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Março Amarelo: dicas de como detectar e tratar doença renal crônica em cães e gatos

O envelhecimento é uma das principais causas e uma dieta restritiva pode ajudar no controle da doença

Foto Ian Kevan/Pixabay

No mês internacional do cuidado com as doenças renais, conhecido como “Março Amarelo”, veterinários alertam sobre a prevenção e diagnóstico precoce da doença renal crônica (DRC), que pode afetar cães e gatos de todas as idades, mas principalmente animais acima de 10 anos – estudos mostram que eles têm 81% de chances de apresentar algum sintoma.

“Na maioria das vezes, o diagnóstico é realizado tardiamente, devido a característica de que a DRC é uma doença silenciosa, que apresenta sinais mais nítidos quando boa parte dos rins já estão comprometidos”, diz Júlio Cambraia, veterinário e professor da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo ele, os primeiros sinais clínicos do problema são o aumento na micção seguida do aumento da ingestão de água. Em seguida surgem a falta de apetite e, consequente perda de peso. O animal pode também apresentar fraqueza, abatimento e palidez de mucosa.

Check ups anuais são fundamentais para a prevenção, principalmente para animais acima de sete anos. E, no caso de tratamento, a nutrição é a base da conduta terapêutica do paciente doente renal crônico.

“Sódio e proteína, por exemplo, são controlados em quantidade e qualidade, para que as necessidades nutricionais sejam atendidas, sem gerar resíduos no organismo. O fósforo também se encontra em concentrações reduzidas, para diminuir a velocidade de progressão da doença renal e aumentar a expectativa de vida do paciente; assim como os antioxidantes, acrescidos na dieta, que ajudam a retardar o avanço da doença”, explica o veterinário.

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