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Campanha pede à Johnson & Johnson para abdicar dos testes em animais

Por David Arioch

No desenvolvimento do Splenda, a multinacional causou a morte de 12,8 mil animais entre cães, macacos, coelhos e camundongos (Foto: Getty)

Uma campanha criada recentemente está pedindo à empresa Johnson & Johnson, gigante do ramo de produtos farmacêuticos e de higiene, para abdicar dos testes em animais. Segundo a idealizadora e ativista dos direitos animais, Jacqueline Canlas, com base nos princípios que a multinacional promove, o consumidor pode acreditar que a empresa tem altos padrões morais. Porém, a realidade não é bem assim.

A Johnson & Johnson pode alegar ser uma empresa ‘cruelty free’, no entanto, Jacqueline reforça que isso não condiz com a verdade, já que a multinacional desenvolve produtos testados em animais, o que pode ser confirmado pela internet – considerando tipo de produto e destino.

Além disso, o que pode criar uma ilusão da não realização de testes em animais são os braços menores da empresa, ou seja, suas subsidiárias – como a marca de produtos para pele Aveeno, os produtos de higiene feminina Carefree, os de higiene bucal Listerine; de cuidados com a pele e corpo Lubriderm; e de maquiagem, pele e cuidados com o corpo Neutrogena.

Há muitas outras como a Rembrandt, RoC, Stayfree, Reactine, Acuvue, Benalet, Clean & Clear, Cotonetes, NeoStrata, Mylanta, Nicorette, ob, Reach, Sempre Livre, Sundown, Tylenol, Band-Aid, Hipoglos, OGX e Desitin.

“A quantidade de testes em animais realizados pela Johnson & Johnson e suas empresas é colossal. Quantas vidas inocentes de animais foram tomadas, envenenadas e torturadas? Não deveria ser assim. Peço ao CEO da Johnson & Johnson, Alex Gorsky, e ao Conselho da Johnson & Johnson, que parem imediatamente de realizar testes em animais”, enfatiza a ativista dos direitos animais, que criou uma petição no site Care2, que já se aproxima de 83 mil assinaturas.

Segundo informações da Humane Society Internacional, só nos testes de segurança do adoçante Splenda, a multinacional fundada em 1879, causou a morte de 12,8 mil animais entre cães, macacos, coelhos e camundongos.

“Os cientistas queriam observar os efeitos do Splenda no sistema nervoso. Eles morreram simplesmente porque queríamos uma alternativa ao açúcar”, lamenta. Se você é contra a realização de testes em animais, assine a petição clicando aqui.  


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Destaques, Notícias

Johnson & Johnson anuncia que não vai mais realizar testes de “nado forçado” em camundongos

Foto: Stock

A decisão da Johnson & Johnson de abolir este tipo de teste foi tomada após pressão da PETA.

Apesar de não representar o fim dos testes em animais, o anúncio trouxe esperança para os ativistas.

Nos testes de “nado forçado”, camundongos são colocados em provetas inescapáveis cheias de água onde lutam desesperadamente para sobreviver.

De acordo com a PETA, alguns pesquisadores afirmaram que o teste “serve como um modelo de depressão em animais e pode ser usado para testar a eficácia de novos medicamentos para a doença” – mas isso foi negado por outros cientistas.

Inútil

A PETA dos Estados Unidos diz que seus cientistas revisaram estudos publicados e descobriram que “colocar animais na água dessa maneira era menos preditivo do que o lançamento de uma moeda da eficácia de uma droga em humanos.”

“Os animais utilizados nesses testes tentam desesperadamente subir nas laterais dos cilindros ou até mesmo mergulhar para buscar uma saída”, disse a ONG.

“Eles remam furiosamente, tentando manter a cabeça acima da água. Eventualmente, a maioria deles começa a boiar.”

A decisão

“A Johnson & Johnson fez a coisa certa ao deixar de usar o teste de “nado forçado”, que não é apenas uma ciência ineficaz, mas também terrivelmente cruel”, disse a neurocientista da PETA US Emily Trunnell, em um comunicado enviado à Plant Based News .

“A PETA pede à Eli Lilly, à Pfizer e à Bristol-Myers Squibb que sigam a liderança da Johnson & Johnson e deixem de aterrorizar os animais dessa maneira.”

Futuro

O mundo está caminhando para ser mais compassivo com os animais. À medida que as pessoas tomam consciência dos horrores cometidos contra seres indefesos dentro de laboratórios, a demanda por produtos livres de crueldade aumenta.

Países e empresas estão cedendo a pressão do mercado e começam a trabalhar com alternativas éticas.

No setor alimentício, a Hershey’s e a Kellogg’s anunciaram o fim de testes em animais. Para cosméticos, a P&G fez uma parceria com a HSI para proibir que eles sejam usados na indústria da beleza. Recentemente, a Austrália aprovou uma lei que proíbe essa prática. Na Ucrânia, um projeto de lei semelhante está em andamento e a Índia deu um grande e importante passo anunciando o fim de testes em animais para pesquisas biomédicas.

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