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Cachorro se torna símbolo de manifestações no Chile

Na região central da cidade de Santiago, ativistas instalaram uma estátua de papelão em homenagem ao cão


Um cachorro preto, sem raça definida, tornou-se símbolo dos protestos no Chile após, em 2011, se unir a estudantes que foram às ruas para reivindicar a gratuidade da educação. O animal latia para os policiais e até tentava mordê-los.

Foto: RFI/Justine Fontaine

Apesar de ter morrido em 2017, ele ficou bastante famoso e foi transformado num ícone dos movimentos sociais de 18 de outubro de 2019. As informações são da agência RFI.

Atualmente, “Matapacos”, como foi batizado, estampa camisetas, bolsas, chaveiros, cartazes e grafites que podem ser encontrados em Santiago.

“Esse cão é um símbolo de resistência, sendo um cachorro perdido, simboliza o povo e as classes populares”, diz Paula, de 23 anos.

Na região central da cidade, ativistas instalaram uma estátua de papelão em homenagem ao cão. O objeto já foi queimado e destruído várias vezes e no dia 17 de janeiro foi reconstruído.

O cachorro recebia abrigo e comida de María Campos, que conta que ele saía correndo sempre que via uma manifestação. “Ele não conseguia se segurar e saia correndo atrás. Ele tinha uma casa, é verdade, mas na essência continuava sendo um cachorro em situação de rua, bem típico daqui”, disse.

“Os cães pretos têm menos chance de serem adotados, ninguém quer saber deles”, afirmou Carolina, manifestante de 32 anos. “Nos bairros chiques, ninguém liga para eles”, completou Diana, que também participou dos protestos.

Dados oficiais indicam que há mais de 250 mil cachorros abandonados no Chile e que eles aparecem com frequência em protestos.


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Ativistas organizam manifestações para pedir justiça para cães explorados em rinha

Manifestações serão realizadas na cidade de São Paulo e em Curitiba, no Paraná


O caso dos cachorros explorados em uma rinha em Mairiporã, no interior de São Paulo, revoltou o país e levou ativistas pelos direitos animais a organizarem manifestações para pedir justiça.

Foto: Marcelo Assunção/ TV Globo

Na cidade de São Paulo, os manifestantes vão se reunir no próximo domingo (22), no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), na Avenida Paulista. O protesto se iniciará às 14h.

Em Curitiba, a manifestação será realizada neste sábado (21). Os ativistas vão se manifestar na Praça Santos Andrade, às 10h.

Há atos confirmados para o sábado (21), às 10h, também em Brasília, na Feira da Torre, no Rio de Janeiro, no posto 5 de Copacabana, e em Recife (PE), no II Jardim de Boa Viagem.

O pedido por justiça dos manifestantes, no entanto, dificilmente será atendido. Conforme explica o advogado Sérgio Tarcha, as pessoas envolvidas na rinha de cães foram enquadradas na lei 9.605/98, cuja pena é de 3 meses a 1 ano de detenção. “É um crime de menor potencial ofensivo. Eles vão responder um processo, mas, cabe, inclusive, a transação penal (cumprimento de pena alternativa), eles podem ser beneficiados pela lei 9.099/95. Podem nem ser processados, eles vão optar por uma transação penal, por uma cesta básica e está resolvido”, disse.

“A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, completou.

Entenda o caso

A Polícia Civil desarticulou uma rinha de cachorros em Mairiporã (SP) neste sábado (14). Quarenta e uma pessoas foram presas e 19 cães foram resgatados, todos da raça pit bull. Um cão foi encontrado morto e outro assado para consumo.

Dois apostadores peruanos, dois mexicanos e um norte-americano foram presos. Um policial militar também foi detido. Todos foram encaminhados à Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente.

A Justiça, no entanto, determinou a soltura de 40 dos 41 presos, mantendo a prisão apenas do suspeito de organizar a rinha. Eles irão responder pelos crimes de maus-tratos a animais com agravante de morte, prática de jogos de azar e associação criminosa.

Os cachorros resgatados foram encaminhados para entidades de proteção animal. Além deles, animais silvestres também foram retirados do local.


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Protestos pela Amazônia são realizados em cidades brasileiras e nos EUA

Manifestações contra as queimadas e o desmatamento na Amazônia foram realizados, neste sábado (24), em cidades brasileiras e também em Nova York, nos Estados Unidos.

Centenas de pessoas foram às ruas de Belém (PA) para lutar pela Amazônia (Foto: Carolina de Oliveira)

Os protestos foram realizados em pelos 22 municípios, de acordo com o G1.

“Holocausto Amazônico” e “Salve a Amazônia” eram alguns dos dizeres presentes nos cartazes dos manifestantes no centro de Belém, no Pará.

“Hoje, Belém fez ecoar o seu grito de resistência em defesa da Amazônia. Não passarão os que destroem a floresta por ódio e ganância!”, escreveu em rede social o deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), que participou da manifestação em Belém. As informações são da revista Veja.

Manifestantes também caminharam em protesto pelas ruas de Manaus (AM) e de Natal (RN), onde um grupo de índios de uma aldeia do sul do estado esteve. “Hoje em Natal nos manifestamos em defesa da Amazônia e contra a política de destruição do ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles. Estamos juntos na defesa do meio ambiente, pois lutar por nossas florestas é lutar a favor da vida!”, publicou no Twitter a advogada e deputada federal Natália Bonavides (PT-RN).

Índios participaram do protesto em Natal (RN) (Foto: Reprodução/Twitter/@natbonavides)

O protesto em Salvador (BA) contou com a entrada de manifestantes no Shopping Barra. Eles gritavam palavras de ordem e carregavam cartazes. No sul e sudeste, cidades como Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre registraram manifestações.

“O povo de Florianópolis foi pra rua em defesa da Amazônia e do meio ambiente e contra as políticas destrutivas do governo de Jair Bolsonaro”, disse o professor e deputado federal Pedro Uczai (PT/SC).

Nos Estados Unidos, um protesto foi realizado em Nova York. Cerca de 200 pessoas estiveram no Bryant Park, em Manhattan, para se posicionar contra as queimadas e o desmonte da agenda ambiental promovido pelo governo brasileiro. Os manifestantes pediram que as Nações Unidas cancelem a ida de Jair Bolsonaro à Assembleia-Geral da ONU, marcada para setembro.

Protesto pela Amazônia nos EUA (Twitter @JoshuaPotash/Reprodução)

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Protestos pela Amazônia são convocados em mais de 40 cidades do mundo

Mais de 40 cidades do Brasil e de outros países convocaram protestos em prol da Amazônia após a floresta ser destruída por um incêndio de grandes proporções. Dados indicam que a região amazônica tem sofrido com o aumento das queimadas e do desmatamento.

Foto: Araquém Alcântara

Em São Paulo, segundo informações do Observatório do Clima, a manifestação será realizada nesta sexta-feira (23), às 18h, no MASP. No mesmo dia tem protesto marcado no Rio de Janeiro, às 17h, na Cinelândia. A cidade carioca também convocou um ato para o domingo (25), às 14h, na Praia de Ipanema.

Cidades do interior dos estados também convocaram manifestações, como Juiz de Fora e Uberlândia, em Minas Gerais, que irão às ruas no sábado (24), às 16h, no Parque Halfeld e na Praça Ismene Mendes, respectivamente.

No estado de São Paulo, pelo menos nove cidades, incluindo a capital, realizarão protestos. Dentre os municípios do interior estão Campinas, com ato no sábado (24), às 16h, na avenida Francisco Glicério; Marília, com protesto também no sábado (24), às 10h, na Represa Cascata; e Bauru, que convoca manifestação na mesma data, às 15h, no Bosque da Comunidade.

Fora do Brasil, segundo informações da UNE, há manifestações marcadas nos seguintes locais: Cidade do México, no domingo (25), às 11h, no Monumento Angel de Lá Independência; Salamanca, na Espanha, nesta sexta-feira (23), às 19h, na Plaza Mayor; Sidney, na Austrália, no domingo (25), às 11h, na Sidney City; Cologne, na Alemanha, no domingo (25), às 13h, na Kölder Dom; Madrid, na Espanha, nesta sexta-feira (23), às 12h, na Embaixada do Brasil; Quito, no Equador, nesta sexta-feira (23), às 14h, na Embaixada do Brasil; Lima, no Peru, nesta sexta-feira (23), às 14h30, no Consulado do Brasil; Kempten, na Alemanha, nesta sexta-feira (23), às 13h, no St. George’s Hall; Pamplona, na Espanha, nesta sexta-feira (23), às 17h30, na Plaza Del Castillo; Turim, na Itália, nesta sexta-feira (23), às 17h, na Piazza Castello; Montevideo, no Uruguay, nesta sexta-feira (23), na Embaixada do Brasil; Guate, na Guatelama, nesta sexta-feira (23), às 12h30, na Embaixada do Brasil.

Confira, abaixo, o calendário de manifestações das cidades brasileiras.

ALAGOAS

Maceió: 24 de agosto, às 14h, Orla

AMAZONAS

Manaus: 24 de agosto, às 15h, na Praça do Congresso

BAHIA

Salvador: 23 de agosto, às 14h, em frente ao Elevador Lacerda, no Pelourinho

Arraial D’Ajuda: 25 de agosto, às 15h, na praça da Igreja Nossa Senhora D’Ajuda

CEARÁ

Fortaleza: 24 de agosto, às 14h, Gentilândia

Juazeiro do Norte: 23 de agosto, às 17h, Praça do Giradouro

DISTRITO FEDERAL

Brasília: 23 de agosto, às 17h, na Rodoviária do Plano com marcha para a Esplanada até o Ministério do Meio Ambiente

ESPÍRITO SANTO

Vitória: 23 de agosto, às 15h, Praça do Papa

GOIÁS

Goiânia: 24 de agosto, às 14h, Vaca Brava

MARANHÃO

São Luís: 24 de agosto, às 15h, Praça Deodoro

MATO GROSSO DO SUL

Campo Grande: 24 de agosto, às 13h, avenida Afonso Pena

MATO GROSSO

Cuiabá: 24 de agosto, às 16h, na Praça Alencastro

MINAS GERAIS

Belo Horizonte: 25 de agosto, às 10h, na Praça do Papa

Juiz de Fora: 24 de agosto, às 16h, no Parque Halfeld

Uberlândia: 24 de agosto, às 16h, na Praça Ismene Mendes

Montes Claros: 24 de agosto, às 13h, na Praça Dr. Carlos Versiani

PARÁ

Belém: 24 de agosto, às 8h, na Praça do Congresso

Santarém: 31 de agosto, às 17h, Praça São Sebastião

PARAÍBA

Campina Grande: 25 de agosto, às 10h, na Praça da Bandeira

João Pessoa: 24 de agosto, às 15h, na Praia do Cabo Branco

PARANÁ

Foz do Iguaçu: 24 de agosto, às 15h, avenida Araucária

Curitiba: 23 de agosto, às 17h30, Praça da Mulher Nua

Londrina: 23 de agosto, às 15h, Calçadão de Londrina

PIAUÍ

Teresina: 24 de agosto, às 16h, na Ponte Estaiada

PERNAMBUCO

Recife: 24 de agosto, às 14h, na rua da Aurora

RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro, em duas datas:

23 de agosto, às 17h, na Cinelândia

25 de agosto, às 14h, na Praia de Ipanema

RIO GRANDE DO NORTE

Mossoró: 24 de agosto, às 16h, no Memorial da Resistência

Natal: dia 24 de agosto, às 15h, Midway

RIO GRANDE DO SUL

Porto Alegre: 24 de agosto, às 15h, no Parque Farroupilha

Caxias do Sul: 24 de agosto, às 16, Praça Dante Alighieri

Santa Maria: 25 de agosto, às 16h, na Praça Saldanha Marinho

RONDÔNIA

Porto Velho: 25 de agosto, às 15h, Três Caixas d’Água

SANTA CATARINA

Atalanta: 23 de agosto, às 9h, no Colégio Dr. Frederico Rolla

Florianópolis: 25 de agosto, às 15h, no Largo da Catedral

Joinville: 24 de agosto, às 15h, na Praça da Bandeira

Chapecó: 24 de agosto, às 15h, Praça Coronel Bertaso

SÃO PAULO

São Paulo: 23 de agosto, às 18h, no MASP

Ribeirão Preto: 24 de agosto, às 14h, em frente à Esplanada do Theatro Pedro II

São Carlos: 24 de agosto, às 15h, na Praça São Benedito

Campinas: 24 de agosto, às 16h, na avenida Francisco Glicério

Marília: 24 de agosto, às 10h, Represa Cascata

Bauru: 24 de agosto, às 15h, Bosque da Comunidade

Santos: 23 de agosto, às 17h30, na Praça das Bandeiras

Sorocaba: 24 de agosto, às 15h, Praça Coronel F. Prestes

Santo André: 31 de agosto, às 12h, Prefeitura

SERGIPE

Aracaju: 24 de agosto, às 14h, Praça General Valadão

TOCANTINS

Palmas: 24 de agosto, Praça Girassóis


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Ativistas do Nepal saem as ruas pedindo pelo fim dos sacrifícios com animais

Foto: AFP
Foto: AFP

Ativistas nepaleses protestaram em Katmandu na sexta-feira última pedindo o fim dos sacrifícios religiosos de animais, meses antes de um festival regional que no passado já matou dezenas de milhares de animais.

Alguns dos mais de 100 manifestantes usavam cabeças de búfalos, porcos e galinhas, enquanto cantavam e protestavam contra a prática cruel profundamente enraizada nas tradições hindus do país.

“Isso está errado e deve parar”, disse à AFP Sneha Shrestha, da Federação de Bem-Estar Animal do Nepal.

“Somos todos iguais aos olhos de Deus, e Deus não pedirá o sacrifício de seus próprios filhos”.

Foto: AFP
Foto: AFP

Os defensores dos direitos animais enfrentam uma luta difícil no Nepal, onde os hindus compõem 80% da população e onde o sacrifício ritual é parte da vida cotidiana e fundamental para os grandes festivais.

Os cartazes e faixas presentes no protesto também pediram a suspensão dos sacrifícios em Gadhimai, um festival que se acredita ser o maior massacre ritual do mundo.

Uma vez a cada cinco anos, a pequena aldeia de Bariyapur, perto da fronteira do Nepal com a Índia, se afunda em sangue, enquanto milhares de devotos hindus visitam seu templo para homenagear Gadhimai – uma deusa hindu que representa o poder.

Foto: AFP
Foto: AFP

O sacerdote principal do templo inicia o festival centenário com o sacrifício ritual de dois ratos selvagens, dois pombos, um galo, um cordeiro e um porco antes que dezenas de milhares de animais sejam mortos.

Embora o templo tenha proibido a prática sob forte pressão em 2015, os ativistas temem que os sacrifícios ainda sejam realizados no próximo festival, previsto para novembro.

Durante o festival de dois dias, os adoradores do Nepal e da vizinha Índia passam dias dormindo ao ar livre e oferecendo orações à deusa no templo.

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Movimento mobiliza população mundial contra exportação de animais vivos

A ONG Compassion in World Farming está liderando, pelo terceiro ano consecutivo, um movimento internacional para mobilizar a população mundial em torno do Dia Internacional contra a Exportação de Gado Vivo, celebrado nesta sexta-feira (14). O intuito da data é conscientizar as pessoas acerca do sofrimento dos animais exportados.

Em 2017, 30 países participaram do movimento. Ano passado, o Brasil também aderiu à ação, que envolveu 33 nações. Neste ano, 41 países foram mobilizados e irão realizar manifestações. Coordenados pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, em parceria com entidades de várias cidades, os protestos brasileiros começaram na quinta-fera (13) e serão realizados até o domingo (16). Doze cidades estão participando. As informações são da Agência Brasil.

Bois mantidos em condição insalubre no navio NADA (Foto: Magda Regina)

De acordo com a diretora de Educação do Fórum, a geógrafa Elizabeth MacGregor, embora existam legislações que determinem que os animais exportados recebam tratamento humanitário, “a questão do bem-estar animal é zero”. Além disso, segundo ela, essa exportação é negativa do ponto de vista econômico, já que representa apenas 1% do que é produzido pela pecuária brasileira para consumo humano. De acordo com MacGregor, todos os países importadores também importam carne embalada.

A geógrafa lembrou ainda que, por não ser taxada, a exportação de boi vivo não gera riqueza para o Brasil. “O couro vai de graça” para o importador, disse MacGregor, que reforçou também que essa atividade não gera emprego no Brasil, mas nos países compradores, como a Turquia e o Líbano. Além disso, esses país, comentou a geógrafa, não utilizam práticas de bem-estar animal, o que faz com que os animais sejam mortos de maneira cruel.

O problema, porém, é ainda maior, já que “ambientalmente é péssimo”. Isso porque o transporte costuma ser feito em navios reformados ou adaptados, de péssima qualidade, sem condições mínimas de higiene, sem alimentação e hidratação adequada para os animais, sem assistência veterinária, impondo aos animais uma viagem longa e exaustiva, na qual eles são sujeitos a intempéries climatológicas, com urina e fezes provocando a proligeração de doenças. Em ambientes superlotados, esses animais também não têm espaço sequer para deitar e descansar durante o percurso, que pode levar semanas. “Vão cheios de outras substâncias que afetam o meio ambiente”, disse MacGregor.

De acordo com a diretora do Fórum, a exportação de animais vivos não é boa para o Brasil, “tanto na questão econômica, como na questão da imagem do país que, no momento, parece estar sendo deixada de lado”. A questão, na opinião da ONG, é econômica. Mais de 700 mil animais vivos foram exportados em 2018, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o que gerou receita de US$ 470 milhões para o Brasil. Esse valor, porém, representa só 7% da receita proveniente da exportação de carne e derivados, que ultrapassa US$ 6 bilhões anuais.

Boi com corpo coberto por fezes e urina dentro do navio NADA (Foto: Magda Regina)

Dentre os países contrários a essa prática, a maior parte está na Europa. Isso, segundo MacGregor, deve-se ao conhecimento. A diretora da ONG lembra que a ciência já comprovou que todo animal vertebrado é senciente, ou seja, consegue sentir dor, física e psicológica. “Têm capacidade cognitiva, então raciocinam, têm sentimentos e desde a década de 1970, a ciência do bem-estar animal usa parâmetros científicos e objetivos para analisar tecnicamente como os animais estão sendo tratados”, disse. Segundo ela, esse conhecimento ainda é heterogêneo, “como tudo no mundo”.

Sobre o movimento internacional, a diretora contou que os 41 países participantes estão localizados em todos os continentes. “O movimento é global mesmo”, explicou. Na Europa, também é defendida a redução das horas de transporte terrestre dos animais. “Mas o pior é essa exportação”, segundo MacGregor.

O movimento teve início em Londres, na Inglaterra, em 2017. Trata-se de uma iniciativa da  ONG ‘Compassion in World Farming’, em parceria com a ONG ‘World Wide Fund for Nature’ (WWF), o Banco Mundial (BIRD) e a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Todas essas organizações reforçam o impacto negativo da pecuária e lembram que, dentre as atividades humanas, ela é a que causa prejudica o meio ambiente – considerando desde o desmatamento até a poluição de mares, lagos e oceanos. A diretora do Fórum explicou que a flatulência dos bois é gás metano – afirmação que é confirmada por estudos.

“Tem todo um embasamento técnico e de órgãos internacionais, não só de ONGs”, disse. MacGregor comentou também que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) já se pronunciou sobre o impacto da pecuária na natureza. “O Brasil tem mais boi do que gente”, afirmou. A questão, segundo MacGregor, “é seríssima em todo o mundo”.

Graxaria do navio NADA (Foto: Magda Regina)

Diretora do Fórum, a médica veterinária Vânia Nunes disse ainda que os maus-tratos se iniciam no transporte das fazendas para os portos, que já é “extremamente estressante para os animais”. Além disso, Nunes salientou que muitos animais morrem nos navios, durante as longas viagens de exportação, por não resistirem às péssimas condições as quais são submetidos. Os corpos, triturados, são jogados no mar, assim como toneladas de fezes e urina produzidas diariamente, poluindo o meio ambiente.

Na quinta-feira (13), foram realizados protestos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (MG). Para esta sexta-feira (14), há atos marcados em Brasília, Salvador (BA) e Sorocaba (SP). No sábado (15), as manifestações serão realizadas em Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Belém (PA) e Indaiatuba (SP). O encerramento está marcado para domingo (16), em Lajeado (RS).

ANDA move ações contra exportação de animais

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) entrou com duas ações contra a exportação de animais. A primeira, feita em conjunto com a Associação de Proteção Animal de Itanhaém (AIPA), solicitou a interrupção das operações no porto de Santos com base nas implicações ambientais e nos crimes de maus-tratos registrados durante o embarque feito pelo porto em dezembro de 2017.

O pedido das entidades foi aceito pelo desembargador Luis Fernando Nishi, que determinou a suspensão imediata das operações no porto no final de janeiro deste ano. Dias depois, entretanto, a liminar foi derrubada por um recurso impetrado pela Advocacia Geral da União (AGU) e o navio seguiu viagem.

A segunda ação, movida exclusivamente pela ANDA, foi contra os embarques de animais vivos no porto de São Sebastião. Devido à existência de outras duas ações contra tais operações no porto que tinham como foco os maus-tratos contra os animais, a ANDA optou por usar o enfoque ambiental como fundamento para se opor à exportação de animais vivos em São Sebastião.

Após a ação ter extraviado, a ONG impetrou um mandado de segurança solicitando o julgamento da liminar. O mandado foi deferido pelo juiz Dr. Guilherme Kischner que, em abril, suspendeu temporariamente os embarques no porto.


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Mais de mil atos pelo clima devem ser realizados no mundo nesta sexta-feira

Mais de 1,3 mil manifestações pelo clima estão programadas para esta sexta-feira (15) em todo o mundo. Na Alemanha, serão realizadas 150 delas. O Brasil será palco de 19 atos. Todos os protestos são realizados por estudantes de mais de cem países durante o horário de aula.

O movimento recebeu o nome de “Fridays For Future” (Sextas-feiras Para o Futuro, em tradução livre). O objetivo é combater as mudanças climáticas exigindo que os governos adotem práticas para salvar o clima do planeta. As informações são do portal DW.

De acordo com o porta-voz do movimento no estado alemão de Brandemburgo, Vincent Bartolain, “os preparativos estão avançados na Alemanha”. O jovem afirma que os estudantes estão “organizados em vários grupos locais, que planejam as manifestações, mas recebem material informativo da equipe nacional de organização”, ao se referir a flyers, adesivos e cartazes, produzidos com o mínimo de prejuízo ao meio ambiente, geralmente a partir de papel reciclado, nos quais são escritas palavras de ordem como “podemos aguentar faltas às aulas, mas não as mudanças climáticas!”, “ão, ão, ão, chega de carvão!”, ou ainda o slogan do movimento: “não há um planeta B!” e “marche agora ou nade depois!”.

Na Alemanha, uma campanha de doações foi feita para cobrir os custos de produção do material e de viagens. No entanto, segundo Bartolain, a maior parte das despesas é paga com os próprios recursos dos estudantes.

“Queremos fazer os políticos se mexerem”, responde Bartolain, que lembra que o desejo deles é de que algo realmente seja feito a favor da proteção climática na Alemanha, “para que não seja só da boca pra fora e empurrar com a barriga.”

Com 18 anos, Bartolain é membro do Partido Verde e candidato ao legislativo de Brandemburgo na eleição de setembro. Ele faz parte da mesma geração de jovens alemães que a ativista sueca pelo clima Greta Thunberg, de 16 anos. São conhecidos por serem mais engajados na luta política do que a geração anterior.

Greta se manifesta, há meses, todas às sextas-feiras a favor do clima perante o prédio do parlamento sueco. Portadora da síndrome de Asperger, ela foi incluída pela revista Time na lista dos 25 adolescentes mais influentes de 2018. E ela tem feito milhares de adolescentes em todo o mundo se inspirarem nela e seguir seu exemplo. Apenas na Alemanha já são 155 grupos locais, segundo o próprio movimento, que está presentes em todas as redes sociais, por meio das quais artigos, notícias, eventos e manifestações são divulgados.

O Fridays For Future recebeu o apoio de 12 mil cientistas, por meio de uma carta assinada por eles, e também tem sido apoiado por organizações e associações. Para os cientistas, os estudantes têm motivações legítimas e bem fundamentadas, pois as medidas adotadas até o momento por governos do mundo todo para proteger o clima, a biodiversidade, as florestas, os oceanos, os mares e o solo são insuficientes e a hora de agir é agora.

Um dos cientistas, Volker Quaschning, da Escola Superior de Técnica e Economia de Berlim, afirmou que os políticos europeus que disseram que os jovens deveriam retornar às aulas não sabem do que falam. “E é por isso que nós estamos aqui. Nós somos os profissionais e podemos dizer: a nova geração está com a razão. E faltar aula também é um gesto de coragem”, disse Quaschning, que, assim como os demais cientistas, defende que as exigências dos alunos sejam atendidas.

No meio político, os estudantes têm recebido muitas críticas. A ministra da Educação, Anja Karliczek, e o ministro da Economia, Peter Altmaier, afirmaram que os protestos deveriam ser feitos fora do horário de aula. O presidente nacional do Partido Liberal (FDP), Christian Lindner, disse que os jovens não podem entender as implicações globais e as viabilidades técnicas e econômicas do combate ao aquecimento global. O partido populista de direita AfD chegou a falar em “abuso político de crianças”. A ministra do Meio Ambiente, Svenja Schulze, por sua vez, elogiou o engajamento dos alunos.

As críticas, porém, não vieram apenas dos políticos. Nas redes sociais, xingamentos estão sendo proferidos contra o movimento, que afirmou que irá acionar a Justiça contra quem fizer ameaças ao Fridays For Future e aos seus participantes.

Bartolain lembra que os jovens não irão desistir. “Estamos só no começo”, concluiu. Segundo ele, mais pessoas estão se unindo ao movimento e novos grupos locais estão se formando na Alemanha.

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“Vergonha”, grita ativista durante tourada realizada em Portugal

Uma tourada, denominada XXII Grande Corrida TV Norte, foi realizada na Praça de Touros, no município de Póvoa de Varzim, em Portugal. Durante a realização do cruel evento, um ativista pelos direitos animais utilizou um megafone para gritar a palavra “vergonha”, em repúdio à crueldade imposta aos touros.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

O evento foi transmitido pelo RTP1, principal canal de rádio e televisão de Portugal, o que gerou revolta nas redes sociais por parte de internautas que não concordam que um canal público seja utilizado para repercutir, de forma positiva, uma tourada. Nas ruas, várias manifestações foram realizadas por ativistas contrários ao evento.

“RTP. Retrógrada Tourada Portuguesa”, disse um internauta. “Coloquem na RTP1, sério. Está mostrando a tourada e só se ouve uma voz ao fundo a gritar cânticos anti-tourada. Que lindo”, escreveu uma usuária do Twitter, em apoio aos manifestantes. As informações são do site SAPOMAG.

Nos comentários feitos nas redes sociais, internautas criticaram o fato de um comentarista da RTP ter se posicionado contra o direito dos ativistas de se manifestarem em repúdio à tourada. De acordo com uma internauta, foi dito pelo funcionário do canal de televisão que a manifestação era “uma falta de respeito”.

A Basta Touradas, plataforma nacional para a abolição das touradas, pediu que a população enviasse queixas ao canal “pela transmissão de mais uma tourada na televisão pública”.

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Ativistas realizarão ato global contra a exportação de animais vivos

A próxima quinta-feira (14) será dia de luta. Organizações e ativistas em defesa dos direitos animais de diversas cidades brasileiras irão às ruas protestar contra a exportação do gado vivo no país.

Cidades como São Paulo-SP, Santos-SP, Curitiba-PR, Rio de Janeiro-RJ, Belo Horizonte-MG, São Luís-MA, e Brasília já tem participação garantida. Abaixo está a agenda com mais ações programadas:

Divulgação

Apesar das informações, não é possível afirmar quantas cidades ou projetos de fato estão envolvidos na organização já que o ato está sendo coordenado por diversos ativistas, sem levantar bandeira de nenhuma ONG ou grupo específico.

O intuito da manifestação é pedir a proibição total da prática de exportação de animais vivos – já que o Brasil vem ganhando importância na atividade nos últimos anos.

A ideia de instituir o dia 14 de junho como o Dia Mundial contra a Exportação do Gado Vivo surgiu depois do anúncio de que o Porto de Santos voltaria a comercializar animais depois de 20 anos inoperante.

Os organizadores dizem que não é necessário levar materiais para o evento, já que eles terão  faixas, cartazes, máscaras e velas. É indicado que os participantes usem camisetas básicas pretas como uma espécie de uniformização.

A coordenação pede também para que todos se atenham especialmente à questão da exportação de animais vivos no dia. “Por mais que nós, ativistas, tenhamos inúmeras outras pautas a tratar (inclusive a respeito de animais), recomendamos que todos que compareçam se limitem a este pedido nesse momento”, diz um post no evento do Facebook referente ao ato de São Paulo (capital).

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Ativistas pró-direitos animais protestam contra touradas na Espanha

Touradas maltratam bois para entretenimento humano
Ativistas pró-direitos animais protestam em Pamplona contra touradas (Foto: Susana Vera/Reuters)

A Festa de San fermín, tradicional evento religioso realizado em homenagem a São Firmino, na cidade Pamplona, consiste em duas partes, o “encierro”, a conhecida corrida de touros pelas ruas da cidade; e o “txupinazo”, momento de aglomeração dos participantes para o estouro de fogos, mas que modernamente se tornou o momento em que as pessoas permanecem nas ruas, regados a uma grande quantidade de álcool.

O evento que explora bois ao forçá-los a correr pela cidade rodeados de milhares de pessoas, é marcado também pelo medo, pois o barulho dos fogos de artifício assusta os animais que aflitos, correm sem destino e ficam vulneráveis a qualquer tipo de situação.

Touradas maltratam bois para entretenimento humano
Ativistas pró-direitos animais protestam em Pamplona contra touradas (Foto: Susana Vera/Reuters)

Diante disso, em Pamplona, pessoas que defendem a causa animal saíram às ruas seminus e com chifres para protestar contra o abuso. Manifestantes quebraram bandeirilhas cheias de pó colorido e cobriram o corpo, para retratar as manchas de sangue que o evento deixa nos animais, que muitas vezes são maltratados ou mortos.

No Brasil são realizados rodeios e vaquejadas, eventos similares que maltratam e assustam bois, para depois matá-los, como parte do entretenimento humano.

Nota da Redação: A medida mais benéfica para os animais seria acabar com eventos como vaquejadas e rodeios no Brasil. Da mesma maneira que há pressão por parte de grupos de proteção animal para que países europeus e latino-americanos acabem com as touradas, os rodeios são, no Brasil, uma amostra desta exploração e da tortura que animais sofrem para o entretenimento humano.

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"Os animais não existem para nos divertir!", dizem ativistas em manifestação contra vaquejada

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Entidades e grupos de proteção animal se manifestaram pacificamente na manhã deste domingo, 27, na Praça da Liberdade, no bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG). Os grupos se reuniram contra deputados federais e senadores na terceira manifestação nacional do ato contra a vaquejada, intitulada”Crueldade nunca mais”. A Polícia Militar (PM) informou que havia 250 manifestantes. A organização disse que eram 500.

A pauta deste domingo foi “Os animais não existem para nos divertir!”, uma reafirmação das conquistas dos direitos dos animais. A confusão com os políticos começou quando o legislativo federal propôs leis ordinárias e emendas constitucionais para transformar em patrimônio cultural ou esportivo a exploração de animais em competições, como rodeios e vaquejadas, por exemplo.

A atitude foi vista como retaliação da bancada ruralista por conta da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou ilegal a vaquejada.

Contudo, posteriormente, deputados federais e senadores criaram projetos de leis federais que visam regulamentar a exploração e o sofrimento animal para a diversão humana – 50 modalidades de uso animal para competição passariam a ser consideradas cultura, expressão artística e esporte) – medida que os manifestantes consideram uma afronta ao Poder Judiciário e à Constituição Federal Brasileira.

Fonte: G1

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Protestos contra a vaquejada levam ativistas para as ruas de 19 Estados brasileiros

Por Rafaela Pietra | Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Divulgação
Manifestantes vão as ruas contra rodeios e vaquejadas em Jundiaí (SP) | Foto: Divulgação

As manifestações contra a vaquejada, realizadas em 19 Estados brasileiros, marcaram o último domingo, 27. Milhares de ativistas foram as ruas pedir o fim da exploração de animais em eventos como rodeios, vaquejadas e farras do boi.

Organizados dentro do ‘Movimento Crueldade Nunca Mais’ por ONGs e outras instituições regionais de defesa animal, o objetivo foi deixar claro o repúdio à aprovação da PLC 24/16 e contra a PEC 50/16, que pretende tornar a vaquejada patrimônio cultural.

Em São Paulo, os protestos foram organizados na Av. Paulista, no famoso vão do MASP. Manifestantes percorreram a mais famosa avenida da capital com cartazes que pediam o fim da crueldade contra animais. Cidades da Baixada Santista como Guarujá, Praia Grande, Cubatão e São Vicente também participaram da manifestação, assim como Sorocaba, Araraquara, Jundiaí, Ribeirão Preto São Carlos e Rio Claro, no interior paulista.

Em Manaus (AM), os protestos, organizados pela ONG Proteção, Adoção e Tratamento Animal (Pata), percorreram a Zona Oeste da cidade. De acordo com o G1, a presidente da Pata, Joana D’Arc, declarou que, se aprovada, a PEC 50/16 será “um retrocesso”.

“Ela abre brecha para que outras práticas de maus-tratos aos animais sejam legalizadas. Esperamos reunir todos aqueles que gostem de animais e concordem com a nossa posição, que é de proteger esses animais da crueldade imposta pelas vaquejadas e rodeios”, disse.

Na Bahia, Pernambuco e Minas Gerais, cidades como Salvador, Farol da Barra, Recife, Alfenas e Belo Horizonte, respectivamente, também levaram muitos manifestantes para as ruas. Palavras de ordem como “Crueldade não representa o Nordeste” e “Vaquejada não é esporte, não é cultura, vaquejada é tortura” puderam ser ouvidas durante a passeata dos ativistas.

Ainda de acordo com o G1, Luciene Nascimento, da Faos, Federação das Associações Organizadas da Sociedade Protetora de Animais de Pernambuco, declarou que os manifestantes consideram o projeto de lei “um golpe à Constituição”. “A gente não aceita isso porque maltrata os animais. Cultura é algo que seja bom. Existiam algumas culturas primitivas que foram extintas. A gente espera que ocorra o mesmo”, esclarece.

Outras cidades, como Teresina (PI), Maceió (AL), Vitória da Conquista (BA), Fortaleza (CE), Vitória (ES), São Luis (MA) Campo Grande e Ribas do Rio Pardo (MS), João Pessoa (PB), Aracajú (SE), Blumenau, Florianópolis e Itajaí (SC), Bagé, Passo Fundo, Farroupilha, Porto Alegre e Palmeiras das Missões (RS), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), e Brasília (DF), também integraram as manifestações.

PEC 50/16

Em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou uma lei aprovada no Ceará que regulamentava a vaquejada, considerando que a atividade caracteriza maus-tratos aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais que proíbem práticas torturantes.

A PEC 50/16, que acrescenta o §7º ao artigo 225 da Constituição Federal é de autoria do Senador Otto Alencar (PSD/BA), e visa reconhecer a vaquejada como patrimônio cultural brasileiro. A intensão é abrir uma brecha para a realização de eventos como este, já que todas as atividades culturais regulamentadas por lei deixam de configurar maus-tratos aos animais.

Na próxima terça-feira, 29, será realizada uma Audiência Pública para instruções a cerca do tema.

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