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Plantas estão entrando em extinção 350 vezes mais rápido que a média histórica apurada

Floresta de baobás em Madagascar | Foto Divulgação
Floresta de baobás em Madagascar | Foto Divulgação

A Terra está passando por uma perda sem precedentes de espécies, alguns ecologistas estão chamando o momento de “sexta onda de extinção em massa”. Em maio, um relatório das Nações Unidas alertou que 1 milhão de espécies estão ameaçadas de extinção. Mais recentemente, 571 espécies de plantas foram declaradas extintas.

Uma pesquisa, publicada na revista Current Biology, descobriu que algumas plantas foram extintas em até 350 vezes mais rápido do que a média histórica – com consequências devastadoras para espécies únicas na natureza.

Medindo as taxas de extinção

Saber quantas espécies estão sendo extintas não é uma resposta fácil de ser obtida. Faltam dados precisos sobre extinções contemporâneas na maior parte do mundo. E as espécies não são distribuídas uniformemente – por exemplo, Madagascar é o lar de cerca de 12 mil espécies de plantas, das quais 80% são endêmicas (não encontradas em nenhum outro lugar). A Inglaterra, por sua vez, abriga apenas 1.859 espécies, das quais 75 (apenas 4%) são endêmicas.

Áreas como Madagascar, que têm taxas excepcionais de biodiversidade sob grave risco de destruição humana, são chamadas de “hotspots” ou pontos-quentes. Baseados puramente em números, espera-se que os pontos-quentes de biodiversidade percam mais espécies até a extinção do que os “coldspots” ou pontos-frios como a Inglaterra.

Mas isso não significa que os pontos-frios não valham a pena conservar – eles tendem a conter plantas completamente únicas.

Uma equipe internacional examinou recentemente 291 extinções modernas (que ocorreram recentemente) de plantas entre os pontos quentes e frios da biodiversidade. Foram analisadas as causas subjacentes da extinção, quando elas ocorreram e quão únicas eram as espécies. Munidos dessa informação, os cientistas analisaram como as extinções diferem entre os pontos-quentes e frios da biodiversidade.

Eles descobriram que os pontos-quentes perdem mais espécies e mais rápido que os pontos-frios. A agricultura e a urbanização foram importantes impulsionadores da extinção de plantas em pontos quentes e frios, confirmando a crença geral de que a destruição do habitat é a principal causa da maioria das extinções. No geral, herbáceas perenes, como gramíneas, são particularmente vulneráveis à extinção.

No entanto, os pontos-frios tendem a perder mais espécies únicas do que os pontos-quentes. Por exemplo, sete extinções em pontos-frios levaram ao desaparecimento de sete gêneros e, em um dos casos, até mesmo uma família inteira de plantas. Então, claramente, os pontos-frios também representam importantes reservatórios de biodiversidade única que precisam de conservação.

Foi apurado também que as taxas de extinção recentes, em seu pico, foram 350 vezes maiores do que as taxas de extinção históricas. Os cientistas especularam anteriormente que as extinções modernas de plantas superarão as taxas de fundo (antigas) em milhares de vezes nos próximos 80 anos.

Então, por que as estimativas de extinção de plantas são tão baixas?

Primeiro, a falta de dados abrangentes restringe as inferências que podem ser feitas sobre as extinções modernas. Em segundo lugar, as plantas são únicas – algumas delas vivem por um tempo extraordinariamente longo, e muitas podem persistir em baixas densidades devido a adaptações únicas, como a capacidade de se reproduzir na ausência de parceiros.

Vamos considerar uma situação hipotética na qual só temos cinco indivíduos vivos do baobá do Grandidier (Adansonia grandidieri) na natureza. Estas árvores icônicas de Madagascar são uma das nove espécies vivas de seu gênero e podem viver centenas de anos. Portanto, algumas árvores individuais podem “ficar lá” (uma situação comumente chamada de “dívida de extinção”), mas inevitavelmente serão extintas no futuro.

Por fim, declarar a extinção de uma planta é um desafio, simplesmente porque costumam ser muito difíceis de detectar e não podemos ter certeza de que encontramos os últimos indivíduos vivos. De fato, um relatório recente descobriu que 431 espécies de plantas anteriormente consideradas extintas foram redescobertas. Portanto, taxas reais de extinção de plantas e extinções futuras provavelmente excederão em muito as estimativas atuais.

Não há dúvida de que a perda de biodiversidade, juntamente com as mudanças climáticas, são alguns dos maiores desafios enfrentados pela humanidade. Juntamente com a destruição de habitats provocada por seres humanos, espera-se que os efeitos da mudança climática sejam particularmente severos sobre a biodiversidade vegetal. As estimativas atuais de extinção de plantas são, sem dúvida, subestimativas brutas.

No entanto, os sinais são cristalinos. Se fôssemos condensar a história de 4,5 bilhões de anos da Terra em um ano, então a vida evoluiu em algum lugar em junho, os dinossauros apareceram em algum lugar perto do Natal e o Antropoceno começa no último milissegundo da véspera de Ano Novo. As taxas de extinção de plantas modernas que excedem as taxas históricas em centenas de vezes durante um período tão breve irão significar um desastre para o futuro do nosso planeta.

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Caçadores e madeireiras ameaçam lêmures e florestas em Madagascar

Em Vohibola, uma das últimas florestas primárias no leste de Madagascar, caçadores estão matando os lêmures, primatas que lutam contra a ameaça de extinção e estão derrubando árvores, algumas delas de madeiras raras, para queimarem com intuito de fazer carvão.

A patrulha de Michael Tovolahy rastreia esses caçadores diariamente, em alerta para o menor movimento e som, criminosos que estão causando danos graves a essa jóia da biodiversidade.

“Nesta floresta, existem pelo menos 20 espécies de animais indígenas, incluindo seis tipos de lêmures e 150 espécies de árvores”, diz Tovolahy, cujo apelido é Nabe.

“Por causa desses caçadores-madeireiros, temo que essa floresta não exista mais no futuro, será apenas um espaço vazio, onde os desenvolvedores e progressistas cultivarão muros de concreto”.

Uma ironia terrível é que um documentário de 2014, “Island of Lemurs”(A ilha dos Lemures, na tradução livre), que fez tanto para chamar a atenção para a situação dos animais “fofinhos”, sem querer encorajou pessoas, e criou um mercado, daqueles que querem tê-los como animais de estimação em gaiolas.

Alguns matam as criaturas inofensivas por comida, outros as vendem como animais de estimação – e para pegar suas presas indefesas, eles derrubam preciosas árvores tropicais.

“Os lêmures dão criaturas noturnas por isso são muito fáceis de capturar pois dormem durante o dia”, explica Tovolahy.

Os caçadores cortam as árvores que cercam o ninho deles, as quais permitem que os lêmures possam dar longos saltos de uma pra outra.

Tudo o que os caçadores precisam fazer é sacudir a árvore até que o animal caia.

Madeira recém cortada de árvore de ébano, rara e protegida | Foto APF
Madeira recém cortada de árvore de ébano, rara e protegida | Foto APF

Os lêmures estão entre os muitos tesouros da vida selvagem que são exclusivos de Madagascar.

Das 111 espécies de lêmures registradas, 105 enfrentam a ameaça de extinção, diz a Rede de Conservação dos Lêmures (LCN).

Outros danos a floresta de Vohibola e sua população natural estão sendo infligidos pela simples necessidade de madeira para cozinhar.

A patrulha da floresta freqüentemente se depara com uma visão desanimadora: enormes espaços vazios e montes de cascas de árvores – vestígios da extração ilegal de madeira que são levadas, queimadas e vender o carvão a madagascanos.

“Eles derrubam árvores de madeiras raras como o ébano e as usam para fazer carvão – é tão triste ”, diz Tovolahy.

Eric Rabenasolo, diretor-geral de florestas do Ministério do Meio Ambiente, diz que os nove milhões de hectares de florestas de Madagascar estão diminuindo a cada ano, entre 50 mil e 100 mil ha – um campo de futebol tem aproximadamente um hectare.

Vohibola em si é um paraíso para uma espécie extraordinária – o lêmure-rato.

Cecilien Ranaivo, prefeito de Ambinaninony,, acusado de receber propina de empresas madeireiras e caçadores | Fotos: AFP
Cecilien Ranaivo, prefeito de Ambinaninony,, acusado de receber propina de empresas madeireiras e caçadores | Fotos: AFP

De sua cabeça até a ponta de sua cauda, esse animal noturno (gênero Microcebus) mede menos de 27 centímetros, tornando-se o menor primata do mundo – e, de acordo com a Conservação Internacional da Natureza (IUCN),esta entre os mais ameaçados de todos os vertebrados.

O estado está tentando aumentar a conscientização sobre os perigos de tal tráfico, pedindo às pessoas, por exemplo, que verifiquem a fonte do carvão que usam para cozinhar e incentivando as aldeias a denunciar a extração ilegal de madeira às autoridades.

A mensagem muitas vezes não chega a ser ouvida em um país onde três quartos da população vivem na pobreza.

Os caçadores têm uma reputação conhecida pela população de violência e vingança e suas conexões com os habitantes locais significam que a polícia raramente pode fazer prisões.

“Nunca cheguei muito perto desta floresta no meu barco”, confidenciou Parfait Emmanuel, um pescador da aldeia de Andranokoditra. “Eu não tenho vontade de ser cortado em pedaços por um caçador”.

“São os próprios moradores que alertam os caçadores de que a polícia está chegando”, diz Cecilien Ranaivo, prefeito do distrito de Ambinaninony, que inclui Andranokoditra.

“Então, obviamente, eles não conseguem fazer muitas prisões.”

Durante a patrulha de Tovaly, a equipe se depara com um esconderijo de caçadores – um acampamento do tamanho de uma pequena aldeia, com cerca de 20 cabanas improvisadas que foram claramente abandonadas às pressas.

Esconderijo de caçadores | Foto: AFP
Esconderijo de caçadores | Foto: AFP

Tovolahy expressa sua frustração. Seus recursos são limitados: a patrulha é formada por voluntários armados com paus ou arcos e flechas e só pode tentar assustar os caçadores, em vez de atacá-los de frente.

“Nós nunca seremos capazes de lutar contra os madeireiros-caçadores por nós mesmos”, diz ele. “O que é necessário são homens armados, habilitados por lei a usar a força, em caso de necessidade”.

Exasperado pela impotência das autoridades, o ambientalista Stephane Decampe decidiu lançar-se em sua própria missão para proteger os lêmures.

Decampe, um cidadão d dupla nacionalidade franco-malgaxe, é co-proprietário do Jungle Nofy Hotel, uma pousada que acomoda turistas que descem o Canal de Pangalanes, uma série interconectada de rios, lagos artificiais e cursos d’água que percorre a costa leste de Madagascar.

Ele patrulha o canal três noites por semana em seu barco para rastrear os caçadores.

Patrulha de voluntários de Michael Tovolahy armados com paus e arco e flecha | Foto: AFP
Patrulha de voluntários de Michael Tovolahy armados com paus e arco e flecha | Foto: AFP

“Eles vêm da cidade de Tamatave (70 quilômetros ao norte de Ambinaninony), junto com sua esposa e filhos”, disse Decampe.

“Eles são deixados aqui de barco e têm comida, mas não carne … então eles comem lêmures”, disse ele.

Ele e sua esposa Angelique também resgatam e recuperam os lêmures que as famílias usam como animais de estimação.

“Nós os libertamos”, disse ela. “Mas quando nós fomos pela última vez, de férias, os caçadores os envenenaram em um ato de vingança.”

A batalha para salvar os lêmures tem provocado tensas relações com as autoridades – autoridades locais, dizem ativistas, recebem propina de alguns dos traficantes.

Essa insinuação faz com que o prefeito Ranaivo responda as acusações furiosamente, acusando os ativistas de terem “motivações políticas”.

Uma dúzia de ambientalistas foi presa no início de abril.

“Eles nos acusaram de cortar ilegalmente árvores e destruir negócios de madeireiros”, suspirou Tovolahy.

“E enquanto tudo isso acontecia, os verdadeiros caçadores saqueavam a natureza”.

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Autoridades da Malásia resgatam 330 tartarugas vítimas de traficantes

As autoridades da Malásia resgataram 330 tartarugas exóticas que vinham de Madagascar, maior ilha do continente africano, durante uma tentativa de contrabando de animais selvagens no país.

Os animais estavam dentro de caixas com etiquetas que diziam que transportavam pedras
Mais de 300 tartarugas foram resgatadas por agentes da alfândega (Foto: Reprodução / tvi24)

Abdull Wahid Sulong, vice-diretor da alfândega, disse ao portal português DN que 325 tartarugas estreladas indianas e 5 tartarugas ‘ploughshare’ foram postas pelos contrabandistas em cinco caixas, cujas etiquetas diziam que transportavam pedras.

Abdull disse os animais estavam vivos e chegaram no domingo pela Etihad Airways, vindo do aeroporto Antanaviro, na capital de Madagáscar. Ele conta que as tartarugas são geralmente vendidas como animais domésticos.

Tartarugas foram resgatadas pelos agentes da alfândega
A maior parte dos animais são da espécie estrelada indiana (Foto: Reprodução / tvi24)

Ele explica que só foi possível resgatar os animais a partir de uma denúncia, que fez com que os agentes da alfândega encontrassem as caixas no depósito de carga do aeroporto de Kuala Lumpur, maior cidade malaia, no mesmo dia em que chegaram.

Tartarugas estavam sendo contrabandeadas de Madagascar
Agentes da alfândega do aeroporto de Kuala Lumpur encontraram os animais através de uma denúncia (Foto: Reprodução / tvi24)
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Cerca de 90 por cento dos últimos lêmures de Madagáscar podem ser extintos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Tambako the Jaguar
Foto: Tambako the Jaguar

Madagáscar, a quarta maior ilha do mundo, é o lar de 107 espécies de lêmures. A maioria destes lêmures pode ser encontrada apenas na ilha africana, mas uma primatologista proeminente adverte que os lêmures de Madagáscar estão em grande perigo.

Não há nenhum lugar como Madagáscar no planeta, então não é nenhuma surpresa que tantas espécies de lêmures sejam endêmicas à ilha. Há florestas, savanas, estepes, rios, lagos, pântanos, mangues, terras áridas e recifes, mas há também uma destruição desenfreada.

De acordo com a Convenção sobre Diversidade Biológica, 80 por cento da cobertura florestal da ilha desapareceu e até mesmo um hectare perdido tem um enorme impacto no meio ambiente por causa das altas taxas de plantas e animais endêmicos do país. Esta destruição ambiental também fere as pessoas – 18 milhões de pessoas contam com essa rica biodiversidade para subsistência (80 por cento dos habitantes são completamente dependentes dos recursos naturais).

Lêmures dependem 100 por cento dos recursos naturais e mais de 90 por cento dos lêmures de Madagáscar estão à beira da extinção, informa a CNN. O primatologista Jonah Ratsimbazafy adverte que “não resta muito tempo” para salvar as 24 espécies de lêmures criticamente ameaçadas de extinção.

De acordo com a CNN, Ratsimbazafy explica que as alterações climáticas e a atividade humana estão prejudicando os lêmures. Ratsimbazafy diz que a ilha “está sangrando. Porque a floresta é foi destruída, o solo, erodido e o que aconteceu é que: ninguém pode sobreviver.” Segundo o primatologista, 30.000 hectares de floresta tropical da ilha desaparecem todos os anos. Neste ritmo, as florestas de Madagáscar – habitat dos lêmures – irão desaparecer em 25 anos, adverte Ratsimbazafy.

Conheça as três espécies de lêmures mais ameaçadas

1. Grande lêmure-de-bambu

A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) classifica o grande lêmure-de-bambu como criticamente ameaçado, ou há um passo da extinção. A agricultura, a extração ilegal de madeira, a mineração, a retirada de bambu e a caça (este é o lêmure mais caçado no sul) são responsáveis pelo declínio da população de lêmures. Estima-se que a população tenha diminuído 80 por cento ou mais ao longo de três gerações. Além disso, os lêmures estão severamente dispersos.

2. Lêmure-do-alaotra

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, a população de lêmures-do-alaotra diminuiu 80 por cento ou mais ao longo de três gerações, ou seja, nos últimos 24 anos. As espécies criticamente ameaçadas estão severamente dispersas e suas populações continuam a diminuir. A conversão de pântanos em campos de arroz, que muitas vezes envolve a queima, é o maior responsável pelo declínio do lêmure-do-alaotra. Ademais, esses lêmures também são caçados para consumo ou para se tornarem animais domésticos.

https://youtu.be/4Z8e6cze3ok

3. Indri

A população criticamente ameaçada de lêmures indri foi reduzido de 80 por cento ou mais ao longo de três gerações, ou 36 anos, de acordo com a IUCN. O indri também está severamente disperso e a tendência da população para a espécie está diminuindo. As principais ameaças para este lêmure são a agricultura, a exploração madeireira e a produção de lenha. Houve também um aumento da caça deste lêmure. O indri costumava ser protegido por fadys (ou tabus culturais tribais), mas a imigração e “a erosão cultural” estão tornando a caça de lêmures para o consumo e a produção de peles mais aceitável.

Para proteger os lêmures, uma petição foi criada com o intuito de pressionar o governo de Madagáscar a investir em medidas preventivas para evitar a extinção.

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Resgate recorde de tartarugas em Madagascar acende um alerta nos aeroportos

Tartarugas-Madagascar

A alfândega de Madagascar fez um resgate recorde de 771 filhotes de uma espécie de tartaruga em perigo de extinção, escondidas em meias – informaram nesta segunda-feira as autoridades aeroportuárias.

“Interceptamos dois pacotes suspeitos que continham 771 tartarugas com destino às Ilhas Maurício e com destino final em Kuala Lumpur, na Malásia”, declarou à imprensa Haja Rakotoharimalala, chefe da alfândega no aeroporto internacional de Antananarivo.

“Trata-se de um resgate recorde em Madagascar”, disse à AFP Herilala Randriamahazo, responsável pela Turtle Survival Alliance (TSA), uma organização especializada na proteção de tartarugas.

O último resgate recorde de tartarugas em Madagascar remonta a junho, quando foram encontrados 403 répteis neste mesmo aeroporto.

A maioria das tartarugas encontradas nesta segunda-feira estão vivas, mas cerca de vinte não sobreviveram à viagem, segundo os primeiros números comunicados por organizações não governamentais que continuavam examinando os animais na tarde desta segunda-feira.

Os animais percorreram milhares de quilômetros até o aeroporto de Antananarivo.

Elas estavam amontoadas em grupos de três ou quatro em meias, escondidas por sua vez em fraldas de bebê em duas caixas de madeira, explicou Haja Rakotoharimalala. Ambos pacotes seriam transportados como carga.

“Estamos procurando os donos da mercadoria, mas até o momento a busca não teve resultados”, lamentou.

As 771 tartarugas pertencem a duas espécies em vias de extinção, “a tartaruga estrelada de Madagascar e a tartaruga irradiada”, explicou à AFP Hasina Randriamanampisoa, coordenador do Projeto da Tartaruga Angonoka, financiado pela ONG Durrell Wildlife Conservation Trust.

Geralmente as tartarugas são vendidas no mercado negro – antes de serem consumidas em sopas.

* AFP

Fonte : ZH Notícias

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Nova espécie de sapo é descoberta em Madagascar

sapo

Uma equipe multinacional de cientistas liderada pelo Dr. Gonçalo Rosa, do Instituto de Conservação e Ecologia da Universidade de Kent, na Inglaterra, encontrou uma nova espécie de sapo nas profundezas da floresta de Ankarafa, na Península Sahamalaza, em Madagascar. Depois de explorarem a região, Dr. Rosa e seus colegas descreveram a nova espécie e a batizaram de Boophis ankarafensis.

Boophis é um gênero de pererecas pertencentes à família Mantellidae. O gênero é endêmico de Comores e Madagascar e compreende mais de 70 espécies, muitas das quais só recentemente foram descritas. Já o termo “ankarafensis” é um epíteto específico decorrente do habitat da espécie.

A nova espécie de sapo

A nova espécie é de cor verde com manchas de um vermelho brilhante localizadas em toda a sua cabeça e nas costas. Os machos adultos têm cerca de 23 a 24 mm de comprimento, enquanto que as fêmeas têm cerca de 28 a 29 mm. Não é de se estranhar o fato de essa espécie ter demorado tanto para ser descoberta.

Foram detectados precisamente 56 indivíduos nas margens de dois rios da floresta Ankarafa, 48 sapos do sexo masculino e apenas 8 do feminino. De acordo com Dr. Rosa, como a espécie não foi verificada em nenhuma outra pesquisa, e é provável que seja típica da floresta de Madagascar.

Ameaças

A nova espécie já enfrenta ameaças há muito tempo, apesar de ter sido encontrada apenas recentemente. De acordo com os pesquisadores, embora viva em um parque nacional, a queda contínua da qualidade ambiental dessa reserva e a extensão do seu habitat traz riscos à sobrevivência do sapo. Ele inclusive está cotado para ser classificado como “criticamente em perigo”.

Fonte: Hypescience

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Milhares de espécies protegidas de tartarugas de Madagáscar são mensalmente contrabandeadas

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Milhares de espécies protegidas de tartarugas estão a ser mensalmente contrabandeadas de Antananarivo, capital de Madagáscar, para mercados asiáticos onde são usadas como remédios ou animais domésticos, denunciou hoje o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Citando dados de uma recente pesquisa da organização, a diretora do WWF em Madagáscar, Anitry Ny Aina Ratsifandrihamanana, estimou que entre “93 e 2.800 tartarugas” são capturadas por mês por pessoas que conseguem colocá-las fora das fronteiras malgaxes.

Mas “a extensão da caça e do tráfico é mais grave”, disse Anitry Ny Aina Ratsifandrihamanana, citada pela AFP.

Fonte: Visão 

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Tartarugas em extinção são “tatuadas” para evitar tráfico

Foto: Durrell Conservation Trust
Foto: Durrell Conservation Trust

Ambientalistas na ilha de Madagascar, na África, estão tomando medidas drásticas para tentar preservar uma das espécies de tartarugas mais raras do mundo, a Astrochelys yniphora.

Os especialistas decidiram fazer uma espécie de tatuagem permanente, gravando números nos cascos das tartarugas para reduzir seu valor de revenda no mercado negro.

As Tartarugas-de-Madagascar são cada vez mais visadas por traficantes de animais, que vendem as tartarugas na Ásia como animais domésticos ou para a indústria de alimentos e de remédios tradicionais.

Foto: Durrell Conservation Trust
Foto: Durrell Conservation Trust

“A venda destes animais é absolutamente proibida. Acredita-se que haja menos de mil animais adultos na natureza. Achamos que mais de 30 foram roubados só este ano”, diz Richard Lewis, diretor do programa da Durrell Wildlife Conservation Trust em Madagascar, que acaba de completar 25 anos.

O programa já conseguiu que 300 tartarugas nascessem em cativeiro e agora está reintroduzindo os animais à vida selvagem.

As tartarugas são monitoradas por transmissores de rádio que são colocados nos animais e moradores fazem patrulhas para evitar que estranhos frequentem as matas locais. Ainda assim, os especialistas acham que os números gravados nos cascos são uma medida necessária.

“Os números são uma marca permanente que demonstra para o mundo que esse é um animal roubado”, explica Lewis.

“Uma grande parte de mim fica muito triste porque esses são alguns dos animais mais belos do mundo e gravar quatro números no alto do casco não é a melhor coisa que pode acontecer com eles, mas acreditamos que isso funciona como um grande impedimento para os caçadores.”

Segundo Lewis, o futuro da espécie está seriamente ameaçado no momento.

Fonte: Uol

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É confirmado que baleias encalham por alta frequência de sistemas sonares submarinos

Por Juliana Meirelles (da Redação)

Campanhas ambientais têm mantido há anos que sistemas sonares usado pelos navios levam ao encalhe de baleias. Mas, agora, uma pesquisa internacional confirmou as suas preocupações pela primeira vez que baleias encalham nas praias quando estão perdidas e desorientadas pela alta frequência do ruído subaquático. As informações são do Daily Mail.

Um painel de revisão científica independente descobriu que os sistemas, utilizados principalmente para o mapeamento subaquático, foram responsáveis ​​pelo encalhe em massa de 100 baleias cabeça de melão em Madagascar, em 2008.

Um painel de revisão científica independente descobriu que os sistemas, utilizados principalmente para o mapeamento subaquático, foram responsáveis ​​pelo encalhe em massa de 100 baleias cabeça de melão em Madagascar, em 2008.
Um painel de revisão científica independente descobriu que os sistemas, utilizados principalmente para o mapeamento subaquático, foram responsáveis ​​pelo encalhe em massa de 100 baleias cabeça de melão em Madagascar, em 2008.

Equipes da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS) e do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) foram capazes de resgatar algumas das baleias, mas já era tarde demais para muitas delas.

Enquanto os aspectos do encalhe em Madagascar permanecem desconhecidos, o painel concluiu que um sistema sondador multi-feixe, operado intermitentemente por um navio de pesquisa passando no dia antes do evento foi o mais “plausível e provável gatilho comportamental para os animais inicialmente entrarem no sistema de lagoa”.

Agora há preocupações sobre o impacto do ruído sobre os mamíferos marinhos, afinal os sistemas são comumente utilizados por muitas indústrias.

Um relatório encomendado pelo painel disse: “O potencial de respostas comportamentais e danos indiretos ou mortalidade com o uso de SMF semelhantes [sistemas da sonda multi-feixe] deve ser considerado em futuras avaliações ambientais, planejamento operacional e decisões regulatórias”.

O ruído a partir dos sistemas de alta frequência de sonar, utilizadas pelos navios militares, de transporte e de investigação, pode fazer com que os animais nadem para áreas erradas, e pensa-se que a utilização do sistema leva ao encalhamento no Reino Unido também.

Todos os anos, 800 baleias, golfinhos e botos são encalhados nas praias britânicas, embora não se saiba se os sistemas de sonar são os culpados. Aqui, os mergulhadores britânicos voluntários do Resgate de Vida Marinha inspecionam um com baleia cachalote de 13,5 metros, que morreu na praia de Redcar, em Cleveland em 2011.
Todos os anos, 800 baleias, golfinhos e botos são encalhados nas praias britânicas, embora não se saiba se os sistemas de sonar são os culpados. Aqui, os mergulhadores britânicos voluntários do Resgate de Vida Marinha inspecionam um com baleia cachalote de 13,5 metros, que morreu na praia de Redcar, em Cleveland em 2011.

 

Todos os anos, 800 baleias, golfinhos e botos são encalhados nas praias britânicas, embora não se saiba se os sistemas de sonar são os culpados.

O Dr. Howard Rosenbaum, diretor do Programa de Gigante do Oceano da WCS, acolheu favoravelmente o relatório e disse: “Estas conclusões se adicionam a um corpo crescente de evidências dos impactos potenciais de ruído antropogênico sobre os mamíferos marinhos”.

“As implicações vão muito além da indústria, uma vez que estes sistemas de sonares são amplamente utilizados a bordo de navios de investigação militar e para a geração de batimetria mais precisa (mapeamento subaquático)”.

“Esperamos agora que estes resultados possam ser utilizados pela indústria, pelas as autoridades reguladoras e outros para minimizar os riscos e para melhor proteger a vida marinha, especialmente espécies de mamíferos marinhos que são particularmente sensíveis ao aumento do ruído do oceano a partir de atividades humanas”.

 O ruído dos sistemas de sonar de alta frequência, utilizado pelos militares, transporte e navios de investigação, (na foto é o quarto de som do HMS Westminster em Portsmouth) pode causar baleias a nadarem para áreas erradas, e pensa-se que o uso do sistema leva a encalhamentos no Reino Unido também.
O ruído dos sistemas de sonar de alta frequência, utilizado pelos militares, transporte e navios de investigação, (na foto é o quarto de som do HMS Westminster em Portsmouth) pode causar baleias a nadarem para áreas erradas, e pensa-se que o uso do sistema leva a encalhamentos no Reino Unido também.

Katie Moore, diretora de resgate de animais da IFAW, disse: “A resposta ao encalhe em massa é um desafio na melhor das circunstâncias”.

“Junto com os indivíduos locais e do governo de Madagascar, nós fornecemos os conhecimentos necessários para resgatar o maior número de animais possível e cuidados médicos para aqueles que encalharam vivos”.

“Igualmente importante foi reunir dados tanto quanto possível dos animais para tratar a causa do encalhe. Temos o prazer de ver o relatório ISRP e as suas conclusões, que esperamos venha a ser utilizado na formação de futuras políticas de conservação”.

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Golfinhos encalharam e morreram em Madagascar devido ao uso de sonar

Um painel independente de cientistas concluiu que o estudo sísmico levado a cabo pela Exxon Mobil no final de maio 2008 levou ao súbido desaparecimento de golfinhos cabeça-de-melão, que ficaram encalhados e morreram.

“Esta é a primeira vez que mamíferos marinhos encalham de forma massiva num fenómeno intimamente associado a sonares de alta frequência”, escrevem os especialistas no relatório divulgado pela Comissão Baleeira Internacional, admitindo, no entanto, que eventos anteriores não foram detetados porque não teriam sido realizados estudos sobre eles.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Os sonares usados em 2008 produzem sons poderosos que desorientam os animais.

Contactado pela France Presse, um porta-voz do gigante petrolífero norte-americano disse que o relatório prova que também ainda há muita incerteza e faltam dados para perceber o que levou ao encalhamento dos golfinhos.

Já a Oceana, uma organização internacional que trabalha para a conservação dos oceanos, saudou em comunicado o relatório, afirmando que pela primeira vez se estabelece uma ligação direta entre o uso de sonares e a morte de animais marinhos.

A organização disse que o Governo dos Estados Unidos planeia permitir o uso de um sistema semelhante, ainda mais poderoso, ao longo da costa leste dos Estados Unidos, do Delaware até à Florida, com vista à exploração de petróleo.

O departamento do Interior dos Estados Unidos, responsável pela gestão dos recursos naturais, estimou em 2012 que os sonares de cartografia de alta frequência têm efeitos negativos sobre os animais marinhos e que podem causar ferimentos ou morte.

O governo pediu a interdição destes sonares em determinadas áreas durante o período de reprodução.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: RTP Notícias

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Plano de ONG tenta salvar da extinção lêmures de Madagascar

Lêmure rato de Berthe, espécime descoberta em 2000 na ilha de Madagascar, e já é considerada ameaçada de extinção (Foto: WWF)
Lêmure rato de Berthe, espécime descoberta em 2000 na ilha de Madagascar, e já é considerada ameaçada de extinção (Foto: WWF)

A organização Conservação Internacional apresentou nesta quarta-feira (31) em Antananarivo, na ilha de Madagascar, um plano para tentar salvar 93 das 105 espécies de lêmures ameaçadas de extinção, numa operação que necessita de US$ 7,6 milhões para funcionar.

O plano é “uma estratégia de três anos para a conservação dos lêmures de Madagascar, em resposta às diferentes ameaças sofridas por estes animais (…). O orçamento é para os próximos três anos”, indicou um comunicado da organização não-governamental.

Segundo a ONG, das 105 espécies conhecidas de lêmures de Madagascar, 24 já são consideradas “em situação crítica de risco”, 49 estão “em vias de desaparecimento” e 20 são “vulneráveis”, em razão do desmatamento, das mudanças climáticas e, sobretudo, da caça ilegal desses animais, que são os vertebrados mais ameaçados do mundo.

“Aqui lêmures são mortos todos os dias, a caça é o maior problema”, explicou o pesquisador Russel Mittermeier, presidente da ONG, em coletiva de imprensa.

Proteção do habitat

O plano apresentado nesta quarta-feira prevê a proteção do habitat natural dos lêmures, melhorias nos meios de subsistência da população rural da ilha, o desenvolvimento do ecoturismo e a luta contra o consumo de carne de caça.

O programa inclui também uma contribuição importante das comunidades locais e uma sensibilização ambiental por parte das autoridades de Madagascar. “O Estado não pode contribuir financeiramente para o plano, mas o importante é que se aproprie dele e ajude em outras esferas”, afirmou Claudine Ramiarison, diretora-geral de pesquisa e parcerias do Ministério da Educação de Madagascar.

A ilha faz parte dos 35 grandes polos mundiais de biodiversidade e abriga 105 espécies de lêmures locais. Considerado um dos principais símbolos do país, ele estampa os passaportes, assim como o zebu e o camaleão.

Fonte: G1

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Notícias

Nova espécie de lémur em Madagáscar está em risco extremo de extinção

O lémur-anão-lavasoa vive no Sudeste de Madagáscar e só deverá haver 50 animais deste primata.

Lémur-anão-lavasoa: espécie está em risco de extinção (Foto: Andreas Hapke)
Lémur-anão-lavasoa: espécie está em risco de extinção (Foto: Andreas Hapke)

No Sudeste da ilha de Madagáscar, na época das chuvas, as poucas dezenas de lémures-anões-lavasoa param de hibernar e tornam-se activos nas florestas. Em 2001, estes primatas foram observados pela primeira vez por um cientista, mas só agora se compreendeu que pertencem a uma espécie nova para a ciência. O artigo com a descoberta foi agora publicado na revista Molecular Phylogenetics and Evolution.

Madagáscar terá recebido há cerca de 60 milhões de anos a espécie de lémur antepassada das que hoje lá habitam. Não se sabe exactamente como é que lá chegou, mas teve oportunidade de prosperar e de se diversificar nas florestas distribuídas pela ilha – que tem 6,3 vezes o tamanho de Portugal – sem a competição de outros primatas que, entretanto, levaram à extinção as antigas espécies de lémures que viviam no continente africano.

Hoje, conhecem-se cerca de 100 espécies de lémures. Todas vivem em Madagáscar, à excepção de duas que habitam as ilhas Comores, mas que foram provavelmente introduzidas lá por pessoas.

A nova espécie Cheirogaleus lavasoensis é um lémur-anão que se pensava pertencer à espécie Cheirogaleus crossleyi. Mas investigadores do Instituto de Antropologia da Universidade Johannes Gutenberg em Mainz, na Alemanha, capturaram 51 lémures-anões em nove locais diferentes para lhes retirarem amostras de tecido. Os animais foram devolvidos à natureza. Com as amostras, os cientistas fizeram análises moleculares e genéticas, para compreender melhor a diversidade genética entre diferentes géneros de lémures.

“Fizemos uma análise exaustiva para examinar a diversidade genética de dois géneros de lémures que têm um parentesco próximo, o género Cheirogaleus (lémur-anão) e o Microcebus. A comparação revelou que a diversidade de lémures-anões era maior do que o que se pensava anteriormente”, explica em comunicado Dana Thiele, uma das autoras do artigo.

Dessa forma, a equipa identificou o Cheirogaleus lavasoensis. A espécie vive apenas em três pequenos fragmentos de floresta, isolados uns dos outros, e que ficam inundados na altura das chuvas quando este animal se torna activo. Uma estimativa preliminar da população aponta para a existência de apenas 50 indivíduos, o que coloca a espécie num risco extremo de extinção. A perda de habitat e a caça são duas ameças que fazem com que muitas espécies de lémures estejam à beira da extinção.

*Esta notícia está escrita em Português de Portugal

Fonte: Publico.pt

 

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