Três cachorros presos numa gaiola de ferro.
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Cachorros são encontrados mortos em pet shop na Geórgia, nos EUA

A Humane Society dos Estados Unidos fez uma investigação secreta numa das lojas da franquia Petland e descobriu casos de morte e abuso de cachorros. Uma funcionária da empresa relatou vezes em que chegou ao estabelecimento e encontrou cadáveres de animais, entre outras ocorrências.

Três cachorros presos numa gaiola de ferro.
Foto: Humane Society

A operação lançou um relatório declarando que a Blue Ribbon Puppies de Indiana, EUA, é a fonte de diversos surtos de doenças entre os cachorros vendidos pela Petland na Georgia.

De acordo com John Goodwin, diretor executivo da campanha “Stop Puppy Mills” da Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), a Blue Ribbon Puppies é a fornecedora de cinco das seis lojas da Petland localizadas na Georgia. Os surtos de doenças contaminaram mais de uma centena de pessoas.

“Através de vários pedidos baseados na Lei de Liberdade de Informação, nós pudemos determinar que o problema da doença entre os filhotes no ramo de criação de filhotes é sistemático,” disse Goodwin. “Inúmeros criadores de filhotes foram ligados aos surtos. Dito isso, a Blue Ribbon Puppies estava ligada de uma forma significativa a esses surtos de doenças.”

Em fevereiro de 2018, uma emissora de TV local informou que Kate Singleton, funcionária de uma das lojas Petland, ficou gravemente doente depois de ter sido exposta a um filhote infectado pela bactéria Campylobacter. A adolescente foi levada às pressas para o hospital com febre perto de 40°C. “Me senti à beira da morte”, disse ela à emissora depois de passar quatro dias no hospital.

De acordo com o relatório da Humane Society, durante o início de 2018, a Blue Ribbon Puppies vendeu 161 filhotes para as lojas Petland no estado. O relatório disse que muitas das lojas receberam filhotes no mesmo dia, indicando que o mesmo caminhão foi de loja em loja. No total, as cinco lojas da Petland na Geórgia receberam mais de 450 filhotes da Blue Ribbon e outras empresas.

O relatório mostra um exemplo de uma funcionária da loja Petland em Kennesaw, na Georgia. Ela contou à investigadora da Humane Society que às vezes entrava no trabalho e encontrava filhotes que haviam “falecido”. A funcionária disse que isso aconteceu cerca de três vezes durante os quatro meses em que trabalhou lá.

Cachorro morto dentro de um saco preto.
Foto: Humane Society

Após ouvir sobre esses incidentes, a investigadora abriu um saco preto “suspeito” no freezer e encontrou o cadáver de um cachorro. Na mesma loja, os cachorros doentes eram mantidos em salas de isolamento, fora da vista dos clientes, incluindo vários filhotes que estavam tossindo, letárgicos ou com muco escorrendo do nariz.

A Humane Society diz que continua recebendo denúncias de cachorros doentes comprados em lojas Petland de todo o país. A instituição colocou dois investigadores em duas lojas diferentes na Geórgia, em setembro e outubro deste ano.

Um filhote de raça grande que gostava de pular foi mantido em uma gaiola empilhada no chão da loja, de acordo com o relatório. O investigador da Humane Society também relatou ter testemunhado um funcionário derrubando o filhote enquanto tentava tirá-lo da gaiola, fazendo com que ele ganisse de dor repetidas vezes.

Alguns filhotes eram mantidos em gaiolas durante meses, e a maioria deles só eram retirados das gaiolas quando possíveis compradores pediam para brincar com eles. Segundo o relatório, gaiolas que comportavam ao máximo dois, continham quatro ou até cinco filhotes.

Registros obtidos em novembro de 2018 pela HSUS do Departamento de Agricultura da Geórgia indicam que a loja em Kennesaw foi inspecionada várias vezes porque os filhotes estavam doentes com parvovirose, infecções respiratórias e giardíase, doença originada pela ingestão de água contaminada. Em dezembro de 2017, vários filhotes na loja foram colocados em quarentena por infecção.

Garrafa de plástico vermelho com um rótulo escrito entre aspas The Cure.

A investigadora da Humane Society viu vários medicamentos na sala dos fundos da loja Kennesaw, incluindo uma garrafa cujo rótulo estava escrito apenas “A Cura”.

A equipe da loja disse que a mistura foi feita por um supervisor na loja. A garrafa não tinha um rótulo veterinário nem qualquer dos ingredientes ou dosagens listados no rótulo, mas a equipe disse que eles tinham sido instruídos a administrar a substância aos filhotes que tinham baixo apetite, disse o relatório.

A Humane Society diz que os criadores responsáveis ​​não vendem para lojas de animais, porque querem conhecer as famílias que estão levando os cachorros para casa e manter contato em caso de problemas, diz o grupo de defesa dos animais.

A Petland negou todos os casos de abuso e negligência relatados, e se recusou a declarar-se culpada das acusações.

Um caso em Las Vegas, Nevada, inclui um relato de um filhote confinado a uma jaula durante um mês em uma das lojas Petland. Um funcionário alegou a investigadora da HSUS que “eles estavam esperando ele morrer.” O filhote foi enviado de volta à criadora.

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um filhote de cachorro deitado na grama
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Grã-Bretanha proíbe a venda de cães e gatos em lojas de animais

A Grã-Bretanha anunciou recentemente sua intenção de proibir lojas de animais de venderem filhotes de cães e gatos em uma tentativa de reprimir a exploração e o abuso de animais. O governo disse que vai lançar a legislação no próximo ano depois de realizar consultas públicas que mostraram 95% de apoio à proibição.

um filhote de cachorro deitado na grama
Foto: Getty Images

“Isso significará que qualquer um que queira comprar ou adotar um filhote com menos de seis meses deve negociar diretamente com o criador ou com um centro de adoção de animais”, disse o Departamento de Assuntos Rurais e Ambientais (Defra) no domingo.

O projeto é também conhecido como Lei de Lucy, em homenagem a uma cavalier king charles spaniel que foi resgatada de uma fazenda de filhotes no País de Gales em 2013. Ela passou a maior parte de sua vida em uma gaiola e não conseguia mais engravidar, pois seus quadris haviam se fundido por falta de movimento.

Uma mulher chamada Lisa Garner levou Lucy para casa e lançou uma campanha de conscientização nas mídias sociais que mudou a forma como os britânicos pegam seus animais de estimação. Lucy morreu em 2016.

O governo acredita que a proibição impedirá os criadores de filhotes, tanto licenciados quanto clandestinos, de encher as lojas de animais com filhotes criados em condições antiéticas. A Defra não divulgou números estimando quantas vendas a nova legislação afetará.

Mas Claire Horton, diretora do abrigo de cães Battersea Dogs Home em Londres, disse que as regras “vão garantir que os animais domésticos mais amados do país tenham o começo certo na vida”.

Entre 1998 e 2006, Battersea produziu uma série de TV sobre resgates e cuidados com animais domésticos, que refletia o afeto geral dos britânicos por cães e gatos.

A instituição de caridade veterinária da People’s Dispensary for Sick Animals (PDSA) da Grã-Bretanha disse que 49% dos adultos do Reino Unido eram tutores de pelo menos um animal de estimação em 2018.

A população estimada de gatos do PDSA, de 11,1 milhões, superou os 8,9 milhões de cães e 1 milhão de coelhos – cujo número caiu quase pela metade desde 2011.

O governo britânico desdobrou várias iniciativas de bem-estar animal nos últimos meses, e os ativistas esperam que outros países europeus sigam o exemplo. Uma lei em outubro proibiu que lojas licenciadas vendessem filhotes com menos de oito semanas de idade.

A Defra está agora analisando a legislação exigindo que todos os centros de resgate e adoção de animais possuam uma licença.

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Peixe Beta confinado em um pote com água.
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Peixes Beta vivem em condições precárias em lojas de animais

Os peixes Beta são vibrantes e coloridos, mas também são animais extremamente complexos. Em seu site oficial, a instituição Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA, sigla em inglês) denunciou a negligência da rede de pet shops Petco, onde os peixes ficam confinados em minúsculos copos de plástico com apenas alguns centímetros de água, empilhados uns sobre os outros. Dezenas de clientes já se queixaram por encontrar Betas mortos, doentes e feridos e flutuando em águas imundas nas prateleiras.

Peixe Beta confinado em um pote com água.
Foto: PETA

As investigações da PETA sobre a indústria do comércio de animais revelaram que os peixes Beta já sofriam de maus-tratos antes de chegarem às lojas. Eles ficam famintos por vários dias durante o transporte e são confinados individualmente em pequenos sacos que são colocados em caixas empilhadas em grandes armazéns atacadistas. Muitos peixes morrem durante o transporte para as varejistas.

Além de serem forçados a suportar condições precárias, esses peixes são privados de tudo o que é natural e importante para eles, o que pode deixá-los deprimidos. De acordo com Victoria Braithwaite, professora da Universidade Estadual da Pensilvânia que estuda inteligência em peixes, a depressão é provavelmente causada pela falta de estímulos.

Estudos revelam que os peixes desafiam estereótipos: alguns usam ferramentas e outros podem reconhecer rostos humanos individuais. Betas machos são pais dedicados que constroem ninhos de bolhas para seus filhotes com suas bocas e protegem ferozmente seus bebês de predadores.

No livro “What a Fish Knows: The Inner Lives of Our Underwater Cousins” (em tradução livre: “O Que Um Peixe Sabe: Por Dentro da Vida De Nossos Primos Marinhos”), o etologista Jonathan Balcombe, observa que os Betas param de se matar e ao invés disso exibem um comportamento de grupo cooperativo quando são liberados da artificialidade do cativeiro.

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Ricky Gervais pede que fãs assinem petição que protesta contra lojas de animais

Gervais postou a petição no Facebook juntamente com a mensagem: “Precisamos de 100 mil assinaturas”. De acordo com o abaixo-assinado, o governo britânico responde a todas as petições com mais de 10 mil assinaturas. Com 100 mil assinaturas, o assunto poderá ser debatido no Parlamento, segundo o World Animal News.

Foto: Ricky Gervais’ Facebook

 

Embora os ativistas queiram o fim do comércio de animais de domésticos, como cachorros e gatos, o que começou a acontecer nos Estados Unidos, esta petição é um primeiro passo rumo ao caminho certo.

“Remover cãezinhos da ninhada e da mãe para a venda  muitas vezes cria cães doentes, traumatizados e disfuncionais. A regulamentação das vendas é ineficaz para evitar prejuízods e, portanto, é necessária uma proibição”, afirma a petição que foi criada por Beverley Cuddy.

Além das preocupações com o bem-estar dos animais, a petição diz que as vendas feitas por terceiros também representam riscos adicionais para os consumidores e para a saúde e segurança do público. Infelizmente, o abaixo-assinado não desencoraja as pessoas a comprar um cão diretamente de um criador. Com a ajuda de Gervais, o abaixo-assinado deve atingir 100 mil assinaturas.

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Camundongos encontrados na propriedade
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Dezenas de cobras e ouriços são encontrados mortos depois de serem mantidos em condições deploráveis

A terrível descoberta ocorreu no mesmo dia em que o terceiro dos três membros da família foi condenado por acusações de crueldade animal depois de abusos cometidos nas lojas de animais da família e por manter uma fábrica de roedores.

Camundongos encontrados na propriedade
Foto: PETA

Kenneth Mark Kubic, de 63 anos, e Lynn Denise Kubic, 56, os antigos proprietários de duas lojas Jurassic Pets, foram presos por 36 acusações criminais.

“Meses depois de serem condenados por crueldade animal, Kenneth e Lynn Kubic estavam fazendo com que pequenos animais sofressem e morressem em condições infernais em seu porão e galpão. Estes são os abusadores de animais em série que devem ser impedidos de ter um animal novamente”, disse Daphna Nachminovitch, membro da PETA, em um comunicado para a imprensa.

Dois recipientes inundados continham camundongos e vermes mortos, e outro recipiente com ratos estava cheio de água. Muitos dos camundongos sobreviventes foram mantidos em latas imundas e lotadas, informaram os oficiais da PETA.

Os Kubics operavam “uma fábrica de roedores” quando foram presos pela primeira vez devido a uma série de acusações de crueldade animal. Um juiz ordenou que eles interrompessem a prática cruel.

Em Maio de 2016, Kenneth Kubic foi condenado por 18 acusações de crueldade animal após um julgamento de dois dias no condado de Adams. Testemunhas disseram que gatinhos, ouriços, répteis e roedores eram mantidos em condições insalubres, sem alimento, água e cuidados veterinários nas lojas de animais Thornton. Alguns dos animais faleceram e outros tiveram a morte induzida devido ao péssimo estado em que estavam depois que a loja foi invadida.

O filho de Kubics, Brian Kubic, se declarou culpado de uma acusação de crueldade e outras 37 foram descartadas. Ele foi condenado a um ano de liberdade condicional e proibido de ter contato com animais. Sua mãe, Lynn Kubic, considerada culpada de um delito menor e que teve 37 acusações descartadas, foi condenada a um ano de liberdade condicional e proibida de ter contato com animais.

No mesmo dia, as autoridades realizaram uma inspeção na residência dos Kubics e descobriram milhares de cobras e roedores que viviam em caixas imundas e em meio ao lixo, informou a PETA.

Havia mais de 500 ouriços vivos, cobras e outros répteis, juntamente com cadáveres de ouriços e cobras em prateleiras e banheiras.

Quase todas as cobras não tinham acesso à água e um dragão barbudo (uma espécie de lagarto) e 18 cobras precisavam de cuidados veterinários urgentes devido a infecções respiratórias, abscessos, desidratação e outros problemas de saúde, disseram os ativistas.

Cerca de 1.500 ratos e camundongos e os restos de dezenas de outros animais foram descobertos em pequenas caixas e gaiolas.

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Cão atrás das grades
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Vancouver proíbe venda de cães, gatos e coelhos em lojas de animais

Cão atrás das grades
Foto: Humane Society

Tendo em vista o fato de que as instalações comerciais de reprodução, especialmente na Ásia e nos Estados Unidos, criam animais em condições terríveis, que incluem negligência, abuso e agonia, a Conselheira da Cidade, Heather Deal, recomendou que agora as lojas apenas exibam animais disponíveis para adoção por meio de organizações de resgate reconhecidas.

“Como resultado das condições desumanas em que esses animais são criados, eles geralmente sofrem de doenças e outros problemas físicos, emocionais e comportamentais”, afirmou a moção.

“Não é o que as pessoas querem na cidade de Vancouver. Recebemos mais de 1200 e-mails de pessoas nos dizendo para implementar essa proibição”, declarou Deal à CTC Vancouver.

De acordo com o World Animal News, em um artigo na CBC, ela disse que entre 200 e 300 cães acabam em abrigos a cada ano na cidade.

A notícia segue dois outros municípios que promulgaram políticas semelhantes: Richmond e New Westminster.

A mudança é apoiada pelo B.C. A principal autoridade da SPCA, Marcie Moriarty, confirmou que as lojas de animais que vendem cachorros e gatos logo ficarão no passado.

“Há um movimento em toda a América do Norte para seguir esse caminho. Os tempos mudaram e as pessoas precisam ser um pouco mais conscientes sobre a origem de seus animais domésticos”, disse.

“Isso ilustra uma mudança geracional que apoia o tratamento humano de cães, gatos e coelhos”, declarou Judie Mancuso, fundadora e presidente do Social Compassion In Legislation, grupo de defesa animal da Califórnia (EUA), afirmando que o momento evoluiu sobre esta questão tão fundamental da nossa época.

“Em seguida, esperamos que nossa legislação patrocinada da Califórnia, a Lei de Adoção de Animais Resgatados, se torne uma lei do nosso excelente estado. A AB 485 não só exclui as fontes desumanas desses animais, mas ajuda a aliviar a superpopulação dos animais domésticos. Por exemplo, os animais que têm a morte induzida porque os abrigos estão transbordando de animais indesejados terão agora uma segunda chance na vida”, afirmou.

“O envio de cães, gatos e coelhos para lojas de animais reduzirá os números da morte induzida, aumentará os números de adoção e economizará o dinheiro dos contribuintes que teria sido utilizado com gastos de habitação e mortes induzidas”, concluiu Mancuso.

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Comércio de animais contribui com tráfico de espécies silvestres

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Jmiksanet
Reprodução/Jmiksanet

Estimativas apontam que o comércio de animais selvagens e de partes de animais movimenta bilhões de dólares. Frequentemente, quando pensamos sobre essa indústria, as primeiras imagens que vêm às nossas mentes envolvem a caça ou captura de rinocerontes, elefantes, tigres e leões, mas inúmeras outras espécies  também são afetada.

Aves tropicais e peixes com cores vibrantes, ouriços rechonchudos e lóris são algumas vítimas  da obsessão humana por criar animais considerados exóticos.

A internet está cheia de vídeos que mostram essas espécies fazendo algo  chamado de “fofo” e a mera existência destas cenas cria um problema enorme, pois estimula o comércio de animais. Quando os animais não são mais considerados novidades, eles acabam negligenciados ou abandonados.

Se as pessoas decidem “libertar” na natureza o animal criado em suas propriedades, eles são colocados em perigo, pois não estão mais acostumados com os habitats selvagens. De qualquer maneira, o animal sofre.

Lojas de animais são parte do problema

As lojas que comercializam animais normalmente os obtém de instalações deploráveis, nas quais eles são negligenciados, que priorizam o lucro acima de tudo. Cachorros, gatos e pequenos mamíferos, como ratos e coelhos, geralmente são provenientes de instalações de grande escala que não se preocupam em cuidar deles, uma história semelhante ao que acontece com espécies tidas como exóticas.

Vários anos atrás, uma investigação na U.S. Global Exotics no Texas – fornecedora de grandes cadeias de lojas de animais e zoológicos em todo os Estados Unidos – descobriu mais de 26 mil répteis, mamíferos, invertebrados e anfíbios que viviam em condições deploráveis.

Quase todos tinham alguma doença e mais de quatro mil deles estavam tão doentes que tiveram suas mortes induzidas. Mesmo que esta empresa tenha fechado, este é um excelente exemplo de como o comércio de animais domésticos os trata como simples mercadorias.

Reprodução/HakaiMagazine
Reprodução/HakaiMagazine

Quando lojas de animais vendem animais “exóticos”, ajudam a alimentar o desejo do público por eles e isto leva os consumidores à internet, onde os vendedores querem lucrar rapidamente com espécies que não podem ser encontradas nestes estabelecimentos. Quanto mais raro é um animal, mais dinheiro o vendedor pode obter. Enquanto há uma demanda, este ciclo horroroso continuará, explica o One Green Planet.

Animais são maltratados em nome do lucro

Traficantes de animais selvagens farão de tudo para evitar a prisão mesmo que isso signifique colocar a vida de um animal em risco. Necessidades básicas como comida e água são restritas para que as espécies possam ser facilmente contrabandeadas; os animais também são drogados e contidos para impedir que se movimentem.

Histórias de raras aves ameaçadas de extinção colocadas em garrafas de água ou amarradas sob a roupa, escondidas em malas e filhotes de cobras amontoados em contentores de CDs são apenas alguns dos métodos conhecidos utilizados pelos criminosos. Essas ações cruéis e irresponsáveis resultam em muitos animais feridos e mortos antes mesmo de chegarem ao seu destino.

Remover outras espécies de seus habitats naturais para o entretenimento humano envolve uma série de questões. Cada animal e planta desempenham um papel importante nos ecossistemas e, além de lhes causar um grande sofrimento, tirá-los de seus habitats perturba o equilíbrio natural. Isto não só é prejudicial para o planeta, como também leva as espécies à extinção.

Como você pode ajudar

Amamos animais, mas é importante lembrar que espécies silvestres pertencem à natureza e não devem ficar em quintais, casas ou em gaiolas. A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES) está trabalhando para combater o tráfico de animais silvestres e partes de animais em todo o mundo, mas existem algumas ações simples que podem contribuir.

As pessoas não devem compartilhar vídeos “fofos” de animais “exóticos” criados como domésticos para não estimular este comércio terrível. Além disso, não se deve adquirir produtos e itens que contêm ou foram feitos com partes de animais.

 

 

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Humane Society inicia campanha contra fábricas de filhotes

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Don'tBuyIntoPuppyMills
Reprodução/Don’tBuyIntoPuppyMills

A Humane Society dos Estados Unidos, em parceria com a agência publicitária Rokkan, lançou uma nova campanha para combater as terríveis fábricas de filhotes que exploram animais para comercializá-los.

Chamada “Don’t Buy Into Puppy Mills” (Não compre em moinhos de filhotes), a campanha visa mostrar a crueldade oculta por trás dos filhotes disponíveis para a venda em lojas de animais ou na internet.

O trabalho é composto de três filmes de 30 segundos e um filme um pouco mais longo, que ilustram as respostas imaginativas das crianças para a pergunta: “De onde os filhotes vêm?” As crianças dão respostas otimistas e criativas que mostram equívocos comuns sobre a origem da maioria dos filhotes.

Conforme os filmes continuam, as animações se transformam e revelam as realidades devastadoras desta indústria. Além de trazer essas imagens à tona, as animações querem maximizar o impacto da mensagem ‘Não compre em moinhos do filhote’ e incentivar um maior engajamento do público no combate a esta crueldade contra os animais.

“Durante a longa história da organização, fizemos uma série de campanhas de sensibilização para o horror das fábricas de filhotes “, disse John Goodwin, membro da Humane Society e diretor sênior do trabalho.

“Obtivemos grande sucesso em muitos dos nossos esforços anteriores, mas a verdade é que estas fábricas ainda estão operando graças ao apoio de compradores bem-intencionados e ingênuos. Esta última campanha quer desmascarar esta indústria”, completa.

Segundo ele, o trabalho centra-se em sites e em lojas que vendem animais, pois estes são dois dos estabelecimentos mais enganosos. Estes locais não permitem que o comprador tenha a oportunidade de ver como os cães e gatos foram criados antes de comprá-los, contribuindo para dissimular as condições desumanas que os animais são obrigados a suportar.

A Humane Society e a Rokkan desenvolveram também um site específico para a campanha.

“Os consumidores tornaram-se muito conscientes sobre a origem de seus alimentos e roupas, mas e quanto aos animais domésticos? É muito difícil acreditar que a maioria dos compradores de cães não sabe que está financiando estas fábricas. O amor dos filhotes nos deixa cegos para enxergar a verdade. Ao fazer este questionamento, esperamos estimular as pessoas a pensar mais criticamente sobre de onde estes animais realmente vêm”, completa Sean Miller, da Rokkan.

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Cão com deficiência ilustra a importância da adoção de animais abandonados

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/AlbertonWheels/Instagram
Reprodução/AlbertonWheels, Instagram

Ter um cão como companheiro é incrível. Eles nos mostram um amor incondicional e iluminam nossa rotina.

Ao decidir por um animal doméstico, pode ser tentador imaginar sua raça, a cor de sua pele e, claro, todas as aventuras que serão desfrutadas ao lado do animal. Todo este planejamento pode estimular a compra de animais em vez da adoção, segundo o One Green Planet.

Porém, estas lojas são alimentadas pela manutenção de cruéis fábricas de filhotes que fazem estoque de animais “aparentemente perfeitos” para fazer as pessoas acreditarem que esta é a melhor maneira de acolher um companheiro canino em suas casas.

Reprodução/AlbertonWheels, Instagram
Reprodução/AlbertonWheels, Instagram

Há milhões de cães desabrigados nos Estados Unidos e que vivem em abrigos à espera de uma nova família. Por isso, é fundamental optar pela adoção destes animais em vez de financiar a exploração dos cães comercializados.

Muitos cães que vivem em abrigos enfrentaram um passado abusivo e são associados a um comportamento agressivo simplesmente por causa de sua raça ou estão são fisicamente incapacitados de uma forma ou de outra.

Albert é o exemplo perfeito de um filhote que vive em um abrigo que é amável como os cães vendidos por lojas de animais.

O cão utiliza uma espécie de cadeira de rodas e precisa de um pouco de ajuda, mas isso não impediu que sua tutora o adotasse. Eles fazem caminhadas juntos, visitam um lago, fazem piqueniques com a família.

Sempre que Albert fica muito cansado ou está muito calor, ele simplesmente monta na mochila de sua tutora. Ele também gosta de aproveitar a companhia de seus irmãos caninos.

Albert tem uma vida divertida e cheia de aventuras porque sua tutora lhe abriu o coração e decidiu resgatá-lo em vez de simplesmente procurar um “filhote de cachorro perfeito.”

Ele é um excelente exemplo de por que a adoção não é igual à compra de animais.

Os cães não são objetos, eles são seres sencientes que desejam e merecem amor e carinho como qualquer outro animal.

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Cadela em cadeira de rodas é exemplo de adoção responsável e compassiva

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/OneGreenPlanet
Reprodução/OneGreenPlanet

Tratados como produtos que devem gerar lucro, os cães comercializados por lojas de animais ficam expostos para chamar a atenção dos clientes. E, na lógica mercantilizadora, obviamente não podem apresentar “defeitos”, fazendo com que os animais portadores de deficiência sejam imediatamente rejeitados.

Na realidade, cães reprodutores em instalações comerciais passam a vida inteira trancados em minúsculas gaiolas de arame, sem amor ou afeto, e só assim eles podem dar à luz bebês “comercialmente viáveis” para lojas de animais, informa o One Green Planet.

Isso acontece enquanto existem milhões de animais abandonados em abrigos em todo o país, à espera da adoção. Muitos destes cães sofrem experiências traumáticas e estão feridos, mas todos são capazes de demonstrar o mesmo amor e carinho que os animais comercializados.

A história da bulldog Pickles é um desses exemplos. Segundo um post da página do Facebook do Resgate Nacional de Cachorros de Fábricas, Pickles foi adotada há pouco mais de um ano e, apesar do fato de utilizar uma cadeira de rodas para se locomover, sua família não poderia estar mais feliz com a sua decisão de resgatá-la.

Apesar de todas as adversidades que Pickles enfrenta, ela é brincalhona, doce, e extremamente afetuosa

“Aprendemos muito com Pickles. Ela vive cada momento e não deixa nada ficar em seu caminho”, disse seu tutor.

Pickles e sua família são a prova de que a adoção não deve ser tratada como uma experiência semelhante à compra de um brinquedo. Os cães não são objetos, eles são seres sencientes que desejam e merecem amor e carinho incondicional como qualquer outro animal.

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