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Pele humana impressa em 3D pode trazer o fim aos testes de cosméticos em animais

Testes de cosméticos feitos em tecido cutâneo humano impresso em 3D ao invés de animais podem ser uma realidade até 2020. A Organovo, uma empresa que produz tecido humano para testes medicinais e aplicações terapêuticas, está oferecendo uma alternativa ética às empresas de cosméticos que desejam acabar com os testes em animais.

Foto: BBC

“O que antes só aparecia em histórias de ficção científica agora está se tornando uma realidade em nossas pesquisas”, disse Taylor Crouch, CEO da Organovo, ao Financial Times.

Em 2015, a L’Oréal anunciou que estava experimentando o uso de pele humana impressa em 3D para testar seus cosméticos. A empresa de cosméticos francesa foi a primeira a anunciar tais intenções. No mesmo ano, a L’Oréal fez uma parceria com a Organovo. Esses tecidos impressos em 3D imitam a forma e a função do tecido nativo no corpo, aumentando a precisão dos resultados dos testes realizados.

Existem dois tipos de tecidos da pele que podem ser criados pela tecnologia de bioprinting, de acordo com Joshua Zeichner, dermatologista e diretor de pesquisa clínica e cosmética em dermatologia do Hospital Mount Sinai, em Nova York, EUA. O primeiro tipo de tecido da pele é desenvolvido com as próprias células do indivíduo e pode ser usado para tratar queimaduras ou doenças de pele.

O segundo tipo é uma pele regular formada usando um estoque de células de DNA humano. Aqui as células são retiradas de órgãos de doadores e restos de cirurgia plástica e depois transformadas em uma bio-tinta imprimível. É esse segundo tipo de tecido que poderá ser uma alternativa aos testes em animais.

Segundo a PETA, entre 100 mil a 200 mil animais – incluindo coelhos, cobaias, hamsters, ratos e camundongos – sofrem e morrem em cruéis experimentos realizados pela indústria de cosméticos a cada ano em todo o mundo.

A União Européia proibiu o teste de produtos cosméticos em animais em 1998 e proibiu a venda de cosméticos cujos ingredientes foram testados em animais em 2013. Enquanto isso, nos EUA, apenas quatro dos 50 estados aprovaram leis que proíbem testes em animais. De acordo com a Cruelty Free International, milhares de animais morrem em testes de cosméticos a cada ano nos EUA.

Na China, a realização de testes de cosméticos em animais ainda é legalizada, o que significa que as empresas geralmente terceirizam os experimentos para este e outros países onde a prática ainda não foi proibida. A L’Oréal, apesar de ter afirmado que “não testa mais seus ingredientes em animais e não tolera mais nenhuma exceção a essa regra”, ainda permite que seus produtos sejam testados em animais em alguns países.

A coordenadora de mídia e parcerias da PETA, Jennifer White, disse que “a PETA reconhece que a L’Oréal está dando passos significativos no sentido de fabricar produtos mais éticos, e esperamos ansiosamente pelo dia em que a empresa acabará com todos os testes em animais – visto que a empresa atualmente paga ao governo chinês para conduzir os testes em seus produtos na China.”

Além do óbvio argumento contra os testes em animais, que é a crueldade envolvida no processo, outro fato que refuta a suposta relevância da prática é que 92% das drogas que foram testadas em animais e consideradas seguras para seres humanos falharam em testes em humanos. Andrew Knight, assessor científico do Animal Welfare Party e professor de bem-estar animal na Universidade de Winchester argumenta que “faz sentido testar produtos de beleza em pele humana impressa em 3D em vez de animais, pois é mais ético e mais confiável”.

Outra boa notícia é que os testes em pele impressa em 3D também acabarão custando menos. Em experimentos que realizam testes em animais, leva de dois a três anos para se obter os resultados, enquanto com os testes em pele humana impressa em 3D, os resultados saem em até duas semanas. Quanto menos tempo levarem os testes, menos dinheiro será gasto nos experimentos.

Estima-se que os Estados Unidos gastem anualmente mais de 12 bilhões de dólares em testes em animais para fins de pesquisa. O uso de métodos “in vitro”, pele humana e outros órgãos impressos em 3D, reduziria significativamente esse valor.

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L’Oréal aprova testes cosméticos em pele humana impressa em 3D

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Infelizmente, ainda existem diversas fabricantes de cosméticos que fazem testes em animais. A companhia francesa L’Oréal deixou essa prática de lado em 2013 e, agora, precisa de pele humana para testar a toxicidade e a eficácia dos seus produtos. Para isso, a empresa anunciou uma parceria com a startup de bioimpressão Organovo para descobrir como imprimir pele viva em 3D.

Esta não é a primeira vez que a L’Oréal tenta criar pele humana. Na década de 1980, já na tentativa de evitar testes em animais, a empresa começou a cultivar tecidos humanos. Um laboratório localizado na cidade de Lyon, na França, trabalha exclusivamente na produção e análise de derme com a ajuda de 60 cientistas. Por ano, cerca de 100 mil amostras de pele são cultivadas. A quantidade é equivalente a quase cinco metros quadrados de pele por ano ou ao couro de uma vaca. Cada uma das amostras tem 0,5 centímetro quadrado.

O vice-presidente global da incubadora de tecnologia da L’Oréal, Guive Balooch, diz que eles são a primeira empresa de estética a trabalhar com a Organovo. No método atual de produção, as amostras de derme são cultivadas a partir de tecidos que são doados por pacientes de cirurgias plásticas da França. Esses pedaços de pele são cortados em pequenos pedaços e reduzidos ao tamanho de células.

Estas células são colocadas em uma bandeja e alimentadas de acordo com uma dieta patenteada e exclusiva, além de serem expostas a sinais biológicos parecidos com pele verdadeira. Balooch diz que foi criado um ambiente o mais parecido possível com um corpo humano. “Em aproximadamente uma semana, as amostras se formam porque a pele tem diferentes camadas e é necessário cultivá-las de modo sucessivo”. Metade da pele produzida pela L’Oreál é usada e o restante é vendido para empresas concorrentes e farmacêuticas.

A Organovo, que tem sede em San Diego, na Califórnia, deve ajudar a acelerar a produção de tecido para os próximos cinco anos. A L’Oréal irá contribuir com conhecimentos sobre pele, além de auxiliar com todo o financiamento inicial.

A empresa francesa ainda terá direitos exclusivos sobre o material impresso em 3D para uso em produtos destinados ao cuidado com a pele. Já a Organovo terá direitos para testar a eficácia de remédios prescritos, fazer testes de toxicidade e o desenvolvimento, além de testes de tecidos terapêuticos ou transplantados por cirurgia.

Fonte: Canal Tech

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Modelo tem contrato encerrado com a L'Oreal depois de posar em foto ao lado de um animal morto

(da Redação)

Axelle posa ao lado de animal morto na África. Foto: Daily Mail
Axelle posa ao lado de animal morto na África (Foto: Daily Mail)

Axelle Despiegelaere, de 17 anos, chamou a atenção na mídia após ter sido fotografada em um estádio no Brasil torcendo pelo time de seu país contra a Rússia, e sua imagem espalhou-se pela internet. A modelo tinha acabado de assinar um contrato para trabalhar com a L’Oreal, mas o sucesso de Axelle foi curto, devido ao aparecimento de uma foto dela posando com um rifle ao lado de um animal morto, na África. As informações são do Daily Mail UK e Uol Esporte.

Descoberta em estádio durante a Copa, a belga assinou contrato com a L'Oreal. Foto: Daily Mail
Descoberta em estádio durante a Copa, a belga assinou contrato com a L’Oreal (Foto: Daily Mail)

“Caçar não é uma questão de vida ou morte. É muito mais importante que isso”, disse ela em sua página do Facebook, segundo relatado pelo The Sydney Morning Herald.

Quando soube da imagem, a L’Oréal preferiu encerrar a parceria com ela, que participaria de tutoriais sobre cabelos. Ao The Independent, a marca não confirmou que foi devido à foto. Preferiu ser mais política: “A L’Oréal Professionnel da Bélgica colaborou com ela em uma propaganda veiculada em um vídeo promovido em vídeos sociais da Bélgica. O contrato foi concluído”.

A empresa parece empenhada em promover a sua imagem no que diz respeito ao bem estar animal; segundo a reportagem, a companhia doou 1,2 milhões de dólares à Agência de Proteção Ambiental americana para ajudar a melhorar os testes de segurança de produtos químicos.

No ano passado, a empresa, que era famosa por realizar testes em animais, declarou ter interrompido totalmente esses procedimentos devido à lei da União Europeia que proíbe o uso de cobaias para desenvolvimento de cosméticos, embora haja informações de que a empresa continuou realizando testes em animais no Canadá e na China.

 

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Defensores dos animais protestam em saldão da L’Oreal em Montreal, no Canadá

Por Marília Paixão (da Redação)

Foto: Lush
Foto: Lush

Um grupo de defensores dos animais organizaram um protesto no saldão da L’Oreal em Montreal, Canadá. Na página do evento no Facebook, eles explicaram que o motivo do protesto foi o fato de que a empresa continua usando animais para desenvolver cosméticos, apesar da existência de métodos alternativos, e convidam aqueles que valorizam a justiça e a compaixão a se unirem ao grupo. As informações são do Examiner.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O saldão dos produtos de beleza atrai muitos clientes; tantos que eles até formam fila na porta para entrar. As pessoas não podem comprar mais que $600 em produtos e cada ingresso, que é enviado para uma clientela específica, dá direito à entrada de apenas dois visitantes. O evento começou dia 24 de abril e terminou dia 26 de maio, ou seja, produtos testados em animais foram vendidos em promoção por mais de um mês. Apesar da L’Oreal agora fabricar produtos livres de crueldade e conhecidos como veganos, o fato é que a maior parte de suas linhas de produtos são criadas a partir do sofrimento de milhões de animais.

A empresa afirma estar fazendo sua parte no que diz respeito a tornar a vivissecção algo obsoleto. No ano passado, ela doou $1.2 milhões para pesquisas sobre a ToxCast, uma toxina usada para prever o impacto que certas substâncias químicas poderiam causar em humanos. A L’Oreal também irá fornecer os componentes a serem testados com a ToxCast e então os resultados serão comparados com aqueles obtidos nos testes em animais. Em dezembro de 2012, a empresa comprou a Urban Decay, conhecida por não testar componentes nem produtos finais em animais. Isso mostra que eles estão cientes da existência de um mercado de cosméticos livre de crueldade. Em 2006, eles compraram a Body Shop, a qual muitos defensores passaram a boicotar após a compra.

Na realidade, a L’Oreal alega não testar produtos finais em animais desde 1989. Mas os testes de certos componentes continuam a ser realizados em “cobaias”. Sabe-se também que a empresa está na lista de parceiros do Centro de Pesquisas do Hospital Universitário de Laval para o avanço da ciência de testes confiáveis e sem animais, o que não traz credibilidade às suas alegações, visto que a universidade é famosa por testes cruelmente realizados.

Por que a L’Oreal continua testando componentes em animais?

Alguns governos exigem provas de que os componentes não são prejudiciais e muitas empresas de cosméticos continuam realizando vivissecção para provar isso. De acordo com a Canadian Federation of Humane Societies, os fabricantes devem provar que seus produtos são seguros de acordo com as leis federais sobre cosméticos, mas nenhuma delas exige a realização de testes em animais para fins cosméticos.

Agora que a União Europeia proibiu a venda de produtos e componentes testados em animais, a Canadian Cosmetic Toiletry and Fragrance Association (CCTFA) está iniciando discussões calorosas acerca do tema. Em entrevista para o Canada.com, Darren Praznik, presidente e diretor executivo da CCTFA disse: “a L’Oreal em Montreal fabrica tinturas de cabelo e 90% são exportadas.  A Estee Lauder concentra sua produção em Toronto e também exporta mais de 90%.” A CCTFA é composta por mais de 170 membros e abre portas para todas as 170 empresas que estão no ramo dos cosméticos.

Além disso, a Canadian Council on Animal Care (CCAC) mostrou-se contra a proibição imposta pela União Europeia. Dizem que a organização já forneceu diretrizes sobre o uso ético de animais na ciência e seus cuidados. Ela afirma que testes em animais podem ser feitos de forma humana e seu diretor de programas, Dr. Gilly Griffin, explicou que “no momento, algumas modalidades de teste são difíceis de serem reproduzidas por métodos alternativos, pois é necessário saber como os componentes são metabolizados pelo organismo”.

É importante perceber que esses dois grupos foram criados a fim de cumprir as exigências do governo canadense e satisfazer a economia da indústria cosmética. Os ativistas devem focar seus esforços em educar as pessoas sobre o uso de animais em testes e sobre o quanto o governo é responsável por isso. O Canadá deveria apoiar a União Europeia e também proibir o a realização de testes cosméticos em animais. Parece que agora haverá grupos canadenses tomando a frente para fazer com que a União Europeia mude sua decisão porque isso trará impacto para a indústria cosmética.

No momento, há duas petições para que o Canadá proíba os testes cosméticos em animais, mas o ideal seria que as petições tratassem da proibição de todo o tipo de testes em animais. Uma das petições foi criada pela LUSH em parceria com a Humane Society International Canada e a Animal Alliance of Canada, e pode ser assinada pelos seus respectivos sites ou em papel em qualquer uma das lojas LUSH. A segunda petição foi criada pela defensora Christelle B. no Avazza.org.

A lista abaixo apresenta as marcas da L’Oreal Cosmetic:

Marcas para o público em geral

•    L’Oréal Paris
•    Garnier
•    Maybelline New York
•    Softsheen.Carson
•    CCB Paris
•    Vichy
•    La Roche Posay
•    Innéov
•    Skinceuticals
•    Sanoflore
•    Roger&Gallet

Marcas para profissionais

•    L’Oréal Professionnel
•    Kérastase
•    Redken
•    Matrix
•    Mizani
•    Pureology
•    Shu Uemura Art of Hair

Marcas de luxo

•    Lancôme
•    Biotherm
•    Helena Rubinstein
•    Kiehl’s
•    Shu Uemura
•    Giorgio Armani
•    Ralph Lauren
•    Cacharel
•    Viktor & Rolf
•    Diesel
•    YSL Beauté
•    Maison Martin Margiel

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L'Oreal apoia programa de testes sem uso de animais

Por Natalia Cesana (da Redação)

Foto: Reprodução/NY Daily News

A L’Oreal ofereceu cerca de US$ 1.2 milhão à Agência de Proteção Ambiental como forma de incentivar o desenvolvimento de testes químicos que não envolvam animais.

A empresa, cuja sede fica em Paris, anunciou que colaborará com a pesquisa se um sistema de toxicidade chamado ToxCast, que identifica se os químicos causam efeitos adversos à saúde, puder ser utilizado mais amplamente.

“Devido aos altos custos e do tempo que leva para realizar um teste em animal, nem todos os produtos químicos utilizados são exaustivamente avaliados quanto a sua toxidade potencial”, disse David Dix, representante do Centro Nacional de Toxicologia Computacional.

“O ToxCast é capaz de rapidamente identificar milhares de componentes em centenas de testes e oferecer resultados relevantes a vários tipos de toxicidades”, completou.

Além do financiamento, a L’Oreal fornecerá dados sobre os produtos químicos utilizados em seus cosméticos, expandindo assim os grupos químicos avaliados pelo ToxCast.

Os pesquisadores dizem que os tratamentos para doenças como diabetes e poliomielite foram possíveis graças aos testes realizados em animais, e que ainda hoje eles são usados nos estudos sobre hepatite, HIV e células-tronco.

Mas ativistas continuam a pressionar os laboratórios sobre o uso de animais no desenvolvimento de drogas e vacinas, sendo urgente que esta prática seja interrompida e substituída por outras formas.

“Por mais de 30 anos temos investido em uma avaliação preditiva de segurança. Em outras palavras, em testes de toxicidade livres de animais. O programa ToxCast poderá enriquecer nossa plataforma de testes e nos ajudar a prever a segurança de nossos produtos”, disse Laurent Attal, vice-presidente da L’Oreal Research & Innovation.

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Tecnologia permitirá o fim dos testes em animais na indústria de cosméticos e medicamentos

Por Raquel Soldera (da Redação)

Uma tecnologia que permite aos fabricantes de cosméticos testarem as reações alérgicas dos seus produtos, sem o uso de animais, está em desenvolvimento e pode estar ser usada no próximo ano.

A tecnologia desenvolvida pela Hurel Corp, com financiamento da fabricante de cosméticos L’Oreal, se destina a substituir os testes realizados em ratos e porquinhos-da-índia, para verificar as reações da pele em contato com medicamentos e cosméticos. O dispositivo utiliza o laboratório de produção de células da pele humana para simular a resposta do organismo a produtos químicos. Experimentos preliminares foram bem-sucedidos, mas rigorosos testes ainda são necessários para determinar a precisão da tecnologia.

O método padrão para testar reações alérgicas envolve a aplicação de produtos químicos nas orelhas dos ratos, que são posteriormente mortos e dissecados para estudo.

North Brunswick, da Hurel Corp, disse nesta quinta-feira (13) que espera eliminar a necessidade dos testes em animais, em um anúncio com a gigante dos cosméticos L’Oreal, que forneceu o financiamento para o desenvolvimento da nova tecnologia.

O produto da Hurel consiste em um chip de vidro com células da pele humana e produtos químicos que simulam o sistema imunológico do corpo. Quando uma substância estranha é colocada no chip, as células e substâncias químicas interagem para imitar a resposta alérgica natural do corpo humano.

Embora o produto ainda esteja em desenvolvimento, os funcionários da Hurel dizem que um protótipo deve estar disponível no segundo semestre do próximo ano. Além dos cosméticos, a tecnologia poderia ser usada para testar produtos de limpeza e pesticidas.

O chefe executivo da Hurel, Robert Freedman, disse que é muito cedo para estimar o preço ou a quantidade do chip que será vendida, mas ele espera cerca de 2 bilhões de dólares ao ano para o mercado de testes sem o uso de animais.

Assim como outras empresas na indústria de cosméticos, a L’Oreal está preocupada com o desenvolvimento de alternativas de testes para cumprir com as leis da União Europeia, que regulam o fim dos testes em animais em 2013.

A L’Oreal tem diminuído o uso de testes em animais ao longo dos anos, mas ainda depende da técnica para testar certas substâncias químicas.

“Eu dou crédito à L’Oreal por estar disposta a explorar este tipo de oportunidades”, disse o Dr. Charles Sandusky, do Comitê de Médicos pela Medicina Responsável. “Esta é a primeira vez que vejo o sistema imunológico ser imitado sem o uso de um componente animal.”

Uma porta-voz da L’Oreal disse que a empresa tem feito grandes investimentos em procedimentos que não utilizem animais há mais de 25 anos, mas se recusou a especificar o quanto foi gasto no desenvolvimento do chip da Hurel Corp.

A Hurel Corp. é livre para licenciar a tecnologia para outras empresas, uma vez que tenha sido provada a eficácia da tecnologia.

Sandusky, um toxicologista da Agência de Proteção Ambiental, estima que a tecnologia da Hurel Corp, se aplicada com sucesso, pode eliminar o uso de dezenas de milhares de animais em testes por ano.

Por essa razão, o grupo pelos direitos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) pretende conceder à empresa um prêmio pelo desenvolvimento da tecnologia. O grupo está acompanhando as pesquisas da empresa.

A Hurel Corp. foi fundada em 2005 e tem um outro produto em desenvolvimento: um ensaio de toxicidade hepática. As indústrias farmacêuticas testam em animais os efeitos dos seus medicamentos no fígado antes de serem submetidos para aprovação dos órgãos reguladores. Esse produto desenvolvido pela Hurel Corp. também colocaria um fim a esse teste feito em animais.

Além de eliminar o sofrimento dos animais, o chefe executivo da Hurel, Robert Freedman, estima que a nova tecnologia reduza cerca de 100 milhões de dólares para cada 1 bilhão de dólares usados no desenvolvimento de um novo medicamento.

Com informações de US News

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