Os leitos de chimpanzés têm menos bactérias que camas humanas (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)
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Chimpanzés dormem em leitos mais limpos que camas de humanos, mostra estudo

Um novo estudo realizado pela Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostrou que os leitos onde dormem os chimpanzés são mais limpos do que camas de humanos. Isso acontece porque, ao contrário de nós, os animais trocam suas “folhas” todas as noites.

Sendo assim, as ‘camas’ dos chimpanzés, que ficam nos complexos de árvores, são compostas de ramos e folhas que contêm menos bactérias do que a maioria das camas de famílias humanas.

Os leitos de chimpanzés têm menos bactérias que camas humanas (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)
Os leitos de chimpanzés têm menos bactérias que camas humanas (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)

Em comparação com os leitos humanos, os locais onde chimpanzés deitam-se para dormir tinham uma variedade muito maior de insetos, enquanto os locais onde deitam-se humanos estão cheios de bactérias fecais, orais ou de pele.

Megan Thoemmes foi líder da pesquisa na Tanzânia, e contou em sua publicação: “Sabemos que os lares humanos são efetivamente seus próprios ecossistemas, e cerca de 35% das bactérias que contêm em camas de seres humanos provêm dos nossos próprios corpos. Queríamos saber como isso se comparava a alguns dos nossos parentes evolucionários mais próximos, os chimpanzés, que fazem suas próprias camas diariamente”.

“Não encontramos quase nenhum desses micróbios nos ninhos de chimpanzés, o que foi um pouco surpreendente”, ressaltou a pesquisadora. Os cientistas ficaram igualmente surpresos quando tentaram aspirar artrópodes parasitas – pulgas e piolhos – dos ninhos de chimpanzés.

Os chimpanzés são primatas que mudam os locais onde dormem todas as noites, evitando o acúmulo de bactérias do corpo, que podem atrair doenças (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)
Os chimpanzés são primatas que mudam os locais onde dormem todas as noites, evitando o acúmulo de bactérias do corpo, que podem atrair doenças (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)

As camas feitas por grandes primatas, sejam eles chimpanzés, gorilas, bonobos ou orangotangos, são normalmente usadas para uma única noite e depois abandonadas, e isso acontece pois diminui a capacidade de doenças e pragas se acumularem em um local de descanso. Além disso, reduz os odores microbianos associados ao animal que podem atrair predadores.

Publicado na revista Royal Society Open Science, o estudo é o primeiro a comparar a composição dos locais onde dormem primatas não humanos à camas de seres humanos. “Este trabalho realmente destaca o papel que as estruturas feitas pelo homem desempenham na formação dos ecossistemas de nosso ambiente imediato. De certa forma, nossas tentativas de criar um ambiente limpo para nós mesmos podem, na verdade, tornar nosso ambiente menos ideal”, comentou a líder do estudo.

 

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Hospital Veterinário de Uberaba (MG) enfrenta problema de falta de leitos

HVU conta atualmente com 30 leitos para internação (Foto: Reprodução / TV Integração)
(Foto: Reprodução / TV Integração)

A estrutura mais completa de atendimento à animais de Uberaba não consegue atender a demanda, porque faltam leitos. No Hospital Veterinário, são trinta disponibilizados para internação, sendo cinco reservados para emergências. De acordo com a Gerência Clínica, neste ano foram realizados mais de 6.500 serviços no setor de internação e 3.500 atendimentos de animais de pequeno porte.

Com 17 anos, o cão Bill sofre de várias doenças. Ele é frequentador assíduo do local. Segundo o tutor, Luis André de Oliveira Freitas, a equipe médica até o apelidou de “Highlander, o imortal”. “Ele sempre vem com retorno. Os veterinários são muito bons, a estrutura é ótima”, destacou.

Muitos que conseguem a internação acompanham o processo de perto. É o caso da professora Zuleica Ferreira, que não desgruda da cadela Akira. “Estamos muito ansiosos porque já são quatro dias. Ela passou mal, nós trouxemos, fez exames e provavelmente vai sair amanhã”, contou.

Segundo o veterinário Claudio Yudi, a diretoria reconhece que é preciso aumentar a quantidade de leitos e já discute o assunto. “Ainda não foi feito nada para o aumento futuramente, mas estamos pensando melhor nisso. O aumento gradativo do atendimento faz com que a gente amplie o maior número de leitos”, afirmou.

Estrutura

A unidade é equipada com salas de atendimento, enfermarias, pronto-socorro, centro cirúrgico e aparelhos modernos para diagnóstico. No quadro de funcionários, além de veterinários, há estudantes residentes e auxiliares. São dez profissionais durante o dia e dois pela noite.

Fonte: G1

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