Destaques, Notícias

Centenas de leões-marinhos decapitados são encontrados no Canadá

Reprodução/Pixabay/Imagem Ilustrativa

Centenas de leões-marinhos foram encontrados mortos em Vancouver, no Canadá, durante os últimos meses. Decapitados, os animais podem ter sido vítimas de um serial killer.

“Para mim, isso parece intencional, seja por uma única pessoa ou por um grupo de pessoas”, disse a zoóloga de mamíferos marinhos Anna Hall, da Sea View Marine Sciences, à agência de notícias canadense CTV News.

“Espero sinceramente que a Fisheries and Oceans Canada persiga esse caso para determinar quem está fazendo isso e levá-los à justiça, porque isso é uma violação da lei federal”, completou.

Quase ameaçados de extinção, os animais mortos pertencem à espécie leão-marinho de Steller (Eumetopias jubatus), protegida pela Lei das Pescas e pela Lei das Espécies em Risco. O caso é investigado pelo Departamento de Pesca e Oceanos do Canadá (DFO).

Dois dos animais foram encontrados pela moradora da cidade de Nanaimo, Deborah Short. “No começo, pensei que fosse um tronco e, quando me aproximei, percebi que era um leão-marinho”, comentou.


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Focas e leões marinhos ganham uma segunda chance na vida em hospital de mamíferos marinhos

Foto: jervisbaywild
Foto: jervisbaywild

Na cidade litorânea de San Pedro, no estado de Los Angeles (EUA) existe um porto seguro para dezenas de focas e leões marinhos no Marine Mammal Care Center.

Desde 1992, o hospital de resgate e reabilitação vem tratando mamíferos marinhos doentes e feridos que acabam ficando presos no litoral de 70 milhas (mais de 100 km) do condado de Los Angeles.

O hospital sem fins lucrativos trata principalmente elefantes marinhos, leões marinhos e focas.

“As vezes eles estão desnutridos, outras eles apresentam mordidas de tubarão ou uma lesão causada por linhas de pesca ou ainda podem estar presos em redes de pesca”, disse Jeff Cozad, diretor-executivo do Marine Mammal Care Center de Los Angeles.

Os mamíferos marinhos ficam, em média, cerca de três meses de reabilitação na instalação antes de serem devolvidos à natureza.

“A liberação de um animal saudável é o ápice do nosso trabalho. É o destaque”, disse Cozad. “Isso acontece quando o animal está livre de problemas médicos, tem o peso corporal adequado e se exercita o suficiente”.

O MMCCLA libera focas e leões marinhos saudáveis no White Point Royal Palms Beach, em San Pedro. Com a ajuda de 150 voluntários, o hospital trata cerca de 300 mamíferos marinhos todos os anos.

As pessoas são encorajadas a visitar o hospital e ver as focas e leões marinhos. Para mais informações, visite o site do hospital.

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Programa militar americano é acusado de explorar golfinhos e leões marinhos

Foto: Flickr
Foto: Flickr

No início desta semana, a mídia noticiou uma baleia beluga encontrada em um vilarejo norueguês usando um suporte desconhecido com as palavras “St. Petersburgo” escritas nele. A situação causou suspeitas de que o animal pudesse ter sido treinado pela marinha russa para espionagem ou até mesmo algum tipo de arma, embora sejam apenas hipóteses.

Especialistas afirmaram que o equipamento parecia ter sido montar uma câmera GoPro, e a baleia foi considerada mansa e amigável com as pessoas, sinais de que estaria acostumada ao convívio humano.

Cientistas noruegueses disseram à Associated Press que acreditam que a baleia foi “muito provavelmente” treinada pela “marinha russa em Murmansk (Rússia)”.

Apesar de tudo o que foi falado não ficou imediatamente claro o fim para o qual o mamífero estava sendo treinado ou se deveria fazer parte de qualquer atividade militar russa na região.

O governo russo não comentou sobre a baleia. O país não tem histórico de usar baleias para fins militares desde o fim da Guerra Fria, mas a União Soviética tinha um programa de treinamento completo para os golfinhos.

E a Rússia não está sozinha no uso de animais marinhos em operações e em conjunto com os militares.

Marinha americana e a exploração de golfinhos

Em um e-mail enviado ao site de notícias Global News, a Royal Canadian Navy (Marinha Real Canadense) confirmou que não treina animais marinhos ou marinhos. Mas a marinha americana já explorou golfinhos e leões marinhos desde a década de 1960 como parte de seu programa de mamíferos marinhos, que começou durante a Guerra Fria.

De acordo com seu site, a Marinha treinou seus “companheiros de equipe” (forma de chamar os golfinhos explorados) para detectar ameaças debaixo d’água.

Foto: AP Photo/Denis Poroy
Foto: AP Photo/Denis Poroy

Usando o sonar, os golfinhos podem detectar itens perigosos no fundo do oceano, como minas e outros “objetos potencialmente perigosos”, segundo o site da marinha americana.

Essas minas não são prontamente detectáveis pelo sonar eletrônico, mas os golfinhos podem encontrá-las facilmente.

Golfinhos e leões marinhos também podem mergulhar mais fundo e ver melhor do que os mergulhadores humanos. O repórter do New York Times, John Ismay, serviu anteriormente como oficial de eliminação de explosivos com a marinha dos EUA.

Ele disse que os golfinhos também foram treinados para encontrar mergulhadores inimigos que possam ameaçar as operações navais.

Ismay disse que os animais não são treinados ofensivamente.

“Sua missão é simplesmente encontrar e marcar as bombas e minas e depois sair da área o mais rápido possível; não há golfinhos armados”, disse ele ao Times.

Programa Encerrado

O programa de mamíferos marinhos da Marinha dos EUA tem recebido muitas críticas desde que foi descontinuido nos anos 90.

Em 2003, a ONG PETA e a Sociedade Mundial para a Proteção dos Animais (WSPA) se manifestaram contra o uso de golfinhos na Marinha, dizendo que os animais foram usados contra sua vontade e não foram tratados com humanidade.

Em 2017, um vídeo filmado por um ativista dos direitos animais mostrou golfinhos mantidos pela marinha dos EUA em um pequeno cercado sem espaço para nadar.

Na época, o Comando de Sistemas Espaciais e de Guerra Naval (SPAWAR) disse à CBS News: “Mantemos os mais altos padrões de atendimento para nossos mamíferos marinhos, excedendo em muito o que é exigido pelas regulamentações federais”.

Desrespeito e crueldade

Entre os animais com maior capacidade cognitiva na natureza, golfinhos são inteligentes e sociais, dignos de direitos e respeito como qualquer outra vida no planeta, seja marinha, terrestres, selvagem ou doméstica.

Animais são seres sencientes, evento comprovado cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012, capazes de sofrer, amar e compreender o mundo ao seu redor e qualquer tentativa de privá-los de sua liberdade ou explorá-los em tarefas para benefício humano é um atentato covarde a sua existência.

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Pescadores jogam rojão em leões-marinhos no Canadá

Foto: Reprodução/NOAA
Foto: Reprodução/NOAA

Imagens de vídeo que estão circulando nas mídias sociais mostram um pescador na Columbia Britânica (Canadá) jogando um dispositivo explosivo entre dezenas de leões-marinhos que descansam na superfície da água, espalhando imediatamente os mamíferos assustados.

As imagens causaram revolta entre os defensores dos direitos animais e provocaram uma investigação por parte das autoridades canadenses, Segundo os autores da filmagem, a intenção da publicação era mostrar a extensão de uma “invasão” de leões-marinhos, o que segundo eles, estaria ameaçando a subsistência dos pescadores.

A empresa de excursões Campbell River Whale & Bear postou o vídeo no Facebook quarta-feira com a legenda: “Este vídeo foi filmado no fim de semana em um navio comercial que aguardava a inauguração da Commercial Herring (Temporada do Arequenque). Estou publicando esse vídeo para que o público saiba que isso vêm acontecendo repetidamente nesse mesmo momento em Comox, Denman Island e Hornby Island. Acreditamos que este vídeo foi filmado pela, BC Balance Pinniped Society (Sociedade do Equilíbrio de Pinípedes) que está tentando provocar um abate de 50% de pinípedes (família de leões-marinhos, lobos-marinhos, focas e morsas) na costa da Colúmbia Britânica e do Canadá. Esse comportamento é 100% ilegal e vai contra a lei de Diretrizes de Mamíferos Marinhos”.

A Pacific Balance Pinniped Society postou a filmagem na terça-feira na página do seu grupo no Facebook. O grupo afirmou que o dispositivo “bear banger”(rojão de urso) foi usado para espalhar os leões marinhos que estavam sentados sobre um banco (aglomeração) enorme de arenque.

A Sociedade quer que o Departamento de Pesca e Oceano do Canadá permita a venda comercial de carne de leão-marinho. O grupo acredita que um extermínio substancial permitiria a recuperação de vários pescadores e criaria condições de pesca mais seguras e produtivas.

O post do Facebook da sociedade, escrito por Thomas Sewid, começa descrevendo a cena antes que o dispositivo explosivo fosse lançado: “É com isso que os barcos de pesca de arenque estão lidando à noite agora. Teoricamente, a escuridão traz o arenque à superfície, o que facilita a sua captura. Os barcos de pesca devem lançar argolas com redes e arrastar cerca de 50 quilos de arenque para conseguir um conteúdo substancial de ovas das redes.

“Visto que há um número tão alto de leões-marinhos residente na Colúmbia Britânica e milhares de leões-marinhos invasores da Califórnia, a pesca do arenque está sendo prejudicada por eles. Essa enorme quantidade de leões-marinhos mergulhando ao redor de cardumes de arenque os assusta e eles vão para o fundo do mar. Isto faz com que os pescadores nos barcos não consigam pegar o arenque, pois eles nadam muito profundamente para serem alcançados pelas redes”.

A CBC identificou o pescador que jogou o dispositivo como Allan Marsden, e informou que o Departamento de Pesca e Oceano canadense está investigando e pode acusá-lo formalmente.

O DFO declarou em um tweet: “Lembrete: É ilegal perturbar #focas, #leões-marinhos ou outros mamíferos marinhos. Isso inclui o uso de rojoões, ´bombas de foca´ (dispositivos sonoros) ou outros tipo de explosivos ”.

Andrew Trites, que dirige o departamento de pesquisa de mamíferos marinhos da Universidade de British Columbia, disse sobre o vídeo: “Jogando uma banana de dinamite ao lado da cabeça de um animal, você vai estourar o tímpano dele. Se estiver perto do seu olho, você pode cegá-lo”.

“Eu ouvi eles dizerem no vídeo que aquilo não machucava o animal. Se esse é o caso, eu os desafiaria a segurar o bastão na mão, acendê-lo e vamos filmá-lo para ver o que acontece”, concluiu ele.

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Pescador joga explosivos leões-marinhos e gera polêmica na internet

A Campbell River Whale & Bear Excursions postou o vídeo no Facebook quarta-feira (6) para mostrar a extensão da “invasão” de leões-marinhos em Comox, Denman Island e Hornby Island. A atitude cruel causou revolta dos ativistas pelos direitos animais e  provocou uma investigação por parte das autoridades canadenses.

Suspeita-se que a Balance Pinniped Society, que está tentando autorizar o abate de 50% de pinípedes na costa da Colúmbia Britânica e do Canadá, tenha feito as imagens.

O CBC identificou o pescador que jogou o dispositivo como Allan Marsden, e informou que o Departamento de Pesca e Oceanos está investigando e pode apresentar acusações.

“Lembrete: É ilegal perturbar #focas, #leões-marinhos ou outros mamíferos marinhos. Isso inclui o uso de dissuasores acústicos, como bombas de vedação ou outros explosivos”, tweetou o DFO sobre as imagens.

Andrew Trites, que dirige o departamento de pesquisa de mamíferos marinhos da Universidade da Colúmbia Britânica, disse sobre o vídeo: “Jogando uma dinamite ao lado da cabeça de um animal, você vai estourar a audição. Se estiver perto do olho, você vai estourar o olho.As informações são do For the Win.

Trites acrescentou: “Eu sei que os ouvi dizer ‘Bem, isso não machuca o animal’. Bem, se esse é o caso, eu os desafiaria a segurar o bastão na mão, acendê-lo e filmar.”

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Leão marinho em seu habitat
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Infecção bacteriana ataca leões marinhos na Califórnia

Segundo um centro de resgate local, uma infecção bacteriana está atacando leões marinhos na Califórnia. Dados levantados pelo Centro de Mamíferos Marinhos em Sausalito informam que cerca de 220 indivíduos resgatados em 2018 estavam com leptospirose.

A leptospirose é transmitida através da urina infectada, diretamente ou por água ou solo contaminado. A doença afeta os rins e pode ser letal sem o tratamento adequado.

O Centro de Mamíferos Marinhos diz que a bactéria também foi observada em porcos, gambás e raposas. É o segundo maior surto registrado pelo centro de resgate.

Os especialistas dizem que os surtos não são raros e que o último de grandes proporções ocorreu em 2011. Os esforços do centro estão concentrados em entender como os leões marinhos contraíram a infecção para contê-la.

Leão marinho em seu habitat
Leões marinhos em risco na Califórnia | Foto: Pixabay
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Leões-marinhos foram assediados por turistas na praia de La Jolla, em San Diego, Califórnia (EUA). (Foto: Andrea Hahn)
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Leões-marinhos são perturbados por turistas para selfies

Um registro em vídeo mostrou o descaso com os animais na Califórnia (EUA). Leões-marinhos estavam em uma praia, desorientados por conta do número de pessoas ao redor. Os turistas locais, ao invés de ajudarem os animais, assediaram os leões-marinhos e revezaram-se para tirar fotos.

Um menino toca um dos leões-marinhos, e outros membros do público de turistas também procuram tocar o animal, além de tirar selfies e intimidá-lo, cercando-o por todos os lados. No mesmo vídeo, as pessoas também incomodam leões-marinhos que estão em grupos, descansando. Todos esses eventos aconteceram no dia 3 de abril de 2018, na Boomer Beach em La Jolla, uma comunidade em San Diego, Califórnia.

A mulher responsável pela gravação do vídeo, Andrea Hahn, chama a atenção dos turistas que assediavam os animais no local. Uma hora, chegou a gritar “pare com isso” para um homem que, com uma garrafa de água, joga o líquido em um dos leões-marinhos. “Leia os sinais. Eles estão protegidos por lei federal”.

De fato, os leões-marinhos são protegidos por lei federal. Assim como outros mamíferos marinhos, como baleias e lontras, a Lei de Proteção aos Mamíferos Marinhos dos EUA (MMPA) especifica que é ilegal assediar, caçar, capturar, coletar, matar e também alimentar esses animais.

Na própria praia de La Jolla, a lei estava detalhada em uma placa, sinalizando aos turistas que assediar, tocar e incomodar os leões-marinhos é ilegal. Porém, não foi o bastante para que as pessoas no local protegessem os animais e respeitassem a lei.

Em entrevista ao The Dodo, Hahn disse: “As pessoas estão jogando suas bebidas neles. Um salva-vidas comentou que até tentaram colocar cigarros acesos em suas bocas. O público está aqui para se divertir e, como a lei não está sendo aplicada, eles são livres para fazer o que quiserem. ”

Mesmo com placa sinalizando proibição de assédio com leões-marinhos, os animais foram assediados por turistas na praia de La Jolla, em San Diego, Califórnia (EUA). (Foto: Andrea Hahn)
Mesmo com placa sinalizando proibição de assédio com leões-marinhos, os animais foram assediados por turistas na praia de La Jolla, em San Diego, Califórnia (EUA). (Foto: Andrea Hahn)

Naomi Rose, uma cientista de mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute (AWI) (Instituto do Bem-Estar Animal, em tradução literal), explicou ao The Dodo que acredita que os leões-marinhos precisam ser melhor protegidos por autoridades locais – e que o público deve respeitá-los. “Esses leões-marinhos, que estão lá para descansar, são constantemente perseguidos pelo público”.

O Serviço Nacional de Pesca Marinha (NMFS) é a agência responsável pela aplicação do MMPA e pela proteção dos leões-marinhos – mas até agora o NMFS não tem feito o seu trabalho, de acordo com o que diz Naomi. Ela também contou, ao The Dodo, que “se o NMFS quisesse, eles poderiam multar todos que se aproximassem desses animais muito de perto para selfies, para o que é chamado de ‘assédio de nível B’”.

Não basta o assédio contra leões-marinhos em La Jolla, mas também alguns empresários querem os animais fora da praia. Existem grupos que têm feito campanhas para expulsar os animais do local argumentando que estão contaminando a área com seus cheiros. Defensores do bem-estar animal, por outro lado, acreditam que os leões-marinhos têm o direito de estar lá, e estão fazando o possível para protegê-los.

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Dezenas de leões marinhos aparecem doentes em praia

Leões marinhos estão aparecendo doentes o mortos em praias californianas | GETTY IMAGES

Dezenas de leões marinhos têm adoecido – até a morte, em alguns casos – nas praias da Califórnia central nos últimos dois meses. E o inimigo está no próprio oceano.
“Tivemos muito trabalho”, disse à BBC Mundo Shawn Johnson, diretor de ciência veterinária no Centro de Mamíferos Marinhos, em Sausalito, perto de San Francisco.

Sob a sua coordenação, os veterinários do centro dificilmente têm tempo para pausas. E o que os mantêm ocupados são os casos crescentes de envenenamento pela neurotoxina ácido domóico (toxina que age sobre o sistema nervoso, causando paralisias ou contraturas musculares).

O ácido domóico é produzido por certas algas marinhas, como as chamadas doumoi ou hanayanagi (Chondria armata), que são comumente ingeridas por peixes.
A toxina se acumula nos peixes e, ainda que seja inofensiva para eles, acaba impactando os mamíferos.

“Os mamíferos marinhos comem muitos peixes e (por consequência) ingerem grandes doses dessa toxina, que entram na corrente sanguínea e no cérebro”, explica Johnson.
Também há registros de casos de intoxicação por ácido domóico em seres humanos.

No Canadá, na década de 1980, um grupo de pessoas morreu após comer mexilhões contaminados.

Veterinários estão tentando reabilitar os leões marinhos que aparecem na costa californiana | GETTY IMAGES

Encontrar um leão marinho ou outro mamífero grande soltando baforadas ou tendo convulsões na areia da praia não deve ser uma cena fácil de compreender.

Mas, na Califórnia, a única esperança desses animais agonizantes é a de serem vistos por alguém que alerte os especialistas do centro veterinário em Sausalito.

Caso seja necessário, o animal é levado para lá, e uma equipe de veterinários e cientistas faz um diagnóstico do problema.

“No caso de envenenamento por ácido domóico, que causa convulsões, tentamos conter com medicação e com cuidados emergenciais”, disse Johnson à BBC Mundo.

Especialistas dizem que ácido produzidos por algas entram na corrente sanguínea e cérebro dos animais | GETTY IMAGES

Aumento das temperaturas

Shawn Johnson indica que a floração dessas algas tóxicas ocorre em diferentes épocas do ano. Especialistas concordam que o aumento das algas tóxicas foi causado pela mudança climática e pelo aumento das temperaturas oceânicas.

Desde junho, cientistas do Centro de Mamíferos Marinhos trataram 89 animais, dos quais 82 eram leões marinhos.

A maioria apareceu na região das praias de San Luis Obispo, onde há uma grande concentração de algas.

Desde junho, cientistas do Centro de Mamíferos Marinhos trataram 89 animais, dos quais 82 eram leões marinhos | GETTY IMAGES

E praticamente todos os leões marinhos resgatados sofreram as temidas convulsões.
“O mais urgente é que o corpo expulse a toxina. Também ministramos ao animal uma medicação para proteger o cérebro. Essas convulsões podem causar lesões cerebrais permanentes”, explica Johnson.

“Depois de tratar as convulsões por uma semana, começamos a estudar outros tratamentos e identificamos se há dano cerebral ou não.”

Se o animal se recuperar, eles o devolvem ao oceano e colocam uma etiqueta de identificação para, caso apareça em outra região, saibam que esteve em um centro de reabilitação.

Dos 82 leões marinhos atendidos no centro, os veterinários conseguiram salvar 51

Fonte: BBC

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De olho no planeta

Encalhes de leões-marinhos na Califórnia revelam o estado crítico dos oceanos

Uma pesquisa do Serviço Nacional de Pescarias Marinhas da Associação Nacional Oceânica e Atmosférica(NOAA Fisheries) sugere que a limitação de alimentos para leões-marinhos, especialmente para as mães em fase de amamentação, pode estar aos encalhes de leões-marinhos na Califórnia (EUA).

Leões-marinhos
Foto: NOAA

O estudo é parte de um esforço contínuo para descobrir a causa da mortalidade inesperada de uma década (UME) entre as populações de leões-marinhos da Califórnia.

A UME é definida sob a Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos como “Encalhe que é inesperado; envolve uma extinção significativa de qualquer população de mamíferos marinhos e exige resposta imediata”.

Houve um total de seis mil registros de encalhe de filhotes de leões-marinhos e jovens leões-marinhos ao longo das praias da Califórnia de 2015 a 2016. Os animais não estão apenas recebendo ajuda de instalações de reabilitação para desidratação e desnutrição, mas os jovens também parecem ter um crescimento atrofiado nos estágios iniciais de seu desenvolvimento.

Os cientistas afirmam que estes eventos são provavelmente o resultado da incapacidade das mães em fase de amamentação e dos leões recém-desmamados de localizar e consumir presas suficientes.

O estudo sugere uma correlação entre os encalhes elevados e as condições gerais dos animais que precisam receber cuidados como resultado do declínio na disponibilidade de alimentos ricos em nutrientes, como as sardinhas.

As sardinhas do Pacífico têm um conteúdo calórico mais elevado do que outras presas. Sem elas, a população de leões-marinhos da Califórnia tem uma dieta pobre em calorias.

O NOAA declarou em sua Avaliação de Sardinhas de 2016 que a população de sardinhas do Pacífico, após atingir seu pico de 2007, caiu 90% a partir do último ano. A Oceana afirma que a população de sardinha precisaria aumentar para cerca de 640 mil toneladas métricas.

A pesca é uma das principais responsáveis por esse declínio que mata inúmeras espécies que vivem nos oceanos. Outro fator é o impacto das mudanças climáticas nos mares, apontou o The Intertia.

O evento de mortalidade incomum entre leões-marinhos da Califórnia sinaliza um problema muito maior. Os leões-marinhos são considerados uma espécie sentinela, o que significa que eles são usados para avaliar a saúde geral do ecossistema aquático que eles chamam de lar – e o cenário não é bom.

Por isso, é importante que a comunidade global responda a esses sinais de alerta a fim de garantir um ecossistema abundante e um fornecimento de alimentos saudáveis para os animais marinhos.

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O filhote de leão-marinho que embarcou no barco de Geoff Shester
Notícias

Pesca ameaça sobrevivência de milhares de leões-marinhos desnutridos e órfãos

Em 2016, Geoff Shester e alguns amigos foram mergulhar na costa de Santa Barbara Island, perto de Los Angeles, nos Estados Unidos. Quando voltaram para o barco, havia um visitante inesperado: um filhote de leão-marinho faminto.

O filhote de leão-marinho que embarcou no barco de Geoff Shester
Foto: Geoff Shester

“No início, as pessoas se divertiram com a presença do leão-marinho a bordo, mas também não perceberam o quão magro ele estava. Eles supostamente devem ser gordos, mas ele era tão magro que você conseguia ver suas costelas e os ossos do quadril”, disse.

Shester, que trabalha como diretor de campanha e cientista sênior para a filial da Califórnia da Oceana, sabia exatamente o que estava acontecendo. O filhote de leão-marinho provavelmente tinha sido abandonado pela mãe, o que tem ocorrido na Califórnia desde que a espécie tem tido dificuldade para encontrar alimento.

O grupo de amigos tinha comida no barco, mas não lhe deram. “Isso é um grande não, você pode fazer mais mal do que bem”, explicou Shester.

Em vez disso, eles tentaram retirar o filhote do barco, mas ele continuava retornando continuamente.

“O clima no barco tornou-se sombrio. Era uma sensação um tanto impotente porque não havia realmente nada que pudéssemos fazer. Fiquei consideravelmente devastado porque, embora soubesse dos encalhes excepcionalmente elevados, é muito diferente ver um animal novo sofrendo pessoalmente. Isso realmente embrulhou meu estômago”, disse Shester.

O abraço de dois leões-marinhos famintos.
Foto: Centro de Mamíferos Marinhos Pacific Center

Infelizmente, este tipo de incidente está longe de ser incomum. Durante os últimos quatro anos, filhotes de leão-marinho foram vistos em lugares bastante inusitados à procura de alimentos, como em barcos, carros, rodovias e até mesmo em restaurantes. Todos estão magros e famintos.

Se pode ser tentador acusar as mães dos filhotes por abandoná-los, a verdadeira culpado é a falta de comida. Os leões-marinhos dependem de anchovas e sardinhas, mas a pesca provocou o colapso dessas espécies nos últimos anos. Quando as mães dos leões-marinhos não conseguem comida suficiente para elas mesmas, abandonam seus filhotes.

“Se a mãe tem problemas para sobreviver e se alimentar, a estratégia evolucionária que usam é pelo menos abandonar esse filhote e viver para ter mais filhotes em algum dia”, afirmou Shester.
Mesmo quando as mães não abandonam os filhotes, às vezes têm que se aventurar até encontrar comida e conseguem voltar em segurança. As fêmeas muitas vezes dão à luz nas ilhas da Mancha, ao largo da costa da Califórnia e deixam os bebês ali durante vários dias enquanto caçam.

Porém, como elas viajam cada vez mais à procura de alimento, às vezes os bebês são deixados famintos nas ilhas. Por isso, eles se aventuram por conta própria, em busca da mãe ou de alguma ajuda e acabam na costa da Califórnia – ou no meio de uma estrada.

Leão-marinho faminto e caído.
Foto: Centro de Mamíferos Marinhos Pacific Center

A situação começou a ficar ruim para os leões-marinhos em 2013, quando mais de 1400 filhotes ficaram “encalhados” ao longo da costa oeste dos EUA depois de perder as mães. Porém, 2015 foi o pior ano até agora, com mais de 2500 registros desses incidentes. Na realidade, Shester acredita que esses números podem ser ainda maiores.

“Isso é o que somos capazes de contar. Quem sabe quantos estão em outras praias ou morreram no mar?”, destaca.

Estes encalhes em massa colocaram muita pressão nos centros de resgate e reabilitação, como o Centro de Mamíferos Marinhos (TMMC) em Sausalito, na Califórnia – organizações que muitas vezes cuida de dezenas, senão centenas, de filhotes ao mesmo tempo.

Cara Field, veterinária do TMMC, conta ter achado incrivelmente doloroso ver esses animais em condições tão precárias.

“Esses animais têm cerca de 10 quilos quando nascem. Quando chegam aos seis meses, devem ter em torno de 20 quilos, mas estávamos vendo eles ainda com 10 quilos. Isso significa que eles estavam apenas recebendo nutrição suficiente das mães e não é culpa delas. As mães não tinham nutrição adequada para alimentar os filhotes e fazê-los atingir um peso para sobreviver”, esclareceu ao The Dodo.

É lamentável que a pesca, uma indústria extremamente cruel e responsável pela morte de inúmeras espécies, afete indiretamente ainda mais animais marinhos.

Por mais doentes que estes filhotes estejam, Campo diz que é bom que eles tenham um ao outro: “Eles não são irmãos e irmãs, é claro, mas são animais muito sociais como uma espécie. Você os encontra em grandes grupos”.

Até agora, 2017 parece ser um ano melhor para os leões-marinhos, já que há menos filhotes sendo abandonados, de acordo com Shester. Entretanto, ao mesmo tempo, eles enfrentam outra grande ameaça: o envenenamento por ácido domoico.

Esse ácido é causado por flores de algas tóxicas, que ocorrem quando as chuvas pesadas carregam produtos químicos e outros tipos de poluição nos oceanos. Isso contamina os peixes e quem os ingere é envenenado. Enquanto o ácido domoico tem sido uma ameaça há muitos anos, houve um surto particularmente grande no ano passado, segundo Shester.

Quando os leões-marinhos são envenenados pelo ácido domoico, isso devasta seus corpos. As toxinas entram na corrente sanguínea dos filhotes, o que pode gerar convulsões, doenças cardíacas, problemas neurológicos e até mesmo a morte.

“Muitas vezes, o ácido domoico [envenenamento] é como o Alzheimer instantâneo. Os animais estão basicamente muito desorientados, não conseguem se lembrar das coisas, perdem o controle de onde estão”, ressalta.

Grupo de filhotes de leões-marinhos muito magros devido à falta de alimento
Foto: Centro de Mamíferos Marinhos Pacific Center

Embora ainda não esteja claro como o surto afetará os animais neste ano, ele definitivamente não irá ajudá-los.

“Não acho que ninguém realmente saiba ainda se este surto de ácido domoico acarretará o quinto ano consecutivo de mortalidade enorme para os filhotes de leões-marinhos. Mas o ácido pode afetar tanto filhotes como adultos”, aponta ela.

No entanto, apesar das novas ameaças, Field e outros esperam que o futuro melhore para a população da espécie.

“Temos biólogos que pesam filhotes todos os anos para que possamos obter alguns números médios e dados e neste ano os pesos dos filhotes foram maiores – eles foram realmente muito bem. Esse é um grande indicador de que as mães têm encontrado mais comida para alimentar seus filhotes”, conclui.

Enquanto isso, porém, eles estão focados em auxiliar filhotes em necessidade.

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Leões-marinhos morrem após ingerir algas tóxicas geradas pela poluição dos oceanos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Centro de Mamíferos Marinhos

Algas tóxicas têm provocado danos cerebrais fatais em leões-marinhos da Califórnia (EUA), dificultando as operações de resgate de animais oceânicos ao longo da costa do Pacífico.

A intoxicação é uma das principais ameaças para os animais que ingerem a toxina enquanto ingerem peixe e outras espécies marinhas que se alimentam de algas, alertam as organizações de resgate do sul da Califórnia. Alguns pássaros e golfinhos também foram afetados pelas algas. Os cientistas explicam que o desenvolvimento da toxina é um subproduto do aumento da poluição do oceano e das temperaturas mais altas da água. Com chuvas pesadas neste ano, mais fertilizantes e águas residuais entram nos mares.

A neurotoxina produzida pelas algas Pseudo-nitzschia pode destruir o cérebro de leões-marinhos até que eles não consigam mais usar funções básicas de sobrevivência como evitar predadores e encontrar alimento. Segundo o Huffington Post, os animais podem ter convulsões e paralisia e um dos principais sinais da demência é quando eles são vistos rolando as cabeças repetidamente.

Um porta-voz do Instituto das Marinhas e Vida Selvagem da Ilha da Mancha disse ao Ventura County Star que este é o “pior ano de sempre” para casos de intoxicação por ácido domoico.

O Resgate de Animais Marinhos informou ter encontrado, apenas no último mês, 33 leões-marinhos desorientados que sofriam dos sintomas.

Em Laguna Beach, o Centro de Mamíferos Marinhos do Pacífico relatou 14 mortes de leões-marinhos até agora devido à intoxicação por ácido domoico. Muitos dos animais afetados eram fêmeas grávidas principalmente porque estão se alimentando mais durante o período de gestação.

Centros de resgate tentam liberar a toxina do sistema dos animais, mas às vezes seus cérebros estão significativamente prejudicados para serem salvos.

O Coastal Ocean Observing Systems do Scripps Institution of Oceanography emitiu um alerta sobre o ácido em Orange County.

A intoxicação por ácido domoico também foi um grande problema há 10 anos, quando 175 leões-marinhos foram afetados. Porém, o grande número de animais mortos em tão pouco tempo neste ano tem chocado grupos de proteção animal.

Lauren Palmer, veterinária do Centro de Cuidados de Mamíferos Marinhos de Los Angeles, disse que o grupo cuidou de 15 leões-marinhos adultos durante o período de 10 dias que tinham mostrado sinais clínicos da intoxicação. “É incomum ver isso em um período de 10 dias”, afirmou ela ao Orange County Register.

Keith Matassa, diretor-executivo do Centro de Mamíferos Marinhos do Pacífico, descreveu os animais como “canários do ambiente marinho” porque eles são indicadores da saúde de um oceano.

“Sabemos que a sociedade está criano as algas prejudiciais. Estamos provocando um efeito, vendo mais delas, maiores e mais tóxicas”, disse Clarissa Anderson, chefe da operação Scripps.

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Notícias

Leões-marinhos são tratados como objetos por turistas em busca de selfies

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Andrea Else Hahn/Facebook
Foto: Andrea Else Hahn/Facebook

Aconteceu novamente. Nossa obsessão em capturar imagens de nós mesmos com animais resultou em uma completa falta de respeito por outros seres vivos. Dois leões-marinhos de La Jolla Cove, em San Diego (EUA), estavam juntos em uma rocha quando turistas decidiram que seria bom tirar fotos com ambos.

Imagens postadas nas mídias sociais estão provocando indignação de ativistas em todo o mundo. Nelas, é possível ver as pessoas tocando e tentando acariciar os animais selvagens.

Como mostra a foto abaixo, um pai é assustadoramente visto segurando seu bebê ao lado dos leões-marinhos antes que um deles quase morda o pé da criança para se defender da intrusão.

Foto: Andrea Else Hahn/Facebook
Foto: Andrea Else Hahn/Facebook

Quando as pessoas irão aprender? Carly Padilla, Educadora de Projetos do Project Wildlife da Humane Society de San Diego observou que uma mordida de um leão-marinho pode causar uma grande quantidade de danos nos tecidos, já que a espécie possui dentes grossos e afiados.

Mesmo que um sinal na entrada de La Jolla fale claramente “não se aproxime das focas/ leões-marinhos, eles podem morder e atacar”, as pessoas ainda vão até os animais para assediá-los apenas para tirar fotografias.

Isso é perigoso para os leões-marinhos também, pois lhes perturba, causa ansiedade, o que pode fazer com que as mãe reduzam a produção de leite ou, pior, abandonem completamente seus filhotes.

Foto: Andrea Else Hahn/Facebook
Foto: Andrea Else Hahn/Facebook

“Todos os animais selvagens nos veem como um grande predador assustador e quando há predadores ao redor, você tenta se proteger”, explica Carly Padilla.

Só podemos imaginar o quão assustador foi para os leões marinhos ver os humanos invadirem seu lar.

Infelizmente, tirar selfies com animais se tornou uma tendência e as pessoas tratam os como se eles não fossem nada mais do que meros adereços. A popularidade das selfies com animais acarretou muitos danos físicos e situações perturbadoras.

Em um caso recente, os turistas encontraram um golfinho encalhado, morrendo e em vez de ajudar a criatura sofredora, eles tiraram selfies com o animal, segundo o One Green Planet.

Na Costa Rica, centenas de turistas impediram que a nidificação de tartarugas marinhas. Isso precisa parar. Selfies são divertidas de tirar, mas por favor deixe os animais selvagens fora delas.

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