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Canadá proibirá sacos plásticos até 2021 para proteger o meio ambiente

Sacolas plásticas serão banidas do Canadá | Foto: Reprodução Pixabay

A partir de 2021, os canadenses precisarão se lembrar de levar sacolas reutilizáveis ao irem aos supermercados. Isso por que o país anunciou que proibirá sacolas plásticas até o final do próximo ano. Também incluídos na proibição estão produtos plásticos de uso único, como colheres, canudos, anéis de lata de refrigerante de seis embalagens, utensílios e recipientes de comida.

A proibição radical do plástico de uso único faz parte do compromisso do país em atingir zero resíduos de plástico até 2030.

Lixo plástico | Foto: Reprodução Pixabay

Em coletiva de imprensa, Jonathan Wilkinson, Ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Canadá, declarou: “A poluição do plástico ameaça nosso ambiente natural. Enche nossos rios ou lagos e, mais particularmente, nossos oceanos, sufocando a vida selvagem que ali vive. Os canadenses veem o impacto que a poluição tem de costa a costa”.

Segundo informações do governo canadense, cerca de três milhões de toneladas de plástico são desperdiçadas a cada ano. Desse total, apenas nove por cento são reciclados; o resto acaba em aterros ou no meio ambiente.

Em um artigo de opinião publicado no jornal canadense The Chronicle Herald, o ministro Wilkinson disse que esse número é “o equivalente a 570 sacos de lixo cheios de plástico a cada minuto, todos os dias”. E continuou: “Estima-se que, se não fizermos nada a respeito, em apenas 30 anos, poderá haver mais plástico do que peixes no oceano”.

Poluição de praias com lixo plástico | Foto: Reprodução Pixabay

Além disso, Wilkinson apontou que os resíduos plásticos representam cerca de US$ 8 bilhões em valor investido e perdido no meio ambiente, sem qualquer função real.

Mas o ministro acrescentou que a proibição não se aplicaria a equipamentos de proteção individual e a vários plásticos usados ​​na área médica.


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Pato é resgatado com embalagem plástica presa no pescoço

Pato com embalagem plastica no pescoço é resgatado. | Reprodução

No dia 23 de agosto em Manchester, no Reino Unido, um pato foi salvo pela Royal Society for the Prevetion of Cruelty Animals – RSPCA (Sociedade para a Prevenção da Crueldade com Animais, tradução livre), depois que um plástico usado para embalar latas de cerveja ficou preso em seu pescoço.

O material, comum para manter juntas embalagens em lata de cerveja e refrigerantes, pode causar sérios danos aos animais quando descartados de maneira incorreta. É o que alerta Lauren Bradshaw, uma das responsáveis pelo resgate do pato.

Ela disse: “O lixo pode ter um impacto prejudicial sobre a nossa vida selvagem e este pato teve a sorte desta embalagem de plástico não ter causado ferimentos. É por isso que é tão importante que as pessoas descartem seu lixo de maneira adequada”.

O plástico preso em animais é extremamente perigoso, sobretudo para a vida marinha que confundem o material com comida, e uma vez presos não conseguem retira-los ou tendem a aperta-los tornando a situação mais danosa.

Material em volta do pescoço do pato | Reprodução

Apesar de ter o material preso ao pescoço, a equipe da RSPCA ainda teve dificuldades para resgatar a ave, é o que revela Bradshaw: “O pato corajoso conseguiu escapar de nós algumas vezes, mas finalmente conseguimos pegar a rede e pegá-lo”, comenta.

Lauren carrega o pato resgatado | Reprodução

A situação poderia ter sido fatal ao animal, mas, felizmente, o plástico não estava apertado em volta do pescoço do animal e não parecia causar ferimentos ou resultar em problemas respiratórios.


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Embalagem de origem norueguesa “viaja” 11 mil km até encalhar em praia brasileira

Foto: Divulgação/Ecomov

Uma equipe da ONG Ecologia e Movimento (Ecomov) encontrou em uma área de preservação ambiental de Peruíbe, no litoral de São Paulo, uma embalagem de um produto de limpeza fabricado na Noruega, a mais de 11 mil quilômetros de distância da praia brasileira.

Os monitores da entidade também encontraram uma bisnaga de silicone acético produzida na Espanha, mas que pertence a uma empresa da Estônia. Uma garrafa de água fabricada na China também foi localizada.

O presidente da Ecomov, Rodrigo Azambuja, informou ao G1 que as embalagens não estavam deterioradas, o que indica que foram usadas recentemente, possivelmente por tripulantes de navios com destino ao Porto de Santos.

“É uma área de preservação, o que indica que essas embalagens vieram com a corrente marítima e teriam sido descartadas de navios”, afirmou. “A questão é a condição que esses materiais apresentam. Foram utilizados recentemente, então, podem ter flutuado de dois a três dias até encalharem na praia. O problema é que eles acabam se tornando atraentes para alguns animais, e muitos desses materiais são químicos, de risco”, completou.

Praia do Costão, onde o lixo internacional foi encontrado Foto: Rosemeire da Silva França/VC no G1

Parte do material foi descartada e o restante ficou com a entidade para posterior análise de ecotoxicidade. O objetivo é medir o impacto das embalagens na natureza. Com o resultado em mãos, a ONG irá apresentar uma petição ao Ministério Público para solicitar que a região onde o lixo foi encontrado seja protegida.

Já é a sexta vez que lixos internacionais são encontrados em praias de Peruíbe em um período de um ano. Dentre eles, estão embalagens de leite e um saco plástico para armazenar sulfito de sódio – ambos de origem alemã.

“É necessário um trabalho pioneiro de fiscalização das áreas de fundeio de navios, ou então de prestação de contas das embalagens e produtos que são consumidos nos navios que vêm ao Porto de Santos. Vamos buscar a regulamentação desse trabalho”, concluiu Rodrigo.

Foto: Divulgação/Ecomov

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Mais de 30 animais mantidos em meio a lixo são resgatados de imóvel em SP

Foto: Arquivo Pessoal

A Associação de Socorro e Proteção aos Animais (ASPA) resgatou mais de 30 animais que viviam em condição de maus-tratos em uma casa em Itu, no interior do estado de São Paulo. Cerca de 20 animais silvestres e 16 cachorros, sendo 6 filhotes, eram mantidos em meio à grande quantidade de lixo.

A ação de resgate contou com o apoio da Polícia Civil, que recebeu a denúncia de maus-tratos. De acordo com Rafaela Daunt, membro da ASPA, foram encontrados papagaios, maritacas e pássaros silvestres no imóvel, além dos cachorros e de muitas gaiolas.

Os filhotes resgatados são bastante jovens e teriam nascido há cerca de 20 dias. Os cachorros estavam repletos de carrapatos e pulgas. Os recém-nascidos adoeceram por conta das condições em que viviam e estavam fracos.

Foto: Arquivo Pessoal

Rafaela explicou ao G1 que os animais silvestres foram levados para o Núcleo da Floresta para que sejam reabilitados e, posteriormente, soltos na natureza. Os cachorros serão disponibilizados para adoção assim que estiverem recuperados e castrados.

Ninguém foi preso durante a ação policial. De acordo com as autoridades, foi apresentado um atestado médico no qual o responsável pelo imóvel consta como mentalmente incapaz.

Foto: Arquivo Pessoal

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Cadela grávida é atropelada e jogada ainda viva em triturador de lixo de caminhão

Amada pela família, cadela foi brutalmente morta ao ser atropelada e jogada em triturador de lixo (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma cadela foi morta de maneira brutal na cidade de Santana, no Amapá. Lavine, como era chamada, estava grávida de três semanas e, após ser atropelada por um caminhão de lixo, foi jogada por um gari dentro do triturador do veículo. A família do animal, que está vivenciando um período difícil de luto, indignou-se com o crime e acionou a Justiça.

A cadela estava viva quando foi arremessada para ser triturada, no dia 5 de junho. O crime bárbaro foi presenciado pelo irmão do tutor de Lavine e registrada por uma câmera de segurança. Grávida de três semanas, ela era o xodó da família, que agora pede indenização de R$ 16 mil.

O caso foi confirmado pela empresa Esc Ambiental, responsável pelo serviço de coleta de lixo da cidade de Santana. A companhia lamentou a morte da cadela. “Repudiamos o ocorrido, destacando que tais atos não fazem parte do protocolo e das orientações feitas por esta empresa a todos os nossos colaboradores. Os mesmos foram advertidos. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos, e lamentamos esse triste episódio”, afirmou, em nota divulgada pelo G1.

Tutor de Lavine, o policial militar Lucas dos Santos Santana disse que a cadela era um membro de sua família e que seu irmão ficou traumatizado ao vê-la ser morta.

“Minha esposa não consegue engravidar e adotamos nossos animais como filhos, ou seja, a perda da nossa cadela é como se fosse a perda de um filho. Demos carinho, atenção, amor e ela sempre retribuiu tudo isso. Meu irmão, que é especial, que viu a cena, está traumatizado. Não tivemos nem sequer o direito de enterrar e dar o último adeus a ela”, lamentou.

Após o ocorrido, o policial pediu auxílio ao vereador e ativista pelos direitos animais Victor Hugo, que indicou que a Justiça fosse acionada. “Foi um caso de barbárie. A cadela mesmo após ser batida em via pública, estava viva, ela balança a cabeça, pede por socorro, e numa atitude cruel esse cidadão joga a cadela para ser triturada viva”, disse o parlamentar, em entrevista ao portal G1.

Na foto de cima, a cadela seria o ponto preto caído ao chão. Na de baixo, ela estaria sendo jogada no caminhão (Foto: Arquivo Pessoal)

Na última terça-feira (9), o advogado da família fez uma representação de crime de danos morais contra a empresa e a Prefeitura de Santana. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Amapá.

“Esta caracterizado o crime de maus tratos do Art. 32 da lei de crimes ambiental, agravado pela morte do animal, buscamos justiça para a família e responsabilização criminal e administrativa dos agentes que praticaram esse grave crime”, informou o advogado Osny Brito.

Ao ser questionada pelo G1, a Prefeitura de Santana afirmou que, embora preste serviços ao município, a empresa é quem responde judicialmente sobre o caso.


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Morre cadela cega que foi abandonada no lixo dentro de sacola plástica

Foto: TV Globo/Reprodução

A cadela Vitória, que foi abandonada dentro de uma sacola plástica no lixo, morreu nesta segunda-feira (27). Cega, ela perdeu a vida após 12 dias de internação em uma clínica veterinária graças ao agravamento da cinomose, doença que afeta o sistema neurológico.

Resgatada no Sol Nascente, no Distrito Federal, a cadela estava anêmica e tinha muitas feridas pelo corpo. O animal, da raça husky siberiano, foi encontrado durante uma reportagem da TV Globo no Sol Nascente.

“A própria doença matou ela, o corpo dela não aguentou. A todo momento abriam mais e mais feridas, e a pele dela se descolava do copo”, revelou ao G1 Rayanne Santana, membro da ONG Toca Segura, que participou do resgate.

“Seu corpinho não conseguia mais lutar como seu espírito lutava. Você não conseguia comer, os medicamentos não faziam o efeito esperado, corremos atrás de todos os possíveis tratamentos, mas seu corpo nem sequer aguentaria alguns deles, seu corpo enfraqueceu, mas seu espírito não, continuava lutando como nunca vi. Não podia nem te fazer carinho sem que você gemesse de dor, seus pelos soltavam, seus olhos que um dia foram azuis voltaram a ficar opacos, você não tentava mais levantar a cabeça, na sua pele haviam cada vez mais feridas e cada vez mais dor, nem os colchonetes fofinhos te davam mais conforto. Chorei do seu lado, não era justo te deixar sofrer. O amor não é egoísta. Descanse em paz. Você é nosso propósito para continuar lutando”, escreveu a ONG no Instagram (confira o post abaixo na íntegra).

O caso foi registrado na Polícia Civil, mas até o momento o responsável pelo crime não foi identificado.

 

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“VITÓRIA. Foi esse o nome que te demos quando vimos o quanto você lutava pela vida. Quando te vi naquele saco, no meio do lixo, me desesperei, não consegui lutar contra o fato de que estávamos lotados e não havia espaço para mais cães, não tínhamos dinheiro para seu tratamento, mas não podia te deixar ali. Naquele carro eu chorei tanto e rezei tanto para que você continuasse respirando e você mal reagia, não tinha sequer forças para pedir socorro. Te levamos à clinica e você foi tão bem atendida que não temos palavras que demonstrem a gratidão e amor dos Médicos Veterinários por você, nossa lutadora! Infelizmente, sua força de vontade não foi o suficiente para lutar contra a maldade humana e contra esse vírus que atacava cada célula sua. Uma multidão de pessoas rezava para que a alguns meses você se levantasse, brincasse e pudesse ganhar uma família nova, estávamos tão animados em ver você comer, comemorávamos tanto a cada mínimo avanço, o seu choro e reclamação eram motivo de alegria, você não queria ficar na mesma posição, doía e você já sabia pedir para as Médicas te virarem. Havia muitas feridas no seu corpo, por ficar muito tempo na mesma posição, pensávamos em quanto tempo você esteve naquele estado… com certeza, tempo demais. Mas então, seu corpinho não conseguia mais lutar como seu espírito lutava. Você não conseguia comer, os medicamentos não faziam o efeito esperado, corremos atrás de todos os possíveis tratamentos, mas seu corpo nem sequer aguentaria alguns deles, seu corpo enfraqueceu, mas seu espírito não, continuava lutando como nunca vi. Não podia nem te fazer carinho sem que você gemesse de dor, seus pelos soltavam, seus olhos que um dia foram azuis voltaram a ficar opacos, você não tentava mais levantar a cabeça, na sua pele haviam cada vez mais feridas e cada vez mais dor, nem os colchonetes fofinhos te davam mais conforto. Chorei do seu lado, não era justo te deixar sofrer. O amor não é egoísta. Descanse em paz. Você é nosso propósito para continuar lutando” @colecionadoradelivros

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Cadela explorada pelo comércio de animais é jogada no lixo após ter filhotes

Uma cadela foi abandonada no lixo após ser explorada para reprodução e venda de filhotes em Detroit, no estado norte-americano do Michigan. Essa é a teoria da ONG que a encontrou deprimida e amedrontada na rua, após ser descartada.

Reprodução/
Click On Detroit

A cadela tinha sinais de maus-tratos pelo corpo. Suas mamas, ainda cheias de leite, provavam que ela havia tido filhotes recentemente – os animais, no entanto, não foram encontrados durante buscas feitas nos arredores do local do abandono.

Resgatada, ela foi encaminhada para o abrigo da Michigan Humane Society. Andy Seltz, porta-voz da entidade, revelou ao Click On Detroit que situações como esta são frequentes na cidade.

“O animal tem sentimentos e ser usado como um item, uma propriedade e descartado, é muito comovente”, afirmou Seltz.


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Lixo nos oceanos poderá ser causa de extinção de espécies no futuro

Unsplash

Detritos marinhos e principalmente lixo plástico são uma grande preocupação para o público em geral, assim como para cientistas e formuladores de políticas em todo o mundo. Os custos socioeconômicos causados ​​pelo lixo nas costas e no mar são substanciais.

Mas são as consequências ecológicas que criaram uma consciência considerável e ainda crescente. Regularmente, novas espécies marinhas são encontradas por ingerir plásticos ou se enredar nele. 

Uma primeira visão geral das espécies afetadas foi fornecida por Laist (1997): o autor anotou registros de ingestão ou emaranhamento de 267 espécies marinhas. Em 2015, essa lista foi expandida para um total de 557 espécies. Um número ainda maior de 693 espécies foi relatado, incluindo organismos que se prendem a plásticos ou são sufocados por detritos.

Esses aumentos ilustram o interesse da pesquisa nesse tópico durante os últimos decênios, mas não necessariamente o aumento de indivíduos ou espécies afetados. uma atualização de uma lista simples de espécies para uma visão quantitativa mais detalhada é crucial para a interpretação da escala dos impactos de detritos principalmente plásticos na fauna marinha.

Hoje, 914 espécies marinhas foram documentadas ou emaranhadas no lixo humano ou com elas alojadas em seus tratos digestivos. Os especialistas S. Kühn e Jan Andries van Franeker da Dutch Science Foundation calcularam esse número analisando 747 estudos científicos publicados em maio de 2019 desde o relatório do biólogo Eugene Gudger de 1938.

Entre essas 914 espécies, 226 das 409 aves marinhas reconhecidas. O primeiro animal já registrado cientificamente comendo plástico foi em 1962. Das 43.525 aves marinhas estudadas, mais de um quarto foi afetado pelo plástico. Os mais vulneráveis ​​são as aves marinhas, incluindo petréis e albatrozes, dos quais quase 42% continham plástico.

“Esses pássaros são alimentadores de superfície oportunistas e não são exigentes quando se trata de alimentos”, explica Kühn. “Isso deve nos dar motivos para se preocupar, pois essas aves são particularmente propensas a outros riscos relacionados ao ser humano, como capturas acessórias, pesca excessiva e mudanças climáticas”.

Ameaça à vida marinha

Todas as sete espécies de tartarugas marinhas comeram ou foram enredadas em plástico. Apenas 59 das 86 espécies de baleias foram estudadas, mas todas foram afetadas. Das 31 espécies de focas, 22 foram encontradas com plástico. As focas também parecem particularmente suscetíveis ao emaranhamento, possivelmente devido à sua curiosidade.

Alguns dos itens mais surpreendentes engolidos – encontrados em gaivotas-prateadas em um estudo de 2008 – incluíram uma medalha de plástico (com fita), um telefone celular inteiro e um exército de soldados de brinquedo.

Revisões semelhantes realizadas em 1997 e 2015 colocam o número de espécies afetadas em 267 e 557, respectivamente. O último número de 914 sugere uma tendência crescente rápida. A maioria dos recém-chegados à lista são peixes, com o número afetado saltando de 166 para 430 das 31.243 espécies conhecidas. Esse aumento provavelmente reflete um interesse crescente dos pesquisadores.

Mas Kühn observa que é difícil extrair um significado profundo dos dados, pois é necessário apenas um indivíduo afetado para adicionar sua espécie à lista. Por exemplo, apenas uma baleia azul foi analisada quanto à contaminação, o que não revela como o lixo está afetando a espécie em geral.

Quanto mais indivíduos e espécies forem estudados, mais confiáveis ​​os números se tornarão, diz ela.

No entanto, a contagem atual é uma pequena fração do que acontece nos oceanos, sugerindo que muito mais animais são afetados do que sabemos.

Mas o alerta, diz Kühn, é bastante claro. “Todas as espécies, independentemente da localização, habitat ou ecologia, podem potencialmente encontrar e ingerir ou se enredar em plástico”.

“Os resultados confirmam nossas piores expectativas”, diz o biólogo marinho Daniel Pauly, que lidera a iniciativa Seas Around Us na Universidade da Colúmbia Britânica. Apesar dos animais terem sobrevivido à caça e à sobrepesca, Pauly diz que o desperdício de plástico pode significar o fim definitivo de muitas criaturas marinhas.

“Estou convencido de que o plástico fará com que algumas espécies sejam extintas e isso parte meu coração só de pensar nisso.”


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A ameaça do plástico: lixo coloca a vida de animais em risco

O plástico é uma ameaça para os animais, que adoecem e até morrem por conta da poluição gerada pelo produto, que leva cerca de 400 anos para se decompor.

Dados de 2009 do Ministério do Meio Ambiente indicam que cada família brasileira descarta aproximadamente 40 kg de plástico por ano e que mais de 80% dos plásticos são usados uma única vez.

JOHN CANCALOSI/Reprodução/National Geographic Brasil

Leves, as sacolas plásticas são levadas pelo vento e acabam em locais distantes, poluindo biomas, florestas, rios, lagos e oceanos – onde os animais vivem. No Oceano Pacífico, 87 mil toneladas de plástico flutuam, em uma espécie de “ilha de lixo”.

Nos oceanos, as sacolas se desfazem, dando origem a pedaços menores de plástico que são consumidos por animais. Essa ingestão, inclusive, é uma das principais causas da morte de tartarugas.

Estimativas indicam que cerca de 100 mil mamíferos e pássaros morram sufocados por plástico anualmente, após ingerirem o produto. Na Índia, aproximadamente 100 vacas morrem diariamente após comerem sacolas plásticas misturadas com sobras de comida.

Nas cidades, sacolas entopem bueiros, colaborando com enchentes em dias de chuva – o que coloca não só as pessoas em risco, mas também os animais domésticos. O plástico também já é considerado o segundo material mais comum no lixo municipal.

Além dessas questões, a decomposição em nutrientes e minerais de material orgânico presente em sacos plásticos é mais lenta, o que gera uma maior produção de metano e CO2, gases que contribuem com as mudanças climáticas.


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Em um ano, resgate de animais silvestres aumenta mais de 900% em São Vicente (SP)

Jacaré do papo amarelo, macaco-prego, ouriço-cacheiro, tamanduá-mirim, jabuti-piranga, bicho-preguiça, coruja, falcão e até um golfinho estão entre os animais resgatados


Dados da Guarda Civil Ambiental Municipal de São Vicente, no litoral de São Paulo, revelaram um aumento de mais de 900% no resgate de animais silvestres na cidade em 2019, quando 209 animais foram salvos, ante a 22 do ano anterior.

Espécies como jacaré do papo amarelo, macaco-prego, ouriço-cacheiro, tamanduá-mirim, jabuti-piranga, bicho-preguiça, coruja, falcão e até um golfinho estão entre os resgatados.

Foto: Antonio Ferreira / Prefeitura Municipal de São Vicente

Após o resgate, os animais são avaliados por especialistas, passam por tratamento e reabilitação e, depois, retornam à natureza. Os que não pertencem à fauna local, aguardam em instituições até serem destinados ao local de origem.

A expansão urbana de áreas regulares e irregulares está relacionada ao aumento do aparecimento de animais silvestres nos imóveis, conforme informou a GCM Ambiental ao portal Diário do Litoral. O crescimento dessas regiões reduz o habitat dos animais, que acabam migrando para as cidades em busca de abrigo e alimento.

A capacitação dos agentes também está relacionada ao aumento de resgate. Na Baixada Santista, a corporação vicentina é referência na área.

Parte dos animais também é resgatada após ser vítima do tráfico. Alguns fogem e outros são resgatados pelas autoridades nos cativeiros em ações de combate a esse crime.

O lixo no mar também tem responsabilidade nesta questão no que se refere aos animais marinhos. Redes de pesca também matam ou ferem esses animais, como tartarugas. Atropelamentos causados por embarcações também são registrados.

Para denunciar crimes cometidos contra animais silvestres e solicitar o resgate ou retirada do corpo de um animal morto, basta acionar a Secretaria do Meio Ambiente e Defesa Animal (Semam) pelo telefone (13) 3569-2274 ou para a Guarda Civil Municipal (GCM) por meio do número 153.


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Centenas de tubarões mortos foram encontrados presos em rede de pesca descartada no oceano

Foto: Dominick Martin-Mayes/Instagram
Foto: Dominick Martin-Mayes/Instagram

Um grupo de mergulhadores flagrou uma cena perturbadora nas Ilhas Cayman (Inglaterra) – centenas de corpos de tubarões já em decomposição e outras criaturas do mar emaranhadas em uma “rede fantasma” flutuante.

Dominick Martin-Mayes, um instrutor de mergulho de 27 anos, disse ao Independent que estava com um grupo de amigos quando encontraram a “imensa rede com centenas de peixes e tubarões presos a ela já em decomposição”.

“No começo, pensamos que era um tronco de árvore, mas quando nos aproximamos, vimos que era uma rede flutuante”, disse ele ao jornal. “Eu pulei na água primeiro e fiquei chocado com o que vi. Isso me deixou sem fôlego – a primeira coisa que vi foi o corpo de um tubarão oceânico jovem ainda”.

“Eu pedi ao meu amigo que estava comigo para pegar uma faca e agir”, continuou ele. “Fizemos o possível para libertar parte da vida marinha presa ali, mas a maior parte já estava morta”.

Apesar dos esforços da equipe, Martin-Mayes disse que ele e seus amigos tiveram que interromper o resgate improvisado por medo de ficarem presos na rede.

“O único objetivo da rede de pesca na vida marinha é matar”, disse ele ao Independent. “Você prende sua mão nela por acidente e se afoga”.

Felizmente, o jornal Cayman Compass informou que o pescador Charles Ebanks mais tarde redescobriu a rede descartada e a rebocou para a marina Harbor House (Ilhas Cayman), onde ela foi retirada com sucesso do oceano.

A rede teria sido levada a um aterro onde aguarda a ação de uma ONG internacional de proteção à vida marinha, que se ofereceu para descartá-la com segurança.

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‘Vou cuidar direitinho pra ela não fugir’, diz menina de 3 anos após resgate de gata

A gata e Brenda Emanuelly, de três anos, são inseparáveis. Elas passam o dia juntas e até dormem na companhia uma da outra


Um filhote de gato foi resgatado na quinta-feira (5) após subir em uma árvore de 10 metros de altura em Montes Claros (MG). Depois que o animal, que é uma fêmea, foi salvo, sua amiga inseparável, Brenda Emanuelly, de três anos, prometeu impedir uma nova fuga.

“Quando entregamos a gatinha, a menina ficou eufórica e disse ‘vou cuidar direitinho para ela não fugir mais’. Essa relação entre animais e crianças é de muito apego e carinho”, contou ao G1 o soldado Diego Caldeira.

Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Diego Alberto Moreira, pai de Brenda, relevou que a família tutela outro gato, mas que a menina queria adotar um que fosse só dela.

“Há três meses, a gata do nosso vizinho teve filhotes e nós ganhamos um. As duas são assim, ficam o dia todo grudadas, dormem juntas e minha filha vive com ela no colo. Quando Brenda viu que ela estava em cima da árvore falava ‘olha minha gatinha miando lá em cima, tira ela de lá papai’, é uma relação impressionante, são inseparáveis”, disse.

A gata foi resgatada em segurança, sem ferimentos. O resgate durou uma hora.

“Usamos uma escada e um sistema de ancoragem com cordas no resgate. Algumas pessoas já haviam tentado pegar o animal, mas a orientação é para que isso não seja feito, já que há riscos por conta da altura. Além disso, a árvore também estava muito escorregadia devido à chuva”, explicou o sargento Anivaldo Dias Júnior, chefe da equipe de resgate da qual também faz parte o cabo Wesley Dias.

O soldado Diego Cadeira tem um carinho especial por este tipo de ação. Isso porque ele adotou um cachorro resgatado pelos colegas bombeiros.

“Ele estava muito machucado, parecia ter tido até a orelha cortada. A guarnição que fez o resgate trouxe o cachorrinho para o quartel, quando vi, quis ficar com ele. Para nós, bombeiros, todas as vidas têm valor”, concluiu.


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