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Pesquisa revela que os animais também fazem contas

Foto: Pixabay

Em um estudo publicado na revista Trends in Ecology and Evolution, o cientista Andreas Nieder reuniu diversas pesquisas feitas pelo mundo e chegou a uma conclusão bastante interessante sobre a vida animal: os animais conseguem contar. Em seu estudo, ele concluiu que muitos animais possuem a capacidade de processar e representar números, o que os ajuda a sobreviver na natureza.

Compreender quantidades é fundamental para a vida animal, já que ajuda as mais variadas espécies a resolver uma série de problemas, como encontrar um parceiro, procurar comida e até mesmo se orientar. As abelhas, por exemplo, se guiam através de pontos de referência que encontram pelo caminho. Dessa forma, em suas viagens para campos de flores, não se perdem e conseguem retornar para suas colmeias. Outro exemplo são as formigas do deserto, que contam seus passos para rastrear o quão longe estão do ninho.

Outras espécies como os lobos cinzentos, por exemplo, realizam cálculos para caçarem presas mais especificas, dessa forma se dividem em seis a oito lobos quando caçam alces e 13 ou mais lobos quando caçam bisontes. No entanto, as presas também não ficam atrás, já que os alces geralmente se dispersam em manadas menores a fim de evitar lobos, enquanto se reúnem em manadas maiores para reduzir as chances de se tornarem vítimas.

A contagem também é bastante importante para definir lutas, já que muitas espécies precisam avaliar a força e o número relativo de oponentes antes de iniciar uma luta por território ou por companheiro. Por exemplo, as fêmeas de leões africanos conseguem ouvir e distinguir rugidos de outros leões e podem optar por lutar ou fugir dependendo da quantidade de rugidos que são ouvidos. “Elas estão avaliando o número de indivíduos em seus grupos para as situações da vida cotidiana. Portanto, a capacidade de discriminar números precisa ter um forte benefício de sobrevivência e reprodução”, explica Andreas.

Apesar dos resultados obtidos por Andreas Nieder em seu estudo para compreender a competência numérica dos animais, o cientista pede mais contribuição cientifica de profissionais para auxiliar em suas pesquisas, já que este é um estudo difícil, longo e demorado. “Isso só pode ser feito na natureza, se você quiser obter resultados realmente significativos”, conclui o pesquisador.


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Google desenvolve inteligência artificial que identifica animais selvagens raros na natureza

Foto: Google
Foto: Google

Muitas espécies de animais selvagens são especialistas em se esconder, se camuflar e ficar fora de vista, mas uma nova parceria entre o Google e a organização conservacionista, Wildlife Insights, tem como objetivo ajudar os cientistas a capturar e analisar fotos desses animais em seu habitat natural.

O programa usará um software de inteligência artificial para classificar as fotografias tiradas por pequenas câmeras instaladas na natureza, acionadas por sensores, colocadas em áreas selvagens em todo o mundo.

Os serviços de inteligência artificial e nuvem do Google ajudarão os pesquisadores a analisar e arquivar o enorme volume de imagens capturadas pelo programa como parte de um esforço para melhorar as estratégias de conservação de animais em todo o mundo.

As câmeras acionadas por sensores foram originalmente desenvolvidas em 1990 e nos anos seguintes foram colocadas em diversos locais, do México a Madagascar.

Até o momento, 4.553 milhões de fotos foram tiradas de 8.209 de câmeras implementadas na natureza.

Foto: Google
Foto: Google

Foram documentadas 797 espécies diferentes de animais nessas imagens, incluindo pacas manchadas na Amazônia, antílopes suni na Tanzânia, os raros cervos-rato no Vietnã e a anta malaia na Malásia.

Embora o programa tenha gerado uma enorme quantidade de dados brutos, muitos pesquisadores têm se esforçado para analisar tudo e identificar todos os diferentes animais que acabam sendo capturados nas fotos.

O software de identificação do Google poderá classificar as fotos e descartar aquelas imagens que provavelmente não possuem nenhum animal para facilitar o processo de análise dos pesquisadores.

A ferramenta permitirá aos cientistas entender melhor as populações gerais de animais em diferentes regiões do mundo, estimar hábitos migratórios de certas espécies e aprender mais sobre como as mudanças climáticas estão afetando a vida dos animais.

O Google também está desenvolvendo um banco de dados público que dará acesso a todas as fotos e informações de localização de todos os animais para os interessados nesse tipo de conhecimento.

“A esperança é que isso acelere drasticamente o processo de obter os dados do campo de ação da câmera para o Google Cloud (Nuvem) e para que possamos abrir essas informações para análise e mapeamento”, disse Tanya Birch, do Google. As informações são do Daily Mail.

Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN:

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Destaques, Notícias

Vídeo flagra elefanta quebrando barreira em rodovia para que sua manada pudesse atravessar

Foto: Twitter
Foto: Twitter

A Internet está cheia de inúmeros vídeos de elefantes lidando com obstáculos criados pelo homem, provando que eles são um dos animais mais inteligentes sobre a Terra. Uma filmagem recente de uma manada de elefantes tentando atravessar uma rodovia movimentada, que se tornou viral nas redes sociais, tem atraído a atenção de usuários do mundo todo.

O clipe mostra uma elefanta tentando quebrar uma barreira central em uma movimentada estrada que liga as cidades indianas de Coimbatore e Mettupalayam para ajudar sua manada a alcançar o outro lado da estrada e assim entrar na floresta.

O vídeo foi compartilhado no Twitter pelo oficial da IFS ou Indian Forest Service (Serviço Florestal Indiano), Parveen Kaswan, que elogiou a qualidade de liderança da elefanta ressaltando a capacidade única dos elefantes de nunca esquecem suas rotas.

Ele compartilhou o vídeo com a legenda: “Liderança é principalmente sobre responsabilidade. Uma elefanta abre caminho para outros cinco membros da família atravessarem a movimentada estrada Coimabtore até a Rodovia Nacional Mettupalayam. Os elefantes nunca esquecem suas rotas”.

No vídeo, a elefanta que lidera o rebanho pode ser vista empurrando as barreiras divisórias do canteiro central da rodovia com sua tromba, exercendo sua força e depois quebrando o obstáculo. Assim que ela abre o caminho, os demais atravessam rapidamente a estrada movimentada e entram na floresta.

O vídeo alcançou 17 mil visualizações, 1,5 mil curtidas e 421 retweets.

Foto: Twitter
Foto: Twitter

Internautas elogiaram a memória dos elefantes e alguns deles criticaram a maneira como os humanos invadiram seus habitats. As informações são do jornal Indian Times.

Vida de elefante

Grupos de elefantes ou manadas seguem uma estrutura matriarcal em que a elefanta mais velha fica no comando dos demais. Os rebanhos são compostos principalmente por membros da família do sexo feminino, filhotes e elefantes mais jovens, de acordo com o LiveScience e incluem cerca de 6 a 20 membros, dependendo do suprimento de alimentos. Quando a família fica muito grande, os rebanhos geralmente se dividem em grupos menores que permanecem na mesma área.

A matriarca conta com sua experiência e memória para lembrar onde estão os melhores locais para comida, água e onde encontrar proteção. A matriarca também é responsável por ensinar aos membros mais jovens de sua família como se socializar com outros elefantes.

Foto: Jasoprakas Debdas
Foto: Jasoprakas Debdas

Os elefantes são muito sociais e podem se comunicar entre si e identificar outros elefantes a distâncias de até 3 quilômetros usando sons estrondosos e agudos que ficam abaixo do alcance audível dos seres humanos, de acordo com o LiveScience.

Os elefantes demonstram prontamente boas maneiras aos membros de seu rebanho e outros rebanhos. Por exemplo, eles usam suas trombas para cumprimentar um ao outro, segurando-a no alto ou inserindo a extremidade da tromba na boca de outro elefante.

Os elefantes também prestam muita atenção ao bem-estar de todos os membros de seu rebanho e farão o possível para cuidar e proteger os membros fracos ou feridos.

Foto: Pinterest
Foto: Pinterest

Eles são considerados uma espécie extremamente inteligente e foram observados mostrando habilidades avançadas de resolução de problemas e demonstrando empatia, luto e autoconsciência, de acordo com um artigo da Scientific American.

Estado de conservação

A União Internacional para Conservação da Natureza e Recursos Naturais (IUCN) classifica o elefante asiático como ameaçado de extinção. Embora não se saiba exatamente quantos elefantes asiáticos restam no planeta, os especialistas acreditam que a população está diminuindo.

Foto: The Economist
Foto: The Economist

O elefante africano é considerado vulnerável, de acordo com a IUCN, e a população da espécie está aumentando. Segundo a African Wildlife Foundation, existem cerca de 415 mil elefantes africanos em estado selvagem.

Ameaças contra a sobrevivência de elefantes africanos e asiáticos incluem caça e perda de habitat, segundo o World Wildlife Fund.

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Supermercados Walmart não venderão mais peixes vivos em suas lojas

Foto: Pinterest
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O maior varejista do mundo já vendeu peixes vivos como animais domésticos em cerca de 1.700 lojas. Mas, em uma teleconferência com seus fornecedores no início deste ano, o Walmart anunciou que não ofereceria mais peixes ou plantas aquáticas. De acordo com a Pet Business, a mudança começou em março, mas os gerentes de lojas individuais tiveram a opção de decidir quando remover os tanques.

O Walmart respondeu por grande parte do mercado de peixes vivos. Estima-se que o varejista em massa tenha respondido por até 30% das vendas de peixes tropicais no mercado mundial.

Peixes como animais domésticos

Manter um peixe como animal doméstico para aprender sobre responsabilidade geralmente é um ritual de infância. Muitas pessoas provavelmente se lembram de pegar um peixe dourado em um tanque lotado ou um betta cintilante, embalado em um pequeno recipiente de plástico.

“Como os peixes habitam habitats vastos e obscuros, a ciência apenas começou a explorar abaixo da superfície do mar sobre suas vidas particulares. Eles não são movidos pelo instinto ou respondem como máquinas”, afirmou o ecologista Jonathan Balcombe, autor do livro de 2016 “What a Fish Knows” (O que um Peixe Sabe),  em entrevista ao New York Times.

“Suas mentes respondem com flexibilidade a diferentes situações. Eles não são apenas coisas, eles são seres sencientes com vidas consdieradas importantes para eles. Um peixe tem uma biografia, não apenas uma biologia”.

Um estudo de 2016 publicado na revista Animal Cognition revelou que os peixes são muito mais inteligentes do que as pessoas imaginam. Eles são capazes de reconhecer outros peixes e resolver quebra-cabeças. Ao contrário da crença popular, suas memórias podem durar meses.

A indústria de animais domésticos costuma maltratar peixes. Em maio passado, o grupo internacional de direitos dos animais PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) divulgou uma exposição de mais de 100 lojas da Petco, revelando peixes betta vivendo em água contaminada. Muitos peixes morrem antes de chegar à loja de animais. Apesar de precisar de pelo menos um tanque de 2,5 litros, um bom sistema de filtragem e água com temperatura controlada, muitos peixes vivem suas vidas em pequenos tanques ou aquários.

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Atleta vegano é campeão de torneio mundial de tênis no Japão

Foto: Novak Djokovic/Instagram
Foto: Novak Djokovic/Instagram

O atleta vegano Novak Djokovic derrotou John Millman no campeonato mundial de tênis Japão Open sem perder um único set durante o torneio.

A vitória por 6-3 e 6-2 é o primeiro título de Djokovic em Tóquio e vem logo depois que ele se retirou do US Open devido a uma lesão.

“Eu me senti ótimo”

“Me senti muito bem na quadra, também fui muito recebido pelo povo japonês fora da quadra. Eles me fizeram sentir em casa”, disse o jogador à Associação de Profissionais de Tênis.

“Não perdi nenhum set, joguei muito bem, saquei muito bem. No geral, uma ótima experiência”.

À base de vegetais

No início deste ano, Djokovic atribuiu seu tempo de recuperação mais rápido a uma alimentação baseada em vegetais – mas diz que ele se abstém de usar rótulos devido a “más interpretações” e “mau uso” dos temos.

Segundo Aol, ele disse: “Eu como vegetais. Acho que essa é uma das razões pelas quais me recupero bem. Não tenho alergias que costumava ter mais e eu realmente aprecio isso”.

Em uma entrevista mais recente à WIRED, o atleta expandiu os benefícios de sua alimentação livre de derivados de animais, afirmando: “Sou mais saudável em geral, tenho mais energia, durmo melhor, como atleta me recupero melhor, acima da média e tenho mais concentração na quadra, além de conseguir correr mais rápido”.

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Filhote de leão dá um abraço em seu pai em uma cena que lembra o filme “Rei Leão”

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

O adorável filhote de leão trouxe a tona o lado mais suave de seu pai, enquanto os dois se abraçavam em um momento real, belo e comovente que lembrou uma cena da animação produzida pelos estúdios Disney: “O Rei Leão”.

Sabine Bernert, 53 anos, de Paris, estava documentando a vida selvagem no Quênia, quando capturou a sequência de fotos impressionante.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

As imagens da fotógrafa mostram um pai olhando para seu território nas planícies antes de seus filhotes se esgueirarem pela grama alta, fingindo atacá-lo e buscando por carinho.

Sabine capturou o momento nas primeiras horas da manhã enquanto fotografada a vida selvagem na reserva para um livro infantil.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

Conheça mais sobre os leões, os animais mais inteligentes entre os grandes felinos

Dotados de altos níveis de percepção e inteligencia cognitiva, os leões podem resolver quebra-cabeças que leopardos e tigres sozinhos não conseguem – evidências científicas apontam que a sociabilidade promove a altos níveis de cognição.

A teoria da inteligência social afirma que ter uma vida comunitária complexa, que envolve desafios como acompanhar quem é amigo e quem é inimigo, levou os animais de grupo a desenvolver a engenharia mental necessária para resolver e lembrar de tarefas mentais. Em outras palavras, a complexidade social leva à complexidade cognitiva.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

Pesquisadores há muito exploram essa ideia observando animais como chimpanzés, golfinhos e elefantes, mas a bióloga Natalia Borrego, da Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, se concentra em grandes felinos. “Você tem muitas espécies intimamente relacionadas com esses diversos desafios ecológicos e diferentes sistemas sociais”, ela diz.

Dez fatos sobre os leões

1. Os leões são os únicos grandes felinos a viver em grupos, chamados de “orgulho”. Os orgulhos (prides) são grupos familiares próximos. Eles trabalham juntos para defender o território e caçar.

2. As fêmeas do grupo tendem a fazer a maior parte da caça. Elas agem juntas e usam táticas inteligentes de caça para capturar presas que não seriam capazes de capturar sozinhas, pois esses presas são mais rápidas que elas (leoas).

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

3. Os leões gostam de relaxar e descansar no sol. Eles passam entre 16 e 20 horas por dia descansando e dormindo. Eles têm poucas glândulas sudoríparas, então sabiamente eles tendem a conservar sua energia descansando durante o dia e se tornando mais ativos à noite quando está mais frio.

4. As leoas são mães atenciosas que cuidam de um filhote negligenciado, permitindo que ele mame nelas e lhes dando uma chance de sobreviver. Duas ou mais leoas em um grupo tendem a dar à luz na mesma época, e os filhotes são criados juntos. Filhotes são extremamente brincalhões.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

5. Leões rugem para comunicar sua posição a outros membros do grupo. O rugido de um leão é o mais alto de qualquer outro felino de grande porte e pode ser ouvido a até 8 km de distância.

6. Os leões têm uma excelente visão noturna. Eles são 6 vezes mais sensíveis à luz que os humanos. Isto dá-lhes uma vantagem distinta sobre algumas espécies de animais quando caçam à noite.

7. Os leões se comunicam através de uma série de comportamentos e seus movimentos expressivos são altamente desenvolvidos. Eles realizarão ações táticas e pacíficas, como lamber-se e esfregar as cabeças. Cabeça esfregando, ou “nuzzling”, é um comportamento de saudação comum para os leões. Eles também se comunicam através de uma variedade de vocalizações, incluindo ronronados, rosnados, miaus e assobios. Suas vocalizações também variam em intensidade e duração.

Foto: One Kind Planet
Foto: One Kind Planet

8. A juba do leão macho é uma característica distintiva dos leões, como nenhum outro felino tem. Isso faz com que os leões machos pareçam maiores, permitindo que eles sejam mais intimidadores. Também sinaliza maturidade sexual e estado de saúde; as leoas tendem a favorecer (se interessar) por leões com jubas mais densas e mais escuras.

9. Os Leões são símbolos de força e coragem e foram celebrados ao longo da história por essas características. Eles também são símbolos comuns para a realeza e a grandiosidade, daí a expressão “rei da selva”.

10. Os antigos egípcios veneravam os leões como símbolos de guerra devido à sua força, poder e ferocidade. As esfinges famosas são apenas uma das muitas representações míticas do leão na cultura egípcia.

Fonte: onekindplanet.org

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Podem existir criaturas no planeta mais inteligentes que os humanos

Imagem: Pixabay

Há muito tempo os humanos são considerados os seres mais inteligentes entre todas as espécies. Contudo, poderia haver alguém mais inteligente e capaz que nos tirar dessa posição? Muitas pessoas acreditam que a resposta para essa pergunta é sim. Como assim?

Quem pode ser mais inteligente que o ser humano?

Um estudo feito ano passado, afirma que os golfinhos são criaturas altamente inteligentes e que podem superar a inteligência humana em alguns aspectos. Um deles é a autoconsciência. No teste, foi um teste de auto-reconhecimento de espelho (MSR) que consiste basicamente em apresentar um espelho ao sujeito e ver quanto tempo ele ou ela leva para se reconhecer.

Quando apresentados a um espelho, os bebês humanos geralmente não conseguem se reconhecer até os 12 meses de idade. Os golfinhos nariz-de-garrafa, por outro lado, são capazes de se reconhecer com apenas sete meses de idade. O experimento foi feito em golfinhos machos e fêmeas para obter uma série de resultados.

Foto: Pixabay

Eles são capazes de muito mais do que qualquer um já percebeu. Eles são até capazes de criar sons personalizados que podem ser vistos como o equivalente como nomes para diferentes membros de seu grupo. Eles podem resolver problemas, bem como se comunicar uns com os outros sem qualquer dificuldade. Algumas pessoas realmente acreditam que devemos tratá-los como pessoas, em certo sentido, por causa de seu alto intelecto.

O que o relatório diz?

Aqui está uma pequena parte do estudo sobre os golfinhos:

Nós expusemos dois jovens golfinhos-nariz-de-garrafa a um espelho subaquático e analisamos gravações em vídeo de suas respostas comportamentais durante um período de três anos. Ambos os golfinhos exibiram MSR, indicado pelo comportamento auto-dirigido no espelho, em idades mais precoce do que geralmente relatadas em crianças e em idades muito mais novas do que os chimpanzés.

O início precoce da MSR em jovens golfinhos ocorre paralelamente ao desenvolvimento sensório-motor avançado, interações sociais complexas e recíprocas e à crescente consciência social. Ambos os golfinhos passaram nos testes subsequentes em idades comparáveis às crianças. Assim, nossos resultados indicam que os golfinhos exibem autoconsciência em um espelho em uma idade mais jovem do que já relatada anteriormente para crianças e outras espécies.

Os golfinhos estão aqui há mais tempo que nós e têm cérebros muito maiores. Podemos aprender muito com esses animais, se os encararmos como iguais ou não. Eles devem ser estudados e testados para ver o que eles são realmente capazes de fazer.

O vídeo abaixo fala sobre os golfinhos e como inteligentes eles realmente são.

Fonte: Disclose.tv

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Estudo revela que golfinhos usam nomes para se comunicar

Golfinhos adotam nomes individuais para se comunicar uns com os outros e construir um círculo social, aponta um estudo australiano realizado com animais da espécie golfinho-roaz, também conhecida como nariz-de-garrafa.

Golfinhos são um dos animais mais inteligentes do mundo.
Golfinhos são um dos animais mais inteligentes do mundo. | Foto: Divulgação

O golfinho macho desenvolve um “apito de assinatura” ou sinal de identidade dentro dos primeiros meses de vida, que é estruturalmente único, de acordo com o estudo divulgado nesta sexta-feira (8) pela revista científica “Current Biology“.

“O apito de assinatura é um exemplo raro de um mamífero não humano usando uma etiqueta vocal que pode ser considerada comparável a um nome humano”, disse o estudo.

“O golfinho-roaz aprende com habilidade a produção vocal, um dom notavelmente raro em mamíferos, e usa o aprendizado vocal para desenvolver seu apito individual específico, que usa para transmitir sua identidade”, acrescenta o texto.

“Descobrimos que golfinhos machos mantêm seu apito exclusivo de assinatura, permitindo-lhes reconhecer muitos amigos e rivais diferentes em sua rede social, algo que atualmente não é conhecido em qualquer outro animal não humano”, escreveu a coautora do estudo, Stephanie King, da Universidade da Austrália Ocidental no portal australiano especializado em pesquisa acadêmica The Conversation.

“Foi demonstrado que esses apitos de assinatura são, de alguma forma, comparáveis ​​aos nomes humanos. Os golfinhos os usam para se apresentar ou até copiar outros como meio de se dirigir a indivíduos específicos”, acrescenta King.

Sinais de identidade compartilhados

O estudo também revelou que, como em humanos – cuja voz pode se tornar similar à de pessoas próximas –, os golfinhos-roazes também experimentam uma convergência fonética.

“Convergência em sinais de identidade compartilhados ou similares foi documentada em golfinhos-roazes masculinos aliados”, informa o estudo.

A acomodação vocal convergente é usada em muitas espécies para sinalizar proximidade social a um parceiro ou grupo social.

Quanto aos motivos por trás dessas “assinaturas de aliança”, o estudo afirma que os benefícios sugeridos incluem “difundir a identidade da aliança como uma unidade social específica em relação a outros machos aliados ou a fêmeas sexualmente receptivas”.

O golfinho-roaz é uma das espécies mais famosas de mamíferos marinhos e está presente nos mares temperados e tropicais, tanto em áreas costeiras como em alto mar. A popularidade da espécie cresceu a partir da série americana de TV Flipper e devido à capacidade de viver em cativeiro.

Fonte: G1

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Pesquisadores comprovam que galinhas possuem habilidades complexas de comunicação

A inteligência das galinhas é subestimada, de acordo com um artigo publicado na revista Animal Cognition. Os autores revisaram as pesquisas mais recentes sobre psicologia, comportamento e emoções das aves.

Foto: Farm Sanctuary

A autora Lori Marino é uma cientista sênior do The Someone Project, que estuda o comportamento e a inteligência dos animais que vivem em fazendas. Ela afirmou em um comunicado: “[Galinhas] são percebidas como privadas da maioria das características psicológicas que reconhecemos em outros animais inteligentes e geralmente são enxergadas como detentoras de um baixo nível de inteligência em comparação a outros animais. A própria ideia da psicologia da galinha é estranha para a maioria das pessoas”.

Embora sua inteligência seja ofuscada por outros grupos de aves, as galinhas sabem seu lugar na ordem hierárquica e conseguem argumentar por dedução, que é uma habilidade que os humanos desenvolvem com sete anos.

Há diversos exemplos da inteligência dessas aves que também possuem alguma noção sobre números. De acordo com o Phys, os pintinhos domesticados podem distinguir entre quantidades, possuem noções ordinais, que se referem à capacidade de colocar quantidades em uma série. Os pintinhos domesticados de cinco dias mostram habilidades de aritmética simples na forma de adição e subtração. Além disso, as aves possuem autocontrole quando se trata de assegurar uma melhor recompensa alimentar e conseguem avaliar sua posição na ordem hierárquica. Estas duas características sinalizam autoconsciência, disse Marino.

“A comunicação das galinhas é muito complexa e consiste em um enorme repertório de exibições visuais diferentes e pelo menos 24 vocalizações distintas”, apontou. De acordo com o estudo, as galinhas possuem a capacidade complexa da comunicação referencial, que envolve sinais como chamadas, exibições e assobios para a difusão de informações. Elas usam isso para alertar quando há perigo, por exemplo. Esta habilidade requer algum nível de autoconsciência e a capacidade de considerar a perspectiva de outro animal e é encontrada em outras espécies altamente inteligentes e sociais como primatas.

De acordo com o EarthSky, as galinhas também percebem intervalos de tempo e podem antecipar eventos futuros. Como muitos outros animais, elas mostram sua complexidade cognitiva quando precisam solucionar problemas. Essas aves conseguem tomar decisões considerando o que é melhor para elas e também possuem uma forma simples de empatia denominada contágio emocional.

De acordo com a revisão, as galinhas não apenas possuem personalidades diferentes, como as mães também exibem uma série de características que parecem afetar o comportamento dos pintinhos. Elas podem enganar umas as outras e aprender umas com as outras.

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Livro compartilha histórias sobre o luto, a inteligência e a compaixão dos animais

A obra questiona os pressupostos humanos sobre a natureza e mostra que as outras espécies também sentem e o que seus comportamentos revelam sobre como elas pensam.

Foto: Gerry Broome/ Associated Press)

Como um cuidador de animais e um ecologista treinado que trabalha no campo, o autor possui conhecimento sobre o assunto. As histórias de inteligência animal e empatia são muitas vezes familiares: Koko, o gorila que aprendeu a linguagem gestual e o buldogue francês que adotou filhotes de javali são alguns exemplos. Elas lembram aos leitores que o debate sobre as capacidades animais não é uma novidade e apresenta histórias de luto, inteligência, amor e compaixão.

Há outros dados além das reflexões de Wohlleben. Um exemplo é de um pesquisador de lobos que descreveu ao autor como os filhotes de lobos envolvem os corvos e como os pássaros até alertam “seus amigos de quatro patas” quando um predador está próximo, informa o Huffington Post.

Wohlleben aprova termos antropomórficos e sugere que a recusa de muitos cientistas e legisladores políticos de utilizá-los é equivocada. Além de retratar as vidas complexas dos animais, ele ressalta as falhas do tratamento que os seres humanos oferecem a eles. Ele compartilha mensagens importantes e mostra sua frustração em relação a como subestimamos nossos semelhantes. “Quando as pessoas rejeitam o reconhecimento do caminho das emoções nos animais, tenho a vaga sensação de que existe um pouco de medo de que os seres humanos possam perder seu status especial. Pior ainda, seria muito mais difícil explorar os animais. Toda refeição consumida ou jaqueta de couro desgastada despertaria considerações morais que arruinariam sua diversão”, escreve.

“Quando você pensa em como os porcos são sensíveis, como eles ensinam seus jovens e os ajudam a parir seus próprios filhos posteriormente, como eles respondem aos seus nomes, o pensamento sobre o extermínio anual de 250 milhões desses animais somente na União Europeia é assombroso”, continua.

As palavras de Wohlleben comovem até mesmo os mais céticos quanto à senciência animal. Por meio de evidências científicas, ele retrata a complexidade emocional de outras espécies.

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Pesquisadores mostram a complexidade das habilidades cognitivas das raias

Ameaçados pela pesca, pela criação intensiva em cativeiro, pela indústria de aquários e por pesquisas científicas, raramente os peixes recebem o mesmo nível de compaixão ou bem-estar que o os vertebrados com sangue quente.

Foto: Ellen Cuylaerts / Barcroft Media

Uma pesquisa sobre raias gigantes (Manta birostris), publicada por Csilla Ari e Dominic D’Agostino, explorou a noção de elas poderiam ser classificadas como autoconscientes. Raias gigantes possuem o maior cérebro de todas as espécies de peixes e suas características indicam interações sociais complexas e inteligência.

Ari descobriu que, quando as raias são expostas a um espelho,  elas realizaram movimentos incomuns, repetitivos, exploratórios, verificação de contingência e comportamento autodirigido. Elas deram uma atenção seletiva ao espelho ao realizaram movimentos significativamente mais repetitivos (movimentos de barbatanas cefálicos constantes) do que sem o espelho. Os animais também observaram suas imagens e fizeram bolhas, semelhante ao observado em golfinhos-nariz de-garrafa colocados na mesma situação.

As raias também possuem a capacidade de mudar de cor, aumentando rapidamente a intensidade de suas marcas brancas quando um novo indivíduo se aproxima. Isso não foi observado com a presença de um espelho provavelmente porque os animais não percebem sua imagem espelhada como um novo indivíduo e porque os comportamentos observados não faziam parte da interação social normal.

De acordo com o The Guardian, as observações de Ari e D’Agostino oferecem evidências de respostas comportamentais conhecidas como pré-requisitos para a autoconsciência que foram usadas por outros pesquisadores para confirmar o auto reconhecimento em espécies de primatas. Como as espécies autoconscientes são conhecidas por comportamentos sociais complexos, cooperativos e empáticos, as descobertas mostram as capacidades cognitivas dos peixes e questionam a crueldade cometida contra eles.

A União Internacional para a Conservação da Natureza reconhece a raia gigante como uma espécie vulnerável, com um declínio crescente da população atual. Os animais são protegidos em algumas regiões e a espécie está listada na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, que restringe seu comércio. Apesar disso, calcula-se que até mil mantas gigantes são criadas em locais específicos anualmente para serem mortas por suas carnes e brânquias, que são comercializadas como medicamentos na China.

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Empresária vegana usa tecnologia para salvar animais

Ela Madej é uma empresária com a preocupação de entender como nossas ações afetam o mundo. Depois de aprender sobre as ineficiências e muitas consequências não desejadas do nosso sistema alimentar atual, ela adotou o veganismo e usou sua plataforma para ajudar a encontrar soluções tecnológicas para a crise alimentar mundial.

Para Madej, o Vale do Silício não se trata de ganhar dinheiro fácil, é na verdade um ambiente de desenvolvimento e tecnologia orientado por objetivos que podem ter um impacto positivo na sociedade de moderna. Com isso em mente, ela investiu em mais de 30 empresas privadas em áreas como biologia sintética, energia, tecnologia espacial, tecnologia da saúde, tecnologia alimentar, veículos autônomos e muito mais.

Em uma entrevista recente para o “Eat For The Planet“, em tradução livre “Coma Para o Planeta”, Ela Madej explicou que enxerga o espaço tecnológico sendo utilizado com “belas maneiras” de reparar o sistema de alimentos quebrado. E como isso pode ajudar a reduzir o uso de pesticidas através da tecnologia e inovação em transporte de produtos frescos para os locais que mais precisam. A empresária vê muitas oportunidades diferentes para que as empresas melhorem a forma como nos alimentamos. Além disso, ela também investiu na Memphis Meat, a empresa pioneira trabalhando em carnes limpas e a Geltor, uma empresa de tecnologia que produz gelatina vegana.

Empresária vegana investe tecnologia em alimentos para salvar os animais.
Ela Madej acredita que a tecnologia utilizada nos alimentos poderá salvar os animais (Foto: Fifty.vc)

De acordo com Ela Madej, é importante nos atentarmos economicamente porque o capitalismo precisa evoluir se quisermos nos preparar para um futuro que será impactado negativamente pela mudança climática. A inteligência artificial tem um papel importante, pois é necessário para nós começarmos a construir valores em uma tecnologia que favorece os animais, a saúde humana e o planeta.

A tecnologia nos ajudou a construir sistema alimentar industrializado atual, porém também causou muitas consequências inesperadas. Ao mecanizar e expandir a carne e os produtos lácteos, por exemplo, geramos uma crise ambiental em que a indústria global de gado é responsável pelo desmatamento desenfreado, bem como pela poluição do ar e da água – sem mencionar que gera mais emissão de gases do que todo o setor de transporte. Agora temos uma possível chance de construir uma tecnologia melhor que possa ajudar a curar nosso sistema alimentar.

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