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Propostas que proíbem que cães sejam acorrentados são aprovadas em Santos e Praia Grande (SP)

Pixabay

Projetos de lei que proíbem que cachorros sejam acorrentados foram aprovados pelos vereadores de Praia Grande e de Santos, cidades localizadas no litoral de São Paulo. As medidas aguardam sanção ou veto dos prefeitos.

Em Praia Grande, a proposta proíbe uso de correntes ou similares em animais mantidos em residências, estabelecimentos comerciais, industriais, públicos e em vias públicas. Aprovada por unanimidade em segunda votação, a medida é de autoria do vereador Carlos Eduardo Barbosa (PTB) e aguarda análise do prefeito Alberto Mourão.

O projeto visa por fim a casos de cachorros que são privados de sua liberdade e estabelece um prazo de 24 meses para adequação, caso seja sancionado. A exceção é para animais  presos em correntes com sistema “vai e vem”, próximas ao chão, que não causem desconforto, estrangulamento e excesso de peso ao animal.

“Os cães mantidos constantemente presos tendem a ser destrutivos, já que nunca foram ‘educados’ a ficar entre as pessoas. Ao se verem soltos, livres das correntes, correm desesperados por todos os cantos derrubando tudo o que veem pela frente e, assim, sofrem atropelamentos ou causam acidentes”, justifica Barbosa.

O projeto de lei aprovado em Santos, de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB), tem o objetivo de evitar o sofrimento dos animais. A medida estabelece as condições necessárias para a promoção de bem-estar aos cães e gatos, são elas: espaço suficiente para movimentação, onde haja incidência de sol, luz, sombra e ventilação, fornecimento de alimento e água limpa, além da restrição de contato com outros animais bravos e/ou portadores de doenças.

A proposta também obriga pet shops a instalar câmeras de monitoramento nos espaços de banho e tosa e manter as imagens arquivadas por pelo menos 30 dias.

Caso seja sancionado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, o projeto terá multas e punições definidas pela prefeitura.


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Em meio à pandemia, tartaruga é solta em praia vazia no litoral de São Paulo

Divulgação/Instituto Gremar

Uma tartaruga-verde foi devolvida à natureza na última quarta-feira (6) na Praia do Guaiúba, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Por conta da quarentena imposta aos humanos para combate ao coronavírus, o local, antes repleto de banhistas, estava completamente vazio no momento da soltura, o que beneficiou o animal, que não teve que lidar com um possível estresse gerado pela aglomeração de pessoas.

Resgatada em março deste ano, a tartaruga foi encontrada ferida e encalhada na areia da Praia de Riviera, em Bertioga (SP). A soltura foi realizada após um processo de reabilitação, realizado pelo Instituto Gremar, que continua auxiliando os animais mesmo durante a pandemia.

No dia do resgate, a tartaruga estava com um corte na narina, lesões benignas na cabeça, denominadas papilomas, respiração fraca e rigidez dos membros anteriores e posteriores, entre outros sintomas. O tratamento, realizado no Centro De Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, durou dois meses.

A bióloga do Instituto Gremar, Rosane Farah, informou ao G1 que a tartaruga estava muito magra e estressada quando foi salva.

“Ela estava com suspeita de afogamento e acabou desenvolvendo uma pneumonia. Por isso, teve bastante dificuldade. Ela ficou uma semana no ‘seco’ com as medicações e tratamento para ela ir para o tanque”, disse a bióloga.

Após 17 dias internada, a tartaruga começou a se alimentar de forma espontânea e, então, conseguiu evoluir em relação a sua flutuabilidade e respiração. A devolução ao habitat, resultado do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), foi decidida depois que o animal se recuperou das lesões e os exames laboratoriais indicaram bons resultados.

A soltura, transmitida ao vivo pela internet, contou com o acompanhamento de Rosane e a bióloga Andrea Maranho. A praia vazia chamou a atenção das especialistas.

“É um paraíso. Raramente a gente vê a praia vazia, temos até alguns animais aqui, como quero-quero, garça branca. O dia está lindo, com esse sol maravilhoso. Temos uma alegria muito grande de soltar um animal após um processo de reabilitação”, disse Andrea, durante a transmissão.

Por conta da pandemia, medidas rígidas estão sendo tomadas pela equipe para prevenção ao contágio pelo coronavírus. “Mesmo com a pandemia, continuamos nosso trabalho com os animais que estão em situação de emergência. Infelizmente, eles acabam encalhando na faixa de areia e a gente não pode cessar esse atendimento. É um atendimento considerado essencial”, disse Andrea.


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Raias são libertadas de rede de pesca e tartaruga é encontrada morta em SP

Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

Duas raias foram libertadas de uma rede de pesca e uma tartaruga-de-couro foi encontrada morta na quarta-feira (22) em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Os animais foram encontrados durante patrulhamento da Guarda Costeira.

As raias foram encontradas, segundo informações concedidas pela prefeitura ao G1, nas proximidades de uma encosta rochosa da Fortaleza de Itaipu, na Praia do Comandante. A rede de pesca estava à deriva, com os animais presos. Os guardas foram até o local de barco para recolher o objeto e resgatar as raias.

No mesmo dia, uma tartaruga foi resgatada na praia do Balneário Maracanã. O animal foi encontrado já morto na areia.

A Guarda Costeira informou que a tartaruga era de grande porte e que seu corpo foi encaminhado ao Instituto Biopesca para ser submetido à necrópsia e coleta de material biólogo. O objetivo dos exames é tentar identificar a causa da morte.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

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Tartaruga é resgatada com ferida na cabeça e dificuldade para nadar

A suspeita é de que o animal marinho tenha sido atropelado por uma embarcação


Uma tartaruga-verde foi resgatada em uma praia de São Vicente (SP) na terça-feira (28) com um ferimento na cabeça e dificuldade para nadar. O resgate foi feito por uma equipe do Pelotão Ambiental da Guarda Civil Municipal.

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Vicente

O animal foi encontrado no mar, na direção da arrebentação das pedras, nas proximidades da Ponte Pênsil e foi resgatada após o Pelotão ser acionado pela Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Animal de São Vicente. As informações são do G1.

Trabalhadores de uma marina em construção auxiliaram no resgate. A GCM informou que a tartaruga corria risco de afogamento por não conseguir nadar. Ela foi levada ao Instituto Gremar.

As causas do ferimento estão sendo investigadas. A guarda desconfia, porém, que o animal tenha sido atropelado por uma embarcação.

Uma nota divulgada pela GCM informou que os condutores de embarcações precisam respeitar o limite de velocidade na Baía de são Vicente e nos limites dos costões rochosos, onde tartarugas e outros animais buscam alimento.


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Mais de 20 cães e gatos são resgatados após maus-tratos em Praia Grande (SP)

Uma ONG de proteção animal foi acionada e resgatou os cachorros e gatos maltratados


A Polícia Militar resgatou 16 cachorros e oito gatos submetidos a maus-tratos em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na última segunda-feira (30). Os animais viviam em meio a fezes e não tinham comida.

Foto: G1 Santos

O caso foi descoberto após a PM ser acionada para resolver um desentendimento entre vizinhos. Um homem armado ameaçou os policiais com uma faca. Ele foi desarmado pelos agentes e detido. Em seguida, um rapaz que afirmou ser sobrinho do homem preso usou outra faca para ameaçar os policiais.

Os agentes solicitaram reforço para encaminhar o morador, que estava escondido na casa, à delegacia. Ele resistiu a prisão, ficou ferido e foi levado para o Pronto Socorro Quietude. As informações são do portal G1.

No interior do imóvel, foi localizado ainda um homem de 22 anos, que afirmou ser sobrinho do agressor e sofrer de transtornos psiquiátricos. Ele apresentava sinais de desnutrição e afirmou que não tomava banho há dias e também foi levado ao hospital.

Foto: G1 Santos

Ao entrar na residência, os policiais também encontraram os animais, que foram resgatados por uma ONG.

Os homens que ameaçaram os policias foram presos e o rapaz com transtornos psiquiátricos está recebendo cuidados médicos. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Sede de Praia Grande.


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Mulher é multada em mais de R$ 200 mil por maus-tratos a animais

Uma mulher de 53 anos, que mantinha animais domésticos e silvestres em situação de maus-tratos, foi multada em mais de R$ 200 mil pelos crimes ambientais. O caso aconteceu no Guarujá (SP), no bairro Jardim Virgínia, conforme informou a Polícia Militar Ambiental na quinta-feira (17). Na residência, foram encontrados cães, gatos, aves, jabutis, um cavalo e uma cobra.

Foto: Divulgação

Ainda segundo a corporação, a ação foi realizada em conjunto com o Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Fubem) após uma denúncia anônima que informou existir um imóvel em condições precárias suportando muitos animais domésticos e exóticos na Rua da Caixa D’água, no bairro Jardim Virgínia.

A dona da residência, uma podóloga, permitiu que os policiais entrassem na casa. Segundo a corporação, tratava-se de um lugar “insalubre, com muita sujeira, fezes, urina, água suja e animais desnutridos”. As informações são do G1.

Foto: Divulgação

Haviam 61 animais no local, entre vários tipos de pássaros, jabutis, coelhos, porquinhos da índia, gansos, patos, 15 galinhas, nove cachorros, três gatos, uma cobra, uma égua e um cavalo. Segundo o tenente da Polícia Militar Ambiental de Guarujá Carlos Andre, todos os animais estavam em condições de maus-tratos.

A multa, no valor de R$ 203.800,00, foi aplicada devido à prática dos crimes de maus-tratos, introdução de espécies exóticas em território nacional e manutenção de animais silvestres em cativeiro.

Os animais foram resgatados e, segundo o diretor do Fubem, Carlos Vargas, passaram por atendimento veterinário. Eles foram encaminhados para o instituto Animalia, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, um sítio em Itanhaém e para o Bem Estar Animal de Guarujá.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

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Projeto que proíbe uso de fogos barulhentos é aprovado em Guarujá (SP)

A Câmara de Guarujá, no litoral de São Paulo, aprovou um projeto de lei que proíbe a queima de fogos de artifício barulhentos na cidade. A proposta segue para análise da prefeitura, que decidirá pelo veto ou pela sanção. O objetivo do projeto é proteger animais, idosos, pessoas doentes, bebês e crianças, que sofrem com o barulho dos explosivos.

(Foto: Pixabay)

De autoria do vereador Marcos Pereira de Azevedo, o Pastor Sargento Marcos, a proposta foi aprovada na terça-feira (4) e proíbe, além da queima, o manuseio, a utilização e a soltura de fogos que produzem ruído e de qualquer outro tipo de artefato pirotécnico com efeito sonoro. As informações são do G1.

O vereador justifica que os fogos barulhentos prejudicam a saúde de quem é sensível ao barulho, como animais domésticos. O parlamentar lembrou que muitas pessoas deixam de viajar durante as datas festivas para cuidar dos animais, que ficam assustados com os fogos e, em alguns casos, morrem em decorrência de paradas cardíacas.

Se for sancionado, o projeto se tornará lei e entrará em vigor na data da publicação no Diário Oficial.

Em Santos, também no litoral paulista, uma lei semelhante foi sancionada em 2017. Os fogos barulhentos também são proibidos em São Paulo, Campinas, Registro e Ubatuba, entre outras cidades. Em São Paulo, no entanto, a lei se encontra suspensa no momento devido a uma ação de um ministro do STF.

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Tartarugas são soltas no mar após passarem por tratamento

Duas tartarugas-verdes foram soltas no mar de Santos, no litoral de São Paulo, após serem tratadas por veterinários, informou a prefeitura nesta sexta-feira (5).

Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos

Segundo a municipalidade, a ação ocorreu em conjunto com a gestão do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, na última quinta-feira (4), e os animais foram soltos na região já que são espécies habituadas as ilhas oceânicas.

Ainda de acordo com a prefeitura, o tratamento das tartarugas durou cerca de três meses e consistiu na remoção de resíduos plásticos ingeridos pelos animais e na cura de tumores de pele.

A Prefeitura de Santos lembra que atualmente há outras 14 tartarugas em recuperação no município.

Fonte: G1

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Tartarugas são devolvidas ao mar após reabilitação em Guarujá (SP)

Quatro tartarugas-verdes (Chelonia mydas) retornaram ao mar após um processo de reabilitação em Guarujá, no litoral de São Paulo. Os animais foram soltos nesta semana na Praia do Iporanga.

(Foto: Divulgação/Gremar)

Duas delas foram encontradas encalhadas em Bertioga, uma em São Vicente e outra em Itanhaém – cidades do litoral paulista. Resgatadas pelo Instituto Gremar, as tartarugas passaram os últimos três meses em tratamento. As informações são do portal G1.

Diagnosticadas com problemas respiratórios, desnutrição, fibropapilomas e epibiontes em regiões caudais e placas marginais, elas foram reabilitadas e submetidas a testes periódicos para observar a evolução do quadro de saúde.

Além das tartarugas, uma gaivota (Larus dominicanus) também foi solta na natureza após ser resgatada pelo instituto durante monitoramento. O animal foi encontrado sem o movimento dos membros posteriores, magro, desidratado, quieto e com suspeita de intoxicação.

O Gremar faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos – condição para a exploração do pré-sal na costa brasileira. O instituto pode ser acionado pela população, ao localizar animais nas praias da região, pelo telefone 0800-6423341.

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Exportação de boi vivo registra queda devido a cancelamento de contratos com a Turquia

A exportação de boi vivo para a Turquia, país que representa 80% das negociações do setor, registrou queda. Alguns contratos, inclusive, já foram cancelados.

(Foto: Diego Padgurschi / FolhaPress)

“Nós sempre exportamos um navio com 27 mil cabeças todo mês. Neste mês não haverá embarques, estão cancelados até o final do ano”, disse ao Canal Rural o produtor e exportador Silvio de Castro Cunha.

Estavam sendo transportados, do Brasil para a Turquia, quase 480 mil bois por ano. A expectativa para 2018 era de exportar cerca de 700 mil. A meta, no entanto, não foi cumprida e nem metade do que era esperado foi transportado.

Os exportadores pretendem, agora, negociar com o Oriente Médio e com a China, que são vistos como potenciais parceiros da exportação brasileira. No entanto, há dificuldades, como a distância e, segundo Cunha, as “restrições para que esse mercado encontre outros destinos rapidamente”.

Apesar da queda atualmente registrada, nos últimos dois anos a exportação dobrou no porto de São Sebastião, no litoral de São Paulo. Segundo dados da Companhia Docas de São Sebastião, em 2016 foram embarcados 46 mil animais, 51 mil em 2017 e somente nos primeiros sete meses deste ano foram 92.388 bois exportados.

(Foto: Diego Padgurschi / FolhaPress)

Os portos paulistas, de Santos e São Sebastião, representaram 18% das exportações de bois vivos do país em 2017, sendo 6,6% em Santos. Em Barcerena, no Pará, e em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, também há portos que exportam animais vivos. Foram 267 mil bois vivos exportados em navios em 2017 pelo porto de Barcarena, mais de 60% do total do Brasil.

O principal destino é a Turquia – que, agora, cancelou diversos contratos. Em uma viagem longa e exaustiva, que dura semanas, os bois são transportados em ambiente superlotado, sem espaço para que deitem e descansem, e suportam ruído alto gerado pelo sistema de ventilação da embarcação. Casos de animais que viajam em meio a grande quantidade de fezes e urina, devido inclusive à dificuldade de limpeza do ambiente, são comumente relatados.

O número, no entanto, vai além do divulgado pela companhia. Isso porque no último dia 12, 5.400 bois vivos foram embarcados no navio Queensland. A quantidade de animais exportados coloca o Brasil na segunda posição do ranking de maiores exportadores de bois vivos, ficando atrás apenas da Austrália.

(Foto: Diego Padgurschi / FolhaPress)

Crueldade animal

Ativistas denunciam os maus-tratos impostos aos animais, que suportam condições insalubres e cruéis, e pedem o fim das exportações. Os argumentos dos ativistas de que os animais sofrem, entre outras questões, com o excesso de fezes e urina presente dentro das carretas e navios é confirmado pelo aumento das críticas feitas por vizinhos do porto de São Sebastião. Isso porque moradores reclamam de mau cheiro e do rastro de excrementos dos animais deixado na cidade.

O odor, inclusive, levou o empresário Valdner Bertotti, vice-presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav) e proprietário da VB Agrologística, que atua no porto, a instalar um sistema que capta partículas de amônia e libera uma essência no ar como forma de combater o mau cheiro.

(Foto: Diego Padgurschi / FolhaPress)

“Ele tem um grande alcance, chega até a zona residencial. Com isso, acreditamos que reduzimos as reclamações”, disse Bertotti, em entrevista à Folha de S. Paulo.

A tática do empresário, no entanto, beneficia apenas humanos que sofrem com os odores advindos das fezes e urina dos animais, mas em nada colabora para mudar a realidade dos bois, que permanecem sendo forçados a suportar o forte odor e a viajar em condições degradantes para que, ao chegar no destino, tenham as vidas tiradas imediatamente ou após um período de engorda.

Regras para a exportação

Para poder exportar animais vivos, é necessário que o pecuarista tenha um EPE (Estabelecimento Pré-Embarque) – são 11 deles em São Paulo e 42 em todo o país.

De acordo com a Companhia Docas, na operação de exportação o porto oferece a infraestrutura e o embarque é realizado pelas empresas de logística que atuam no local. Entre a chegada dos primeiros caminhões com animais e o o final do embarque, a operação pode levar mais de 24 horas.

Para que a exportação realizada pelo porto de São Sebastião no último dia 12 fosse efetivada, 98 caminhões saíram de uma propriedade rural em Sales (a 444 km de São Paulo) transportando animais rumo ao porto.

 

ANDA move ações contra exportação de animais

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) entrou com duas ações contra a exportação de animais. A primeira, feita em conjunto com a Associação de Proteção Animal de Itanhaém (AIPA), solicitou a interrupção das operações no porto de Santos com base nas implicações ambientais e nos crimes de maus-tratos registrados durante o embarque feito pelo porto em dezembro de 2017.

O pedido das entidades foi aceito pelo desembargador Luis Fernando Nishi, que determinou a suspensão imediata das operações no porto no final de janeiro deste ano. Dias depois, entretanto, a liminar foi derrubada por um recurso impetrado pela Advocacia Geral da União (AGU) e o navio seguiu viagem.

A segunda ação, movida exclusivamente pela ANDA, foi contra os embarques de animais vivos no porto de São Sebastião. Devido à existência de outras duas ações contra tais operações no porto que tinham como foco os maus-tratos contra os animais, a ANDA optou por usar o enfoque ambiental como fundamento para se opor à exportação de animais vivos em São Sebastião.

Após a ação ter extraviado, a ONG impetrou um mandado de segurança solicitando o julgamento da liminar. O mandado foi deferido pelo juiz Dr. Guilherme Kischner que, em abril, suspendeu temporariamente os embarques no porto.

Nota da Redação: a ANDA é veementemente contra a exportação de animais vivos e entende que a atividade é extremamente cruel do ponto de vista dos direitos animais, além de ser prejudicial para o meio ambiente, devido aos dejetos e corpos triturados de animais mortos que são lançados ao mar, impactando negativamente a vida marinha e o ecossistema. 

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Lobo-marinho recebe vitaminas após aparecer em praia no litoral paulista

Um lobo-marinho que apareceu na praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral de São Paulo, recebeu vitaminas por estar abaixo do peso ideal para a espécie. No entanto, apesar de estar magro e cansado, segundo biólogos, o animal está saudável e não apresenta ferimentos.

O Instituto Argonauta, que atua no resgate de animais marinhos, foi acionado pelos bombeiros do salvamento marítimo, que avistaram o lobo-marinho. Porém, como o animal, que é uma fêmea adulta, não está doente, ele será apenas monitorado no período em que se mantiver no local.

(Foto: Arquivo Pessoal / Philippe Tamasiro Santos)

“Ela está muito magra, então demos vitaminas. Vamos deixá-la descansar. Essa espécie é subantártica, então recomenda-se que não tenham contato com centros de reabilitação para evitar contágio com alguma doença que possa ser levada para colônia”, explicou ao G1 a bióloga do Instituto Argonauta, Carla Beatriz Barbosa.

O animal será submetido a uma coleta de sangue para realização de exame. Ele está em uma área cercada, para a segurança dele, na areia da praia.

De acordo com a bióloga, a presença desses animais nas praias é comum. “Em alguns anos [esses aparecimentos] são mais frequentes e ocorrem principalmente no sul do pais. No litoral norte, todo ano, pelo menos uma vez nós recebemos uma espécie aqui”, afirmou.

(Foto: Divulgação / Instituto Argonauta)

A colônia mais próxima do Brasil está localizada no Uruguai e, segundo o oceanógrafo Hugo Gallo, é provável que o lobo-marinho “tenha se deslocado por meio das correntes marítimas”.

“Com a aproximação da primavera e verão, eles voltam para se reproduzir nessas colônias”, explicou o especialista. A fêmea do lobo-marinho chega a medir 1,4 metro de comprimento e pesar até 50 quilos.

Ao encontrar um animal marinho, a orientação é que os banhistas não se aproximem para evitar que ele se estresse e se sinta ameaçado.

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Família de orcas é avistada no canal de São Sebastião (SP)

Uma família orcas foi avistada na tarde da última sexta-feira (10) no canal de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Segundo o Instituto Argonauta, o macho do grupo é visto na região desde 1993.

(Foto: Manuel Albaladejo / Instituto Argonauta)

Os cerca de oito animais, entre adultos e filhotes, foram monitorados e registrados por técnicos do instituto. Nenhum deles apresentava ferimentos. Os animais seguiram no sentido Caraguatatuba e foram flagrados por um técnico do instituto.

“O macho tem uma nadadeira torta e ele tem o apelido de Almirante. Todos os anos ele vem para a nossa região. Desde 1993 fazemos o monitoramento dele”, afirmou o oceanólogo Hugo Gallo.

(Foto: Manuel Albaladejo / Instituto Argonauta)

Segundo o pesquisador, não é incomum ver orcas no litoral norte de São Paulo. O primeiro registro foi feito em 1990.

“Uma pesquisa recente de um pesquisador americano mostra que as orcas vêm para o nosso litoral, onde tem água mais quente, para conseguir limpar a pele, já que no polo sul adquirem muitos parasitas e elas não conseguem limpar. A gente brinca que elas vêm para o spa”, brinca.

Fonte: G1

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