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Governo de SP anuncia desburocratização de normas para caça ao javali

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na última segunda-feira (29), durante a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), em Ribeirão Preto (SP), a desburocratização de normas para a caça ao javali, que, segundo ele, seguirá regras federais de controle e será feita de forma integrada ao Ibama. A medida, considerada um retrocesso do ponto de vista dos direitos animais, atinge também o javaporco.

Foto: Pixabay

“Ele passa a ser considerado um animal invasor, com legislação e regulação específica, para que ele possa ser caçado, possa ser controlado, possa ser morto”, disse o secretário da Agricultura de São Paulo, Gustavo Diniz Junqueira, ignorando o direito à vida e à integridade física, intrínsecos a qualquer ser vivo.

A partir de agora, para que a caça ocorra, basta que o caçador se cadastre no site do Ibama. O sistema online também será usado pelo governo do estado. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com a Federação da Agricultura e do Estado de São Paulo (Faesp), javaporcos e javalis já foram encontrados em pelo menos 500 dos 645 municípios paulistas.

“O que havia no governo anterior era uma confusão dentro do sistema. Ele fazia com que o controle não acontecesse, era muito difícil para os proprietários rurais, para os caçadores de fato se credenciarem para fazer o combate”, disse o secretário ao criticar a medida conservacionista do governo de Márcio França (PSB), que sancionou uma lei que proibiu a caça a animais silvestres em São Paulo. O ex-governador, no entanto, voltou atrás após uma reunião com representantes da Faesp e da SRB (Sociedade Rural Brasileira), e liberou a caça ao javali, sob supervisão do estado,
“em todas as suas formas, linhagens, raças e diferentes graus de cruzamento com o porco”.

Com a postura de França, a caça permaneceu proibida, mas com a ressalva do produtor solicitar autorização para matar os javalis caso o animal aparecesse nas proximidades de sua propriedade rural. No entanto, a autorização era dada em até 30 dias, período considerado longo pelos produtores, que se queixavam da situação. Com a medida anunciada por Doria, o objetivo é reverter esse cenário, beneficiando produtores rurais e prejudicando gravemente os animais.

De acordo com Junqueira, a caça passa a ser controlada agora pelo sistema do Ibama. Uma instrução normativa já foi assinada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

“É uma simplificação do processo. Adere-se ao sistema nacional, se cadastra, para que possa caçar o animal e nós tenhamos o controle da forma que está sendo feita, sem nenhuma violência, uma coisa mais tranquila, de maneira que possa ser feito o controle sanitário e de nossas propriedades”, disse o secretário Marcos Penido, da Infraestrutura e Meio Ambiente.

A alegação de que os javalis e javaporcos serão mortos “sem nenhuma violência” é, no entanto, contestada por ativistas dos direitos animais. Isso porque não há como fiscalizar a forma como esses animais serão mortos. Além disso, os ativistas alegam também a impossibilidade de tirar uma vida sem promover sofrimento.

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Atenção ativistas de SP: caça ao javali é o tema da CPI de Maus-Tratos do dia 5 de dezembro

Divulgação

Perseguido e rasgado vivo por cães de caçadores, o javali e seus híbridos como o javaporco (cruzamento do javali com o porco doméstico) enfrenta um verdadeiro inferno no Brasil. São mortos os machos, as fêmeas e ninhadas inteiras de forma covarde e cruel. Vale lembrar que além da brutalidade contra os javalis, muitos cães também ficam gravemente feridos e, muitas vezes, são descartados na mata mesmo para morrer sozinhos.

Diante dessa problemática a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de Maus-Tratos contra Animais da Alesp (Assembleia Legislativa de SP) convocou para o dia 5 de dezembro (terça-feira às 11h), a diretora do Departamento de Fauna da Secretaria do Meio Ambiente, Vilma Clarice Geraldi. A reunião é aberta ao público e, inclusive, a presença de protetores e ativistas é muito importante para mostrar aos deputados interesse da população nesse assunto.

Considerado uma das cem piores espécies exóticas invasoras do mundo pela União Internacional de Conservação da Natureza, o javali tem sua caça liberada em todo o país pela normativa do Ibama  , mas não pode ser atacado por cães, nem mesmo pelos treinados para caça.

“Não vamos tolerar que a atividade seja executada de forma incompatível com as normas ambientais. Os cães podem ser usados apenas para rastrear o animal, jamais para confronto direto, o que implica em maus-tratos a ambas as espécies, de acordo com o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais”, diz o coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral no site do órgão.

Mas a questão é: como impedir que os cães ataquem os javalis?

Segundo o presidente da CPI de Maus-Tratos, o deputado estadual Feliciano Filho, não tem como os cães apenas “apontarem” onde estão os javalis como num desenho animado e muito menos diferenciarem javalis de queixadas e catetos que são da fauna nativa e protegidos por lei. As três espécies são muito semelhantes, tanto na aparência quanto no comportamento.

“Quando se diz que está liberada a caça a javali, as pessoas começam a entrar no meio no mato, com cachorro, com arma, dando tiros a esmo. Recebemos um vídeo onde um caçador segura as pernas de um javali enquanto 14 cães destroçam o coitadinho, que grita por socorro, até o indivíduo enfiar uma faca no animal. Já nos chegou relatos de balas perdidas, mortes de caçadores por fogo amigo etc. Este é o resultado de quando o Estado joga para a sociedade uma responsabilidade que é dele: tortura e atrocidade”, comenta o deputado.

O javali chegou ao Brasil na década de 60 com o intuito de fazer parte do mercado de carnes, mas acabaram sendo abandonados em matas do sul do país. Não demorou muito para atraírem o ódio dos agricultores que tinham suas plantações invadidas por esses animais. Atualmente os javalis estão em pelo menos 15 Estados brasileiros e, com a caça liberada, caçadores enchem a internet de vídeos exibindo perseguições das mais sangrentas, com os javalis sendo comidos vivos pelos cães.

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A Normativa do Ibama diz que o javali deve ser morto no local e que sua carne não pode ser comercializada e, embora o Orgão assinale que os cães só devam “rastrear” a caça (conforme dito acima), o que vemos nas redes sociais é o crescimento de um novo mercado de cães treinados para esse fim. Em matéria do Canal Rural de 2016, caçador explica que treina cães desde os seis meses de idade para farejar, evitar que a presa fuja e prepara os cachorros mais robustos e pesados para o confronto com os javalis.

Para participar da CPI do dia 5, às 11h na Alesp, foram convidados: o juiz federal da 5ª Vara de Maringá/PR Anderson Furlan, o secretário do Meio Ambiente Maurício Brusadin, o diretor do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da prefeitura de Campinas Paulo Anselmo, a advogada e ativista no combate à caça Ana Maria Pinheiro e, a definir, um representante do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, além da promotora de Justiça Vania Túglio e o biólogo Sérgio Greif.

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Armadilhas são encontradas em floresta estadual de Rio Claro (SP)

Armadilhas tinham milho para atrair animais
Policiais acreditam que javalis eram caçados (Foto: Guarda Civil de Rio Claro)

Na Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, durante um patrulhamento uma equipe da Guarda Civil encontrou uma armadilha de ferro e outra do tipo jirau, utilizadas para caçar animais silvestres.

Segundo a equipe, os caçadores colocam espigas de milho para atrair os animais até as armadilhas, onde ficam presos. A guarda também achou ossos de um animal que aparentam ser de um javali.

Armadilhas tinham milho para atrair animais
Árvores também tinham armadilhas

Recentemente, o governo de Santa Catarina regulamentou caça e assassinato de javalis que terá auxílio de um aplicativo que permitirá que caçadores se cadastrem para assim contabilizar a quantidade de animais exterminados.

Nota da Redação: O ser humano interferiu no fluxo natural dos javalis e agora se volta contra esses animais, vítimas das consequências provocadas pelo ato irresponsável: os primeiros javalis foram retirados da Europa e levados para a Argentina no início do século XX. A sua dispersão fez com que ocupassem o Brasil pela fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. O desequilíbrio populacional da espécie é resultado também do desmatamento realizado pelos seres humanos para dar lugar ao cultivo agrícola. E, dando continuidade à cadeia de equívocos e exploração desses animais, os javalis são criados de forma absolutamente desrespeitosa e sua população cresce descontroladamente. Uma solução digna aos animais que foram vítimas da interferência humana sobre sua existência é o mínimo que se esperaria. No entanto, mais uma vez animais pagam pelo desequilíbrio humano.

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Guarda resgata javaporco preso em armadilha em Rio Claro (SP)

Javaporco foi resgatado de armadilha instalada na floresta (Foto: Divulgação/Guarda Civil Municipal)
Javaporco foi resgatado de armadilha instalada na floresta (Foto: Divulgação/Guarda Civil Municipal)

A Guarda Civil Municipal de Rio Claro (SP) resgatou um javaporco de uma armadilha instalada na Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade. É o segundo animal resgatado nos últimos dias. O primeiro, uma onça parda, não resistiu aos ferimentos.

Segundo a GCM, a armadilha foi localizada após uma denúncia indicar que havia um animal preso. Uma equipe foi ao local indicado e encontrou o animal ferido em uma espécie de laço feito com cabo de aço. Foram achadas ainda outras quatro estruturas desse tipo, além de uma gaiola.

O animal foi solto e as armadilhas foram entregues a funcionários da administração para, posteriormente, serem recolhidas pela Polícia Ambiental.

Fonte: G1

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Javaporco entra em salão de beleza em Tremembé (SP)

O javaporco é um animal híbrido originário do cruzamento entre as espécies porco e javali (Foto: Rui Mello)

Um javaporco de aproximadamente 150 quilos entrou em um salão de cabelereiro do Centro Comercial de Tremembé, por volta das 4h da manhã desta sexta-feira (22). Policiais, bombeiros e guardas civis imobilizaram o animal.

Segundo o Ibama de Lorena, o animal é uma mistura de javali com porco. Trata-se de um animal doméstico, uma fêmea que está prenha ou que teve filhotes recentemente.  O javaporco está sob os cuidados do Ibama.

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