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Grupos ambientais pressionam e Zimbábue proíbe a mineração em parques nacionais

Elefantes no Zimbábue | Foto: Reprodução Pixabay

O Zimbábue, país vizinho a Moçambique, no continente africano, proibiu a mineração em todos os seus parques nacionais. O projeto de mineração no parque foi fruto de uma parceria entre empresas chinesas e a estatal Zimbabwe Mining Development Corporation. Entretanto a medida mudou os planos das empresas, que buscavam iniciar as operações de mineração de carvão no famoso Parque Nacional de Hwange.

A partir dos esforços de grupos ambientais, a Ministra da Informação do Zimbábue, Monica Mutsvangwa, anunciou a proibição da mineração nos parques nacionais, e também a proibição da mineração ao longo de grande parte dos leitos dos rios.

“Estão sendo tomadas medidas para cancelar imediatamente todos os títulos de mineração mantidos em parques nacionais”, disse ela.

O Parque Nacional Hwange, o maior do Zimbábue, é o lar de mais de 40.000 elefantes, bem como mais de 400 espécies de pássaros e 100 mamíferos, incluindo o rinoceronte-negro, ameaçado de extinção.

Rinocerontes no Zimbábue | Foto: Reprodução Pixabay

A Associação de Advogados Ambientais do Zimbábue argumentou que a criação de uma mina de carvão causaria degradação ecológica “devastadora” e forçaria a vida selvagem a fugir para outros habitats que não os seus de origem.

Além disso, a mineração poderia prejudicar o turismo, que é uma importante fonte de renda para os residentes locais, e potencialmente aumentar a caça ilegal e os conflitos entre as pessoas e a vida selvagem, explicou a organização.

“Há risco alto de degradação ecológica irreversível, incluindo perda total de espécies animais e vegetais, redução de habitats de animais de muitas espécies raras, incluindo rinoceronte preto, pangolim, elefante e cães selvagens”, explica.

Em paralelo a proibição, o Zimbábue também ainda está investigando a causa da morte de 22 elefantes perto do Parque Nacional Hwange no início deste mês. As autoridades suspeitam que os jovens elefantes morreram depois de ingerirem plantas venenosas, devido à escassez de alimento provocada pelo verão forte no país.


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Antes proibidos, hoje cuidados, amanhã talvez fora dos pratos, cachorros refletem a transformação da China

Xiangzi – que significa “sortudo” – não poderia ser um nome melhor para este bem cuidado husky siberiano. Sua tutora, Qiu Hong, que trabalha com marketing esportivo, cuida do animal com dois passeios diários, brinquedos e utensílios de cuidados com a higiene importados dos Estados Unidos, cerca de US$ 300 em ração e comidas, além do seu próprio sofá no apartamento.

Quando a cidade fica monótona, Qiu carrega Xiangzi no carro e o leva para um passeio – pelas estepes do interior da Mongólia, sete horas ao norte. “É um pasto enorme. Bem longe, mas muito bonito”, ela disse.

Metaforicamente falando, Xiangzi não é apenas um cachorro, mas um fenômeno social – e, talvez, um indicador da rapidez com que a China está passando por sua transformação de país pobre camponês a primeiro mundo.

Há vinte anos, quase não havia cachorros em Pequim. Os poucos que havia corriam o risco de acabar num prato de jantar. É possível encontrar ainda hoje pratos à base de cachorro. Mas é muito mais fácil encontrar pet shops de cachorros, sites de cachorros, redes sociais de cachorros, piscinas para cachorros – mais recentemente, é possível até frequentar cinemas e bares que aceitam cachorros na área de clubes noturnos no centro de Pequim.

Segundo autoridades da cidade, há 900 mil cachorros na cidade, e esse número cresce 10% ao ano. Isso são os registrados. Outros milhares não possuem licença.

Como essa transformação ocorreu representa, de certa forma, a história da China moderna. Séculos atrás, a elite chinesa tinha cachorros como animais de estimação; diz-se que o pequinês data dos anos 700 d.C., quando os imperadores chineses o tornaram o cachorro do palácio – e executavam qualquer que pessoa que o roubasse.

No entanto, na era comunista, os cachorros tinham mais um papel de guardas, pastores ou refeições do que companheiros. Dogmas ideológicos e necessidades durante os muitos anos de crise da China renderam aos animais de estimação um caráter de luxo burguês.

De fato, depois que os cachorros começaram a aparecer nos lares de Pequim, o governo decretou, em 1983, a proibição na cidade dos cães e sete outros animais, incluindo porcos e patos.

O renascimento econômico da China mudou tudo isso, pelo menos nas cidades prósperas. “As pessoas costumavam focar em melhorar suas próprias vidas, e não estavam familiarizadas com a criação de um cachorro”, disse Qiu. “Mas, com o desenvolvimento econômico, as perspectivas das pessoas mudaram. Há muito estresse, e ter um cachorro é uma forma de aliviá-lo”.

No entanto, há outros fatores para a recente popularidade desses animais: muitos tutores de cachorros também dizem que a política do filho único da China tem espalhado o entusiasmo por criar um cachorro como forma de ter companhia para a criança, em famílias com filho, e preencher lares vazios quando o filho cresce e sai de casa.

Alguns dizem que os cachorros se tornaram um símbolo de status para os moradores de Pequim em escalada social.

He Yan, 25 anos, tutora de dois cachorros pequenos de raça híbrida, chamados Guoguo e Tangtang, disse que jovens como ela são chamados de “gouyou”, ou amigos dos cachorros.

Aparentemente, os cachorros de Pequim se tornaram, assim como no Ocidente, alvo de afeição – até devoção – por parte dos tutores.

Nos finais de semana, centenas de tutores de cachorros vão ao Pet Park, um SPA canino de 12 hectares a leste de Pequim, que inclui um restaurante para os cães e para os tutores, um percurso de agility para os animais, um cemitério canino e uma capela, um albergue para tutores de cachorros, canil com 600 baias (onde os tutores devem passar por uma tina desinfetante antes de entrar) e duas piscinas em forma de osso.

Os que matriculam seus cães têm garantia de uma hora de brincadeiras com o cachorro, banho semanal e um site onde toda segunda-feita eles podem ver fotos novas de seu animalzinho.

O parque, inaugurado no ano passado, foi ideia de um entusiasta por cachorros que fez uma fortuna no ramo de refrigeradores, de acordo com Li Zixiao, gerente de vendas do parque.

“Todo mundo que traz seu cachorro para cá o considera como um filho”, ele disse. Mas uma coisa é certa, nem todos os moradores de Pequim são fãs dos cachorros.

Um blog da cidade, o City Dog Forbidden, modera um debate acalorado entre os fanáticos por cães e as pessoas que acreditam, como um indivíduo escreveu, que os cachorros “estão perturbando seriamente a vida normal das outras pessoas”.

“O nascimento das necessidades humanas deve ser planejado, mas qualquer um pode ter um cachorro?”, perguntava um incrédulo. “Os recursos que conservamos por termos menos pessoas, nós os damos aos cães? É um problema muito sério. Mesmo assim, a devoção dos tutores de cachorros de lá parece ter amaciado até o coração do duro governo municipal.

Em 1994, autoridades de Pequim relaxaram sua política de proibição de cães para “restringir severamente” os cachorros; em 2003, ela foi novamente mudada para permitir que qualquer pessoa pudesse ter um, mas limitando os cachorros da cidade a um tamanho máximo de 35 cm de altura.

Em grande parte a lei não é considerada pelos que adoram cachorros – segundo eles, a lei é arbitrária e injusta.

Diariamente, milhares de tutores de cachorros de grande porte esperam até meia-noite, quando o policiamento é mais esparso, para caminhar pelas ruelas da cidade.

Em julho, uma proposta para aliviar as restrições ainda mais, submetida a um órgão consultivo legislador nacional, gerou quase 30 mil comentários na internet, em comparação a algumas centenas de opiniões para a maioria das outras propostas.

A cidade até mesmo abriu seu próprio parque para cachorros, minúsculo, com um canil rudimentar, um percurso de agility e uma piscina em forma de rim que, no verão, fica tão lotada quanto qualquer praia urbana.

E o cão no prato pode estar com os dias contados

Uma proposta formal para banir o consumo de carne de cachorro foi submetida à legislatura semi-independente da China, a Assembleia Popular Nacional. Nada que a legislatura faz se torna lei sem o consentimento do alto escalão, mas a proposta sobreviveu a duas rodadas de comentários públicos, o que é um bom sinal.

O patrocinador da proposta, um professor de Direito chamado Chang Jiwen, diz não adorar tanto os cachorros, mas adorar a China. “Outros países desenvolvidos possuem leis de proteção aos animais”, disse ele, em entrevista por telefone.

“Com a China se desenvolvendo tão rapidamente, e cada vez mais pessoas criando bichos de estimação, as pessoas têm que saber como tratar bem aos animais”.

Com informações de Yahoo 

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Nova lei para proteger animais será implantada na Índia

Por Giovanna Chinellato  (da Redação)

Foto: Reprodução/Teach India Project

A Índia irá em breve substituir a lei pelo bem-estar animal existente no país por uma nova que os proteja melhor contra a crueldade. “Nós vamos ter uma lei nova com punições mais severas”, disse o ministro de meio ambiente e florestas, Jairam Ramesh. A penalidade existente para crueldade contra animais é baseada no Ato de Prevenção à Crueldade com Animais, de 1960, que estipula uma multa de $50. Na lei proposta, o ministro do meio ambiente provavelmente dará recomendações para tutores e autoridades de forma a garantir seu bem-estar.

De acordo com o jornal Hindustan Times, Ramesh concordou com ativistas pelos animais e o membro da Lok Sabha Maneka Gandhi de que a punição existente não é adequada e não funciona para impedir a crueldade contra animais.

Para assegurar o bem-estar, o ministro também encaminhará uma proposta ao governo para que proíbam o sacrifício de animais durante o festival de Dusherra.

“Iremos definitivamente mandar uma advertência pedindo que o Estado impeça o sacrifício realizado em algumas regiões”, disse o ministro Lok Sabha.

Seis estados da Índia já proibiram o sacrifício de animais durante festivais.

Ramesh também contrariou e criticou as alegações do líder da RJD, Lalu Prasad, de que festivais com bichos como o de Bihar promovem a causa animal. “É vergonhosa a forma como os elefantes são tratados e comercializados nesses festivais”, Ramesh disse.

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