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Coronavírus canino e felino não são transmissíveis aos humanos

O Covid-19 é uma ameaça apenas as pessoas, diz veterinário de Belo Horizonte diante de tantas dúvidas sobre esse assunto

Existem coronavírus que só afetam humanos e outros que só afetam animais. Cães e gatos não pegam nem transmitem o Covid-19

A “família coronavírus” é antiga, porém, é importante observar que algumas cepas –  mutações genéticas desses microorganimos – afetam apenas seres humanos, outras só animais. Quem observar a carteirinha de vacinação dos cães e gatos encontrará que algumas das vacinas combatem coronavírus específicos de animais domésticos e que não são transmissíveis aos humanos.

“A cepa que está provocando a atual pandemia no mundo é o Covid-19. E não se tem notícia, até agora, de que animais de estimação domésticos, como cães e gatos, sejam afetados por ele ou que possam transmitir a doença”, afirmou ao G1 José Lasmar, membro da Comissão de Medicina Veterinária do Coletivo do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais.

Segundo o veterinário, “pode haver risco de contaminação no caso, por exemplo, de uma pessoa infectada pelo Covid-19 espirrar sobre um cachorro e outra pessoa abraçar o animal e colocar a mão na boca, tendo contato com a secreção do doente”. E complementa: “Mas o risco de contaminação é o mesmo de alguém pegar numa maçaneta, por exemplo. E é preciso ter os mesmos cuidados, como evitar o contato com pessoas contaminadas, lavar as mãos, usar álcool. Mas cães e gatos não transmitem a doença”.

Aqui no Brasil, há um tipo de coronavírus que que provoca peritonite em gatos e não há vacina. Outra variação do vírus causa gastroenterite em cães, que têm de ser vacinados anualmente, explica o veterinário. Mas esses dois tipos de corona vírus não afetam seres humanos – é o que ressalta o especialista.

NOTA DA REDAÇÃO: Cães e gatos não pegam nem transmitem o covid-19. Eles podem apenas pegar as versões canina e felina do coronavírus que não são transmissíveis aos humanos, segundo veterinários do mundo todo atestam. O cão do Hong Kong que a princípio mostrou em exames ter “vestigíos” do covid-19, morreu dois dias depois de ser constatado testes mais complexos que ele não portava o coronavírus humano. Ele era um cão idoso, com 17 anos, e os próprios especialistas de Hong Kong declararam que ele deve ter morrido devido ao estresse causado pela distância da família durante a quarentena.

No entanto, tutores infectados com convid-19 devem delegar os cuidados aos seus animais a outras pessoas e, se isso não for possível, usar álcool gel antes de acariciar seus cães e gatos, pois, pode haver uma contaminação superficial do pelo desses animais do mesmo modo que haveria num corrimão de escada, por exemplo. A ANDA tem se preocupado em passar as informações corretas, com embasamento da OMS – Organização Mundial da Saúde e veterinários, a fim de evitar abandono e maus-tratos. Colabore também disseminando as informações corretas!

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