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Cadela salva e adota macaquinho órfão na Índia

Cadela amamenta macaquinho adotado por ela | Foto: Newslions
Cadela amamenta macaquinho adotado por ela | Foto: Newslions

Quando um filhote de macaco foi atacado por uma matilha de cães a cadela Ruby veio corajosamente em sua defesa e agora ele vive nas costas de sua mãe adotiva que o carrega para todo lado e até o amamenta.

Ruby, que é caolha, enfrentou os cães em defesa do macaquinho órfão que já tinha sido cercado pelos cães em situação de rua, quando foi salvo pela cadela.

“A qualquer momento em que seu bebê sai de suas costas ela mantêm seu único olho nele e é muito protetora”, diz o tutor da cadela Suresh Prabhy.

Como os moradores do vilarejo alimentam tanto mãe adotiva quanto filho, o bebê macaco sobe nas costas dela para alcançar a comida de forma mais fácil.

Suresh Prabhy, o tutor de Ruby, disse: “O filhote de macaquinho estava andando pela área quando um bando de cães o cercou”.

“Antes que os cães atacassem o pequeno macaco, Ruby interveio e salvou a vida dele”, conta ela.

Já faz mais de um mês e meio que a dupla se tornou o centro das atenções em toda a aldeia.

Suresh acredita que como a cadela que não tem nenhum filhote, ela considera o macaquinho seu próprio filho e poe isso é extremamente protetora com ele.

A dupla se tornou o assunto da cidade tanto na aldeia de Seoni Malwa, como no distrito de Hoshangabad, e nas aldeias próximas também, algumas pessoas já até começaram a vir de longe para a visitar a casa do tutor de Ruby e ter a chance ver a família improvável e original.

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Mico descobre a sensação de voar com casal de araras

Mico e casal de araras tornaram-se amigos inseparáveis. Foto: Alejandro Jaramillo/Solent

Um mico-de-cheiro (nome dado a um pequeno macaco que vive na Amazônia) está desfrutando dos benefícios de sua amizade com um casal de araras. O macaquinho para chegar ao topo de uma árvore, recorre a uma carona, agarrando-se às costas das aves.

Com as araras, o mico descobriu a sensação de voar. Foto: Alejandro Jaramillo/Solent

O mico vive com as araras em um hotel-fazenda em San Agustin, na Colômbia, e se tornaram inseparáveis. “Surpreendentemente, o macaquinho nunca caiu lá de cima. Parece que ele segura bem firme no pescoço das araras”, afirma o fotógrafo Alejandro Jaramillo, que registrou as cenas.

Fonte: Planeta Bicho

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O macaquinho do Congo e os bezerros do mundo

Uma mãe chimpanzé é assassinada para servir de alimento aos soldados que estão em guerra no Congo. Seu filhote é levado pelo assassino que pretende vendê-lo. Na foto que ilustra a notícia, o bebê chimpanzé aparece no colo de quem matou a sua mãe. Em uma mão um filhote, na outra uma arma. Triste?

Eu fiquei horrorizada, com imensa vontade de chorar e a sensação de impotência, de mãos atadas, mas em seguida a pergunta que me veio à cabeça foi: e os bezerros?

Todos os dias milhares de bezerros ficam órfãos, viram vitela – o famoso baby beef – e não aparecem em notinhas de blogs encabeçados por revistas de grande repercussão. Todos os dias, milhares e milhares de vacas sofrem em processos dolorosos de inseminação artificial para se manterem ininterruptamente prenhas e terem seus filhotes levados ao confinamento, mas esse sofrimento é tido como uma necessidade para suprir hábitos alimentares arraigados à cultura.

Todos os animais torturados em testes, vivissecção, fazendas e matadouros também têm uma mãe.

Quando decidimos amar algumas espécies e desprezar outras, praticamos o especismo. Em uma guerra, onde a vida já é tão banalizada, o macaquinho do Congo sofre tanto quanto os outros animais, mas ganha mais destaque na mídia aqui, no Brasil, onde comer macaco não é um hábito. Se no lugar do macaco estivesse um bezerro, com certeza a situação não resultaria em uma foto estampada no site da revista Época.

Levantar a bandeira para a discussão sobre o especismo que praticamos é levantar as bandeiras da reflexão, do amor e da paz. Tenho certeza que muitas pessoas praticam o especismo sem se darem conta de que o fazem. E aí entram os meios de comunicação.

Quando estava na faculdade, um professor, jornalista bem sucedido, contou que trabalhou em um grande jornal e foi proibido de escrever matérias cujas informações não fossem favoráveis à pecuária, já que o dono do jornal é também um grande pecuarista. Seja pelo dono ou por lobby, muitos veículos de comunicação seguem essa mesma linha editorial e a informação deixa de ser disseminada. E não é apenas a pecuária, mas diversos outros assuntos que envolvem a verdade cruel de domínio e uso de vidas animais.

Por isso, a ANDA ganhou esta coluna batizada de “Faltou falar”: um observatório de imprensa para dar voz aos animais com o intuito de informar, debater, complementar e, quando for o caso, parabenizar por notícias, artigos e opiniões que circulam em todos os meios de comunicação.

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