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Governo quer matar javali após o animal fugir carregando notebook de nudista na Alemanha

Foto: Adele Landauer/Facebook

O governo de Berlim, na Alemanha, quer tirar a vida de um javali porque o animal fugiu carregando em sua boca uma sacola na qual estava um notebook que pertencia a um nudista. O caso aconteceu no entorno de um lago em Grünewald.

O animal, que é uma fêmea, estava com dois filhotes quando pegou a sacola e correu. O homem foi atrás do javali e conseguiu recuperar seus pertences. Uma foto que registrou o caso viralizou na internet.

Chefe do Departamento Florestal de Grünewald, Katja Kammer afirmou à emissora local RBB que os javalis que vivem no local, incluindo a fêmea e seus filhotes, precisam ser mortos porque deixaram de ser arredios e passaram a se aproximar dos humanos.

Com os lagos, parques e florestas da cidade lotados durante o verão, os javalis ficaram sem espaço. Eles também são atraídos pelo calor intenso, que os faz buscar água para se refrescarem, e pelo lixo deixado pelos banhistas.

Apesar de defender a matança dos animais, Kammer confirmou que “não houve nenhum confronto” entre javalis e humanos. Segundo ela, matar javalis é uma prática de controle populacional – no entanto, especialistas alertam que a medida não funciona e que a solução é castrar os animais.

A caça aos javalis é autorizada na Alemanha, mas não se pode praticá-la em regiões com grande concentração de pessoas – como o lago onde o caso foi registrado. É proibido também matar fêmeas com filhotes menores de seis meses.

As restrições à caça são a esperança da mãe que, acompanhada de seus filhos, carregou a sacola do nudista, em um ato inocente de preservação da própria espécie. Por ter filhotes com idade inferior a seis meses e viver nos arredores do lago, ela pode ter sua vida salva.


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Caçador mata amigo durante caçada e diz que o confundiu com javali

ADOBE STOCK

Paulo César da Silva, 43, foi morto a tiro por um amigo durante uma caçada realizada no último domingo (3) na Fazenda Paraíso, em Itanhandu, Minas Gerais. O autor do disparo afirmou que atirou após confundir Silva com um javali. O animal é a única espécie com caça liberada no Brasil. Por não serem nativos do país, os javalis sofrem nas mãos de caçadores que tiram suas vidas.

Após atirar no amigo, o caçador ouviu um grito, percebeu o equívoco e tentou socorrê-lo, mas não conseguiu por estar sozinho em uma mata fechada. Ele, então, retornou à fazenda e pediu que a polícia fosse acionada.

A dupla participava de uma caçada que tinha como objetivo matar um javali que havia sido visto por eles na região. Silva teria disparado contra o animal antes de ser alvejado por seu amigo.

Preso em flagrante, o caçador foi levado à delegacia. Ele será indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar). Aos policiais, o homem entregou uma espingarda calibre 28, 10 cartuchos intactos e um cartucho vazio. O corpo de Silva foi levado ao IML após a perícia técnica realizar seus trabalhos no local do crime.

A Polícia Militar informou que os caçadores têm registro para posse de arma, mas não para porte. A dupla também tem autorização do Ibama pra caçar javalis, mas não possui o Certificado de Registro (CR) de Caçador do Exército, necessário para o uso de armas de fogo.

Como o alvo dos caçadores é um animal tratado pelas autoridades brasileiras como um objeto sem valor, que pode ser torturado, maltratado e morto em caçadas, não houve responsabilização por crime ambiental. A caça ao javali é realizada como forma de controle populacional – no entanto, especialistas alertam que, além de cruel, a prática é ineficaz.

“Eles tinham autorização para ter arma em casa. Mas não tinham para transportar até o local da caçada. Nós acionamos a Polícia Militar Ambiental, mas não foi registrado crime ambiental pela morte do animal por se tratar do javali, que não é uma espécie da nossa fauna”, explicou o tenente da Polícia Militar, José Ednilson Marcelino da Silva.

O caçador foi liberado para aguardar em liberdade pelo julgamento pela morte de Silva.


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STF anula dispositivo de lei que impedia a caça a animais no estado de SP

Javalis são os animais mais afetados pela caça de controle, que é ineficaz e cruel (Pixabay/Webandi)

Após atender parcialmente a um pedido do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), expresso em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu espaço para que animais sejam caçados ao declarar inconstitucional o artigo 3º da Lei Estadual 16.784/2018, que proíbe a caça no estado de São Paulo, e nulidade parcial, sem redução de texto, do artigo 1º da mesma lei.

A decisão do STF, que atendeu com parcialidade à solicitação do PTB contra a lei, considera inviável a manutenção da proibição da caça de animais considerados “nocivos” e para fins científicos. O tribunal afirmou que a legislação estadual ofende o artigo 24, VI, parágrafo 1º, da Constituição Federal.

De acordo com o relator da ação, o ministro Ricardo Lewandowski, o dispositivo da lei desrespeita o sistema de repartição de competências previsto na Constituição, que coloca a União como responsável sobre normas gerais ambientais e dá aos estados-membros e ao Distrito Federal a possibilidade de apenas complementar disciplina federal estabelecida.

“Mesmo diante da jurisprudência desta Corte, no sentido de que, em matéria de competências legislativas concorrentes, vale a regra da predominância do interesse, respeitando-se a legislação estadual sempre que ela promover um aumento no padrão normativo de proteção aos bens jurídicos tutelados (ADPF 109, relator ministro Edson Fachin), aqui não vejo a lei paulista como mais protetiva ao meio ambiente”, disse.

Para o ministro, por haver legislação nacional que permite a caça de animais para controle e a caça científica (Lei 5.197/1967), não caberia ao estado de São Paulo restringir práticas que, na opinião do ministro, implicam maior risco ao meio ambiente.

Lewandowski considera que as caças científica e para controle de espécies reequilibram e protegem o meio ambiente. Tal entendimento, no entanto, é equivocado. Um exemplo que pode ser usado para ilustrar a forma como as espécies, em geral, se comportam diante da caça é o dos javalis, animais covardemente perseguidos e mortos no Brasil por não serem nativos do país.

Matar animais não resolve o problema, além de ser uma prática impensável do ponto de vista dos direitos animais, que devem sempre ser levados em consideração por uma sociedade justa e ética. Os javalis sofreram um aumento em sua população após a caça para controle ser liberada pelo Ibama – órgão que deveria proteger os animais ao invés de matá-los. A caça agrava o problema da superpopulação porque os animais se espalham pelo território brasileiro ao fugir dos caçadores e também por se tornar um negócio divertido (de maneira sádica) e lucrativo. Ao atender aos interesses de caçadores e daqueles que se beneficiam financeiramente da caça – os organizadores de caçadas e a indústria de armas -, a atividade é vista por alguns como algo a ser perpetuado. Por isso, animais caçados são soltos na natureza, aumentando a população da espécie, para atender a esses interesses. A descontinuidade das áreas nas quais javalis são encontrados pelo país é a prova dessa soltura criminosa.

Contrário à caça como forma de controle populacional, por conta de sua crueldade e ineficácia, o biólogo Sérgio Greif argumenta que a solução é encaminhar os animais a santuários ou capturá-los, castrá-los e devolvê-los à natureza, impedindo assim que se reproduzam.

A existência desses argumentos técnicos, embasados em conhecimento científico, no entanto, não impediu que o STF invalidasse o dispositivo que proíbe a caça para controle no estado de São Paulo. Segundo Lewandowski, os estados podem, e devem, definir onde, como, em que época e casos a caça é possível, mas para ele a lei paulista padece de vício parcial de inconstitucionalidade “por não se submeter, em sua integralidade, às regras de repartição de competências legislativas, especialmente àquela cabível à União”.

Para conferir todo o andamento da ADI, clique aqui. E aqui para ter acesso ao documento no qual consta a decisão do julgamento.


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Comissão aprova Projeto de Lei que libera extermínio de animais

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (30) o Projeto de Lei 201/2016, do senador Wellington Fagundes (PR-MT), que autoriza o extermínio de animais que não sejam nativos do Brasil.

Pixabay

A proposta, que estabelece condições para o consumo, a distribuição e o comércio de produtos e subprodutos feitos a partir dos corpos desses animais, segue agora para a Comissão de Meio Ambiente (CMA), que emitirá uma decisão terminativa.

O principal foco do projeto é o javali europeu. A espécie será condenada a intenso sofrimento e esses animais terão suas vidas tiradas caso a medida se torne lei. As informações são da Agência Senado.

O Poder Executivo definirá a “nocividade” de cada espécie, além de determinar os limites geográficos e o tempo das atividades de caça. Pessoas físicas ou jurídicas cadastradas em órgãos ambientais poderão matar os animais e, posteriormente, deverão enviar relatórios sobre a atividade.

O projeto recebeu uma emenda do relator, senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que retira um artigo que declara não ser crime o controle de espécies exóticas nas condições previstas em autorização de órgão ambiental. De acordo com ele, a Lei 9.605, de 1998, já dispõe sobre o tema.

Nota da Redação: tirar a vida de um animal sob a justificativa de que ele não merece viver por não ser nativo do Brasil é um ato cruel e antiético que atenta contra os direitos animais. Todo ser vivo deve ter seu direito à vida resguardado.


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Comissão Nacional da OAB diz que explorar cães na caça ao javali é inconstitucional

Em audiência pública realizada na última terça-feira (18) na Câmara Federal, o presidente da Comissão Nacional de Proteção e Defesa dos Animais da OAB, Reynaldo Velloso, afirmou que a norma do Ibama que autoriza a exploração de cachorros na caça ao javali é inconstitucional.

Foto: Reprodução / Fauna Comunicação / JusBrasil

“A Instrução Normativa não só contraria o ordenamento descrito pela Constituição Federal, mas também a própria Lei de Crimes Ambientais. Estamos diante da terceirização da morte. Ao invés de promover o controle, o governo fomenta a matança, sem critérios, bastando apenas um simples cadastro. É a delegação do poder estatal sem maiores cerimônias. Um absurdo”, disse Velloso. As informações são do portal Fauna Comunicação, do JusBrasil.

“A Constituição Federal veda qualquer exposição dos animais às crueldades e a Lei de Crimes Ambientais tutela os animais contra maus-tratos. Como é possível o IBAMA fomentar esta prática? Deveriam se preocupar com o tráfico de animais e não apoiar a matança de cães.”, continuou.

O diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do IBAMA, João Riograndense, defendeu a norma e disse que o órgão está finalizando um sistema para controle do manejo do javali. Ele disse ainda que a instrução normativa foi analisada e aprovada pela AGU.

Durante o debate, Velloso questionou se o Ibama tem detalhes sobre os prejuízos causados, a quantificação dos danos, os impactos e a quantidade aproximadamente de javalis que vivem no Brasil. “Sem estas premissas não há o que se falar em”praga”ou discursos de prejuízos, pois nem se sabe onde acontece. Onde estão os gráficos pormenorizados e detalhados?”, disse o presidente da Comissão, referindo-se ao argumento do Ibama de que o javali é uma “praga” que deve ser combatida.

“Não estão controlando a entrada de cervos. Daqui há uns 10 anos teremos novamente o discurso de praga. Qual a intenção? Realizar um controle ou preparar um entretenimento?”, reforçou Velloso, que questionou ainda sobre quem introduziu o javali no Brasil. “A lei é permissiva. E as responsabilidades? Temos javali na Ilha Bela. Eles não voam nem nadam. Como foram parar lá?”, completou. O diretor do Ibama não respondeu aos questionamentos.

O biólogo Frank Alarcón, que também participou da audiência, afirmou que “estamos de volta aos tempos medievais, com estas práticas inconsequentes”. O gerente da Word Animal Protection, Maurício Forlani e a presidente da ONG Peludos, Arlene Lazzari, também estiveram presentes no debate, presidido pelo deputado Ricardo Izar (SP), que convocou a reunião. Outro debate deve ser convocada para agosto.


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Caça ao javali não resolve problema de desequilíbrio ambiental, diz professor

A justificativa dos defensores da caça ao javali é que o animal causa um desequilíbrio ambiental, afeta lavouras e, por isso, precisa ser caçado como forma de controle. A alegação, no entanto, é refutada pelo professor Adroaldo José Zanella, do Centro de Estudos Comparativos em Saúde, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP. Segundo ele, matar os javalis não resolve o problema.

Foto: Simply Viola on Visualhunt / CC BY-NC-SA

O professor explicou ao Jornal da USP no Ar que “os dados sobre javalis ainda são muito modestos para fazer uma tomada de decisão inteligente, mas a caça como medida de mitigação não vai funcionar”. Ele afirmou que falta uma estratégia nacional e até mesmo internacional para elaboração de um plano estratégico em relação ao assunto. Para o médico veterinário, a solução é “atuar para a fonte de controle reprodutivo”.

“O primeiro passo é entender como essa espécie opera”, afirmou Zanella. “A fundamentação da estratégia na minha opinião seria um edital público”, disse.

Atualmente, o javali é o único animal cuja caça é permitida no Brasil. Em março, o Ibama publicou uma nova portaria, por meio da qual, entre outras questões, informatizou o sistema de autorizações para caçadores e regulamentou a exploração de cachorros para a caça ao javali, colocando os cães em risco.

O professor explicou que “o javali, que é ancestral do porco doméstico, tem essas características fenomenais de adaptação: você encontra suínos e javalis nas áreas do Ártico e do Antártico, então eles trazem essa capacidade de se ajustar aos ambientes humanos”.

Os javalis foram trazidos ao Brasil para serem explorados e mortos para consumo humano. A proposta, no entanto, não seguiu adiante e esses animais foram abandonados na natureza e acabaram se reproduzindo e se dispersando pelo país. Com fome, eles entram em plantações e comem os vegetais, o que tem feito com que produtores rurais apoiem que eles sejam mortos.

No entanto, a proposta de manter a caça ao javali e, cada vez mais, facilitá-la, não só é ineficaz, como mostrou o professor, como também é cruel e coloca em risco outros animais. Isso porque espécies nativas, como a queixada e o cateto, frequentemente são confundidas com javalis pelos caçadores, que também matam outros animais de forma proposital.

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Governo de SP anuncia desburocratização de normas para caça ao javali

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na última segunda-feira (29), durante a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), em Ribeirão Preto (SP), a desburocratização de normas para a caça ao javali, que, segundo ele, seguirá regras federais de controle e será feita de forma integrada ao Ibama. A medida, considerada um retrocesso do ponto de vista dos direitos animais, atinge também o javaporco.

Foto: Pixabay

“Ele passa a ser considerado um animal invasor, com legislação e regulação específica, para que ele possa ser caçado, possa ser controlado, possa ser morto”, disse o secretário da Agricultura de São Paulo, Gustavo Diniz Junqueira, ignorando o direito à vida e à integridade física, intrínsecos a qualquer ser vivo.

A partir de agora, para que a caça ocorra, basta que o caçador se cadastre no site do Ibama. O sistema online também será usado pelo governo do estado. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com a Federação da Agricultura e do Estado de São Paulo (Faesp), javaporcos e javalis já foram encontrados em pelo menos 500 dos 645 municípios paulistas.

“O que havia no governo anterior era uma confusão dentro do sistema. Ele fazia com que o controle não acontecesse, era muito difícil para os proprietários rurais, para os caçadores de fato se credenciarem para fazer o combate”, disse o secretário ao criticar a medida conservacionista do governo de Márcio França (PSB), que sancionou uma lei que proibiu a caça a animais silvestres em São Paulo. O ex-governador, no entanto, voltou atrás após uma reunião com representantes da Faesp e da SRB (Sociedade Rural Brasileira), e liberou a caça ao javali, sob supervisão do estado,
“em todas as suas formas, linhagens, raças e diferentes graus de cruzamento com o porco”.

Com a postura de França, a caça permaneceu proibida, mas com a ressalva do produtor solicitar autorização para matar os javalis caso o animal aparecesse nas proximidades de sua propriedade rural. No entanto, a autorização era dada em até 30 dias, período considerado longo pelos produtores, que se queixavam da situação. Com a medida anunciada por Doria, o objetivo é reverter esse cenário, beneficiando produtores rurais e prejudicando gravemente os animais.

De acordo com Junqueira, a caça passa a ser controlada agora pelo sistema do Ibama. Uma instrução normativa já foi assinada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

“É uma simplificação do processo. Adere-se ao sistema nacional, se cadastra, para que possa caçar o animal e nós tenhamos o controle da forma que está sendo feita, sem nenhuma violência, uma coisa mais tranquila, de maneira que possa ser feito o controle sanitário e de nossas propriedades”, disse o secretário Marcos Penido, da Infraestrutura e Meio Ambiente.

A alegação de que os javalis e javaporcos serão mortos “sem nenhuma violência” é, no entanto, contestada por ativistas dos direitos animais. Isso porque não há como fiscalizar a forma como esses animais serão mortos. Além disso, os ativistas alegam também a impossibilidade de tirar uma vida sem promover sofrimento.

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Jornalismo cultural, Notícias

Deputado diz que caça a javalis será legalizada o mais rápido possível em SP

Por David Arioch

A regulamentação da caça de javalis é uma das pautas prioritárias da bancada ruralista da Alesp (Fotos: Thais Bilenky/Folhapress/Wikimedia Commons)

Na semana passada, em entrevista ao programa Mercado & Companhia, do Canal Rural, o deputado Frederico D’Avila (PSL) disse que a caça a javalis será legalizada o mais rápido possível em São Paulo.

“Já conversei com o líder do governo na Assembleia, deputado Carlão Pignatari, conversei com o governador João Doria e com o secretário [da agricultura] Gustavo Junqueira e vamos agora regulamentar a legislação dentro do estado”, destacou.

A regulamentação da caça de javalis é uma das pautas prioritárias da Frente Parlamentar da Agricultura e Irrigação da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). D’Avila acrescentou que vai pedir regime de urgência na legalização.

Vale lembrar que no último dia 4 foi publicada no Diário Oficial da União uma nova portaria que permite o uso de cães de qualquer espécie e de armas brancas, como facas, na caça a javalis.

A publicação é resultado de uma atualização nas regras de caça da espécie estabelecidas pelo Ibama, que tem como presidente Eduardo Fortunato Bim, nomeado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que quando concorreu à eleição para deputado federal no ano passado teve como uma das principais bandeiras a defesa da caça.

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Deputado afirma que caça ao javali será legalizada no estado de São Paulo

O deputado Frederico D’Avila (PSL), coordenador da Frente Parlamentar da Agricultura e Irrigação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, afirmou que a caça ao javali será legalizada no estado. Esse é um dos temas que a bancada ruralista paulista tem se dedicado a colocar em votação rapidamente.

Foto: Pixabay

“A caça para controle de javali será legalizada o mais rápido possível. Já conversei com o líder do governo na Assembleia, deputado Carlão Pignatari, conversei com o governador João Doria e com o secretário [da Agricultura] Gustavo Junqueira e vamos agora regulamentar a legislação dentro do estado”, disse o parlamentar ao Canal Rural.

“Sou contra a caça esportiva, mas o javali é uma espécie exótica, não existe outra forma de ser controlada a não ser que seja morto e ele se reproduz com velocidade muito grande”, completou.

O deputado disse também que irá solicitar regime de urgência para a votação do projeto.

Na última semana, o presidente da Associação Nacional de Caça e Conservação (ANCC), Daniel Terra, publicou um vídeo na internet por meio do qual contou ter participado de uma reunião, através de videoconferência, com integrantes da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil. Segundo ele, o objetivo do setor produtivo agrícola é juntar ideias, criar um projeto legislativo sobre a legalização da caça ao javali e entregar para a bancada ruralista “para poder forçar essas mudanças no âmbito legislativo”.

Terra explicou que foram dadas sugestões aos membros da Confederação. Dentre elas, que uma portaria ou lei classifique o javali como animal exótico, assim como outros animais, e que fique explícito que esse tema é de competência exclusiva da União, para que as leis que protegem os javalis em outros estados deixem de ter validade. O presidente da ANCC disse que foi sugerido também que a caça ao javali passe a ser considerada serviço voluntário não passível de multa, com contrapartidas ao caçador, como incentivo fiscal para importação de armas e carga tributária menor para a compra de munição. Segundo Terra, a ideia foi bem aceita na reunião.

Outra proposta do setor agrícola, discutida na reunião, é classificar o javali como animal sinantrópico – aquele que se adapta sozinho a ambientes urbanos, independentemente da vontade do homem, e tira benefícios das condições ecológicas criadas pela atividade humana. Segundo Terra, o objetivo é “colocar o javali no mesmo patamar do rato”.

A autorização para o transporte de corpos de javalis mortos também foi apresentada na reunião. De acordo com o presidente da ANCC, uma proposta será estudada e, depois, repassada ao ministro da Agricultura para ser regulamentada.

Ao final do vídeo, Terra afirma que a discussão sobre a caça ao javali continuará a ser realizada. “Vão ter mais reuniões, vai ser amadurecido isso, mas é uma coisa importante, é o setor produtivo rural, é a bancada ruralista que vai estar recebendo isso, preocupada com a questão do javali. É um momento novo que a gente está vivendo, um cenário mais positivo do que a gente tinha daquele bando de grupos ideológicos lá no poder tentando proteger o javali e contra o controlador”, concluiu.

Nota da Redação: legalizar a caça ao javali no estado de São Paulo é um retrocesso. A proteção à agricultura, para que o javali não interfira nas plantações, deve ser feita através de alternativas éticas e não por meio da caça, que é uma prática cruel e desumana. Classificar o javali como exótico ou sinantrópico não muda o fato de que ele é um ser vivo que deve ter seu direito à vida e à integridade física respeitado. Mudar a classificação da espécie apenas para ter liberdade para matá-la é uma medida antiética, que contraria os direitos animais. Além disso, a liberação da caça ao javali coloca também outras espécies em risco: os cães, que frequentemente são explorados para caçar outros animais, e todas as demais espécies silvestres, que poderão ser mortas na natureza quando caçadores saírem em busca de javalis. É preciso, portanto, que o projeto que prevê a liberação dos javalis no estado de São Paulo, que ainda será colocado em votação, seja barrado e que essa prática jamais receba liberação ou incentivo para ser realizada. 

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Governo de SP regulamenta a caça de javali no estado

Após um projeto de lei que proíbe a caça “em todas as suas modalidades, sob qualquer pretexto, forma e para qualquer finalidade” ter sido sancionado em junho pelo governador de São Paulo, Márcio França (PSB), o governo recuou e, em um retrocesso, voltou a permitir a caça ao javali no estado.

(Foto: Divulgação)

A decisão de novamente autorizar que javalis sejam covardemente caçados foi tomada em conjunto pelas secretarias de Agricultura e Meio Ambiente.

Em entrevista ao Canal Rural, o dirigente da assessoria técnica da Secretaria de Agricultura do estado, José Luiz Fontes, explicou as mudanças provocadas pela nova resolução.

“O que se estabeleceu com essa resolução conjunta da agricultura e meio ambiente é o controle populacional com a coordenação do Estado”, disse Fontes, que explicou ainda que a caça ao javali será feita por controladores credenciados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Lamentavelmente, o órgão, que deveria proteger todas as espécies de animais, legitima ações cruéis ao credenciar pessoas para a caça ao javali.

O dirigente afirmou ainda que as regras estabelecidas pelo Ibama, como a de que apenas pessoas credenciadas podem caçar os javalis, continuam valendo. Apesar da manutenção das regras, mudanças foram feitas em relação ao procedimento realizado para execução da caça. “Esse controlador prestava informações apenas depois das operações de controle, informando a cada trimestre, se não me engano, o quanto foi abatido de javali durante aquele período. Agora o proprietário rural que tiver a ocorrência de javali vai comunicar essa ocorrência e requerer a autorização pra que se faça o abate e vai indicar qual será o controlador que vai ser contratado desses credenciados. Esse controlador vai então informar como será feito esse abate”, explicou. Os novos trâmites, segundo Fontes, vão possibilitar que “o Estado possa ter uma responsabilidade até também compartilhada nesta ação de controle do javali”.

Ao ser questionado pela jornalista do Canal Rural sobre a necessidade de fazer um mapeamento das regiões onde há mais incidência de javalis para que os controladores se dirijam a esses locais para matar os animais, Fontes respondeu que “isso vai ser possível principalmente agora com a entrada da Secretaria da Agricultura”.

No momento em que respondeu a pergunta, o dirigente deixou claro que a liberação da caça por parte das secretarias de Agricultura e Meio Ambiente têm como único objetivo zelar pelo agronegócio, desconsiderando o direito à vida que deveria ser resguardado aos javalis, que, nesta situação, são tratados como meros objetos que trazem prejuízo aos lucros dos produtores rurais e não como seres vivos.

“Talvez a principal novidade dessa resolução e como passa a ser feita aqui em São Paulo é que há um claro reconhecimento da questão ligada ao javali com a agropecuária. Então ela [a espécie] passa a ser tratada agora como uma praga pelos prejuízos que ela provoca à agropecuária, por isso a presença da secretaria da agricultura. Então a Secretaria da Agricultura, agora, vai poder, por essa resolução, auxiliar os agricultores a fazer essas comunicações, vai ter esse banco de dados para junto com a Secretaria do Meio Ambiente estabelecer estratégias pra controle dessa espécie”, afirmou Fontes ao reforçar que o interesse econômico está, para o governo, acima da vida dos javalis.

Ao abordar a forma como será autorizada a caça ao javali, o dirigente explicou que, após o produtor realizar o contato para solicitar liberação para a caça, se a autorização não for emitida em 30 dias, “está autorizada automaticamente a operação da forma como o controlador inseriu no sistema a metodologia”. O sistema a que Fontes se refere, segundo ele, é o mesmo que já vinha sendo utilizado, sendo necessário apenas pequenos ajustes para que atenda às novas regras.

Direito à vida

O javali foi introduzido intencionalmente por humanos no Brasil. Desde os primeiros anos após a chegada dos portugueses no país, a espécie habita o território brasileiro.

Trazer um animal, de forma intencional, para um local para depois decidir que a presença dele não é aceita e, por isso, optar por matá-lo é controverso e extremamente cruel. Os possíveis prejuízos que a espécie pode causar ao país são de responsabilidade de quem trouxe os javalis para o Brasil, não dos animais que, inocentes, não devem pagar com a vida.

Os problemas relacionados à espécie, como a destruição de plantações, por exemplo, provocada pelos javalis com o único intuito de matar a própria fome, devem ser contornados e solucionados de formas éticas, sem que os animais sejam submetidos ao sofrimento e à morte.

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Jogador de futebol caça javali e expõe animal morto em vídeo

O jogador de futebol da seleção uruguaia Edinson Cavani caçou um javali e gravou um vídeo (veja abaixo) ao lado do animal morto, expondo-o como um troféu.

(Foto: Divulgação)

“Aqui temos nosso amigo”, afirmou o atacante ao mostrar o javali morto, que é manuseado por outro homem, que não teve a identidade revelada, enquanto as imagens são registradas. As informações são do portal UOL.

O vídeo que exibe a crueldade da caça gerou polêmica e levou a Direção Nacional de Meio-Ambiente do Uruguai (Dinama) a fazer um pronunciamento sobre o caso. O órgão condenou a atitude do jogador e afirmou que além da caça, é também problemático exibir o animal morto como forma de glorificar o ato.

“Vemos com preocupação a apologia à caça e à morte”, reforçou o diretor da Dinama Alejandro Nario ao jornal El Observador.

Apesar do jogador ter sido criticado, o ato praticado por ele, lamentavelmente, não incorre em nenhuma penalidade. Isso porque a caça do javali é permitida no Uruguai, como forma de impedir prejuízos a produtores rurais, desde 1982.

Nota da Redação: a ANDA repudia a caça para qualquer finalidade e reforça que problemas causados em propriedades rurais devem ser evitados de outras formas – por exemplo, por meio do uso de barreiras que impeçam a entrada de animais – e jamais através da morte de seres sencientes que devem ter o direito à vida respeitado.

Confira o vídeo abaixo:

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Destaques, Notícias

Cães explorados em lutas são forçados a matar javali diante de centenas de pessoas

Imagens mostram cães retalhando um javali durante uma luta mortal que, segundo policiais, foi vista por centenas de espectadores.

Foto: AsiaWire

Os policiais estão procurando os organizadores – que colocaram um grupo de mastins contra o animal selvagem – depois que a crueldade ocorrida em um campo perto de Hanói, no Vietnã, foi anunciada para os fãs online.

A luta foi filmada por uma testemunha que registrou a multidão que encorajava os cães a atacarem o javali. Assim que o javali é solto de uma pequena gaiola, os exploradores dos cães os libertam. Os mastins selvagens imediatamente correm e atacam o javali, que grita de dor. O público incentiva os cães a ficarem cada vez mais violentos.

Foto: AsiaWire

Os cães levam o javali para uma vala e o animal selvagem grita em desespero. Acredita-se que os cães o mataram no local, informa o Daily Mail.

O especialista em animais Vu Ngoc Thanh descreveu o evento como “bárbaro e não civilizado”. Ele questionou: “Onde está a humanidade nisso?”

O diretor de bem-estar animal da Animals Asia, Nguyen Tam Thanh, concordou que lutas entre animais não devem ocorrer em um país civilizado. “Isso é um abuso intencional de animais, e se este caso for subestimado, certamente criará um precedente para casos futuros”, ressaltou.

Foto: AsiaWire

Apesar de o vídeo mostrar uma grande multidão assistindo à luta, a polícia disse que ela se organizou espontaneamente. Os vietnamitas pareciam mostrar sua oposição à crueldade contra a exploração de animais como entretenimento. Ativistas têm realizado inúmeros protestos contra as tradicionais lutas de búfalos.

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