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Joaquin Phoenix e sua noiva comem hambúrguer vegano após cerimônia do Oscar

O fotógrafo Greg Williams fez o registro do casal de atores em clima de total descontração sentado em frente da hamburgueria, Monty’s Good Burger, em Los Angeles (EUA)


Foto: Reprodução/Instagram/Greg Williams

Joaquin Phoenix (45), foi a grande atração da temporada de prêmios dos Estados Unidos. No domingo (9), o ator conquistou o prêmio máximo do cinema: o Oscar, na categoria de ‘Melhor Ator’.

Além disso, durante o momento de aceitação do prêmio, o ator discursou no evento e defendeu os direitos do Homem, os direitos animais e as necessidades urgentes do planeta, como a crise climática.

Após a cerimônia luxuosa e de glamour, em vez de ir para alguma festa com outras celebridades, Joaquin Phoenix preferiu saborear um hambúrguer vegano ao lado da noiva, Rooney Mara.

O fotógrafo Greg Williams fez o registro do casal de atores em clima de total descontração sentado em frente da hamburgueria, Monty’s Good Burger, em Los Angeles (EUA).

https://www.anda.jor.br/2020/02/joaquin-phoenix-critica-industria-de-laticinios-em-seu-discurso-do-oscar-de-melhor-ator/


Nota da Redação: é importante esclarecer que o veganismo é um termo criado pela The Vegan Society em 1949 para descrever um estilo de vida alinhado com a defesa dos direitos animais. Para esta entidade, o veganismo é “uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade”. O veganismo, em sua raiz conceitual, não se restringe unicamente à dieta, considerada vegetariana estrita, totalmente livre de qualquer produto ou ingrediente de origem animal. No entanto, com a popularização deste estilo de vida e do surgimento de novos termos, como dietas plant based (baseada em plantas, em tradução literal) e com o aumento considerável do uso do termo “vegano” por celebridades e influenciadores, optamos por reproduzir as mesmas informações fornecidas pelas fontes das matérias.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

 

 

 

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EUA está construindo a maior ponte de vida selvagem do mundo

Uma das maiores importâncias da ponte seria salvar os leões da montanha de extinção


Karen Arnold/Pixabay

Los Angeles, nos Estados Unidos, está  projetando a maior ponte de vida selvagem do mundo, que deve ser inaugurada em 2023. A área faz parte da região montanhosa de Santa Monica , lar de leões da montanha, por exemplo. A ponte atuará como um ‘conector’ para as espécies, permitindo que as mesmas se desloquem para outras partes da montanha.

Beth Pratt, da National Wildlife Federation (Federação Nacional de Animais Selvagens), declarou  à emissora de local KCAL9: “Não é apenas uma ponte. Os animais precisam se sentir seguros. Se não fornecemos conectividade, eles não conseguem se afastar de suas famílias”.

Ainda de acordo com o site One Green Planet, essa ‘conexão’ precisa ser realizada de forma exata, porque afeta muitas espécies de animais, incluindo pássaros e lagartos. “Além disso, os leões da montanha correm o risco de serem extintos porque não conseguem encontrar parceiros fora de suas famílias”, declarou Pratt à emissora, enfatizando a importância da ‘conexão’ planejada.

Ainda de acordo com o site, a intenção do projeto é que os animais não percebam que estão em uma ponte, de maneira que seja acessível e confortável para eles a atravessarem a 165 pés sobre a estrada.


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Ovelha que fugiu do cativeiro vive há cinco anos sozinha e saudável na floresta

A ovelha Maggie é retratada descansando nas florestas do vale de Jonas, no estado alemão central da Turíngia | Foto: CEN/jonastalschaf
A ovelha Maggie é retratada descansando nas florestas do vale de Jonas, no estado alemão central da Turíngia | Foto: CEN/jonastalschaf

Esta corajosa e decidida ovelha fugitiva que vive sozinha na floresta há cinco anos acumulou cerca de 24 kg de lã fedorenta nas costas que a ajuda a manter lobos e predadores afastados.

A ovelha Maggie é frequentemente vista andando pela floresta por caminhantes no Vale de Jonas, situado no distrito de Ilm-Kreis, localizado no estado alemão central da Turíngia.

A andarilha coberta de lã costuma chegar à beira da estrada para surpreender os motoristas, mas sempre volta correndo para a floresta para se manter segura.

Foto: CEN/jonastalschaf
Foto: CEN/jonastalschaf

A ovelha tornou-se uma sensação mundial e agora tem sua própria página no Facebook.

Maggie encontra comida na floresta e muitas vezes é vista pacificamente passando o tempo no local que escolheu para viver.

Acredita-se que a massa de lã da ovelha seja agora tão espessa e fedida que mantém os lobos e outros predadores da floresta afastados.

Foto: CEN/jonastalschaf
Foto: CEN/jonastalschaf

O pastor local Gerhard Schuh, 59, disse: “As ovelhas realmente precisam ser cortadas. A lã absorve muita água e o animal pode ficar doente”.

O pelo do animal também pode ficar embaraçado na vegetação rasteira e prendê-la, fazendo com que possa morrer de fome.

“Quem se importa com a ovelha deve realmente ajudar a capturá-la”, acredita ele.
Christin Bayer, que fundou a página do Facebook e nomeou a ovelha Maggie, disse: “Viajo para trabalhar todos os dias nessa estrada. Chamei a ovelha de Maggie por achar que lhe servia bem. Eu presumi que ela é mulher”.

Foto: CEN/jonastalschaf
Foto: CEN/jonastalschaf

“Decidi criar uma página no Facebook para as pessoas enviarem fotos dela. Não demorou muito para que os usuários começassem a enviar diversas fotos”.

“Uma vez a vi deitada ao sol. Ela é frequentemente vista passeando ao lado da estrada”.

Foto: CEN/jonastalschaf
Foto: CEN/jonastalschaf

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Cantora vegana Billie Eilish pede aos seus seguidores que não comprem lã

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Billie Eilish está conscientizando seu fãs sobre a crueldade da indústria por trás da produção de lã. A cantora e compositora pede aos seus seguidores que parem de comprar lã. A estrela vegana compartilhou um vídeo estrelado por Pink, que expõe a crueldade animal nas fazendas de criação de ovelhas.

Eilish, de 17 anos, usou a rede social Instagram para pedir a mais de 40 milhões de seguidores para assistir a um vídeo sobre a indústria da lã. A celebridade publicou um vídeo feito em 2008 pela PETA, a maior organização de direitos animais do mundo.

“Se você é como a maioria das pessoas, então já se recusa a usar peles por causa da óbvia crueldade com os animais envolvidos”, diz Pink no vídeo. “Como eu, você pode procurar alternativas elegantes no lugar do couro”.

“Mas e a lã? A maioria de nós nunca pensou nisso”, disse ela. “Infelizmente, como qualquer indústria que explora animais, o comércio de lã usa métodos tão sádicos que ao tomar conhecimento, você limparia seu armário de qualquer produto de origem animal”.

A Austrália produz a maior parte da lã do mundo. As ovelhas Merino não são nativas da Austrália, mas são as mais usadas no setor. A cantora diz que as ovelhas Merino foram “gananciosamente criadas” para ter o máximo de pele e lã possível.

Essa forma de criação acelerada e insalubre impede que as ovelhas defequem adequadamente. “As moscas põem ovos nas partes íntimas dos animais e as larvas eclodidas podem comer as ovelhas vivas”, diz Pink.

Os criadores chegam a usar tesouras de jardinagem para cortar pedaços de pele das ovelhas. Eles fazem isso da “maneira mais barata, sofrida e cruel” – sem nenhum alívio da dor. Algumas feridas acabam infeccionando e atraindo ainda mais moscas.

“Ao adquirir roupas de lã você está contribuindo para essa indústria cruel”, acrescenta Pink.

“Poder do consumidor”

Depois que as ovelhas têm sua lã arrancada, elas são enviadas para o exterior – geralmente para o Oriente Médio – para serem mortas por sua carne. Os animais são mantidos em navios em “condições terríveis, em locais quentes, apertados e sujos” por semanas. Eles estão “em constante estado de pânico”, diz Pink. A jornada em si mata muitos dos animais. Aqueles que sobrevivem à viagem têm a garganta cortada enquanto completamente conscientes.

Pink pede aos telespectadores do vídeo que boicotem a indústria até que a mutilação de ovelhas e as exportações de animais vivos sejam proibidas. “Outra maneira de usar seu poder como consumidor para impedir a crueldade é evitar a lã”, diz ela. “Eu sei que isso soa como algo pesado de se fazer, mas não é tão difícil. Há muitas roupas disponíveis que podem compor um visual lindo, sem matar nenhum ser vivo”.

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Anúncio condenando o uso de lã pela crueldade com as ovelhas é proibido no Reino Unido

A agência reguladora responsável, alegou que o anuncio era incorreto e a “tosquia de lã de ovelhas não é considerada cruel pelos consumidores”


Por Eliane Arakaki

Um anúncio criado pela ONG vegana PETA, alertando que “usar lã é tão cruel quanto usar pele” teve a veiculação proibida pela Advertising Standards Authority (ASA) – entidade independente reguladora de anúncios no Reino Unido – sob a acusação de ser “falso e enganoso”.

O anúncio ‘anti-lã’ chegou à cidade de Glasgow, na Escócia, em fevereiro, após a divulgação pública de uma investigação sobre a indústria escocesa da lã.

Uma testemunha ocular documentou funcionários de fazendas de criação golpeando ovelhas aterrorizadas no rosto com tosquiadeiras elétricas, batendo suas cabeças no chão, espancando, chutando e jogando os animais indefesos com violência para fora dos reboques de tosquia.

Crueldade contra as ovelhas

“Não deixe que eles coloquem a lã sobre seus olhos: usar lã é tão cruel quanto usar pele. Fique sem lã neste inverno”, dizia o anúncio, estampado nas laterais de 20 ônibus.

Desde então, a ASA decidiu que a maneira como as ovelhas são criadas não corresponde às condições dos animais criados pela indústria de peles, afirmando que a tosquia de lã “não seria considerada cruel pelos consumidores”.

“O anúncio não deve aparecer em sua forma atual. Dissemos à PETA para não usar a alegação ‘usar lã é tão cruel quanto usar pele’ no futuro”, acrescentou a ASA.

“Confuso e decepcionante”

De acordo com o Telegraph, a PETA revidou, argumentando que a tosquia de ovelhas é cruel, já que os animais “não são mercadorias”, mas “seres sencientes, inteligentes e com vida social rica”.

A ONG classificou a decisão como “confusa e decepcionante”, mas afirma que alterou o anúncio para dizer “lã = crueldade com ovelhas” assim a mensagem persiste e é espalhada entre a população.

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Empresa americana lança primeira linha de colchões veganos totalmente livres de lã

Foto:/vanyaland.com
Foto:/vanyaland.com

A marca Avocado Green Mattress, de Nova Jersey (EUA), lançou recentemente uma linha de colchões veganos que são comparáveis à sua linha de produtos principais, mas feitos de algodão orgânico em vez de lã.

De acordo com a organização que atua pelos direitos animais, PETA, a empresa de colchões projetou sua opção vegana depois de aprender sobre a crueldade inerente da indústria de lã em recentes denúncias da PETA.

“Os compradores de hoje querem evitar a crueldade com os animais, e isso inclui rejeitar a lã de cordeiros que foram feridos, ensanguentados e explorados pelo processo de tosquia”, disse Anne Brainard, diretora da PETA. “As criações veganas aprovadas pela PETA, como os colchões ecológicos de algodão da Avocado Green Mattress, são um sonho para os consumidores conscientes e compassivos e também para as ovelhas”.

Para agradecer à empresa por criar uma opção sem lã, a PETA enviou aos executivos da Avocado uma caixa de chocolates veganos em forma de ovelhas.

A marca Casper recentemente lançou uma campanha para destacar seus colchões sem lã, incentivando seus clientes a “acordarem todas as manhãs com um vegano (colchão)”.

Ovelhas abusadas na indústria de lá

A PETA já fez diversas denúncias contra a exploração das ovelhas pelas fazendas de lá, imagens secretas foram reveladas mostrando trabalhadores abusando dos animais indefesos. As torturas iam desde o uso irresponsável de máquinas de tosa elétricas que feriam os animais até bater a cabeça das ovelhas violentamente no chão.

Após a exposição das imagens de abuso, a PETA apresentou uma queixa de 12 páginas solicitando que a Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA), lance uma investigação e registre as acusações criminais contra os trabalhadores por violações das leis que proíbem a crueldade contra os animais.

“As imagens de vídeo, obtidas pela testemunha, destacam apenas algumas das crueldades observadas em 24 fazendas de ovelhas visitadas por tosquiadores”, disse um porta-voz da PETA.

Os tosquiadores são pagos em volume, não por hora, o que encoraja um manejo rápido e violento, abrindo feridas nos corpos dos animais, que os tosquiadores costuravam usando uma agulha e linha, mas sem alívio da dor.

As imagens recentes seguem uma investigação de agosto, onde foi exposto o primeiro vídeo sobre crueldade na indústria de lã inglesa, que mostrou abuso similar.

“Depois de expor a crueldade na indústria de lã da Inglaterra, encontramos os mesmos abusos sendo cometidos com as ovelhas das fazendas da Escócia”, diz Jason Baker, vice-presidente sênior da PETA Ásia.

“Quando não se importam de onde se origina ou de que reivindicações éticas ou responsáveis é feita a produção de lã, milhões de ovelhas sofrem e morrem para essa indústria.”

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Boohoo quebra promessa e continua vendendo peças de lã

Foto: Adobe

As filmagens secretas da PETA mostraram trabalhadores espancando, mutilando e cortando gargantas de ovelhas conscientes. Os animais agonizavam antes de morrer.

Após assistir os horrores cometidos em 99 instalações de quatro continentes, incluindo no Reino Unido desde 2014, a Boohoo, proprietária de vários rótulos, incluindo boohoo, boohooMAN, PrettyLittleThing e Nasty Gal, prometeu que não compraria produtos de lã a partir de 2019.

Mas pouco tempo depois do anúncio a Boohoo voltou atrás e disse que “continua a avaliar todas as opções como parte de seu compromisso contínuo com um futuro mais sustentável”.

“Estamos comprometidos em garantir que a lã usada em nossa cadeia de suprimentos seja proveniente de boa criação e atenda a altos níveis de bem-estar animal”, acrescentou um porta-voz.

“Continuaremos a usar a lã como material sustentável”.

Não existe forma compassiva e sustentável de arrancar a pelagem de um animal e a PETA se manifestou sobre a quebra do compromisso da grife.

“É hora de o grupo Boohoo provar que é um verdadeiro líder no varejo global mantendo sua decisão inicial de proibir a lã”, disse a diretora de projetos corporativos da PETA, Yvonne Taylor. As informações são do Plant Based News.

“A indústria de lã também causa estragos no meio ambiente . O relatório Pulse of the Fashion Industry classifica a lã em quinto lugar em sua lista de materiais que têm o maior impacto ambiental.”

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Jornalismo cultural, Notícias

Jovem ganha a vida com serviço de entrega de leite vegetal em Los Angeles

Steven Macedo oferece leites vegetais de nozes, sementes de girassol, gergelim e nozes pecan (Foto: Divulgação)

Steven Macedo, de 19 anos, vive em Los Angeles, na Califórnia, onde teve a ideia de produzir leites vegetais de nozes, sementes de girassol, gergelim e nozes pecan para vender. E é assim que ele ganha a vida atualmente.

Mas o grande diferencial é que Macedo oferece um serviço mensal de entrega de leite, o que lembra o trabalho dos leiteiros, com a diferença de que nesse caso nenhum animal é explorado para a entrega ou extração do leite.

O jovem garante que o “Leche”, como batizou seu produto, é baseado apenas em ingredientes orgânicos. Na sua página comercial no Instagram, ele diz que sua intenção é mostrar uma grande variedade de sabores e ingredientes, e que não há necessidade em consumir leite de animais.

Os leites vegetais são oferecidos em garrafas de vidro e os resíduos que sobram após a produção do “Leche” são utilizados na fabricação de outros produtos artesanais que Steven Macedo também começou a comercializar – como bombas de banho, hidratantes corporais, esfoliantes e protetores labiais.

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Ativistas veganos protestam contra o uso de lã na semana de moda de Londres

Foto: PETA

Três ativistas vendadas seguraram um cordeiro ensanguentado e cartazes dizendo: “Não tape os olhos sobre a lã” e “A lã é tão cruel quanto a pele”.

O protesto segue uma série de cruéis revelações da PETA sobre esta indústria. A organização visitou 99 instalações em quatro continentes. As investigações incluíram a primeira exposição da indústria britânica de lã.

As filmagens feitas em fazendas britânicas mostraram ovelhas aterrorizadas por trabalhadores usando tosquiadeiras elétricas, batendo suas cabeças no chão, chutando-as e jogando-as para fora de reboques.

A British Wool, uma organização de propriedade de agricultores, divulgou um comunicado em resposta à gravação dizendo: “Estamos chocados e tristes com o comportamento dos dois empreiteiros filmados secretamente”.

Roupas veganas

“A lã de ovelha, assim como a pele de raposa, não é um ‘tecido’, e não pertence a nós – pertence aos animais que nasceram com ela”, disse a diretora da PETA, Elisa Allen, em um comunicado.

“Sempre que os animais são vistos como nada mais que mercadorias para serem transformados em cachecóis de lã ou casacos de pele, o abuso sempre será parte do processo de produção”.

“A única maneira de ter certeza de que não estamos engajados na crueldade é deixar roupas de lã – e todas as outras roupas feitas de animais – fora dos nossos guarda-roupas”.

Na semana passada, a gigante global da moda Boohoo anunciou que também deixaria de usar lã como resultado das investigações da PETA.

Outras investigações

A PETA revelou os horrores cometidos em fazendas africanas produtoras de pelo de cabras. Com a investigação, a ONG combateu a produção de mohair na África do Sul, fonte de mais de 50% do produto no mundo.

Durante janeiro e fevereiro de 2017, investigadores visitaram 12 fazendas na África do Sul e descobriram uma série de abusos, incluindo trabalhadores arrastando cabras pelos chifres e pernas e levantando-as do chão pela cauda, ​​o que poderia quebrar suas espinhas.

Além disso, de acordo com a PETA, testemunhas oculares viram as orelhas de cabra sendo mutiladas com alicates, deixando-as gritando de dor.

Após a divulgação, diversas marcar abandonaram o uso do tecido feito à base de pelo de cabra, como a Topshop, H & M, Gap, Anthropologie, ASOS, Diane Von Furstenberg, Banana Republic, Zara e Royal Collection Trust, uma instituição beneficente britânica fundada em 1993 pela Rainha Elizabeth II, a pedido do príncipe de Gales.

 

 

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outdoor
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Outdoors contra o uso de lã são colocados nas principais cidades dos EUA

A PETA lançou uma campanha contra o uso de lã nos Estados Unidos, instalando imensos outdoors que mostram o rosto de uma ovelha ao lado do slogan que diz: “Somos Indivíduos. Não Somos Suéteres. Vista Algo Vegano”. Os outdoors estão espalhados pelas cidades de Boise, em Idaho; Madison, em Winsconsin; San Bernardino, na Califórnia, entre outras. A organização também instalou peças da campanha nos ônibus em Nova York e Kentucky.

outdoor
Foto: Darla Berry

“Assim como os humanos, as ovelhas sentem dor e medo e valorizam suas vidas”, disse a gerente de campanha da PETA, Christina Sewell, em um comunicado. “Os outdoors da PETA incentivam os consumidores a optar por roupas aconchegantes que sejam livres de crueldade.”

No ano passado, a PETA investigou cerca de 99 fábricas de tosquiamento de ovelhas em quatro continentes, revelando que os animais são espancados, pisoteados, mutilados e até esfolados vivos no processo de extração de sua lã.

“Como os tosquiadores são normalmente pagos por produção, e não por hora, eles são levados a trabalhar de forma rápida e descuidada”, disse a instituição de caridade. “Tiras de pele de ovelha e até mesmo pedaços de suas orelhas são cortados ou arrancados durante a tosquia, e as feridas mais abertas são costuradas sem qualquer tipo de anestésico.”

Muitos dos outdoors foram colocados perto das lojas da Forever 21, que está sendo alvo de boicote após a PETA divulgar dois vídeos onde carneiros e ovelhas são vítimas de maus-tratos e abuso na maior fazenda de lã do mundo, que fica em Victoria, na Austrália, de onde a Forever 21 comprava a lã usada nas roupas.

Nos vídeos, os funcionários são visto espancando ovelhas e carneiros aterrorizados, mutilando-os brutalmente e cortando as gargantas dos animais ainda vivos e conscientes.

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ovelhas em fazenda
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Com o progresso do combate ao uso de peles, é importante lutar pelo fim do uso de lã

Depois de décadas de incontáveis ​​protestos, 2018 foi finalmente o ano em que a moda começou a pôr um fim no uso de peles de animais. Com esse grande progresso realizado, organizações como a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) voltaram suas atenções para um novo objetivo: lutar contra o uso de lã.

ovelhas em fazenda
Foto: PETA

A PETA afirma que não existe nenhuma maneira ética de tosquiar as ovelhas e retirar sua lã. Em seus esforços para esclarecer como o material é produzido, o grupo internacional de direitos animais lançou campanhas contra varejistas como a Forever21 pelas vendas de lã, e, mais recentemente, lançou 11 exposições focadas em revelar o quão prejudicial e dolorido é o processo de corte para as ovelhas.

“O que é importante perceber é que não se trata de denunciar uma ou duas fazendas ruins, isso é um problema sistemático”, diz a diretora-associada da PETA, Ashley Byrne. “Nós encontramos as mesmas coisas [através de operações de corte de ovelhas.] Animais são espancados, chutados, perfurados e mutilados na frente um do outro de maneiras horríveis.”

Embora existam empresas que afirmam que seus materiais são produzidos de forma responsável e ética, a PETA diz que toda a indústria está repleta de abuso de animais. Por exemplo, Byrne diz que parte da investigação da PETA incluiu a observação de fazendas que abastecem empresas como a Patagonia, uma marca que enfatiza publicamente seu uso de materiais “sustentáveis e socialmente responsáveis”.

Depois de uma investigação de 2017 ter descoberto que um fornecedor de lã da Patagonia abusava de ovelhas em sua fazenda, a empresa suspendeu duas vezes as compras com esse fornecedor. Em setembro de 2018, a Patagonia se negou a revelar seus últimos fornecedores de lã para a PETA, apesar das promessas de transparência por parte da empresa.

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Atriz Alicia Silverstone aparece nua em campanha contra uso de lã

O conselho em Boston, que foi criado pela organização PETA, diz: “Faça um 2019 gentil. Deixe a lã para trás”.

O outdoor está localizado na 113 Porter St. (perto do cruzamento com a Chelsea Street) em Boston e ficará por quatro semanas.

Foto: PETA

Alicia Silverstone falou sobre a crueldade na indústria da lã, disse: “É tão rápido, o processo de corte. As ovelhas são cortadas. Elas são prejudicadas. Elas ficam gravemente feridas e não há nenhum cuidado com elas quando isso acontece”. É só “passar para o próximo”.

Campanha Vegana

A PETA chama a atenção mundial há anos  para a crueldade da indústria de lã através de suas 11 investigações secretas de 99 galpões de corte de ovelhas em quatro continentes – incluindo galpões no Reino Unido.

Foto: Pixabay

“As investigações revelaram que as ovelhas são espancadas, chutadas, perfuradas e mutiladas na indústria de lã”, disse a PETA em um comunicado. “Trabalhadores impacientes foram pegos socando, chutando e pisoteando ovelhas, algumas morrem por causa dos maus tratos. Quando os animais não são mais lucrativos para a indústria de lã, eles são abatidos.”

“Por que não dar esse salto?” adicionou Alicia. “Diga: ‘Nunca mais vou comprar lã'”.

 

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