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CITES vota propostas de proteção mais rígidas para cinco espécies ameaçadas de extinção

Foto: Tiger Reserve Pilibhit/Reprodução
Foto: Tiger Reserve Pilibhit/Reprodução

A cúpula trienal da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites), esta acontecendo esse mês de 17 a 28 de agosto, em Genebra, na Suíça, abordará as disputas sobre a conservação de grandes animais, como elefantes e rinocerontes, além de reprimir a exploração de espécies não muito conhecidas, mas vitais, como pepinos do mar, que limpam o fundo dos oceanos.

A destruição da natureza reduziu as populações de animais selvagens em 60% desde 1970 e as extinções de plantas estão ocorrendo a uma taxa “assustadora”, segundo os cientistas. Em maio, os principais pesquisadores do mundo alertaram que a humanidade estava em perigo com o declínio acelerado dos sistemas naturais de suporte à vida do planeta, que fornecem comida, ar limpo e água dos quais a sociedade depende.
Conheça cinco espécies que possuem propostas de proteções mais rígidas a serem votadas na convenção:

Elefante africano

Uma manada de elefantes africanos no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue. Foto: Paula French/Getty Images/iStockphoto
Manada de elefantes africanos no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue. Foto: Paula French/Getty Images/iStockphoto

Os elefantes africanos desempenham um papel fundamental na manutenção de solos e paisagens, dispersando sementes e fornecendo a outras espécies acesso à água. Embora várias populações já recebam proteção do comércio, as de Botsuana, Namíbia, África do Sul e Zimbábue estão atualmente excluídas do apêndice de proteção da Conferência sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) I, que oferece o maior nível de proteção. A conferência deste mês deve votar para que todos os elefantes africanos sejam adicionados à lista.

Lontra-sul-indiana

Lontra-sul-indiana em Singapura | Foto: Tim Plowden/REX/Shutterstock
Lontra-sul-indiana em Singapura | Foto: Tim Plowden/REX/Shutterstock

Anteriormente comum nos pântanos do sul e do sudeste da Ásia, a população de lontras-sul-indianas diminuiu em mais de 30% nas últimas três décadas e agora está em extinção. As lontras são importantes indicadores da saúde dos ambientes aquáticos; no entanto, a perda de habitat, o contato com pessoas e a pesca, somados ao comércio de animais domésticos e o comércio internacional de peles de lontra colocaram as espécies em risco.

Lagarto-de-nariz-saliente

Lagarto-de-nariz-saliente | Foto: Malcolm Schuyl/Alamy
Lagarto-de-nariz-saliente | Foto: Malcolm Schuyl/Alamy

Considerado o lagarto mais belo do Sri Lanka, o lagarto-de-nariz-saliente é classificado como vulnerável na lista vermelha do país. O Sri Lanka já proíbe sua caça, captura ou exportação, mas o lagarto tornou-se cada vez mais popular nos mercados de animais japoneses, europeus e americanos.

Tartaruga-panqueca

Tartaruga-panqueca | Foto: Wrangel/Getty Images/iStockphoto
Tartaruga-panqueca | Foto: Wrangel/Getty Images/iStockphoto

Esta tartaruga está em alto risco de extinção em virtude de seu habitat extremamente rígido e populações fragmentadas. Os colecionadores comerciais as valorizam particularmente por suas conchas planas e flexíveis. É relatado que mais de 40 mil animais vivos foram exportados nos últimos 20 anos.

Borboleta-rabo-de-andorinha

Borboleta-rabo-de-andorinha | Foto: Jimn/Getty Images/iStockphoto
Borboleta-rabo-de-andorinha | Foto: Jimn/Getty Images/iStockphoto

Como importantes polinizadores de plantas ribeirinhas, a categorização do Brasil dessa borboleta como criticamente ameaçada é motivo de preocupação. O comércio ilegal é a principal razão para o declínio da população. A inclusão no apêndice I reduziria a pressão sobre esta espécie.

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Projeto em Florianópolis (SC) busca preservação das lontras

Um projeto em Florianópolis (SC) busca preservar as lontras. A iniciativa é de um oceanógrafo que se encantou com a espécie na Lagoa do Peri. O local, cercado pela Mata Atlântica, é o santuário desses animais.

A lontra é um mamífero curioso, ligeiro e misterioso. A história do projeto começa com o oceanógrafo Carvalho Júnior, que encontrou o animal na Lagoa do Peri. “Primeiro foi paixão à primeira vista. Pela lontra e pelo lugar, porque logo de início eu percebi que não dava para dissociar o animal do local”, explicou.

Foto: Reprodução/NSC TV

A Lagoa do Peri é água doce e limpa cercada de morros com vegetação preservada. Ela fica no Sul da Ilha de Santa Catarina.

A atração do oceanógrafo pela lontra foi tão forte que ele pediu a ajuda do pai para comprar um velho engenho na beira da lagoa e ficar perto dos animais. Foi assim que o projeto nasceu, 33 anos atrás.

Lontras na Lagoa do Peri

Quase nada se sabia da lontra neotropical, de nome científico Lontra longicaudis, também chamada de lontra brasileira, apesar de a espécie ter como habitat uma área que vai desde o México até o Uruguai e o Norte da Argentina.

A lontra é uma animal de hábitos crepusculares. Isso quer dizer que ela fica mais ativa antes do sol nascer e depois do sol se pôr. Os pesquisadores encontraram sete tocas na Lagoa do Peri e monitoram as vidas das lontras nelas.

O oceanógrafo localizou os animais pelo odor. “O cheiro do excremento da lontra tem um quê de almíscar, que é um indicativo da toca. É onde pode haver uma toca”, explicou ele.

O pesquisador se arrastou debaixo das pedras e dormiu nas tocas também. Para não ser expulso pelos animais, ele precisou cheirar como eles. “Eu tinha um camisa branca, aquelas camisas de botão, que era do meu nono. Eu pegava essa camisa, esfregava excremento fresco na camisa e vestia. Porque daí eu ficava com o cheiro dela”, disse.

Com a pesquisa, ele descobriu que as lontras, além da água doce, viviam também no mar. “Ela sai daqui da Lagoa do Peri vai às praias e costões rochosos”, afirmou.

A população de lontras na Lagoa do Peri é estimada em até 11 animais. “A lontra é um animal raro na natureza, ela está no topo da cadeia alimentar. Ela é a onça da água. Então o número de lontras que estão dentro do sistema aqui da Lagoa do Peri, é um número correto”, explicou Carvalho Júnior.

Criadouro

Seis lontras vivem atualmente no criadouro científico do projeto. Os alojamentos procuram reproduzir o ambiente natural, com muita água corrente e esconderijos. As lontras ganham para comer aquilo que encontrariam na lagoa: peixes.

Foto: Reprodução/NSC TV

Com todos esses cuidados, o projeto foi o primeiro no mundo, e único até agora, a ter sucesso na reprodução da lontra neotropical em cativeiro. “Isso para nós foi uma enorme satisfação, foi uma vitória, foi nos mostrar que realmente a gente está trilhando o caminho certo”, afirmou o oceanógrafo.

O projeto também é o lar de outras duas espécies da família da lontra, como a irara, também chamada de papa-mel, de nome científico Eira barbara. E tem o furão-pequeno, como a Chape.

Ela foi a última a chegar, mais um órfão. O nome é porque ela veio da cidade de Chapecó, no Oeste catarinense. O furão-pequeno tem nome científico Galictis cuja.

Como todos os animais no projeto, a Chape foi vacinada e ganhou um chip, sua identidade digital. “Vai ser colocado no computador, onde todo dia esse animal é pesado para ver a curva de crescimento dele e também para ver a quantidade de comida que nós damos para ele. Também junto com esse acompanhamento vai a ficha clínica de cada animal”, explicou o veterinário do projeto, Luís Carlos Stein.

Voluntários e custos

Tudo isso tem sido possível graças à colaboração dos ecovoluntários, gente apaixonada pela causa e que vem trabalhar sem ganhar dinheiro. Mariana Tamagusko é uma delas. Ela é estudante de veterinária.

“Para mim, é uma aula prática. Eu vou ter aula teórica na universidade e aqui eu tenho a prática. Vou conhecer toda a rotina dos animais”, afirmou.

As pesquisas cientificas são custeadas pela Petrobras. O projeto também se mantém com o ingresso pago pelos visitantes e com a venda dos produtos da loja. Outro pilar do projeto é a educação ambiental.

Próximo passo

Na Lagoa do Peri, Júnior espera dar ainda este ano o próximo e mais importante passo do projeto lontra. “É o que vai dar sentido a tudo isso que nós estamos fazendo. É pegar essas lontrinhas órfãs que nós temos, que não vão deixar de chegar, e poder reintroduzi-las no ambiente natural. Vai ser, talvez, o momento mais emocionante da minha vida. Poder abrir as portas e dizer ‘vai pra vida, minha filha'”, disse o oceanógrafo.

Fonte: G1

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Ameaçadas de extinção, lontras vivem aprisionadas em cativeiro

Lontras estão sendo traficadas e criadas em cativeiro para atender ao desejo humano de tratar esses animais como domésticos, ignorando a necessidade da espécie de viver em liberdade. No Japão, a presença de lontras em cafeterias nas quais os clientes interagem com os animais é crescente. No país, muitos desses estabelecimentos, e também pet shops, vendem as lontras para qualquer um.

“A demanda e a popularidade são crescentes. Mas a oferta não acompanha”, disse um atendente em um café. Esses animais também tem sido vítimas do tráfico na Indonésia, Tailândia, Vietnã e Malásia. As informações são da Folha de S. Paulo.

Lontras exploradas por um café em Tóquio  – Noriko Hayashi/The New York Times

Segundo a bióloga conservacionista da Oregon State University e co-presidente do comitê de lontras da União Internacional para a Conservação da Natureza, Nicole Duplaix, a internet é a responsável por aumentar a popularidade da espécie, condenando-a à vida no cativeiro.

“Vendedores anunciam online e pessoas postam fotos fofas de lontras. Isso difunde a ideia de que seriam ótimos animais domésticos, o que não é o caso”, diz Duplaix.

Por ser difícil reproduzir lontras em cativeiro, conservacionistas suspeitam que a maior parte desses animais está sendo retirada da natureza.

As lontras lisas e as lontras-de-nariz-peludo são vítimas do tráfico. Mas a principal espécie traficada é a lontra-anã-oriental, segundo Duplaix. Todas elas estão ameaçadas de extinção.

Não há informações precisas sobre como começou o tráfico de lontras. O antropólogo Vincent Nijman, da Oxford Brookes University, no Reino Unido, acredita que o início foi há cinco anos, na Indonésia. No país, a lontra-anã-oriental não é protegida, mas todo comércio de animais silvestres não protegidos possui cotas. No entanto, não há cotas para a lontra.

De acordo com Nijman, isso significa que comercializar lontras sem autorização é ilegal. “Agora vemos centenas sendo vendidas no Facebook e Instagram. Nenhuma com autorização”, diz.

Apesar da ilegalidade e da crueldade existente na manutenção de lontras em cativeiro, Nijman conta que tutores de lontras se unem em comunidades e desfilam pelas ruas de Jacarta, na Indonésia, carregando os animais. “Nos noticiários isso é descrito como aceitável, divertido, inovador”, afirma. “Para quem quer algo diferente de um cão ou gato comum”, completa.

Na Tailândia, capturar, vender ou exportar lontras é ilegal, mas isso não impede que o tráfico ocorra. Ao “Journal of Asia-Pacific Biodiversity”,  Penthai Siriwat, doutoranda da Oxford Brookes University que monitorou páginas do Facebook que vendiam o animal, afirmou que mais da metade das lontras traficadas são ninhadas de recém-nascidos que nem abriram os olhos.

Da Tailândia, a prática de aprisionar lontras em cativeiro se disseminou, principalmente para o Japão, onde, segundo a entidade Traffic Japan, uma série de TV ajudou a popularizar a espécie ao retratar uma lontra como animal doméstico.

“Temos uma cultura que valoriza o bonitinho, o que tem um grande papel nisso”, diz a pesquisadora Yui Naruse, da Traffic Japan.

Em maio, representantes vão decidir, durante uma reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites), se a lontra-anã-oriental e a lontra lisa vão receber uma proteção maior, com proibição do comércio internacional dessas espécies.

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Lontras sequestradas por traficantes de animais são resgatadas no Vietnã

A polícia de Nam Dinh, ao norte do Vietnã, rastreou e confiscou um carregamento suspeito na região. Dentro dos veículos, encontraram dez lontras-de-garras-curtas asiáticas, que estavam sendo vendidas pelo tráfico de animais silvestres.

Foto: Save Vietnam’s Wildlife/Facebook

Os animais foram encaminhados para a organização de proteção animal Save Vietnam’s Wildlife (SVW). A instituição cuida de animais resgatados do tráfico, tanto do mercado negro, quanto de vendas online, na Ásia.

“Nosso maior resgate de lontras. Nunca cuidamos de tantas em nossos recintos de quarentena”, publicou a SVW. A organização está tentando arrecadar fundos para expandir a área destinada às lontras, o que facilitaria a reabilitação dos animais.

Como estão as lontras

O centro de reabilitação precisa garantir que os animais estejam fortes o suficiente para que voltem à vida selvagem. Além disso, eles precisam analisar de as lontras ainda possuem os instintos necessários para sobreviver na natureza.

Foto: Save Vietnam’s Wildlife/Facebook

“As lontras estão bem agora. Esperamos que elas possam voltar a vida selvagem no futuro”, disse Mai Tran, porta-voz da SVW, ao The Dodo.

Segundo o representante da organização, as lontras são sofrem com a caça e o comércio ilegal, a perda de habitat e a poluição. “A sua população está caindo rapidamente, apensar de ser uma espécie protegida”, explica.

Os dez animais resgatados devem ser agrupados com outra lontra resgatada pela SVW, no ano passado, para tentar voltar à natureza.

 

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Fotos mostram a realidade de animais em circos da Indonésia

O fotojornalista de meio ambiente Aaron Gekoski recentemente colaborou com a Born Free Foundation (Fundação Nascer Livre em tradução livre) para trazer mais luz aos shows viajantes de golfinhos na Indonésia. O resultado de sua viagem ao país foi uma série de fotografias documentando o dia a dia dos animais selvagens que vivem em cativeiro, que são usados para performar truques, e vivem no confinamento da piscinas de viagens e clausuras.

Apesar de aparentemente estar sob a permissão , o funcionamento do show viajante é um óbvio golpe para a real natureza e necessidade dos animais. O plano de fundo pode ser colorido e as performances elaboradas, mas é doloroso que os animais nas fotos estão completamente fora de lugar, e merecem uma vida melhor.

Golfinhos e outros animais usados nos circos viajantes, incluindo ursos-de-sol e lontras, são regularmente transportadas de uma localidade para outra ao redor do país. Gekoski descreveu enquanto compartilhava as fotos em um post do Facebook.

Animais fazendo malabarismos

Os golfinhos são transportados e  colocados em macas e cobertos de lubrificantes. Os animais tem que  ficar diversas vezes nessas situações desconfortáveis e estressantes, sofrendo extremo estresse.

No show, eles performam em piscinas rasas revestidas de plástico. As piscinas podem estar cheias de água salgada artificial com cloro, o que causa inúmeros problemas de saúde para os animais.

Na natureza, golfinhos podem viver até 40 anos. Para golfinhos explorados em circos, a duração de vida é drasticamente menor – em torno de cinco anos. Se nada mais, essa atordoante diferença deveria ser uma chamada de despertar para qualquer ser humano.

“Esses são animais excepcionalmente complexos e sensíveis, perfeitamente adaptados para a vida no oceano. É inacreditável que eles são arrastados feito lixo de lugar para lugar como parte de um lamentável show viajante, aparentemente sob a permissão das autoridades da Indonésia” disse Chris Draper, chefe da Animal Welfare & Captivity da Born Free Foundation.

“Nós estamos chamando o Governo da Indonésia para pôr um fim nisso de uma vez por todas, e trabalhar com grupos de proteção animal para achar uma solução a longo prazo para os  infelizes animais que foram sujeitos a esse abuso.”

Circos não são lugares para animais da natureza, e shows viajantes como esses, capturados nas fotografias adicionam ainda mais estresse e sofrimento para a realidade já sombria de uma vida no circo. Born Free Foundation está pedindo ajuda para lutar pelos animais explorados em circos viajantes na Indonésia. Você pode fazer isso assinando uma carta para o Governo da Indonésia, persuadindo as autoridades para pôr um fim dos shows viajantes.

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Golfinhos, focas e lontras são usados como iscas por pescadores

Ameaçados de extinção os botos (golfinhos da Amazônia) estão entre as espécies utilizadas como iscas pelos pescadores | Foto: Divulgação
Ameaçados de extinção os botos (golfinhos da Amazônia) estão entre as espécies utilizadas como iscas pelos pescadores | Foto: Divulgação

Golfinhos, focas e lontras estão sendo mortos por pescadores no mundo inteiro, para serem usados como isca. Além da morte desses maravilhosos seres produzidos pela natureza ser um ultraje, também é uma atividade ilegal, que deixa espécies já vulneráveis, sob ameaça de extinção futura.

Em um relatório que avalia a presença global dessa atividade, os cientistas identificaram mais de 40 espécies de mamíferos aquáticos sendo utilizadas como isca em pelo menos 33 países.

A prática é mais comum em alguns lugares na América Latina e na África, onde os golfinhos são visados e capturados já na intenção de serem utilizados na pesca de tubarões.

Apesar da existência em larga escala comprovada dessa atividade, os autores do novo estudo, publicado na revista Frontiers in Marine Science aproveitando o Dia Mundial do Oceano, em 8 de junho, afirmam que esta questão tem recebido pouca atenção nos círculos de conservação e pesquisa.

A Dra. Vanessa Mintzer, da Universidade da Flórida, tomou conhecimento da questão enquanto trabalhava em sua dissertação de doutorado, que buscava investigar o impacto da atividade, sobre as populações ameaçadas de golfinhos da Amazônia.

“Matar para usar como isca é uma ameaça primária que afeta de forma intensa os golfinhos do rio Amazonas, conhecidos como botos”, disse Mintzer, que liderou o estudo.

O estado atual das populações de botos é um mistério devido à falta de dados disponíveis, mas a caça já é conhecida por ser a maior ameaça para esses mamíferos, juntamente com a perda gradativa de habitat e emaranhamento acidental em linhas de pesca.

“Com essa revisão global, buscávamos descobrir se, e onde, outras espécies eram mortas c para serem feitas de iscas e avaliar possíveis soluções para o problema”, disse a cientista.

Analisando relatos que datam de 1970, a Dra. Mintzer e seus colegas focaram em identificar toda a gama de espécies que estavam sendo usadas como iscas.

Seus esforços nesse sentido foram prejudicados, pois matar a vida marinha, além de ser um ato detestável, é geralmente uma atividade clandestina e muitas vezes ilegal, realizada nas sombras.

Dessa forma, a pesquisadora afirma que a responsabilidade acaba recaindo sobre seus colegas pesquisadores, na busca de dados mais sólidos sobre esta prática, de modo que avaliações assertivas possam ser feitas e seus efeitos sobre as populações vulneráveis de mamíferos aquáticos mensurados.

“Para os cientistas que já trabalham em espécies e locais identificados como ‘pontos quentes’ nesta revisão, os esforços devem começar imediatamente para conseguir uma estimativa desses números”, disse ela.

O problema conhecido como “bycatch” (animais como golfinhos, tartarugas marinhas e pássaros acidentalmente acabando em redes de pesca) tem recebido mais atenção de ambientalistas e cientistas.

Um estudo recente descobriu que dezenas de milhares de tartarugas morrem a cada ano em função da ação de pescadores de pequena escala na costa da América do Sul, e “redes fantasmas” (redes de pesca abandonadas) foram encontradas na região, prendendo centenas de animais não-alvo, muitos deles em estado de decomposição.

No entanto, o problema real da captura intencional desses animais, tem sido totalmente ignorado.

Os pesquisadores por trás do novo relatório pediram insistentemente, urgência aos políticos em votar e criar leis em defesa dessas espécies, como também determinar ações para garantir que sejam cumpridas as leis já em vigor de proteção aos mamíferos ameaçados.

Eles também pediram o envolvimento das populações de pescadores locais, concientizando e mostrando os efeitos da pesca desse mamíferos.

“Levou anos para que fosse aceito que a caça de botos era insustentável e agora as ações de conservação precisam ser imediatas”, afira a Dra. Mintzer.

“Precisamos identificar agora outras populações de animais afetadas pela mesma atividade deplorável, para facilitar ações de conservação em massa”, conclui ela.

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Lontras são encontradas mortas dentro de equipamento de pesca em SC

Duas lontras foram encontradas mortas, dentro de um equipamento de pesca em forma de cesto – popularmente conhecido como covo -, no canal do Sangradouro, entre a Lagoa do Peri e o bairro da Armação, em Florianópolis, Santa Catarina.

Lontras foram encontradas mortas dentro de um equipamento de pesca (Foto: Projeto Lontras / Divulgação)

Os pesquisadores e apoiadores do Projeto Lontras, ligado ao Instituto Ekko Brasil (IEB), demonstram preocupação com a morte dos animais, que foram encontrados por moradores. O caso foi comunicado ao Ministério Público de Santa Catarina.

As lontras foram localizadas a aproximadamente 50 metros fora da área do parque municipal da Lagoa do Peri. Os especialistas, entretanto, não descartam a possibilidade dos animais terem morrido dentro do parque e, depois, terem sido arrastados pela correnteza.

Trabalhando há 30 anos na região, o chefe de divisão e manejo das unidades de conservação de Florianópolis, Elias Pires, afirma nunca ter visto cena parecida. As informações são do portal Gaucha ZH.

Dados do Projeto Lontra registram nove mortes de lontras na região de Florianópolis nos últimos três anos. A pesca é a principal responsável. “Há relatos que muitos pescadores clandestinos usam covos e a morte de lontras é uma constante. A espécie está na lista de animais ameaçados de extinção”, diz a presidente do IEB, Alessandra Bez Birolo.

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Lontras são afogadas e mortas em armadilhas em temporada de caça nos EUA

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução, Facebook

Lontras são conhecidas por serem criaturas adoráveis e brincalhonas que formam profundos laços sociais. Porém, as pessoas não sabem como muitas delas são mortas.

Caçadores têm perseguido lontras-de-rio norte-americanas e a maioria das pessoas provavelmente não está ciente de que essa prática cruel ainda é legalizada em muitos lugares do país.

“A caça de lontras é muitas vezes justificada com base na superpopulação ou suposto dano aos recursos haliêuticos, mas a realidade é que suas peles são lucrativas”, diz Jennifer Place, porta-voz da Born Free USA.

Foto: Reprodução, Facebook

As armadilhas são usadas para capturar muitos tipos diferentes de animais selvagens que, uma vez capturados, esperam dias antes de ser encontrados e mortos.

Com as lontras, as armadilhas podem ser particularmente apavorantes, já que os caçadores que visam aos animais às vezes colocam os dispositivos debaixo de água. Assim, a lontra presa no aparelho afoga-se enquanto luta em desespero por sua liberdade. De acordo com o The Dodo, este processo pode ser de até oito minutos agonizantes.

“Lontras são mais regularmente presas com armadilhas Conibear – armadilhas de corpo inteiro que não necessariamente as matam, de modo que elas suportam uma angústia prolongada”, disse Place.

Em outras ocasiões, os caçadores colocam uma armadilha em uma gaiola junto à casa de uma lontra (geralmente um antro abandonado por outro animal, como castores) e usam pedaços de peixe como isca para atrair os animais.

“Elas são mortas principalmente pela sua pele e algumas são consideradas um incômodo porque se alimentam de peixes que os pescadores querem capturar”, ressalta Brenna Galdenzi, presidente da organização Protect Our Wildlife (POW), um grupo que trabalha para reformar as políticas sobre animais selvagens em Vermont.

Foto: Reprodução, Facebook

Um lugar em que armadilhas para lontras ainda são legalizadas é Vermont, onde os caçadores são autorizados a matar um número ilimitado de indivíduos da espécie entre outubro e o final de fevereiro.

Agora os assassinos estão pressionando o Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Vermont (VFW) para expandir a temporada de caça até o final de março, quando muitas lontras já estão grávidas.

“Prolongar a temporada de armadilhas na primavera fará com que mães grávidas e recém-nascidos tenham este destino miserável”, disse Place.

Muitos moradores de Vermont, especialmente aqueles que gostam de observar a vida selvagem local, estão preocupados com a presença das armadilhas.

Foto: Reprodução, Facebook

“Quando as pessoas sabem que Vermont ainda permite o uso de armadilhas tão antiquadas e que causam dor, como as agulhas, elas ficam ansiosas para descobrir como podem ajudar a impedir isso. Todos os anos, cães e gatos, espécies ameaçadas e protegidas são capturadas em armadilhas para outros animais”, revela Holly Tippett, secretária do POW.

Os caçadores representam apenas três em cada dois mil moradores da região; 75% da população acredita que os dolorosos dispositivos devem ser proibidos inteiramente.

“O departamento e a diretoria fazem uma grande injustiça aos moradores do Estado, assim como às gerações futuras, quando enxergam a maioria dos animais selvagens em termos de níveis sustentáveis de “captura”, aponta Mollie Matteson, cientista sênior do Centro para a Diversidade Biológica.

Em 2007, os caçadores de Vermont obtiveram êxito após pedirem a expansão da temporada de captura de castores. Como muitas das armadilhas definidas para castores também incidentalmente matam lontras, agora os caçadores querem a prorrogação da temporada de caça de lontras.

Foto: Reprodução, Facebook

Já os castores desempenham um papel importante na preservação das zonas úmidas e, em um momento em que as mudanças climáticas e a poluição têm dizimado muitos desses sensíveis ecossistemas, o papel deles é crucial para a sobrevivência de todas as espécies que dependem de água doce.

Mesmo que a população de lontras seja mais estável hoje, há não muito tempo os números da espécie diminuíram perigosamente.

Foto: Shutterstock

Devido às armadilhas e às indústrias de carvão, petróleo e gás destruindo seus habitats, as lontras-de-rio que uma vez prosperaram em todo o país foram eliminadas de 11 estados. Na década de 1970, ao perceberem as ameaças aos animais, as pessoas trabalhavam para reintroduzi-los em regiões onde haviam desaparecido.

Além das armadilhas, outras ameaças como a poluição da água e as mudanças climáticas têm prejudicado a sobrevivência da espécie. É por isso que Galdenzi espera que o VFW negue a expansão das armadilhas e até mesmo considere a redução da temporada de castores. “Realmente não devemos matar lontras. O fato de pensarmos em expandir a temporada é vergonhoso”, disse Galdenzi.

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População de lontras-marinhas da Califórnia atinge maior número em 100 anos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Wikimedia Commons
Reprodução/Wikimedia Commons

Um novo relatório do US Geological Survey (USGS) revelou que as populações de lontras-marinhas da Califórnia atingiram o nível mais alto desde 1982.

O documento foi divulgado recentemente e mostrou que o número de lontras-marinhas que vivem na costa da Califórnia (EUA) subiu em 3272 neste ano, um acréscimo de 11% desde 2013. Pela primeira vez, a quantidade de animais no país excedeu 3090.

Caso a população permaneça com mais de 3090 indivíduos por mais de dois anos, as lontras do Estado serão removidas da lista de espécies à beira da extinção e reclassificadas como “em perigo”.

“A população destes animais tem se recuperado e isso também é uma boa notícia porque eles trazem benefícios ecológicos”, disse Tim Tinker, biólogo responsável pelo programa de lontras do USGS.

As lontras-marinhas da Califórnia vivem ao longo da costa de Monterey até Cambria. Um aumento significativo no número de animais foi observado na parte central desta área.

Cientistas acreditam que um dos fatores que contribuiu para o aumento da população da espécie foi a abundância de ouriços  na região.

Com uma população histórica de cerca de 16 mil indivíduos, as lontras-marinhas da Califórnia foram caçadas por suas peles e levadas à beira da extinção, segundo informações do Nature World News.

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Polícia investiga assassinato de lontras-marinhas nos EUA

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/LilianCarwell
Reprodução/LilianCarwell

Autoridades da vida selvagem na Califórnia (EUA) fizeram um apelo ao público e ofereceram uma recompensa de US$ 10 mil para encontrar os responsáveis por uma série de assassinatos de lontras-marinhas na região.

Três lontras-marinhas do sul, também conhecidas como lontras-marinhas da Califórnia, foram encontradas mortas em Santa Cruz neste mês e os resultados iniciais das necropsias revelam que os animais foram baleados de acordo com o Serviço de Animais Selvagens e de Pesca dos Estados Unidos.

Duas lontras eram jovens e machos e uma era um homem adulto. É provável que os animais tenham sido mortos entre o final de julho e o início de agosto. As autoridades suspeitam que uma quarta lontra encontrada morta no dia 20 de agosto também tenha sido baleada.

As lontras são protegidas pela lei estadual e pela Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos e o assassinato de um dos membros da espécie é punível com prisão e uma multa de até US $ 100 mil.

Em 1977, as lontras-marinhas foram colocadas sob a proteção da Lei de Espécies Ameaçadas (ESA) após terem sido caçadas até quase sua extinção, informa o Huffington Post.

Atualmente, há cerca de três mil lontras que vivem em águas californianas, o que é um grande declínio em relação à existência de dezenas de milhares de integrantes da espécie antes do início do comércio de peles.

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Civetas e lontras são novas vítimas do comércio de animais 'exóticos' na Indonésia

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Care2
Reprodução/Care2

Há um movimento peculiar, cruel e crescente na Indonésia: animais selvagens, como civetas e lontras, são obrigados a usar coleiras e são vestidos com coletes coloridos e suéteres, sendo explorados como animais domésticos.

Esses animais, muitos ameaçados de extinção, foram tirados de seus habitats naturais para serem enjaulados em pequenos espaços sem acesso à água e sem proteção adequada contra o escaldante sol do país, informa o Care2.

Por exemplo, no início deste ano, pittas da Indonésia foram capturadas da natureza. Muitas vezes, são comercializados animais órfãos cujas mães são mortas para que os filhotes sejam roubados.

Apesar de ser ilegal, o tráfico de animais na Indonésia é um dos maiores do mundo.

Segundo um relatório da Vanda Felhab-Brown, outro grande obstáculo para a preservação dessas espécies é o profundo enraizamento do comércio de animais silvestres, especialmente de aves, na cultura do país.

Reprodução/Praveenp
Reprodução/Praveenp

As civetas e as lontras são as últimas vítimas do tráfico de animais considerados exóticos na Indonésia. Hoje, há cerca de 10 mil civetas mantidas como animais domésticos em todo o país, relata o The Straits Times.

“É comum como criar cães e gatos. As civetas são únicas e adoráveis. Alguns de nós também mantêm lontras “, diz Fajar Sidiq, tutor de uma civeta.

Defensores dos animais temem que essa crescente popularidade e demanda por animais silvestres irá aumentar o número de capturas florestais ou práticas de criação não regulamentadas.

Além disso, esses animais são muito diferentes de animais domésticos. As civetas são em grande parte noturnas, arborícolas e crepusculares e seria difícil de satisfazer as suas necessidades naturais como animais domésticos.

“Alterar o comportamento natural dos animais também é uma forma de abuso. Você não tem que possuir civetas ou lontras para amá-las”, diz Irma Hermawati, coordenadora da unidade dos Estados Unidos do Programa para a Conservação da Vida Selvagem da Indonésia.

“O verdadeiro ato de amor é deixá-las livres na natureza”, completa.

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Lontras são encontradas em rios da caatinga

Animal costuma fazer tocas nas margens de rios, onde dorme e cuida dos filhotes Cepan/Divulgação
Animal costuma fazer tocas nas margens de rios, onde dorme e cuida dos filhotes
Cepan/Divulgação

Animal pouco conhecido no Nordeste, a lontra (Lontra longicaudis) não era identificada na região nos mapas de distribuição das espécies, elaborados pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês) e pelo Ministério do Meio Ambiente. Mas uma pesquisa feita por uma doutoranda em biologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) constatou a presença do mamífero até em áreas de caatinga, onde não havia registro oficial.

“Como é um animal semiaquático, que ocorre principalmente na mata atlântica, não esperávamos encontrá-lo em regiões mais áridas”, confessa a bióloga Patrícia Rosas Ribeiro, autora do projeto. Ela explica que resolveu pesquisar a lontra porque há poucas informações sobre esse mamífero, fato que prejudica as estratégias de conservação.

O animal é tão desconhecido que não possui sequer classificação na Lista das Espécies Ameaçadas, elaborada pelo ICMBio, órgão do Ministério do Meio Ambiente. Está enquadrado na categoria Dados Deficientes (DD). “Nossa proposta é identificar onde a lontra ocorre na região e por que para atualizar as informações”, informa Patrícia. “Talvez, num estudo futuro, possamos estimar a população.”

Fonte: Jc Online

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