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Estudo revela que cães podem se comunicar com os tutores pela expressão de seus olhos

Foto: Pinterest
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Cães domésticos podem “conversar” com seus tutores usando os olhos para dizer que estão com fome ou querem atenção, segundo uma nova pesquisa.

Quase dois terços dos tutores de cães disseram que seus animais de domésticos usam o olhar para comunicar suas necessidades, acompanhado de latidos, lamentos ou cutucando fisicamente seus amigos humanos.

Nove em cada dez tutores disseram aos pesquisadores que seus animais domésticos são muito bons em comunicar o que desejam através do olhar e da linguagem corporal.

A pesquisa foi realizada pela empresa de alimentos para cães, Pet Munchies, em conjunto com a revista K9 Magazine, que perguntou a 1.100 tutores de cães em toda a Grã-Bretanha sobre como eles interagem com seus cães.

Os cães geralmente empregam “linguagem de cachorro” porque querem comida, mas muitas vezes um olhar intenso é a maneira do animal de expressar preocupação com a segurança da família, segundo a pesquisa.

Cerca de 58% dos animais que ficam de pé e olham intensamente para os humanos, também recorrem a cutucar a perna do tutor com o nariz se a mensagem não estiver sendo transmitida.

Cerca de 57% dos tutores disseram que latir ou resmungar (ganindo) era uma maneira de chamar a atenção – um pouco menos popular do que dar uma olhada para o companheiro humano – e 39% disseram que seus animais iam até a porta para indicar que queriam sair.

Foto: Pinterest
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Pouco menos de um quarto, 22%, disse que seu cachorro corre em círculos ou para frente e para trás para indicar que queria algo e 7,5% disseram que seus animais domésticos recorriam a roubar algo para obter atenção.

Mas a necessidade de conversar funciona nos dois sentidos, com os tutores dizendo que desejam poder ser entendidos por seus animais, também descobriram os pesquisadores.

Quase metade dos tutores de cães, 40%, disse que gostaria de poder perguntar ao animal o que eles poderiam fazer por eles para torná-los mais felizes.

Outros 19% disseram que gostariam de poder perguntar ao animal se estavam doentes e 18% disseram que gostariam de perguntar sobre o passado de seus cães e o que aconteceu com eles antes de se conhecerem.

O editor da K9 Magazine, Ryan O’Meara, 42 anos, e tutor de três cães, disse: “Aprender a ‘falar com cachorro’ é extremamente importante”.

“É crucial entender o que nossos cães estão tentando nos dizer quando se comunicam conosco”.

“Uma das maneiras pelas quais os cães sempre se comunicam com os humanos é estudando nossos olhos” disse o editor.

“Ao longo das décadas, os cães aprenderam a julgar nosso humor e caráter, por exemplo, olhando para nós. Esta é a maneira de um cachorro tentar realmente falar conosco”.

“Eles sabem que entenderemos o que eles estão tentando nos dizer, porque, à medida que o relacionamento com os cães evoluiu, aprendemos a ler os sinais deles e os nossos”.

“E como os cães são realmente inteligentes, ao longo dos anos, eles ampliaram a forma como conversam conosco usando o olhar com a evolução do visual dos ‘olhos de cachorrinho’, estratagema projetado para atrair nossa atenção, imitando os olhos arregalados, a aparência de bebês.

“Como essa pesquisa revela, a maioria dos cães está usando o poder do olhar como uma forma de nos fazer entender o que eles querem de nós e de fazer os tutores entenderem o que seus cães estão dizendo a eles”.

“Seja indo para fora, recebendo um tratamento ou encorajando-nos a mudar nosso foco para eles e dar-lhes alguma atenção, entendemos claramente o que nossos cães querem”.

“A comunicação se resume a olhar, latir ou ganir para os cães. Onde os olhares falham, latir sempre funciona – embora seja um pouco menos sutil”.

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Colunistas, Desobediência Vegana

O caminho do meio não ajuda nas mudanças de atitude

O Caminho do Meio (Madhyama Pratipad, em sânscrito) é uma tradicional expressão budista. Ouço-a sempre, raramente vinda de pessoas ligadas a questões espirituais e muito mais vinda de leigos que a ouviram por aí. Siga pelo ‘caminho do meio’, deixe de radicalismos, temos de ouvir certas vezes.

Ilustração: Mark Ryden

Respeito as religiões, embora não seja obrigada a concordar com elas. Tal frase infelizmente é proferida por todas as pessoas que querem se desculpar e se manter em cima do muro. Não tomando atitude alguma de mudança. Raramente uma pessoa espiritualizada verdadeiramente sai falando essas expressões, usando conceitos que somente tem sentido diante de certas atitudes elevadas.

A mudança requer atitudes drásticas em muitos dos casos. A maioria das mudanças na humanidade ocorreram com mudanças bruscas de atitudes e não com conciliação, comodismo ou conveniência.

Para mudar, temos que tomar posições. Se queremos a liberdade, temos que lutar por ela e nao conciliar formas amenas de prisão.

O sujeito preocupado com os direitos animais, deve tomar atitudes condizentes. Não pode ser hipócrita a ponto de achar que as coisas se ajeitarão sem sua participação ativa.

Pode também pensar no uso adequado dos recursos naturais. Coisa que muito se fala, mas pouco se faz. Basta irmos ao supermercado para vermos que as ecobags, por exemplo não colaram.

Pensar no ambiente é também pensar nos animais, já que estes dividem o mesmo planeta Terra conosco. Não somos absolutos aqui.

A atitude de pouco se importar com a natureza, prejudica muitas espécies animais, que usam recursos naturais, que habitam diversos ecossistemas da Terra.

A atitude de só se importar com os ecossistemas distantes ignora que somos nós os urbanos também parte da natureza e que aqueles indivíduos que estão nos matadouros, granjas, fornecendo ovos, vitela e por consequência o leite, também são seres interessados em seu próprio bem estar. São dignos de consideração.

Ilustração: Mark Ryden

Seguir o ‘caminho do meio’  neste caso deveria  ser tomar uma atitude  ‘radical’  e correta,  a ponto de  ter uma dieta livre da exploração de animais (é possível, com os atuais recursos alimentícios, é barato e acessível a toda a população), ser ecológico e preocupado com as questões políticas, pois estas influem diretamente em tudo o que fazemos e na vida dos animais e ecossistemas.

Mas ainda ouço: ‘siga o caminho do meio’. E a pessoa que diz isso nada faz nem pelo ambiente natural que ela tanto valoriza, nem pelos animais. Apenas vive sua vidinha de conciliações que resume em agradar a todos os que estão próximos. Mas isso é rasteiro.

Não pode contrariar o fulano, nem o sicrano. Fuma e bebe à exaustão, acha bonito. Se entope de carne, laticínios, colaborando para a exlporação ambiental e animal. Usa drogas e com isso colabora com o sistema intrincado de corrupção e exploração humana – e consequentemente animal. É só fazer as conexões. Não pode contrariar o marido, nem a esposa, o que os amigos vão dizer…

Mudar vícios e atitudes, adquirir novos hábitos é coisa que poucos se animam a fazer. Muito mais se escreve ou se cita estes assuntos, mas não vemos atitudes práticas no dia a dia. Falo de atitudes significativas.

Para um planeta superhabitado, é preciso atitudes que tenham peso e não meros descarregos de consciência. Tapar a tampa da panela não vai contar, no final das contas. Pode ser uma atitude de economia doméstica, mas para o planeta as medidas tem de ser em grande escala. Repensar tais atitudes já está acontecendo, falta tomar atitude e tem que ser já.

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