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Conferência internacional aborda veganismo em Luxemburgo

Uma conferência internacional sobre direitos animais foi realizada entre os dias 6 e 9 de setembro na cidade de Esch-sur-Alzette, em Luxemburgo. Os temas centrais foram veganismo e ativismo em defesa dos animais. Participaram do evento investigadores, ativistas e defensores da causa, que debateram ideias sobre o tema.

(Foto: Reprodução / gbsindependent)

De acordo com a Associação Europeia Vegetariana, o número de veganos, vegetarianos e adeptos em geral de dietas com base em plantas tem aumentado nos últimos anos. Informações do portal Statista indicam que a Alemanha é o país da União Europeia em que o veganismo tem crescido de forma mais significante. As informações são do portal Contacto.

“O veganismo é uma forma de ética. Um vegan não é só alguém que está numa dieta específica. Um vegan não vai a um zoo, não vai comprar um cinto ou sapatos de pele”, explica Victor Sjodin, vice-presidente da Vegan Outreach, uma ONG norte-americana.

No evento, Sjodin deu uma palestra que recebeu o nome de “o veganismo é uma revolução social”. Ele abordou o veganismo como uma “coisa inevitável e necessária” para a sociedade e disse que para que o ideal vegano se concretize é preciso haver uma “revolução” realizada através da conscientização.

“A mensagem não está nas escolas, nos governos, na televisão, nas igrejas. É uma revolução social no sentido em que todos os dias cidadãos comuns e ativistas partilham e espalham este belo modo de vida e a mensagem um pouco por todo o mundo”, disse Sjodin.

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Nova lei de proteção dos animais debatida em breve no Parlamento

Reprodução/Novo Tempo
Reprodução/Novo Tempo

A nova lei de proteção dos animais, que deverá ser discutida no Parlamento até ao final deste ano ou início de 2017, será sobretudo bem recebida pelas associações que trabalham neste âmbito, pois é a primeira vez que uma lei reconhece que os animais têm sentimentos.

Esta foi sempre uma lacuna na lei e ativistas pelos direitos animais temem que a implementação de regulamentos sobre os “sentimentos” possa revelar-se uma problemática em termos práticos.

Apesar de uma mudança na lei, as associações de proteção dos animais não têm nenhum poder em casos de crueldade contra os animais, permanecendo totalmente dependentes do apoio da polícia e dos tribunais.

Elevados custos

Também foi sublinhado que a proteção dos animais não surge a custo zero. Por exemplo, no ano passado, 1.500 gatos no Luxemburgo foram vacinados e esterilizados por todo o país, para manter a população felina sob controlo, ações que excedem muitas vezes o quadro financeiro das associações privadas.

A juntar-se a essa situação, muitos gatos acabam por viver permanentemente em abrigos, como consequência do seu abandono por parte dos tutores, ou por estes serem incapazes de lidar com eles.

Para o financiamento da esterilização animal, as organizações de proteção dos animais estão geralmente dependentes do apoio das autoridades públicas, como as comunas, mas, neste caso, as comunas de Schifflange e Differdange foram apontadas como bons exemplos, dado que ambas pagam uma grande parte dos custos veterinários.

Além disso, o Bourgmestre de Differdange, Roberto Traversini, explica que a sua Comuna verifica regularmente se os animais estão corretamente registados e esterilizados.

Falta de espaço nos abrigos

O abrigo de Gasperich, por exemplo, tem atualmente um período de espera de um mês. Esta tendência também é percetível em estabelecimentos menores, como em Schifflange, onde 100 gatos foram entregues no ano passado. Aqui também existe agora uma lista de espera.

Apesar de tudo, melhores dias chegarão a Schifflange depois de ter sido emitida luz verde para a criação de um novo abrigo cuja construção deverá começar no próximo ano.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Wort

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Luxemburgo propõe a mais avançada legislação em favor dos animais do mundo

Redação ANDA – Agência de Notícias dos Direitos Animais

Reprodução/Vice
Reprodução/Vice

O governo de Luxemburgo acaba de propor um projeto de lei de grande alcance a favor dos direitos animais.  Ativistas dizem que pode ser o mais progressista do mundo, caso seja aprovado.

Segundo a Vice, o projeto foi feito pelo ministro da Agricultura Fernand Etgen e escrito com a ajuda de ativistas, e estabelece que os animais são “seres sencientes não humanos, com um sistema nervoso e são cientificamente capazes de sentir dor e experimentar outras emoções”, incluindo “sofrimento e angústia “, de acordo com um comunicado do ministério.

“O projeto vai além do que qualquer legislação que eu conheça. Além disso, ele está preocupado com uma área normalmente negligenciada pelas leis contra crueldade animal”, disse Kitty Block, vice-presidente da Humane Society International.

A lei não será aplicada à maioria dos animais que vivem em fazendas, uma disposição comum em leis dos direitos dos animais que mostra o quanto ainda é preciso avançar, pois isso significa excluir bilhões de animais explorados e mortos. Entretanto, com a lei será proibido o assassinato de animais, principalmente por suas peles, penas, pele ou lã.

Outras proibições são a diminuição de vendas de cães e gatos para criadores de renome, impedir as pessoas de darem animais como ‘presentes ou prêmios’, e impedir a indústria de matar pintos machos porque eles não põem ovos.

“Este ato é punível, porque a dignidade do animal deve prevalecer sobre a rentabilidade da atividade industrial”, disse o ministério em comunicado, referindo-se às aves.

As violações à lei implicariam em multas de até 227 mil dólares e prisão de oito dias a três anos, dependendo da gravidade da crueldade e da saúde dos animais vitimados.

O ministro disse que é necessária uma “profunda reforma” na legislação de bem-estar animal devido às revelações que cientistas têm feito sobre eles e também devido à mudanças na forma como os animais são vistos por humanos.

Caso essa lei seja aprovada, o Grão Ducado do Luxemburgo seria um dos países mais protetores dos direitos animais, juntamente com a Alemanha e o Reino Unido.

“Os animais não são mais considerados como uma coisa, mas seres vivos não-humanos, com sensibilidade e certos direitos”, disse uma ata de uma reunião realizada no gabinete de Luxemburgo feita pelo Conselho do Governo, que aprovou a proposta no início deste mês.
O projeto deve agora ir para o parlamento de Luxemburgo.

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