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ONG lamenta morte de golfinho causada por turistas na Espanha

A entidade espanhola de proteção animal Equinac lamentou a morte do golfinho que encalhou na praia de Mojácar, no Sul da Espanha, e não resistiu após turistas pegá-lo para tirar fotos.

“Viram um golfinho vivo e a obsessão por tocá-lo e fotografá-lo passou por cima de tudo, do sofrimento e estresse que estes animais sofrem, por cima do respeito e consideração”, escreveu a ONG nas redes sociais.

Golfinho morreu após turistas pegá-lo para tirar fotos (Foto: Reprodução/Facebook)

Ao encalhar na areia, uma multidão se formou ao redor do golfinho. Minutos depois, um socorrista e um integrante da entidade de proteção animal tentaram resgatá-lo, mas ele já estava sem vida. A suspeita é de que a causa da morte seja estresse.

“O socorrista ficou extremamente nervoso quando viu centenas de pessoas cercando o golfinho, enquanto outro socorrista conseguiu, finalmente, chegar perto, mas já era tarde. Uma fêmea de golfinho que ainda mamava, que morreu no momento”, afirmou a ONG. “Possivelmente não teríamos conseguido salvá-la, mas ao menos teríamos tentado.”

A entidade fez uma crítica à atitude dos banhistas, que poderiam ter devolvido o golfinho ao mar para salvá-lo, mas preferiram tirar fotos e tocá-lo. “Mais uma vez constatamos que o ser humano é a espécie mais irracional que existe, são muitos os incapazes de sentir empatia por um ser vivo, assustado, morto de fome, sem sua mãe. Envoltos pelo egoísmo, a única coisa que querem é fotografar e tocar, ainda que ele estivesse sofrendo.”

O desabafo da ONG termina com um apelo. “Nunca se lancem sobre os animais, por favor, tenham um pouco de respeito.”

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Momento raro e emocionante quando um elefante se despede de seu companheiro

Por Walkyria Rocha (da Redação)

Momento de emoção: Um elefante fêmea segura a presa de um amigo caído com sua tromba durante uma vigília que durou várias horas, em um parque de vida selvagem em Botswana. Ela teve que afugentar os abutres e hienas, na foto à direita da carcaça, para chegar ao corpo de seu amigo.
Momento de emoção: Um elefante fêmea segura a presa de um amigo caído com sua tromba durante uma vigília que durou várias horas, em um parque de vida selvagem em Botswana. Ela teve que afugentar os abutres e hienas, na foto à direita da carcaça, para chegar ao corpo de seu amigo.

Esta imagem de cortar o coração captou o momento incrivelmente raro do lamento de um elefante que diz adeus a seu amigo caído. As informações são do Daily Mail.

John Chaney, 63 anos, estava em uma viagem de safári em Botsuana com sua esposa Diane quando se depararam com a carcaça de um elefante morto rodeado por abutres e hienas.

Em quanto o guia chamava os guardas florestais para virem remover as presas, com objetivo de que não caíssem nas mãos de caçadores ilegais, outro elefante reclamava o corpo.

A elefanta assustou os animais em torno da carcaça antes de colocar delicadamente sua tromba em torno da presa do macho morto.

Sr. Chaney revelou como então o grupo foi levado às lágrimas enquanto a elefante fêmea montava guarda sobre o corpo de seu amigo por várias horas, no que parecia ser uma vigília .

O fotógrafo amador de vida selvagem de Houston disse que nunca presenciou nada parecido em todos os anos que visitou a África e nunca havia visto nada assim até aquele momento.

Ele explicou: “Nós estávamos em um passeio, quando o guarda do parque, explicou que um elefante tinha migrado para longe de seu rebanho para que ele pudesse morrer. Isso é típico de elefantes quando estão muito velhos.”

Ele disse que não via o elefante há vários dias, quando nos deparamos com a carcaça de um elefante macho. Ele já estava lá há dois ou três dias.

“Havia cerca de 20 abutres e por volta de 10 hienas , mas ainda se podia ver claramente a cabeça e as presas do elefante”, disse o fotógrafo.

“O guarda do parque que estava nos levando ao redor da reserva pediu reforços para que as presas pudessem ser removidas, evitando que eles caíssem nas mãos de caçadores ilegais”, completou.

Enquanto esperávamos, outro elefante surgiu dos arbustos e assustou os abutres e hienas.

O fotógrafo amador da vida selvagem John Chaney, 63 anos, capturou o momento emocionante, durante as férias com sua esposa em Botswana.
O fotógrafo amador da vida selvagem John Chaney, 63 anos, capturou o momento emocionante, durante as férias com sua esposa em Botswana.

“Ela, então, timidamente envolveu sua tromba em torno da presa do elefante morto em um movimento lento e gracioso e permaneceu completamente imóvel nessa posição. Nós a vimos por cerca de 20 minutos e não havia um olho seco no grupo”.

“Foi a uma visão emocionante e um momento comovente, observar este elefante dizendo adeus a seu amigo, mostrar seu respeito da mesma forma como gostaríamos”.

Sr. Chaney e seu grupo de turistas continuaram sua viagem ao redor do parque, antes de voltar, várias horas mais tarde, para o local onde a carcaça do animal tinha estado.

Para seu espanto, o elefante fêmea permanecia exatamente na mesma posição que eles a haviam deixado.

Ele disse: “Quando voltamos duas ou três horas depois, ela ainda estava exatamente no mesmo lugar, segurando a presa de seu amigo. Não tenho ideia de quanto tempo ela ficou lá, mas foi um comportamento muito raro”.

Enquanto o comportamento deste elefante em particular é incomum, os elefantes são conhecidos por prestar homenagens aos seus mortos.

Sr. Chaney disse: “Quando uma manada de elefantes encontra um crânio de um elefante morto, sabe-se que eles passam suas trombas sobre o morto enquanto passam por ele”.

Ele acrescentou que observar essa clara emoção dos animais selvagens na África é uma das razões pelas quais ele e sua esposa tentam visitar a região a cada dois ou três anos.

“Você observa uma série de emoções humanas nos magníficos animais da África. Eu acho que a África é o último lugar na terra onde se pode ver animais ainda muito livres na natureza. Se você vai a um zoológico, os animais estão em jaulas e não agem normalmente. Mas se você vai a um Safari em uma excursão na África, você é o único que está em uma gaiola e pode ver os animais agirem normalmente”.

A foto, tirada em 2007, teve que ser removida do concurso de fotografia 2012 do National Geographic Traveler devido à data em que foi tirada, mas recebeu uma comenda especial.

Comportamento animal: Enquanto permanecer em vigília é um comportamento raro dessa elefante fêmea, os elefantes são conhecidos por passar suas trombas sobre os crânios de elefantes mortos quando os encontram.
Comportamento animal: Enquanto permanecer em vigília é um comportamento raro dessa elefante fêmea, os elefantes são conhecidos por passar suas trombas sobre os crânios de elefantes mortos quando os encontram.
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Você é o Repórter

O desabafo de um passarinho

Por Leandro Ditzel
http://leandroditzel.blogspot.com/

Hoje pela manhã, o sol nasceu belo e vigoroso. Seus raios vieram como um sopro de vida e aconchego, que aqueceram o meu corpinho e aliviaram um pouco o meu sofrimento por causa de uma gélida e interminável noite que enfrentei. Não havia como parar de tremer, exposto ao vento cortante que penetrava através das minhas frágeis peninhas.

Nessa noite, fiquei praticamente o tempo todo acordado e com uma fome que doía o meu papinho. Eu estava em uma das poucas árvores, que ainda restam na região, olhando para uma casa que estava bem próxima a mim. Através dos vidros da janela embaçada pelo frio e pelas cortinas entreabertas, dava para ver pessoas felizes, bem agasalhadas e sorridentes, sentadas em um confortável sofá, comendo alguma coisa que parecia ser deliciosa. Eu imaginava que aquilo que comiam era muito bom, mas, a mim restava apenas imaginar como seria o gosto daquela comida, enquanto minha fome insistia em me lembrar que eu teria uma luta pela busca de algum alimento em forma de migalhas, assim que o dia amanhecesse.Talvez na tentativa de esquecer o meu sofrimento causado pelo frio e pela fome, eu não parei de olhar para a movimentação dentro daquela casa. Pude perceber os chinelos de pelo, que imagino serem quentinhos, e aquelas pessoas diante de uma bonita lareira, se aquecendo com o fogo que deveria fazer com que elas não sentissem o mesmo frio que me atormentava aqui fora. O fogo e a lenha lá dentro fazem eu me lembrar que, dias atrás, eu havia perdido a árvore que eu e minha família morávamos há poucos metros daqui, e que aquele homem, que sorri dentro daquela casa, cortou a nossa casinha, e a picou em vários pedaços. Hoje, eu pude ver aquilo que um dia foi a minha casa alimentando o fogo, para que aquelas pessoas não passem frio em uma noite tão fria como essa, que faz as minhas asinhas doerem, quase que congeladas.

Defronte a um objeto quadrado, que ouvi dizer que chamam de televisão, aquelas pessoas riam e se emocionavam diante de imagens ou outras realidades distantes, enquanto eu chorava em silêncio ao lembrar que, na minha realidade, terei mais alguns meses de frio intenso nas intermináveis noites.

Vi uma daquelas pessoas tomando um líquido fumegante, que imagino ser o que chamam de “chá quentinho”. Como aquele chá quentinho poderia ser reconfortante para um ser como eu numa noite como essa?

Mas, ao voltar à minha realidade, lembro-me que, pela manhã, terei que procurar por uma poça d’água suja e congelada, para que eu possa matar a minha sede e continuar a minha luta pela sobrevivência. Quem sabe, eu tenha a sorte de encontrar um ser bondoso que pense em nosso sofrimento e coloque água e um pouco de comida para que nós, pássaros, herdeiros passivos da devastação causada pelos seres humanos, possamos ter o que beber e o que comer! Mas, isso só saberei assim que o tão esperado sol aponte no horizonte pela manhã.

Quando já eram altas horas da noite, talvez madrugada, pude ver que as casas começaram a apagar as suas luzes e, quando isso ocorreu, sabia, pela minha experiência, que teria ainda um longo período de frio e escuridão.

Por outra janela, olhava atento, com os meus olhinhos gelados, que as pessoas se deitavam em camas macias e se cobriam com cobertores, os quais eu imaginava serem gostosos para se dormir tranquilamente.

As luzes se apagaram e, em meus pensamentos, desejei carinhosamente a todos aqueles que estavam dentro daquela casa, bons sonhos.

Os sons da coruja e dos gatos me apavoravam, mas vivo na esperança de sempre, de que tudo estará bem pela manhã.

Quero dizer que, eu e todos os pássaros, gostamos muito dos seres humanos, apesar de apenas alguns poucos deles gostarem de nós e que, apesar das diferenças entre eles e nós, todos temos uma luta para sobreviver em um mesmo mundo, dividindo o mesmo espaço.

A mim, restava sonhar com o dia que demorava a chegar e, sonhava ainda, em não ver nenhum amiguinho meu morrer nessa noite com o frio que se fazia impiedoso, e para que nenhum ser malvado o maltratasse ou o apedrejasse por motivo nenhum assim que o dia despontasse.

Não peço para que vocês, seres humanos, recolham meus amiguinhos e eu para dentro das suas casas, pois queremos viver a nossa liberdade. Peço, porém, que nos respeitem, nos protejam, mantenham as matas intactas e, se possível, deixem um pouco de água e comida no jardim ou no quintal, e também um cantinho debaixo do beiral do seu telhado para nos confortar um pouco do sofrimento que temos em dias de frio, pois, assim como vocês, sentimos frio, fome, dores e temos sentimentos.

Assinado: Passarinho

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