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Aids felina: doença pouco conhecida pode levar gatos à morte

A Aids felina (FIV, na sigla em inglês para feline immunodeficiency virus) é uma doença grave que pode destruir a imunidade dos gatos e levá-los à morte, assim como a leucemia felina. A enfermidade impede que o organismo do animal combata qualquer doença, o que pode ser fatal.

Foto: Divulgação/ Dr. Adelmo Miguel

Pouco conhecida dos tutores, a doença é causada pelo vírus da imunodeficiência felina, do mesmo gênero do HIV. Essa relação faz com que existam várias semelhanças entre a doença que atinge os gatos e a que acomete os humanos.

A Aids felina é um problema de saúde que atinge exclusivamente os gatos, sem afetar humanos e outros animais, como cães. “O diagnóstico é feito através de amostras de sangue de animais, que detectam anticorpos contra o vírus na corrente sanguínea. Apesar das semelhanças, a Aids felina não é contagiosa a outros animais e aos seres humanos”, explicou ao G1 médico veterinário Adelmo Guilhoto Miguel.

Dentre os sintomas da doença, estão: inúmeras infecções, febre, pneumonia, perda de peso, insuficiência renal, diabetes e hipertireoidismo. De acordo com Adelmo, alguns gatos podem hospedar o vírus no organismo durante toda a vida, sem manifestar sintomas.

“Apesar desta condição, de não manifestar nenhum sintoma, os animais hospedeiros transmitem a doença para outros animais, o que pode complicar na hora da identificação de quem está propagando o vírus, principalmente em locais com grande quantidade de gatos, como os abrigos”, disse.

A saliva é o principal meio de transmissão da doença, seja por meio de mordidas durante brigas, lambeduras ou compartilhamento de bebedouros e comedouros. “Alguns estudos indicam a transmissão através da amamentação dos filhotes, por via da placenta durante a gestação e por transfusões de sangue”, complementou Adelmo.

Vital, um gato tutelado pela técnica em segurança do trabalho Erika Russo, moradora de Sorocaba (SP), foi diagnosticado com FIV.  “Ele começou a ficar muito magro, muito fraco e com secreção nos olhos. Algumas feridas surgiram na ‘almofadinha’ da patinha dele, e não curava. Levei até o veterinário e foi feito, entre outros exames, o teste para a FIV, onde deu positivo. Achei que fosse perder ele. Durante uma semana eu o levava todos os dias na clínica veterinária pra que ele pudesse tomar soro. Como ele é adotado, acreditamos que já tenha chegado com a doença. Hoje ele está em casa e está super bem, seguimos com um protocolo de tratamento, alimentação correta e cuidados pro resto da vida dele, mas estamos aliviados com a melhora”, contou.

A Aids felina, assim como a humana, não tem cura, apenas tratamento paliativo para aliviar a dor do animal. Não há, no entanto, grandes possibilidades de sucesso no tratamento. Segundo Adelmo, a expectativa de vida de um gato com FIV varia bastante porque podem existir portadores que não apresentem sintomas.

Foto: Bruna Russo/Arquivo pessoal

“Uma vez que o gato apresente sintomas, o tempo de vida é muito curto, pois o animal tende a apresentar grave perda de peso, anemia, tumores e infecções diversas”, explicou.

Não há, também, vacina para a doença. Experimentos têm sido feitos, segundo Adelmo, por cientistas, mas ainda há a necessidade de evolução nos estudos para a fabricação de um produto eficiente e seguro.

“Para a prevenção, os gatos devem ser castrados, mantidos dentro de casa e não serem expostos a gatos recém-adotados, animais de rua, abandonados ou perdidos, a menos que estes animais tenham sido testados previamente através de exames laboratoriais”, orientou.. É recomendado, também, separar gatos com FIV daqueles que estão saudáveis e evitar que bebedouros e comedouros sejam compartilhados com animais desconhecidos.

Sem acesso à rua

A orientação do veterinário Adelmo Guilhoto Miguel sobre a criação de gatos dentro de casa é a melhor maneira de não só evitar determinadas doenças – inclusive a FIV -, mas também de proteger o animal de riscos como atropelamento, envenenamento, agressão, brigas com outros animais e, no caso de gatos não castrados, de impedir que gravidezes ocorram e filhotes nasçam na rua, contribuindo para o aumento do abandono.

Casos de animais que foram vítimas da crueldade humana são comuns. Notícias de envenenamento são divulgadas frequentemente. Moradores de um bairro de Linhares (ES) denunciaram recentemente a morte de ao menos sete cachorros e três gatos, todos envenenados. De 10 de janeiro a 15 de fevereiro deste ano, 36 casos de morte por envenenamento foram registrados em Alta Floresta (MT). De acordo com os tutores, os animais não apresentavam sintomas de doença e, antes de morrerem, tinham convulsões e saía uma baba espessa branca da boca deles.

Na última semana, uma jovem foi flagrada por uma câmera de segurança ao jogar uma gata na direção de um cachorro em Sorocaba (SP). A gata tem tutora, mas estava na rua, sozinha, no momento em que foi vítima dos maus-tratos. Ao comentar o caso, que classificou como um ato de “muita maldade”, a advogada Regina Santos Ferreira de Almeida reconheceu os perigos que a rua oferecem à Bela, como é chamada a gata. “Ela é danada, vive na rua e a gente vive recolhendo. Não posso deixar ela ir para a rua. Ela é amorosa”, afirmou ao G1.


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Mulher sequestra gata com leucemia de residência nos EUA

Em Cleveland, nos Estados Unidos, uma mulher roubou uma gata de uma casa, a atraindo para fora da varanda da residência e fugindo com o animal.

A mulher se aproximou da varanda, atraiu o animal com um pouco de comida e, quando ele se aproximou, ela o pegou com os braços e fugiu, supostamente em uma van.

Câmeras de vigilância flagraram o roubo (Foto: Daily Mail Online)

O momento foi gravado pelas câmeras de segurança. A tutora da gata fez um apelo desesperado à sequestradora para que o animal seja devolvido, alegando que a vida do animal está em risco.

“Ela tem leucemia felina e precisa estar em casa o mais rápido possível”, disse Stephanie Valderin em entrevista ao WGN 9 na última sexta-feira.

Valderin afirma que ela só quer a Storm, sua gata, de volta. Ela admite que a mulher pode ter achado que o animal estava desabrigado.

“Espero que ela veja, ou alguém que a conheça veja isso e diga ‘ei, eles estão realmente sentindo falta do gato, e estão muito doentes por causa disso'”, disse Valderin.

“Eu estou doente, imaginando o que a Storm está passando“.

A gata, chamada Storm, tem leucemia felina e precisa de cuidados (Foto: Daily Mail Online)

Storm, da raça Azul Russo, está com a família há seis anos, segundo Valderin. Ela não estava usando uma coleira ou qualquer forma de identificação quando foi tirada de casa.

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Dieta à base de vegetais pode diminuir as chances de desenvolver leucemia

A leucemia pode ser desencadeada por duas razões. Uma seria a combinação de mutações genéticas em fetos, seguidas de uma infecção causada por um vírus ou bactéria desconhecido. A outra, por alguma substância a qual se é exposto: uma bactéria ou vírus que podem estar presentes, por exemplo, em algo presente na dieta da pessoa.

Isso acontece com a diabetes tipo 1, que pode surgir a partir da ingestão da proteína do leite da vaca por crianças desde bem novas.

Reprodução | Plant Based News

As informações foram dadas pelo Professor Mel Graves do Instituto de Pesquisa sobre Câncer em uma publicação para o periódico Nature Reviews Cancer.

Apesar da substância desencadeadora da leucemia ainda não ter sido desvendada completamente, alguns estudiosos apontam como sendo algo encontrado em carnes curadas e processadas.

De acordo com um estudo lançado na própria Nature Reviews Cancer, a incidência da doença era significativamente menor em vegetarianos do que em pessoas que consumiam carne.

Para chegar a esse resultado, os cientistas acompanharam 61.566 pessoas em 12 anos. Durante esse tempo, 6,8% das pessoas que comiam carne foram diagnosticadas com câncer, enquanto apenas 4% dos vegetarianos apresentaram o mesmo quadro.

Muitos outros estudos encontraram taxas mais baixas de câncer entre vegetarianos e veganos. No entanto, o que esse estudo especificamente revela é que há uma diferença gritante no que diz respeito ao câncer de sangue (entre eles a leucemia, mieloma múltiplo e linfoma não Hodgkin): 180 dos que ingeriam carne, mas apenas 49 vegetarianos  desenvolveram a doença.

A explicação para esse fenômeno está nos nitratos. Cientistas perceberam que os que são encontrados em carnes curadas e processadas levam a formação de compostos N-nitroso cancerígenos (NOCs) no estômago.  

Esses nitratos são usados para preservar as carnes processadas e são extremamente tóxicos para bactérias e serve, por exemplo, como agente antibactericida contra um tipo de intoxicação alimentar, o botulismo.

São essas substâncias que também deixam a carne curada avermelhada e dão sabor a ela. A diferença na cor percebida em carne curada crua como salami (um rosa escuro, quase vermelho) e a carne curada cozida como salsichas (um rosa mais pálido) tem a ver com a presença de nitritos.

Pessoas que comem carnes curadas ou processadas têm maior quantidade de NOCs acumuladas no corpo – uma pessoa que come carne tem cerca de 60 vezes mais NOCs no organismo do que a de alguém com uma dieta estritamente vegetariana.

Cerca de 500 casos de leucemia são relatados por ano nos Estados Unidos. Mesmo considerando que 90% deles são curáveis, não seria melhor se pudéssemos ao invés de tratar, prevenir essa doença simplesmente mudando os hábitos alimentares?

Isso sem contar que, ao adotar uma dieta e estilo de vida veganos, além de fazer bem ao seu próprio corpo, ainda há uma série de benefícios ao meio-ambiente: não depende da exploração e morte de animais, e ainda diminui significativamente a pegada de carbono no mundo.

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Grupo ajuda mulher em situação de rua que se recusa a ficar longe de cães

O grupo de voluntários Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC) resolveu fazer uma campanha para arrecadar fundos para ajudar Angela, uma mulher em situação de rua de 39 anos que mora nas ruas do centro de São Paulo. Ela foi diagnosticada com leucemia, mas para fazer o tratamento correto da doença teria que se afastar de Spike e Estrela, dois cães que vivem com ela e com o marido, Diego, de 31 anos.

Angela e Diego não abandonam os cães Spike e Estrela (Foto: Reprodução / Vimeo / MRSC)

Ficar longe dos cachorros, considerados como filhos por Angela, não é, entretanto, uma opção para ela. Por essa razão, ela permanece vivendo na rua, junto da família.

“O que eles passam para mim e para meu marido é um amor incondicional. No final do dia, quando termina o expediente, a gente toma nosso banho e se dedica a dar atenção para eles”, diz Angela sobre os cachorros.

Ao saber da história do casal e do amor que eles sentem pelos animais, o MRSC resolveu ajudar. Uma vaquinha online pretende arrecadar R$ 50 mil para auxiliar com os custos de moradia do casal e dos cães, além de oferecer condições para Angela ter um tratamento de saúde adequado. Aberta em outubro, a vaquinha, que se encerra no próximo dia 27, alcançou até o momento R$ 30 mil.

Nesta semana, o casal concordou em deixar os cachorros temporariamente em um hotel parceiro do MRSC para poderem viajar à Ibiúna, no interior paulista. Lá eles irão trabalhar e morar em um sítio com Spike e Estrela.

“Será nossa terceira família de volta a uma casa”, afirma o fotógrafo Eduardo Leporo, idealizador do MRSC e responsável por administrar o dinheiro arrecadado, já que Angela e Diego não possuem conta em banco.

“Vou administrar. Vou mobiliar a casa onde vão morar e trabalhar e custear as idas e vindas ao tratamento,  incluindo medicamentos e exames”, afirma. “Eles são família! Nos abrigos teriam que se separar [dos cães].”

Leporo conta que Angela, quando consegue, utiliza o dinheiro arrecadado com a reciclagem para arcar com as despesas do tratamento particular que custa R$ 1.300 cada consulta e sessão de radioterapia, o que é um valor muito alto para ela. Os laudos e atestados sobre a doença não estão com o fotógrafo, e serão documentados, segundo ele, assim que o dinheiro entrar.

Na próxima sexta-feira (15), o casal deve se mudar com os cachorros. Em vídeo feito para a campanha, em parceria com a Zee.Dog – marca que patrocina o projeto -, Angela afirma que os cães são as coisas mais importantes de sua vida, além de Deus e do marido. “Spike e Estrela, a mamãe ama vocês mesmo, de verdade, do fundo do coração”, diz.

O PROJETO

O projeto Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC) foi criado há aproximadamente quatro anos. Tudo começou quando o fotógrafo Eduardo Leporo passou a fotografar pessoas em situação de rua ao lado de seus cachorros e contar as histórias nas redes sociais. “Os amigos se empolgaram, e comecei a receber ofertas de doações”, afirma Leporo. As informações são do blog Bom Pra Cachorro.

Ações que oferecem aos cães coleiras, medicamentos, ração e banho, e às pessoas, conforme o dia, banho, lanche e roupas, além de atenção, são realizadas periodicamente pelo grupo. Inicialmente, os trabalhos eram feitos em diferentes pontos da cidade de São Paulo, atualmente são promovidos atendimentos em pontos fixos. No total, já foram realizadas 20 ações.

Além da família de Angela, outras duas foram ajudadas pelo projeto. Em agosto, seu Zé se mudou para Itinga, em Minas Gerais, com os cachorros Duque e Tigre. Em 2015, Pituca foi para Paraty, no Rio de Janeiro, com seus tutores, após tomar banho e ganhar caixa de transporte e guloseimas.

Confira o vídeo da campanha:

Angela & Diego – We are all unconditional lovers – Catarse from Zee.Dog on Vimeo.

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Leucemia também atinge cães

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A leucemia é uma doença grave que atinge as células brancas (leucócitos) do sangue de pessoas e animais. A principal característica é o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea. Da mesma forma que as crianças costumam ser mais afetadas pela doença, os cães jovens também apresentam maior prevalência do problema.

Existe, porém, um tipo de leucemia chamado mieloide, que acomete em sua maioria cães adultos e idosos. Pode atingir diferentes raças e não tem uma causa definida.

Estudos sugerem que uma possível mutação do DNA pode ser a origem do problema. Mas as evidências ainda estão em estudo. O diagnóstico é feito através do histórico do animal, associado ao exame físico criterioso e exames de sangue. Os sintomas mais comuns são febre, dor nas articulações, fraqueza, aumento dos linfonodos (gânglios), perda de peso, apatia.

O tratamento é feito com quimioterapia e medicamentos de suporte para diminuir os efeitos colaterais. O acompanhamento de um veterinário especialista em oncologia é fundamental diante da complexidade e gravidade da doença. Por se tratar de uma doença com sintomas inespecíficos, o dono pode demorar para perceber alterações no animal. Por isso muitas vezes o diagnóstico é tardio. Para evitar isso, é importante a realização de visitas semestrais ao veterinário e check-ups periódicos. Quanto mais cedo a doença for descoberta, maiores as chances de sucesso no tratamento.

Fonte: Revista Época

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Veterinários atentam para a importância da vacina preventiva nos casos de leucemia felina

São muitas as doenças que acometem os animais domésticos sem que os tutores tenham conhecimento. Por isso, é preciso estar atento e pedir atualizações ao veterinário de confiança — saber quais são as vacinas disponíveis e fazer os checapes recomendados.

No caso dos felinos, um antigo perigo está se mostrando cada vez mais presente. É o caso do vírus da leucemia felina, mais conhecido como a FeLV (sigla em inglês). A veterinária especialista em gatos Carmem Cecília Peres Xavier Pinto esclarece que o vírus se aloja na medula dos gatos e compromete a produção das células de defesa do organismo e das células sanguíneas de forma geral, configurando, assim, um quadro de leucemia.

A protetora Alessandra Toledo chegou a perder oito animais para a leucemia felina antes de saber da existência da vacina. (Foto: Divulgação)
A protetora Alessandra Toledo chegou a perder oito animais para a leucemia felina antes de saber da existência da vacina. (Foto: Divulgação)

Esse enfraquecimento do animal acarreta, além da leucemia em si, diversos problemas de saúde. A médica veterinária Christine Souza Martins, também especialista em felinos, explica que os animais portadores de FeLV são fortes candidatos a desenvolver linfomas, imunodeficiência crônica e anemia aplástica grave (quando a médula óssea deixa de produzir os três tipos de células que compõem o sangue — glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas — em quantidade suficiente para a manutenção do organismo). A veterinária explica ainda que o desenvolvimento desse tipo de anemia é, geralmente, fatal.

Essas são apenas as consequências mais comuns da infecção, que, por sua característica de imunodeficiente, expõe o animal a males oportunistas, que, mesmo não sendo graves, podem inspirar cuidados. Uma simples gripe, por exemplo, pode evoluir e acabar levando o felino a internações, com risco de morte.

A FeLV parece assustadora e, de acordo com as especialistas, deve ser encarada dessa forma, uma vez que não tem cura e é de fácil transmissão. Christine explica que o vírus pode ser transmitido por meio de sangue ou saliva, o que pode ocorrer em brigas ou mesmo com a convivência — gatos que vivem juntos tendem a dividir potes de ração e água e podem até mesmo criar o hábito de lamber uns ao outros, como demonstração de carinho. Dessa forma, a transmissão da FeLV se torna quase inevitável.

Outro aspecto que dificulta o controle da FeLV é o fato de o vírus ser assintomático em alguns casos. “A infecção pode ficar muito tempo sem nenhuma manifestação clínica, meses, até anos, mas, mesmo assim, o gato pode transmitir o vírus”, explica Christine. Daí a importância de manter os exames do bicho em dia e realizar testes antes de adquirir uma nova mascote. Os exames são específicos e os especialistas aconselham os donos a exigirem esse cuidado por parte dos veterinários.

A solução para conter a FeLV e proteger os gatos é a vacina. O problema é que muitos veterinários não a incluem no quadro básico e são poucos os proprietários que conhecem a doença antes de terem seus animais infectados, de forma que não exigem a vacinação quando esta ainda pode prevenir a doença.

Alessandra Toledo Fiães, 40 anos, foi vítima da falta de conhecimento e já perdeu oito gatos para a leucemia felina. A protetora tem, hoje, 41 felinos, sendo que apenas seis deles possuem o vírus e todos os outros são vacinados. “A vacina realmente os protege, eles convivem há anos juntos e nenhum deles foi infectado aqui, os que têm já chegaram doentes”, explica.

A primeira vez que a protetora teve conhecimento do problema foi há cerca de cinco anos, com a gata Mia, que, apesar de ter desenvolvido até mesmo um tumor em decorrência da FeLV, continua viva. Na época, Alessandra vivia com 20 gatos e se assustou ao pesquisar a doença, o que fez com tomasse uma atitude impensada: mesmo sem o teste preliminar, vacinou todos os seus gatos. “Não é aconselhável, mas era a única opção que eu tinha. Na época, os testes eram muito caros e eu não podia correr o risco. Pelo menos os que não tinham não iam pegar dos outros”, conta. A veterinária Christine explica que não é seguro vacinar animais antes do teste, pois aqueles já infectados podem piorar.

Outro aspecto que dificulta o controle da FeLV é o fato de o vírus ser assintomático em alguns casos. (Foto: Divulgação)
Outro aspecto que dificulta o controle da FeLV é o fato de o vírus ser assintomático em alguns casos. (Foto: Divulgação)

Assim que foi possível, Alessandra testou todos os gatos adotados e passou a testar também os abrigados temporariamente. Os saudáveis só entram em contato com os outros depois que tomam a vacina quíntupla, que, além da panleucopenia felina, calicivirose, rinotraqueíte e clamidiose, protege contra o vírus da leucemia. Essa variação das vacinas quádrupla e tríplice não é muito difundida pelos profissionais e, em razão da fraca comercialização, tem sido pouco distribuída pelos laboratórios. “Os próprios veterinários não indicam a quíntupla e isso é muito sério, porque, aqui em Brasília, isso está virando uma epidemia”, preocupa-se Alessandra. Christine acrescenta: “A disponibilidade da vacina no mercado brasileiro é inconstante, o que é um absurdo. Atualmente, estamos sem estoque da vacina, e o laboratório alega dificuldades burocráticas na importação”.

O receio de Alessandra, tutora de 41 gatos, mostra-se justificado. A veterinária Carmen explica que, quando a FeLV começa a agir, é difícil reverter a situação. “Depois que o gato começa a apresentar os sinais, a progressão da doença é muito rápida, o animal começa a definhar”, completa.

O tratamento é determinado de acordo com a manifestação em cada animal. As doenças tratadas são as secundárias, que o gato desenvolve em decorrência do vírus, mas a FeLV em si não tem tratamento, uma vez que o vírus não pode ser eliminado do organismo, o que demonstra, mais uma vez, a importância da vacinação de todos os filhotes. “Sem a vacina, os gatos não estão seguros e estão suscetíveis a adquirir essa doença potencialmente fatal”, finaliza Christine.

Sintomas que podem indicar a FeLV:

» Espirros constantes, gripes que não passam
» Mucosas esbranquiçadas (nariz, orelhas, boca)
» Falta de apetite
» Baixa imunidade
» Apatia

Com informações de Saúde Plena

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Universidade da Flórida ajuda a resgatar mais de 450 gatos em situação de maus-tratos

Por Karina Ramos (da Redação)

Mais de 450 gatos estão sendo transferidos de um santuário no sul da Flórida para organizações no estado, após uma equipe, liderada pelo programa de Medicina de Abrigos da Universidade da Flórida, ter considerado o santuário inapto a fornecer os cuidados necessários aos animais.

“Este é um dos maiores resgates de gatos de que temos conhecimento”, disse Julie Levy, chefe do Programa de Medicina de Abrigos de Maddie na universidade. Ela acrescentou que o abrigo mantinha mais animais do que poderia suportar.

Julie fez uma visita surpresa no dia 16 de novembro ao 10th Life Sanctuary, em Clewiston, juntamente com outros especialistas da Universidade da Flórida (UF) e representantes da Humane Society dos Estados Unidos e da Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais (ASPCA).

A equipe constatou que as condições do local e os cuidados com os animais eram inadequados, forçando o proprietário do abrigo, Maury Swee, a entregar os 540 felinos ao departamento de controle animal.

Durante a vistoria inicial, a equipe encontrou 13 gatos em sofrimento e precisando urgentemente de cuidados veterinários. Uma análise mais detalhada identificou 93 gatos muito doentes e que precisaram ser eutanasiados.

No mínimo, outros 61 gatos foram declarados seriamente doentes, dos quais 10 foram levados para a UF para serem tratados e os outros 51 começaram a receber cuidados médicos imediatamente, no próprio local.

Testes para leucemia e vírus de imunodeficiência deram positivo para 34 gatos e muitos outros estavam com diarreia ou outras doenças, de acordo com Julie.

Gatos resgatados de abrigo da Flórida
Gatos resgatados de abrigo da Flórida

Maury Swee, que criou o santuário em 2002 para dar um lar a animais selvagens e gatos indesejados, questionou os critérios usados para determinar quais gatos precisavam ser eutanasiados e disse que ele e sua equipe de três pessoas forneciam cuidados adequados para todos os gatos depois de receberem $250.000 em doações no ano passado.

“Poderíamos ter dado um tratamento melhor se tivéssemos mais dinheiro, mas os cuidados que oferecemos são apropriados”, disse Maury na última sexta-feira (4).

Na tarde da última sexta-feira, cerca de 250 gatos do santuário, incluindo muitos dos que estavam doentes, já haviam sido levados por, no mínimo, 15 agências distribuídas pelo Estado. Outros 200 animais estão aguardando a mudança.

Doug Morgan, diretor de controle animal da cidade de La Belle, acredita que os gatos que restaram, que são ariscos, porém acostumados com uma alimentação regular em espaço confinado, conseguirão encontrar novos lares em organizações qualificadas até o dia 18 deste mês. Há uma preferência pela adoção por parte das agências. Se o público quiser ajudar, pode divulgar a informação nas agências de suas cidades.

Reprodução: UF Shelter Medicine
Reprodução: UF Shelter Medicine

Doug disse que doações serão bem-vindas para ajudar nos custos de transporte e tratamento.

Reclamações contra o 10th Life Sanctuary haviam sido feitas durante muitos anos, na forma de denúncias ao departamento de controle animal de La Belle e de ligações para Julie.

O santuário passou por várias inspeções. Recentemente, um vídeo anônimo mostrando gatos doentes e à beira da morte em gaiolas sujas, alguns com suas tigelas de água vazias, agravaram a situação.

Maury disse que o vídeo foi feito por pessoas pertencentes a grupos radicais de libertação animal que invadiram o local. Ele disse ter enviado água e amostras de necropsia para testes, a fim de descobrir se os animais haviam sido envenenados.

Porém, Julie disse que viu condições similares às que aparecem no vídeo durante sua visita no mês passado.

“O abrigo tinha algumas coisas boas, como acesso para o lado de fora, baias grandes para os animais se movimentarem bastante e estruturas verticais para que pudessem escalar. Outras coisas, como falta de cuidados veterinários e materiais de construção que facilitam a transmissão de doenças, certamente prejudicam o bem-estar desses animais”, disse Julie.

Maury continua sendo investigado por Doug, sob acusações de crueldade contra animais. Essa investigação terá prioridade depois que todos os gatos tiverem sido relocados.

Quem estiver nos Estados Unidos e quiser fazer uma doação para ajudar nas despesas de resgate e relocação, pode enviar as doações para o Departamento de Controle Animal da Cidade de La Belle: P.O. Box 458, La Belle, FL 33975. Por favor, escreva “10th Life Rescue” no cheque.

A atualização do esforço de resgate, inclusive o questionário para as agências interessadas na adoção dos gatos e a folha de orientação médica, pode ser conferida em www.ufsheltermedicine.com/CatRescue.htm

Fonte: Animal Concerns

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