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Leões aproveitam a quarentena e descansam em estrada na África do Sul

Foto: Richard Sowry

Sem a perturbação gerada pelos turistas, leões puderam descansar em paz em uma estrada que corta o Parque Nacional Kruger, na África do Sul. O local explora animais para entretenimento humano através dos valores cobrados aos turistas para que observem os animais enquanto transitam pela reserva e também por meio da matança, já que o parque é uma das maiores reservas de caça da África.

O próprio parque divulgou a imagem e afirmou que a cena registrada não ocorreria em tempos normais, porque a reserva está sempre lotada de turistas. No momento, o parque está fechado por conta da quarentena estabelecida como forma de combate à pandemia de Covid-19.

“Este grupo de leões costuma transitar pelo Parque Contratual de Kempiana. Esta tarde, eles estavam deitados na estrada, nos arredores de Orpen Rest Camp”, diz a legenda das fotos divulgadas pelo parque. As imagens foram feitas por um guarda florestal durante uma varredura de rotina.

Foto: Richard Sowry

O local abriga leões, leopardos, rinocerontes, elefantes, búfalos e zebras. Também vivem na reserva centenas de outros mamíferos e várias espécies de aves, como os abutres, as águias e as cegonhas. Além dos leões, recentemente zebras foram vistas caminhando por locais incomuns, como o campo de golfe do parque.

Exploração animal

Permitir que centenas de turistas tenham contato próximo com animais selvagens apenas para satisfazer o desejo de conhecê-los é uma prática que configura exploração e que só se mantém porque gera lucro para aqueles que administram os safáris.

O habitat dos animais silvestres não é local para humanos. Tratá-los como atrações é uma forma de objetificar esses seres vivos, colocando-os na condição de “coisas” a serviço do ser humano – o que, definitivamente, eles não são.

Reprodução/Pixabay/Adrega/Imagem Ilustrativa

Os animais existem por seus próprios propósitos, não para afagar o ego humano, que se sente satisfeito ao vê-los de perto, tampouco para gerar lucro a um grupo de pessoas.

Respeitar a vida selvagem é entender que pagar para estar perto de um animal – causando-lhe estresse e tornando-se um “corpo estranho” em meio ao que é, de fato, natural para ele (a natureza e tudo que nela há) – é uma prática que contraria os direitos animais e que colabora para a exploração desses seres.

O boicote a safáris, aquários, zoológicos, circos e a qualquer local similar, que explore animais para entretenimento humano, é uma postura ética de comprometimento com a causa animal que deve ser adotada por toda pessoa que diz amar e respeitar os animais.


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Campanha arrecada recursos em prol de leões desnutridos e doentes

Funcionários do parque onde vivem os leões não estariam conseguindo alimentá-los corretamente por conta da crise que atinge o Sudão


Uma campanha online está arrecadando recursos para tentar salvar a vida de leões desnutridos que vivem em um parque em Cartum, no Sudão.

Foto: Ashraf Shazly/AFP

Osman Salih lançou a campanha após se comover com a condição dos animais no parque Al-Qureshi. A crise que afeta o país tem impedido, segundo ele, que os funcionários do parque alimentem os leões corretamente. Os animais também não estão recebendo cuidados veterinários.

Na segunda-feira (20), uma leoa teria morrido no local, segundo a revista People. Dos quatro animais que ficaram, um foi levado no mesmo dia para uma clínica veterinária. As informações são do G1.

O caso repercutiu e atraiu a atenção da imprensa internacional após a campanha chamar a atenção dos internautas.

Foto: Ashraf Shazly/AFP

“A comida nem sempre está disponível, então muitas vezes compramos com nosso próprio dinheiro para alimentá-los”, disse à agência France Presse, Essamelddine Hajjar, gerente do parque, que é administrado pelo município de Cartum, mas também recebe recursos de doadores privados.

Funcionários do local informaram que os leões perderam pelo menos um terço de seu peso e estão com infecções.


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Leões podem estar extintos até 2031 com um declínio de 97% da espécie

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Não é segredo que as populações de leões estão em declínio. Apenas no século passado, a população da espécie na África diminuiu quase 97%, muitos relatórios sugeriram que os leões selvagens poderiam ser extintos até 2020.

Na realidade, os leões já estão extintos em 26 países africanos, mas enquanto as espécies podem ter sobrevivido até um prazo iminente, com apenas 20 mil representantes remanescentes na natureza, a ONG internacional de proteção à vida selvagem, Born Free, está pedindo ao público que ajude a mudar essas estatísticas. Se o declínio das populações dos felinos continuar na mesma proporção e velocidade, os leões poderão ser extintos até 2031, alerta a entidade.

Mas nem tudo é desgraça, como parte de sua Campanha Últimos Leões de Meru, a Born Free está destacando como o apoio aos esforços de conservação pode fazer a diferença e nos salvar de um mundo sem os reis da selva. Lar da famosa Elsa (a leoa cuja história foi contada no livro e filme originais da Born Free) o Parque Nacional Meru, onde ela morava, foi tragicamente dizimado por caçadores na década de 1980. Nos anos 2000, foram feitos esforços conjuntos para trazer novamente vida selvagem ao parque e tornar sua gestão efetiva. Em 2014, a Born Free, trabalhando ao lado do Kenya Wildlife Service (Serviço de Vida Selvagem do Quênia), lançou sua iniciativa “Pride of Meru” para revitalizar ainda mais o parque, agora não é apenas o lar de uma população estável de 60 a 80 leões, mas também uma série de outros animais selvagens, incluindo 35 mamíferos, 400 aves e 40 espécies de répteis.

Foto: Pinterest
Foto: Pinterest

O parque Meru ainda tem um longo caminho a percorrer, mas a Born Free procura aumentar a proteção, o monitoramento e o rastreamento da população de leões, além de expandir seu trabalho de conservação em toda a área protegida de Meru e “reacender” todo o ecossistema para que outras espécies possam florescer mais uma vez.

Will Travers OBE, presidente e co-fundador da Born Free, disse em um comunicado: “Nosso trabalho no Parque Nacional Meru é um exemplo maravilhoso de quão resiliente nosso mundo pode ser e de como a natureza se recuperará se todos trabalharmos juntos. Uma vez que a caça no parque foi controlada, a vida selvagem foi capaz de se restabelecer nos diversos habitats encontrados nesta área protegida única. Ao implementar nosso projeto de monitoramento de leões, trabalhando com comunidades locais e escolas próximas ao parque, educando e capacitando as pessoas e destacando a importância da conservação da vida selvagem, fomos capazes de incentivar a coexistência e promover meios de subsistência mais sustentáveis, que funcionem para as comunidades locais que vivem em torno de Meru e sua vida selvagem”.

“Mas este é apenas o primeiro passo. Nosso plano, baseado no sucesso de nosso trabalho de proteção e na próspera vida selvagem de Meru, é expandir nossos esforços em toda a Área de Conservação de Meru, abrangendo mais de 4.000 km2, incluindo o Parque Nacional Kora e as reservas nacionais de Bisinadi e Mwingi”.

Foto: Pinterest
Foto: Pinterest

“Começando com Meru, devemos redobrar nossos esforços para salvar e proteger os leões da África agora mais do que nunca – um mundo sem eles é simplesmente inimaginável”.

Virginia McKenna OBE, atriz e cofundadora de Born Free, acrescentou:

“É difícil acreditar que se passaram 56 anos desde que cheguei ao Quênia com meu marido Bill e nossa jovem família para filmar Born Free. Mal sabíamos que nossas vidas seriam mudadas para sempre pela história única e inspiradora de Elsa, a leoa, a incrível compaixão de George e Joy Adamson e os laços que formamos com alguns dos leões com quem trabalhamos no filme”.

“Naquela época, Meru era famoso por sua fauna abundante e, dizem alguns, até rivalizava com a famosa reserva de Maasai Mara. No entanto, tragicamente, na década de 1980, Meru foi invadida por caçadores e sua vida selvagem foi dizimada. Mas hoje Meru está revivendo”.

“Na Born Free, queremos um mundo em que os leões vaguem livremente, a salvo de caçadores e conflitos entre humanos e animais selvagens. Onde as pessoas ao redor do parque e a vida selvagem dentro dele possam coexistir pacificamente. Onde a natureza prospere”.

“Estou pedindo às pessoas que compartilham nossa visão que se juntem a nós e ajudem a garantir um futuro para os leões selvagens”.

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Jovem que nasceu em santuário tem ligação tão profunda com guepardos que dorme com os animais

Foto: Caters
Foto: Caters

A jovem que hoje tem 21 anos, vive na África do Sul, nasceu em um santuário de animais e conta que o convívio com os animais sempre foi uma grande parte de sua vida.

Descrevendo-se como a doutora Dolittle (referência ao personagem do filme “Dr. Dolittle” que podia falar com animais) da vida real, ela até escolheu estudar em casa aos 10 anos de idade porque sentia muita falta dos animais quando estava na escola.

Agora adulta, ela trabalha em período integral em um santuário, cuidando de chitas (também conhecidas como guepardos ou onças-africanas), girafas, suricatos e zebras, entre outras espécies – nenhum animal é considerado perigoso ou pequeno demais para o santuário.

Foto: Caters
Foto: Caters

Kristen disse: “Meu pai Barry, 54 anos, cria leões e outros felinos e ele me ensinou tudo o que sei. Resgatamos três de nossas chitas atuais de uma fazenda de criação, onde o proprietário teve problemas financeiros e perdeu sua fazenda, uma das quais estava grávida, então eu criei os filhotes desde o nascimento”.

“Na maioria das vezes, as pessoas trazem os animais para nós, se sentem que estão em perigo ou nós mesmos os resgatamos. Os mangustos (Herpestidae) foram encontrados em um dreno após uma enchente”, conta ela.

“Minha casa fica a nove metros de distância do recinto das chitas, então elas são minha primeira visão de manhã, o que é ótimo”.

Foto: Caters
Foto: Caters

Em setembro de 2018, Kristen se mudou para Joanesburgo (África do Sul) porque queria pelo menos experimentar o mundo corporativo – mas rapidamente percebeu que aquilo não era para ela.

Ela acrescentou: “Descobri que as pessoas estavam sempre competindo umas com as outras, como quem tem o melhor carro, etc. Eu odiava todos os dias ir no escritório. Sentar atrás de um computador não era para mim”.

“Prefiro alimentar os animais e sujar as mãos limpando o santuário do que viver na cidade grande – também educo voluntários sobre os animais e mostro a eles exatamente como eles são incríveis”.

“Em janeiro de 2019, voltei ao santuário e foi a melhor sensação do mundo. Tornou-se parte da minha rotina diária interagir com os animais, sejam eles grandes ou pequenos, é tudo que eu conheço da vida”.

“Na metade do tempo, esqueço que os guepardos são selvagens – considero-os mais parecidos com gatos domésticos. Pode parecer loucura, mas sinto que posso falar com os animais, mas sem dizer uma palavra. Trata-se de comunicação pela linguagem corporal, eles leem a sua tanto quanto você pode ler a deles”.

Foto: Caters
Foto: Caters

“Eu criei três guepardos desde filhotes e eles são como minha família – eu sei que eles me protegeriam tanto quanto eu os protejo. Eles são totalmente inofensivos; deito no chão com eles e beijo seu rosto e às vezes até durmo no recinto com eles”.

Atualmente, Kristen cuida de sete guepardos, incluindo um que é completamente selvagem.

“Uma regra que eu sempre cumpri é nunca é forçar os animais a serem meus amigos, eu mostro que não vou machucá-los e lentamente vou me aproximando todos os dias para ganhar sua confiança”, diz ela.

“Geralmente, leva um mês para construir a confiança deles, mas se eu ultrapassar os limites, o guepardo pula e bate as patas no chão, o que significa que aquilo já foi o suficiente para ele”.

“Nunca fui ferida pelos animais, mas tenho certeza que se eles me machucarem, é provável que seja minha culpa. Os primeiros felinos que conheci, quando eu tinha 11 anos de idade, foram dois leões de três meses e ainda me lembro da onda de alegria que percorreu meu corpo naquele dia”.

“É uma experiência maravilhosa e tenho a sorte de vivê-la todos os dias”, conclui a amante dos animais.

Você pode acompanhar as aventuras de Kristen no Instagram em @kristenkerrafrica. As informações são do METRO UK.

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Filhotes de leão, orangotango e leopardo são resgatados das mãos de traficantes de animais

Foto: Metro Reporter/Reprodução
Foto: Metro Reporter/Reprodução

A polícia indonésia prendeu dois homens depois que caixas “suspeitas” vistas sendo descarregadas de um barco foram revistadas. Foram encontrados quatro filhotes de leão, três de orangotango, um filhote de leopardo e 58 tartarugas.

Os dois suspeitos foram detidos na cidade indonésia de Pekanbaru, sob suspeita de fazer parte de um sindicato internacional do tráfico de vida selvagem do mercado paralelo.

Eles disseram à polícia que compraram os animais e répteis de um contrabandista na Malásia e planejavam vendê-los a um comerciante na Ilha de Java (Indonésia).

Foto: REX
Foto: REX

Cada filhote seria vendido por 24 mil libras (cerca de 128 mil reais), enquanto as tartarugas seriam comercializadas por 900 libras (em torno de 4.800 reais) cada uma – totalizando 172 mil libras (aproximadamente 917 mil reais), disseram os homens que transportavam os animais.

Um dos suspeitos foi detido depois de pegar as caixas de um porto no distrito de Dumai, disse o chefe de polícia Andri Sudarmadi. O segundo suspeito foi preso mais tarde.

As tartarugas, filhotes de leopardo e orangotangos são listados como “criticamente ameaçados de extinção” pela Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES), enquanto os filhotes de leão são listados como “ameaçados de extinção”.

Os traficantes podem pegar até cinco anos de prisão se forem considerados culpados de tentar contrabandear animais selvagens. As informações são do METRO.

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Quatro leões são envenenados para que suas cabeças e garras pudessem ser cortadas e usadas em ritual

Foto: James Pyatt News Ltda
Foto: James Pyatt News Ltda

Quatro leões sofreram mortes agonizantes após serem alimentados com comida envenenada, para que caçadores pudessem cortar suas patas e mandíbulas para serem usadas em poções de magia negra na África do Sul.

Os leões machos Thor e Mumford e as leoas brancas Isis e Mia morreram em tormento depois que os assassinos frios e inescrupulosos jogaram as refeições mortais para os animais e esperaram que surtissem efeito.

Mas antes que eles pudessem usar seus facões afiados para cortar as patas dos leões e roubar suas garras, além de cortar suas mandíbulas para roubar seus dentes, eles foram descobertos.

Foto: James Pyatt News Ltda
Foto: James Pyatt News Ltda

Os cães de uma pequena propriedade próxima ao Chameleon Village Lion Park, em Hartbeespoort, norte de Joanesburgo, ficaram furiosos e acordaram seus tutores nas primeiras horas.

Os caçadores fugiram quando ouviram os latidos e os gritos dos guardas do parque que correram para checar os leões, mas encontraram quatro dos seis animais mortos.

O responsável pelo parque, Hennie Pio, 31 anos, disse ao Daily Mail em reportagem de 07 de novembro: “Eu cuidei desses leões por 11 anos e dei mamadeira a três deles com minha esposa Isabel e o ódio que sinto por quem fez isso é enorme”.

Foto: James Pyatt News Ltda
Foto: James Pyatt News Ltda

“Não há outra razão para matarem esses belos animais além de mutilá-los e roubar suas partes do corpo para serem vendidos pelo melhor lance e serem usados em poções de magia negra”.

“O que me irrita é que isso está acontecendo cada vez mais e ninguém é pego. Perdi meus quatro melhores amigos, mas sou grato por não terem tido tempo de mutilá-los”.

“Se eu os tivesse encontrado assim, ali teria me destruído sem questionar”.

“Temos guardas de segurança no local e estamos investigando o que aconteceu, mas teremos que melhorar nossa segurança para impedir que isso aconteça novamente.

Foto: James Pyatt News Ltda
Foto: James Pyatt News Ltda

“Meu filho WJ tem apenas três anos e conhece e brinca com esses leões, eles eram seus amigos, e ele continua perguntando onde eles estão, e eu lhe disse que agora eles estão no céu”.

“Alguém lá fora sabe quem está por trás disso, mas tudo o que encontramos é um muro de silêncio”, disse ele.

Hennie e sua esposa Isabel, 26, que administram o popular parque dos leões, que também tem um centro de cobras e répteis, um parque africano e lojas tradicionais, disseram que ficaram arrasados.

Foto: James Pyatt News Ltda
Foto: James Pyatt News Ltda

Os quatro leões que foram mortos eram as leoas brancas Isis, 11, e Mia, 7, e os leões Thor, 7 e Mumford, 8, deixando o parque com dois leões sobreviventes e dois tigres.

“Perdi companheiros que estiveram comigo por 11 anos graças a essas pessoas más que não vêem nada errado em alimentar esses magníficos animais com carne cheia de veneno e depois cortá-los em pedaços”, disse Hennie. “A polícia tem sido excelente e só espero que eles descubram quem fez isso”.

Na semana passada, quatro leões conhecidos como Orgulho de Rietvlei foram envenenados e tiveram suas patas e mandíbulas cortadas por caçadores furtivos que atacaram a Reserva Natural de Rietvlei a 64 quilômetros de distância, em Pretória.

Foto: James Pyatt News Ltda
Foto: James Pyatt News Ltda

A reserva é uma das maiores reservas do mundo e sua excelente segurança foi violada.

O guarda florestal Bradden Stevens ficou perturbado quando foi chamado para examinar os corpos encharcadas de sangue dos quatro grandes felinos que ele havia dedicado quase uma década de sua vida a proteger.

Em abril do ano passado, Gert Claasen matou 3 leões para pegar partes de seu corpo e mais outros 3 foram roubados para serem mortos posteriormente da reserva em Petrus Steyn, na Província de Estado Livre.

Em maio do ano passado, no Parque dos Predadores de Jugomara, na província de Limpopo, Justin Fernandes encontrou três leões e um tigre branco raro cortados em pedaços também por partes do seu corpo.

Foto: James Pyatt News Ltda
Foto: James Pyatt News Ltda

E em julho do ano passado, Christa Sayman perdeu seis leões para caçadores que arrancaram a cabeça e as patas de quatro leões adultos para usar em poções de magia negra e mataram outros dois filhotes de leão.

Um esqueleto completo de leão pode ser comprado na África do Sul por 1000 libras (cerca de 5200 reais), mas no Vietnã vale £ 50.000 e as garras e os dentes de um leão são altamente valorizados e alcançam preços altos no mercado paralelo.

Uma curandeira tradicional de Limpopo, que não quis divulgar seu nome, disse: “As partes do corpo do leão são usadas para fazer uma poção de bruxaria preparada por curandeiros para lançar feitiços”.

Foto: James Pyatt News Ltda
Foto: James Pyatt News Ltda

“Elas podem ser usadas para proteger uma pessoa de doenças, curá-las ou tornar homens fortes ou viris, ou até mesmo usadas para espantar os inimigos ou proteger alguém”, completou.

A Dra. Kelly Marnewick, do Endangered Wildlife Trust (Fundo de Espécies Ameaçadas da Vida Selvagem), acompanha de perto o número de leões mutilados e degolados ou mortos em fazendas e santuários particulares de reprodução em toda a África do Sul.

Ela disse: “São principalmente as garras, cabeças e dentes dos leões que os caçadores perseguem e em 2017 houve 22 leões em cativeiro mortos e isso é algo que estamos observando de perto”.

Teme-se agora que ossos de leão estejam sendo procurados para substituir os ossos de tigre muito mais raros no sudeste da Ásia e que estão sendo contrabandeados para uso em medicamentos tradicionais.

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África do Sul reclassifica 33 espécies selvagens como animais de fazenda

llllFazendas de criação de leões | Foto: FERGUS THOMASO jornalista ambiental Don Pinnock diz que a lei pode “facilitar” o comércio de ossos de leão e outras práticas controversas de criação.

Conservacionistas alertam para o fato de que a proteção de animais selvagens pode estar em perigo após a África do Sul ter reclassificado 33 espécies selvagens como animais de fazenda, incluindo leões, guepardos, rinocerontes e zebras.

Em maio, o Parlamento aprovou uma emenda à Lei de Melhoria Animal (AIA), que é responsável pela criação de animais no país – e recategorizou vários animais ameaçados de extinção como animais de criação (pecuária).

A lei atualizada agora permite “a criação, identificação e utilização de animais geneticamente superiores, a fim de melhorar a produção e o desempenho dos animais no interesse da República”.

“Práticas controversas de criação”

De acordo com o jornal Cape Talk, Pinnock disse: “A legislação claramente tem algo a ver com a criação de leões e rinocerontes. Esses criadores tendem a chamar atenção e, por alguma razão, o governo os ouve”.

“Uma vez classificados como animais de criação, os fazendeiros poderão criar e reproduzir animais selvagens como bem entenderem”, alerta o jornalista.

Lizanne Nel, gerente de conservação da SA Hunters, também se opôs à alteração: “Práticas de criação como manipulação genética e cruzamento de animais silvestres estão em conflito direto com a legislação existente de conservação da biodiversidade que protege a fauna indígena e mantém a integridade genética das espécies silvestres para as gerações atuais e futuras”.

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Destaques

Populações de leões caem pela metade nos últimos 25 anos

Foto: Suzi Eszterhas
Foto: Suzi Eszterhas

O recente lançamento de um livro atraiu atenção para a situação das populações de leões na savana africana. A publicação adverte que o rei da selva pode ser deposto e desaparecer da natureza para sempre, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para interromper a extinção desse belíssimo animal.

O alerta vem de fotógrafos da vida selvagem que capturaram mais de 70 imagens dos animais majestosos em parques e reservas nacionais no Quênia, Tanzânia e África do Sul.

“Remembering Lions” (Recordações dos leões, na tradução livre) foi idealizado pela fotógrafa britânica Margot Raggett e tem como objetivo arrecadar dinheiro e conscientizar o público da necessidade de proteger a espécie.

Foto: Marlon du Toit
Foto: Marlon du Toit

Uma foto mostra 10 jovens leões desesperados por comida depois de perderem seus protetores adultos do sexo masculino. O leão mais famoso da África, batizado de Scar (Cicatriz) faz pose em outra imagem e um momento de ternura entre leoa e filhote é pego em uma terceira fotografia.

E na mesma reserva, Maasai Mara do Quênia, um filhote conhece seu pai pela primeira vez.

O número de leões diminuiu pela metade em 25 anos, restando 20 mil representantes da espécie na África e um pequeno grupo na Índia. Margot disse: “A redução rápida é uma das histórias menos conhecidas em conservação, porque a morte desses animais acontece fora da vista. Caçadas e criação em cativeiro podem ter impactos catastróficos nas populações de leões”.

Foto: Margot Raggett
Foto: Margot Raggett

Jonathan Scott, zoólogo e apresentador do Big Cat Live da BBC1, acrescentou: “Não pode haver desculpas, apenas vergonha se permitirmos que o grande e mais icônico felino desapareça do nosso planeta”.

“Precisamos agir agora para que as gerações futuras possam apreciar o som de leões selvagens rugindo ao amanhecer”.

Ameaças e fazendas de criação em cativeiro

Perseguidos e mortos por partes de seus corpos, caçados por troféus, criados para serem vendidos e explorados pela indústria do turismo, os leões enfrentam ameaças sérias à sua sobrevivência.

O leão enfrenta muitas ameaças à sua sobrevivência, uma delas é o crescimento da presença humana em habitats selvagens, que causa o aumento da urbanização e em consequência disso, o número de animais selvagens diminui.

Foto: Chad Cocking
Foto: Chad Cocking

As “caçadas enlatadas”, vendidas como entretenimento para caçadores de troféus que pagam fortunas pela oportunidade de matar um leão, representam outra ameaça grave à espécie.

Movidas pelas possibilidade de lucro, fazendas de criação de leão tem surgido e se espalhado por toda a África do Sul. Nesses verdadeiros antros de crueldade os animais são forçados a se reproduzir, muitas vezes entre irmãos, com o risco de causar endogamia, ocasionando o nascimento de animais com defeitos congênitos sérios e irreversíveis.

Além de serem vendidos para caçadas cruéis onde o único destino possível é a morte, os leões mantidos nessas instalações muitas vezes são explorados pela indústria do turismo, que cobra valores dos visitantes ávidos por fotos, em troca da “oportunidade” de poder acariciar ou dar mamadeira a um filhote de leão.

Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros | Foto: WAP
Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros | Foto: WAP

O tráfico de partes de leão (ossos, pele, garras, cabeça) e a venda de animais também movimenta um mercado ativo e cuja demanda estimula a criação, caça e morte dos grandes felinos.

Embora o comércio internacional de partes de corpos de leões seja proibido pela CITES, a África do Sul tem permissão para estabelecer sua própria cota de exportação para leões cativos, cujos ossos são indistinguíveis de indivíduos selvagens. Quase duplicando desde 2017. Ano passado o governo aprovou uma cota de exportação de 1.500 esqueletos de leão em cativeiro.

A atual situação do leão, é a de uma espécie ameaçada de extinção, medidas urgentes precisam ser tomadas para a preservação da espécie, tanto pelo governo da África do Sul em prol da conservação e inibição de atividades que ameacem a sobrevivência da espécie, como as fazendas de criação e caçadas por troféus e a exportação de partes do corpo do animal, quanto pelos demais países que contribuem para que os números das populações do grande felino declinem, com o Reino Unido e os Estados Unidos como campeões de importação de troféus.

Dados sobre os leões

Os leões foram extintos em 12 países nas últimas décadas e agora ocupam apenas 8% do seu alcance histórico.

Foto: World Animal Protection
Foto: World Animal Protection

Na maioria das áreas onde eles são encontrados, as populações selvagens caíram cerca de 60% em pouco mais de 20 anos. Populações na África Ocidental são classificadas como Criticamente Ameaçadas.

Cerca de 20 mil leões permanecem em estado selvagem, em toda a África.

Desde 2008, 6 mil esqueletos de leões foram enviados para o leste da Ásia do Sudeste, provavelmente derivado de instalações de reprodução em cativeiro.

Em 2017, os EUA importaram mais de 230 troféus de leão, incluindo crânios, ossos, pele e garras (no Reino Unido, 20).

Cerca de 84% das instalações de leões em cativeiro na África do Sul estão envolvidas na venda de leões vivos e 72% venderam intencionalmente partes de corpos de leões.

Foto: Getty
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Agência de venda de caça a troféus oferece a morte de dois animais pelo preço de um

Foto: Rex Features
Foto: Rex Features

Embora covardes e cruéis as caçadas a troféus estão se tornando mais acessíveis para compra por caçadores, alertou um especialista em vida selvagem. Os clientes que sonham em viajar para a África para matar leões, elefantes e rinocerontes agora estão se beneficiando de ofertas de pacotes “dois por um”, informa o The Mirror.

Os preços foram derrubados por passagens aéreas mais baratas, cancelamentos de última hora e um aumento no número de reservas de caça em países como África do Sul, Botsuana e Namíbia. Uma empresa até oferece aos caçadores a chance de “adicionar uma leoa” ao seu tour de caça aos leões “sem nenhum custo extra”. Enquanto outro site oferece uma “oferta especial” em matar sete animais em cinco dias por apenas 1.499 libras.

Os animais listados na oferta incluem impalas (espécie de antílope), javalis, babuínos e gnus, e os clientes podem “adicionar uma zebra por 350 libras (cerca de 1.700 reais)”. Eduardo Goncalves, da Campanha para Banir Troféus, diz que os acordos estão tornando as caçadas de safári mais acessíveis, ressaltando que os negócios estão “crescendo” como resultado.

Foto: Rex Features
Foto: Rex Features

“Antes, eram apenas os nobres e os coronéis do exército que caçavam em safáris, disse o especialista ao Metro, “Hoje, são engenheiros de gás, gerentes de atendimento ao cliente de empresas de serviços públicos, supervisores de provedores de internet e até pensionistas do estado que estão saindo para matar animais selvagens por diversão. Ofertas de última hora e cancelamentos significam que alguns caçadores estão comprando as viagens nas promoções. É como a Black Friday (Sexta-feira Negra), mas para os animais todos os dias é um dia negro”.

A maioria das empresas apresenta fotos de clientes em viagens anteriores sentados ao lado ou segurando cadáveres de animais mortos por eles. O engenheiro de gás Manish Ghelabhai, de Kings Lynn, Norfolk, Inglaterra é destaque na página da mídia social de uma empresa, posando com um leão morto.

O caçador, segundo relatos, teria dito que sempre pensou que teria que economizar muito para fazer uma viagem de caça à África. No início deste ano, dados publicados revelaram que 2.242 ‘troféus’ de animais caçados foram importados apenas para o Reino Unido na última década, sendo que 15% deles eram de espécies ameaçadas de extinção. Isso incluía cabeças, pés, caudas, presas e chifres de animais como elefantes, leopardos, rinocerontes e leões.

Foto: Rex Features
Foto: Rex Features

O ministro do bem-estar animal do bloco de países, Zac Goldsmith, afirmou que o governo realizará uma consulta pública em caráter de urgência sobre a caça ao troféu. Ele disse que se sentiu mal ao ver fotos de caçadores orgulhosos, acrescentando: “A luta contra a caça de troféus de animais em extinção é importante. É claro que isso é moralmente indefensável e é por esse motivo que estou satisfeito com o fato do governo conservador consultar a população sobre uma proibição da importação desses troféus. “Ao colocar um valor mais alto em animais vivos do que mortos, começaremos a reverter a maré da extinção”.

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Notícias

Estudo revela dados alarmantes sobre o tráfico mundial de animais selvagens

Foto: Z.X. Zhang
Foto: Z.X. Zhang

Pesquisadores divulgaram estatísticas alarmantes mostrando o alcance enorme da escala do comércio global de vida selvagem em seguida do Dia Mundial dos Animais – um dia internacional de ação que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os direitos e o bem-estar dos animais.

Um estudo publicado na revista Science descobriu que pelo menos uma em cada cinco espécies de vertebrados – animais com espinha dorsal – são comprados e vendidos no mercado de vida selvagem.

Uma equipe de pesquisadores, liderada por Brett Scheffers da Universidade da Flórida e Brunno Oliveira da Universidade Auburn em Montgomery, sugere que essa estimativa está entre 40% e 60% superior que os dados anteriores.

O comércio de animais selvagens é uma indústria multibilionária que estimula a captura de animais em todo o mundo para serem vendidos como animais domésticos ou mortos para serem transformados em vários produtos, como carne, remédios tradicionais e até móveis.

Os cientistas sabem que esse comércio representa uma séria ameaça à vida selvagem do planeta; no entanto, se sabe ainda muito pouco sobre sua escala e as implicações exatas para a biodiversidade global.

Para tentar esclarecer essa questão, a equipe examinou quase 32 mil espécies de aves, mamíferos, anfíbios e répteis usando dados da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Flora e Fauna Silvestre (CITES) e da União Internacional para Conservação da Natureza Lista Vermelha (IUCN).

Eles descobriram que 5.579 das espécies estudadas – 18% do total – estão sendo comercializadas internacionalmente. Os autores observam que o comércio tem um impacto particularmente grande em certos grupos – como pássaros e mamíferos – e também em espécies ameaçadas. Além disso, seus impactos são sentidos mais severamente em algumas partes do mundo do que em outras.

Usando um modelo especialmente desenvolvido, os pesquisadores também previram que mais de 3 mil das espécies estudadas que atualmente não são comercializadas podem estar em risco no futuro, devido às semelhanças com animais já envolvidos no mercado.

A equipe também sugere que quase 9 mil espécies possam estar em risco de extinção em breve, destacando a necessidade de estratégias de conservação para enfrentar o impacto do comércio global.

Além dessas descobertas preocupantes, outro estudo realizado por especialistas da World Animal Protection, sem fins lucrativos, revelou a escala do comércio global de animais em relação a dez espécies de animais africanos que estão sendo particularmente afetadas.

O relatório revela que, entre essas dez espécies, 2,7 milhões de animais foram legalmente comercializados entre 2011 e 2015. A maioria está sendo capturada na natureza e criada em fazendas comerciais para serem trocadas por sua pele e vendidas como animais de estimação.

O relatório divide esses animais entre os “Big Five” e os “Little Five”. Os primeiros são o crocodilo do Nilo, o lobo-marinho da capa, a zebra de montanha de Hartmann, o elefante africano e o hipopótamo comum.

Estes últimos são o pitão, o papagaio-cinzento, o escorpião-imperador, a tartaruga-leopardo e o lagarto-monitor da savana.

O relatório destaca o imenso sofrimento pelo qual essas espécies estão passando, desde a captura traumática inicial, condições de exportação restritas, condições ruins de cativeiro, morte e tratamento inadequado quando vendidos como animais domésticos exóticos.

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Destaques

Dia Mundial dos Animais: segue viva a luta por justiça e compaixão por todas as espécies

Imagem de Gerhard Gellinger por Pixabay
Imagem de Gerhard Gellinger por Pixabay

O Dia Mundial dos Animais é celebrado anualmente em 4 de outubro. A data foi escolhida em 1931 durante um congresso ambiental em Florença, na Itália. A escolha foi feita em homenagem a São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais, cujo dia é celebrado em 04 de outubro.

A data é celebrada em vários países como uma oportunidade de reflexão sobre a forma como tratamos os animais, e as possíveis maneiras de melhorar a vida destes seres sencientes em todo o mundo. Para comemorar este dia, indivíduos, comunidades e organizações não-governamentais se reúnem para celebrar todas as espécies de animais que são companheiros de planeta dos seres humanos, porém tidos como inferiores, explorados e mortos indiscriminadamente.

A cada ano, cerca de 70 bilhões de vacas, porcos, galinhas, perus e outros animais sencientes são enjaulados, amontoados, privados, drogados, mutilados e macerados nas fazendas industriais de criação de animais do mundo todo, os dados são da ONG FARM. Como se isso não fosse sofrimento o bastante, eles são brutalmente mortos para servir de alimento aos humanos. Inúmeros animais aquáticos são capturados e sufocados por imensas redes de arrasto, para que os mercados possam vender e os restaurantes possam servir filé de peixe ou atum.

Esses números significam que muito mais animais são mortos por seres humanos para alimentação do que por todas as outras razões combinadas, incluindo caça, experimentação (testes em animais) e abrigos que praticam eutanásia.

A maioria desses animais é criada em fazendas industriais, onde passam a maior parte de suas vidas confinados, mutilados e alimentados artificialmente para crescerem tanto e tão depressa, que muitos deles literalmente sofrem até a morte. Mesmo os animais criados em pequenas fazendas familiares sofrem muitos desses abusos, e todos os animais criados para alimentação enfrentam uma morte horrível.

Galinhas criadas em granjas são alimentadas com hormônios químicos tão potentes que suas articulações não suportam o peso que essas aves atingem. Por isso muitas ficam paraplégicas ou se arrastam para andar. Elas mal podem se mover, tornando os 20 dias que dura em média sua curta visa, de puro sofrimento e tortura.

Porcos e porcas são confinados em espaços mínimos, onde quase não conseguem se mover. Inseminadas artificialmente, essas mães mal podem ver seus filhos que mamam entre grades afastados do corpo da mãe.

Vacas exploradas até a exaustão para produzir leite, vivem grávidas, passando o dia com máquinas de sucção instaladas em suas mamas e quando dão a luz, caso sejam bezerros fêmeas serão condenadas a uma vida de exploração e no caso de machos o final é pior ainda, pois são mortos por não poderem gerar lucro (leite) ou mortos pela indústria de vitela (carne de bezerro).

Isso sem falar nos animais que são explorados na indústria do entretenimento como baleias e golfinhos em parques aquáticos, elefantes dando passeios em suas costas, sendo abusados por circos, “treinados” com choques e ganchos afiados. Esses animais são obrigados a fazer truques antinaturais para entreter uma plateia de turistas ávida por diversão sádica.

Leões são catalogados e precificados por agências de viagens que promovem caças ao troféus e após selecionados por seus algozes, são soltos em campo para serem perseguidos e mortos em um jogo frio e cruel, onde o animal sempre perde.

Cada um desses animais, torturados e assassinados, é capaz de experimentar prazer, afeto e alegria, além de tristeza, solidão e dor. Eles compreendem o mundo ao seu redor e sentem todo o peso de uma existência condenada ao sofrimento.

Que este Dia Mundial dos Animais possa trazer um pouco de compaixão ao coração dos homens e mais justiça e paz para a vida desses animais, que subjugados pela espécie humana, sofrem em silêncio e indefesos todos os tipos de atrocidades.

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Destaques

Zoológico de Gaza reabre após escândalo de maus-tratos e descaso com os animais

Depois de aceitar a ajuda da ONG Four Paws que ofereceu mais de 44 mil libras (cerca de 226 mil reais) para o resgate dos animais e posterior fechamento do zoo, o local reabre com novos animais nas mesmas condições de abandono


 

O Zoológico Rafah, em Gaza, foi alvo de uma onda de críticas e revolta após imagens perturbadoras mostrando dezenas de leões, macacos e pavões desnutridos e maltratados vivendo em gaiolas apertadas e imundas em suas instalações.

O zoológico concordou em fechar e aceitar mais de 44 mil libras (cerca de 226 mil reais) da ONG Four Paws, sediada em Viena, para subsidiar comida e tratamento médico até que os animais pudessem ser transportados.

Em abril, os animais foram sedados e foram transferidos por 320 quilômetros para seu novo lar na Jordânia, via Israel, que deu permissão especial para a transferência dos animais por suas terras.

Foto: AsiaWire
Foto: AsiaWire

Mas agora, relatos apontam que o zoológico reabriu e manteve leões, avestruzes e macacos, novamente nas mesmas condições de descaso e maus-tratos.

A ONG Four Paws acusou o estabelecimento pois a entidade havia recebido garantias dos proprietários do zoológico de que eles fechariam as portas assim que a transferência dos animais fosse concluída.

Compromissos assumidos

Martin Bauer, porta-voz da instituição de caridade, disse ao Central European News: “É claro que estamos desapontados por eles terrem reaberto depois de prometerem fechar, e agora está nas mãos das autoridades locais agir porque, tanto quanto sabemos, o zoológico recém-inaugurado não tem licença para funcionar”.

“É claro que, se as autoridades locais autorizarem o resgate dos animais, estaríamos preparados para iniciar conversas sobre como ajudar na operação e transferi-los para um habitat mais apropriado para as espécies.

Foto: Alamy Live News
Foto: Alamy Live News

“Mas precisamos nos afastar do círculo vicioso de pagar cada vez para resgatar os animais que ficam em uma espécie de situação de reféns”.

Entre leões que estão sendo mantidos no zoológico, dois são adultos e três são filhotes.

Visitantes recentes do zoológico relatam ter visto funcionários tentando separar filhotes de leões de suas mães com varas, para que os clientes pudessem ser fotografados com eles.

Eles também disseram que os avestruzes estavam sendo mantidos em gaiolas minúsculas e foram vistos bicando constantemente as barras de suas jaulas. Macacos podiam ser vistos comendo lixo do chão, segundo relatos dos visitantes.

Foto: Bogdan Baraghin | FOUR PAWS
Foto: Bogdan Baraghin | FOUR PAWS

O novo gerente Ashraf Jumaa, que parece estar relacionado às pessoas que prometeram fechar o zoológico, negou que o local estivesse tentando chantagear instituições de caridade por mais dinheiro.

“Nosso principal objetivo não é o comércio, mas o entretenimento, e decidimos reabrir porque era isso que a população local queria”, disse ele.

Mas ele admitiu que o zoológico não conseguiria alimentar todos os seus leões quando os filhotes começassem a crescer.

Ele disse que os leões adultos precisariam de 22 a 30 kg de carne por dia e que eles não seriam capazes de suprir essa quantidade com o número atual de visitantes.

Foto: AsiaWire
Foto: AsiaWire

Gaza continua sofrendo economicamente sob um bloqueio de terra, ar e mar imposto por Israel depois que a organização militante Hamas assumiu o controle da faixa em 2007.

Estima-se que cerca de metade dos dois milhões de pessoas de Gaza vivam abaixo da linha da pobreza.

Um porta-voz do ministério da agricultura de Gaza disse que não havia discutido a reabertura com ninguém no zoológico e que havia pouca probabilidade de que a quantidade de terra necessária para que os animais pudessem ter mais espaço e melhor condição de vida, pudesse ser disponibilizada. Esse seria um dos requisitos mínimos para que o zoológico atenda aos padrões internacionais.

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