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Nasa testou solo lunar em animais e levou parte deles à morte

A chegada do homem à lua teve um custo muito grande para os animais, que sofreram em experimentos. Devido a dúvidas sobre a saúde dos tripulantes do Apollo 11, cientistas da Nasa realizaram testes em animais para garantir as amostras lunares trazidas à Terra não eram perigosas. Alguns desses animais, no entanto, não sobreviveram.

Crédito: Shutterstock

Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin foram os responsáveis por coletar amostras do solo lunar. Sob a alegação de que era preciso verificar se o material não geraria danos ao ecossistema, a Nasa escolheu diversos animais para representar as espécies que habitam o planeta e os condenou à exploração de uma ciência cruel que coloca vidas em risco e as submete a testes antiéticos em nome de seus próprios interesses.

Codornas japonesas foram escolhidas para representar as aves, camundongos representaram os roedores, o camarão marrom e o rosa, além das ostras, foram explorados nos testes representando os moluscos. Moscas, baratas e traças eram as representantes dos insetos. Peixes também foram vítimas do estudo. As informações são do portal Edition.

As codornas e os camundongos receberam injeções com amostras lunares. No caso das espécies aquáticas, poeira lunar foi colocada na água. Os insetos receberam o material através dos alimentos. Após os testes, as ostras não suportaram e morreram. As mortes, segundo os cientistas, pode ter relação com o fato de que o experimento foi feito durante o período de acasalamento.

“Nós tínhamos que provar que não iríamos contaminar os seres humanos, peixes, pássaros animais e plantas”, disse Charles Berry, chefe de operações médicas durante a Apollo 11, ignorando que nenhuma necessidade de comprovação justifica submeter animais a testes, tratando-os como objetos sem importância.

Plantas também foram submetidas a testes, em um trabalho realizado pela Nasa em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Sementes de tomate, cebola, samambaia, repolho e tabaco foram cultivadas em um solo com adição de material retirado do espaço.

Na época em que os testes foram feitos, Judith Hayes, chefe da divisão de Pesquisa Biomédica e Ciências Ambientais da Nasa, comentou os resultados. “Eles não encontraram nenhum crescimento microbiano nas amostras lunares, e não havia nenhum microorganismo que fosse atribuído a qualquer fonte extraterrestre ou lunar”, afirmou. Segundo ela, a tripulação que foi enviada à lua não apresentou sinais de doença infecciosa e quase todos os animais sobreviveram aos experimentos.

No entanto, mesmo tendo concluído que os resultados necessários haviam sido obtidos, a Nasa continuou a explorar animais em testes até 1971, quando foi realizada a missão Apollo 14.


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Filhotes de urso dão os primeiros passos na grama após serem resgatados de circo

Foto: Animals Asia
Foto: Animals Asia

O vídeo capta o momento em que duas irmãs filhotes de urso dão seus primeiros passos na grama depois de serem resgatados de uma vida de crueldade, abuso e sofrimento no circo.

Os ursos da lua, também conhecidos como ursos negros asiáticos (Ursus thibetanus), são classificados atualmente como espécie em extinção pela IUCN e foram caçados na natureza e obrigados a andar de moto em um palco em circo no Vietnã.

Imagens terríveis de dentro do circo mostram um dos filhotes amordaçados caindo de uma bicicleta antes de serem pegos pela nuca.

Os filhotes são irmãs e foram nomeados Sugar and Spice. Eles foram resgatados após uma investigação da ONG Animals Asia.

A entidade diz que os ursos de circo podem passar suas vidas inteiras em pequenas gaiolas ou celas de concreto, sem nunca verem árvores e grama ou escolherem por onde querem caminhar.

Sarah van Herpt, que está cuidando dos filhotes, disse que o momento em que pisaram na grama pela primeira vez foi “mágico e emocionante”.

Foto: Animals Asia
Foto: Animals Asia

Ela disse: “Eles estavam curiosos e encantados com o mundo exterior, mas ao mesmo tempo com medo também.

“Sem a mãe deles para protegê-los, eles se sentem vulneráveis e sabem (sentiram na própria pele) quão terrível a exploração pode ser, mas com o tempo eles perceberão que estão seguros em nosso santuário”.

“Ninguém mais pode machucá-los”. Os ursos da lua deveriam ser protegidos de caçadores sob a lei vietnamita, mas os filhotes foram encontrados sendo explorados abertamente no palco do Circo Central em Hanói.

Como eles nunca aprenderam habilidades essenciais de sobrevivência de sua mãe, como seria o natural, os filhotes terão que crescer no santuário de ursos da Animals Asia.

Foto: Animals Asia
Foto: Animals Asia

Eles serão eventualmente integrados a uma comunidade existente de quase 200 ursos resgatados. A Animals Asia está pedindo ao governo vietnamita que proíba as apresentações circenses com ursos e envie os animais para centros de resgate e santuários.

A CEO da Animals Asia, Jill Robinson, acrescentou: “É inconcebível que ursos tão jovens ainda confusos e assustados estejam sendo explorados e forçados a se apresentar no palco de circos no Vietnã”.

“Estes animais estão ameaçados, protegidos pelas leis nacionais e profundamente traumatizados pelo que está sendo feito a eles. As condições em que elas são mantidas são horríveis e não há consideração pelo seu bem-estar enquanto estão no palco”. “Felizmente, a crueldade acabou para Sugar e Spice, mas não vamos desistir de outros animais que sofrem o mesmo destino terrível.”

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Você é o Repórter

Cadela Lua procura nova família em São Paulo (SP)

Ana Paula Piovezana
anapiovezana@gmail.com

Divulgação

Esta linda cadela se chama Lua e ela foi encontrada faminta e assustada nas ruas de São Paulo (SP).
Ela tem aproximadamente quatro meses, extremamente brincalhona e divertida e está à procura de um novo lar. Ela já foi castrada, vermifugada e recebeu a primeira dose da vacina polivalente V8. Quem quiser adotá-la, entre em contato com a Inês pelo telefone (11) 99277-5031 ou com a Fulvia pelo telefone (11) 98131 8942.

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Você é o Repórter

Cadela Lua procura um novo tutor em Diadema (SP)

Cleide Silva
luci-cleide@uol.com.br

Esta cadelinha da foto é a Lua. Porte pequeno, será vacinada e já está com a castração agendada, aguardando apenas se recuperar totalmente da anemia para poder fazer a cirurgia. Interessados em adotar essa menina devem entrar em contato com a Cleide pelo telefone abaixo.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Contato: Cleide, tel. 11 95404-4006.

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De que forma a Lua afeta o comportamento dos animais?

Há muitos mitos e fábulas associados aos efeitos da Lua no comportamento de animais, especialmente na sugestão de que certas espécies ficam um pouco loucas em períodos de lua cheia, por exemplo. Todo mundo já escutou histórias de como os animais se modificam de acordo com as fases do astro, podendo ficar mais agressivos ou entrar em ciclos reprodutivos.

Pesquisadores interessados nesses hábitos diferenciados dos animais tentam entender quais são as relações possíveis entre essas mudanças comportamentais e o ciclo lunar. Em geral, o que se descobriu é que há sim uma correlação direta entre os eventos, mas por motivos bem menos sobrenaturais do que gostaríamos de escutar.

A lua cheia fornece uma iluminação noturna mais forte que é assimilada e traduzida de diferentes formas por cada espécie. Para alguns animais, o evento pode marcar o tempo para sincronização de ciclos (reprodutivos ou de caça). Para outros, a luz da lua cheia pode facilitar a comunicação visual à noite, o que pode ser útil para predadores e um temor para suas presas.

Confira algumas das mudanças mais interessantes do comportamento animal causadas pelo ciclo lunar:

1. Leões matam mais após a lua cheia

 Foto: Reprodução/Discovery News

Foto: Reprodução/Discovery News

Leões e outros predadores atacam mais na semana seguinte a uma lua cheia. Isso ocorre porque as primeiras horas da noite são mais escuras na semana depois da lua cheia e os leões estão mais famintos devido ao fracasso na caça durante as noites anteriores, mais iluminadas.

2. Texugos fazem mais xixi na lua nova

Foto: Reprodução/Live Science
Foto: Reprodução/Live Science

Com o aumento da escuridão da lua nova, quando a Lua está entre a Terra e o Sol de tal forma que a face voltada para nós não recebe luz solar diretamente, os texugos aproveitam para se acasalarem com mais segurança. E a maneira como eles se preparam para esse momento é marcando territórios com xixi. É, portanto, durante essa fase lunar que eles erguem as patinhas com mais frequência.

3. Morcegos atacam menos na lua cheia

Foto: Reprodução/Discovery News
Foto: Reprodução/Discovery News

Morcegos, inclusive a espécie de morcegos-vampiros que se alimentam de sangue, atacam menos nas noites de alta luminosidade. Isso ocorre como forma de preservação, pois eles estariam mais visíveis aos predadores em dias de lua cheia.

4. Corais se reproduzem em uma noite específica de dezembro

Foto: Reprodução/Live Science
Foto: Reprodução/Live Science

Todo ano no mês de dezembro, os corais ao longo da costa da Austrália sincronizam o maior lançamento de ovos e esperma da Terra. Embora uma variedade de fatores ambientais também influencie o evento, como a temperatura, a salinidade e a disponibilidade de alimento nas águas, os pesquisadores descobriram que o nível de irradiação lunar tem papel fundamental.

5. Espécies de pássaros caçam melhor na lua cheia

Foto: Reprodução/Discovery News
Foto: Reprodução/Discovery News

Os bacuraus, também conhecidos como curiangos, são pássaros que dependem fundamentalmente da visão para encontrar suas presas (insetos em geral). Por essa razão, eles enxergam melhor em noites de lua cheia e evitam sair em dias de maior escuridão.

6. Escorpiões brilham de acordo com a intensidade do luar

Foto: Reprodução/Live Science
Foto: Reprodução/Live Science

Um dos fenômenos mais interessantes relacionados ao comportamento dos animais e ao ciclo lunar ocorre com os escorpiões. Esses aracnídeos brilham conforme a intensidade da luz da Lua. Como são caçadores noturnos, essa particularidade da espécie serve como instrumento para os escorpiões saberem se há segurança para saírem de suas tocas.

Fonte: Mega Curioso

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Cronicato – Animais e Outros Bichos

Mãezinha

Mãe natureza é mãe dos bichos, das plantas, de nós, do céu, da terra e até das pedras. É mãe das estrelas, da lua, dos vulcões e das cavernas profundas e escuras, como é mãe dos planetas e mesmo daquilo que a gente nem consegue enxergar, de tão longe ou pequeno que é. Natureza é mãe dos peixes, da água doce, da salgada, da rasa da profunda e da chuva, como é mãe do sol, da brisa e do vento forte, da areia que se move no deserto e no vaivém das correntes do mar, encobrindo arraias e outros peixes espertos, filhos dela também. Natureza é mãe das descobertas salvadoras que o homem faz sem uso de animais em pesquisa – e sem química demais. Tudo o que é vivo em nosso planeta e fora dele, tanto quanto tudo o que é fruto do nosso conhecimento (quando conectado diretamente com a nossa essência divina e natural), tudo isso tem na natureza a sua fonte original. Porque dela viemos todos e pra ela voltaremos um dia, e sempre vivos, porque a vida jamais se extingue.

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Moradores de Joinville organizam protesto contra crueldade à gata Lua

Manifestação está marcada para as 16h deste domingo, na rua onde o animal vivia, no bairro América

Gata Lua está desaparecida desde quarta-feira de manhã. Caso está na polícia. (Foto: Divulgação)

Moradores da rua Fernando Machado, no América, e defensores de animais de Joinville (SC) estão mobilizando a população para um protesto neste domingo (1). O motivo é o desaparecimento da gata Lua, na manhã de quarta-feira (27.)

Segundo moradores da rua Fernando Machado, um jovem da vizinhança atingiu a gata com um arpão de pesca submarina e pulado o muro da casa onde moram Wanderley Magalhães e Eliane Ramin para retirar o animal ferido do quintal. Em seguida, teria colocado a gata no porta-malas do carro e sumido com ela. Um vizinho e uma funcionária da família teriam testemunhado toda a ação deste vizinho. Até esta sexta-feira, a gata não tinha sido localizada.

A manifestação está marcada para ocorrer em frente à casa de número 190 da rua Fernando Machado, América, onde a gata vivia. “No domingo faremos um ato pela paz e uma homenagem à gatinha Lua, cruelmente atingida por um arpão de pesca e raptada de sua casa. A família da Lua precisa saber que tem com quem contar. A Sophia, uma linda garotinha de oito anos, está sofrendo muito. Não podemos permitir que a Sophia cresça acreditando que todas as pessoas são más”, destacou a integrante da ONG Frada (de defesa dos animais), Ana Rita Hermes. “Doem uma hora do seu domingo para a Lua, a Sophia e todos os seres que sofrem maus-tratos. Juntos seremos a diferença que queremos no mundo”, pediu Ana Rita.

O convite é reforçado por Mandilow Pinho, em recado deixado no site do Notícias do Dia. “Convidamos toda a população que fica indignada com tanta violência gratuita, os ativistas pelos direitos animais, pelos direitos humanos e pelos direitos de todas as minorias, a participarem domingo de um ato pacífico contra toda forma de covardia, violência, crueldade e abusos.” Ele sugere que os manifestantes vistam camiseta branca ou com estampas de animais, levem lenços brancos, faixas e cartazes. O protesto, neste domingo, começa às 16h.

A agressão e o sumiço da gata estão sendo investigados pelo delegado Leonardo Machado, da 2ª DP.

Fonte: ND Joinville

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Polícia começa a ouvir depoimentos no caso da gata desaparecida em Joinville

Responsáveis pela gata e vizinhos fizeram protesto na noite de quarta-feira. Foto: Iran Correia/ND

A polícia começou a ouvir nesta quinta-feira as testemunhas para tentar esclarecer o desaparecimento da gata Lua, ocorrido na manhã de quarta-feira, em Joinville. Os depoimentos começaram a ser tomados um dia após protesto feito por defensores de animais em frente à casa onde a gata vivia, no bairro América.

Segundo moradores da rua Fernando Machado, um vizinho teria atingido a gata com um arpão de pesca submarina e pulado o muro da casa onde moram Wanderley Magalhães e Eliane Ramin para retirar o animal ferido do quintal. Um vizinho e uma funcionária da família teriam testemunhado a invasão.

Os tutores da gata registraram boletim de ocorrência contra o vizinho Tiago Lira. Ele compareceu espontaneamente à delegacia de polícia, onde negou participação. O caso está sendo investigado pelo delegado Leonardo Machado, da 2ª DP. Tiago enviou e-mail para o Notícias do Dia, onde desmente a versão dos vizinhos e diz que seu nome foi usado indevidamente. “Esta história de gato não existe. Estou orientado pelo meu advogado a só falar sobre isso perante o juiz”, disse Tiago.

Fonte: ND Joinville

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Moradores protestam contra morte de gata que teria sido atingida por um arpão em Joinville

Segundo os vizinhos, um rapaz, que mora na casa ao lado, teria usado um arpão de pesca e atirado contra a gata Lua
Cerca de 20 pessoas se reuniram em frente a uma residência, na rua Fernando Machado, bairro América, para protestar. Foto:Jessé Giotti

No início da noite desta quarta-feira, cerca de 20 pessoas se reuniram em frente a uma residência, na rua Fernando Machado, bairro América, para protestar. O motivo foi a morte de Lua, a gata da professora Eliane Ramin.

Segundo os vizinhos, um rapaz, que mora na casa ao lado, teria usado um arpão de pesca e atirado contra a gata. Eliane registrou um boletim de ocorrência e reuniu amigos e entidades para protestar contra a violência sofrida pelos animais. A professora disse que voltava do trabalho quando foi informada por uma vizinha que tinham levado a gata.

“Foi o pai da minha filha quem ouviu o barulho. Ele viu o rapaz no nosso terreno pegando a gata. Depois disso, pulou o muro e saiu”.

Eliane disse que quando chegaram na casa do rapaz, viram ele colocar o gato dentro do carro. Foi então que ela soube, através dos vizinhos, que este rapaz teria usado um arpão de pesca e que o instrumento teria atravessado o corpo da gata.

Eliane garantiu que, por ser castrada, a gata ficava a maior parte do tempo dentro de casa e era solta apenas duas vezes por dia para tomar sol, mas que nunca saiu do terreno. O rapaz estava em casa com a família, mas ninguém apareceu para se manifestar.

Fonte: DC

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Cientistas estudam como a lua cheia interfere no comportamento dos animais humanos e não humanos

Foto: Divulgação

Dizem que a lua cheia deixa as corujas mais falantes, os sapos mais brincalhões, e cães e gatos mais agressivos. Os lobos também ficam mais propensos a uivar. Moluscos, crustáceos, insetos, peixes, pássaros, mamíferos e anfíbios são todos influenciados pela lua, de acordo com os pesquisadores. E os humanos também estariam na mira lunar, com estatísticas que provam o aumento de casos de violência, de envenenamento, de internações em hospitais e baixa nos estoques dos supermercados na lua cheia. Seria mesmo culpa dela?

Os efeitos da lua são há muito tempo uma fonte de fascínio. A maioria das pessoas – metade dos estudantes e 80% dos profissionais de saúde, de acordo com dois estudos – acha que as fases da lua podem mesmo interferir no comportamento. Um novo estudo da Escola de Medicina da Universidade de Kioto prova que há, sim, uma alteração do campo geomagnético em períodos de lua cheia e que a atividade geomagnética cai 4% nos sete dias que antecedem a lua cheia e aumenta em quantidade similar logo após.

No estudo, os especialistas dizem: “Acreditamos que a lua aumente a sensibilidade de recepção magnética dos animais. Temos a hipótese de que os animais respondam à lua cheia por causa das mudanças nos campos geomagnéticos. Como isso interfere no comportamento ainda não está claro, mas uma das hipóteses é que essas alterações no campo eletromagnético interfiram na produção noturna de melatonina. A melatonina ajuda a regular outros hormônios e mantém o ritmo circadiano (o nosso relógio interno de 24 horas). E sua produção é afetada pela luz.”

A luz refletida pela lua cheia – cerca de 12 a 16 vezes mais potente em noites escuras do que a luz de outras fases lunares – também pode explicar a atividade dos lobos e de outros animais. Estudos sugerem que os lobos vagam mais e têm mais dificuldade de localizar as presas quando é noite de lua cheia. Pesquisa da Fundação Zoo-Botânica, no Brasil, descobriu que os lobos ficam mais estáticos em noites de lua cheia em comparação com as noites de lua nova.

– Há um efeito da lua sobre vários animais – diz a bióloga Rachel Grant, que estudou e monitorou a ação do satélite na Open University. – Em muitos casos, é uma reação ao aumento de luz, que facilita a ação dos predadores, mas também ajuda as presas a se esconderem. Mas há mudanças menos óbvias também. Há espécies de sapos que preferem copular na lua cheia e acreditamos que isso seja devido a um ritmo interno que programa o ciclo reprodutivo dos anfíbios.

Fonte: O Globo

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Cronicato – Animais e Outros Bichos

Lá vem ela!

De quinta o João sempre se atrasa. Ele fica debruçado na janela do escritório depois das 18h, porque é a partir desse horário que ela costuma aparecer. E só de quinta: Iolanda, a coruja branca. Iolanda foi ele mesmo que deu. É o nome de sua mãe, que há anos se foi para o lado de lá, em uma noite de quinta, enquanto dormia. Para ele, a noite de quinta foi quem a levou embora. Pois então. A partir desse dia, e em sinal de compaixão, a natureza passou a enviar a coruja solitária para confortar seu coração. A ave tem lindas e sedosas penas brancas que, com um pouco de perolado, fazem a luz da Lua ficar ainda mais bonita refletida nela. E tem olhos que parecem ser a própria Lua, só que encoberta com caramelo. É este espetáculo que o João fica esperando. O espetáculo mágico da coruja que traz sua mãe de volta toda a quinta, depois das 18h.

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Lua Maria Branquela

Por Ana Cardilho
em colaboração para a ANDA

foto da cadelinha lua (arquivo pessoal)

Tenho três meses. Na ordem de nascidos fui a última, a caçulinha. Ao todo, somos em seis irmãos. Cada um de uma cor, com tamanhos diversos. Eu sou a menorzinha. Tenho o pelo curto, marrom, com manchas bege e tenho os olhos verdes. Todos temos olhos verdes, mesmo o primeiro irmão que é todo pretinho. Mamãe se chama Loira. É uma cachorra sem teto e somos a primeira cria. Primeira e última, é bom registrar. Nossa mãe Loira, batendo patinhas por aí, encantou um anjo da guarda, uma protetora de animais e passou a ganhar ração, água fresca, carinho, vacinas e na sequência ganhou um lar para ter seus filhotes e ser castrada.

Quando nascemos, que bagunça! Dormíamos uns sobre os outros, enroladinhos! Faz frio fora da barriga da mamis. Eu gostava de ficar sobre meus irmãos, no alto da pilha de cachorrinhos. Foi assim que me viram, quando eu ainda me chamava Liz Taylor. Nasci Nina, sabe? Talvez por eu ser a mais pequenina da ninhada. Mas, quando fui para a casa de outra protetora, pelos meus olhos verdes e meu charme sem igual, virei Liz. A Taylor.

A foto da ninhada circulou pela internet. Os protetores buscavam um lar para cada um de nós. Nada fácil. Somos lindinhos mas somos sem raça definida e os interessados perguntavam: “Vai crescer?”. Bom, dizia a protetora, pelo tamanho da pata e pensando na mãe… vai sim, vai crescer um pouquinho, vai ficar um cachorro médio. Nem todos têm espaço hoje em dia para um cachorro médio e muitos adotantes desistem diante da incerteza. E se o lindo filhotinho ficar do tamanho de um São Bernardo? Nunca se sabe…

Pois eu estava na casa da protetora. Eu, meus irmãos e mais uns vinte cães adotados por ela quando aquelas pessoas chegaram. Duas moças, uma loira, outra de cabelos castanhos e um garotinho de seis anos. Chegaram fazendo barulho, falando alto, o menino estava excitado com tantos cães. Era noite de lua cheia? Acho que era. Havia bastante luminosidade no quintal da casa da protetora. Minha rmã peludinha foi a primeira a ser mostrada. Ela se agarrou ao colo da moça castanha e ficou ali feito um bichinho carente. Pensei: “Xi, já era. Desse jeito vão gostar muito dela e eu ficarei aqui, sem ser adotada”. Mas aquelas duas moças e o garotinho não pareciam ter pressa e foram vendo todos os cachorros. Eu estava contida por um portãozinho mas forcei a barra, empurrei, pulei, mordi, fiz que fiz e o portão se abriu. Saí em disparada e, não sou boba nem nada, pulei no menininho. Ele tinha os olhos verdes, a voz rouquinha e uma cara de gente boa que me dava vontade até de uivar de alegria. “Esse vai ser meu tutor!”, pensei confiante e, apesar de o meu jeito destrambelhado deixá-lo um pouco assustado, ele gostou de mim. Eu pulava, ele pulava. Ele gritava, eu latia. Era a dança perfeita. “Desculpa irmãzinha, mas este tutor é meu!”. E foi mesmo.

Saí de lá nos braços do garotinho. Rafael é seu nome. Nome de anjo. O meu anjo protetor.

Todos os dias, no final da tarde, ele chega da escola e nós voamos pela casa. Correria, gritaria, latição, bolinhas pra lá e pra cá. Eu adoro roubar os brinquedos do quarto dele e, vez ou outra, exagero e dou-lhe umas mordidinhas… Ah, sou filhote ainda, não conheço a força dos meus dentes de leite que, aliás, já começaram a cair. Também adoro as duas moças. A loira é quem manda. Ela é a dona do pedaço. A outra é mole comigo que só. Faço dela gato e sapato.

Estamos sempre juntos. Minha caminha vai e vem entre a sala, sala de tv, e o quarto. Outro dia, até tomei banho de banheira! Acredita? A vida é muito boa. Eu adoro minha família, meus ossinhos e esses brinquedos que ou ganho ou dou uma roubadinha básica do quarto do Rafa. Saio com eles na boca e fico provocando… Alguém sempre vê e sai correndo atrás de mim. “O lelê”, como diz o garotinho quando brinca comigo. Dou muitos olés nele pela casa.

Agora, para tudo ser um sonho completo, com final superfeliz, só falta um irmão meu ser adotado… É o Rodolfo. Mas eu estou aqui entre uma mordida e uma prece, pedindo aos céus que ele tenha a mesma sorte que eu tive e que nossos outros irmãos tiveram e apareça um anjo na vida dele também. Vai aparecer e ele vai ser o melhor amigo de alguma pessoa de bom coração.

Ana Cardilho é escritora e jornalista. Com um olho na realidade e outro na prosa imaginária conta com mais de 20 anos de experiência em rádio e TV, tendo feito reportagens, edição e fechamento de telejornais e programas, e é ficcionista.

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