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Leopardo mais raro do mundo é fotografado em reserva russa

Foto: Land of the Leopard
Foto: Land of the Leopard

Um leopardo de Amur (Panthera pardus orientalis), espécie ameaçada de extinção, foi flagrado na reserva natural Terra dos Leopardos, no leste da Rússia, uma reserva nacional criado pelo Kremlin para salvar essa espécie, segundo o The Siberian Times.

O excelente poder de camuflagem que a pelagem de um dos grandes felinos mais raros do mundo lhe proporciona dá provas do porque há esperanças de sobrevivência para a espécie.

Uma fotografia mostra uma área de floresta com árvores repletas de galhos e folhas à mostra misturadas às últimas folhas marrons que restaram do outono.

Foto: Terra dos Leopardos
Foto: Terra dos Leopardos

O leopardo se mistura perfeitamente à paisagem camuflando-se entre os troncos das árvores, criando uma imagem intrigante em que é quase impossível identifica-lo.

E existem apenas 120 leopardos Amur, também conhecidos como siberianos, vivendo em estado selvagem em seu habitat natural no leste da Rússia.

Após a última contagem, foram registrados apenas 86 animais adultos e 21 adolescentes vivendo na natureza.

Foto: Terra dos Leopardos
Foto: Terra dos Leopardos

Existem outros leopardos de Amur em zoológicos pelo mundo, mas décadas de caça na era soviética levaram a espécie à extinção virtual como animal selvagem.

Há um século, esse grande gato vagava em abundância pela península coreana, várias províncias da China e regiões do leste da Rússia.

Hoje eles estão praticamente restritos à região russa de Primorsky.

O parque nacional também protege tigres de Amur em extinção, o maior felino do mundo, e há populações de ursos pardos e negros.

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Espécie de leopardo quase extinta renasce

De acordo com autoridades russas envolvidas na proteção do meio ambiente, o leopardo-de-amur pode não desaparecer. Os animais habitam a Rússia, e corriam risco crítico há 20 anos por conta da caça.

Subiu o número de leopardos-de-amur na natureza | Foto: Pixabay

Cerca e 400 armadilhas fotográficas espalhadas no deserto do Extremo Oriente russo, entretanto, deram uma boa notícia: 84 indivíduos adultos e 12 filhotes habitam a região.

Os números podem parecer tímidos, mas mostram aumento da população na natureza. Infelizmente, os outros 300 leopardos-de-amur vivos estão confinados em zoológicos pelo mundo.

Agora, o governo russo planeja expandir o território do Parque Nacional da Terra do Leopardo na região de Primorsky. A reserva natural foi criada em 2012 para preservar os poucos leopardos-de-amur remanescentes.

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População do Leopardo-de-Amur duplica nos últimos 7 anos

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O mais recente censo de leopardo-de-Amur, Panthera pardus orientalis, um dos mais raros felídeos do mundo, revelou que o tamanho da população duplicou nos últimos 7 anos, passando de 30 a 57 animais no seu último reduto russo, a que se somam 8-12 indivíduos na China.

O leopardo-de-Amur é uma das cinco subespécies de leopardo, Panthera pardus, que existem atualmente, estando todas fortemente ameaçadas. Esta subespécie, que ocorre no Sudeste da Rússia, numa zona de fronteira com a China, está classificada como “Criticamente Em Perigo” na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas.

Segundo a ficha da subespécie disponível no website da Lista Vermelha, a última avaliação do seu estatuto de conservação tinha sido feita em 2008, tendo nessa altura o leopardo-de-Amur sido dado como extinto na China, fazendo a Wildlife Conservation Society referência a incursões de alguns animais russos em território chinês.

Por estar muito próximo da extinção e só existir na Rússia o governo deste país criou, em 2012 e fruto da pressão da WWF, um parque nacional para garantir a conservação dos territórios de reprodução do tigre de Amur e salvaguardar o seu futuro.

O Parque Nacional das Terras do Leopardo abrange uma área de cerca de 262.000 hectares que cobre 60% do habitat remanescente da subespécie. Agora, em colaboração com departamento da Academia das Ciências Russa e com o apoio do Centro do Leopardo-de-Amur e da WWF-Rússia, o parque levou a cabo um estudo da população recorrendo a armadilhem fotográfica.

As cerca de 10.000 fotografias obtidas por máquinas automáticas distribuídas por uma área de quase 365.000 hectares, permitiram identificar quase 60 animais a partir do padrão único de manchas da sua pelagem, indicando que a população está, inequivocamente, a crescer, o que faz aumentar a esperança de que o leopardo-de-Amur possa ser salvo.

“Apesar de estar à beira da extinção, o leopardo-de-Amur está a mostrar sinais encorajadores de uma recuperação gradual, demonstrando que os esforços de conservação dedicados compensam”, disse Carlos Drews diretor da do Programa Global de Espécies da WWF.

O responsável acrescenta que o futuro da conservação da subespécie passa pela união de esforços entre a Rússia e a China para estabelecer uma área protegida transfronteiriça:

“A colaboração entre a Rússia e a China para proteger vastas áreas de habitat adequado para o leopardo é o próximo passo na proteção da espécie”.

Por outro lado, está prevista a reintrodução da subespécie numa outra área de reserva no Leste da Rússia, a Lazovsky Nature Reserve informa a KBZK, fazendo referência a um plano elaborado em conjunto pela WWF, a autoridade russa de vida selvagem e a Wildlife Conservation Society que envolve a libertação de animais nascidos em cativeiro em jardins zoológicos estrangeiros.

Fonte: Natur Link

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