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Portugal e Espanha voltam a unir-se pelo lince ibérico

Foto: Reprodução/ TVI

Portugal e Espanha juntaram-se mais uma vez para defender o lince ibérico e o seu habitat, no projeto “Iberlince”, que vai abranger quase toda a área de distribuição histórica da espécie.

Os métodos utilizados, durante os cinco anos do projeto, “serão harmonizados entre todos os parceiros ibéricos e as ações serão comuns” nas várias áreas de distribuição histórica de onde o lince desapareceu nas últimas décadas explica o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), em resposta a questões colocadas pela agência Lusa.

Deste modo, as ações de reintrodução da espécie “serão coordenadas bem como a conservação do habitat mediterrânico e o sucesso de populações futuras”, acrescenta a entidade parceira portuguesa no Iberlince.

O objetivo do projeto é que o regresso do lince “possa vir a concretizar-se valorizando a paisagem mediterrânica” através da iniciativa apoiada pela Comissão Europeia e que conta com um total de 34 milhões de euros, com as medidas a serem executadas em Portugal orçamentadas em 1,4 milhões de euros.

A apresentação do projeto Iberlince “Recuperação da distribuição histórica do lince ibérico (Lynx pardinus) em Espanha e Portugal” vai realizar-se na sexta-feira, em Córdova, e conta com a presença de responsáveis espanhóis, como a ministra do Meio Ambiente e Meio Rural e Marinho e o presidente da Junta de Andaluzia, mas também o presidente do ICNB, Tito Rosa.

A contribuição nacional está patente na realização de uma série de intervenções em áreas de habitat potencial do lince, como a construção de abrigos e cercados para o coelho-bravo, a preparação de linces nascidos em cativeiro e ações de divulgação e sensibilização sobre a espécie.

As ações do projeto estão planejadas essencialmente para zonas de fronteira da área de aplicação do Plano de Ação para a Conservação do Lince Ibérico, “assegurando habitat e densidade de presas suficientes para o estabelecimento de territórios de uma população viável”.

O ICNB revela que irá procurar “um entendimento e gestão conjunta com proprietários e populações locais cuja colaboração é fundamental para a reintrodução da espécie”.

O projeto Iberlince é co-financiado em 62% pela União Europeia e complementa outros trabalhos e ações anteriores que “têm permitido uma recuperação progressiva” de algumas áreas de habitat.

Fonte: TVI

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Especialistas garantem ter controlado doença nos linces-ibéricos, na Espanha

Os técnicos espanhóis do programa de criação em cativeiro do lince-ibérico (Lynx pardinus), espécie de felino ameaçada de extinção, garantem que está controlada a insuficiência renal crônica que afeta 25 dos 72 animais.

Segundo a agência EFE, os primeiros sintomas desta doença, que danifica os rins de forma irreversível, começaram a ser observados no início de 2009. Até hoje, a enfermidade atingiu 25 animais, três dos quais – Cromo, Garfio e Ecológico , que acabaram morrendo nos últimos meses.

Em Portugal, o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-Ibérico (CNRLI), na Herdade das Santinhas, em Silves, está acompanhando a situação dos 16 linces que abriga. Em janeiro a doença foi detectada na fêmea Espiga e, segundo Rodrigo Serra, responsável pelo centro, o animal já está curado. Já foram analisados onze animais, por exames de urina. Os outros serão submetidos aos exames até ao final do ano.

O grupo de 24 especialistas que estudou o problema dos animais do centro de criação em cativeiro de “El Acebuche”, no Parque de Doñana, no Sul de Espanha, concluiu que a insuficiência renal crônica estava associada aos efeitos nocivos de suplementos alimentares disponibilizados aos felinos. Não se sabe ao certo se a causa é a intensidade da dose ou o efeito patogênico de algum dos seus componentes. Os técnicos eliminaram o suplemento da alimentação dos linces e observaram uma melhora na maioria dos animais doentes, exceto aqueles em que a enfermidade já estava em grau avançado.

Hoje a espécie vive em Portugal numa situação de pré-extinção. Foto: Público/ Reprodução

Três fêmeas foram devolvidas à natureza em Guadalmellato

O objetivo principal da recuperação das populações de lince-ibérico, ou seja, a libertação de indivíduos criados em cativeiro para reforçar as populações em estado selvagem, está agora mais perto. Na Espanha, três fêmeas de lince-ibérico – Diana, Eclipse e Charqueña, esta última com as suas duas crias – foram libertadas no meio natural, depois de terem passado por um período de adaptação no centro, segundo os responsáveis pelo programa Life Lince da Espanha.

“Por enquanto, as fêmeas continuam com os seus movimentos exploratórios na zona de soltura, onde os machos Cascabel e Caberu já estão adaptados”, contam os responsáveis, em comunicado publicado no site do programa. A zona parece ter já uma “estrutura social própria das áreas com presença estável [de linces], com marcação de território e interações entre indivíduos”.

Estima-se que existam atualmente apenas cerca de 150 linces-ibéricos; em meados do século XIX seriam cem mil espalhados por toda a Península Ibérica. Hoje a espécie vive em Portugal numa situação de “pré-extinção”. O colapso das populações de coelhos, a sua principal presa, a caça indiscriminada e a perda de habitat explicam o cenário.

Em outubro do ano passado, a situação mudou em Portugal, com a chegada do primeiro lince para o centro de Silves. Hoje o centro abriga 16 animais. Da primeira tentativa de reprodução em Silves, este ano, e dos quatro casais escolhidos – Azahar e Drago, Erica e Enebro, Era e Calabacín e Espiga e Daman – nasceram duas crias, em abril.

No entanto, os filhotes não sobreviveram. De acordo com os resultados das autópsias realizadas no Centro de Análises e Diagnóstico de Málaga, em Espanha, as crias estavam bem formadas e de proporções normais, mas nasceram com problemas congênitos incompatíveis com a vida.

Fonte: Público

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Dois linces recusaram-se a viajar para o Algarve, em Portugal

Foto: Nuno Veiga/ Lusa
Foto: Nuno Veiga/ Lusa

Dois dos quatro linces que eram esperados na sexta-feira (30) no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro, na Herdade das Santinhas, no concelho de Silves, recusaram-se a entrar nas caixas que os transportariam até ao Algarve e permaneciam ontem no centro espanhol de La Olivilla, na Andaluzia. Os animais só devem partir quarta-feira.

Segundo informações de uma fonte do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade ao Correio da Manhã, os felinos – as fêmeas Espiga e Era – “não estavam com vontade de entrar nas caixas transportadoras, por isso não vieram, contrariamente ao que estava previsto”.

Atitude muito diferente tiveram o macho Daman e a fêmea Erica. Os dois felinos aceitaram de bom grado o transporte para o Algarve, onde desde segunda-feira se encontra a lince Azahar, a primeira a chegar a território nacional, proveniente do Zoo Botânico de Jerez de La Frontera.

“Tanto Daman como Erica chegaram bem ao Algarve e, uma vez no centro, não só mataram a sua primeira presa (um coelho), como a comeram, o que constitui um excelente sinal”, revelou a mesma fonte do ICNB. Azahar também continua adaptando-se bem a sua nova casa, caçando e comendo as presas.

Até 1 de dezembro deverão chegar ao Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro todos os 16 linces previstos no acordo entre o Governo Português e a Junta Autônoma da Andaluzia. O objetivo do projeto é a devolução ao meio natural daquele que é o felino mais ameaçado de todo o mundo.

MALCATA ESTÁ PREPARADA

A Reserva Natural da Serra da Malcata deverá chegar ao fim do ano com cerca de 500 hectares de terreno adaptados à população de coelho bravo para que cresçam e alimentem o lince ibérico. A serra da Malcata era um dos habitats do felino. Atualmente, pontos de água estão sendo cuidados e estruturas de abrigo e reprodução estão sendo instaladas para que nada falte aos coelhos bravos e às suas crias. A serra da Malcata tem seis mil hectares de área.

SEIS MILHÕES DE EUROS

O centro algarvio representa um investimento de seis milhões de euros e constitui uma medida de sobrecompensação ambiental para a construção da barragem de Odelouca pela Águas do Algarve.

EXPLORAÇÃO

Para a exploração do centro a “Águas do Algarve” contribuirá até ao ano de 2025 com 280 mil euros/ano. O centro tem uma área total de 156 hectares e uma equipe de cinco tratadores, dois veterinários, uma bióloga e um administrativo.

Fonte: Correio da Manhã

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