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Lacre de plástico é retirado do bico de garça em Sorocaba (SP)

A garça avistada no Parque “Carlos Alberto de Souza”, no Campolim, com um lacre de plástico preso em seu bico finalmente foi pega na tarde desta sexta-feira (14) e o material retirado. O trabalho foi realizado pela equipe do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, que retornou ao local para atender a um pedido do prefeito José Crespo e da primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade (FSS), Lilian Crespo, que assim como a população, também estavam sensibilizados com a situação da ave e pediram total dedicação no caso, junto com os demais órgãos ambientais de Sorocaba (SP).

(Foto: Prefeitura de Sorocaba)

De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema), após a ave ser pega, ela passou por uma avaliação com o médico veterinário André Costa e o biólogo Marcos Tokuda, ambos funcionários do zoo. Apesar de estar bastante arisca, foi constatado que a ave está saudável e ela já foi solta no próprio parque. O trabalho também contou com a participação de tratadores de animais do zoo.

A equipe do zoo chegou ao local por volta de 14h e levaram balde com peixes para utilizar como isca. Os funcionários conseguiram pegar a ave quando ela bicou a isca. A ação durou em torno de 40 minutos.

O fato mobilizou durante toda a semana o Corpo de Bombeiros, a Polícia Ambiental e a Prefeitura de Sorocaba. Na última segunda-feira (10), a equipe do zoo esteve no Parque “Carlos Alberto de Souza” e tinha constatado que a garça, apesar de estar com o lacre preso em seu bico, estava saudável, pois não impedia que ela respirasse e nem que abrisse o bico e se alimentasse de peixes pequenos, que é o que existe no lago. Na última quinta-feira (13), a equipe do zoológico retornou ao local, mas também não conseguiu resgatar a ave.

(Foto: Prefeitura de Sorocaba)

Trabalho educativo também é realizado

Além dessa ação, a equipe de Educação Ambiental da Sema esteve no Parque “Carlos Alberto de Souza” na tarde desta sexta-feira para fazer um trabalho de sensibilização com a população, com entrega de folhetos informativos.

“São ocorrências que poderiam ser evitadas com o descarte correto desse resíduo. Por isso estamos fazendo uma campanha educativa, utilizando também as redes sociais, para sensibilizar as pessoas sobre essa questão. É uma dica simples mas que pode salvar a vida desses animais”, destaca o secretário da Sema, Jessé Loures. O lacre de plástico é proveniente de garrafa PET.

(Foto: Prefeitura de Sorocaba)

Para o descarte de lacre de garrafa PET, a orientação é cortá-lo, para evitar que se prendam em bicos de aves ou outros animais, já que isso é potencialmente fatal. Além disso, a população deve descartar o material no local correto, ou seja, na lixeira e, de preferência, que tenha como destino uma cooperativa de recicláveis. O lixo jogado de forma irresponsável nas ruas e parques da cidade, além de sujar esses espaços impacta seriamente a fauna e a flora local e ‘volta’ de forma negativa para a população ao danificar o aspecto visual da cidade, exalar mau cheiro, entupir bueiros e propiciar os alagamentos.

Fonte: Prefeitura de Sorocaba

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Lacre plástico faz golfinho em extinção morrer de fome na costa de SP

Toninha foi encontrada com lacre que a impedia de se alimentar — Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

Uma toninha (Pontoporia blainvillei), espécie de golfinho de menor porte, foi encontrada com um lacre que a impedia de se alimentar, próximo à orla de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo o instituto que o resgatou, o animal já estava morto, com sinais de desnutrição e com plásticos no sistema digestório.

A localização ocorreu durante o fim de semana por um pescador, depois que a toninha, já sem vida, ficou presa acidentalmente na rede que ele havia jogado no mar. Tratava-se de um macho adulto, que foi entregue à equipe do Instituto Biopesca, responsável por fazer o monitoramento costeiro daquela região.

Segundo o veterinário responsável do instituto, Rodrigo Valle, essa espécie de golfinho corre risco de extinção. Segundo ele, o animal estava visivelmente magro, o que indica que ele não conseguia se alimentar há algum tempo, em razão do lacre em forma de argola preso ao rostro (estrutura que se assemelha a um bico).

Além disso, ao ser submetido a exame necroscópico, a equipe do instituto também verificou que não havia qualquer alimento, além de pedaços de plástico, no sistema digestório da toninha. Para Valle, a morte desse animal evidencia o impacto humano diante do ecossistema marinho dessa região do estado.

“Tivemos [ocorrências] com diferentes espécies. O lixo é principalmente plástico, e a situação é bem preocupante”, declarou. No descarte de lacres, por exemplo, recomenda-se que, além de fazê-lo em locais adequados, a pessoa também os corte, para evitar que se prendam a animais.

O Biopesca integra uma rede de projetos que monitoram a costa, como condicionante para a exploração do pré-sal da Bacia de Santos. Em dias de alta temporada, 110 brinquedos e 155 óculos já foram recolhidos da orla, em um intervalo de 48 horas. Os objetos, em boas condições, foram doados para serem reaproveitados.

Aproximadamente 70 animais encalham (a maior parte já sem vida) e são resgatados por mês, em 80 quilômetros de praias, em quatro cidades da região, pela equipe do instituto. Das tartarugas, um levantamento mostra que em 90% delas foram encontrados resíduos plásticos no sistema digestor.

Fonte: G1

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