas no Oceano Índico

Equipe de pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Cochin, na Índia, anunciou a descoberta de 85 novas espécies no Oceano Índico. As informações são do site do jornal indiano The Hindu.

As espécies, que incluem tubarões, peixes e enguias, foram descobertas ao longo dos últimos 10 anos durante expedições em 220 pontos diferentes do Oceano Índico. A maioria das espécies foi encontrada vivendo abaixo dos 500 m de profundidade. Segundo os pesquisadores, a grande maioria nunca foi vista em outros lugares do mundo.

Dentre as espécies, há variedades físicas como espécies que possuem o corpo completamente preto, transparência, estômagos amplos, músculos pouco desenvolvidos e espécies com olhos minúsculos. Alguns dos peixes possuem enormes mandíbulas com dentes pontudos, enquanto outros não possuem mandíbulas.

A origem de parte das espécies varia entre regiões tropicais dos oceanos Pacífico e Atlântico – principalmente da costa da África do Sul -, Madagascar, Moçambique, Golfo de Áden, Ilhas Canárias e Mar Mediterrâneo.

Fonte: Terra

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Bilhões de fragmentos plásticos no Mediterrâneo ameaçam vida marinha

Grupo de pesquisadores encontrou pedaços microscópicos
de plástico em 90% das amostras coletadas

Imagens como esta são comuns no mar Maditerrâneo. Foto: Getty Images

Cerca de 250 bilhões de pedaços microscópicos de plástico flutuam no mar Mediterrâneo, representando uma ameaça à biodiversidade marinha, que reverbera na cadeia alimentar, segundo estimativas de especialistas.

A estimativa foi feita por biólogos marinhos da França e da Bélgica, que analisaram amostras de água coletadas em julho na costa da França, do norte da Itália e da Espanha a uma profundidade de 10 a 15 centímetros.

“As estimativas grosseiras são de que haja uns 250 bilhões microfragmentos em todo o Mediterrâneo”, explicou François Galgani, do Instituto Francês de Exploração do Mar (Ifremer).

O número corresponde a 4.371 minúsculos pedaços de plástico – com peso médio de 1,8 miligrama – encontrados nas amostras, “que superam, grosso modo, as 500 toneladas em todo o Mediterrâneo”, disse Galgani.

Noventa por cento das amostras, coletadas por voluntários da Expedição Mediterrâneo em Perigo (MED, na sigla em inglês) em um iate de 17-metros, continham estes fragmentos.

A amostragem cobriu apenas as águas superficiais e deu apenas um avaliação preliminar. Coletas futuras, na costa de Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Sardenha e sul da Itália serão feitas em 2011 para uma análise mais abrangente.

Pequenos fragmentos plásticos são uma ameaça permanente no mar, pois se misturam ao plâncton, sendo então ingeridos por pequenos peixes que são comidos por predadores maiores, explicou a Expedição MED.

Há evidências acumuladas dos danos que isto provoca a maiores formas de vida marinha, inclusive focas e tartarugas.

“A única solução é conter os microfragmentos nas fontes”, disse o integrante da Expedição MED, Bruno Dumontet.

O grupo está lançando uma petição online para exigir da União Europeia (UE) o estabelecimento de regras sobre o descarte e a biodegradabilidade de bens de consumo.

Fonte: IG/AFP

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