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Gatinhas filhotes se gostam tanto que não largam a patinha uma da outra

Já é difícil o suficiente para milhões de gatos sem um lar que vivem em abrigos americanos encontrarem os lares amorosos e quando duas gatas em situação de rua são inseparáveis, a busca por um lar e uma família pode ser ainda mais difícil.

Mas as duas gatas que estão em um lar temporário da Flórida (EUA) deixaram uma coisa perfeitamente clara para todos: eles não vão se separar.

Elas até seguram as patas uma da outra.

Foto: Andrea Christian
Foto: Andrea Christian

Desde o início, parecia que Lily, a gata mista de siamês, e Rosa, a elegante gatinha preta, estavam destinadas uma à outra.

“Rosa chegou até mim muito abaixo do peso e terrivelmente triste”, disse Andrea Christian, a responsável pelos lares temporários do St. Francis Society Animal Rescue, ao The Dodo.

“Alguns dias depois, recebi uma ligação para levar outro gatinho muito doente que estava na UTI há cerca de uma semana”, disse Christian.

“Lily [tinha sido] encontrada ao lado da estrada em Tampa, ela parecia um esqueleto de tão magra”.

Foto: Andrea Christian
Foto: Andrea Christian

Christian, um voluntário experiente que fornece lar temporário para gatinhos necessitados, começou o trabalho duro de ajudar os novos moradores a se sentirem seguros e em casa.

Depois que Lily terminou uma bateria de antibióticos, Christian decidiu apresentá-la a Rosa.

“Foi amor à primeira vista!” Christian disse.

A pequena gatinha preta trouxe muito boa sorte para Lily, que ainda estava bastante fraca e com dificuldade para andar.

“Ela estava sofrendo de toxoplasmose”, explicou Christian.

Foto: Andrea Christian
Foto: Andrea Christian

Mas Rosa – junto com um tratamento a base de hidroterapia – pareceu ajudar Lily a ganhar força.

Nas últimas semanas, o par se tornou inseparável. Quando uma das duas começa a explorar seu lar temporário, a outra está logo atrás.

Foto: Andrea Christian
Foto: Andrea Christian

Quando uma se deita para tirar um cochilo, a outra também. Quando uma vai para a tigela de comida, a outra vai para a mesma tigela de comida – ocasionalmente usurpando a refeição.

“Elas ainda são tímidas”, disse Christian, mas ela observou que as melhores amigas ajudando uma a outra estão aprendendo a ser corajosas.

Foto: Andrea Christian
Foto: Andrea Christian

“Eles estão saindo para a população em geral com os outros gatos durante o dia, o que é uma imensa conquista”.

Agora o par está enfrentando um novo desafio: encontrar um lar definitivo, onde elas possam continuar juntas.

Esperamos que o amor que sentem uma pelo outra inspire uma família amorosa a adotá-las.

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Histórias Felizes, Notícias

Pit bull com problemas de agressividade aprende a controlar seu medo de estranhos

Foto: Katy Brink
Foto: Katy Brink

Necessidades especiais nem sempre são óbvias. Às vezes os cachorros parecem normais à primeira vista, mas debaixo da superfície e da boa aparência eles podem precisar de um apoio especial, e um pouco de amor extra – e um desses cães é um pit bull chamado Lily.

Lily foi resgatada de um criador de quintal em Staten Island, Nova York (EUA), quando tinha apenas 4 meses de idade e foi levada pela ONG Fur Friends In Need, que rapidamente a colocou em um lar temporário.

O filhotinho de pit bull era apenas um bebê indefeso e assustado desde o início, e todos sabiam que não demoraria muito para que sua família definitiva aparecesse e a pegasse.

Foto: Katy Brink
Foto: Katy Brink

A família que proporcionou o lar adotivo para Lily tinha dois cachorros, e ela adorava brincar e se aconchegar com eles durante o tempo que passou lá – então, quando uma família que ja tinha um cachorro se candidatou para adotar Lily, pareceu o encaixe perfeito. A família do lar temporário se despediu da cachorrinha e a pequena Lily foi para sua nova casa e família adotante, no que parecia ser o final feliz perfeito.

Infelizmente, cinco meses depois, Lily estava de volta ao lar temporário – porque a cadelinha tinha algumas necessidades especiais ocultas que ninguém sabia antes.

Durante seu tempo que passou com sua nova família, Lily começou a mostrar sinais de agressividade com outros animais quando cães desconhecidos se aproximavam dela, e sua família não sabia como lidar com isso. Eles ignoraram o problema até que ele piorou muito, e finalmente decidiram devolver Lily ao abrigo.

Foto: Katy Brink
Foto: Katy Brink

Agora, Lily precisa de uma nova casa novamente, com uma família que entenda seus desafios e esteja disposta a trabalhar com ela neles, todos os dias.

Nos últimos seis meses, Lily ficou em um orfanato, onde ela tem trabalhado duro em seu tratamento para se tornar mais segura em torno de cães, quando estiver em novas situações e aprender a ser menos reativa na coleira. Ela adora aprender e fez um grande progresso.

Seus pais do lar temporário junto com a ONG The Franklin Angus Fund arrecadaram dinheiro para enviá-la a um programa de um mês no Instinct Dog Behavior and Training, um programa de reforço positivo – e o tempo que ela passou lá já fez muita diferença na vida de Lily.

Foto: Katy Brink
Foto: Katy Brink

Assim que a cadelinha começou o tratamento comportamental, seus novos professores começaram a descobrir o que estava causando seus problemas de comportamento, sua agressividade latente. Eles observaram que Lily ficava com medo e mais esquiva quando um cão que ela não conhecia se aproximava, o que fazia com que ela se tornasse reativa e agressiva.

Ela também é um cão extremamente excitável e sensível e tem problemas para se acalmar. Embora o medo de outros cães fosse muito intenso e ela precisasse de muita ajuda para lidar com ele, os professores de Lily puderam ver imediatamente como ela ao mesmo tempo estava ansiosa para agradar as pessoas ao seu redor e ficaram felizes quando essa ansiedade se traduziu em um lindo desejo de aprender.

“A Lily respondeu muito bem as aulas”, disse Amber Byleckie, a professora da cadelinha no instituto, ao The Dodo. “Ela foi absolutamente incrível, e muito dedicada. Ajudar Lily foi uma alegria absoluta porque ela aprendeu as coisas muito rapidamente, ela estava tão disposta a aprender. Possibilidades de cura com a Lily são enormes”.

Para ajudá-la a se acostumar a estar perto de outros cães, os professores de Lily ofereceram a ela reforços positivos, como brinquedos e guloseimas, sempre que um cachorro novo estivesse por perto.

Foto: Katy Brink
Foto: Katy Brink

Eles também trabalharam na construção de confiança dela e de quem estivesse lidando com ela, para que ela pudesse aprender a se concentrar em seu companheiro humano e ignorar o medo dos outros cães ao seu redor.

No final de seu treinamento, Lily fez grandes progressos, conseguindo fazer coisas que antes pareciam impossíveis para ela.

“No primeiro dia no instituto, Lily reagia aos cães colocados a uma grande distância (cerca de meio quarteirão dela”, disse Byleckie. “No final do tratamento, a Lily pôde ficar calmamente ao lado de outros cachorros a poucos metros dela e até fez caminhadas com grupos de cães”.

Foto: Katy Brink
Foto: Katy Brink

Lily sempre amou a companhia das pessoas mais do que tudo no mundo, e através de seu tratamento ela aprendeu que, se confiar em seus novos humanos, elas vão mantê-la segura e não deixarão nada de ruim acontecer com ela, mesmo com outros cachorros por perto.

“Você pode realmente vê-la pensando e tomando decisões que são difíceis para ela”, disse Katy Brink, mãe do lar temporário de Lily. “Ela costumava ver um cachorro e reagir imediatamente, tentando atacar. Agora ela checa como se estivesse perguntando: “Você pode me dizer o que fazer?”. Às vezes ela puxa a coleira ou late e você pode ver que ela realmente quer reagir e atacar, mas geralmente ela se concentra em sua pessoa mais próxima e relaxa. É possível ver o quanto ela tem se esforçado”

Embora o progresso feito por Lily seja maravilhoso, ela provavelmente ainda lutará com esses problemas pelo resto de sua vida, e tudo bem. A cachorrinha só precisa de uma família que entenda que ter um cão com necessidades especiais nem sempre significa cadeiras de rodas e fraldas – às vezes significa trabalhar com medos e ansiedades todos os dias. E mesmo que seja difícil às vezes, no final vale a pena, porque, apesar de suas dificuldades, Lily é única e trará tanta alegria para quem decidir torná-la parte de sua família.

Foto: Katy Brink
Foto: Katy Brink

“Ela realmente atrai as pessoas – eu acho que sua sensibilidade é o outro lado de ser reativa em relação aos cães”, disse Brink. “Ela pega tudo no ar. Mais do que a maioria dos cães, ela está em sintonia com o que você está fazendo ou sentindo e parece saber o quão boba e engraçada ela é. É por isso que algumas pessoas preferem sair com cachorros do que com humanos. Talvez as pessoas as deixem ansiosas, mas elas amam cachorros. Lily é assim, só que ao contrário: os cachorros a deixam ansiosa e ela é obcecada pelas pessoas”.

Não só cães, mas muitas pessoas lutam contra a ansiedade, é o caso de Lily. Ela sabe que é uma luta diária que vai exigir decisões constantes, e é possível vê-la lutando contra sua vontade de atacar.

Apesar de todo o progresso que ela fez, Lily precisará ser o único cachorro em sua futura nova casa. Desde que participou de seu programa de tratamento emocional, ela se tornou ótima com gatos e é a melhor amiga do gato que vive em seu atual lar temporário. Lily ainda muita energia pelo fato de ser um filhote e seria uma ótima parceira para correr ou brincar. Acima de tudo, ela quer apenas uma família que possa amar com muitos abraços e beijos, todos os dias pelo resto de sua vida.

“A nova família de Lily precisa estar preparada para muitos beijos babados, aconchego e muitas oportunidades de fotos hilárias”, disse Byleckie.

De volta a seu lar temporário novamente, Lily não pode mais brincar com seus irmãos adotivos, Sasha e Norman, da mesma maneira que costumava fazer. Ela tem que usar uma proteção contra mordidas sempre que estiver perto deles, e seus pais temporários estão ansiosos para que ela encontre finalmente uma nova casa onde seja a única cachorra, para que possa relaxar com as pessoas que ela ama, livre de estresse.

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Cadela enterrada viva se recupera na África do Sul e ganha presente de doadores

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Uma cadela foi resgatada após ter sido enterrada viva, há dois anos, em uma escola da Cidade do Cabo, na África do Sul. O animal teria sido enterrado por ordem do diretor de uma escola, que alegou que o bicho provocava incômodos.

Lily foi salva pela equipe do Fundo Internacional para o Bem Estar Animal (IFAW) e encaminhada para uma clínica de animais em Khayelitsha. No local, ela está recebendo todos os cuidados necessários.

A entidade enviou pedaços de pano para 3 mil doadores ao redor do mundo, que contribuíram de alguma forma para a sua recuperação. Os doadores escreveram mensagens nos retalhos, que foram transformados em uma colcha para aquecer o animal.

Fonte: G1

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