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Peixes-bois são devolvidos à natureza no litoral da Paraíba

Os animais marinhos, que têm seis e quatro anos de idade, foram resgatados ainda filhotes


Dois peixes-bois foram devolvidos à natureza na Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape, na Paraíba. A soltura foi realizada no domingo (24/11)pelo Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho, da Fundação Mamíferos Aquáticos.

Foto: Fundação Mamíferos Aquáticos/Divulgação

Vitória e Parajuru, como foram batizados os animais, foram encaminhados para o projeto em abril após serem transferidos do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene/ICMBio), com sede na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco.

Após serem readaptados ao ambiente natural pela equipe do projeto, os animais puderam ser soltos na natureza. Parajuru foi o primeiro a ser solto. Atualmente com seis anos, ele foi resgatado ainda filhote após encalhar na praia de Parajuru, em Beberibe (CE), em janeiro de 2013. Vitória foi solta logo depois. Ela foi encontrada quando era filhote, em 1º de janeiro de 2015, na Praia do Oiteiro, dentro da APA da Barra do Rio Mamanguape e atualmente tem quatro anos de idade.

João Carlos Gomes Borges, coordenador do projeto Viva o Peixe-Boi Marinho, explicou ao G1 que o processo de readaptação dos peixes-bois ao habitat é importante para a conservação desses animais, que sofrem ameaça de extinção.

Foto: Karlilian Magalhães / Fundação Mamíferos Aquáticos

“Agora eles vão aprender a viver em liberdade de verdade. Nós esperamos que essa adaptação ocorra o mais rápido possível para que eles possam interagir com os demais animais que já existem por aqui”, disse.

Os peixes-bois vão viver agora com outros animais da espécie que já são monitorados diariamente por pesquisadores. O monitoramento é feito através de satélites e VHF.


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Mais de 180 animais marinhos são encontrados mortos em 2019 na Paraíba

Mais de 95% dos animais encontrados mortos são tartarugas da espécie verde


Dados da ONG Tartarugas Urbanas Guajiru indicam que mais de 180 animais marinhos foram encontrados mortos no litoral da Paraíba em 2019. No ano anterior, o número foi superior a 150. Materiais poluentes despejados no mar e redes de pesca são as principais causas de morte desses animais, segundo a bióloga Rita Mascarenhas, fundadora da ONG.

Foto: Arquivo/ONG Guajiru

Rita explicou ao G1 que mais de 95% dos animais encontrados mortos são tartarugas da espécie verde, além de golfinhos e baleias. Nos últimos três anos, cinco golfinhos e três baleias apareceram mortos nas praias, além de tartarugas das espécies de pente, oliva e cabeçuda.

“Geralmente, as tartarugas são encontradas com marcas de rede de pesca. Em segundo lugar, a maior causa de mortes destes animais está associada à ingestão de plástico e outros materiais poluentes”, explicou a bióloga.

Esses animais, segundo a bióloga, são monitorados diariamente. Rita explicou ainda que não é possível saber se o número de animais mortos aumentou em relação ao ano passado porque a fiscalização foi intensificada.

Três tartarugas com marcas de rede de pesca no corpo foram encontradas mortas na segunda-feira (28) no litoral sul e na praia do Bessa. Em setembro, manchas de óleo foram encontradas na praia do Bessa e de Manaíra, em João Pessoa. Em seguida, uma tartaruga morta foi encontrada oleada na praia de Camboinha, em Cabedelo.

“As tartarugas marinhas já estão ameaçadas de extinção e a água já está contaminada de diversos poluentes, independente do óleo que atingiu as praias. Porém, com a presença desse óleo é gerada uma cadeia de contaminação que vai culminar nos animais topo de cadeia e, infelizmente, as tartarugas que são mais atingidas estão nesse meio”, concluiu.


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