Tutora relembra gestos de companheirismo e de amizade do seu cachorrinho
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Tutora exalta gestos de companheirismo e de amizade do seu cachorrinho

Tutora relembra gestos de companheirismo e de amizade do seu cachorrinho
Foto: Arquivo Pessoal/ Luciana Gusmão

É certo que a amizade deve ser celebrada todos os dias, mas existe no calendário uma data especial, conhecida mundialmente como o Dia Internacional da Amizade. No Brasil, Argentina e Uruguai, a data é comemorada no dia 20 de julho, apesar da sugestão da Assembleia Geral das Nações Unidas de que todos os países-membros celebrassem o Dia Internacional da Amizade, no dia 30 de julho.

Esta data foi estabelecida pela Assembleia de Geral das Nações Unidas, em 27 de abril de 2011, como Dia Internacional da Amizade em todo planeta.

A data foi criada pelo médico paraguaio Ramón Artemio Bracho, fundador da Cruzada Mundial da Amizade, campanha que visava a difusão da cultura de paz ao realçar a importância da boa convivência entre os povos. Todo dia 30 de julho o médico conclamava os paraguaios a reunirem-se para realizar diversas atividades sociais e culturais, com o propósito de oferecer ajuda mútua, fortalecendo assim os valores da amizade.

A amizade é um sentimento valoroso que, por muitas vezes, podemos contar nos dedos das mãos quem são os nossos amigos verdadeiros, e sobretudo, com quem podemos contar nos momentos mais difíceis da nossa vida.

Além dos humanos, os animais domésticos desempenham muito bem esse papel, afinal eles são leias, carinhosos e principalmente companheiros, estando do nosso lado nos momentos mais problemáticos da nossa vida.

Esse é o caso do pequeno cachorrinho Théo, que foi adotado pela operadora de caixa, Luciana Silva Gusmão, 34 anos. Após ter sido cuidado por uma clínica veterinária na Região da Grande SP.

“Ele estava à venda por 2 mil reais, e na época não tinha dinheiro para comprá-lo, só que a veterinária que cuidava dele teve um coração imenso, e decidiu doar e, desde esse dia, ele está aqui em casa comigo e com meu esposo”, disse a tutora em entrevista à ANDA.

Théo chegou com cinco meses de vida na casa de Luciana, em julho de 2016, e imediatamente se tornou um membro da família.

“Esse anjinho é um membro da minha família, quando me perguntam se tenho filhos? Eu digo que tenho um filho de quatro patas”, afirmou a protetora.

Ressaltando que o pequeno cãozinho esteve nos momentos mais difíceis, tanto da vida dela, quanto na da vida do seu esposo. “Quando minha mãe faleceu em fevereiro de 2017, eu estava chorando, e ele puxou minhas mãos e lambeu meu rosto, enxugando minhas lagrimas”, enfatizou Luciana.

Segundo a protetora, hoje ela não se vê mais sem a presença do pequeno cachorrinho. “Ele me alegra, trouxe um novo ar para minha vida, e para a vida do meu esposo”, salientou a cuidadora.

Tutora relembra gestos de companheirismo e de amizade do seu cachorrinho
Foto: Arquivo Pessoal/ Luciana Gusmão

“Ele é muito companheiro. Quando meu marido trabalhava à noite, ele vinha dormir comigo na minha cama, me fazendo companhia todas as noites”, declarou Luciana em entrevista à ANDA.

Para a operadora de caixa, cada segundo com seu amigo de quatro patas é importante e principalmente prazeroso. “Eu sei que a vida do Théo é curta e, por isso, que queremos ficar sempre do lado dele”, disse.

Veja no vídeo abaixo, todo o companheirismo do cachorrinho Théo:

A protetora ainda afirma que já deixou de ir em festas por que não poderia levar seu pequeno cãozinho. “Quando alguém nos convidavam para ir em algum lugar, perguntávamos se poderia levar o Théo, se não pudesse, não iriamos”, enfatizou a cuidadora.

Superando o luto

Já para o metalúrgico, Valdir da Silva, 44 anos, esposo da Luciana, o pequeno cãozinho está sendo muito importante para amenizar a dor pela perda do seu pai, que recentemente veio a falecer na cidade de São Bernardo do Campo.

“O Théo está sendo muito importante nesse momento difícil, ele me faz muita companhia, onde nós estamos ele está do lado, não deixa a gente se sentir sozinhos de maneira alguma”, disse Silva.

Tutora relembra gestos de companheirismo e de amizade do seu cachorrinho
Foto: Reprodução/ Facebook/ Luciana Gusmão

Valdir ainda ressalta que além de ser um bom companheiro, o pequeno animal está diretamente ligado a rotina da sua casa. “Ele é muito importante para nossa rotina, para todos os lugares que nós vamos levamos ele, exceto supermercado que é proibido a entrada de animais”, contou.

Foto: Arquivo Pessoal/ Luciana Gusmão

Ele acrescenta ainda que o bem-estar do animal na sua residência é primordial. “Nós colocamos uma câmera na sala, para quando o Théo não pude ir conosco em algum lugar, possamos ficar observando a reação dele”, concluiu.


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Dia dos Avós: orcas e elefantes ajudam seus netos a sobreviver

Orcas vovós ajudam seus netos a sobreviver
Foto: Reprodução/ Pixabay

No Brasil e em Portugal, o Dia dos Avós é comemorado hoje, 26 de julho, em homenagem à Santa Ana e a São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.

A data da festa de São Joaquim sofreu várias alterações ao longo dos tempos. Inicialmente, era celebrado no dia 20 de março, associada à de São Jose, depois foi transferida para o dia 16 de agosto, para se associada ao triunfo da filha na celebração da Assunção de Nossa Senhora.

Em 1879, o Papa Leão XIII, cujo nome de batismo era Gioacchino (versão italiana do nome Joaquim), estendeu sua festa a toda igreja. Finalmente, o Papa Paulo VI associou numa única data, dia 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.

Os avós têm um papel importante na vida dos seus netos; eles representam uma referência familiar, uma experiência de vida, que ajudam no desenvolvimento social e intelectual dos mais jovens. Além disso, os avós representam uma forma especial de amor, diferente da dos pais.

Efeito avó

Mas não é somente nos seres humanos que precisamos do carinho e do amor dos nossos avós. No reino animal, algumas espécies também dependem dos seus avós para sobreviver. Esse é o caso dos mamíferos, onde as fêmeas sofrem com a menopausa. As espécies em que as fêmeas têm menopausa são contadas nos dedos de uma mão. Além da humana, as outras quatros são cetáceos dentados como: golfinhos, belugas, narvais e as orcas.

No resto do reino animal, as fêmeas são férteis até o final da vida. Essas cinco exceções são um mistério evolutivo, ainda que muitos indiquem a chamada “hipótese da avó”. Ao se livrar da reprodução, as avós podem ajudar a criar os seus netos.

Segundo estudos com orcas, nessa espécie, os netos vivem mais quando têm avó do que quando não têm.

Pesquisadores norte-americanos e britânicos analisaram durante quase 50 anos duas populações de orcas sedentárias que vivem nas costas ocidentais do Canadá e dos Estados Unidos. Conseguindo dados de 726 indivíduos, incluindo idade aproximada, sexo, filhotes que tiveram, laços de parentesco com avós e bisavós e mortes registradas nessas sociedades matriarcais.

Com toda essa informação, os cientistas puderam comprovar a validade da hipótese da avó entre as orcas. De acordo com a publicação da revista PNAS, a probabilidade de morrer dos filhotes nos dois anos seguintes à morte de sua avó é até 4 vezes maior do que os jovens que a conservam.

Foto: Reprodução/ Pixabay

“As avós parecem desempenhar um papel importante ajudando seus netos”, disse o biólogo e pesquisador da Universidade de York (Reino Unido) Daniel Franks em entrevista à AFP.

“As fêmeas de mais idade têm experiência em guiar sua família às regiões onde há comida e, em trabalhos anteriores, comprovamos que as fêmeas pós-reprodutivas tendem a fazê-lo, especialmente nos momentos de maior necessidade quando o salmão escasseia”, concluiu o especialista.

Longevidade

No reino animal não é só as orcas que precisam do suporte dos avós. Um estudo feito pela Universidade de Turku, na Finlândia, descobriu que a presença da avó na família de elefantes pode reduzir em até oito vezes o risco de mortes dos filhotes. A pesquisa foi feita com base em dados reunidos ao longo de cem anos sobre a vida de elefantes em Myanmar, na Ásia.

Segundo o líder do estudo, Mirkka Lahdenperä, a diferença é mais notável nos casos de mães jovens, com cerca de 20 anos de idade. Os elefantes vivem em média 80 anos, portanto os grupos reúnem diversas gerações e quanto mais filhotes as avós ajudarem a cuidar, mais chance eles têm de sobreviver.

De acordo com a pesquisa, as avós ajudam a reduzir a mortalidade entre as crias em 21%. O estudo também mostrou que 32% de mães jovens morreram após cinco anos de idade quando a avó não estava mais no grupo, contra 7% quando ela estava presente.

“A avó ajuda na criação do filhote, deixando a mãe mais livre e pronta em menos tempo para a nova reprodução, usando da sua experiência para proteger o jovem membro da família”, afirmou o pesquisador.

Foto: Reprodução/ Pixabay

Acrescentando que a permanência da família reunida e a experiência transmitida de mãe para filha é vital para a conservação da espécie, concluiu o líder do grupo de pesquisa.


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Gatinha adotada ensina o verdadeiro significado da palavra amizade

Gatinha adotada demonstra o verdadeiro sentindo da palavra amizade em São Paulo
Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

Hoje, dia 20 de julho, é comemorado o Dia do Amigo no Brasil. A data foi criada em 1969, na Argentina, pelo médico Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, momento em que as pessoas acreditavam que a chegada do homem no satélite terrestre seria uma oportunidade de fazer novos amigos em toda parte do universo. O médico argentino enviou cerca de 4 mil cartas para diversos países com intuito de instituir o Dia do Amigo.

No dia em que é celebrado a amizade, nós seres humanos temos uma boa oportunidade para lembrarmos da importância de ter amigos para compartilharmos os bons momentos e, claro, para fazer companhia nas horas mais difíceis da vida.

Além dos humanos, os animais domésticos desempenham muito bem esse papel, afinal eles são leais, carinhosos e enchem o dia a dia dos tutores de graça e alegria.

Esse é o caso da pequena gatinha Lilica, que foi adotada pela fisioterapeuta Nayara Pereira Caldeira, de 28 anos, após ser encontrada no quintal da casa da cuidadora junto com os seus filhotes.

“Como nós sempre tivemos animais em casa, minha mãe sempre teve o hábito de deixar um pouquinho de ração e água fora da nossa residência, e um certo dia para nossa surpresa, a Lilica apareceu aqui em casa com os seus cinco filhotes”, disse a fisioterapeuta em entrevista à ANDA.

Gatinha adotada demonstra o verdadeiro sentindo da palavra amizade em São Paulo
Foto: Arquivo Pessoal/ Nayara Caldeira

Segundo a cuidadora, após encontrá-la com suas crias, foi decidido que a pequena gatinha seria adotada, mas, infelizmente, os filhotes não poderiam ficar com mãe, pois a situação financeira da família não permitia acolher tantos animais.

“Foi muito difícil afastar ela dos seus filhotes, a cada filhote que conseguíamos um novo lar era um sofrimento para nós e para ela”, pontuou Nayara.

Gatinha adotada demonstra o verdadeiro sentindo da palavra amizade em São Paulo
Foto: Arquivo Pessoal/ Nayara Caldeira

Lilica chegou a casa da família Pereira no começo de 2018 e, imediatamente, se tornou um membro da família, compartilhando o espaço com o outro gato da casa. “Quando ela chegou aqui em casa, ela me escolheu como sua tutora, se apegando muito comigo”, afirmou a cuidadora.

Nayara ressalta que atualmente a gatinha só dorme em casa, quando ela está na residência. “Geralmente eu não durmo em casa no sábado, e quando eu chego em casa no domingo, minha mãe sempre me fala, que ela (Lilica) dormiu fora de casa”, conta a tutora.

Segundo a fisioterapeuta, hoje ela não se vê mais sem a presença da pequena gatinha. “Ela é minha companheira de todas as horas, se eu levanto ela vem atrás, se deito quer deitar também, sem contar o carinho diário dela por mim”, disse.

Gatinha adotada demonstra o verdadeiro sentindo da palavra amizade em São Paulo
Foto: Arquivo Pessoal/ Nayara Caldeira

Ela lembra ainda os momentos de maior demonstração de afeto de sua gatinha. “Ela é extremamente carinhosa, ela dorme do meu lado colocando as patinhas sobre a minha mão, demonstrando todo seu amor por mim”, relembrou a fisioterapeuta.

“Agradeço a Deus por ele ter colocado esse anjinho de quatro patas na minha vida”, concluiu a Nayara.

Amor em dobro

Mas quem pensa que a família Pereira se limita a dar carinho e amor somente a gatinha Lilica, se engana. Além da gata, a família cuida de mais um gato na sua residência na cidade de São Bernardo do Campo, Região Metropolitana de São Paulo.

Segundo a zeladora Deuzana Pereira, 50 anos, mãe de Nayara, Mimi como foi batizado o lindo gato, é completamente diferente da gatinha Lilica.

“A Lilica é extremamente amorosa, já o Mimi não gosta de muito carinho, ele é mais agitado, ele gosta mais de brincar com seus brinquedinhos, andar pelo quintal, enquanto ela é muito mais tranquila”, afirmou a cuidadora.

Foto: Arquivo Pessoal/ Nayara Caldeira

Para a zeladora, os animais são muito importantes para a rotina da família. “Eles são meus bebês, quando eles estão doentes ou fogem aqui de casa eu fico desesperada, trato eles como membros da família mesmo”, salientou.

Ela explica ainda teme pelos animais e que sua maior preocupação é a segurança deles. “Eu fico preocupada principalmente com a Lilica, às vezes, gatos maiores vêm aqui no quintal de casa e batem nela. E o Mimi, porque ele foi criado só dentro de casa, tenho medo dele fugir e não voltar mais”, concluiu.


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Hoje é dia de lembrar a importância da preservação das florestas

Hoje é dia de lembrar de proteger as nossas florestas.
Foto: Reprodução/ Pixabay

Hoje, dia 17 de julho, é celebrado o Dia da Proteção às Florestas. Um dia importante para nós brasileiros lembrarmos o quanto é fundamental a preservação das nossas matas. Aproximadamente 20% de todas as espécies da Terra vivem no Brasil, principalmente na Floresta Amazônica.

Essa data também marca o Dia do Protetor de Florestas, figura associada ao personagem do folclore brasileiro Curupira, um menino de cabelos compridos e vermelhos, cuja característica principal são os pés virados para trás. Segundo o folclore, o Curupira protege as florestas das agressões constantes do homem, tais como desmatamento e caça de animais. Os agressores são atraídos por essa figura e nunca mais retornam, perdendo-se na mata.

Veja no vídeo abaixo, a história do menino Curupira:

Mas, infelizmente, o menino de pés virados para trás é apenas uma figura do folclore brasileiro. De acordo com estudos da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), entre 2010 e 2015, a área de floresta natural do mundo diminuiu 6 milhões de hectares por ano. A agricultura comercial é responsável por 70% da destruição de florestas em países tropicais e subtropicais, segundo dados da organização Florest Trends.

Foto: Reprodução/Pixabay

Faça sua parte

É sempre bom lembrar a importância das florestas para a nossa sobrevivência, e a conscientização da população é primordial.

As florestas proporcionam um tipo de riqueza muito importante para a humanidade, os chamados serviços ecossistêmicos, que são diversos benefícios, como alimentos, matéria prima, belas paisagens, regulação do clima, biodiversidade, turismo, entre outros.

No Brasil, a responsabilidade é ainda maior, já que possuímos a floresta Amazônica, maior floresta tropical do mundo, uma das mais importantes em reservas energéticas, e uma fauna e flora amplamente diversificada.

Nos quais 10% das espécies de fauna e flora do mundo está praticamente em toda a costa brasileira. Todas elas são responsáveis por uma grande parte do equilíbrio ecológico do país e do mundo, afetando diretamente a nossa vida, tanto nos aspectos da saúde e bem estar, quanto econômicos.

Foto: reprodução/ Pixabay

No dia a dia, é importante que cada pessoa faça a sua parte pela preservação das florestas. Listamos algumas dicas para você poder colaborar para a vida longa da vegetação.

Use produtos feitos com madeira de reflorestamento: o reflorestamento consiste em repor a vegetação em locais que foram anteriormente desmatados, devolvendo vida a esses ambientes de florestas comprometidas por alguma razão.

Não coloque fogo em matas: fazer queimadas sem controle pode causar sérios prejuízos à fauna e à flora, reduzindo a cobertura vegetal e diminuindo a fertilidade do solo e comprometendo a qualidade do ar.

Não jogue lixo no meio ambiente: o lixo entope bueiros, suja rios o que faz com que os peixes venham a morrer, além de sujar a água limpa que poderíamos beber, contamina o solo, além de ser uma falta de respeito e consideração com os seus semelhantes e com o meio ambiente.

Use produtos recicláveis e reciclados: ao usar papel reciclado, menos árvores precisam ser cortadas, economizando e evitando a extração de nova matéria-prima sendo retirada da natureza.

Não jogue cigarros ou objetos em combustão em florestas ou áreas de mata:
De acordo com relatório da NBC News, a bituca de cigarro polui mais o oceano do que sacolas e canudos de plásticos. Segundo a organização mundial da Saúde (OMS), o número estimado de fumantes no Mundo é de aproximadamente 1 bilhão e meio.

Faça sua parte e converse com sua família, seus amigos, pessoas próximas ao seu redor sobre a importância de cuidarmos bem das florestas. Tenha consciência do seu impacto, entendendo que suas ações diárias podem salvar milhares de árvores diariamente.

Foto: Reprodução/Pixabay

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De olho no planeta, Notícias

Cientistas revelam que julho foi o mês mais quente já registrado na história

Julho foi oficialmente o mês mais quente já medido por humanos na Terra, foi confirmado por especialistas.

Os meteorologistas divulgaram anteriormente dados preliminares sugerindo que o registro havia sido quebrado, levando a alertas sobre a urgência necessária para mitigar os efeitos da crise climática.

Mas a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) anunciou na quinta-feira que julho era 0,95°C mais quente que a média do século 20 do mês e superou o recorde anterior fixado em 2016, de 0,03°C.

Temperaturas foram registradas a cada ano desde 1880. Julho de 2019 foi cerca de 1,2°C mais quente do que a era pré-industrial, de acordo com os dados.

Os cientistas disseram que a tendência ascendente provavelmente continuará devido à atividade humana no planeta.

Após a publicação dos resultados preliminares no início deste mês, o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, Petteri Taalas, disse que julho “reescreveu a história climática, com dezenas de novos recordes de temperatura em nível local, nacional e global”.

Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, também enfatizou sua preocupação com o recorde de calor.

“Sempre vivemos em verões quentes. Mas este não é o verão da nossa juventude. Este não é o verão de seu avô”, disse ele neste mês.

“Tudo isso significa que estamos no caminho certo para que o período de 2015 a 2019 sejam os cinco anos mais quentes registrados. Somente neste ano, vimos recordes de temperatura quebrados de Nova Délhi a Anchorage, de Paris a Santiago, de Adelaide e do Círculo Polar Ártico.

“Se não tomarmos medidas sobre a mudança climática agora, esses eventos climáticos extremos são apenas a ponta do iceberg. E, de fato, o iceberg também está derretendo rapidamente”, disse Guterres.

“Prevenir uma destruição climática irreversível é a corrida das nossas vidas e pelas nossas vidas. É uma corrida que podemos e devemos vencer”, disse ele.

Os resultados foram esperados depois que vários países europeus reportaram novos recordes de temperatura em julho.

De acordo com os registros da NOAA, nove dos dez julhos mais quentes já registrados ocorreram desde 2005 e no mês passado foi o 43º mês de julho consecutivo acima da média do século XX.

Junho deste ano já estabeleceu um recorde como o mais quente visto nos últimos 140 anos.

As temperaturas recordes atingidas em julho foram acompanhadas por outros eventos climáticos que causaram preocupação. O gelo marinho médio do Ártico, por exemplo, estava quase 20% abaixo da média em julho, menos até do que a baixa histórica anterior de julho de 2012.

A onda de calor do mês passado estabeleceu a nova temperatura mais alta do Reino Unido, de 38,7ºC, registrada no Cambridge Botanic Garden. O recorde anterior foi de 38,5C, em Faversham, Kent, em agosto de 2003.

A França também viu altos níveis anteriores, com temperaturas atingindo 42.6 ºC em Paris – o mesmo que um típico dia de julho em Bagdá.

A cidade nortenha de Lille também registrou 41.6°C, temperatura que quebrou seu recorde anterior em 4°C.

Um recorde de 75 anos foi quebrado na Holanda com temperaturas chegando a 40.7°C em Gilze-Rijen; Alemanha viu 42.6°C em Lingen; e a Bélgica também registrou uma nova alta de 41.8°C em Begijnendijk.

Mesmo em Helsinque, na Finlândia, o termômetro de mercúrio alcançou um recorde de 33,2°C, enquanto partes dos EUA também sofreram condições de quebra de recordes.

As altas temperaturas estimularam um rápido derretimento de gelo na Groenlândia, que já havia presenciado um extraordinário evento de fusão entre 11 e 20 de julho deste ano.

Cientistas polares acreditam que 2019 poderia estabelecer novos recordes com relação a perda de gelo no país.

Ao norte do Círculo Ártico, o calor provocou incêndios maciços, produzindo emissões de CO2 iguais às de toda a Colômbia em 2017.

Centenas de incêndios, muitos dos quais podiam ser vistos claramente do espaço, devastaram a Sibéria, afetando mais de três milhões de hectares de terra.

Especialistas disseram que as ondas de calor estão ligadas à atividade humana, que mais do que dobrou suas probabilidades em alguns locais.

O acumulado do ano também é de 0,95°C acima da média de longo prazo, mas ainda um pouco abaixo de 2016.

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Desmatamento na Amazônia em julho cresceu 278% em relação a 2018

O desmatamento da Amazônia em julho apresenta crescimento de 278% quando comparado ao mesmo mês de 2018. Foram 2.254,8 km² desmatados neste ano e 596,6 km² no ano passado. O desmate registrado em julho equivale a mais de um terço de todo o volume desmatado nos últimos 12 meses, de agosto de 2018 a julho de 2019, período em que 6.833 km² foram desmatados – o número é 33% maior do que o registrado nos 12 meses anteriores.

Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) responsável por fiscalizar o desmatamento.

(Foto: Vinícius Mendonça)

Os dados levam em consideração apenas três categorias de corte de vegetação, como medida para evitar distorções. As categorias, identificadas pelo próprio governo como desmatamento efetivo, são: desmatamento com solo exposto, desmatamento com vegetação e mineração.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), conhecido por promover um desmonte na agenda ambiental, em parceria com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem atacado desde maio os dados divulgados pelo Inpe. Recentemente, Bolsonaro declarou que “maus brasileiros” divulgam números mentirosos sobre a Amazônia.

Os dados, no entanto, são verídicos, e o Inpe é um instituto renomado com credibilidade reconhecida. Além disso, não há “maus brasileiros” entre os que expõe o desmatamento da Amazônia. Pelo contrário, esses são os brasileiros realmente comprometidos com o Brasil e com as riquezas naturais do país. As verdades sobre os fatos, porém, não impediram que Ricardo Galvão fosse exonerado da chefia do órgão.

Para o lugar de Galvão, foi indicado o coronel da reserva da Aeronáutica Darcton Policarpo Damião, que assume o cargo interinamente. Em entrevista à VEJA, o militar afirmou que o Inpe divulgará dados com antecedência ao governo – conforme Bolsonaro havia solicitado, numa tentativa de exigir que qualquer estatística passe pelo crivo presidencial.


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Touro morre após ser torturado em Festa do Leite de Batatais (SP)

Um touro morreu após ser torturado durante a Festa do Leite de Batatais, no interior de São Paulo. O evento é realizado do dia 5 a 14 de julho e conta com shows musicais e com exposição de animais.

Foto: Reprodução

Na última terça-feira (9), um dos touros explorados pelo evento se negou a entrar em um caminhão de transporte após ser retirado do recinto principal do local. O animal deitou no chão e, desse momento em diante, passou a ser torturado.

Os responsáveis por retirar o animal do recinto passaram a dar choques nele usando um bastão elétrico e a chutá-lo para tentar fazê-lo levantar do chão. Um dos homens chegou a tapar o nariz do touro com as duas mãos para que ele sentisse falta de ar, ficasse incomodado e se levantasse.

Após ser agredido, o boi levantou assustado e correu em direção ao caminhão de transporte. Em seguida, o animal bateu a cabeça no veículo e morreu.

A morte foi confirmada pela prefeitura da cidade, que divulgou uma nota sobre o caso. No comunicado, a prefeitura tratou de culpabilizar o animal pela própria morte, retirando a responsabilidade da equipe pela tortura promovida contra o touro.

“A Prefeitura vem publicamente lamentar o fato ocorrido. O animal, que estava em exposição no evento 44ª Festa do Leite de Batatais apresentava comportamento agressivo e, por essa razão, foi solicitada a retirada do recinto. O proprietário foi acionado e, acompanhado de sua equipe, fez a retirada do animal. No momento do embarque, o boi investiu contra a carroceria do veículo de transporte, colidindo a cabeça nas ferragens e o levando a óbito”, diz a nota.


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Em Julho, 45 animais selvagens vão ser devolvidos à natureza

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Divulgação

As corujas-do-mato fazem frequentemente ninhos em edifícios abandonados. Depois, quando o proprietário faz obras e recupera a casa quer o ninho fora dali. As formas de o fazer vão desde a destruição do ninho à entrega do animal ao CERVAS (Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens) de Gouveia.

“O importante é falar com as pessoas e explicar-lhe o que fazer, porque se não houver abordagem é muito complicado”, refere Ricardo Brandão, coordenador e veterinário do centro e um dos responsáveis pela devolução de uma dessas corujas à natureza, na passada sexta-feira, na Escola Superior Agrária de Coimbra.

Este animal não será único animal a regressar brevemente ao seu habitat. Ao todo, durante o mês de Julho, são 45 os que irão ser libertados. A maioria são aves, nomeadamente rapinas nocturnas, como as corujas-do-mato, os mochos-galegos ou as corujas-das-torres. Também há rapinas diurnas, como os milhafres-pretos ou os tartaranhões-caçadores, ou outras espécies como as cegonhas-brancas ou dos andorinhões.

Tudo começou no dia 1 de Julho com a libertação de seis cegonhas-brancas, na Mata Nacional do Choupal, e da coruja- do-mato. No dia 7, no Vale do Rossim, em Gouveia, será lançada uma coruja-do-mato e, no dia 9, um milhafre-preto no Luso, na Mealhada. Até ao final do mês, as restantes espécies serão libertadas nos locais onde foram encontrados ou em eventos e ações de sensibilização, como no aniversário do Parque Natural da Serra da Estrela, no dia 15, ou no dia dos Avós, em Forno de Algodres.

Os motivos do seu ingresso no CERVAS são diversos, desde a queda precoce de ninhos aos atropelamentos, cativeiro ilegal ou colisões. Em Maio, as entradas no centro começaram a aumentar. “A grande acumulação acontece desde Maio devido ao aumento da passagem pelo país de aves migratórias e, no caso do mês de Junho, com a saída dos juvenis dos ninhos”, aponta Ricardo Brandão. Desde o início de 2016, foram 302 os animais que ingressaram no CERVAS, sendo que a maioria tem sido entregue pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e pela GNR .

As aves libertadas não têm um nome, aliás, tenta-se estabelecer uma ligação distante entre os técnicos e as aves. “Nós só lhe damos nome de ingresso e colocamos a anilha”, refere o coordenador do CERVAS. Contudo, quem quiser pode apadrinhar e atribuir um nome ao animal. “A maior escolha é nos mochos ou nas corujas pelo aspecto físico ou se conhecem alguma história”, destaca Ricardo Brandão. O custo do apadrinhamento é de 15 euros no mínimo, sem quotas.

O apadrinhamento pode ser feito no momento da libertação do animal, em que são convidadas as pessoas que encontraram os animais e diversas entidades. Sobre a envolvência das pessoas nessas acções, Ricardo Brandão sublinha que depende muito do sítio e do evento em que se insere. “Na Mealhada, onde há uma actividade paralela, podem vir a estar 1000 pessoas. Depois há aldeias onde se consegue que toda a população esteja presente ou há outras vezes em que está só uma família”. O coordenador do CERVAS dá o exemplo de Penalva de Alva (Oliveira do Hospital): “Na devolução de uma coruja-da-torre, toda a aldeia esteve presente”.

Se a acção do CERVAS culmina com a libertação das espécies, há todo um trabalho de bastidores feito durante o ano. Um dos projectos é Os cágados vão à escola. “A ideia é que os miúdos tenham uma abordagem mais informada sobre os cágados que têm em casa, a nível sanitário e da comida adequada”, indica o coordenador do CERVAS. Há também uma explicação sobre quais as tartarugas que podem ter em casa e, com isso, já foram descobertas e apreendidas 100 espécies ilegais pela GNR em lojas de animais. Por fim, os miúdos são sensibilizados para o problema de libertar os animais em qualquer lado. “Preocupa-nos que sejam libertadas tartarugas exóticas nos nossos rios porque entram no ecossistema e começam a competir com as espécies autóctones ameaçando-as através, por exemplo, da predação dos peixes que estão na cadeia alimentar dos cágados”, aponta.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Público PT

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Castramóvel atende bairro Boa Vista de São Caetano, em Salvador (BA) durante todo mês

Divulgação
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O Castramóvel, serviço de castração de animais prestado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), vinculado à Secretária Municipal da Saúde (SMS), chegou com a ação no bairro Boa Vista de São Caetano, nesta segunda-feira (4/7), na Unidade de Saúde da Família (USF), localizada na Rua Rodovia A, onde permanecerá até o fim do mês de julho. No próximo mês, seguirá para o distrito sanitário de Itapagipe.

Para realizar a castração dos animais, é necessário levar até a unidade, sempre às segundas ou terças-feiras, das 8h às 12h, cartão do SUS, documento de identificação com foto do tutor ou voluntário do animal e cartão de vacina antirrábica atualizado.

Nos dois primeiros dias da semana, os gatos e cachorros passarão por cadastramento e triagem no Castramóvel. Nas quartas, quintas e sextas-feiras, de acordo com a data e horário agendado, o animal será castrado.

Podem ser esterilizados animais com idades de seis meses até cinco anos. A coordenação do serviço recomenda aos proprietários que não levem animais doentes, fêmeas no cio, gestantes e infestados de parasitas. Mais de 5500 animais já foram castrados até o momento em Salvador.

Para o médico veterinário Aroldo Carneiro “com a castração evita-se reprodução indesejada, previne-se doenças que esses animais podem transmitir, bem como ajuda a diminuir o número de animais abandonados, além dos animais castrados viverem mais”.

Fonte: Tribuna Bahia

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Marcha da Defesa Animal acontece em julho em Guarapuava (PR)

A V Marcha da Defesa Animal, prevista para acontecer simultaneamente em diversos lugares do Brasil no dia 20 de julho, também está com organização em Guarapuava.

Encabeçada por uma mobilização que começou em São Paulo, a marcha abordará temas como o aumento da pena contra maus-tratos a animais, castração, vacinação e hospitais veterinários públicos.

O evento, coordenado em Guarapuava pela ONG S.O.S 4 Patas, está marcado para 15h com saída da Praça 9 de Dezembro.

Fonte: Rede Sul de Notícias

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“Podemos começar em julho”, diz gestor de novo hospital gratuito para animais

O novo hospital veterinário gratuito já pode entrar em funcionamento em julho deste ano em São Paulo se depender de Denis Prata, vice-presidente da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa). É a essa entidade que o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), entregou a tarefa de colocar o novo complexo de pé.

“Temos edifícios na zona norte já avaliados, todos no bairro de Santana. Eles já estão pré-desenhados para uma possível unidade de atendimento especializada em cães e gatos. Podemos iniciar o atendimento em um mês”, afirma Prata. “Mas quem vai decidir sobre isso é a prefeitura, que planeja entregá-la até o final do ano.”

O hospital em Santana será o segundo a sair do papel no Brasil. O primeiro, no Tatuapé, na zona leste, é bem avaliado pela população , mas, segundo especialistas, a expansão do serviço abre uma nova discussão: o poder público deve se responsabilizar pela saúde de animais de estimação?

Para Prata e para os usuários do serviço ouvidos pelo iG , cães e gatos já são tratados em casa como membros da família, o que justifica a atenção da prefeitura, que investe R$ 600 mil por mês na unidade do Tatuapé.

“Minha filha foi atropelada. Parece que ela quebrou a bacia”, explica Thais Prado (28) sobre a cadela Blanca. Ao pé da maca, ela aguardava um exame de raio-x enquanto denuncia “o déficit nessa área” por parte dos governos. “A Blanca vive comigo há dez anos. É parte da minha família. Como eu pago impostos, o governo deve se responsabilizar pelo tratamento dela.”

O sociólogo José Carlos Rassier, diretor do Instituto de Educação e de Gestão Pública, acredita que “o homem não está sozinho” e que “toda diversidade da vida deve ser protegida”, mas que o investimento em hospital veterinário não pode tirar o foco de uma das maiores necessidade brasileiras: a oferta de saúde de qualidade para os seres humanos. “O Sistema Único de Saúde [SUS] ainda não atende a população com o padrão de qualidade exigido pela Constituição“, diz ele. “Se é possível fazer um centro de excelência para animais, por que isso ainda não ocorre para as pessoas?”

Para a cientista política da Universidade Estadual de São Carlos (UFSCar), Maria do Socorro, Haddad sabe que a iniciativa pioneira terá “retorno eleitoral garantido”. “Quando ficar demonstrada a eficácia do serviço, a medida atrairá apoios políticos para o prefeito.” A professora considera a comparação com o SUS inevitável, mas o prefeito terá sucesso se o hospital acabar protegendo a saúde humana ao cuidar dos animais abandonados. “Tem animal de rua que transmite doenças e causa mais gasto ao poder público.”

Para Rosângela Ribeiro, gerente da WSPA (sigla em inglês para Sociedade Mundial de Proteção Animal), “esse hospital foi uma grande conquista de proteção animal e ajuda a população carente que não tem acesso”. Mas ela alerta para necessidades ainda mais urgentes: “A prefeitura não deve descuidar dos programas de saúde preventiva e controle populacional dos bichos.”

Rosângela acredita a população ainda precisa aprender sobre a necessidade de esterilizar seu animal, vaciná-lo anualmente, passear com ele e recolher suas fezes. “Alguns municípios, como Manaus, querem implantar hospitais públicos, mas falta a eles esse histórico de prevenção.”

Como a medida tem grande alcance popular, a cientista política não teme que os sucessores do atual prefeito abandonem a ideia. “É como o Bolsa Família: como ele é muito popular, ninguém vai extingui-lo.”

Fonte: Folha de S.Paulo

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