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Voluntários descrevem experiência na conservação de animais como oportunidade única

Foto: Volunteer Network
Foto: Volunteer Network

O Dia Internacional do Voluntario comemorado anualmente em 5 de dezembro, foi criado pela Assembleia Geral da ONU em 1985. A data oferece uma oportunidade para organizações que envolvem ações sociais promover o voluntariado, incentivar os governos a apoiar esforços voluntários e reconhecer contribuições dos indivíduos que praticam serviços voluntários.

Ao celebrar este dia reconhecemos esses heróis desinteressados dos dias atuais e a contribuição que eles dão para construir um mundo melhor para todos, incluindo a conservação da vida selvagem ameaçada de extinção do planeta.
Segundo dados de uma estimativa da ONU em torno de 1 bilhão de pessoas se inscrevem em programas de voluntariado pelo mundo todo a cada ano, formando uma poderosa força global na luta contra os muitos desafios que o planeta enfrenta atualmente.

Além das inúmeras horas trabalhadas, dedicadas altruisticamente ao bem estar dos animais ameaçados, o voluntariado internacional contribui para a execução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, promove um intercâmbio cultural mutuamente benéfico e aumenta a conscientização sobre as questões prementes de nosso tempo.

O voluntariado para proteção da vida selvagem é considerado entre os seus praticantes como uma das melhores maneiras de se voluntariar – voluntários consideram está uma experiência extraordinária de vida, tendo a oportunidade de viver e trabalhar diariamente com pessoas locais e animais selvagens em lugares que os turistas raramente chegariam. É descrita também uma grande oportunidade de conhecer outros voluntários com paixões e interesses semelhantes de todo o mundo, alguns dos quais acabam se tornando amigos ao longo da vida e conexões duradouras e importantes para o futuro.

Pessoas que há realizaram a experiência contam que o voluntariado também permite amplitude de conhecimentos e habilidades, aquisição prática de experiência em campo e uma nova perspectiva de vida e habilidades que transformam.

Para quem viveu isso na pele, o mais importante no voluntariado é testemunhar o impacto de suas ações, fazer parte da solução, trabalhar com outras pessoas com ideias semelhantes e perceber que pode-se fazer a diferença: essas são experiências que mudam uma vida. É o que leva as pessoas a continuarem sendo voluntárias.

“Certamente, uma dessas questões prementes é conservar nossa vida selvagem para as gerações futuras, diante da caça e dos diversos crimes praticados contra a vida selvagem. Felizmente, os voluntários estão firmes para mudar a maré na conservação da vida selvagem – são cidadãos comuns dispostos a viajar para terras distantes, arregaçar as mangas e salvar os animais ameaçados. Esses voluntários estão fazendo uma diferença real e tangível na proteção e conservação da vida selvagem, além de mudar suas próprias vidas para melhor”, diz Earl Smith, CEO da ONG Voluntariado na África.

Só na ONG administrada por Smith ele conta que testemunha em primeira mão o impacto que os voluntários causam, tendo recebido mais de 9.500 voluntários de 25 países. “Nossos voluntários na África ajudaram a reabilitar mais de 1.100 animais, doando inúmeras horas e contribuindo significativamente com os gastos com o turismo destinados à diversos projetos de conservação da vida selvagem”, acrescenta Smith.

Na vanguarda da facilitação do voluntariado ético e seguro para a conservação da vida selvagem, as entidades de proteção animal africanas recrutam profissionalmente, hospedam e cuidam de voluntários durante a sua estadia em um programa de conservação da vida selvagem que acendem sua paixão e mudam suas vidas para melhor, ao mesmo tempo que essas pessoas contribuem de forma real no esforço global para conservar a vida selvagem mais icônica do planeta.

“É realmente a experiência de viagem e voluntariado de uma vida – como evidenciado pelo fato de que mais de 850 de nossos voluntários retornam repetidas vezes”, diz Smith.

Ações de voluntariado como essas estão causando um impacto significativo na conservação da vida selvagem – exatamente em seu habitat natural, onde ela é fundamental – e contribuindo para deixar um legado duradouro e biodiverso para as gerações futuras.

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Conferência sobre tráfico de animais selvagens na América do Sul é realizada no Peru

Foto: World Animal News/Reprodução
Foto: World Animal News/Reprodução

Funcionários de alto nível de organizações governamentais, intergovernamentais e sem fins lucrativos, incluindo representantes do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), estão reunidos em Lima, no Peru, para a primeira Conferência Regional das Américas sobre o Comércio Ilegal de Animais Selvagens.

Desenvolvida em colaboração por várias entidades desde 2017, incluindo a IFAW, a conferência representa um primeiro passo fundamental no estabelecimento de parcerias na região para a prevenção e controle do comércio de animais silvestres. O resultado da conferência inclui participantes de países que assinaram a Declaração de Lima, um compromisso formal de enfrentar a ameaça do comércio de animais silvestres e o desenvolvimento de ações colaborativas e multilaterais para combater sua proliferação.

A América Latina é rica em espécies, mais de 40% da biodiversidade da Terra se encontra na região e mais de um quarto das florestas, transformando a região em um ponto de acesso global do comércio de vida selvagem e tornando as ações imediatas críticas para a sobrevivência de muitas das espécies da região.

Os principais tópicos de discussão na conferência regional variaram desde a prevalência de corrupção e os vários crimes econômicos envolvidos no tráfico de animais silvestres aos controles e regulamentos atuais que regem o comércios de vida selvagem, e o uso de tecnologias para combater o comércio ilegal, incluindo mecanismos de redução da demanda.

Padu Franco, diretor regional da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS) para os Andes, Amazônia e Orinoquia, disse em um comunicado: “Não seremos capazes de proteger a vida selvagem e os ecossistemas até que governos, comunidades, doadores e o público em geral reconheçam o perigo que esses animais correm, o combate aos crimes contra a vida selvagem requerem um compromisso de todos para que os enfrentemos juntos”.

Como os principais países de trânsito e destino do tráfico estão na região, o impacto do comércio ilegal de vida selvagem nas Américas é intenso. A amplitude e a escala desse comércio podem variar desde a morte de elefantes no exterior tendo em vista o marfim, a venda de répteis e aves exóticas como animais domésticos, até partes do corpo de onça-pintada usadas para os chamados “medicamentos tradicionais”. Um aspecto da conferência que chamou a atenção devido ao seu significado regional é a caça e o comércio envolvendo a onça-pintada, as partes de seu corpo e vários derivados.

Joaquin de la Torre Ponce, diretor regional da IFAW para a América Latina e o Caribe disse em um comunicado: “Como a maior espécie de felino das Américas, a onça-pintada é icônica, além de seu papel crítico no ecossistema, possui um tremendo significado cultural. A ação conjunta de colaboração que foi discutida ao longo desta primeira conferência nas Américas é fundamental para abordar o comércio de animais silvestres, que é universalmente reconhecido como uma ameaça crescente a essa espécie fundamental.

Como um dos tipos mais lucrativos de crime organizado, o tráfico de animais selvagens depende fortemente de redes sofisticadas que envolvem suborno, lavagem de dinheiro e, frequentemente, violência. Portanto, o comércio de animais selvagens é um crime sério que não apenas ameaça a biodiversidade de espécies e o meio ambiente, mas também a segurança humana.

O IFAW trabalha para quebrar todos os elos da cadeia comercial, da caça ao tráfico e à demanda. Suas equipes em todo o mundo monitoram os mercados de animais silvestres on-line e off-line, compartilhando informações com agências policiais que levam a repressão ao mercado e processo criminal. Esses esforços, juntamente com os esforços de lobby (por regulação), estão mudando as leis e transformando o mercado.

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Mais de cem animais são mortos pelo furacão Dorian em abrigo

O abrigo da Humane Society Bahamas, localizado em Freeport, na ilha de Grand Bahama foi completamente alagado e muitos animais morreram sem ter como se defender da força das águas que invadiram o local


 

Um voluntário resgata cachorro das águas do furacão Dorian | Foto: Ramon Espinosa/AP
Voluntário resgata cachorro das águas do furacão Dorian | Foto: Ramon Espinosa/AP

Construído em uma elevação de 10 pés (cerca de 3 metros) próximo ao Oceano Atlântico em Freeport, o abrigo da ONG Humane Society na ilha de Grand Bahama no arquipélago das Bahamas, parecia um lugar improvável para inundações, mesmo diante do furacão Dorian d categoria 5.

Mas então, de acordo com a diretora executiva do abrigo, Tip Burrows, “a água entrou de uma vez” – resultado de uma tempestade violenta – durante o auge da fúria do foracão na ilha de Grand Bahama.

O primeiro sinal de socorro veio pelo Facebook de um dos trabalhadores do abrigo: “Pedindo ajuda imediata aos socorristas. Por favor, espalhe a notícia. Há 6 pessoas no abrigo em Coral Road que precisam de ajuda imediata, pois estão com águas até o pescoço”

A água subiu tanto que seis funcionários e três cães subiram em um espaço vago no teto por cerca de duas horas antes de poder nadar em segurança enquanto as águas recuavam graças a um sistema de drenagem no abrigo. Mas 113 cães e gatos morreram, disse Burrows. Cerca de 156 cães e gatos, incluindo 26 animais transferidos para o abrigo antes da tempestade, sobreviveram.

A equipe, que ficou sem conseguir contato com Burrows por boa parte da noite, foi pega de surpresa: “Passamos por várias tempestades por lá sem problemas de inundação”, disse Burrows, que estava em casa durante o pior da tempestade. “Então, de repente, a água começou a entrar, eles a descreveram como um rio furioso.”

Alguns dos animais que sobreviveram foram reunidos com suas famílias nos dias seguintes à tempestade. Os demais, incluindo os residentes que vivem no abrigo há mais tempo, não tem mais um lar – e não encontrará um em Grand Bahama. Então, grupos de bem-estar animal começaram a trabalhar para ajuda-los.

“Nosso abrigo não é habitável para humanos ou animais no momento”, disse Burrows. “A necessidade imediata é tirar esses animais da ilha para obter atendimento médico adequado.”

Quando a ajuda vinda de fora começou a chegar nas Bahamas, organizações de bem-estar animal fizeram planos para transportar animais sem-lar para fora de Grand Bahama no início deste fim de semana. Abrigos ao longo da costa da Flórida concordaram em abrigar alguns dos animais.

Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows
Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows

Ric Browde, da ONG Wings of Rescue que usa aviões para realocar animais de abrigos pelos EUA, disse que seu grupo enviará uma equipe avançada às Bahamas nesta semana para analisar a destruição nas ilhas. Os aviões não serão enviados até o final de semana, no mínimo, ele disse.

“Tenho medo do que vamos encontrar por lá”, disse Browde, presidente e CEO da organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia. “Acho que ninguém sabe quantos humanos morreram, sem mencionar quantos cães e gatos morreram e em que situação estão os que sobreviveram”.

Quando Burrows tentou chegar ao abrigo depois que a tempestade passou, ela não conseguiu passar pelos destroços, lama e água com seu jipe. A diretora então, teve que pegar uma carona em um caminhão de lixo.

Quando chegou lá, ela disse, a parte de trás do abrigo parecia um lago, e os veículos que haviam sido deixados no estacionamento estava em estado de perda total. A água batia em sua cintura enquanto ela caminhava até a porta da frente.

Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows
Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows

Dentro do abrigo, a perda dos animais confirmou os temores mais terríveis de Burrows, embora muitos gatos tivessem conseguido escalar até esconderijos acima da linha da água.

“Eu me senti como se tivesse levado um soco no estômago”, disse ela.

Burrows disse que muitos dos cães que morreram eram residentes de longa data do abrigo. Outros foram confiados a eles por tutores de animais que tiveram que evacuar suas casas às pressas ou não puderam cuidar deles durante a tempestade.

“Perdemos alguns cães que vários funcionários, inclusive eu, éramos muitos apegados”, disse ela. “Isso é difícil. Isso é realmente difícil.”

Burrows disse que a Humane Society é o único abrigo de animais em Grand Bahama, que abriga uma população substancial de cães em situação de rua. O abrigo recebe cerca de 1.200 cães por ano.

Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows
Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows

“Eu estava lá quando construímos essa instalação”, disse ela. “Os prédios ainda estão de pé, mas todo o resto está absolutamente arruinado. Perdemos tudo”.

Há uma coisa boa, no entanto: “Ter tantos animais ainda vivos é um milagre”.

E pelo menos um dos tutores que deixou o cachorro aos cuidados do abrigo se reuniu com seu animal doméstico.

JoNique Sarah postou uma foto sua e de seu cachorro, Blaze, no Facebook. O cão da raça pit bull cinza, foi fotografado com a boca aberta como se estivesse sorrindo, e ele parece tão feliz quanto a tutora.

“Pessoas de todo o mundo rezaram para que encontrássemos Blaze e depois de caminhar por águas que batiam na altura da nossa cintura até a Humane Society e procurar em todos os cômodos, Lalique e Shaylah encontraram nosso bebê !!! A experiência foi tão dolorosa para o pessoal do abrigo, é uma benção que ele tenha sobrevivido”, escreveu ela no Facebook.

Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows
Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows

Uma arrecadação de fundos on-line para o abrigo conseguiu cerca de 62.700 dólares.

A Wings of Rescue usará Fort Lauderdale como base para seus voos e transportará ajuda humanitária para pessoas e animais domésticos enquanto estiver transportando animais para fora da ilha. Browde disse que sua organização provavelmente usaria a Flórida como uma parada de referência para os animais e os enviaria para seus novos abrigos a partir desse local.

Ele está profundamente preocupado com o fato de os animais terem sido expostos à leptospirose, uma doença bacteriana disseminada pelo contato com a água contaminada.

Os animais também podem precisar de vacinas.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) exige que os animais trazidos ao país para venda ou adoção estejam em boa saúde e sejam vacinados contra raiva, cinomose, hepatite, leptospirose, parvo vírus e vírus para influenza. Esses animais não podem vir para os EUA sem um certificado de saúde e um certificado de vacinação contra raiva emitidos por um veterinário do país de exportação ou uma licença de importação emitida pelo governo federal.

Satélite mostra o antes e o depois da passagem do furacão Dorian nas Bahamas | Foto: Divulgação
Satélite mostra o antes e o depois da passagem do furacão Dorian nas Bahamas | Foto: Divulgação

“Esperamos muito em breve anunciar como vamos trazer esses animais domésicos”, disse Browde. “Temos que vacinar todos eles antes que eles entrem no país.”

Mas o USDA está trabalhando em conjunto com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e outras entidades para facilitar a realocação de animais das Bahamas para os EUA.

“Estamos trabalhando todos juntos para facilitar o movimento de animais para fora ilha”, disse o porta-voz do USDA, Andre Bell.

Se o governo das Bahamas solicitar assistência, o Serviço de Animais do Condado de Miami-Dade estarão prontos para ajudar também, disse um porta-voz. O condado pode realocar animais desabrigados com voluntários em lares temporários, colocá-los para adoção localmente ou ajudar a transportar os animais para outros abrigos e organizações de resgate na Flórida e em outros estados.

“Continuamos em contato próximo com o Centro de Operações de Emergência do Condado, que coordena o plano geral de apoio às Bahamas”, disse o porta-voz Erik Hofmeyer em comunicado. “O Condado de Miami-Dade forneceria serviços de emergência para animais se solicitado pelo governo das Bahamas.”

Uma porta-voz da Humane Society do Condado de Broward disse também que eles estão “definitivamente receptivos para ajudar da maneira que puderem”.

Foto: Ramon Espinosa/AP
Foto: Ramon Espinosa/AP

Jacquelyn Petrone, fundadora e diretora executiva da HALO Rescue, um abrigo com sede no Arizona, disse que seu grupo já garantiu aviões fretados que estão à disposição para ajudar a trazer os animais assim que receberem autorização das autoridades das Bahamas para desembarcar no aeroporto em Freeport.

“O aeroporto de Freeport ainda não está disponível, e é por lá que precisamos pousar os aviões”, disse Petrone. “Então, agora estamos tentando conseguir barcos.”

Embora grande parte do foco da ajuda esteja na Humane Society de Grand Bahama, Browde disse que a Wings of Rescue provavelmente também voará para Nassau (ilha das Bahamas) para avaliar as necessidades de lá, especialmente quando se trata de animais em situação de rua.

Uma mulher na capital das Bahamas virou notícia por ter abrigado 97 cães em situação de rua para sua casa na intenção de abrigá-los durante a tempestade, sendo que 79 deles em seu quarto principal.

Graciela “Chella” Phillips, que dirige o grupo de resgate de animais Voiceless Dogs de Nassau, Bahamas, está hospedando e alimentando cães abandonados em seu abrigo há cerca de quatro anos. Ela disse que sua organização está tentando aumentar a conscientização sobre a situação dos cães em situação de rua em Nassau desde que ela começou a alimentá-los nas ruas há 14 anos.

“Sou apenas uma amante dos animais”, disse ela.

Ela arrecada dinheiro online todos os meses para pagar as despesas do abrigo. Este mês, depois que seus esforços para salvar tantos cães foram publicados, ela superou em muito sua meta de 20 mil dólares. Até a quinta-feira, ela tinha arrecadado 248.618 dólares.

“Cães estão se afogando. As pessoas estão desaparecidas”, disse Phillips. “Temos que agradecer por estar vivos.”

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ONGs se mobilizam para ajudar abrigo de animais devastado pelo furacão Dorian

Com os aeroportos fechados e as comunicações em estado precário em decorrência da destruição causada pela passagem do furação Dorian, entidades aguardam informações para poder enviar socorro às Bahamas


 

Com os abrigos de Freeport, nas Bahamas alagados, equipes de resgate continuam a encontrar mais animais presos na inundação | Foto: Humane Society of Grand Bahama
Com os abrigos de Freeport, nas Bahamas alagados, equipes de resgate continuam a encontrar mais animais presos na inundação | Foto: Humane Society of Grand Bahama

Por Eliane Arakaki

A ONG HALO Animal Rescue, sediada em Fênix, no Arizona (EUA) está organizando uma ajuda emergencial para os animais afetados pelo furacão Dorian nas Bahamas.

A diretora executiva da HALO, Jacque Petrone, disse que verificou por telefone que os seis funcionários da Humane Society das Grand Bahamas em Freeport estão seguros, mas o abrigo foi dizimado e o destino dos animais é incerto.

“É um milagre que a diretora Tip (Burrows) e sua equipe tenham sobrevivido”, disse Petrone. “Quando a água estava subindo, eles conseguiram se segurar em um trator com a água já na altura do pescoço para não serem arrastados por uma onda de 15 pés (cerca de 4,5 metros) de altura”.

Como a tempestade despencou sobre a ilha por muito tempo, ainda é impossível que os socorristas entrem na região para avaliar os danos.

“No momento, estamos tentando descobrir quando podemos colocar nossas equipes em campo”, disse Petrone. “As pistas do aeroporto, estradas e rodovias precisam ser limpas da imensa quantidade de detritos para que os aviões possam pousar e veículos circular”.

Petrone conseguiu aviões para transportar suprimentos para a ilha, porém as pistas ainda não estão operacionais para envio do material, assim que for possível a ajuda será despachada. Semelhante iniciativa foi realizada pela ONG depois que o furacão Maria atingiu Porto Rico.

Estima-se que cada voo custe cerca de 2 mil dólares, por isso Petrone criou uma página do GoFundMe (site de arrecadação de fundos) para ajudar nas doações. Até agora, Petrone levantou 20 mil dólares durante a campanha.

“Quando for seguro trazer suprimentos para a ilha, as equipes vão voar até lá e trazer de volta o que puderem entre gatos e cães”, disse Petrone. “Dessa forma, conseguiremos liberar espaço para outros animais que precisam ser resgatados.”

O Departamento de Agricultura dos EUA suspendeu as restrições de trazer animais resgatados das Bahamas para os Estados Unidos, de modo que a HALO espera trazer o maior número possível de cães e gatos, disse Petrone.

Nas missões de resgate anteriores realizadas pela HALO, os animais foram levados de avião para um hangar de avião em Fort Pierce, onde foram recebidos por voluntários de ONGs e centros de resgate de animais.

A HALO também servirá como ponto de coleta de suprimentos e doação do público assim que as necessidades dos animais nas Bahamas forem esclarecidas. Petrone vem recebendo ligações de empresas locais que também estão ansiosas por ajudar.

“As comunicações estão severamente afetadas”, disse ela. “No momento, estamos trabalhando para reunir mais informações sobre os animais do abrigo. Quando tivermos essas informações, poderemos avaliar melhor o que eles precisam e informaremos a todos”.

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Relatório internacional revela aumento no tráfico de partes de tigres

Par de filhotes de tigre na Tailândia | Foto: DNP-Freeland/EPA
Par de filhotes de tigre na Tailândia | Foto: DNP-Freeland/EPA

Dois tigres por semana são descobertos por oficiais nas mãos de traficantes, de acordo com um relatório recentemente divulgado e o mais preocupante é que este fato representa apenas uma pequena fração daqueles que foram mortos.

O relatório, publicado pela organização especialista em tráfico de animais selvagens Traffic, foi divulgado em uma cúpula trienal da CITES, onde 183 países se reúnem sob a Convenção no Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, onde muitos delegados (representantes) pediram ações mais fortes.

O tráfico também teve um aumento desde 2012 com relação ao número de cadáveres de animais descobertos, além de peles e ossos provenientes de fazendas de tigres. O comércio internacional da espécie é proibido, mas os pesquisadores disseram que as instalações de reprodução em cativeiro, principalmente na China, prejudicam sua proteção, mantendo a demanda alta nos mercados domésticos e permitindo a lavagem de produtos de tigres selvagens.

Restam menos de 4 mil tigres em estado selvagem, mas mais de 7 mil em fazendas de tigres, que às vezes se disfarçam de zoológicos. Em 2016, mais de 180 animais foram resgatados em um templo de tigres na Tailândia.

Produtos de 2.359 tigres foram encontrados entre 2000 e 2018 em 32 países, de acordo com o relatório. “Os números devem ser considerados como o mínimo”, disse Kanitha Krishnasamy, diretor responsável pelo sudeste da Ásia na Traffic. “Há uma grande chance de estarmos interceptando apenas uma porcentagem muito pequena do comércio ilegal”.

Ela disse ainda que os delegados da Cites deveriam aplicar propostas de ação há muito discutidas, incluindo o fechamento imediato de fazendas de tigres e penalidades mais duras contra os traficantes. Na China, longas sentenças de prisão são distribuídas, mas em muitos outros países, como a Indonésia, apenas pequenas multas são cobradas.

Autoridades seguram uma pele de tigre encontrada com traficantes | Foto: James Morgan/WWF/PA
Autoridades seguram uma pele de tigre encontrada com traficantes | Foto: James Morgan/WWF/PA

“O tempo para a conversa acabou: as palavras devem ser transformadas em ação para evitar mais perdas de tigres”, disse Krishnasamy. “Cada um deles sendo retirado da natureza realmente importa.” O número de tigres selvagens é mais alto na Índia, mas relatos recentes de uma população crescente podem ser o resultado de uma contagem melhor.

As aves canoras também estavam na agenda da Cites, com delegados do Sri Lanka e dos EUA pedindo uma melhor proteção para as 6 mil espécies do mundo, muitas das quais sofreram declínios severos em suas populações.

As causas são a destruição do habitat, a captura para servir de alimento e a venda como aves domésticas (para viver em gaiolas), bem como a entrada em competições de canto, que são particularmente populares na América Latina.

Madhu Rao, diretor para o sudeste da Ásia na Wildlife Conservation Society, disse: “Os pássaros canoros podem ser silenciados para sempre se não tomarmos medidas agora para protege-los. Este é um problema global”.

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Espécie de tartaruga mais traficada do mundo recebe proteção máxima na CITES

Tartaruga-estrelada-indiana | Foto: WFF
Tartaruga-estrelada-indiana | Foto: WFF

A tartaruga-estrelada-indiana, uma espécie classificada como vulnerável pela IUCN, está sendo severamente traficada mesmo com as restrições ao seu comércio. A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES), um tratado multilateral que envolve 183 nações do mundo todo que se reúnem de três em três anos para proteger plantas e animais ameaçados, impôs regulamentações e exigiu que os países onde vive a tartaruga, incluindo a Índia, fizessem muito mais para proteger e conservar espécies ameaçadas do réptil.

Para combater o declínio nos números da espécie causado em grande parte pelo comércio, estados como Sri Lanka e Índia, e outros países, apresentaram uma proposta na cúpula CITES em andamento (18 a 29 de agosto, em Genebra) para transferir a tartaruga-estrelada-indiana do Apêndice II para o Apêndice I – e a medida foi aprovada com uma maioria expressiva pelas nações participantes da CITES.

Enquanto hoje, a tartaruga-estrelada-indiana é a espécie mais traficada de tartaruga de água doce do mundo, segundo a TRFFIC, essa situação deve mudar com a atual decisão da conferência da CITES, onde uma vitória pode significar muito para o animal ameaçado. Esses animais são nativos da Índia e encontrados apenas no Sri Lanka, em algumas partes da Índia e no Paquistão.

A tartaruga, agora protegida pelo Apêndice I da CITES, obteve um grande impulso em seu status de proteção, onde o comércio ilegal internacional de tartarugas, bem como a da lontra e da lontra asiática, foi declarado ilegal. Agora, a negociação desses animais exigirá registro e permissões especiais, dificultando o comércio. O Apêndice II ainda faz concessões para o comércio regulamentado de animais criados em cativeiro, o que não é algo que se aplica a espécies protegidas sob o Apêndice I.

O tráfico ilegal para o comércio internacional de animais silvestres é, de longe, a maior ameaça aos seus baixos números, seguida pelo aumento da perda de habitats por terras agrícolas. Esses fatores, em combinação com longos ciclos reprodutivos, tornam quase certo que as populações na natureza estão encolhendo.

E isso não deixará de ser uma ameaça agora que a vida selvagem é classificada em uma categoria melhor protegida. É necessário que mais países se envolvam e contribuam para uma melhor proteção dessas espécies.

“…esperamos que esta nova listagem de proteção na CITES funcione como um apelo à ação. Louvamos a Índia, o Nepal, as Filipinas e o Bangladesh por trazerem as propostas de proteção para lontras e todos os países e organizações de conservação que os apoiaram”.

Os países proponentes dizem acreditar que a tartaruga-estrelada-indiana atende aos critérios para inclusão no Apêndice I. Mas mais do que isso, eles dizem que essa decisão vai enviar um sinal forte para os mercados e determinar um recado necessário e importante para o futuro da proteção da tartaruga-estrelada-indiana.

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Vitória para tubarões e raias em conferência internacional de proteção às espécies

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revelou em março que 17 espécies de raias e tubarões enfrentam a extinção | Foto: AFP/Sayllou
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revelou em março que 17 espécies de raias e tubarões enfrentam a extinção | Foto: AFP/Sayllou

Uma proposta para fortalecer as proteções dos tubarões-mako, caçados por sua carne e barbatanas, foi adotada no último domingo (25 de agosto) por 102 países-membros na Cúpula Mundial de Comércio de Vida Selvagem da CITES, em Genebra, na Suíça.

Os tubarões-mako, conhecidos como as espécies de tubarões mais velozes do oceano, praticamente desapareceram do Mediterrâneo e o seu número declinou muito nos oceanos Atlântico, Pacífico Norte e Índico.

O México apresentou uma proposta para listar os tubarões-mako no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), o que significa que eles não podem ser comercializados a menos que se prove que sua pesca não ameaçará suas chances de sobrevivência.

Peixe seco e barbatana de tubarão à venda em uma loja de Hong Kong | Foto: Anthony Wallace
Peixe seco e barbatana de tubarão à venda em uma loja de Hong Kong | Foto: Anthony Wallace

Os tubarões-mako costumam ser alvo por causa de suas barbatanas – usadas na sopa de barbatana de tubarão -, um prato “de status” nos países asiáticos, especialmente na China, onde é frequentemente servida em casamentos.

“A pesca é a principal ameaça enfrentada pelos tubarões”, disse um delegado da União Europeia, que apoiou a proposta.

“Precisamos de medidas muito mais fortes” do que as iniciativas nacionais para evitar a extinção da espécie, disse ele durante um acalorado debate.

Os países que se opõem à medida, como o Japão e a China, argumentam que não há dados científicos suficientes para mostrar que os tubarões-mako estão declinando como resultado de seu comércio. Quarenta nações votaram contra a medida.

Delegados de mais de 180 países que se reuniram em Genebra por 12 dias também votaram pela inclusão de um total de 18 espécies de raias e tubarões no Anexo II.

“Há um verdadeiro impulso global para salvar essas espécies. Agora há esperança para essas 18 espécies de tubarões e raias”, disse Megan O’Toole, do Fundo Internacional para a Proteção dos Animais (IFAW).

“Agora há esperança para essas espécies”, acrescentou Luke Warwick, da Wildlife Conservation Society.

A votação ainda deve ser finalizada na sessão plenária ao final, quando todas as propostas de mudança de apêndice aprovadas em comitê forem adotadas oficialmente.
A CITES pode impor sanções a países que não aderem às suas regras.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revelou em março que 17 espécies de raias e tubarões enfrentam a extinção.

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Imagem de tubarão
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Conferência Internacional oferece oportunidade única de salvar os tubarões ameaçados de extinção

Foto: Wildestanimal/Shutterstock
Foto: Wildestanimal/Shutterstock

Tubarões são acostumados a longas jornadas. Eles estão entre as espécies “mais exploradoras” do nosso planeta, com migrações conhecidas por exceder 20 mil quilômetros. Devido principalmente à pesca predatória implacável que mata de 63 milhões a 273 milhões por ano, principalmente tendo como alvo suas barbatanas, essas viagens também estão cheias de perigo. Mas este ano marca a mais importante jornada de todos os tubarões – aquela voltada para a conservação da espécie ameaçada por um precipício de extinção.

Representantes de 183 partidos membros da CITES, Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres, estão reunidos em Genebra para a reunião trienal da convenção, onde analisarão propostas para regular o comércio internacional de mais de 500 espécies, adicionando-as aos apêndices (listagens de proteção) da convenção.

As três propostas para tubarões e raias listariam os tubarões mako shortfin (barbatana curta) e longfin (barbatana comprida), 10 espécies de raias, e seis espécies do guitarfish (peixe-guitarra) gigante no apêndice II. Se adotadas, os países seriam então obrigados a provar que o comércio dessas espécies é legal, sustentável e não prejudica as populações selvagens. Será um momento decisivo na jornada das listagens de tubarões do CITES se todas as três propostas forem aprovadas, quase dobrando o número de espécies de tubarões e raias (de valor comercial) protegidos pela CITES.

Progressos significativos foram feitos em nome de tubarões e arraias nos últimos 10 anos, mas nem sempre foi fácil alcançá-las. Antes de 2013, os defensores de tubarões tiveram que fazer uma campanha intensiva contra uma relutância histórica em listar qualquer peixe marinho comercialmente valioso na CITES. Um grande avanço ocorreu em 2013, quando, pela primeira vez, cinco espécies de tubarões comumente comercializadas e todas as raias mantas (jamantas) foram adicionadas. Agora, um número recorde de estados está apoiando a listagem de um número recorde de espécies de tubarões.

Para chegar até esse ponto os defensores dos animais e cientistas alimentaram cuidadosamente uma mudança na percepção pública de tubarões, do inimigo devorador de homens, ao amigo biologicamente incrível e ecologicamente vital do oceano. Em segundo lugar, a ciência mostrou o terrível declínio da população e sua causa – principalmente a pesca excessiva, impulsionada pelo mercado internacional de produtos de tubarão e de raias. Talvez o mais importante, o desenvolvimento de ferramentas, como guias de identificação de alertas de DNA e barbatanas, mostrou que existem recursos para aplicar com eficácia as proteções das listagens de tubarões e raias do CITES.

Mesmo com os ganhos recentes, tubarões e raias ainda estão sendo mortos a uma taxa insustentável – seja especificamente por suas barbatanas ou carne, ou indiscriminadamente em operações de pesca industrial – e 31% dessas espécies estão ameaçadas de extinção.

Infelizmente, os cientistas continuam sendo os portadores de más notícias. Em 2019, o Grupo de Especialistas em Tubarões da IUCN (SSG), com apoio do Shark Conservation Fund, emitiu dois conjuntos de advertências rígidas. Em março, elevou os níveis de ameaça para os tubarões mako, shortfin e longfin de vulneráveis para ameaçadas de extinção. O segundo sinal de alarme soou em julho, com o anúncio da SSG de que 15 das 16 espécies do gigantesco peixe-agulha e peixe-espada, pouco conhecido, mas extraordinário, estão agora classificadas como criticamente ameaçadas, apenas um nível abaixo da extinção na natureza.

Tubarão mako de barbatana curta | Foto: NOAA
Tubarão mako de barbatana curta | Foto: NOAA

Apesar de suas populações em queda, os makos, o peixe-guitarra gigante e as arraias não estão sujeitos a nenhuma regulamentação comercial internacional, e a pesca de mako é quase sem controle algum. Isso pode finalmente mudar nas próximas semanas com uma votação de maioria de dois terços em apoio às propostas pelos 183 países membros da CITES. O sucesso em Genebra permitirá que o tubarão mais rápido de todos – o mako shortfin – e a família de peixes marinhos mais ameaçada do mundo – peixe-martelo gigante e arraias – façam progressos significativos em seu longo caminho para a recuperação.

A CITES está entre as poucas convenções internacionais de conservação que os países levam a sério, em grande parte porque enfrentam sanções internacionais caso não implementem as medidas aprovadas. Essas listagens adicionais tornariam a CITES uma força motriz ainda maior na conservação e gestão global de tubarões, e marcaria um novo capítulo no gerenciamento de tubarões, e não no fim da história.

Este é um momento importante que pode definir o caminho para vencer a luta contra a extinção de tubarões e raias. Mas há um longo caminho a percorrer. Menos de 20% do comércio de barbatanas de tubarão é regulado. Essa porcentagem pode subir se as listagens de 2019 forem aprovadas e aplicadas, mas ainda não é suficiente.

A longo prazo, o sucesso seria que todas as espécies de tubarões e raias ameaçadas fosse protegidas. Não é tarde demais, e agosto de 2019 pode ser um marco na história de sobrevivência de 400 milhões de anos do tubarão.

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Tráfico internacional de dentes de hipopótamo cresce com ajuda das redes sociais

Foto: Raul Arboleda/AFP
Foto: Raul Arboleda/AFP

O comércio internacional de dentes e presas de hipopótamos está rapidamente se tornando um substituto para o marfim de elefante, alertam os especialistas.

Azzedine Downes, chefe-executivo do International Fund for Animal Welfare – Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW, na sigla em inglês), disse que a prática era preocupante e está tomando grandes proporções em um tempo curto.

Falando durante uma visita a Dubai para discutir vendas on-line de produtos de origem animal, ele disse que um aumento na demanda nos mercados da Ásia e da Europa era o responsável pela ascensão do comércio.

O ambientalista disse que muitos dentes de hipopótamo, também conhecidos como marfim de hipopótamo, acabam em Hong Kong, onde são transformados em entalhes ornamentais intrincados, semelhantes aos ornamentos feitos de marfim de elefante.

“Não são apenas as partes do corpo de animais vendidas, como dentes de hipopótamo, chifre de rinoceronte, barbatanas de tubarão ou escamas de pangolim, que são o problema, mas as redes criminosas por trás das vendas”, disse Downes ao The National.

“Algumas das discussões que tivemos com autoridades governamentais nos Emirados Árabes Unidos foram sobre quem administra essas redes e como elas podem ser desativadas”.

“Parar o cibercrime da vida selvagem não deve girar apenas sobre um produto específico, pois sempre haverá maneiras de navegar em torno da lei”.

“O marfim hipopótamo é um bom exemplo, pois não há proteção para os dentes do hipopótamo, que é o que sabemos que está sendo negociado agora”.

O Sr. Downes estava no país para participar de uma série de conversas com autoridades sobre uma nova iniciativa contra o cibercrime para a região, que deve ser apresentada no ano que vem.

O plano busca melhorar a forma como as evidências são coletadas, as taxas dos casos que terminam em processo e as relações do governo com as empresas de mídia social, cujas plataformas às vezes são usadas para negociar contrabando.

Ano passado um relatório feito pelos analistas de segurança C4ADS identificou o Aeroporto Internacional de Dubai como um centro para os traficantes de vida selvagem que viajam da África para a Ásia.

Não há nenhuma proibição internacional sobre o comércio de marfim de hipopótamos, com apenas alguns países designando a prática como ilegal com medidas de proteção à espécie.

O IFAW gostaria de ver mais nações introduzirem legislação para proibir o comércio da vida selvagem, enquanto a proibição do comércio de marfim de elefante no Reino Unido deverá ser estendida para incluir o hipopótamo neste ano.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) disse que cerca de 60 toneladas de dentes de hipopótamos foram importadas para Hong Kong entre 2004 e 2014. Quase metade disso veio de Uganda, onde as autoridades estavam preocupadas com a população cada vez menor de hipopótamos selvagens.

Os registros também mostram que 12.847 dentes de hipopótamo e presas, pesando cerca de 3.326 quilos, foram comprados e vendidos no ano passado. O comércio aumentou de 273 itens em 2007 para mais de 6.000 em 2011.

O comércio de marfim de hipopótamo foi banido pelo Uganda em 2014, mas outros países de origem, onde ainda é legal, incluem o Malawi, a Zâmbia e o Zimbabué.

Downes disse que é preciso fazer mais para proteger os hipopótamos, que são considerados vulneráveis pelo World Wildlife Fund.

Ele afirmou também que o compartilhamento eficaz de inteligência foi a maior arma na luta contra o tráfico da vida selvagem, e que a capacidade dos EAU (Emirados Árabes Unidos) de rastrear e impedir o contrabando ilegal continuou a melhorar.

“Há certas leis de privacidade de dados que impedem as empresas de mídia social de compartilhar informações obtidas de contas que vendem partes de animais selvagem on-line”, disse ele.

“A maioria dos governos está se tornando mais consciente desses problemas. Existem medidas de segurança impressionantes implementadas pelo governo dos EAU, para que elas possam rastrear essas transações, se houver vontade política para fazê-lo”.

“O novo projeto de combate ao cibercrime vai procurar mais sites para interromper as redes, detectando padrões de comportamento na origem da caça que podem indicar atividade criminosa”.

“Isso só pode ser bem sucedido com o compartilhamento de informações”.

O marfim de hipopótamo, que se assemelha muito ao do elefante, é geralmente mais barato que o marfim de elefante, devido à sua proibição de comércio internacional limitada.

Desde 2014, o preço do marfim caiu cerca de 70%, segundo pesquisa realizada na China.

Os números publicados pela Save the Elephants mostram que o preço caiu de um pico em 2014 de cerca de 2.100 dólares por quilo, para cerca de 730 dólares em 2017.

Entalhes de marfim hipopótamo podem custar entre 50 dólares e 500 dólares, dependendo do tamanho.

Elsayed Mohamed, diretor regional da Ifena para a região Mena, disse que uma proposta sobre a melhor forma de combater o cibercrime internacional da vida selvagem deve ser discutida em uma conferência da CITES em Genebra no próximo mês.

“A proposta sugere a indicação de pontos nacionais de contato para investigações on-line, coleta de provas e processos para desenvolver relacionamentos com empresas de tecnologia”, disse ele.

“Programas de monitoramento nacional em andamento e especialistas relevantes devem ser estabelecidos para desenvolver um apêndice de espécimes mais comumente encontrados para venda online.”

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Presidente francês exige ação do G7 em relação à Floresta Amazônica

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (22) que a situação da Amazônia representa uma “crise internacional”. Ele exigiu, através de seu Twitter, que os líderes do G7 – grupo internacional composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – participem de uma reunião emergencial para discutir o tema.

O presidente da França, Macron
Foto: Ludovic Marin/AFP

“Nossa casa está queimando. Literalmente. A Floresta Amazônica, pulmão que produz 20% do oxigênio do nosso planeta, está em chamas. Isso é uma crise internacional. Membros do G7, vamos discutir essa emergência de primeira ordem em dois dias”, pediu Macron.

O secretário geral da ONU, António Guterres, também se pronunciou sobre o assunto, afirmando que outros danos à Amazônia não podem ser permitidos. “Estou profundamente preocupado com as queimadas na floresta Amazônica. Em meio à crise climática global, não podemos permitir mais danos a essa grande fonte de oxigênio e biodiversidade. A Amazônia precisa ser protegida”, escreveu ele.

María Fernanda Espinosa, presidente da Assembleia Geral da ONU, declarou estar preocupada com os incêndios florestais ao redor do mundo. “As florestas são essenciais para combater as mudanças climáticas”, disse ela.

O presidente Jair Bolsonaro, que já discutiu com Macron por questões ambientais, voltou a afirmar que suspeita que as ONGs tenham causado as queimadas na Floresta Amazônica, apesar de não ter provas. “Quer que eu culpe os índios? Quer que eu culpe os marcianos? É, no meu entender, um indício fortíssimo que é esse pessoal de ONG que perdeu a teta deles, é simples”, declarou nesta manhã.

O primeiro atrito entre Macron e Bolsonaro aconteceu em junho, durante um encontro dos dois em reunião do G20 – grupo composto por ministros de finanças e chefes de bancos das 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. Durante o encontro, Macron e a chanceler alemã Angela Merkel pressionaram o presidente do Brasil a não deixar o Acordo de Paris, que visa conter a crise climática.

Em resposta, Bolsonaro disse que Macron e Merkel não tinham autoridade para discutir questões brasileiras. “Convidei ele (Macron) e a Angela Merkel a sobrevoar a Amazônia, se encontrasse num espaço entre Boa Vista e Manaus, 1 km quadrado de desmatamento, eu concordaria com eles. Agora o mesmo, como sobrevoei a Europa por duas vezes, eu também lhes disse que não encontrei 1 km quadrado de floresta naquela região. Então eles não têm autoridade para vir discutir essa questão para conosco”, afirmou Bolsonaro.


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Mais de 100 países votam a favor de proteções internacionais para as girafas na CITES

Girafas na reserva de Masai Mara no Quênia | FOTO: REUTERS/Goran Tomasevic/File Photo
Girafas na reserva de Masai Mara no Quênia | FOTO: REUTERS/Goran Tomasevic/File Photo

Países membros da convenção votaram em peso na quinta-feira a favor de medidas de combate ao tráfico internacional de girafas, uma espécie em extinção, superando as objeções colocadas por estados da África Austral e recebendo elogios de conservacionistas.

Dessa forma o animal mais alto do mundo ganhou mais proteções depois que nações do mundo apoiaram o fim do comércio internacional não regulamentado de partes do corpo das girafas.

A decisão provisória, tomada em um comitê chave da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES), deverá ser aprovada em uma plenária na próxima semana, disseram autoridades. Os requisitos entrariam em vigor 30 dias depois.

“Estamos falando de algumas dezenas de milhares de girafas e conversamos sobre algumas centenas de milhares de elefantes africanos. Então, precisamos ter cuidado”, disse ele.

Cerca de 106 membros do tratado de conservação da vida selvagem, apoiado pela ONU, votaram a favor da moção, 21 votaram contra e 7 abstenções, disse o presidente, acrescentando: “A proposta foi aceita.”

Ativistas da vida selvagem saudaram a decisão de listar nove espécies de girafas no Anexo II da CITES, medida que dá mais proteção à espécie. A vitória veio após a derrota de uma moção do Botswana e outros países do sul da África para excluir suas populações de girafas de qualquer regulamentação.

As girafas enfrentam “uma extinção silenciosa”, informou o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, um grupo de conservação, em um comunicado.

Existem nove subespécies de girafa. Algumas, como a girafa núbia, estão à beira da extinção com apenas algumas centenas de indivíduos restantes no mundo. A maior população, a girafa Masai, caiu para 35 mil animais nos últimos 30 anos. No entanto, algumas outras populações significativas, como as da África do Sul, estão aumentando. As novas medidas não proíbem o comércio internacional, mas exigirão autorizações rígidas e fornecerão dados vitais sobre a extensão global do comércio.

“Ao colocar limites estritos ao comércio em partes de girafas, os países membros da CITES reconheceram que o comércio descontrolado poderia ameaçar a sobrevivência das girafas”, disse Elly Pepper, do grupo norte-americano. “Graças à decisão de hoje, o comércio internacional de partes de girafa – que inclui tapetes e esculturas ósseas – será rastreado de uma forma que nos permita focar nas tendências problemáticas desse comércio destrutivo e lutar por proteções adicionais”, disse ela.

Existem nove subespécies de girafa. Algumas, como a girafa núbia, estão à beira da extinção com apenas algumas centenas de indivíduos restantes no mundo. A maior população, a girafa Masai, caiu para 35 mil animais nos últimos 30 anos. No entanto, algumas outras populações significativas, como as da África do Sul, estão aumentando. As novas medidas não proíbem o comércio internacional, mas exigirão autorizações rígidas e fornecerão dados vitais sobre a extensão global do comércio.

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Vitória histórica para os elefantes em conferência internacional de proteção à vida selvagem

Ramadiba no zoológico de Johannesburg | Foto: Sarah Koning
Ramadiba no zoológico de Johannesburg | Foto: Sarah Koning

Uma votação na 18ª reunião da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas em favor da limitação do comércio internacional de animais vai mudar a regulamentação atual que permite que quatro países da África Austral – Zimbábue, Namíbia, Botswana e África do Sul – vendam seus elefantes a zoológicos e parques de vida selvagem em outros continentes.

Estes locais são finalmente considerados inadequados e inaceitáveis, graças aos quarenta e seis países que votaram a favor da decisão.

Juntos, os quatro abrigam quase metade dos elefantes africanos do mundo e têm menos restrições comerciais do que as nações onde os paquidermes estão sob grave ameaça. O Zimbábue enviou dúzias de elefantes pequenos para a China nos últimos anos e disse em junho que está aberto para vender sua vida selvagem a quem quiser.

A diretora e bióloga de elefantes da Humane Society International (HSI) África, Audrey Delsink, estive presente na conferência e reiterou que a exportação de elefantes selvagens vivos, animais que já não prosperam em cativeiro, “não serve para fins de conservação e é combatida por numerosos biólogos especialistas em elefantes”.

“A captura de filhotes de elefantes é horrivelmente cruel e traumática para as mães, seus filhos e seus rebanhos que são deixados para trás. Os bebês sofrem danos físicos e psicológicos quando tomados de suas mães. Os zoológicos e outras instalações em cativeiro forçam esses filhotes a viver em um ambiente não natural e insalubre que não atende às suas complexas necessidades”, explicou Delsink.

Os elefantes em Botswana e no Zimbábue, no entanto, tinham uma anotação específica que permitia ao comércio “destinos apropriados e aceitáveis”, explicou a HSI.

Botsuana e Zimbábue dizem ter elefantes demais e querem que Cites relaxe algumas de suas regras, incluindo uma moratória sobre as vendas de marfim, que será discutida na convenção ainda esta semana. Os países abrigam as duas maiores populações de elefantes do mundo, com mais de 200 mil vivendo nas duas nações no total.

Somente nos últimos sete anos, o Zimbábue capturou e exportou mais de 100 filhotes de elefantes, muitos dos quais morreram posteriormente devido a traumas e abusos.

A HSI, juntamente com a African Elephant Coalition, formada por 32 países membros que garantem o bem-estar dos elefantes e a proteção do comércio de marfim, saudaram a decisão da CITES.

A 18ª Conferência da CITES está sendo realizada em Genebra, na Suíça, de 17 a 28 de agosto.

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