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Macaco mantido em cativeiro é resgatado em Manacapuru (AM)

Um macaco barrigudo foi resgatado em Manacapuru (AM) na terça-feira (6). Ele vivia aprisionado em uma casa no bairro da Liberdade e foi salvo pela Polícia Militar do Amazonas, por meio do Batalhão Ambiental (BPAMB).

Foto: Divulgação/PM-AM

Os policiais foram até o local, na companhia de uma equipe técnica do Corpo de Bombeiros, após receberem uma denúncia. As informações são do G1.

Após o resgate, o macaco foi levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para receber os cuidados necessários.

O Batalhão Ambiental lembra que criar, guardar, transportar, capturar ou caçar animais silvestres configura crime ambiental.


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Animais silvestres em Manaus (AM) sofrem com expansão urbana e desinformação da população

Espécies que são retirados de seu habitat natural acabam sendo prejudicados porque são confinados em cativeiro

O veterinário Laérzio Chiezorin solta na natureza o tamanduaí, menor espécie de tamanduá do mundo. Foto: Márcio James/Divulgação Semcom

Preguiças, jiboias e jacarés encabeçam a lista de animais resgatados pelo Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheiras, da prefeitura de Manaus, segundo o veterinário e gestor da unidade, Laérzio Chiezorin.

Mas outras espécies também são resgatadas regularmente, como macacos-pregos, papagaios e até uma espécie rara, o tamanduaí.

Somente este ano, conforme dados divulgados pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), o refúgio já realizou 360 resgates e realizou 222 devoluções à natureza, entre primatas, quelônios e répteis.

Os animais são enviados para áreas protegidas e distantes de aglomerações urbanas.

Os que não são devolvidos à natureza acabam indo parar em zoológicos, criadores comerciais e instituições autorizadas pelo Ibama. Alguns ficam no refúgio para receber tratamento de saúde.

Cativeiro

Os animais com maior dificuldade de se submeter à reabilitação da natureza são os da espécie do psitacídeos (papagaios, araras e assemelhados) porque eles são gregários e geralmente chegam ao refúgio isoladamente, chega por resgate, seja levado pelo próprio “tutor”.

De acordo com Chiezorin, a expansão urbana de Manaus tem causado danos à fauna silvestre que reside na cidade por causa da expansão urbana.

O veterinário explica que em todas as zonas da cidade são encontrados animais silvestres. Muitos são criados, de forma errônea, como animais domésticos e de cativeiro.

É o caso dos primatas das espécies macaco-prego e macaco-barrigudo, que são retirados da natureza ainda recém-nascidos, após o caçador matar sua mãe e outros filhotes da mesma família.

Ocorre que, ao serem adotados como animais domésticos, os tutores do primata, insatisfeito com o comportamento do bicho, tentam se desfazer dele.

“A gente recebe muitos primatas de cativeiro. Pequenos, eles são calmos. Mas quando se tornam juvenis, por volta dos quatro anos de idade, se tornam agressivos porque estão na fase hormonal e querem se reproduzir. Mas dentro de um grupo de primata, um animal para reproduzir tem que disputar com o líder. No caso de uma família de humanos, o líder são os pais, o marido ou a esposa. Uma primata fêmea vai querer atacar a esposa do casal achando que ela é a fêmea alfa do grupo. A mesma coisa acontece com o primata macho, que vai atacar o homem”, explica o veterinário.

Conforme Chiezorin, há uma superpopulação de primatas em cativeiro porque, quando retirados da vida livre, eles não conseguem mais retornar ao seu habital natural. É que, ao serem retirados da vida silvestre, esta espécie não recebeu treinamento dos pais para se adaptarem.

Serpentes

A jiboia, conhecida como “animal de vida livre”, é outra espécie que,  devido à sua má reputação, também é ameaçada.

No entanto, a espécie cumpre um papel que poucos seres humanos conhecem: presta serviço para manutenção da higiene da cidade.

“Esses animais residem em áreas verdes e fragmentos florestais, próximo ao ser humano por causa do acúmulo de entulhos de casas e lixo acumulado. Mas como é predadora natural do rato, ela se responsabiliza para controlar a população deste animal”, explica o veterinário.

Segundo Chiezorin, existe muito “preconceito” contra as serpentes e por conta desse comportamento estes animais são agredidos e chegam machucados e doentes ao refúgio.

Tamanduaí

Somente nesta quinta-feira (14), um jacaré-coroa, um tamanduaí e um bicho-preguiça foram devolvidos à natureza.

Os animais chegaram ao Sauim-Castanheiras após terem sido resgatados pelo batalhão ambiental da Polícia Militar.

O tamanduaí foi solto na própria reserva Sauim-Castanheiras. É a menor espécie de tamanduá do mundo, rara de ser vista por possuir hábitos noturnos.

Já o jacaré-coroa e o bicho-preguiça foram soltos em uma área verde localizada no Tarumã, zona Norte da cidade.

O Refúgio Sauim Castanheiras pode ser acionado para fazer o resgate por meio do telefone da reserva 3618-9345. A linha-verde da Semmas (08000-92-2000) também repassa as informações para o Refúgio.

Fonte: A Crítica

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Primatas de unidade de conservação da Amazônia ainda são pouco conhecidos

Projeto do ICMBIO desenvolvido pelo Cepam realiza levantamento sobre espécies de primatas na região para subsidiar planos de manejo

Imagem: Reprodução A crítica

A carência de informações sobre a fauna existente nas unidades de conservação da Amazônia levou o Centro Nacional de Pesquisas e Conservação da Biodiversidade Amazônia (Cepam) a iniciar ano passado um levantamento sobre primatas na região.

Pelo menos em três unidades, uma delas localizadas no Amazonas, foram identificadas 24 espécies, sobre as quais, contudo, ainda há poucos dados.

Somente, na Floresta Nacional (Flona) de Tefé, no Amazonas, foram identificadas 12 espécies na primeira etapa do levantamento, segundo informações do analista ambiental da Flona Ambienta daquele município, Rafael Rossato.

Entre as espécies estão macaco da noite, macaco de cheiro, barrigudo, macaco prego e guariba, sobre o qual se tem menos informação.

Conforme Rossato, em 2011, o levantamento terá prosseguimento, desta vez com expedições própria floresta – até o momento, os dados foram apurados junto às comunidades que vivem na flona.

De acordo com o analista ambiental, este estudo é extremamente necessário porque, apesar da existência das unidades de conservação na região, os dados sobre a fauna são deficientes.

“Não se tem muito conhecimento sobre as espécies, estudos genéticos, sobre aquelas que podem estar ameaçadas. Para fazer um planejamento de manejo, é preciso ter essa informação antes”, disse Rossato.

Na área da Flona de Tefé existem aproximadamente 30 comunidades e 450 famílias.

As outras duas unidades de conservação já analisadas do projeto do Cepam são Parque Nacional (Parna) do Viruá, em Roraima, e Reserva Biológica (Rebio) do Guaporé, em Rondônia.

Neste ano mais duas unidades de conservação serão integradas a essas ações: a Rebio do Lago Piratuba, no Amapá, e a Flona do Purus, no Amazonas.

Subsídios

O chefe interino do Cepam, Marcelo Raseira, disse que o projeto tem como principal objetivo levantar e integrar informações sobre primatas amazônicos em Unidades de Conservação para subsidiar planos de manejo, avaliação do estado de conservação de espécies e planos de ação para táxons ameaçados.

Ele explicou que entre os objetivos específicos estão Contribuir com dados sobre ocorrência e distribuição para espécies ameaçadas e Deficientes em Dados (DD); realizar estimativas populacionais, observando eventuais flutuações a partir de censos por transecções lineares; e apontar usos e conflitos relacionados a primatas nas UC participantes.

Raseira contou que as espécies identificadas não quer dizer que são novas. “Em muitas UC se sabe pouco da fauna presente e esses inventários estão servindo para verificar que espécies existem, tamanho de população etc”, disse.

No entanto, Raseira destacou que já existem primatas que estão na lista de ameaçados, quase ameaçados, vulneráveis e em perigo.

É o caso do guariba vermelho, macaco de cheiro, macaco aranha, cixíu, macaco barrigudo, maçado da noite, guariba das guianas e guariba de mãos ruivas.

Fonte: A Crítica

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Macaco-barrigudo está em perigo de extinção


Macaco-barrigudo (Lagothrix lagotricha). (Foto: Ayrton Vignola/AE)

O macaco-barrigudo está em perigo de extinção, de acordo com a lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

Situação atual

Primata encontrado principalmente na Amazônia brasileira, a população do macaco-barrigudo está sofrendo um declínio por causa da caça, do tráfico de animais silvestres e também dos baixos índices de crescimento populacional, pois a taxa reprodutiva é de nascimentos apenas a cada três anos.

Características

Sua coloração varia do alaranjado ao marrom-acinzentado. Pesa entre 8 e 12 quilos e vive em grupos que ocupam grandes áreas. Alimenta-se de folhas, frutos e flores. Em razão disso, é um importante dispersor de sementes.

Como proteger

A melhor forma de proteger a espécie é evitar desmatamento e criar Unidades de Conservação na Amazônia.

Fonte: Estadão



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