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Conheça a verdade por trás dos vídeos “fofos” de lóris lentos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Primata corre sério risco de extinção

O famoso lóris lento, que faz sucesso nas redes sociais, aparenta ser um animal um tanto quanto feliz e amigável. Causa alvoroço entre jovens, que compartilham e comentam vídeos do animal, que é mostrado como um animal doméstico.

O que muitos não sabem, é que o lóris, é uma espécie de primata venenoso, a qual corre sério risco de extinção. Os vídeos, que mostram o animal recebendo carinho, não passam de mera ilusão. As cócegas causam medo no animal, de modo que ele ergue seus braços, para transferir veneno para seus cotovelos. A luz natural, machuca seus olhos e grande parte deles, sofre desnutrição.

Caçadores arrancam seus dentes para que possam ser vendidos

Contrabandeados, os Lóris Lentos são transportados em gaiolas superlotadas, e muitas vezes, dividem o espaço com animais que já estão mortos. Porém, antes de irem para o mercado, tem seus dentes removidos pelos caçadores.

Diante disso, é preciso conscientizar as pessoas de que o lóris lento, não é um animal doméstico,  o compartilhamento de imagens e vídeos, só agrada a situação de sua espécie. A procura pelo animal, faz com que o mercado de venda de animais, se fortifique e continue capturando e retirando esses animais de seus habitats. Fazer cócegas, é tortura.

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Veja a bela amizade entre um lóris lento e um pintinho resgatado

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/WFFT
Reprodução/WFFT

Este é um dos vídeos mais adoráveis da internet. O lóris lento Little Chin e o pintinho Charlie são os mais novos residentes do centro de resgate Wildlife Friends Foundation Tailândia (WFFT).

A WFFT é uma organização dedicada à reabilitação de animais selvagens que foram vítimas do comércio ilegal e agora está dando a estes dois melhores amigos uma segunda chance na vida.

Enquanto todos nós possamos considerar que Chin é perigosamente “fofo” – isso contribui com a triste realidade desses animais. Os lóris lentos são tão bonitos que estão cada vez mais em perigo.

Devido a sua “fofura” inata, a população da espécie é ameaçada por caçadores que os capturam para vendê-los como animais domésticos vistos como exóticos. Assim como ocorre com muitas outras facetas do comércio de animais selvagens, os lóris lentos presos neste sistema são submetidos a um tratamento desumano e à tortura.

Estes animais pertencem à natureza, não em uma residência de uma família e estar em cativeiro lhes provoca uma grande dose de estresse. Você pode ter visto um vídeo de um lóris que ergue suas mãos quando lhe provocam “cócegas” e, ainda que isso pareça engraçado ou bonito, esta é realmente a resposta de estresse dos animais.

Por isso, é melhor deixarmos profissionais como a Wildlife Friends Foundation Tailândia cuidar dos lóris. Esperançosamente, em tempo suficiente, Chin será capaz de retornar à natureza, informou o One Green Planet.

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Lóris resgatada de cativeiro vive agora feliz com seu bebê no habitat natural

Por Ana Luiza Yoneda/ Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Thinkstock
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Malabar, uma lóris adorável, porém ameaçada de extinção, era mantida como um animal doméstico ilegalmente e não era a única.

A contínua demanda pelos lóris lentos como animais domésticos continua a ameaçar sua existência no reino animal e tem causado um imenso sofrimento para a espécie mantida em cativeiro.

A International Animal Rescue (IAR), estima que todos os dias, três lóris lentos são arrancados de seu habitat. Desses três, em média, um morre.

Em 2013, Malabar foi resgatada pela Nature Conservayion Agency no oeste da ilha de Java, na Indonésia, e levada ao IAR para se recuperar. Em janeiro, ela foi liberada de volta na natureza na Wildlife Conservayion Area em Mount Sawal, lugar considerado ideal para os lóris lentos, pois possui o maior nível de proteção contra atividades humanas.

Recentemente, quando ativistas foram verificar como ela estava e retirar o rádio usado para monitorá-la, ela não estava sozinha: havia um bebê agarrado ao seu corpo.

“É uma ótima notícia saber que Malabar deu à luz na natureza, esse é um dos melhores dinais de um processo de reabilitação bem-sucedido. Estamos também muito felizes em saber que ela e seu filho estão contribuindo para que a população de lóris lentos cresça em Mount Sawal”, disse Alab Knight, chefe executivo da IAR.

Embora existam expectativas de que Malabar e seu filhote prosperem em sua casa na floresta, muitos outros lóris lentos não terão a mesma sorte. Das oito espécies reconhecidas de lóris lentos nativos do sul e sudeste da Ásia, quatro estão listadas como vulneráveis e um, o lóris lento de Javan, hoje é listado como ameaçado de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). As outras três ainda não foram avaliadas.

Como a IAR já havia apontado, esses animais tímidos e noturnos se estressam facilmente e passam por diversos abusos após serem retirados de seus habitats. Eles sofrem com o confinamento, alimentação imprópria e têm seus dentes cruelmente cortados ou quebrados sem anestesia para ficarem indefesos, o que, com frequência, provoca infecções e até mesmo a morte.

Enquanto alguns têm a chance de serem soltos, muitos outros não serão. Segundo o Care2, a IAR já ajudou centenas e atualmente está cuidando de 157 deles no seu centro de resgate.

A demanda pelos lóris lentos aumentou conforme os vídeos dos animais são compartilhados nas redes sociais por pessoas que os acham “fofos”, principalmente aqueles que mostram os lóris lentos recebendo cócegas.

Em 2015, a IAR lançou a campanha Tickling is Torture (Cócegas são Tortura) em uma tentativa de aumentar a conscientização do público para que o sofrimento desses pequenos seres seja diminuído.

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Lóris correm risco de extinção devido ao comércio da espécie

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/IAR
Reprodução/IAR

Fotografias divulgadas recentemente pelo Animal Rescue International (IAR) mostram a difícil realidade dos lóris lentos – pequenos animais conhecidos por sua aparência “fofa” – que são capturados na natureza para serem comercializados como animais domésticos.

Uma das imagens retrata um pequeno lóris preso em uma gaiola de arame com suas pequenas mãos nas barras do recinto. Em outras, dezenas de animais podem ser vistos amontoados em gaiolas de arame na rua, todos enrolados ou curvados e sem qualquer espaço para se sentarem com a coluna ereta e muito menos para escalar como fariam na natureza.

Os retratos são extremamente comoventes, mas o IAR espera que isso conscientize o público e faça as pessoas perceberem a brutalidade de transformar estes animais “fofos” em animais domésticos.

“O comércio de lóris lentos envolve um sofrimento e uma crueldade terríveis. Todos os dias, três lóris são caçados na natureza e, em média, um deles morre”, escreveu o IAR em um post no Facebook.

Reprodução/IAR
Reprodução/IAR

Uma espécie, o lóris lento de Java, já está criticamente em perigo em grande parte devido ao comércio de animais considerados exóticos que, posteriormente, são criados como domésticos. Existe algo muito simples que todas as pessoas ao redor do mundo podem fazer para salvá-los: não compartilhar vídeos ou fotos que mostram lóris lentos como animais domésticos.

De acordo com o IAR, a demanda por lóris lentos está intimamente ligada a vários vídeos populares virais que mostram os animais que vivem em residências e, em alguns casos, recebendo “cócegas”. Isso faz com que os pequenos animais levantem os braços acima de suas cabeças e pode passar a impressão de que eles apreciam o estímulo, informou o The Dodo.

Reprodução/IAR
Reprodução/IAR

Infelizmente, a verdade por trás dos vídeos não é nada atraente. Os lóris são violentamente arrancados das florestas – como seus nomes indicam, eles são mais lentos para fugir – e são colocados em sacos para serem transportados. Eles são frequentemente alimentados com dietas inadequadas, desenvolvem doenças ósseas ou metabólicas e não podem mostrar seus comportamentos noturnos naturais.

A espécie também possui glândulas venenosas em seus cotovelos que são usadas como um meio de defesa, levantando os braços e lambendo o local antes de morder.

Reprodução/IAR
Reprodução/IAR

Porém, depois que os animais são retirados da natureza, muitas vezes têm seus dentes cruelmente rasgados ou arrancados em um procedimento doloroso realizado sem anestesia, para ficarem mais dóceis e impedidos de morder seus novos tutores.

É evidente que os vídeos de “cócegas” mostram os lóris levantando os braços para tentarem se defender das pessoas e mesmo quando isso não é exibido, estes vídeos populares incentivam grande parte do tráfico de animais, de acordo com o IAR. Por isso, o grupo lançou uma campanha de sensibilização chamada “Cócegas é uma Tortura” que enfoca na terrível realidade dos pequenos animais.

“Se você se deparar com um vídeo ou uma foto na internet de um lóris lento criado como um animal doméstico, por favor, saiba que, embora possa parecer bonito, o animal está sofrendo”, explicou o IAR em seu site, condenando a “moda online” que tem contribuído para o declínio da espécie.

“Esse comércio causa um sofrimento inimaginável e também é a maior ameaça para a sobrevivência da espécie que corre um grande risco de extinção”, completou.

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Sucesso no YouTube aumenta tráfico de animal ameaçado

Vídeo com lóris lento sendo acariciado tem 6 milhões de exibições.
Animais são vendidos por até R$ 10 mil no mercado do Japão, diz jornal.

Vídeo com animal ameaçado já teve mais de 6 milhões de acessos (Foto: Reprodução/YouTube)

O lóris lento, pequeno primata do sudeste asiático, tem no YouTube um de seus principais adversários. Por conta do sucesso na rede, o tráfico de animais desta espécie – ameaçada de extinção – disparou, segundo reportagem do jornal britânico “The Independent”.

O primeiro vídeo publicado pela revista “Wired” em 2009, mostra um animal reagindo a cócegas, e já teve mais de 6 milhões de exibições. Outro clipe, com um lóris brincando com uma miniatura de guarda-chuva, já foi visto por 2 milhões de internautas, na somatória de suas diversas cópias disponibilizadas no site.

De acordo com a especialista em conservação de primatas Anna Nekaris, da Oxford Brookes University, a demanda por lóris tem crescido principalmente entre crianças no Reino Unido, nos Estados Unidos, na Rússia e na Polônia.

O principal ponto de origem dos animais contrabandeados é a Tailândia, onde traficantes pagam o equivalente a menos de R$ 50 por filhote. No Japão, cada animal chega a ser vendido por R$ 10 mil.

Anna chegou a pedir ao Google, dono do YouTube, que retirasse os dois vídeos do site. Um porta-voz do YouTube afirmou que todos os vídeos publicados devem estar de acordo com as regras do site, que proíbem a exibição de imagens com maus tratos a animais.

Fonte: G1

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